quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

06:56

Estimulação Motora Precoce

Em nenhuma fase do ser humano o desenvolvimento motor vai ser tão rápido como o de 0 a 1 ano e 8 meses. Portanto, este é o período em que o bebê ainda terá maiores possibilidades de se normalizar sem se defasar no seu desenvolvimento.

Independente da perspectiva adotada, mais biológica ou social, são muitas as evidências de que crianças pré-termo estão sob maior risco para apresentar atraso perceptual, motor e cognitivo, associado ou não a problemas de comportamento e déficit de atenção. Ao se pensar em lesão cerebral que ocorreu pré, peri ou pós natal tem que se pensar, ao mesmo tempo, em intervenção precoce nas áreas sensório-motoras para atingir o mais rápido possível um desenvolvimento que ainda está com toda a sua plasticidade e capacidade de receber as sensações normais e integrá-las.

Pensava-se que o SNC era imutável após o seu desenvolvimento. Com a descoberta da neuroplasticidade sabe-se que as conexões sinápticas são modificadas pela demanda funcional. Como substrato da aprendizagem do indivíduo em sua interação com o ambiente, pode-se perceber a importância da criança experimentar movimentos e posturas normais desde seu nascimento, favorecendo a sua habilitação; caso contrário se esta criança começar a realizar movimentos e posturas anormais durante seu desenvolvimento, estará aprendendo a interagir com o mundo em padrões anormais, reforçando circuitos neuronais de comportamentos anormais, dificultando e limitando sua qualidade de vida.

Quanto mais tarde a criança iniciar o plano de normalização, mais defasado estará o seu desenvolvimento motor, juntamente com a perda na área sensorial, refletindo na perda da noção espacial, esquema corporal, percepção, que poderá contribuir com a falta de atenção ou dificuldades cognitivas. O tratamento por meio do conceito neuroevolutivo (Bobath) foi originalmente desenvolvido pelos Bobath na Inglaterra no início da década de 1940 para o tratamento de indivíduos com fisiopatologias do SNC. Esse método foi descrito como um conceito de vida e, como tal, continuou a evoluir com o passar dos anos .

O tratamento pelo desenvolvimento neurológico, como planejado por Bobath, usa o manuseio para inibir respostas anormais enquanto facilita reações automáticas. O manuseio proporciona experiências sensoriais e motoras normais que darão base para o desenvolvimento motor. Com as abordagens sensório-motoras, estímulos sensoriais específicos são administrados para estimular uma resposta comportamental ou motora desejada. Técnicas de integração sensorial algumas vezes são incorporadas nos programas sensório-motores. A intervenção sensório-motora pode ser aplicada a bebês de alto risco de várias maneiras, por exemplo, o rolamento linear em uma bola pequena para estimular o sistema vestibular e promover um estado de alerta. Estímulos proprioceptivos e táteis profundos poderão promover um comportamento calmo e auto regulatório .

As atividades lúdicas são um meio para atingir os objetivos terapêuticos. A brincadeira original não é como tirar férias da vida; é vida. O terapeuta e a criança estão sempre crescendo e mudando. A brincadeira original não se baseia no medo, mas em uma relação de confiança com a vida. Como um amiguinho, o terapeuta se junta a criança de tal forma que ambos sentem-se amados, respeitados e ansiosos por explorar. As habilidades necessárias para a brincadeira serão a curiosidade, confiança, resistência, vigilância.

A arte de normalizar o tônus é brincar com ele. Se o tônus é baixo, trazê-lo para um tônus mais alto e normalizado; se o tônus é alto, trazê-lo para o tônus mais baixo e normalizado. Assim que obtiver um tônus mais normalizado, é necessário dar-se a reação de equilíbrio. São essas reações de equilíbrio, rotação, tirar da linha média, que vão manter o tônus normalizado e fazer com que o cérebro integre essas reações e mantém o tônus.

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Antes que a criança chegue é necessário planejar como utilizar o ambiente e os brinquedos para trabalhar no sentido das metas de desenvolvimento da criança. É importante ter pelo menos um plano de reserva para a seção de fisioterapia, pois a criança pode não querer realizar atividade proposta. O uso criativo do equipamento e dos brinquedos é uma habilidade muito importante. Um adjunto à flexibilidade é aprender a usar o ambiente como instrumento de fisioterapia. Uma grande motivação para as crianças pequenas são irmãos, pais e avós. A família pode conseguir que a criança faça alguma coisa que o terapeuta não consegue. Também sabem o tipo de brincadeira que a criança gosta e podem incorporar jogos familiares às sessões. A música também pode ser de grande motivação; pode ser de fundo, para incrementar a atmosfera da sessão de fisioterapia, usada como meio para as rotinas de exercícios, tocada em um gravador acionado por botões para incentivar movimentos específicos.

Estudo comparativo sobre desempenho perceptual e motor em crianças em idade escolar que nasceram pré-termo e a termo mostrou diferenças significativas de desempenho entre os dois grupos em quase todos os testes. Chama a atenção para a importância do acompanhamento que deve ser dado do desenvolvimento de recém-nascidos pré-termo, principalmente os nascidos abaixo da 34º semana de gestação e com menos de 1500g, até a idade escolar. Uma recomendação pertinente, frente aos dados apresentados, é que além de programas de detecção precoce de seqüelas neuromotoras, crianças com história de prematuridade e que não apresentam quadro neurológico evidente, deveriam ser encaminhados a programas de intervenção precoce .

Em análise sobre o desenvolvimento cognitivo de crianças nascidas com muito baixo peso na idade pré-escolar, constatou-se um funcionamento intelectual limítrofe no momento da avaliação, indicando possível dificuldade escolar, reforçando a necessidade de se promover estimulação adequada à criança.

É muito importante fazer um plano de tratamento, visualizando-se o bebê com o que se apresenta, e como será se não for possível normalizá-lo, para que se trabalhe muito mais nas suas dificuldades e que, pelo bom posicionamento, a normalização adquirida na terapia ou pelo manuseio adequado dado pela mãe (que deve ser bem orientada) perdure por mais tempo. Essa é a idéia fundamental da intervenção precoce: normalizar o tônus e permitir que, pela plasticidade, estas sensações normais sejam absorvidas e que sejam mantidas pelo maior tempo possível, para que as sensações anormais sejam colocadas em segundo plano, fazendo com que o cérebro só integre as sensações normais e depois as use para sempre.

De nada adianta o bebê ir diariamente à sessão de terapia e depois passar o resto do dia em posturas que não favoreçam esta normalização. É muito mais vantajoso um bebê ir uma a duas vezes por semana na terapia onde a mãe é sempre orientada e assiste o tratamento. Ela é a grande força para a normalização de um bebê pequeno, e por isso ela deve ser respeitada, conquistada e amada pelo terapeuta .

Fonte: FisioWeb

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

13:17

Que o seu Natal seja especial!

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Um Feliz Natal com muita paz, amor, saúde e disposição.

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

04:55

Psicomotricidade e o desenvolvimento do ser humano


Para Vítor da Fonseca, "Psicomotricidade é a evolução das relações recíprocas, incessantes e permanentes dos fatores neurofisiológicos, psicológicos e sociais que intervêm na integração, elaboração e realização do movimento humano". Existem outros teóricos da área, Nelson Mendes, Le Boulch, Pierre Vayer, Ajuriaguerra, Paul Shilder e Piaget, que falam da importância do desenvolvimento motor como precursor de todas as demais áreas. Porém, a partir da orientação em uma pré-escola é que se pode constatar a abrangência do significado de todas as definições e de toda a teoria na prática.

Voltemos à definição de Vítor da Fonseca: quando alguns dos fatores deixa de se relacionar, o que será que acontece? Para o autor da definição, "a ausência de espaço e a privação de movimento é uma verdadeira talidomida da atual sociedade, continuando na família (urbanização) e na escola. A total não-aceitação da necessidade de movimento e da experiência corporal da criança põe em causa as atividades instrumentais que organizam o cérebro".

Na escola recebemos crianças de um a sete anos de idade – cada vez maior o número de hipotônicas (relaxamento exagerado da musculatura), descoordenadas (desajeitadas), arrítmicas (não conseguem um ajuste entre o ritmo interno e o externo), com andar de "periquito" (andar na ponta dos pés), dificuldade verbal (fala infantilizada, troca de letras, afásicas, omissões de letras etc.), dificuldade de orientação espaço-temporal, de percepção visual, de esquema corporal e de lateralidade.

Além das causas citadas por Vítor da Fonseca, ainda se juntam outras como superproteção, falta de limite, rejeição, impedimento de que cresçam e evoluam em sua independência, com mensagens do tipo: "deixa que eu faço para você, você ainda não sabe", "demora muito", "você ainda não consegue" (frases geralmente ditas pelos adultos que convivem com a criança). Também atividades do dia-a-dia como comer sozinha, ir ao banheiro e limpar-se, vestir-se, calçar, tomar banho, escovar os dentes, lavar as mãos etc. são adiadas. Fora os conselhos de profissionais da área de saúde de que a criança só deve ir para a escola depois dos três anos, quando já ganhou maior resistência imunológica. Então, criam-se, para os filhos de mães inexperientes, verdadeiras "bolhas" de proteção. É de sabedoria popular que somente em contato com os vírus criamos anticorpos; para isto existem as vacinas. Se não forem aplicadas antes dos três anos, as doenças da infância acontecerão depois. O que se perde nestes três anos, em que a criança ficou fora da escola numa cidade como São Paulo, só com muito esforço num consultório ou numa pré-escola, cujo enfoque é primordialmente o desenvolvimento motor, é que se poderá recuperar.

