quarta-feira, 30 de junho de 2010

12:46

Brincar ao ar livre aumenta anticorpos


Filhos brincando na areia, descalços, levando objetos que caíram no chão à boca. Cenas que podem levar os pais mais preocupados ao desespero com medo de possíveis doenças.

Pesquisas, porém, colocam em cheque essas preocupações. 

Segundo a pediatra e alergista Fátima Rodrigues Fernandes, do Hospital Infantil Sabará, o contato com alguns microorganismos é importante porque ensina o sistema imunológico dos pequenos, ainda em fase de desenvolvimento, a funcionar corretamente. 

"É dessa forma que o organismo cria anticorpos e melhora a sua resistência para quando tiver de enfrentar uma infecção mais complexa. Além disso, o organismo tem capacidade para lidar com germes, bactérias e microorganismos presentes no meio ambiente. Não devemos subestimá-lo", esclarece.

Mas a pediatra explica que é importante tomar alguns cuidados, é necessário ter bom senso na hora de deixar a criança brincar com alguma coisa que é suja, por exemplo. 

Apresentada pelo médico inglês David Strachan, em 1989, a Teoria da Higiene também sugere a hipótese de que crianças que vivem em ambientes extremamente limpos e estéreis são mais propensas a desenvolver doenças, como as alergias.

Fátima explica que por isso é importante que a criança tenha contato com a natureza e não com o que é sujo. "Estudos mostraram que crianças que vivem em ambientes rurais com devida higiene realmente têm menor número de alergias." 

De acordo com a pediatra, entrar em contato com a natureza é a maneira existente para criar anticorpos. Mas ações como manter uma boa alimentação rica em nutrientes também ajudam bastante. No caso dos bebês, a amamentação é a chave. Ela deve ser prolongada o máximo possível. "O aleitamento materno, assim como a placenta, passa para o bebê anticorpos já existentes no organismo da mãe.

A conclusão dos especialistas é a seguinte: as crianças devem ter contato com a natureza desde que aprendam a importância de se lavar as mãos após essas atividades, antes de comer, após usar o banheiro, quando chegar em casa. E para as mamães, fica o pensamento de que vale superar o medo da "sujeira" e estimular o contato do filho com a natureza por uma vida mais saudável!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

22:49

Maioria dos adolescentes é sedentária; um terço está acima do peso

Pelos critérios da Organização Mundial de Saúde, menos da metade dos adolescentes brasileiros podem ser considerados ativos do ponto de vista físico. Quase um terço deles está acima do peso. As causas apontadas para a inatividade vão do hábito de ficar em frente à TV ou ao computador até a falta de segurança para brincar na rua. O dado é de um estudo da Universidade Federal de Pelotas (RS) que avaliou 4.325 jovens entre 14 e 15 anos.

Só 48% praticam os 300 minutos de atividade física semanal recomendados pela OMS -cerca de uma hora por dia. E os meninos são duas vezes mais ativos do que as meninas. Os resultados podem ser extrapolados para o país, e equivalem ao cenário mundial: pesquisa da OMS feita em 34 países mostra que só 24% dos meninos e 15% delas preenchem os critérios mínimos recomendados.

EDUCAÇÃO FÍSICA

Para chegar à conclusão, os pesquisadores brasileiros avaliaram a prática de atividade física de lazer (como futebol, natação, skate etc.); a atividade física de deslocamento, que considera se o jovem costuma ir à escola a pé ou de bicicleta; e a soma desses dois hábitos. Segundo o educador físico Samuel Dumith, autor do estudo, as aulas de educação física não foram consideradas porque elas não são feitas nem em quantidade nem em qualidade necessárias para promover benefícios à saúde. "Os adolescentes não levam a educação física a sério e fazem os exercícios sem intensidade e regularidade."

Apesar de a pesquisa mostrar que 75% dos adolescentes fazem alguma atividade de lazer e que 73% deles caminham ou vão de bicicleta até a escola, o estudo provou que as duas ações juntas não alcançam o mínimo recomendado de exercício. "Os jovens priorizam as atividades sedentárias, e isso é muito preocupante. Eles estão acima do peso e ficam, em média, quatro horas por dia em frente à TV, ao videogame ou ao computador, enquanto se dedicam menos de uma hora por dia para os exercícios", afirma Dumith.
Para Marlos Domingues, outro autor do trabalho, a falta de segurança explica parte dessa situação. Além disso, o nível de sedentarismo entre os pais também é alto, o que pode acabar influenciando os hábitos dos "teens". "Já não se brinca na rua. A pessoa depende de alguém para levá-la às escolinhas de esportes", diz Domingues, que é educador físico.

