segunda-feira, 20 de maio de 2019

07:02

Deficiência Física Neuromotora





Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir, sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas (Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, 2007)

O termo neuromotora reporta-se às deficiências ocasionadas por lesões nos centros e vias nervosas que comandam os músculos. Podem ser causadas por infeções ou por lesões ocorridas em qualquer fase da vida da pessoa ou por uma degeneração neuromusculares cujas manifestações exteriores consistem em fraqueza muscular, paralisia ou falta de coordenação.

Dentre os principais quadros motores apresentados pela pessoa com algum tipo de deficiência física, torna-se difícil encontrar uma classificação que inclua todos os possíveis distúrbios motores. Sendo assim, elencamos os quadros neuromotores de maior incidência em alunos matriculados na Educação Básica e Educação de Jovens Adultos que requerem um apoio mais intenso.
    • Lesão cerebral (paralisia cerebral ou deficiência neuromotora)
    • Lesão medular (paraplegia/tetraplegias)
    • Deficiências neuromusculares - Miopatias (distrofias musculares)
O estudante que apresenta este tipo de deficiência requer um ambiente escolar organizado e adequado à suas necessidades, para que o mesmo tenha acesso ao currículo, eliminando as barreiras que o impedem de exercer seu direito a educação. Possuem a garantia por lei um professor/a especializado/a (Professor de Apoio à Comunicação Alternativa- PAC), que atua no contexto da sala de aula, nos estabelecimentos de Ensino Fundamental, Médio e Educação de Jovens e Adultos que vai auxiliar no trabalho de mediação da comunicação entre o estudante e grupo social e no processo de ensino e aprendizagem que é diferente do convencional. Também possuem a garantia por lei de um funcionário/a operacional que vai auxiliar no ambiente escolar, mas fora do ambiente da sala de aula.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

11:04

Iniciação ao Jogo de Futebol



A coordenação óculo pedal é muito importante para a iniciação do futebol e esse é o tema do post de hoje.

Nesse tema, é importante desenvolver a dissociação dos movimentos, trabalhar os movimentos com os pés a fim de estabelecer a precisão e atuar em diferentes grupos e respeitar os colegas.

Abaixo segue a sugestão de uma atividade que dura 50 minutos

Nesta aula faremos uma abordagem de inclusão ao jogo de futebol. Em nossas aulas de educação física escolar devemos contextualizar todos os temas e, o futebol para alguns alunos não se mostra atraente, sendo muitas vezes excludente. Nesta aula apresentaremos algumas atividades que podem facilitar a inclusão dos alunos.

Nessa aula utilizaremos materiais alternativos para dar um tratamento ao jogo com bola.

Materiais: barbante, bexiga (balão de ar), bola de futsal, cones pequenos.

ATIVIDADE 1 - Atividades com Bexigas

Cada aluno receberá um pedaço de barbante e uma bexiga. Deverá encher o balão de ar, amarrá-lo ao barbante e prender o barbante no tornozelo.

Divida a turma em 4 times. Cada aluno deverá deslocar-se por um espaço pré determinado levando a bola presa ao pé sempre na frente do corpo, sem estourá-la.

Além do aluno controlar a sua bola ele deverá desviar de outros alunos para que a sua bola não estoure com facilidade.

Dica - A critério do(a) professor(a) esta atividade pode ser transformada em um mini conteste, por exemplo: organize 4 colunas onde os alunos deverão correr até um ponto determinado, voltar (controlando a sua bola) e, tocar na mão do colega do seu grupo que dará prosseguimento a atividade. O grupo que terminar em primeiro sem estourar nenhuma bola ganha o jogo.

ATIVIDADE 2 -  Boliche com os pés:

Professor, separe diversos cones pequenos e coloque-os na linha que divide a quadra no meio.

O objetivo deste jogo é que os alunos derrubem os cones chutando a bola de futsal neles.

Divida a turma em 4 times. Irão jogar 2 times por vez. Cada time terá uma área pré determinada limitando de onde podem chutar a bola. Um time começará com todas as bolas e terá sua vez de chutar. As bolas passarão para o outro lado da quadra, consequentemente para o outro time, assim determinando a vez do outro time de chutar.

Ganha o time que derrubar mais cones. Fica a critério do professor quantas vezes cada time poderá chutar.

Dica:

1 - Peça para que todos chutem ao mesmo tempo. Deixem que eles se organizem, mas caso isso não ocorra, o professor pode dar o comando de quando chutar;

2 - Poderão ser utilizados cones com as letras do alfabeto ou numéricos e assim, poderá ser solicitado que os alunos formem pequenas palavras ou sequência numérica;

3 - Professor, solicite que os alunos deem sugestões para incorporar esta atividade.

ATIVIDADE 3 - Futebol de duplas.



Professor, divida a turma em 4 equipes. Dentro de cada time, os alunos deverão formar duplas.

Peça que as duplas deem as mãos. Eles participarão do jogo de futebol onde os alunos estarão em duplas e só poderão tocar na bola enquanto estiverem de mãos dadas. Caso eles soltem as mãos, será considerado "falta". Na verdade essa atividade não determinará um gol, mas o(a) professor(a) poderá formar equipes que se enfrentarão com a marcação de gol pequeno inicialmente ocupando o espaço de meia quadra e, posteriormente, a quadra inteira.

DICA - Professor, esta é uma atividade recreativa para socializar os alunos com o tema futebol. Pode ser em duplas, em trincas, de acordo com sua avaliação e a organização dos alunos.

ATIVIDADE 4 - PEBOLIM HUMANO

Professor, esta atividade é associada ao jogo de pebolim (conhecido como jogo de totó em algumas localidades). Organize duas equipes mistas, onde os alunos deverão formar grupos de: defesa, meio campo e ataque e, cada formação dessa não pode andar para frente, nem para trás, apenas para os lados (assim como no jogo de pebolim).

DICA 1 - Professor, para esta atividade os alunos podem dar as mãos; podem ser utilizadas cordas para cada posição (os alunos representantes de cada posição deverão segurar numa corda para não se soltarem)

DICA 2 - Lembre-os que o objetivo é evitar gol e fazer gol na outra equipe, mas que cada equipe deverá organizar a sua estratégia.

DICA3 - Professor, realize um rodízio nas posições do pebolim para que os alunos vivenciem todas as posições do jogo.