Assistimos a casos clínicos de crianças de três anos que pareciam ter transtornos neurológicos e que, na realidade, apresentavam histórico de superproteção por motivo de doença. Uma menina de três anos e meio, que era constantemente carregada pelos pais com receio de que caísse e se machucasse (porque foi muito doente após o nascimento e o pai entrava em desespero quando a ouvia chorar), apresentava um atraso motor de dois anos em seu desenvolvimento e de um ano e seis meses em sua maturidade cognitiva e emocional. Um menino extremamente inteligente na verbalização, mas que não conseguia uma produção motora coerente com o desenvolvimento da linguagem, apresentando um atraso de um ano e meio em sua realização motora, por ter tido uma doença quando iniciou a marcha e, por isso, não lhe foi deixado experimentar nada com seu corpo, porque poderia ficar com hematomas.

Depois, quando a criança não consegue ler e escrever, vem a cobrança dos pais e toda a ansiedade e expectativas que se derramam sobre a mesma; "Como eu fiz de tudo por ela e agora não está rendendo nada, como é que pode?" Justamente porque fez tudo por ela. Para Ajuriaguerra (neuro-psiquiatra infantil), "o esquema corporal é o resumo e síntese de toda a experiência corporal no mundo. É pelo esquema corporal que a criança vai conseguindo realizar movimentos cada vez mais ajustados e criadores e pelos quais fica apta a descobrir o mundo que a cerca e a envolve".

Filogeneticamente, a evolução do homem só se deu quando ficou na posição ereta e livre para usar as mãos. Foram os atos motores e a ação que desencadearam todo o nosso desenvolvimento intelectual. Começamos a construir objetos que nos deixassem mais livres para pensar e planejar. Vemos os recém-nascidos de hoje com um ritmo frenético em seu desenvolvimento motor e dizemos que as próximas gerações nascerão falando. E por quê? As faixas que amarravam os cordões umbilicais até cicatrizarem foram eliminadas, os cueiros, cobertores, mantas e toda a parafernália que envolviam os bebês e os deixavam sem movimento foram substituídos pelos macacões e fraldas descartáveis. Tudo isto permitiu uma maior movimentação e, por isso mesmo, ganho no amadurecimento neurológico e, consequentemente, motor. As antigas tabelas de expectativas do desenvolvimento motor necessitam ser revistas, para aquelas crianças às quais é permitido buscar seu desenvolvimento naturalmente, sem empecilhos.

O desenvolvimento da apreensão e a marcha vão depender tanto do amadurecimento neurológico quanto da estimulação socioafetiva que o ambiente permitir. Então, ontogeneticamente, o indivíduo também tem muito a ganhar ou a perder, dependendo da estimulação que lhe é dada. Pais que permitem que a criança fique mais tempo no chão, incentivando-a com objetos interessantes, adequados a sua idade, favorecem um desenvolvimento e amadurecimento mais rápido e harmônico.

Não devemos esquecer-nos de uma fase anterior a esta, talvez mais importante ainda, a amamentação. O importante não é só o tipo de leite, mas também a maneira como a mãe segura o bebê. Neste momento, ele percebe se ela está relaxada ou tensa, se o ato está sendo prazeroso ou não, se está sendo amado ou rejeitado pelo simples contato de pele, a maneira como é segurado e pelos batimentos do coração materno. Desta relação depende a aprendizagem do tônus muscular, se vai ser relaxado ou tenso, ou situar-se nos extremos: hipotônico ou hipertônico.

Uma mãe teve três filhos homens. Por ter o mamilo "embutido" não conseguiu amamentar e os três foram alimentados no berço, no carrinho ou no bebê conforto, somente segurando a mamadeira, sem nenhum contato físico. Por mais que fosse orientada a proceder de maneira diferente, não seguia as recomendações; conclusão: o mais velho se desempenha bem na escola, mas não consegue relacionar-se com ninguém, não tem amigos, é inseguro e só vive agarrado à mãe; o do meio apresentou atrasos na linguagem e até hoje, aos 11 anos, não consegue aprender a ler e a escrever; e o terceiro é uma criança franzina, doente, com poucos recursos motores.

No consultório atendemos muitas crianças hipotônicas, cujo histórico era o mesmo. Citando Wallon: "Até a aquisição da linguagem, o movimento se torna simultaneamente a primeira estrutura de relação com o meio, com os objetos e os outros, a partir de onde se edificará a inteligência e esta é a primeira forma de expressão emocional e de comportamento. O movimento não é um puro deslocamento no espaço nem uma adição pura e simples de contrações musculares; o movimento tem um significado de relação afetiva com o MUNDO (é a expressão material de uma dialética subjetivo-afetiva), que projeta a criança na sua história biossocial".

Outra grande conquista é o controle dos esfíncteres. Até bem pouco tempo atrás, por causa das fraldas de pano e da dificuldade em lavá-las, a criança atingia a idade de um ano e seis meses e, se coincidia com a estação do verão, a fralda era substituída pelo penico e a noturna ficava na dependência da criança amanhecer seca durante 15 dias seguidos. O processo era rápido e eficiente. Hoje, em função das fraldas descartáveis e, muitas vezes, da pouca disponibilidade do acompanhamento dos pais neste processo, vemos crianças grandes, com dois anos e seis meses a três anos, ainda usando fraldas. Quando a escola se propõe a participar do processo, os pais aceitam e se comprometem a fazer o mesmo em casa, o que, no entanto, só é feito na escola; em casa, principalmente nos fins de semana e quando vão sair de carro para passear, a fralda é recolocada. Imaginem o "nó" que fica na cabeça da criança: "quando será que posso fazer xixi e cocô nas calças?"; "será que é quando eu quero ou quando eles, os adultos, querem?"; "será que sou capaz de me controlar?"; "o que será que querem de mim?"; "o controle é meu ou é deles?"

A responsabilidade dos profissionais da área de saúde que intervêm direta ou indiretamente no desenvolvimento da criança não é só o de assegurar o crescimento físico saudável, mas o de orientar os pais no sentido de que crescimento e desenvolvimento envolvem independência e esta gera sentimentos de capacidade e segurança, levando-a a ter iniciativas, a ser capaz de tomar decisões, participando ativamente do seu meio sociocultural, aprendendo a utilizar-se de todas as suas capacidades. Para Piaget, "a criança estabelece relação com o exterior através da circulação entre as percepções (assimilação) e os movimentos (acomodação) e é o conjunto de adaptações que (na sua circulação materializada pela motricidade) irá transformar a inteligência prática (sensório-motora) em inteligência reflexiva (gnósica)".

Em 14 anos de experiência orientando uma pré-escola e no final de cada ano aplicando uma teste de desenvolvimento do perfil-motor em crianças de três a sete anos, foi verificado um grande aumento no desenvolvimento da coordenação e da velocidade manual, em detrimento da coordenação global, do equilíbrio e da dissociação dos movimentos. Como as crianças ficam confinadas em apartamentos, sentados em frente a uma televisão ou no comando de um videogame ou computador, o que se desenvolve prematuramente são as mãos, que deveriam ser as últimas, já que uma das leis do nosso desenvolvimento neurológico é céfalo-caudal e próximo-distal, implicando numa série de não aquisições fundamentais para a aprendizagem da leitura e escrita e da organização do pensamento formal: as percepções (visual, auditiva, olfativa, gustativa e tátil), fundamentais para a assimilação do mundo externo; a coordenação motora global e o equilíbrio, importantes para o desenvolvimento espaço-temporal, interferindo nos processos de análise e síntese, na interiorização do esquema corporal que regula toda a noção de ser alguém independente e atuante e na concentração e atenção, responsáveis por diferenciar o real da fantasia e apreender as funções do pensamento mais elaboradas, como comparação, classificação, levantamento de hipóteses, suposições etc.

O objetivo é alertar sobre a necessidade de garantir à criança o direito a um desenvolvimento integral e harmônico, dando-lhe espaço para que se desenvolva, primeiramente na área motora e consequentemente na cognitiva, social e emocional. Somente assim estaremos garantindo o desenvolvimento de um ser humano na sua totalidade. Wallon lança-nos um desafio quando afirma: "Um dos grandes passos a ser realizado pela sociedade é aquele que deve unir o orgânico ao psíquico, o corpo à alma, o indivíduo ao seu grupo sociocultural".

Retirei esse texto daqui

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

07:50

A culpa é da Educação Física

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

20:31

Atividade física para crianças e adolescentes


Hoje em dia, a maioria dos pais se preocupa em oferecer uma atividade física aos seus filhos. Cada vez mais, têm se falado na necessidade de ter um estilo de vida saudável e na importância de seguir uma dieta balanceada e praticar atividade física para ter uma boa saúde.

Apesar disto, cresce a cada ano, o número de crianças e adolescentes obesos. Uma das causas do problema é sem dúvida o sedentarismo. Muitos moram em condomínios e fazem apenas os exercícios da Educação Física do colégio. Não existem mais as brincadeiras de rua como esconde-esconde, pega-pega, entre outras, onde se queimavam muitas calorias.

Tudo gira em torno do computador e do vídeo game. Com isto a criança gasta menos energia e pode ser uma candidata a obesidade. Crianças e adolescentes que possuem pais obesos têm mais chances de desenvolverem o problema, além de colesterol alto, diabetes e hipertensão.

Algumas crianças obesas também enfrentam outro problema: a vergonha por ser gordo, preferindo não ir a academia ou não fazer atividade física em grupo. Por causa disto, vem crescendo o número de crianças e adolescentes adeptos ao Personal Trainer.

Ter um professor particular parece ser uma boa idéia. Além de fazer um trabalho direcionado a cada caso, levando em conta as diferenças e necessidades de cada um, se desenvolve o gosto pela atividade física. Muitos pais, por não terem tempo de praticar atividades físicas ou jogos com seus filhos, têm procurado a ajuda destes profissionais da área de Educação Física.

