quinta-feira, 27 de novembro de 2014

13:30

Atividade física em prol do desempenho escolar


De ponta cabeça (Foto: Thinkstock)

 

A conclusão partiu de um experimento simples, realizado pelo pesquisador Brendon Gurd, da Queen's University (Canadá): durante 3 semanas e em dias alternados, alunos de uma escola primária tiveram a opção de participar de um "FUNterval", um recreio divertido, com atividades físicas, ou podiam ficar mais paradinhos, aprendendo sobre diferentes aspectos de um estilo de vida saudável.

O cientista notou que as crianças que aderiram ao intervalo dinâmico ficaram mais concentradas durante os 50 minutos seguintes de aula: se dispersaram menos, mantiveram-se mais focadas na explicação dos professores e se viraram menos para os lados, o que demonstra mais concentração... Para professora de educação infantil Katia Pellinson, do Colégio AB Sabin, de São Paulo, a constatação se aplica mesmo ao cotidiano das salas de aula: "Após a atividade física, seja voltada a habilidades motoras ou brincadeiras, as crianças ficam, sim, mais atentas", concorda.

Segundo o neuropediatra Paulo Breinis, do Hospital São Luiz Jabaquara (SP), os médicos ainda não conseguiram descobrir, ao certo, qual é o mecanismo cerebral  que justifica a associação entre exercícios e concentração. "Só o que sabemos é que a atividade física beneficia a memória e a atenção, não só para as crianças, mas também para os idosos. E que, quanto mais rotineira for a prática, mais esses indivíduos vão produzir",  explica Breinis. Por enquanto, os cientistas seguem na pista dos neurotransmissores, como a endorfina e a serotonina, que são substâncias liberadas pelo organismo logo após a realização de exercícios físicos,provocando a sensação de relaxamento e bem-estar-- e que, talvez, estejam envolvidas no benefício mental.

Unir exercício e aprendizado

O exercício não apenas é capaz de deixar as crianças mais concentradas, como mostrou o estudo. Mas pode ser também uma excelente ferramenta para ajudar os pequenos a fixarem os conteúdos passados em aula. O Colégio AB Sabin, por exemplo, prioriza a interdisciplinaridade e as propostas de aulas geralmente incluem uma primeira parte mais lúdica, com uma dança, um jogo, ou brincadeira, que precede o ensino mais teórico . "O movimento corporal, o jogo ou a história ajudam a criança. A partir desse registro, a gente consegue avaliar quais foram os conceitos que adquiriram", explica Katia. 

Por fim, não podemos deixar de mencionar que as atividades físicas, sobretudo as brincadeiras em grupo, também são capazes de ensinar às crianças alguns conceitos matemáticos, como perto e longe, rápido e devagar.

Na prática


Confira algumas boas ideias para ajudar seu filho a se concentrar depois do exercício:

Mude de ambiente
Ao passar de um momento de intensa atividade para outro mais calmo, mudar de uma sala para outra, de um ambiente aberto para um fechado, ou vice-versa, ajuda a criança a fazer a transição.

Crie uma rotina
Se a criança já sabe que depois da brincadeira vem a hora do leitura ou o momento de se sentar para fazer a lição de casa, ela pode se preparar melhor para o que está por vir.

Não precisa sair do lugar
Mesmo que você não tenha muito espaço dentro de casa, dá para usufruir dos benefícios do exercício físico, com rotinas simples de aquecimento e músicas. Uma delas é a canção da boneca de lata: "Minha boneca de lata bateu 'com tal parte do corpo' no chão. Levou mais de uma hora pra fazer a arrumação... Desamassa aqui, desamassa ali...Pra ficar boa". A cada rodada você escolhe uma parte do corpo, à qual deve levar as mãos quando a canção chega na parte do "desamassa".

Cuidado com a dose!
Há uma grande diferença entre o seu filho correr durante 40 minutos na aula de educação física e participar de uma brincadeira de 10 minutinhos durante o recreio. É inevitável que o corpo uma hora se canse do excesso de movimento. Por isso, maneire no nível e na duração das brincadeiras antes da lição de casa, para que a criança não fique esgotada.

