segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

15:43

A relação entre alteração postural e lesões esportivas em crianças e adolescentes obesos



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Resumo: A prevalência da obesidade na infância e na adolescência é uma preocupação na área da saúde pública por promover malefícios à qualidade de vida. Nesse contexto a atividade física e esportiva torna-se ainda mais importante para a saúde desses jovens. No entanto, necessita de alguns cuidados ao ser administrada em crianças e adolescentes obesos, uma vez que são mais suscetíveis a sobrecargas no sistema músculo-esquelético e, conseqüentemente, a lesões osteomioarticulares. Dessa forma, esta revisão tem como objetivo abordar os desvios posturais na criança e no adolescente obeso e suas possíveis relações com as lesões nas atividades físicas e esportivas.


Palavras-chave: Obesidade, infância e adolescência, desvios posturais, lesões esportivas.

domingo, 30 de dezembro de 2007

16:11

Vc é as suas escolhas!

11:01

Os jogos na Educação Física e a construção das estruturas lógicas do pensamento


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RESUMO:

Este trabalho visa compreender, analisar e explicitar a relação entre o processo de ensino-aprendizagem dos jogos durante as aulas de Educação Física para alunos do primeiro ciclo do Ensino Fundamental e o desenvolvimento das estruturas lógicas do pensamento. Entendemos que a Educação Física, enquanto área de conhecimento, tem como especificidade tratar dos temas da cultura corporal de movimento dentre os quais encontram-se os jogos. Defendemos a idéia de que, durante o processo de ensino e aprendizagem dos jogos, os alunos devem ter a  ossibilidade de reelaborar novos conhecimentos e, por meio de abstrações reflexivas, sejam reelaboradas ou elaboradas novas formas de pensar. Para tanto, acreditamos que, durante as aulas, os professores devem usar como referencial para seu trabalho a teoria psicogenética e a pedagogia construtivista.

Palavras-chave
: Teoria Psicogenética. Jogos. Conflito Cognitivo. Educação Física.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

08:06

Pedagogia do Handebol

08:03

Brazilian Journal of Biomotricity

 Brazilian Journal of Biomotricity é destinado à publicação de trabalhos científicos que contribuam para o avanço do campo de estudos sobre o movimento humano. Serão editados 4 números por ano (março, junho, setembro e dezembro) e serão aceitos artigos em português e inglês.
 
Essas ublicaçoes sao de otima qualidade o que vale a pena dar uma pssada pelo site!
 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

15:58

O jogo na Educação Física escolar: atribuições dada pelo professor - Resumo


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O tema a ser tratado neste artigo é o jogo. Realizamos algumas reflexões sobre o assunto entendendo-o como um fenômeno universal que possui uma pluralidade de olhares, que está presente em todas as culturas e possuidor de um caráter natural e espontâneo, mas que também pode ser usado nas aulas de Educação Física Escolar como um recurso pedagógico eficiente, explorando uma diversidade de conteúdos, e dando ao mesmo sentido sócio-cultural, e não apenas para desenvolvimento de determinadas habilidades técnicas. Daí veio à necessidade de se compreender como os professores de Educação Física entendem e utilizam o jogo em suas aulas. Realizamos uma revisão da literatura para entender as diferentes análises sobre o jogo e aplicamos um questionário junto aos professores da rede pública de Rio claro (RJ). Ao confrontarmos os dados do questionário com os da revisão bibliográfica, verificamos que ao jogo são atribuídas várias funções, pois o mesmo é compreendido de vários aspectos. O jogo constitui-se como uma importante atividade para o desenvolvimento humano e para a construção da autonomia, podendo ser utilizado pelo professor de formas variadas, visando sempre ao prazer de quem o executa.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

08:56

FELIZ NATAL!!!

08:51

Colônias de férias garantem diversão das crianças nas férias



Como nem sempre as férias escolares coincidem com as profissionais, muitos pais enfrentam o desafio, em todo começo de ano, de procurar espaço que garanta a diversão de seus filhos durante o recesso nos colégios. Com atividades coordenadas por profissionais especializados em atendimento ao público infantil, as colônias de férias costumam ser uma boa solução para o problema.

O zoológico do Rio oferece aos pequeninos brincadeiras educativas e visitas guiadas em suas
dependências. O destaque entre as atrações é o "Zootomóvel", ônibus que reproduz em seu interior o ecossistema brasileiro, com o objetivo de promover discussões sobre conservação da fauna, flora e meio ambiente. Além disso, as crianças poderão também conhecer os bastidores do zoo, visitando, por exemplo, a "cozinha" dos animais, onde poderão acompanhar o preparo da alimentação dos bichos.