Mas também nesta fase, é muito importante principalmente para o seu desenvolvimento geral, que a criança ou adolescente se integre a grupos e faça um trabalho coletivo com brincadeiras, jogos, disputas, gincanas, etc. Atividades em clubes, parques, acampamentos ou mesmo na escola devem fazer parte da vida de crianças e adolescentes. Isto, com certeza poderá evitar que se tornem adultos obesos.

Relacionamos abaixo algumas sugestões de atividades físicas de acordo com a faixa etária:

1 ano em diante: natação, atividades de recreação.
5 anos em diante: ballet, atividades de recreação.
8 anos em diante: basquetebol, voleibol, futebol, tênis, caminhada, alongamentos, artes marciais, atividades de recreação.
10 anos em diante: todas as anteriores além de corrida leve e circuitos.
12 anos em diante: todas as anteriores e exercícios com pesos como musculação (leve).

Mas atenção! Também as crianças e adolescentes deverão passar por uma avaliação física antes de iniciar a atividade física. Para isto, os pais devem consultar o pediatra e pedir uma prescrição das atividades mais indicadas a cada caso. As atividades indicadas acima, são apenas sugestões.

Por:
Valéria Alvin Igayara de Souza
CREF 7075/ GSP - Especialista em treinamento.

Publicado no site Cyber Diet

terça-feira, 9 de novembro de 2010

02:47

Propostas metadológicas para o Esporte Escolar

 As reflexões levantadas até aqui apontam para um nível de compreensão do esporte a partir da perspectiva histórico-crítica, onde a busca dos gestos esportivos performáticos não sejam o essencial na nossa ação educativa. Um elemento tão rico em significados, não deveria ser colocado em um plano tão reduzido.

    No cotidiano das aulas de educação física, é perceptível uma prática reprodutora do esporte de rendimento que é vivenciado na mídia televisiva: esgota-se em cada aula para ser, na próxima, mais uma vez reproduzida, sempre com um fim si mesma. E é no sentido de superação dessa realidade, que se propõem alguns temas na intenção de subsidiar as aulas.

    As propostas que serão apresentadas aqui, foram estabelecidas a partir de discussões com alguns colegas da área, em cursos que tive a oportunidade de ministrar e no cotidiano escolar:

Permitir a exploração de gestos e movimentos diversos na resolução de problemas apresentados pelo professor. Exemplo: 1- O que é arremesso? 2- Quais os tipos de arremessos que podem ser feitos? 3- Existem outras formas de arremessar? 4- Em que outras situações do cotidiano utilizamos o arremesso?;

Partindo do esporte já normatizado, perguntar: 1- Todos podem fazer parte desse esporte? 2- O que impossibilita a participação de todos? 3- Podemos mudar as regras?;

Dentro da perspectiva de que os alunos trazem consigo histórias próprias de movimentos esportivos, permitir que eles proponham a sua forma de utilização;

Abordar os fenômenos esportivos e as questões mais amplas que envolvem o esporte, tais como: a violência das torcidas organizadas, o papel dessas torcidas no espetáculo esportivo, a "charanga", as músicas cantadas, os subornos, o doping , a discriminação racial entre outros em forma de seminários, envolvendo toda a escola;

Abordar as mudanças que o esporte sofreu ao longo do tempo. Se possível, vivenciar essas mudanças;

Experimentar a vivência de diferentes materiais em atividades semelhantes, observando e discutindo as dificuldades sentidas pelo grupo;

Elaborar seminários, através de pesquisas sobre diversos temas relativos ao esporte;

Desenvolver painéis alusivos ao tema que estiver sendo trabalhado em aula, espalhando pela escola;

Desenvolver olimpíadas inter-salas e/ou escolares onde os alunos participem na estruturação das mesmas, inclusive nas modificações das regras dos jogos onde a tônica deverá ser a participação de todos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

16:56

Agressividade na infância pode estar associada a parto difícil

Bebês que vieram ao mundo em um parto difícil, com o uso de fórceps, são mais propensos a desenvolver problemas como a agressividade durante a infância se comparados com aqueles que nasceram de cesariana, informou um estudo feito na China.

Os pesquisadores acreditam que os problemas comportamentais podem estar ligados ao alto nível de cortisol, um hormônio que o corpo produz durante um nascimento estressante e difícil.

"A associação entre o modo de nascimento e uma psicopatologia na infância está provavelmente relacionada ao efeito do cortisol", escreveram os pesquisadores em um artigo publicado nesta quarta-feira no BJOG: Jornal Internacional de Ginecologia e Obstetrícia.

Estudos anteriores concluíram que níveis de cortisol no sangue do cordão umbilical são menores em bebês que nascem de cesariana opcional, seguido pelo parto normal espontâneo. Altos níveis de cortisol são encontrados em partos normais com a ajuda de fórceps ou por vácuo extrator.

"Os níveis de cortisol foram relacionados à psicopatologia infantil. Entretanto, mais estudos são necessários para olhar com mais detalhes para isso", escreveram os cientistas, liderados pelo professor Jianmeng Liu, vice-diretor do Instituto de Saúde Reprodutora e da Criança do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Pequim.

O estudo envolveu 4.190 crianças que nasceram nas províncias de Zhejiang e Jiangsu, no sul da China. Elas foram avaliadas entre as idade de 4 a 6 anos por problemas como timidez, ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e comportamento delinquente e agressivo.

Tais problemas foram menores em crianças que nasceram por cesariana e maiores naquelas cujas mães deram à luz com a ajuda de instrumentos como fórceps ou vácuo extrator.

Fonte: G1

06:21

O esporte escolar

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Atualmente, o esporte é o veiculo mais utilizado como forma de difusão do movimento corporal na escola de 1° e 2º graus. Mais do que isto, somente algumas modalidades  esportivas tais como o futebol, basquetebol e voleibol fazem parte do conteúdo das aulas de Educação Física.

Imperdível o livro "Esporte Escolar". Clique aqui para maiores informações

 Outras modalidades como o atletismo e a ginástica artística raramente são difundidas entre os escolares desta faixa etária. Tendo em vista que os currículos que formam os professores incluem disciplinas como dança, capoeira, judô, atividades  expressivas, ginástica, folclore e outras, de acordo com as opções de cada instituição, como explicar a pouca utilização destes conteúdos? Falta de espaço, de motivação, de material? Comodismo? Falta de aceitação destes conteúdos pela sociedade? Ou será que os professores desenvolvem somente os conteúdos com os quais têm maior afinidade?

Apesar de se remeter ao esporte alguns objetivos  tais como a saúde, a moral e o valor educativo, ele não o será, a menos que um professor/educador faça dele um objeto e um
meio de educação. Se o aprendizado dos esportes restringir-se ao processo ensino-aprendizado de técnicas, gestos automatizados, onde somente o professor-técnico as conhece e domina, ou seja seu Sentido/Significado é compreendido somente pelo professor e ao aluno cabe executá-las da melhor forma, não será possível um questionamento sobre esta prática, a qual pode parecer "natural".

Leia o trabalho todo clicando aqui

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

07:25

Brincadeira de criança: Passa o anel

Um jogo que exige controle da expressão facial, destreza com as mãos e capacidade de observação. Assim é o passa-anel, brincadeira que diverte gerações de crianças
há bastante tempo


Passa-anel

O objetivo desse jogo é dissimular a passagem de um anel para outro participante. Além de selar amizades com toques de mãos, o passa-anel agrega meninos e meninas de todas as idades. E o melhor: não tem limites de jogadores, diverte turmas de todos os tamanhos. Aliás, quanto mais gente, melhor. Veja como jogar:

Como brincar? As regras do jogo são simples. As crianças se alinham, lado a lado, sentadas ou em pé, com as mãos unidas e apontadas para frente, e um voluntário se habilita para passar o anel. Se ninguém tiver um anel, pode-se usar uma pedrinha, uma moeda ou outro objeto pequeno. Em seguida, o passador escolhe quem será o adivinhador, que terá de dizer com quem está o anel no final da rodada.

O passador, então, posiciona-se diante das crianças perfiladas, esconde o anel pressionado entre as palmas das mãos e começa a passar suas mãos unidas entre as mãos de cada um dos jogadores. Enquanto isso, o adivinhador só observa. O passador recita este verso cada vez que repete o movimento: "Tome este anel e não diga nada a ninguém".

Sem que o adivinhador perceba, o passador deixa escorregar o anel nas mãos de alguém – e a pessoa que recebe também disfarça. Depois de finalizada a rodada, ele pergunta ao adivinhador: "Com quem está o anel?". Se ele acertar, será o próximo passador. Se errar, deverá pagar uma prenda escolhida por todos ou pré-definida antes do início do jogo. Em algumas regiões, paga o castigo quem acerta.

Não existe pontuação para definir vencedores ou perdedores. A diversão da brincadeira é ver alguém pagando os castigos e passar o tempo dando boas risadas. Inclusive, quando o passador finge que deixou o anel com alguém e pessoas que não receberam o anel dão a entender que estão com o objeto, a brincadeira fica bem mais engraçada.

Fonte: Bebe.com.br

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

15:50

Exercícios físicos deixam as crianças mais inteligentes?


Estudos anteriores mostraram que filhotes de rato, quando faziam exercícios físicos com regularidade, apresentavam um maior crescimento de certas áreas do cérebro, os tornando, basicamente, mais ativos do que os cérebros de filhotes sedentários. Cientistas testaram crianças, para descobrir se esse mesmo efeito pode ser observado em humanos.