FINALIZANDO A AULA

Professor, ao final da aula realize um debate e avalie, juntamente com os alunos, a forma que o futebol foi abordado nesta aula; se todos os alunos se sentiram incluídos nas atividades e, que outras formas podem ser desenvolvidas para trabalhar com o tema futebol.

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quarta-feira, 17 de abril de 2019

08:55

Artigo: A Importância dos Jogos para o Desenvolvimento Psicológico da Criança

Resultado de imagem para jogo brincadeira

Este estudo traz a importância de atividades lúdicas exercida na escola, para trabalhar com a criança o aspecto psicológico. Ensinando a mesma a interagir com o próximo, respeitar regras, desenvolver a imaginação, cooperação e com isso promover uma boa auto-estima. Fazendo com que aprendam de forma simples e natural a resolver problemas, pensar, criar e desenvolver o senso crítico. Através da melhoria do entendimento sobre o efeito que os jogos podem trazer, enriquecendo interações humanas.

Introdução

O artigo analisa a importância do jogo e o brincar no aspecto psicológico da criança. O jogo é uma ferramenta que contribui na formação corporal, afetivo e cognitivo, por ter uma característica lúdica se torna mais atrativa e eficiente em seu desenvolvimento,preparando sua inteligência e caráter, tendo conhecimento de quantidade e de espaço.O objetivo deste trabalho é fomentar a importância das atividades lúdicas no processo psicológico das crianças, promover o respeito pelas pessoas e pelas regras. Por intermédio do jogo e do brincar a criança expressa suas fantasias, seus desejos e suas experiências reais de um modo simbólico, onde a imaginação e a criatividade fluem por conta da ludicidade. A metodologia desse trabalho foi por base de revisão bibliográfica.

Palavra-Chave: jogos, criança, psicológico.

Desenvolvimento

Lúdico do latim ludus significa jogo, segundo Nunes (1998).

Segundo Huizinga (1995) o jogo pode ser considerado como uma atividade livre, conscientemente tomada como "não-séria" e exterior à vida habitual, mas ao mesmo tempo capaz de absorver o jogador de maneira intensa e total. É uma atividade desligada de todo e qualquer interesse material, com a qual não se pode obter lucro, praticada dentro de limites espaciais e temporais próprios, segundo uma certa ordem e certas regras. Promove a formação de grupos sociais com tendências a rodearem-se de segredo e a sublinharem sua diferença em relação ao resto do mundo por meio de disfarces ou outros meios semelhantes.

Para Platão e outros pensadores da Grécia antiga era importante que as crianças em seus primeiros anos de vida e ambos os sexos deveriam ser educados com jogos educativos e deveria começar aos sete anos. Era contra os jogos competitivos, pois não valorizavam o caráter e a personalidade fazendo com que as crianças acabassem tendo uma formação danificada. (NUNES DE ALMEIDA, 1998).

Para os egípcios, maias, romanos, os jogos eram passados para os jovens de geração a geração pelos mais velhos onde aprenderiam através de seus ensinamentos valores e conhecimento para as normas sociais do padrão de vida. 'Com a ascensão docristianismo, os jogos foram perdendo seu valor, pois eram considerados profanos e imoraise sem nenhuma significação. ' (NUNES ALMEIDA, 1998).

No brincar, a criança lida com sua realidade interior e sua tradição livre da realidade exterior. (MARCONDES, MARINA, 1994)

Segundo Marcondes Marina (1994), o brincar com o seu próprio corpo significa descobrir a si mesmo. O que para uma criança é uma festa, pois começa a inventar joguinhos, como fechar e abrir os olhos como se estivesse achando algo ou escondendo-se.

A criança que brinca livremente do seu jeito, a sua maneira acaba transmitindo seus sentimentos, idéias, fantasias.

Brincar é também raciocinar, descobrir, persistir e perseverar; aprender a perder percebendo que haverá novas oportunidades para ganhar; esforçar-se, ter paciência, não desistindo facilmente. Brincar é viver criativamente no mundo.Ter prazer em brincar é ter prazer em viver; (MARCONDES ,MARINA,1994)

Brincar sem imposições de regras rígidas e impostas torna o ato de brincar mais espontâneo e acaba que a criança por seu próprio pensar, cria, recria e modifica. Essa vasta possibilidade que o jogo possibilita no momento do brincar proporciona o momento da aprendizagem aguçando sua criatividade, seu pensar e seu modo de agir com o meio.

Segundo Marcondes Marina (1994), brincar para criança pequena é fonte de autodescoberta, prazer e crescimento.

Segundo Piaget (1975b), os jogos estão diretamente ligados ao desenvolvimento mental da infância; tanto a aprendizagem quanto as atividade lúdicas constituem uma assimilação do real. Almeida (1995) diz que a brincadeira simboliza a relação pensamento-ação da criança, e, sendo assim, constitui-se provavelmente na matriz formas de expressão da linguagem (gestual, falada e escrita). Os jogos têm um papel no desenvolvimento psicomotor e no processo de aprendizado de domino do social da criança, através dos jogos é possível exercitar os processos mentais e o desenvolvimento da linguagem e hábitos sociais. (DINELLO, 1984 AUPD SERAPIÃO, JOÃO, 2004).

O jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação do real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função de suas necessidades múltiplas do eu. (PIAGET APUD SERAPIÃO, JOÃO, 2004).

Através de jogos é possível que a criança tenha uma dimensão de tempo (antes - depois), quantidade (pouco - muito), compreensão da seqüência (inicio-fim). (HARTLEY, 1971).

Para Pettry (1988) o jogo é uma atividade própria da criança e esta centrada no prazer que proporciona a ela. Brincadeiras com o corpo em movimento auxiliam as crianças a compreender e a relacionar conceitos de: perto, longe, atrás, mais perto, em cima, na frente, ou seja, ela sustenta o que Hartley já havia dito sobre a importância da criança brincar ou jogar. É possível desenvolver relacionamentos, pois o ato de brincar, jogar é necessário que haja uma interação, pois assim o aprendizado torna-se mais eficaz para ambas as crianças, pois a troca de conhecimento é vasta.