Confira os detalhes na lista abaixo

O serviço oferecido pelo Zoológico do Rio é uma opção para os pais que não querem descuidar da educação dos filhotes nem durante as férias. A professora de educação física Ângela Tavares, que há 20 anos organiza colônias de férias, garante, no entanto, que as atividades desenvolvidas para os baixinhos não são sinônimo de brincadeira.

A ídéia é conciliar atividades físicas ao desenvolvimento das capacidades psicomotoras, diz professora

Ela explica que procura sempre, em seu trabalho, conciliar diversão e acompanhamento pedagógico. "Nas colônias que coordeno, sempre dou ênfase às atividades físicas. Sou contra deixar crianças paradas assistindo a vídeos. Faço um planejamento pedagógico que permita desenvolver as qualidades psicomotoras das crianças ao mesmo tempo em que elas se divertem", diz a professora que, este ano, está trabalhando no Grajaú Country Club.


Confira abaixo a seleção de colônias feita pelo G1, com algumas
opções de espaços.

Zona Norte
Grajaú Country Club
Preço: R$ 160 por semana, em horário integral
Período de 7 de janeiro a 1° de fevereiro
Horário integral: das 10h às 17h, ou parcial, das 13h às 17h
Telefone: 2578-2300
Faixa etária: de 2 a 14 anos


Riozoo
Preço R$150
Período 22 a 25 de janeiro
Telefone: 2567-9732
Faixa etária: de 6 a 11 anos


Subúrbio
Sesc Madureira
Preço R$35 para sócios e R$70 para convidados
Período: de 8 a 18 de janeiro ou de 22 de janeiro a 1° de fevereiro
Horário: manhã, das 9h às 13h
Telefone: 3350-7744
Faixa etária: de 4 a 14 anos


Baixada
Sesc São João de Meriti
Preço R$ 45,00
Período: de 8 a 25 de janeiro
Horário: mManhã, das 8h as 12h
Telefone: 2755-7070
Faixa etária: de 4 a 13 anos


Zona Sul
Planetário
Preço R$75
Período: 5 dias do final de janeiro
Horário: à tarde
Telefone: 2274-0046
Faixa Etária 7 a 9 anos


Zona Oeste
Clube Marapendi
Preço R$ 230 por semana em período integral ou R$150, para meio-período
Período: 7 de janeiro a 1º de fevereiro
Horário integral: das 7h às 18h, ou parcial, das 13h às 18h
Telefone: 3325-0319
Faixa etária: 2 a 14 anos


















domingo, 16 de dezembro de 2007

06:11

Dissertação de Mestrado: Jogos cooperativos e educação infantil: limites e possibilidades

Resumo Original
A presente pesquisa buscou investigar a cooperação na Educação Infantil, de modo a refletir sobre o processo educativo envolvido na interação entre as crianças e estas com o professor, no sentido de analisar o papel do professor na promoção de atitudes cooperativas bem como a existência de jogos cooperativos neste nível de ensino. Com base na pesquisa qualitativa em educação, a metodologia adotada para este estudo é a do tipo etnográfico, em que a investigação proposta foi realizada através da observação participante, filmagens, entrevistas e pesquisa documental. Os subsídios teóricos estão baseados nos pressupostos de autores e pesquisadores que se dedicam ao estudo do lúdico e da Educação Infantil, como Kishimoto (2005), Friedmann (1992; 1996), Wajskop (1995), Nicolau (2003), Carneiro (2006), Kramer (2006), Vygotsky (1994), Brotto (2001), Teixeira (2001), Soler (2005; 2006), Brown (2006). A análise dos dados obtidos pela pesquisa aponta para uma prática em que o lúdico resume-se a passatempo e recreação apesar de aparecer no discurso como um instrumento de ensino; o brincar não é planejado, estruturado ou mediado pelas educadoras, restringindo-se a brincadeiras livres; as educadoras não conhecem os jogos cooperativos e não os utilizam na sua prática educativa; em suas falas não demonstraram clareza sobre o conceito de cooperação, apresentando dificuldades em desenvolver atividades que a objetivem. Entretanto, observou-se a possibilidade de promover atitudes cooperativas nas crianças de 4 a 6 anos de idade pela mediação de um adulto mais experiente quando estão brincando. Para melhoria desta realidade, é necessário a capacitação dos diretores, professores, monitores e funcionários das creches municipais através de cursos, treinamentos, formação continuada, voltados à Educação Infantil, contextualizando-a historicamente, definindo o seu papel como um nível de ensino e como lugar da socialização, trabalhando a teoria na prática, para que esta seja criativa e comprometida com a educação das crianças, uma educação que privilegie a cooperação.
Autor Blanco, Marcilene Regina
E-mail marciblanco@zipmail.com.br