Eles "recrutaram" crianças com idades entre 9 e 10 anos e pediram para que elas corressem – comparando seus tempos, eles as classificaram em "atleta", "em forma" e "sedentária". Apenas as crianças nas categorias "atleta" e "sedentária" foram usadas no estudo. Os dois grupos completaram uma série de exercícios cognitivos e tiveram seus cérebros examinados através de ressonância magnética, para que os cientistas pudessem medir o volume das áreas do órgão.

Como esperado, as crianças "atletas" se saíram melhor nos testes cognitivos, mas os cientistas conseguiram descobrir porque isso acontece. Uma área do cérebro, chamada gânglio basal, era maior nas crianças que faziam mais exercícios – essa parte do órgão é responsável pela atenção e pela habilidade de controlar as atitudes de uma pessoa.

As crianças tinham peso similar, base socioeconômica similar, o que permite dizer que o único fator que poderia interferir nessa variação do tamanho da gânglia basal era devida ao exercício mais freqüente que as "atletas" faziam.

Outro estudo similar feito na Universidade de Illinois mostrou que as crianças que fazem mais exercícios tinham um hipocampo maior.

Em conjunto, o hipocampo e o gânglio basal são responsáveis pelos nossos pensamentos mais complexos. Então é possível afirmar que, se você quer que seu filho melhore as notas na escola, seria bom fazer com que ele praticasse algum tipo de esporte. Como o índice de obesidade infantil está subindo, é importante mostrar aos pais que manter seu filho em forma não é apenas uma questão estética – é importante para a saúde física e mental da criança.

Fonte: Educação Física.com.br

sábado, 18 de setembro de 2010

13:48

Handebol nas escolas


Quando falamos em pedagogia do handebol pensamos em um contexto de aprendizado que ocorre em diversos locais como escola, escolinha de esportes, clubes, equipes de base. Porém, destes lugares o que mais atrai alunos que não conhecem a modalidade e que podem vir a ser ou não praticantes devido a experiência com este esporte é a escola.

Ela (a escola) hoje é um dos principais locais onde as crianças praticam esportes, seja no horário regular das aulas ou em equipes para torneios escolares. Neste aspecto um detalhe passa despercebido: Como o handebol está sendo ensinado dentro da educação física escolar?

O aluno de ensino regular (seja qual nível for) está na escola para receber toda a instrução para sua experiência motora e prática corporal que ele possa agregar. Na verdade podemos pensar no esporte inserido nas práticas escolares como fonte pedagógica, mas para isso o handebol caracteriza-se como um jogo, sem pautar-se no rendimento esportivo.

Bracht entende que o esporte na escola só tem sentido quando entendido como atividade escolar e integrado ao projeto pedagógico desta escola. Assim, o esporte e o handebol na escola devem servir para a formação do indivíduo como um todo, tratando aspectos físicos, cognitivos, psicológicos, afetivos, sociais, críticos, o tornando um cidadão pensante e atuante sobre a sociedade e a cultura a qual está vinculado.

 

Dessa forma, o handebol passa a ser uma ferramenta para que o aluno tenha dentro da sua prática vivências e experiências que proporcionem a ele um aprendizado múltiplo. Mas para isso o professor deve saber adequar o Esporte/Jogo a realidade da escola, e reformular os objetivos de quem os executa.

Os ideais de vencer ou perder presentes no esporte competitivo devem estar longe dos principais objetivos destes alunos. Ensinar os esportes coletivos na escola visando a aprendizagem do jogo é uma maneira de proporcionar a todos os alunos a sua prática de forma prazerosa e não excludente. Todos poderão aprender, mesmo aqueles que não se tornarão atletas. Estes que optarem ou não conseguirem seguir a carreira de atleta poderão ter conhecimentos específicos para que se tornem praticantes e espectadores pensantes e críticos. Não somente sob o aspecto da saúde como alguns autores defendem, mas também pelo aspecto do saber fazer, saber transmitir o conhecimento e adquiri-lo sempre.

Exercícios analíticos de passe, recepção, empunhadura, drible, arremesso, trifásico, não proporcionam a estes alunos a crítica sobre o esporte, o agir pensante. Porém, a idéia pautada nos jogos coletivos, quando bem orientada pelos professores podem vir a ser de grande estímulo para que estes alunos além da tática, da estratégia do jogo aliada a técnica, também associem a compreensão do coletivo, do grupo.

Um assunto discutido por nossos colegas em seus textos recentes são, por que os alunos não praticam o handebol fora da escola? Desta pergunta levanto outras questões: Como estamos transmitindo o handebol aos nossos alunos? Estamos ensinando aos nossos alunos que todo lugar é lugar para jogar handebol? A "pelada" que vemos nos campos de várzea acontecendo freqüentemente não tem muito a ver com o futebol jogado pelas seleções, a semelhança restringe-se a ter que fazer gol e a bola nos pés, então porque o handebol tem que ser igual ao do rendimento? Porque não pode simplesmente ser um jogo de bola nas mãos com gol? Isso só será possível a partir do momento que o aluno souber diferenciar o handebol que ele sabe jogar ao executar o jogo, e não quando se exercita com simples execução de fundamentos, como passe, drible, recepção.

Assim as diferentes visões metodológicas para o processo de ensino-aprendizagem de cada professor estão ligadas a idéia sobre qual o melhor caminho para o ensino-aprendizagem do aluno. Pensando na construção crítica que o esporte pode oferecer aos alunos dentro da escola, como seria a metodologia do professor?

Na visão crítico emancipatória as idéias são pautadas na superação do aluno através do esporte, ou seja, o esporte é colocado para fins educacionais e não como a base da pirâmide do rendimento esportivo. O aluno irá adquirir a base para a sua autonomia, o esporte dará ao indivíduo uma condição transformadora, pois cada um aprende e transcende sobre o seu próprio conhecimento. A capacidade comunicativa deve ser desenvolvida e o movimento é a primeira expressão comunicativa, com contexto histórico, social. A referência não está no esporte da mídia e sim na prática vivenciada por cada indivíduo ou pelo grupo.

Neste aspecto a figura do professor como orientador e mediador dessas relações dentro do grupo são de extrema importância. De acordo com a concepção aberta de ensino, proposta por Hildebrant (autor alemão que tem a realidade da educação física intimamente ligada ao conteúdo esportivo) os principais objetivos são focados para a autonomia, a capacidade de comunicação, a criatividade e responsabilidade dos alunos e, de acordo com o autor, somente serão autônomos se a educação promover situações para isso. As aulas estão sempre dentro de um determinado objetivo momentâneo a ser alcançado pelos alunos, que em nosso caso pode ser estratégias ou táticas do handebol, ou problemas que surgem e que serão solucionados a partir de jogos coletivos, porém a ação pedagógica é cotidianamente encaminhada para os itens mencionados acima.

Assim, o ganhar dentro do esporte na escola é relativo ao aprendizado, e o perder deve estar relacionado com a inércia sobre o conhecimento, não com índices técnicos ou resultados formais de jogos, este conteúdo é para equipes profissionais, não para crianças, por isso a necessidade de adaptar torneios de acordo com o conteúdo ensinado a cada grupo, em que o handebol seja jogado sem a expectativa da competição convencional, e os objetivos possam ser alcançados de acordo com a possibilidade de "rendimento" dos alunos.

Devemos lembrar que para que o handebol seja um instrumento de nossas aulas os alunos devem ter prazer em jogar handebol. O prazer do jogo deve ser mantido e não corrompido pela prática, pelos preceitos do rendimento esportivo. Enquanto professores nosso objetivo é propiciar formas para os praticantes que gostam do esporte, mas que não são "pequenos atletas".

Ensinar todos os conteúdos do handebol e assim expandí-lo para fora dos muros da escola. "Portanto, o que a pedagogia crítica em EF propôs/propõe é o ensino de destrezas motoras esportivas dotadas de novos sentidos, subordinadas a novos objetivos/fins, a serem construídos junto com um novo sentido para o próprio esporte" (Valter Bracht).

colaboração: pedagogiadohandebol.com.br

texto: Tathy Krahenbühl

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

10:44

Normatização da Educação Física nas escolas


As aulas de Educação Física nas escolas estaduais de ensino médio ocorrem no mesmo período das outras disciplinas, como os outros componentes curriculares. No entanto, conta hoje com a participação de um número baixo de alunos e com a falta de interesse deles pela disciplina. Esse fato despertou-nos o interesse pela pesquisa, já que pouco se estudou sobre o assunto. Os atuais professores de Educação Física enfrentam esses problemas e esperamos, através deste trabalho, minimizá-los, contribuindo para o trabalho dos educadores da área e para o desenvolvimento da disciplina.

A normatização escolar vigente não vem ao encontro de nossas expectativas, chega inclusive a se colocar como obstáculo quando, por exemplo, dispensa das aulas o aluno trabalhador por amparo legal ou por determinação médica, cabendo a pergunta: a lei dispensa os alunos das aulas de História, Geografia, Matemática ou língua Portuguesa? A facultatividade aos alunos trabalhadores do curso noturno deve ser encarada como punição a esta população específica, impedindo-lhes o acesso a essa prática pedagógica ou a área de conhecimento (SOARES et al., 1992).

Além desses entraves os alunos têm que conviver com as regras impostas por professores nas quais o esporte é iniciado e desenvolvido predominando a aprendizagem das técnicas esportivas, perpassando, portanto, a busca pelo rendimento atlético com a exacerbação do espírito competitivo do esporte escolar (MATTOS e NEIRA, 2007).