Bijou (1978) faz uma distinção entre o jogo estruturado e o livre (espontâneo), onde o jogo estruturado é aquele em que a criança se engaja em um determinado ambiente onde os matérias, instruções, ajudas implícitas e explicitas são feitas para ajudarem a criança a alcançar seu objetivo, ou seja é induzida na forma 'certa' de brincar e de chegar ao destino desejado da brincadeira. Já no jogo livre (espontâneo) é onde o objetivo e o brinquedo são escolhidos naturalmente pela criança, para Piaget sua importância a esse tipo de jogo é incentivado e motivador no processo da aprendizagem, já que este dá a criança uma razão própria que faz exercer de maneira significativa sua inteligência e sua necessidade de investigação ( PIAGET, 1994, apud GIOCA, MARIA INEZ, 2001).

Segundo o Referencial Curricular Nacional (1998) a criança precisa brincar, ter prazer e alegria para crescer, precisa do jogo como forma de equilíbrio entre ela e o mundo e através do lúdico a criança desenvolve.

Segundo Gilles (1998), o jogo se inscreve num sistema de significações que nos leva, por exemplo, a interpretar como brincar, em função da imagem que temos dessa atividade.

É a construção do conhecimento, principalmente, nos períodos sensório motor e pré-operatório. Agindo sobre os objetos, as crianças, desde pequenas

estruturam seu espaço, seu tempo, desenvolvem a noção de casualidade chegando a representação e, finalmente a lógica (PIAGET, 1994 apud GIOCA, MARIA INEZ, 2001).

Trabalhando o imaginário

Segundo Gallahue (2008) a criança através do jogo trabalha o imaginário, joga como se tal coisa fosse o que não é, como se estivesse em tal sitio onde não está, como se visse tal paisagem que não vê. As coisas no jogo não são o que são, mas como se fossem outra coisa. E as outras crianças que entram no jogo não são o que são, mas como se fossem outras crianças, incorporando personagens. A linguagem do jogo é a do modo condicional: isto seria uma casa, tu serias a cozinheira, eu seria a mãe e, um pouco depois, todas aquelas coisas já o são. Na sua imaginação, a criança forjou uma nova realidade.

Segundo Samulski (2005) o jogo é o melhor caminho que encontra para mostrar a sua personalidade. O pai que queira saber como é o seu filho, que o deixe jogar e, respeitando o seu jogo, observe-o como é. Se preferir os jogos de composição ou os que se desmancham, daí poderá deduzir o seu espírito de construção ou de conquista, se preferir os de invenção ou os de análise, poderá deduzir uma tendência para a vida ativa ou para a especulação; se preferir os jogos sossegados ou os violentos poderá deduzir a tendência para a vida contemplativa ou ativa; se joga com ordem ou desordenadamente, se é constante nos seus jogos ou se os varia a cada momento, se prefere jogar acompanhado ou quer jogar sozinho, se jogando oferece a vitória ou a retém se manda ou obedece. Através do jogo passa toda a psicologia da criança; e a personalidade do adulto na hora do trabalho ou do convívio social, é ainda o reflexo da personalidade que demonstrou com os seus jogos quando era menino.

Conclusão

Concluímos que através dos jogos as crianças desenvolvam um melhor relacionamento com outras crianças e com adultos e por meio dos jogos poderem interagir com o meio em que estão inseridas lhes proporcionando um auto-conhecimento de si próprias tendo vista que essas descobertas as fascinam, pois um mundo novo é inserido e descoberto

Retirado de: http://www.webartigos.com/articles/13771/1/a-importancia-dos-jogos-para-o-desenvolvimento-psicologico-da-crianca/pagina1.html

Publicado em 20/03/09 e revisado em 17/04/19

terça-feira, 2 de abril de 2019

16:12

Escolha os Objetivos no Plano de Aula



Sempre que você for fazer um plano de aula, uma das primeiras perguntas que tem que se fazer é qual é a sua intenção? O que você pretende nessa aula? Quais são os seus objetivos? Esses questionamentos são a base do meu entendimento sobre a importância e o fazer de um plano de aula.

Os objetivos são as metas estabelecidas que se pretende alcançar. Vale refletir: Qual a sua meta nessa aula? O que espera que os alunos aprendam? Quais habilidades precisam ser desenvolvidas?
Lembrete: Antes de estabelecer os objetivos, é recomendável ter realizado uma avaliação diagnóstica para saber o que os alunos já sabem.

Tipos de objetivo

Os objetivos e conteúdos devem ser articulados, pois relacionam-se entre si. Segundo César Coll, os conteúdos se agrupam em conceituais, procedimentais e atitudinais, ou seja, o que os alunos devem saber, fazer e ser.

Conceituais – Aprender a conhecer (conhecimento e diferenciação entre conceitos, informações, princípios, etc). Compreender, analisar, refletir, comparar, etc.

Procedimental – Aprender a fazer (O aluno experimenta, realiza ações na busca do conhecimento, etc.). Escrever, ler, desenhar, usar técnicas, etc.

Atitudinal - Aprender a ser (relacionados aos comportamentos esperados dos alunos). Cooperar, ser solidário, respeitar, etc.

Como planejar aulas e treinos em Educação Física

A Educação Física requer um cuidado muito especial na elaboração de como planejar aulas e treinos em Educação Física or isso foi elaborado este material para ser uma ferramenta de trabalho para professores de Educação Física, acadêmicos, treinadores esportivos e instrutores de academias que queiram trabalhar com atividades físicas e treinamento funcional. Clique aqui e saiba mais

segunda-feira, 18 de março de 2019

07:31

5 atividades para uso imediato nas Aulas de Educação Física Escolar



A Educação Física na escola é responsável, dentre muitos aspectos, pelo desenvolvimento motor das crianças, vale ressaltar também a importância do exercício físico para a saúde, uma vez que combate ao sedentarismo, obesidade, diabetes e problemas cardíacos.

Abaixo, 5 atividades explicadas para aplicação imediata nas aulas de Educação Física Escolar

Começou a chover...

Tema: atenção; integração; imaginação.

Duração: 15 minutos.

Público: crianças, mínimo 8 pessoas.

Material: giz para riscar o chão.

Peça que as crianças se espalhem numa determinada área. Depois peça que cada uma desenhe um círculo ao redor dos pés (não colado aos pés, mas grande, em volta); estas serão as casas. Deve haver uma "casa" a menos que o total de participantes (ou seja, não desenhe um círculo ao redor dos seus próprios pés).

Comece a brincadeira: saia andando pelo pátio, contando uma história qualquer e as crianças devem seguí-lo fazendo gestos e movimentos de acordo com a história. Procure se afastar das "casas" enquanto anda.

