segunda-feira, 17 de março de 2014

05:43

Idéias de plano de aula para Folclore


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No meu ponto de vista o tema “folclore” deve ser desenvolvido durante duas semanas ou mais dependendo da quantidade de subtemas envolvidos. (Envolver todos os Eixos Temáticos e Conteúdos).
Segue abaixo um modelo para o jardim III, o qual pode ser adaptado as outras turmas respeitando o nível de desenvolvimento da criança.

Tema: Parlenda

Objetivo Geral:
  • Reconhecer a parlenda nas brincadeiras.

Objetivo Específico:
  • Conhecer algumas parlendas.
  • Estimular a imaginação da criança.
  • Valorizar o folclore brasileiro.
  • Reconhecer que além de cantar pode-se escreve-lá.


Eixos Temáticos e Conteúdos

Linguagem oral e escrita: 
  • Falar sobre o que é parlenda (conversação, história, música e leitura);
  • Mostrar algumas parlendas; 
  • Construir um mural com as parlendas (usar ilustrações e escrita para uma melhor associação da leitura por parte da criança) - (fazer leituras diárias destes);

Matemática: (orientação temporal, sequência e quantidade)
  • Calendário (dia, mês, ano e tempo);
  • Contagem oral (concreto): quantidade de alunos a partir do mural construído com a parlenda (sistema de numeração);
  • Contagem oral (concreto – fazer uso de fantoches, dedoches etc...): por meio de parlendas que contenham números (galinha do vizinho, indiozinhos dentre outros
  • Noções matemáticas simples envolvendo a leitura de parlendas no mural);
  • Brincadeiras (com as parlendas): (expressão oral, coordenação motora ampla, orientação temporal rítmica, discriminação visual e auditivo, esquema corporal); 

Artes Visuais: Desenhar, recortar, montar, colar, pintar e modelar (coordenação motora fina, orientação espacial, coordenação visomotora, observação)
      
Dica:
  • Desenhar as parlendas cantadas livremente com materiais diversos;
  • Dobradura com o tema da parlenda;
  • Pintar desenho com as características da parlenda e montar o mural (leituras);
Movimento: Expressão corporal através de parlendas cantadas e em versões musicais (coordenação motora ampla, orientação espacial, observação, dramatização, orientação temporal rítmica);

Natureza e Sociedade: (atenção, observação, discriminação visual).
  • a galinha do vizinho (como é a galinha, habitat, alimentação etc...;
  • indiozinho (onde existem indígenas, existem indígenas na cidade atualmente, a parlenda condiz com a realidade da maioria dos indígenas etc...);
  • um dois, feijão com arroz (falar dos alimentos, onde é encontrado, cores, texturas etc...);     Exemplos de outros subtemas sobre o Folclore (danças, músicas, trava-língua, o que é o que é, lendas dentre outros).

quarta-feira, 12 de março de 2014

06:42

Desenvolvimento cognitivo, afetivo e motor da criança na Natação

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Desenvolvimento da criança

    A criança vem ao mundo com possibilidades que sendo estimuladas resultam em capacidades, que influenciam em um bom ou mau desenvolvimento, de acordo com sua interação com o mundo. Segundo Papalia e Sally (1981), a moderna ciência do desenvolvimento visa principalmente às mudanças comportamentais e o porque que as mesmas ocorrem. De acordo com Gallahue e Ozmun (2003), o desenvolvimento é um processo permanente que se inicia na concepção e cessa somente na morte.

    Antes de partir diretamente às propostas de aulas, é importante caracterizar melhor a infância, em seu processo de desenvolvimento e suas diversas manifestações. Se os professores conhecerem melhor como entende e como age uma criança de certa faixa etária, podem planejar melhor a aula, visando um melhor aprendizado por parte da criança.

    Gallahue e Ozmun (2003: 07), dizem que "o desenvolvimento é relacionado à idade, mas não depende dela"; pois, o momento de desenvolvimento de um indivíduo, muitas vezes não é compatível com a maioria. Logo, deve-se respeitar o processo de crescimento e desenvolvimento de cada criança. A idade é um dado, a qual características semelhantes do desenvolvimento podem ser observadas, porém não deve ser analisado como um recurso rígido e inflexível, já que muitos outros fatores devem ser analisados e levados em consideração.

    Fatores do ambiente envolvem a criança influenciando-a diretamente em seu desenvolvimento. O ambiente influencia o indivíduo. Alguns fatores do ambiente estão relacionados à cultura da sociedade; ao relacionamento afetivo mais próximo (relação com os pais e outras pessoas que a cercam); nutrição (para um bom funcionamento do organismo); assim como estímulos que são dados à criança.