Segundo Soares et al. (1992), observa-se como norma, dentro das aulas de Educação Física, a avaliação, predominando esta, para atender exigências burocráticas expressas pela escola, atender a legislação vigente e selecionar alunos para competições e apresentações dentro e fora da escola. Muitas vezes, esses fatores são utilizados como fonte de aprovação e reprovação. O aluno, muitas vezes, não tem acesso a informações sobre seu desempenho, e, quando as tem, são vagas e imprecisas, negligenciando referências qualitativas do processo ensino-aprendizagem.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

18:08

Caminhar até a escola reduz estresse infantil e doenças


Caminhar até a escola reduz o estresse que as aulas podem causar, seja por conta de provas, da necessidade de falar em frente aos colegas, de se enturmar. De acordo com um estudo da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, esse exercício físico ainda inibe o aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, que podem levar a doenças cardiovasculares no futuro.

A equipe analisou 20 meninos e 20 meninas, de 10 a 14 anos. Para simular uma carona, metade se sentou em uma cadeira confortável e conferiu uma apresentação de dez minutos, com imagens de um bairro até chegar a uma escola. O outro grupo caminhou na esteira, com uma mochila contendo 10% de seu peso corporal, enquanto assistia às mesmas cenas.

Após um período de 20 minutos de descanso, todas as crianças passaram por um teste. Tiveram de identificar nomes de cores impressos em tons diferentes (por exemplo, a palavra azul impressa em tinta verde). Segundo o site Science Daily, em média, durante a atividade de raciocínio, a frequência cardíaca teve acréscimo de três batimentos por minutos nos voluntários que andaram e de 11 nos que permaneceram sentados. A elevação da pressão sistólica foi três vezes maior nos que simularam uma ida de carro e, a percepção do estresse, duas vezes. 

Fonte; Terra


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

08:19

Situações didáticas da Educação Física


Na contramão da ditadura dos esportes coletivos com bola, a tendência dos currículos modernos é tornar a Educação Física mais ref lexiva. Todo movimento é carregado de sentido. Por isso, é preciso discutir a história e a inserção de cada um deles na sociedade atual, afirma Marcelo Barros da Silva, formador de professores e consultor de programas em Educação Física, de São Paulo. Pensando assim, Jussara Ladeia de Andrade, Marluza Secchin Malacarne e Iara Francisca Croce Tedesco, que lecionam para turmas de 1ª a 4ª série na rede municipal de Vitória, organizam cursos temáticos. Neste ano, o tema é a cultura afro-brasileira, que permite vivenciar e discutir a capoeira, o maracatu, o hip-hop e a inserção do negro em diversos esportes como o futebol, escolhido para ser tratado pelos estudantes da EMEF Éber Louzada Zippinotti. De tempos em tempos o jogo é interrompido para o grupo se manifestar e propor modificações nas regras. O objetivo é fazer com que meninos e meninas, inclusive os que têm deficiência física, participem, explica Jussara. É uma maneira de aplicar os princípios que devem nortear a disciplina (veja a seguir). A perspectiva é atender todos e ajudar a respeitar a multiculturalidade e a diversidade de práticas corporais, afirma Marcos Garcia Neira, coordenador do Grupo de Pesquisas em Educação Física da Universidade de São Paulo.

1. Leitura de práticas corporais

O que é 
Ao ter contato com atividades físicas por meio de vídeos, apresentações ao vivo etc. , a turma interpreta o que vê. Assistir a partidas de futebol, a apresentações de dança e às Olimpíadas é uma forma de apresentar diferentes manifestações de cultura corporal, com a possibilidade de comentá-las e analisá-las. 

Quando propor 
Antes do início de uma nova prática e sempre que a turma for espectadora de alguma atividade física. 

O que a criança aprende 
Conhecendo mais sobre a cultura corporal de um grupo, ela passa a valorizá-la. Percebe ainda a ligação entre o movimento e as condições históricas, sociais e culturais que o originaram. Em uma apresentação de hip-hop, por exemplo, é possível identificar as semelhanças com outros ritmos afro e analisar as mudanças que a cultura de massa introduziu na manifestação.

2. Atividades práticas

 O que é 
Brincadeira, dança, esportes ou ginástica, com a adaptação da manifestação corporal às necessidades materiais, espaciais, de aprendizagem etc. A classe rediscute as regras para perceber que a adaptação faz parte da história dos esportes modalidades como o futebol de salão ou o de areia nasceram assim. Em uma brincadeira de roda, por exemplo, é possível perguntar: todo mundo está conseguindo participar? Pode ser melhor se fizermos rodas menores? É essencial intervir para garantir que, a seu modo, todos estejam inseridos. Também é a hora de questionar alguns rótulos: ginástica rítmica é coisa só de menina? 

Quando propor 
Semanalmente. O ideal é apresentar ao longo do ano letivo um conjunto diversificado de exercícios para que as habilidades do grupo sejam contempladas em vez de privilegiar apenas os bons no esporte. 

O que a criança aprende 
Além da função lúdica, a prática do movimento ajuda na criação de regras de convivência para que todos participem (leia o quadro acima). Jogos, esportes e brincadeiras também estimulam o raciocínio estratégico e de códigos de comunicação. 

3. Aprofundamento dos conhecimentos

O que é 
A parte reflexiva das aulas. O aluno lê e realiza pesquisas e entrevistas sobre o movimento corporal. Vale pedir os resultados em painéis fotográficos, debates, seminários e produções escritas. 

Quando propor 
Após a parte prática, quando todos já tiveram a oportunidade de vivenciar as diferentes atividades. 

O que a criança aprende 
O papel da história, das condições sociais e da cultura de cada grupo nas práticas corporais.

Veja um dos melhores livros de EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR que já vi

domingo, 1 de agosto de 2010

18:31

A importância dos esportes para as crianças


O filho que está entrando na puberdade, entre 9 e 12 anos, pode começar a torcer o nariz para as coisas do mundo infantil. A mudança costuma surgir com clareza nos esportes. "A criança não quer mais jogar em meia quadra e sem o gostinho de competir, em situações que todo mundo ganha", observa a professora de educação física Márcia Maria Matsubara, do Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo (USP). "O interesse se volta para modalidades bem definidas, com regras e competições como as de adulto", acrescenta. Interessa também nessa fase, lembra a professora, a influência do ambiente. "A escolha por praticar um esporte para valer,nesse período, está muito associada às preferências dos amigos." A história de Anderson, 12 anos, confirma a percepção da professora. Ele começou a ser motivado cedo, aos 6 anos, para o futebol. "Meu marido foi jogador amador desse esporte e queria que o filho também jogasse. Colocou-o numa escolinha, mas Anderson não gostava muito. Ele se sentiu atraído mesmo aos 9 anos, quando os amigos passaram a jogar e participavam de campeonatos", conta a mãe, a funcionária pública Alaydes Machado. 

Escolha própria 
Para o presidente da Sociedade Sul-Americana de Psicologia do Esporte, Benno Becker Júnior, a criança de 9 a 12 anos já tem condições de fazer suas escolhas quando o assunto é esporte. "Não convém forçá-la a praticar isto ou aquilo. Os pais devem oferecer informação sobre várias modalidades para que ela decida e faça com prazer aquilo de que realmente se sente capaz e gosta, sem pressão ou cobranças de resultados olímpicos. " Segundo ele, essa postura é fundamental para o filho aproveitar os benefícios do esporte. "Quando a escolha é da criança, ela ganhará não apenas habilidade e desenvolvimento físico, mas principalmente confiança e auto-estima. O esporte mal conduzido pode provocar depressão, ansiedade e até lesões físicas", alerta.

Não quero mais 
Se é a criança que faz a escolha, também pode desistir dela sem entrar em conflitos familiares. De acordo com o psicólogo Becker, apesar do entusiasmo em fazer um esporte mais a sério por volta dos 10 anos, a maioria das crianças larga a atividade aos 13 anos. "Acredita-se que o motivo seja a entrada na adolescência, fase de uma série de mudanças corporais e psicológicas em que surgem outros interesses, como namorar." 

Qualidade de vida 
A finalidade principal do esporte, ressaltam os especialistas, é a melhoria da qualidade de vida e não transformar a criança num atleta. "Por mais esforço que os pais façam, como pagar um treinador extra, a criança não se destacará numa atividade se não tiver talento. E são poucas que o possuem", diz o psicólogo Becker Júnior. Por isso é importante escolher bem o profissional que ensinará o esporte. "Ele deve valorizar mais o aprendizado e menos os resultados", recomenda a professora Márcia Matsubara. 

Fonte; Revista Crescer

terça-feira, 13 de julho de 2010

07:24

Falta de atividades não leva à obesidade, mas ganho de peso leva a inatividade


Um novo estudo da EarlyBird Diabetes, do Reino Unido, sugere que a atividade física tem pouco ou nenhum papel a desempenhar para impedir a obesidade entre as crianças. A obesidade é o fator principal por trás do diabetes, das doenças cardíacas e de alguns tipos de câncer.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores fizeram uma revisão de todos os ensaios realizados que levavam em conta a atividade física como forma de reduzir a obesidade na infância, além de analisar um grupo de estudantes com média de idade de 11 anos.

Diante disso concluíram que as crianças que se submetiam a esse processo tinham uma perda de peso de apenas 90g durante três anos.

Os pesquisadores garantem que crianças menos ativas tendem a ser mais gordas, mas isso não significa que a falta de atividade as deixe acima do peso. Para os estudiosos, a obesidade pode levar à inatividade, mas a falta de atividade não necessariamente leva ao ganho de peso, ou seja, a atividade física pode não ter impacto sobre a mudança de peso, mas o peso claramente levou a uma menor atividade física. 

As implicações deste estudo podem indicar mudanças em políticas de saúde pública, pois se for comprovado que a atividade física não poder ajudá-las a manter um peso saudável, o foco deve ser mudado para o que elas consomem.