Fonte: Revista Crescer

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

05:37

8 coisas que se aprende na Educação Física Escolar

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Desde o Ensino Infantil até o fim do Ensino Médio as aulas de Educação Física fazem parte do cotidiano dos alunos das escolas públicas e privadas do Brasil. Para a maioria das pessoas, o tal senso comum, a finalidade única da disciplina é fazer exercícios e ensinar regras de diferentes modalidades de esportes. Mas é muito mais do que isso. Além dos benefícios físicos da prática esportiva, a Educação Física pode desenvolver competências e habilidades sociais, psicológicas, motoras e cognitivas!
1) Desenvolver habilidades cognitivas
 
Várias habilidades como raciocinar, planejar, exercitar a memória, compreender situações, linguagens e estratégias e resolver problemas precisam ser desenvolvidas. A melhor fase para trabalhar essas capacidades do aprendizado (cognitivas) é na infância. Embora as habilidades motoras sejam o aspecto aparente mais trabalhado, é possível estimular o raciocínio por meio das atividades. Em brincadeiras de arremesso com bola, por exemplo, pode se exercitar a precisão de movimentos e a memorização.
2) Respeitar o corpo
 
Uma boa aula de Educação Física deve mostrar, antes de mais nada, a importância de se ter um corpo saudável, com habilidade para executar movimentos. Ela deve mostrar também como os exercícios físicos, praticados de forma correta, sem exageros, podem ajudar nesta empreitada. Na fase da adolescência essa conscientização deve ser ainda mais trabalhada. Deve ficar claro que a malhação não pode ter como única finalidade a estética. O aluno do Ensino Médio não tem paciência para a Educação Física. Ele busca outras coisas como ficar sarado. Nem todo professor de academia está preparado pra orientar corretamente os exercícios. E às vezes chega a recomendar certos 'suplementos' perigosos.
3) Aumentar a autoestima
 
Do ponto de vista físico, o exercício libera hormônios que causam bem-estar. Do psicológico, aumenta a confiança e diminui a timidez. Muitas vezes uma criança percebe que com esforço e trabalho diário poderia evoluir no esporte ganhou mais confiança no resto da vida. O esporte surgiu na vida do garoto como uma nova possibilidade, mas mesmo não se tornando um atleta, a nova perspectiva foi positiva. Com esse aumento da autoestima ele ficou mais responsável na escola e mudou seu comportamento.

4) Trabalhar o equilíbrio emocional

Ganhar, perder, errar, jogar com a incerteza... são situações comuns na vida. A boa Educação Física deve desenvolver o controle psicológico dos alunos sob a adversidade. A pessoa precisa aprender a lidar com o sucesso e o fracasso. Não é só no esporte que precisamos ter controle. Mas como isso pode ser trabalhado nas aulas? É preciso criar situações em que os alunos tenham de lidar com a frustração. Terminar um jogo assim que uma equipe faz um ponto a mais, e até montar times mais fortes que o outro, propositalmente.
5) Reconhecer o outro e saber compartilhar

Uma das primeiras coisas que se aprende na escola é a lidar com a existência do outro - o colega, o professor, o funcionário. Aquele outro ser que não satisfaz os desejos prontamente. Esse reconhecimento não é fácil pois, nos primeiros anos do ensino infantil e fundamental, as crianças ainda passam por um período conhecido como egocentrismo infantil. É importante mostrar para criança a importância de compartilhar as coisas.  Um exemplo é o "pega-pega corrente". Na brincadeira, quem é capturado pelo pegador dá a mão para ele e passa a pegar os outros junto. Cada um que é pego aumenta a corrente. À medida que o cordão aumenta, a bagunça começa. Quanto maior a corrente, mais desordenada ela fica. 
6) Trabalhar em grupo  
O ser humano é o animal que mais depende de seu semelhante pra sobreviver. Justamente por isso, precisa estar apto a trabalhar em equipe. Tanto no futebol quanto na vida é preciso aprender a dividir as tarefas e as responsabilidades. Quanto maior a comunicação do grupo, melhor o resultado.
7) Desenvolver a autonomia
 