Num determinado momento diga "Então, começou a chover!"

As crianças devem então procurar a "casa" mais próxima e aí ficar. (explique isso antes de começar a brincadeira). Quem ficar sem "casa" recomeça o jogo, contando uma nova história.

Cruzado ou Aberto?

Tema: concentração, descobrir a senha.

Duração: 5 minutos.

Público: adolescentes, mínimo 10 pessoas.

Material: duas canetas, lápis ou varetas; cadeiras.

Todos sentam-se em cadeiras arrumadas em círculo, deixando o centro livre. O orientador pega uma vareta em cada mão e explica para o grupo que o jogo consiste em passar as varetas (uma em cada mão) para o vizinho da direita:

Cada pessoa ao passar deve optar por cruzar as varetas, colocando uma sobre a outra e formando um "X" ou deixá-las abertas, mantendo-as separadas, uma em cada mão.

Ao passar as varetas para o seu vizinho, se as suas varetas estiverem cruzadas, diga "Eu passo cruzado". Se as suas varetas estiverem abertas, diga "Eu passo aberto".

O orientador - que no início é a única pessoa que sabe a senha - observa a posição das pernas de cada um, e responde "Sim" ou "Não" de acordo (se as pernas do participante estão cruzadas ele precisa passar as varetas cruzadas; se as pernas estão descruzadas, ele deve passar as varetas abertas). Atenção que as pessoas às vezes mudam de posição durante o jogo e precisam mudar a forma como passam as varetas de acordo. O orientador não explica porque sim ou não; o jogo se torna mais engraçado a medida em que alguns jogadores descobrem a senha e participam no coro do "Sim" e do "Não".

Quando a maioria já souber a senha e antes que o grupo perca interesse no jogo, finalize-o, fazendo uma rodada em que aqueles que já conhecem a senha, procuram mostrar aos demais como acertar a senha.

Rede Humana

Atividade: Minivoleibol
Conteúdo: Voleibol Adaptado – Passes: manchete e toque
Material: Bolas de voleibol

- Organização: Separe a turma em três grupos iguais, sendo que dois deles participam do jogo, tendo o 3o grupo entre eles, com os braços estendidos acima da cabeça, como se fosse a rede de voleibol.

- Desenvolvimento: Os dois grupos que se confrontam passam a bola através de manchete ou toque por cima da rede humana até que a bola seja interceptada por algum componente da rede. O grupo que perde a posse da bola passa à função de rede humana e assim sucessivamente.

Pode-se contar um ponto para o grupo toda vez que ele ganhar a posse de bola e aquele que somar mais pontos será o vencedor.

- Socialização da atividade: O professor incentiva os estudantes a se expressarem e registrarem em seu caderno os sentimentos em relação ao jogo coletivo, a sua respiração, aos seus batimentos cardíacos, à solidariedade e à cooperação para com os colegas, às facilidades e às dificuldades encontradas na atividade proposta.

Faça uma abordagem das recriações sociais do jogo para possibilitar a participação de muitos, para poder jogar em lugares diversos e para tornar o jogo mais emocionante.

Seguindo o chefe: CAV (Ciclo de Aprendizagem Vivencial)

Objetivo: fazer um desenho em grupo onde cada participante esteja em uma situação especial.

Propósito: trabalhar a cooperação, a comunicação, planejamento, raciocínio lógico, confiança e a empatia.

Recursos: papel, canetas, vendas.

Número de Participantes: grupos de 5 pessoas

Duração: a tarefa de desenhar o barco deve ser cumprida em cinco minutos.

Descrição: dividir a turma em grupos de cinco pessoas, colocando-as sentados no chão. Cada grupo terá como tarefa desenhar um barco utilizando uma folha de papel e canetas coloridas. Cada participante fará uma ação de cada vez, passando em seguida o desenho para o outro participante e assim por diante passando por todos um traço de cada vez até que o desenho esteja concluído ou tempo encerrado. Exemplo: o primeiro participante faz um traço, para e a próxima ação é de outro participante.

Os participantes terão também de obedecer as seguintes características individuais:

Participante 1 - é cego e só tem o braço direito;
Participante 2 - é cego e só tem o braço esquerdo;
Participante 3 - é cego e surdo;
Participante 4 - é cego e mudo;
Participante 5 - não tem os braços;

Portanto, para desenvolverem esses papéis, o focalizador pede que os grupos escolham quem será 1,2,3,4 e 5 entregando vendas par os olhos e tiras de pano para amarrar os braços que não deverão utilizar.
Quando os grupos estiverem prontos, começar a contar o tempo, deixando que os grupos façam a atividade sem interrupção. Neste momento o facilitador fica em silêncio, apenas observando o trabalho. Caso alguém solicite ajuda ou informações, reforce as instruções já ditas sem dar outras orientações. Caso algum participante faça perguntas do tipos está certo? Pode fazer assim? Deixe o grupo decidir. Não interfira. Estas situações poderão ser retomadas no momento de debate, para análise e como ilustração para outros comentários.

Após o jogo, o facilitador deve realizar o CAV (Ciclo de Aprendizagem Vivencial), abordando as dificuldades encontradas os desafios superados e as formas de cooperação colocadas em prática.

Dicas: pode-se jogar em dois tempos. Primeiro deixar que eles sintam o jogo que a princípio parece fácil e depois normalmente percebendo as dificuldades. Após minutos, alguns podem não ter terminado a tarefa e muitos poderiam certamente tê-la realizado com melhor qualidade. Por isso deixe que os grupos discutam como poderiam melhorar sua performance e depois peça que joguem novamente para colocarem em prática as alternativas que poderão ser encontradas.

Após todo o processo abra uma discussão geral onde todos os grupos poderão expor dificuldades e soluções, impressões etc.

Vai e vem

Material: 2 garrafas de refrigerante, tampas coloridas de xampu ou de material de limpeza (lavadas e secas), fio de varal (2 pedaços de 3m) e fita crepe.

Como fazer: corte cada garrafa no meio. Você vai utilizar as metades de cima, isto é, as que têm gargalo. Passe os dois fios por dentro de uma metade, do gargalo para o centro. Em seguida, passe os fios pela outra metade, do centro para o gargalo. Encha as metades com as tampinhas coloridas, para dar um visual bonito, e passe fita crepe para juntar as duas partes das garrafas, formando um cilindro. Dê um nó nas extremidades de cada fio. Duas crianças participam dessa brincadeira, cada uma fica de um lado, segurando uma ponta do fio em cada mão. Conforme elas abrem e fecham os braços, o cilindro desliza pelo fio de um lado para o outro.