Segundo os pesquisadores, estudos anteriores já mostraram que a obesidade na infância é estabelecida muito antes da criança ir à escola, pois está associada a erros na alimentação da família, embora o tamanho das porções, de lanches altamente calóricos e bebidas açucaradas sejam importantes. Portanto, para eles, a atividade física ou mesmo a falta dela não é a resposta para a obesidade infantil.

terça-feira, 6 de julho de 2010

12:45

Como a criança aprende

Os princípios psicopedagógicos que norteiam um ambiente estimulante e principalmente feliz para as crianças estão interrelacionados e são interdependentes: auto-estima, motivação, aprendizagem e disciplina.

Conforme verificamos, o desenvolvimento da criança ocorre eficazmente se prestarmos a devida atenção na relação pais e filhos.

No campo afetivo, pretendeu-se refletir em como ajudar as crianças a criar sentimentos positivos em relação a si mesma. Sentindo-se valiosa e segura, o êxito escolar estará garantido.

No campo cognitivo, recomenda-se enriquecer e ampliar o vocabulário da criança. A ênfase no aprendizado de novas palavras tem como objetivo possibilitar a obtenção de melhores resultados na escola e também ajudar a criança a ordenar o pensamento em função do mundo em que vive e fazê-la sentir-se capaz, aceita e valiosa.

Além da expressão oral e da ordenação do pensamento infantil há o desenvolvimento do raciocínio lógico - matemático, da psicomotricidade, e do aspecto sócio-emocional contribuindo adequadamente para que esse "sujeito" (a criança), seja ajudado na sua totalidade, onde todas as partes do desenvolvimento são atendidas adequadamente.

Acreditando nesta interelação, não podemos tratar isoladamente cada parte deste processo do crescimento infantil, pois o cognitivo depende do afetivo, que influi no psicológico, que está relacionado ao psicomotor, ao físico, ao emocional... Portanto é fundamental que se preocupe com todos os aspectos do desenvolvimento infantil. Todos são igualmente importantes. E se processam simultaneamente.

Separamos apenas para facilitar o nosso entendimento, mas reforçamos que o processo de desenvolvimento acontece como um todo.

Aprendizagem

A criança aprende o tempo todo, mas não necessariamente aquilo que os pais tentam ensinar-lhes de forma intencional.

A relação ensino - aprendizagem nem sempre é linear e direta : nem tudo que se ensina, se aprende, e às vezes aprendem-se coisas que não se pretendem ensinar.

O papel dos pais deve consistir em suscitar problemas adequados às capacidades da criança, e não tanto oferecer soluções para que ela memorize e repita. Além disso, a aprendizagem por meio da ação e da exploração é conquista, é construção do conhecimento pela própria criança. Uma vez adquirido por ela mesma, a apropriação deste conhecimento é mais significativa e nela permanecem.

E nada mais enriquecedor do que propor atividades criativas e desafiadoras que podem acontecer no quintal, na sala, no shopping, no carro, na rua.

A aprendizagem lúdica através de jogos, brincadeiras, músicas, e dramatizações é significativa e altamente motivadora, devendo acontecer em casa e na escola, em especial na sala de aula, onde aprender vira "ofício do brincar" e a vida escolar um enorme prazer.

Que princípios de aprendizagem deveriam ser levados em conta para estimular o pensamento da criança ?

Aprendemos algumas ações, medos ou sentimentos por associação, isto é, pela coincidência de vários estímulos que nos levam a estabelecer nexos entre eles. Ou ainda, por meio das conseqüências de nossa conduta, sejam efeitos negativos ou positivos das mesmas. Foi Thorndike (1911) quem formulou a Lei do Efeito, referente à afirmação anterior e foi Skimner (1953) quem contribuiu para o desenvolvimento desta idéia: um comportamento tende a repetir-se quando provoca a aparição de algo agradável para a pessoa (reforço positivo) ou a eliminação de algo desagradável (reforço negativo).

Mas, não estarão as crianças de hoje mais do que recompensadas?

Uma saturação de reforços não ajuda a criança descriminar o fez bem do que fez mal. É preciso saber dosar. A apresentação constante de reforços de grande valor traz consigo a perda de valor desses reforços.

Os reforços podem ser usados, desde que bem utilizados.

Seja o reforço social (elogios, atenção), simbólico (dinheiro, notas no boletim), material (presentes) ou de atividade (um jogo, um passeio, uma diversão), é importante que os pais utilizem com muito zelo e bom - senso.

Montar um quebra - cabeça pode ser gratificante para uma criança, mas pode significar um castigo para outra; o que revela o caráter subjetivo do reforço.

É necessário identificar que atividades são relevantes para modificar o comportamento da criança e despertar o seu interesse. Com isso, elimina-se um possível mercantilismo nas condutas de pais e filhos ("eu faço isso se em troca me deres aquilo").

Aprende-se também por meio da observação, por modelos e ações dos outros, o que nos faz salientar o valor do exemplo. Isto também nos permite influir sobre a conduta da criança indiretamente, por meio de elogios ou críticas que fazem ao comportamento de outras pessoas. Para Vygotski (1979), a criança aprende e se desenvolve com aquilo que faz sozinha, de forma independente e àquilo que ela faz com a colaboração de outras pessoas, especialmente imitando os adultos.

A aprendizagem por observação explica também certas tendências agressivas das crianças, os impulsos consumistas induzidos pela publicidade e determinadas condutas consideradas anti-sociais, entre outras manifestações de comportamento.

Na aprendizagem e no desenvolvimento infantil,a atividade que surge por iniciativa da própria criança desempenha papel predominante.

É por meio da EXPERIÊNCIA, da OBSERVAÇÃO e da EXPLORAÇÃO de seu ambiente , que a criança constrói seu conhecimento, modifica situações, reestrutura seus esquemas de pensamento, interpreta e busca soluções para fatos novos o que favorece e muito, o desenvolvimento intelectual da criança, principalmente, na fase pré - escolar.

Esta relação entre a vida escolar e o cotidiano é o que constitui a vida da criança e no mundo atual necessita de humanização. Por isso, procuramos resgatar na criança de hoje, os sentimentos da solidariedade, da cooperação, do compartilhar, do prazer de dividir e de dar. É na interação com seu dia-a-dia que a criança desenvolverá seus valores, sua crítica, sua postura de vida, além da aquisição do conhecimento. Ao longo do processo de desenvolvimento a criança vai conhecendo suas habilidades e talentos, colocando-os em prática e identificando o seu valor.

Portanto, ajude a criança a se divertir e aprender, partilhando suas descobertas. Estimule-a a pensar criativamente. Transforme a agitação cotidiana em lições proveitosas para ela.

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

12:46

Brincar ao ar livre aumenta anticorpos


Filhos brincando na areia, descalços, levando objetos que caíram no chão à boca. Cenas que podem levar os pais mais preocupados ao desespero com medo de possíveis doenças.

Pesquisas, porém, colocam em cheque essas preocupações. 

Segundo a pediatra e alergista Fátima Rodrigues Fernandes, do Hospital Infantil Sabará, o contato com alguns microorganismos é importante porque ensina o sistema imunológico dos pequenos, ainda em fase de desenvolvimento, a funcionar corretamente. 

"É dessa forma que o organismo cria anticorpos e melhora a sua resistência para quando tiver de enfrentar uma infecção mais complexa. Além disso, o organismo tem capacidade para lidar com germes, bactérias e microorganismos presentes no meio ambiente. Não devemos subestimá-lo", esclarece.

Mas a pediatra explica que é importante tomar alguns cuidados, é necessário ter bom senso na hora de deixar a criança brincar com alguma coisa que é suja, por exemplo. 

Apresentada pelo médico inglês David Strachan, em 1989, a Teoria da Higiene também sugere a hipótese de que crianças que vivem em ambientes extremamente limpos e estéreis são mais propensas a desenvolver doenças, como as alergias.

Fátima explica que por isso é importante que a criança tenha contato com a natureza e não com o que é sujo. "Estudos mostraram que crianças que vivem em ambientes rurais com devida higiene realmente têm menor número de alergias." 

De acordo com a pediatra, entrar em contato com a natureza é a maneira existente para criar anticorpos. Mas ações como manter uma boa alimentação rica em nutrientes também ajudam bastante. No caso dos bebês, a amamentação é a chave. Ela deve ser prolongada o máximo possível. "O aleitamento materno, assim como a placenta, passa para o bebê anticorpos já existentes no organismo da mãe.

A conclusão dos especialistas é a seguinte: as crianças devem ter contato com a natureza desde que aprendam a importância de se lavar as mãos após essas atividades, antes de comer, após usar o banheiro, quando chegar em casa. E para as mamães, fica o pensamento de que vale superar o medo da "sujeira" e estimular o contato do filho com a natureza por uma vida mais saudável!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

22:49

Maioria dos adolescentes é sedentária; um terço está acima do peso

Pelos critérios da Organização Mundial de Saúde, menos da metade dos adolescentes brasileiros podem ser considerados ativos do ponto de vista físico. Quase um terço deles está acima do peso. As causas apontadas para a inatividade vão do hábito de ficar em frente à TV ou ao computador até a falta de segurança para brincar na rua. O dado é de um estudo da Universidade Federal de Pelotas (RS) que avaliou 4.325 jovens entre 14 e 15 anos.

Só 48% praticam os 300 minutos de atividade física semanal recomendados pela OMS -cerca de uma hora por dia. E os meninos são duas vezes mais ativos do que as meninas. Os resultados podem ser extrapolados para o país, e equivalem ao cenário mundial: pesquisa da OMS feita em 34 países mostra que só 24% dos meninos e 15% delas preenchem os critérios mínimos recomendados.