    Com base na teoria desenvolvimentista, o indivíduo deve ser analisado em sua totalidade, considerando a interação das esferas cognitiva, afetiva e psicomotora; os fatores relacionados ao ambiente, a perspectiva biológica e faixa etária, não desvinculando uma esfera das outras. A faixa etária significa apenas dados, onde certas características podem ser observadas, mas não deve-se desconsiderar a individualidade e especificidade. De acordo com a teoria desenvolvimentista, embora as áreas do comportamento sejam separadas para o estudo, não podem ser desvinculadas uma das outras porque são dependentes no aspecto do desenvolvimento humano.


Desenvolvimento cognitivo

    A área cognitiva está relacionada ao potencial que o indivíduo tem para a aprendizagem; e é um produto da interação de fatores genéticos e ambientais, segundo Papalia e Sally (1981), que relatam que a inteligência é uma interação ativa da capacidade herdada e a experiência ambiental, resultando em um indivíduo capaz de adquirir lembrar e usar conhecimento; de entender conceitos concretos e abstratos; de entender relacionamentos entre objetos, eventos e idéias e aplicar este entendimento; e o uso de tudo acima no cotidiano.

    Piaget, em suas obras coloca que o movimento é um agente básico na formação de estruturas cognitivas crescentes, basicamente na primeira infância e nos anos pré-escolares (SANTIAGO, 2005). Sua teoria é uma das mais populares entre os estudiosos sobre o desenvolvimento cognitivo na infância. Para Piaget, o desenvolvimento cognitivo se refere ao funcionamento do desenvolvimento biológico. Em sua teoria, Piaget considera que a atividade biológica e a atividade intelectual fazem parte de um processo global, onde a pessoa faz adaptações e organizações em sua interação com o mundo, ou seja, o comportamento mental é atribuído ao comportamento biológico, segundo o autor. O autor caracteriza que o desenvolvimento cognitivo é constituído por três componentes:

  • Conteúdo: que representa algo observável;

  • Função: refere-se a assimilação e a acomodação, que são características da atividade mental;

  • Estrutura: explica porque ocorrem certos comportamentos. São propriedades de organizações, são os esquemas2.

    O autor faz uma relação do desenvolvimento cognitivo caracterizando-o em estágios. Porém, esclarece que as mudanças de estágios ocorrem de forma contínua, e não como forma abrupta de um estágio para outro.

    Piaget (1963) apud Santiago (2005) formula as fases do desenvolvimento como: estágio da inteligência sensório-motor (de 0 a 2 anos), onde o comportamento é basicamente motor; estágio do pensamento pré-operatório (de 2 a 7 anos), onde a criança desenvolve a linguagem e formas de representação; estágios das operações concretas (de 7 a 11 anos), onde a criança aplica o pensamento lógico; e o estágio das operações concretas (de 11 a 15 anos ou mais), onde a criança aplica o raciocínio lógico3.

    Segundo Piaget apud Santiago (2005), as crianças entre 03 e 06 anos que estão na fase de pensamento pré-operacional, têm a brincadeira como papel importante, pois ocupam a maior parte do dia da criança e servem como importante ferramenta no processo de assimilação. E é nessa faixa etária que a criança desenvolve melhor a linguagem e esta começa a facilitar o processo de aprendizagem.

    Gallahue e Ozmun (2003: 237) relacionam as brincadeiras com o desenvolvimento cognitivo quando afirmam que: "As brincadeiras servem como meios vitais, pelo quais as estruturas cognitivas superiores são gradualmente desenvolvidas". Logo, pode-se notar a importância da brincadeira também no desenvolvimento cognitivo.

    O desenvolvimento cognitivo não deve se separar dos outros aspectos do comportamento humano. Não pode ser visto como esfera independente. O desenvolvimento cognitivo está diretamente relacionado ao desenvolvimento afetivo e motor. Como exemplo, pode-se dizer que a interação da criança com seus pais tem influência sobre o desenvolvimento cognitivo, já que por sua vez tem relação direta com o funcionamento emocional e desenvolvimento da personalidade, o que é a causa de comportamentos, e dessa forma, o indivíduo faz suas escolhas e se posiciona de uma determinada forma no meio em que vive.

    Na aprendizagem de natação, este aspecto também pode ser visto, por conseqüência que a criança estrutura seus movimentos diante daquilo que quer realizar, e ressalta-se o papel do professor, pois ele elabora situações que fazem com que a criança construa seus conhecimentos. Logo a aprendizagem de natação desempenha um importante papel em favorecimento a este desenvolvimento cognitivo frisado aqui no texto.


Desenvolvimento afetivo

    Segundo Santiago (2005), o mecanismo de construção afetiva é o mesmo mecanismo da construção cognitiva. O autor afirma que não existe um comportamento puramente cognitivo e nem mesmo puramente afetivo. Da mesma forma que a criança assimila as experiências à esfera cognitiva, ela também assimila aos esquemas afetivos. Piaget(1981) apud Santiago (2005) descreve como desenvolvimentos paralelos. Ele afirma também que, quando a criança está em processo de aprendizagem, os sucessos e os fracassos, influenciam o interesse e o empenho, demonstrando a presença de auto-estima na criança.