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quarta-feira, 13 de março de 2019

13:01

Saiba mais sobre Esquema corporal




Você sabe, exatamente, o que é esquema corporal? Conceitualmente, é a consciência do corpo como meio de comunicação consigo mesmo e com o meio. O esquema corporal é um elemento básico indispensável para a formação da personalidade da criança. É a representação relativamente global, científica e diferenciada que a criança tem de seu próprio corpo

O esquema corporal resulta das experiências que possuímos provenientes do corpo e das sensações que experimentamos. Não é um conceito aprendido e que depende de treinamento. Ele se organiza pela experienciação do corpo da criança. É uma construção mental que a criança realiza gradualmente, de acordo com o uso que faz de seu corpo.

Segundo Le Boulch (1981. p. 74), o esquema corporal é dividido em etapas:

1ª Etapa: Corpo vivido (até 3 anos de idade) - Corresponde à fase de inteligência sensório-motora de Piaget. O bebê sente o meio ambiente como fazendo parte dele mesmo. À medida que cresce, com maior amadurecimento de seu sistema nervoso, vai ampliando suas experiências e passa, pouco a pouco a se diferenciar do meio ambiente. Nesse período a criança tem uma necessidade muito grande de movimentação e através desta vai enriquecendo a experiência subjetiva de seu corpo e ampliando a sua experiência motora. Suas atividades iniciais são espontâneas.

2ª Etapa: Corpo percebido ou Descoberto (3 a 7 anos) - Corresponde à organização do esquema corporal devido à maturação da "função de interiorização" que é definida como a possibilidade de deslocar sua atenção do meio ambiente para seu próprio corpo a fim de levar à tomada de consciência. A função de interiorização permite a passagem do ajustamento espontâneo a um ajustamento controlado que, propicia maior domínio do corpo, culminando em maior dissociação dos movimentos voluntários.

A criança, com isso, passa a aperfeiçoar e refinar seus movimentos adquirindo maior coordenação dentro de um espaço e tempo determinado. Descobre sua dominância e com ela seu eixo corporal. O corpo passa a ser um ponto de referência para se situar e situar os objetos em seu espaço e tempo. Neste momento assimila conceitos como embaixo, acima, direita, esquerda e adquire também noções temporais como a duração dos intervalos de tempo e de ordem e sucessão, isto é, primeiro e último.

No final dessa fase, a criança pode ser caracterizada como pré-operatória, porque está submetida à percepção num espaço em parte representado, mas ainda centralizado sobre o próprio corpo.

3ª Etapa: Corpo representado (7 a 12 anos) - Nesta etapa observa-se a estruturação do esquema corporal. No início desta fase a representação mental da imagem do corpo consiste numa simples imagem reprodutora, isto é, uma imagem de corpo estática.

A criança só dispõe de uma imagem mental do corpo em movimento a partir de 10/12 anos, significando que atingiu uma representação mental de uma sucessão motora, com a introdução do fator temporal. Sua imagem de corpo passa a ser antecipatória, e não mais somente reprodutora revelando um verdadeiro trabalho mental devido à evolução das funções cognitivas correspondentes ao estágio preconizado por Piaget de operações concretas. Os pontos de referência não estão mais centrados no próprio corpo, mas são exteriores ao sujeito, podendo ele mesmo criar os pontos de referência que irão orientá-lo.

Atividades de Psicomotricidade Infantil

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11:00

Aspectos importantes na iniciação do Voleibol


O voleibol é caracterizado pela alternância de atividades dinâmicas acíclicas, normalmente realizadas através de esforços máximos, por intermédio, principalmente, de saltos verticais, corridas com mudança de direção, com breves períodos de descanso, que ocorrem entre os rallis e intervalos entre os sets.

Devido a esta complexidade, é necessário que os atletas tenham uma preparação física geral bem desenvolvida, o que deve ser propiciado por uma base sólida, conquistada nos primeiros anos de prática. A combinação das qualidades envolvidas é imprescindível para que seja alcançado o desempenho máximo nas ações de jogo. As habilidades físicas e motoras necessárias para a sua prática são muitas e diversificadas, sendo mais complexas à medida que é maior o nível técnico dos atletas envolvidos na disputa.

Fisiologicamente falando, devido ao tempo médio em que a bola permanece em jogo durante a realização dos rallis, há uma predominância dos sistemas anaeróbios, notadamente do ATP-PC, com o sistema aeróbias sendo importante para a recuperação necessária entre os rallis e nas demais interrupções do jogo.

Outro fator que caracteriza o voleibol é o fato de ser uma modalidade que necessita preponderantemente das habilidades motoras abertas, visto que constantemente o atleta precisa fazer ajustes de seu movimento a situações inesperadas. Estas habilidades devem ser treinadas através de atividades que proporcionem desafios que estimulem a capacidade cognitiva. Quanto melhor for a análise da situação de jogo, mais rápida pode ser a preparação da resposta adequada.

Dentre a gama de exercícios que podem ser utilizados, devem-se priorizar aqueles que possuem uma maior semelhança com o gesto esportivo. Desta forma, estaremos atendendo ao princípio da especificidade do treinamento desportivo e temos a possibilidade de haver uma maior transferência do trabalho físico para as situações de jogo.

O processo formativo de um jogador de voleibol seja fracionado em dois períodos: o primeiro visa à aquisição de uma formação física básica, crescimento harmonioso e com saúde, com um conteúdo abrangente que possibilite a construção de bases motoras que possam prolongar ao máximo o período produtivo dos praticantes. O segundo buscará a obtenção da aplicabilidade das capacidades necessárias para executar as habilidades fundamentais específicas ao voleibol.

Em todas as situações propostas devemos ressaltar a importância em se planejar um trabalho em longo prazo, que possa oferecer condições do praticante desenvolver por completo seu acervo motor.

Atividades para Aulas de Voleibol

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

09:23

O atletismo na Educação Física escolar



Resultado de imagem para atletismo escola

Objetivos
- Conhecer alguns elementos do atletismo como modalidade esportiva olímpica.
- Refletir sobre a questão do gênero nas modalidades esportivas.