EDUCAÇÃO FÍSICA

Para chegar à conclusão, os pesquisadores brasileiros avaliaram a prática de atividade física de lazer (como futebol, natação, skate etc.); a atividade física de deslocamento, que considera se o jovem costuma ir à escola a pé ou de bicicleta; e a soma desses dois hábitos. Segundo o educador físico Samuel Dumith, autor do estudo, as aulas de educação física não foram consideradas porque elas não são feitas nem em quantidade nem em qualidade necessárias para promover benefícios à saúde. "Os adolescentes não levam a educação física a sério e fazem os exercícios sem intensidade e regularidade."

Apesar de a pesquisa mostrar que 75% dos adolescentes fazem alguma atividade de lazer e que 73% deles caminham ou vão de bicicleta até a escola, o estudo provou que as duas ações juntas não alcançam o mínimo recomendado de exercício. "Os jovens priorizam as atividades sedentárias, e isso é muito preocupante. Eles estão acima do peso e ficam, em média, quatro horas por dia em frente à TV, ao videogame ou ao computador, enquanto se dedicam menos de uma hora por dia para os exercícios", afirma Dumith.
Para Marlos Domingues, outro autor do trabalho, a falta de segurança explica parte dessa situação. Além disso, o nível de sedentarismo entre os pais também é alto, o que pode acabar influenciando os hábitos dos "teens". "Já não se brinca na rua. A pessoa depende de alguém para levá-la às escolinhas de esportes", diz Domingues, que é educador físico.

Para ele, os resultados são "uma surpresa" porque, nessa faixa de idade, é difícil sofrer falta de tempo para justificar a pouca atividade.

"A surpresa fica por conta da tragédia que esperamos daqui a alguns anos. Todos serão sedentários", diz Timóteo Araújo, educador físico que dá assessoria ao programa Agita São Paulo.

Domingues concorda. "Os prejuízos à saúde só serão vistos mais tarde. A chance de continuarem sedentários na idade adulta é altíssima."

quinta-feira, 10 de junho de 2010

05:20

Fórum discute papel do professor de ed fisica na escola

Cerca de 800 profissionais e estudantes se reúnem nesta quarta e quinta-feira (09 e 10 de junho) para discutir sobre o 'papel do professor de educação física na escola'. A reunião faz parte do 1º Fórum Estadual de Educação Física e Esportes e ocorre no Hotel Ritz Lagoa da Anta, no bairro de Cruz das Almas.

A ideia do evento surgiu, segundo a coordenadora Laudicéa Ivo, a partir da necessidade de discutir propostas de políticas públicas relacionadas ao esporte com o objetivo de relacionar as melhores sugestões para viabilizar sua aplicabilidade na rede estadual de ensino.

Laudicéa explicou ainda que todas as ações selecionadas serão registradas na "Carta de Maceió" e entregue ao secretário estadual de educação, Rogério Teófilo. Além disso, esta carta será enviada aos municípios alagoanos e as escolas particulares que tiverem interesse.

Um fator importante e decisivo na realização deste fórum foi a deficiência de profissionais de educação física na rede pública estadual de ensino. Uma pesquisa, feita todos os anos desde 2005, mostrou que, mesmo sendo disciplina obrigatória exigida pelo Ministério da Educação, 90% das escolas estaduais alagoanas sofrem com carência deste profissional. 

A coordenadora do fórum classifica o evento como um marco na história da educação alagoana e vislumbra a partir dele abrir a possibilidade para discussões e questionamentos de modo a elevar e sanar os problemas na rede estadual de ensino.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

11:23

Situações didáticas da Educação Física


Práticas corporais precisam vir embaladas por pesquisas sobre o significado cultural que possuem e debates para incluir toda a turma.

1. Leitura de práticas corporais

O que é 
Ao ter contato com atividades físicas por meio de vídeos, apresentações ao vivo etc. , a turma interpreta o que vê. Assistir a partidas de futebol, a apresentações de dança e às Olimpíadas é uma forma de apresentar diferentes manifestações de cultura corporal, com a possibilidade de comentá-las e analisá-las. 

Quando propor 
Antes do início de uma nova prática e sempre que a turma for espectadora de alguma atividade física. 

O que a criança aprende 
Conhecendo mais sobre a cultura corporal de um grupo, ela passa a valorizá-la. Percebe ainda a ligação entre o movimento e as condições históricas, sociais e culturais que o originaram. Em uma apresentação de hip-hop, por exemplo, é possível identificar as semelhanças com outros ritmos afro e analisar as mudanças que a cultura de massa introduziu na manifestação.

2. Atividades práticas

 O que é 
Brincadeira, dança, esportes ou ginástica, com a adaptação da manifestação corporal às necessidades materiais, espaciais, de aprendizagem etc. A classe rediscute as regras para perceber que a adaptação faz parte da história dos esportes modalidades como o futebol de salão ou o de areia nasceram assim. Em uma brincadeira de roda, por exemplo, é possível perguntar: todo mundo está conseguindo participar? Pode ser melhor se fizermos rodas menores? É essencial intervir para garantir que, a seu modo, todos estejam inseridos. Também é a hora de questionar alguns rótulos: ginástica rítmica é coisa só de menina? 

Quando propor 
Semanalmente. O ideal é apresentar ao longo do ano letivo um conjunto diversificado de exercícios para que as habilidades do grupo sejam contempladas em vez de privilegiar apenas os bons no esporte. 

O que a criança aprende 
Além da função lúdica, a prática do movimento ajuda na criação de regras de convivência para que todos participem (leia o quadro acima). Jogos, esportes e brincadeiras também estimulam o raciocínio estratégico e de códigos de comunicação. 

3. Aprofundamento dos conhecimentos

O que é 
A parte reflexiva das aulas. O aluno lê e realiza pesquisas e entrevistas sobre o movimento corporal. Vale pedir os resultados em painéis fotográficos, debates, seminários e produções escritas. 

Quando propor 
Após a parte prática, quando todos já tiveram a oportunidade de vivenciar as diferentes atividades. 

O que a criança aprende 
O papel da história, das condições sociais e da cultura de cada grupo nas práticas corporais.

Fonte: Nova Escola


sexta-feira, 14 de maio de 2010

12:11

Alunos em forma aprendem mais na escola


Incentivar os alunos a se exercitar não evita somente problemas como a obesidade, mas também melhora o desempenho escolar dos estudantes. Essa é a conclusão de um estudo americano que sugere que os alunos em boa forma tendem a apresentar melhores notas na escola.

Para a pesquisa, uma equipe de especialistas comparou o peso, as medidas e os resultados de um teste físico com as notas de um exame escolar padrão, que incluía matemática, leitura e conhecimentos da língua. Foram analisados 749 estudantes da quinta série, 761 da sétima e 479 da nona, que frequentaram a escola entre 2002 e 2003.

Para determinar a condição física de cada aluno, os responsáveis pela pesquisa pediram que os estudantes corressem o equivalente a 1,6 quilômetro. Com um tempo limite de 15 minutos para completar o teste, os meninos demoraram menos de 10 minutos. Já as meninas, realizaram a tarefa em quase 11 minutos. Ao final do estudo, os pesquisadores descobriram que quase 32% dos estudantes apresentavam sobrepeso e cerca de 28% eram obesso.

Os pesquisadores descobriram ainda que 65% dos estudantes estavam abaixo do padrão físico da idade e do gênero. Comparados com esses alunos, aqueles que responderam ou superaram o padrão apresentaram melhores notas no exame escolar. Diferenças de status social ou econômico, gênero, etnia e tamanho não alteraram de maneira significativa essa associação.

De acordo com o professor William J. McCarthy, coordenador da pesquisa, mais estudos são necessários para avaliar por que o exercício aeróbico pode interferir no desempenho escolar. Caso a relação entre exercício físico e melhores notas seja mesmo comprovada, as escolas precisarão rever o investimento em disciplinas como a educação física e outras formas de incentivar o aluno se exercitar, acredita o professor.

As conclusões do estudo foram publicados na revista especializada The Journal of Pediatrics.

(Com agência Reuters)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

07:52

Toda criança precisa fazer algum esporte?


Não. Ela precisa se movimentar para ser saudável. Brincar, correr, jogar bola com os amigos. "Existe diferença entre exercício e atividade física", diz a professora de educação física Silvia Helena Marchi.

O primeiro significa práticas sistematizadas, como as aulas de futebol, natação, etc. A segunda é a brincadeira de bola, com regras e tempo estabelecidos pelas crianças. "Estamos diminuindo as atividades e matriculando cada vez mais cedo as crianças em escolinhas de esporte, com muita regra, cobrança, repetição", diz a professora. O resultado: crianças desmotivadas. Pesquisa da Sociedade Brasileira para o Desenvolvimento da Educação Física mostra que um em cada quatro meninos abandona o esporte antes dos 12 anos.

Entre as meninas, esse número é de uma em cada três. Outro fator que leva ao abandono, segundo Silvia, é a exposição maior ao fracasso. A saída: o clássico equilíbrio, porque se movimentar faz bem. Aulas de esporte durante a semana podem continuar.

No final de semana, aproveite e vá jogar bola no parque com a prole. Estudos demonstram que as brincadeiras em família são as práticas esportivas mais motivadoras.