domingo, 9 de dezembro de 2007

05:08

UNICID lança pós-graduação em Educação Física Escolar e Inclusão

De 3 de dezembro a 11 de fevereiro, a Universidade Cidade de São Paulo (Unicid) recebe matrículas para seis cursos de pós-graduação lato sensu em Educação. A novidade é a especialização em Educação Física Escolar e Inclusão. O curso tem como objetivo formar profissionais capazes de desenvolver projetos de inclusão para diferentes níveis de ensino.

De acordo com o coordenador, professor Roberto Gimenez, o curso atende a crescente demanda por uma formação especializada em promover a inclusão escolar de pessoas com algum tipo de deficiência ou de grupos vulneráveis. "O curso busca reverter o quadro histórico da distinção entre indivíduos aptos e inaptos para as práticas corporais, que foi resultante da valorização exacerbada do desempenho e eficiência", afirma.

Segundo ele, a proposta inclusiva do curso está associada a um aspecto amplo de inclusão social, que não contempla apenas as pessoas com algum tipo de deficiência. "O número de crianças obesas, por exemplo, é enorme, e a segregação nas aulas de Educação Física se torna evidente quando a atividade envolve competição", explica.

Diante desse cenário, o curso pretende habilitar o aluno para desenvolver desde projetos de inclusão em sala de aula, até parcerias com empresas e Organizações Não Governamentais. Para tanto, a especialização vai abordar desde metodologias de ensino até o comportamento motor. Outro diferencial é que o curso tem conteúdo compartilhado com a pós-graduação em Gestão Escolar, o que cria condições para o aluno fazer o outro curso eliminando duas disciplinas. A carga horária é de 360 horas. As aulas começam no dia 23 de fevereiro e serão ministradas aos sábados, das 8h às 17h. Completam a grade de cursos de pós-graduação (lato sensu) nas áreas de Educação as especializações tradicionalmente oferecidas pela instituição. São elas: Docência no Ensino Superior, - Gestão Escolar 1000 horas (18 e 24 meses), Gestão Escolar 360 horas e Psicopedagogia Clínica e Institucional.

Os cursos contam com o respaldo e a tradição da Universidade na área da Educação e de programas já consolidados, como o de Formação de Professores e de Mestrado, reconhecidos por instituições de ensino de todo o estado. Com aproximadamente mil alunos formados em oito anos de existência, o curso de Gestão Escolar é oferecido em duas versões, de 360 (12 meses) e 1000 horas (em 18 e 24 meses). A especialização tem como objetivo formar gestores com competências para planejar, organizar, realizar e gerir o trabalho administrativo e pedagógico de instituições de ensino. Segundo Denise Aparecida Campos, coordenadora e pró-reitora adjunta de ensino, o curso de Gestão Escolar 1000 horas permite o exercício de cargos de direção, coordenação e supervisão escolar. "Para ocupar essas funções, bem como prestar concursos públicos e assumir cargos de especialista em Educação nas redes de ensino particular e pública do Estado, o aluno deve, além de cursar Gestão Escolar 1000 horas, ser portador de diploma de Licenciatura", explica.

A Universidade também vai oferecer no primeiro semestre de 2008, a especialização em Docência no Ensino Superior. O curso, que é voltado para profissionais graduados e professores que desejam atuar no ensino superior, tem como objetivo oferecer fundamentos teórico-práticos para o exercício da docência. As aulas dos três cursos começam no dia 19 de fevereiro e serão realizadas as terças e quintas-feiras, das 19h às 23 h.

A pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional completa a programação de cursos na área de Educação da Universidade. Segundo a coordenadora, professora Adriana Beatriz Botto Alves Vianna, o curso que existe desde 1994, foi ampliado para atender a formação institucional e clínica. A especialização tem duração de 600 horas, sendo 500 de teoria e 100 de estágio, carga horária indicada pela Associação Brasileira de Psicopedagogia (Abpp). "A especialização tem como proposta formar profissionais para atuar com a realidade clínica e institucional, que sejam capazes de se perceberem como agentes educacionais, co-responsáveis pelo processo de aprendizagem", diz. As aulas têm início no dia 18 de fevereiro e serão realizadas as segundas e quartas-feiras, das 19h às 23 h.