Conteúdos
- Conceituação do atletismo.
- Jogos e situações próximas às da modalidade oficial.
- Competições oficiais e as diferenças de gênero.

Anos
4º e 5º.

Tempo estimado
Sete aulas.

Material necessário
Cordas, garrafas PET com um pouco de água, giz, bambolês, cones, fita crepe, jornal, fita adesiva grossa, cabos de vassouras, caixas de papelão, barbante, cartolina ou papel pardo.

Não deixe de ter 100 atividades para Atletismo Escolar

Desenvolvimento
1ª etapa
Pergunte aos alunos o que eles conhecem sobre o atletismo. Em seguida passe um vídeo que mostre imagens de diversas provas, como esse e esse. Discuta o vídeo com os alunos, buscando construir um conceito sobre esse esporte. Deixe que se manifestem, complemente, corrija equívocos e responda às perguntas que surgirem. É importante ressaltar que a modalidade engloba diversas provas, a maioria individual. Agrupe-as para melhor entendimento dos alunos: corridas, saltos, arremessos e lançamentos, explicando que existem variações. As corridas, por exemplo, incluem as de velocidade de 100 e 200 metros, de revezamento, de obstáculos, com barreiras, maratona etc.

Escolha uma das provas em conjunto com os alunos ou faça uma sugestão, como a corrida de velocidade, que pode ser feita de uma extremidade à outra da quadra. Primeiramente, separe meninos e meninas explicando que nas modalidades de corridas oficiais essa é regra (esse será o único momento em que eles estarão separados). Depois, coloque-os para correr juntos, divididos em grupos mistos menores. Quem estiver esperando a vez fica responsável por marcar os tempos ou observar e anotar quem chega primeiro.

Em seguida, proponha um jogo no qual os estudantes são colocados em duplas. Cada dupla receberá uma folha de jornal que deverá ser levada ao colega parceiro - que se posicionará à sua frente, em sentido contrário ao dele e a uma distância que pode ser de uma lateral a outra da quadra (ou de uma linha de fundo a outra). A folha deve ser colocada em contato com o corpo, sem ser dobrada, ou segurada pelas mãos. Vence a dupla que conseguir fazer o trajeto primeiro. (neste caso, quem está com a folha leva para o parceiro, chegando ao lado oposto à sua posição inicial. O parceiro então, pega a folha e a leva para o outro lado, de onde saiu seu companheiro). A dupla que conseguir fazer essa troca de lugar levando a folha de jornal junto ao corpo andando rápido, mas sem correr, vencerá. Esse mesmo jogo poderá ser feito com mais estudantes, assim, a equipe que trocar de lugar primeiro, levando o jornal desse mesmo modo, vence o jogo.

Concluídas as duas atividades, organize uma roda de conversa e incentive todos a comentar as vivências, identificando o que foi aprendido e de que forma, ou a apresentar dúvidas. Fale sobre as diversas provas de corrida de velocidade e as características básicas delas: distâncias curtas, saídas baixas (com blocos de partida, para dar impulso) e velocidade como capacidade física fundamental. Incentive a discussão sobre a questão do gênero, sempre mostrando um olhar crítico, e incentive a superação de preconceitos. Comente sobre a corrida individual, por gênero e depois mista, perguntando como foi para os alunos essa vivência. Exponha as questões fisiológicas que permeiam as competições olímpicas que separam os atletas dessa forma.

2ª etapa
Retome as atividades da aula passada, relembrando as características básicas das corridas de velocidade, e proponha a prática de um jogo - que deve ser comparado aos realizados anteriormente. Divida a turma em grupos mistos com aproximadamente oito integrantes cada. Se as equipes ficarem com o número desigual basta um aluno participar duas vezes. Organize-os em colunas distantes 2 metros uma das outras numa das laterais da quadra.

Um aluno do grupo fica do lado oposto da quadra e, ao seu sinal, sai em busca do colega que está no inicio da coluna à sua frente. Lá chegando, ele segura esse colega pela mão e os dois voltam para lado oposto da quadra. Os dois dão meia volta e buscam o próximo da fila, sem soltar as mãos. Ganha a equipe que se transferir mais rapidamente para o outro lado da quadra.

Terminado o jogo, reúna os estudantes num roda de conversa e peça que exponham suas reflexões sobre a prática e a construção do conhecimento acerca dela. Faça um comparativo com as características das corridas de velocidade e as de resistência, buscando levantar os elementos que caracterizam essa última: distâncias longas, saída alta (em pé) e resistência aeróbica como capacidade física principal.

3ª etapa
Resgate as vivências realizadas nas aulas anteriores e, em seguida, pergunte o que as crianças sabem sobre o espaço onde ocorrem as competições de atletismo. Discuta o tema e proponha que todos juntos construam uma pista na quadra. Você pode propor a utilização de giz ou fita crepe para contornar o espaço e construir pelo menos duas raias. Outra opção é o uso de cones ou garrafas PET com água. Feitas as raias, explique que há diferença no comprimento da interna e que, por isso, quem está nela tem de largar de uma marca localizada mais atrás.

Proponha, então, uma corrida de velocidade entre os alunos nesse espaço. Se não for possível fazer várias raias, peça que alguns alunos marquem os tempos dos outros e anotem os nomes numa cartolina ou papel pardo para posterior análise. Nesse período, os que não estiverem participando devem realizar outra atividade. Depois, organize uma corrida de revezamento utilizando cabos de vassouras cortados ou canudos de jornal. Coloque-os em grupos mistos e ressalte a importância do trabalho em equipe.

No fim, forme uma roda de conversa para todos exporem as reflexões sobre as vivências e o que aprenderam com elas. Retome o cartaz com os nomes e os tempos para uma análise conjunta dos melhores tempos e equipes. Levante as razões dos resultados e a questão de ganhar e perder. Aponte se houve mais meninas que meninos com tempos melhores, incentivando o debate. Cada turma terá um cenário diferente. O importante é levar os alunos a analisar os resultados de forma crítica, observando as inúmeras questões que envolvem a competição e as diferenças de gênero. É possível que apareça uma menina mais rápida que todos os meninos ou não. A discussão é válida em ambos os casos para acabar com os preconceitos.