Fonte: Crescer

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

06:55

Como avaliar na Educação Física


Na Educação Física a avaliação é a chance de verificar se o aluno aprendeu a conhecer o próprio corpo e a valorizar a atividade física como fator de qualidade de vida. Portanto, nada de considerar apenas a freqüência às aulas, o uniforme ou a participação em jogos e competições — nem comparar os que têm "veia" de campeão com os que não têm. Não há uma única fórmula pronta para avaliar, mas é essencial detectar as dificuldades e os progressos dos estudantes. "O mais indicado é não utilizar um só padrão para todos, mas fazer um diagnóstico inicial para poder acompanhar o desenvolvimento de cada um", resume Alexandre Moraes de Mello, diretor da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Em fichas, a evolução 

Cleverson da Silva, professor do Colégio Estadual Núcleo Social Yvone Pimentel, em Curitiba, sempre verifica a condição física de seus alunos. No começo de 2002 ele notou que Karoline Pialecki, da 6ª série, tinha pouca flexibilidade para a idade e as condições físicas. Silva deu alongamentos em todas as aulas e, em agosto, repetiu o teste (fotos ao lado). A menina tinha evoluído 11 pontos. "Hoje o passatempo dela e das amigas é fazer exercícios na hora do intervalo", diz. Para perceber os avanços de cada aluno, Silva criou fichas em que anota a evolução aula por aula. Outros instrumentos muito úteis são relatórios, dinâmicas, redações e auto-avaliações.

O caminho das pedras

Na Educação Física, como em todas as outras áreas, para avaliar bem é preciso definir os objetivos, pois eles determinam o conteúdo a ser trabalhado e os critérios para observar a evolução da aprendizagem. Exemplos: descobrir o próprio corpo para utilizá-lo melhor em atividades motoras básicas (correr, saltar) ou específicas (passes no basquete ou handebol, chutes no futebol) e compreender e respeitar as regras de um jogo e agir cooperativamente. 

As primeiras aulas funcionam como referência, para que o professor faça a análise inicial da turma, observando e registrando as características de cada estudante. Independentemente de o grupo conhecer ou não a atividade, é preciso explicar, desde o início, os motivos pelos quais ela faz parte do programa, quais os movimentos, as capacidades e as habilidades que serão trabalhados e que aspectos serão avaliados, coletiva e individualmente. "O estudante precisa conhecer quando e como será julgado", explica Caio Martins Costa, consultor na área de Educação Física do Colégio Friburgo, em São Paulo. 

Prazer de ver avançar quem tem pouca aptidão

É comum o professor de Educação Física encher os olhos quando vê alunos habilidosos nos esportes. Alexandre Moraes de Mello propõe olhar também de modo inverso. 

"A criança com pouca vivência motora é a mais importante para o trabalho docente, justamente porque representa um desafio", diz. Com esse tipo de estudante é preciso aplicar métodos adequados para trabalhar suas dificuldades específicas. Mello afirma que agir dessa maneira compensa, pois o prazer de ver o crescimento do estudante não tem preço.

Fonte: Nova escola

sexta-feira, 30 de abril de 2010

07:01

Criança com dor de cabeça tem mais problemas de comportamento


Crianças com queixas de dor de cabeça apresentam mais problemas de comportamento, como retraimento, reação emocional e agressividade, quando comparadas a um grupo de crianças sem essas queixas. Esse é o resultado de uma pesquisa da psicóloga Luciana Leonetti Correia, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo).

De acordo com o estudo, essas crianças também apresentam reação de desconforto em relação à intensidade de som, luz e movimento, que podem aparecer nos primeiros meses de vida, sendo um importante potencial indicador de dor de cabeça em fases posteriores do desenvolvimento.

Foram avaliadas 75 crianças, na fase pré-escolar, com idade entre três e cinco anos. A queixa de dor de cabeça prevaleceu em 29% delas, de acordo com o relato materno.

Comportamento

As crianças foram avaliadas com base em questionários validados, respondidos pelas mães biológicas, sobre indicadores de temperamento e comportamento da criança e queixas de dor de cabeça por parte delas e dos membros da família. Os dados foram submetidos à análise estatística, sendo realizada a comparação entre os dois grupos e a análise dos indicadores de risco que melhor explicavam a queixa da criança.

As crianças com as queixas estão mais expostas para manifestarem problemas de comportamento, do tipo queixas somáticas, como retraimento e reação emocional, além de queixas de outras dores, como por exemplo, abdominal. Do total de crianças pesquisadas, a prevalência para queixas de dor abdominal foi de 15%. Para a autora do estudo, o fato pode indicar uma condição sugerida em alguns estudos, que seria a "migrânea-abdominal".

De mãe pra filho

A pesquisa descobriu também que na presença de dor de cabeça materna, do tipo enxaqueca, as crianças apresentavam uma chance de quase cinco vezes mais a ter queixa de dor de cabeça, com relação à identificação e sintomas de dor de cabeça entre criança, mãe e outros membros da família. Segundo a autora, a prevalência de queixa pode estar associada com as queixas dessa dor na família, que pode ocorrer devido a fatores genéticos, como mostra a literatura, ou pela perspectiva da aprendizagem social, ou seja, por meio de modelos de dor que estão presentes no ambiente da família.

Os resultados podem ter desdobramentos para programas na prevenção de risco em mães e crianças com queixa de dor de cabeça.

Fonte: USP

terça-feira, 27 de abril de 2010

19:05

Atividade física melhora o sono das crianças



Se seus filhos brincam, correm e se divertem bastante durante o dia, ficam mais cansados e dormem melhor à noite. O que os pais já sabiam foi confirmado por um estudo australiano. 

Pesquisadores da Universidade Monash, em Melbourne, e da Universidade de Auckland analisaram 519 crianças com 7 anos de idade para entender o que afeta osono infantil. Eles descobriram que, para cada hora em que ficam sentadas, seja assistindo TV ou lendo um livro, as crianças precisam de três minutos a mais para dormir. 

Para chegar a esse resultado, os autores do estudo monitoraram, por meio de um aparelho, a movimentação das crianças. Segundo eles, a média foi de 26 minutos para cair no sono e a maioria levou cerca de 40 minutos. Mas algumas crianças, que se movimentaram mais ao longo do dia, adormeceram mais rápido e, segundo os pesquisadores, tenderam a dormir mais. 

Segundo os autores, esse estudo enfatiza a importância da atividade física para os pequenos, não só para controlar o peso e manter a saúde do coração, mas também para um sono de qualidade. As descobertas foram publicadas no jornal Archives of Disease in Childhood.

Fonte: Crescer

sábado, 24 de abril de 2010

09:28

A saúde emocional do educador



O educador é um ser humano. Como tal, está exposto a problemas que prejudicam a sua saúde não só física como emocional. 

Trabalhar sob forte pressão, sem motivação, sem apoio pode trazer malefícios tanto na preparação quanto na aplicação da aula de educação física. 

Estar atento a transformações e mudanças de humor e de opinião é fundamental para que não haja prejuizo para os alunos. 

Você acha importante a manutenção da saúde emocional do professor? Porque? Comente!!!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

06:20

Incentive seu filho a gostar de esporte


O esporte ajuda as crianças a desenvolver habilidades físicas, fazer exercício físico, fazer amigos, se divertir, aprender a jogar como um membro de uma equipe, aprender a "fair play", e melhorar a auto-estima. Desporto cultura americana tem vindo a tornar-se um dinheiro fazendo negócio. O altamente estressante, competitiva, "vencer a qualquer custo" a atitude predominante em faculdades e com atletas profissionais afeta o mundo dos esportes e atletismo para crianças, criando um ambiente insalubre. É importante lembrar que as atitudes e comportamento ensinada às crianças no esporte transição para a vida adulta. Os pais devem ter um papel activo no sentido de ajudar a criança a desenvolver o desportivismo. Para ajudar seu filho a obter o máximo do esporte, você precisa estar ativamente envolvidos. Isto inclui:

  • apoio emocional e um feedback positivo,
  • irão alguns jogos e falar sobre eles mais tarde,
  • Tendo em expectativas realistas para o seu filho,
  • aprendendo sobre o esporte e apoiar o envolvimento de seu filho,
  • ajudar o seu filho falar com você sobre suas experiências com o treinador e outros membros da equipe,
  • ajudar seu filho a lidar com decepções e perda, e
  • modelagem do comportamento respeitoso espectador.

Embora este envolvimento leva tempo e cria novos desafios para os horários de trabalho, permite-lhe tornar-se mais bem informados sobre o treinador, equipe de valores, comportamentos e atitudes. Comportamento do seu filho e atitude reflete uma combinação do treinamento e suas discussões sobre o desportivismo e fair-play.

Também é importante falar sobre o que seu filho observa em eventos desportivos.Quando ocorre má desportivismo, discutir outras maneiras a situação poderia ser tratada. Embora você possa reconhecer que, no calor da competição, pode ser difícil manter o controle e respeito pelos outros, é importante salientar que o comportamento desrespeitoso não é aceitável. Lembre-se, o sucesso não é a mesma coisa que ganhar e fracasso não é a mesma coisa que perder.

Se você está preocupado com o comportamento ou atitude do treinador do seu filho, você pode querer conversar com o treinador particular. Como adultos, você pode conversar sobre o que é mais importante para a criança aprender. Enquanto você não pode mudar de uma determinada atitude ou comportamento de um ônibus, você pode deixar claro como você gostaria que seu filho a ser abordado. Se você acha que o treinador não é sensível, discutir o problema com os pais responsáveis pela escola ou atividades da liga. Se o problema persistir, você pode decidir retirar o seu filho.

Como na maioria dos aspectos da paternidade, a ser activamente envolvidos e falar com seus filhos sobre a sua vida é muito importante. Ser orgulhoso das realizações, compartilhando vitórias e derrotas, e conversando com eles sobre o que aconteceu ajuda-los a desenvolver habilidades e capacidades para o sucesso na vida. As lições aprendidas durante esportes para crianças irão moldar valores e comportamentos para a vida adulta.


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Postado por Dani Souto - Email: danisouto@gmail.com 


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