Fonte: Unicid

sábado, 8 de dezembro de 2007

07:20

O ensino do voleibol

http://scbraga.pt/wp-content/uploads/2016/11/voleibol.jpg
    

O ensino tradicional da Educação Física consiste de uma explicação com demonstração do gesto desportivo da modalidade (GARGANTA, 1998). GARGANTA (1995) recomenda simplificar as regras dos jogos desportivos coletivos (JDC), adaptando-as às necessidades antropométricas e fisiológicas do alunado, mudanças como: redução dos praticantes, quadra com dimensões menores e outros, são facilitadores das ações do jogo, proporcionando um ensino eficaz e um aprendizado bem sucedido.
    A criança apresenta menor capacidade de atenção (TAVARES, 1995), logo leva mais tempo para engramatizar a informação ensinada pelo professor. Além disso a realização de movimentos coordenados é mais lenta devido a mielinização dos neurônios (WILMORE e COSTILL, 2001).
    As habilidades motoras progridem nos primeiros 17 anos de vida, mas as meninas apresentam um platô na adolescência ocasionado pelo aumento do tecido adiposo proveniente do estrogênio, menor massa muscular e estilo de vida mais sedentário, devido à cultura social de proteção às jovens. Assim, geralmente, as meninas se tornam menos ativas e suas habilidades motoras tendem a se estabilizar.
    WEINECK (1991) ensina que alguns alunos são mais "acelerados" nos aspectos físicos e psicomotores, consequentemente desempenham, melhor, as tarefas do que outros da mesma idade cronológica, assim devemos estar atentos à idade biológica.
    WEINECK (1991) faz o seguinte alerta:
Não faz muito sentido à promoção de campeonatos escolares, ou a publicação de listas dos melhores alunos, entre outros, quando são feitos de acordo com o ano de nascimento, como geralmente é o caso. Chances de ganhar ou de se classificar, aqui, é quase que exclusivamente dos que têm desenvolvimento biológico precoce (acelerados); os normalmente desenvolvidos ou mesmo retardados, saem-se muito mal nesta "comparação" com os acelerados da mesma idade cronológica, devido às suas condições antropométricas desfavoráveis, principalmente naquelas modalidades esportivas em que justamente estes parâmetros são decisivos, com é o caso no voleibol, por exemplo (p. 309 e 310).
    O jogo de voleibol é praticado através do saque, passe, levantamento, ataque, bloqueio e defesa (EOM e SCHUTZ, 1992) com o objetivo de marcar o ponto e vencer o jogo. Para BUEKERS (1991) os conhecimentos biomecânicos e psicológicos do professor tornam o ensino do voleibol mais eficaz para o aluno. MARQUES JUNIOR (2001) lembra que a aula de Educação Física deve se orientar pela fisiologia do exercício para respeitarmos o momento necessário a procedermos a restauração energética do metabolismo predominante da atividade, através de um intervalo ativo e/ou passivo, tornando a aula mais saudável.
    MOUTINHO (1995) explica que no voleibol os jogadores podem dar no máximo 3 toques na bola, o último o aluno é responsável por efetuar o ponto. O voleibol caracteriza-se por uma aciclicidade técnica, atenção constante e fundamentos do jogo complexos. O voleibol é uma modalidade que deve ser praticado na escola pelos seguintes motivos (MESQUITA, 1995):
  1. Não acontece contato físico.
  2. Participação coletiva porque o aluno só pode dar no máximo dois toques na bola, sendo que não podem ser consecutivos.
  3. Regra de fácil aprendizado.
    A proposta do estudo é explicar ao professor de Educação Física algumas estratégias para ensinar o voleibol com mais cientificidade nas escolas.