4ª etapa
Recorde o que foi abordado nas aulas anteriores, comparando os dois tipos de corrida e suas características principais. Aponte para a importância da vivência na pista construída e proponha o uso dela para as corridas de resistência. Como seria possível utilizá-la tomando por base as características desse tipo de competição? Em cada turma surgirão ideias diferentes. Uma possibilidade é o jogo do mensageiro. Divida os alunos em dois ou três grupos, que deverão numerar seus participantes. O número 1 de cada equipe receberá uma mensagem a ser levada ao rei tendo que, para isso, dar três voltas na pista. Depois, ele passará a mensagem para o próximo mensageiro do seu grupo (número 2) até que ela chegue ao rei. O grupo que levar a mensagem ao rei primeiro vence o jogo. No fim do jogo, discuta com todos sobre o que sentiram e aprenderam. Em seguida, conte a história da maratona, de forma a despertar a curiosidade e a imaginação da garotada.

5ª etapa
Faça uma revisão do que foi aprendido até então, sempre com base no que os alunos mencionarem. Inicie a construção do conceito de marcha atlética, questionando-os a respeito da única prova de atletismo que se faz andando. Proponha o jogo pega congela andando. Dois ou mais pegadores devem encostar a mão nos demais para congelá-los e quem está livre tem de descongelá-los da mesma maneira - mas ninguém pode correr, somente andar. Mude os pegadores a cada 2 a 3 minutos. Após esse jogo, converse sobre os movimentos necessários durante a brincadeira e incentive as discussões sobre o tema buscando construir o conceito de marcha atlética. Em seguida, explique a diferença entre essa prova e as anteriores, como a inexistência da fase aérea (presente na corrida).

Em seguida proponha uma atividade de pega-pega em duplas. Numa das laterais da quadra, os alunos são posicionados um na frente do outro, os dois voltados para a mesma direção. A distância entre eles deve ser de três passos. Ao seu sinal, a criança de trás tenta pegar a da frente, mas ambas só podem andar rápido. Ao chegarem à outra lateral as funções se invertem e o jogo se repete. A atividade pode ser retomada com a troca dos membros da dupla. Primeiro, proponha trajetos curtos para que a turma entenda a dinâmica da marcha. No entanto, é importante alterar o percurso a fim de que os estudantes fiquem mais tempo nessa movimentação. Se preferir, estabeleça um tempo para que consigam pegar o colega.

No fim da atividade volta-se à roda de conversa para que falem sobre o que sentiram e as dificuldades encontradas. Com base nisso, complemente os conceitos construídos anteriormente e trate das características dessa prova: distâncias longas, partidas altas e resistência aeróbica como capacidade física fundamental. Portanto ela se parece mais com as corridas de resistência. É importante que os alunos cheguem a essa conclusão.

6ª etapa
Retome novamente o que os alunos aprenderam anteriormente e pergunte sobre as corridas com barreiras e obstáculos, incentivando a curiosidade e a descoberta. Após essa primeira sensibilização, mostre este vídeo. Os alunos vão relembrar os outros tipos de corrida e observar imagens da de obstáculos e da com barreiras. Pensar com os alunos na possibilidade de realizar essas corridas na escola torna-se importante para criar adaptações. Proponha a colocação de barreiras feitas com cones e cordas na pista construída na quadra ou de uma extremidade à outra da quadra. Pode-se usar barbante e garrafas PET, uma sobre a outra. Para isso, corte a boca de algumas garrafas e encaixe uma na outra até a altura desejada. Coloque água ou terra na garrafa de baixo. Prenda o barbante na boca da de cima.

Incentive os alunos que ficarem com medo de tropeçar ou mesmo de fracassar. Deixe que eles experimentem antes de começar a corrida de uma forma mais competitiva, sempre lembrando que o objetivo da aula é diferente do relativo ao esporte oficial. Forme dois ou três grupos. Cada integrante receberá um número. O primeiro realiza o trajeto, volta, dá o sinal para que o segundo vá e assim por diante. A ideia de formar grupos visa dinamizar a aula, pois o elemento competitivo é motivador. Além disso, estimula o trabalho em equipe e o respeito às diferenças de gênero, de habilidades e às pessoas com deficiências.

Em seguida construa com as crianças os obstáculos para outra modalidade de corrida. Podem ser usadas as mesmas barreiras da vivência anterior e também caixas de papelão grandes ou outros materiais disponíveis. Lembre-se de deixar a turma explorar os materiais antes da competição em grupos, de estabelecer um percurso mais longo ou indicar que os participantes passem duas ou mais vezes pelo percurso, apontando aí uma das diferenças entre as duas corridas. Depois, organize uma roda de conversa expondo as reflexões e os apontamentos e fazendo a construção de conceitos sobre os dois tipos de corridas e suas características.

Avaliação
Em cada roda de conversa deve ser feita uma avaliação por meio da observação com relação à participação dos alunos e à compreensão deles em cada revisão realizada. Proponha uma avaliação documental sobre o que foi aprendido (por escrito ou com desenhos) para que os estudantes coloquem no papel o que aprenderam na prática sobre as diferenças entre as corridas, os elementos que cada uma delas apresenta, como eram realizadas etc.

Peça, ainda, uma autoavaliação individual para que eles reflitam sobre todo o processo de aprendizagem sobre as corridas do atletismo. Separe a autoavaliação dessa forma: 1) corridas de velocidade e resistência; 2) marcha atlética; 3) elaboração e construção do material e pista; 4) corridas com barreiras e obstáculos; e 5) Atribuição de uma nota de 0 a 5, com base em todo o trabalho, justificando os motivos da nota.

Em cada tópico os alunos irão pontuar o que foi mais e menos interessante, o que de fato aprendeu, de que momento mais gostou, como foi participar do processo e o que mudaria para melhorar a forma de trabalhar com o atletismo. Cada ponto tem de ser justificado. Lembre a todos que a autoavaliação fará parte do processo avaliativo, juntamente com a nota da avaliação documental. No fim, exponha a sua percepção sobre o desenvolvimento da turma durante o processo.

O Atletismo é  importante para um bom desenvolvimento motor dentro da escola. Não deixe de ter 100 atividades para Atletismo Escolar

Publicado em 07/01/14 e revisado em 27/02/19

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

05:26

A importância de brincadeiras baseadas no Futebol

 


Futebol na Escola é uma boa?