Tomar decisões, se impor, fazer escolhas, ou seja, saber se virar é indispensável na vida de qualquer pessoa. Por meio da Educação Física é possível envolver os alunos em várias situações que desenvolvem essa competência. A autonomia promovida pela Educação Física também pode servir para melhorar o convívio social de deficientes intelectuais. Desenvolve também a autonomia nessas pessoas com inteligência abaixo da média, que têm dificuldades comunicativas, de cuidados pessoais e outras aptidões sociais.

8) Estimular a criatividade

O que move o mundo é a criatividade. Se não formos criativos não evoluímos. A criança que elabora diferentes formas de fazer uma tarefa tem mais repertório pra enfrentar situações adversas.  É muito importante trabalhar movimentos criativos na Educação Física desde o ensino infantil. Nos primeiros anos do ensino fundamental é necessário trabalhar a diversidade do movimento. Quanto mais você estimular a criança mais ela vai te surpreender. Uma pessoa criativa com o corpo não necessariamente é uma escritora criativa. A criatividade deve ser estimulada em todas as áreas

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

05:03

Habilidades motoras fundamenais e a aula de Educação Física

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O desenvolvimento motor é importante para a educação física. Aspectos incorporados ao desenvolvimento motor como aptidão física voltada para saúde e desempenho motor e habilidades motoras fundamentais e especializadas deveriam ser relevantes para aulas de Educação Física.

As habilidades motoras fundamentais são as capacidade de o indivíduo explorar os potenciais motores de seu corpo movimentando-se através do espaço (locomoção), domínio da musculatura que o habilita a suportar a força da gravidade (estabilidade) e a capacidade de manipular com eficiência os objetos (manipulação). A criança deverá desenvolver estas habilidades no período dos 2 (dois) aos 6 (seis) anos de idade. Segundo Gallahue e Ozmun (2001) o domínio das habilidades motoras fundamentais é básico para o desenvolvimento motor de crianças.

As habilidades motoras podem ser caracterizadas de três formas: de estabilidade, locomotoras, manipulativas.

  • As habilidades motoras de estabilidade são "padrões motores que favorecem a obtenção e a manutenção de equilíbrio do individuo". As atividades mais consideradas são: movimentos axiais, rotação corporal, desvio, equilíbrio em um só pé, caminhada direcionada e apoios invertidos.
  • As habilidades motoras de locomoção compreendem "os padrões motores que permitem a exploração através do espaço". Estas atividades são: caminhada, corrida, salto de uma altura, salto vertical, salto horizontal, saltito, galope e deslizamento, pulo e salto misto.
  • As habilidades motoras de manipulação são os padrões motores que permitem contato motor rudimentar e refinado com objetos. As atividades são rolamento de bola, arremesso supramanual, ato de apanhar, chute, ato de aparar, ato de rebater, drible e voleio.

 A fase motora fundamental de desenvolvimento segue uma seqüência que pode ser subdividida em estágios. Os estágios podem ser classificados em inicial, elementar e maduro, isto é, as habilidades motoras fundamentais manipulativas, estabilizadoras e locomotoras podem ser classificadas dentro de estágios ou seguem um desenvolvimento seqüencial, isto significa que as habilidades da criança não surgem de repente, mas respeitam a um seguimento.

A criança normal segue a esta seqüência e recebe influência tanto da maturação, quanto da experiência.

Portanto é muito importante que o professor possibilite as crianças o maior número de experiências possíveis para que a mesma desenvolva tarefas motoras de maneira eficaz. Estas experiências devem ser compostas pelas atividades descritas acima.

É importante lembrar que o professor tem que reconhecer em que estágio se encontra o padrão de desenvolvimento motor da criança, para tal é necessário que o professor avalie o aluno.

Sobre essa avaliação, falaremos em outro post!

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