Para ele, os resultados são "uma surpresa" porque, nessa faixa de idade, é difícil sofrer falta de tempo para justificar a pouca atividade.

"A surpresa fica por conta da tragédia que esperamos daqui a alguns anos. Todos serão sedentários", diz Timóteo Araújo, educador físico que dá assessoria ao programa Agita São Paulo.

Domingues concorda. "Os prejuízos à saúde só serão vistos mais tarde. A chance de continuarem sedentários na idade adulta é altíssima."

quinta-feira, 10 de junho de 2010

05:20

Fórum discute papel do professor de ed fisica na escola

Cerca de 800 profissionais e estudantes se reúnem nesta quarta e quinta-feira (09 e 10 de junho) para discutir sobre o 'papel do professor de educação física na escola'. A reunião faz parte do 1º Fórum Estadual de Educação Física e Esportes e ocorre no Hotel Ritz Lagoa da Anta, no bairro de Cruz das Almas.

A ideia do evento surgiu, segundo a coordenadora Laudicéa Ivo, a partir da necessidade de discutir propostas de políticas públicas relacionadas ao esporte com o objetivo de relacionar as melhores sugestões para viabilizar sua aplicabilidade na rede estadual de ensino.

Laudicéa explicou ainda que todas as ações selecionadas serão registradas na "Carta de Maceió" e entregue ao secretário estadual de educação, Rogério Teófilo. Além disso, esta carta será enviada aos municípios alagoanos e as escolas particulares que tiverem interesse.

Um fator importante e decisivo na realização deste fórum foi a deficiência de profissionais de educação física na rede pública estadual de ensino. Uma pesquisa, feita todos os anos desde 2005, mostrou que, mesmo sendo disciplina obrigatória exigida pelo Ministério da Educação, 90% das escolas estaduais alagoanas sofrem com carência deste profissional. 

A coordenadora do fórum classifica o evento como um marco na história da educação alagoana e vislumbra a partir dele abrir a possibilidade para discussões e questionamentos de modo a elevar e sanar os problemas na rede estadual de ensino.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

11:23

Situações didáticas da Educação Física


Práticas corporais precisam vir embaladas por pesquisas sobre o significado cultural que possuem e debates para incluir toda a turma.

1. Leitura de práticas corporais

O que é 
Ao ter contato com atividades físicas por meio de vídeos, apresentações ao vivo etc. , a turma interpreta o que vê. Assistir a partidas de futebol, a apresentações de dança e às Olimpíadas é uma forma de apresentar diferentes manifestações de cultura corporal, com a possibilidade de comentá-las e analisá-las. 

Quando propor 
Antes do início de uma nova prática e sempre que a turma for espectadora de alguma atividade física. 

O que a criança aprende 
Conhecendo mais sobre a cultura corporal de um grupo, ela passa a valorizá-la. Percebe ainda a ligação entre o movimento e as condições históricas, sociais e culturais que o originaram. Em uma apresentação de hip-hop, por exemplo, é possível identificar as semelhanças com outros ritmos afro e analisar as mudanças que a cultura de massa introduziu na manifestação.

2. Atividades práticas

 O que é 
Brincadeira, dança, esportes ou ginástica, com a adaptação da manifestação corporal às necessidades materiais, espaciais, de aprendizagem etc. A classe rediscute as regras para perceber que a adaptação faz parte da história dos esportes modalidades como o futebol de salão ou o de areia nasceram assim. Em uma brincadeira de roda, por exemplo, é possível perguntar: todo mundo está conseguindo participar? Pode ser melhor se fizermos rodas menores? É essencial intervir para garantir que, a seu modo, todos estejam inseridos. Também é a hora de questionar alguns rótulos: ginástica rítmica é coisa só de menina? 

Quando propor 
Semanalmente. O ideal é apresentar ao longo do ano letivo um conjunto diversificado de exercícios para que as habilidades do grupo sejam contempladas em vez de privilegiar apenas os bons no esporte. 

O que a criança aprende 
Além da função lúdica, a prática do movimento ajuda na criação de regras de convivência para que todos participem (leia o quadro acima). Jogos, esportes e brincadeiras também estimulam o raciocínio estratégico e de códigos de comunicação. 

3. Aprofundamento dos conhecimentos

O que é 
A parte reflexiva das aulas. O aluno lê e realiza pesquisas e entrevistas sobre o movimento corporal. Vale pedir os resultados em painéis fotográficos, debates, seminários e produções escritas. 

Quando propor 
Após a parte prática, quando todos já tiveram a oportunidade de vivenciar as diferentes atividades. 

O que a criança aprende 
O papel da história, das condições sociais e da cultura de cada grupo nas práticas corporais.

Fonte: Nova Escola


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