    De acordo com Gallahue e Ozmun (2003), a área afetiva do desenvolvimento humano relacionado com o estudo do movimento envolve sentimentos e emoções. A avaliação que o indivíduo faz dele mesmo, sua confiança motora, sua interação social, são fatores que o movimento pode influenciar. Logo, pode-se analisar a importância da motivação para a realização da atividade física para o desenvolvimento afetivo da criança.

    Na natação, características como afetividade, empenho e engajamento (envolvimento na tarefa) podem ser notadas. A relação do professor com o aluno, principalmente em crianças pequenas, é de grande importância, pois é a partir dessa relação que a criança se sente segura e aceita no ambiente, favorável para um bom desenvolvimento e aprendizagem. Sem contar que esta esfera da afetividade e da interação emocional pode permitir estímulos motivacionais que proporcionam mais adesão e interesse pela atividade.

    A motivação, segundo Wadsworth (1993), é considerada aquilo que ativa o comportamento. Pode-se notar também a influência da brincadeira na construção destes sentimentos, do raciocínio e dos planos de ação para os movimentos aquáticos. Ou seja, no desenvolvimento integral da criança, pode-se atribuir mudanças à forma com que a motivação influencia a auto-estima, que é uma característica que pode influenciar sua interação social, escolhas, tarefas e a satisfação pessoal, enfatizada pela questão do prazer e ambiente de aprendizagem com emoções positivas e afetividade, que permitem os avanços do aprendizado.


Desenvolvimento motor

    O desenvolvimento motor deve ser compreendido para que o professor possa aplicar certos princípios no ensino aprendizagem da natação. Gallahue e Ozmun (2003: 3) fazem uma analise entre o crescimento, maturação biológica, alterações fisiológicas no desenvolvimento e o ambiente sobre o desenvolvimento motor, o autor afirma que o desenvolvimento motor "... é uma contínua alteração no comportamento ao longo do ciclo da vida, realizado pela interação entre as necessidades da tarefa, a biologia do indivíduo e as condições do ambiente".

    Gallahue e Ozmun (2003) afirmam que antigamente havia uma atenção maior, por parte dos estudiosos do comportamento, para a esfera cognitiva e afetiva do desenvolvimento do indivíduo. Porém ultimamente, nota-se um crescente interesse no estudo do desenvolvimento motor, já que não é possível dissecar o indivíduo, separando as esferas de comportamento. O desenvolvimento motor relaciona as exigências físicas e mecânicas aos fatores relacionados com a experiência e o aprendizado, sendo que estes fatores podem influenciar e modificar uns aos outros, de acordo com a interação comportamental.

    Mansolo (1986) traz em seu trabalho caracterizações quanto à idade em relação direta nas habilidades da natação, dentre elas, são as crianças de 3 a 6 anos. O autor relata que as crianças de 3 anos já conseguem andar de triciclo, onde o movimento é semelhante à perna do crawl. As crianças de 4 anos tem uma melhor independência da musculatura e melhor ritmo que as de 3 anos, supondo uma melhoria do batimento de perna do crawl. Já as crianças de 5 anos, o autor afirma que são mais ágeis, têm um melhor controle das atividades corporais gerais em relação as de 4 anos, melhorando sua coordenação fina. Relata que as crianças de 6 anos são mais ativas e conseguem ter uma grande evolução da coordenação4.

    Com base nesses estudos, a natação para crianças mostra-se algo que, sendo bem aplicada, traz benefícios, favorecendo um bom desenvolvimento motor da criança.

Fonte

quinta-feira, 6 de março de 2014

10:00

A brincadeira de Cabo de Guerra


Brincadeira de cabo de guerra.

Cabo de guerra, também conhecido por jogos da corda, é uma atividade esportiva que envolve força, onde duas equipes disputam entre si um teste da mesma.

Segundo as regras internacionais cada equipe deve ser composta de oito integrantes. Os competidores ficam dispostos em linha reta, seguidos ao longo do cabo, de aproximadamente 10 cm de diâmetro. Entre os dois grupos existe uma linha central. O cabo é marcado em seu ponto central e em dois outros pontos distantes quatro metros de seu centro. A disputa é iniciada pelos dois times com a marca central do cabo coincidindo com a linha central.

O objetivo do jogo é puxar o grupo oponente, fazendo com que ele cruze a linha central com sua marca de quatro metros do cabo. Outra forma de vencer a disputa é conseguir fazer o oponente cometer uma falta. O esporte foi incluído nos Jogos Olímpicos de 1900 a 1920.

No ano de 1900, em Paris, principiou como modalidade olímpica nos Jogos Olímpicos de Verão. Apenas duas equipes participaram da disputa, a vencedora elegeu-se campeã. A equipe sueco-dinamarquesa obteve vitória sobre as duas primeiras disputas, conquistando a medalha de ouro.

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