Sim! A  riqueza contida no ensino do Futebol não se baseia apenas no desenvolvimento dos elementos técnicos-táticos e das habilidades motoras do indivíduo, como a coordenação motora, lateralidade, agilidade, velocidade de reação, etc., mas também no conhecimento dos códigos e significados que a sociedade lhe imprimiu, caracterizando-o como fenômeno social, em que se deve questionar suas normas, suas condições de adaptação à realidade social e cultural da comunidade que o pratica, cria e recria, além do resgate de valores que privilegiam o coletivo sobre o individual, a solidariedade, o respeito humano, construindo continuadamente a criticidade e autonomia nos alunos.

As aulas de Educação Física não pode se transformar num treino de habilidades no futebol, como muitos alunos querem. O futebol deve ser ensinado a "todos",  de modo que aqueles que já sabem jogar futebol devem ser orientados para aprender a jogar melhor; aqueles que sabem muito pouco ou nada de futebol devem receber toda a atenção até que aprendam, no mínimo, o suficiente.

Além do jogo propriamente dito, que muitos jogam no recreio ou na rua mesmo, há uma série de  jogos populares que utilizam o futebol e que podem ser usados nas aulas de Educação Física como o Gol a gol, Um toque, Bobinho, Toquinho, Artilheiro, Artilheirinho, Golzinho de praia), muitos pesquisados com seus pais e parentes, resgatando a cultura popular das ruas e praças em que o Futebol motivava o descanso e a folga de muitos.

Destacar a importância das brincadeiras de rua junto com o futebol pode ser o ponto de partida par o uso do esporte na escola, aproveitando toda a peagogia que esse esporte pode apresentar.

Antes de acabar esse post, para o professor que quer trabalhar com atividades de Futebol na escola precisa conhecer o TOP 100 Futebol Escolar.
Esse guia traz 100 atividades de futebol, com vários fundamentos e brincadeiras além de bônus específicos. 

Use o futebol na escola!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

14:40

Como diversificar a recreação?



Atividades de qualidade são necessárias para aumentar a competência física, melhorar a saúde das crianças e criar responsabilidade e prazer pelas brincadeiras em todos os alunos. Isso, inclusive, os ajudará a ser fisicamente ativos durante toda a vida.

Programas de educação física e recreação ajudam todos os alunos a desenvolver aptidões relacionadas à saúde, competência física, compreensão cognitiva e atitudes positivas em relação às brincadeiras.

Quando se pensa na recreação, a palavra-chave é criatividade. Para isso, proponha atividades que utilizem tintas, recortes, massinha, sucata, cola — tudo muito colorido!

As crianças gostam de se aventurar com novos materiais, texturas e podem até confeccionar a própria brincadeira! Podem fazer bichinhos de massinha, recortar peças de um dominó em um papelão ou desenhar os quadrados no chão com um giz para pular amarelinha.

Deixe a criança construir a brincadeira! Isso será uma experiência enriquecedora para ela, estimulando a imaginação e criatividade.

A recreação na educação infantil deve ser planejada com cuidado. Para entender melhor todo esse processo e adotar novas estratégias em sala de aula, é necessário que o educador busque sempre se atualizar e diversificar atividades.

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

06:38

Educação Física e a Base Nacional Comum Curricular



 


A proposta da Base Nacional Comum Curricular para as aulas de Educação Física passa a ser de tematizar lutas, danças, jogos e brincadeiras, práticas corporais de aventura, ginásticas e esportes. Colocar isso em prática é um desafio para os professores, ainda mais para os que lidam com a escassez de recursos e de espaços dentro das escolas públicas. A constatação das dificuldades, contudo, não deve ser um impeditivo para que atividades diversificadas sejam realizadas, para possibilitar que os alunos acessem um amplo repertório cultural.

Reconhecendo a necessidade de tratar uma gama mais ampla de possibilidades de prática, a BNCC propõe a inclusão de outros conteúdos que não apareciam em documentos anteriores para o componente — e que, em geral, privilegiavam os esportes mais populares. À primeira vista, isso pode representar um aumento significativo de conteúdos a serem abordados. E esses conteúdos podem contar com a ajuda dos alunos. 

Dividir os desafios com os alunos, apoiando-os na solução de problemas práticos, faz com que atuem como sujeitos, ampliem o comprometimento e se transformem em agentes de transformação.

A escuta atenta para as necessidades e demandas vindas dos alunos é um ótimo ponto de partida para o professor iniciar os seus projetos educativos, mas a participação dos estudantes não precisa parar por aí. No processo de adaptação de espaços e de materiais, eles podem interagir ativamente, planejando junto com o professor as atividades e ajudando a implementar as soluções encontradas.

O plano de aula é uma ferramenta indispensável para o professor que deseja organizar melhor suas aulas e facilitar seu trabalho. A Educação Física requer um cuidado muito especial na elaboração deste planejamento. Conheça a reunião "Como planejar aulas e treinos em Educação Física".

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

09:07

Planeje Aulas de Educação Física Escolar



Um professor de Educação Física sem um planejamento de aulas durante um bimestre/trimestre/semestre vai ter muito mais trabalho do que o que se organiza.

Não é a toa que o planejamento de aula é considerado uma peça chave para o alcance de qualquer objetivo profissional. Ele é responsável por nortear a realização de suas atividades, bem como de suas ações, sendo imprescindível na carreira de um professor.
Profissionais da área da educação que se comprometem a fazer o planejamento de aula possuem mais chances de obter êxito no processo de aprendizagem, de modo que sejam evitadas aulas monótonas, desestimulantes e desorganizadas.
Embora nem toda a aula de Educação Física seja igual, para planejar a minhas aulas, particularmente, eu uso planos de aulas prontos e adapto de acordo com as dificuldades que a turma apresenta.

Por acreditar nesse processo, gosto muito do TOP 100 Planos de aulas, que traz 100 planos de aulas feitos de várias atividades feitas dentro da aula de Educação Física. Além dos planos de aulas, tem mais 100 atividades para que eu possa fazer novos planos em cima nos plano prontos.

Ao fazer um planejamento de aulas, o melhor conselho que te dou é estipular seus objetivos. Criar um planejamento com objetivos claros é a melhor maneira de obter diagnósticos sobre os seus métodos de ensino. Afinal, se o objetivo não estiver sendo alcançado, você pode parar, reavaliar os métodos, tentar entender o que está dando errado e criar um novo plano de aula.

Boa sorte!

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