Ensinando o voleibol
    Características como: permissão de um só toque na bola ou dois numa mesma jogada, mas não podem ser consecutivos, movimentos complexos, como a cortada, cada equipe pode dar no máximo 3 toques na bola para manter a bola no ar, não realizamos os movimentos desse desporto no dia-a-dia, ou seja, são ações desportivas "artificiais", elaboradas pelo homem, todas essas características dificultam o ensino do voleibol (MESQUITA, 1991). GUIMARÃES (2000) alerta que, alterar a regra do voleibol, como os pontos consecutivos, aumentam o estresse do jogador, obrigando-o a jogadas cautelosas; voltar ao voleibol com vantagem, pelo menos para os iniciantes, facilitaria o ensino e a aprendizagem dessa modalidade.
    MESQUITA (1991) escreve que os alunos mais habilidosos realizam com maior chance de acertos as tarefas complexas do voleibol. MESQUITA (1993) observou em seu estudo que o aluno com técnica voleibolística elevada consegue tocar mais vezes na bola do que os demais. A mesma pesquisadora (1995) faz as seguintes recomendações para otimizarmos o ensino do voleibol:
  • O número ideal de alunos é no máximo 4 contra 4 porque permite maior contato com a bola.
  • Reduzir as dimensões da quadra para a bola ficar mais tempo no ar.
    BUCK e HARRISON (1990) corroboram uma da recomendações de Mesquita (1995), ao evidenciar em sua pesquisa que os alunos com maior contato com a bola adquiriram um melhor aprendizado do voleibol.
    FONTANI et al. (1999) afirmam que uma pessoa atenta realiza os fundamentos do voleibol com melhor qualidade. BRIGGS (1994) escreve que a orientação correta e cuidadosa do professor proporciona melhor aprendizado do educando, maior participação da turma nas aulas, aumento da motivação da classe, com maiores chances de sucesso desportivo.
    GUSTHART et al. (1995) explicam que o professor deve ensinar o voleibol antes, durante e após a aula, corrigindo os erros e estimulando os acertos do aluno ou da classe, este procedimento facilita o aprendizado. Os mesmos autores (1994) recomendam aos professores o uso de uma escala de pontos de 1 a 100 para classificar a qualidade das técnicas dos fundamentos do aluno.
     Para MESQUITA (1995) existem 4 níveis de jogo de voleibol na aprendizagem, e são:
1° Nível de Jogo (jogo estático)
Dinâmica Coletiva: Intervenção rara sobre a bola, jogo de 1 toque (re-envios diretos, quase sempre sem êxito), ausência de relações de espaço de jogo (jogador isolado), Imobilidade dos jogadores (atitude estática e em posição vertical) e ocupação não racional do espaço de jogo (p. 160)..
Serviço e Recepçaõ: Grande porcentagem de serviços errados, raras intervenções sobre a bola na recepçaõ e quase sempre ineficazes, ausência de deslocamentos para a bola, gestos incontrolados acompanhados de ações estáticas isoladas e orientação do corpo face ao terreno adversário ( só utiliza o plano frontal) (p. 160).
Ataque: A principal "arma" de ataque é o serviço, a troca da bola entre os jogadores é praticamente nula, o ataque é quase sempre ineficaz (provoca ruptura do jogo), o ataque reduz-se a 1 toque (re-envios diretos da recepção) e o gesto técnico do ataque é efetuado sem domínio (movimentos explosivos e incontrolados) (p. 160).
Defesa: Não existe intencionalidade na ação defensiva, os jogadores adaptam-se a atitude de "espera" (em pé) e o jogador não analisa a trajetória da bola (quando defende é porque a bola foi ao seu encontro) (p. 160).
2° Nível de Jogo (jogo anárquico)
Dinâmica Coletiva: Ausência de relações no espaço de jogo (ações individuais), Aglutinação no ponto de queda (indiferenciação de funções), mobilidade ocasional dos jogadores com o intuito de interceptar a bola e re-envios diretos (1 toque) persistem: maior número de bolas interceptadas (p. 161).
Serviço e Recepçaõ: A porcentagem de serviços errados diminui em relação ao 1° nível, maior número de bolas interceptadas na recepção (eficácia reduzida na direção do levantador), deslocamento tardio dos apoios em direção à bola, contato com a bola no momento da manchete sem local definido no antebraço e ausência de boa coordenação entre braços e pernas no momento do passe (p. 161).
Ataque: O principal ataque continua sendo o saque, os re-envios diretos persistem (com mais êxito), surge ocasionalmente o 2° toque para corrigir o 1° toque e o ataque tem fraca eficácia (p. 161).
Defesa: Ocupação do centro do centro do terreno de forma desorganizada (zonas laterais desprotegidas), a defesa normalmente é estática, má coordenação entre braços e pernas no ato defender e a ruptura do jogo é menos freqüente que no 1° nível, permitindo de vez em quando a realização do 2° toque (p. 161 e 162).
3° Nível de Jogo (jogo de consecução rudimentar dos 3 toques)
Dinâmica Coletiva: Estabelecem as relações no espaço de jogo o que confere mais dinamismo, a troca da bola entre os jogadores surge como meio de organizar as ações, descentração em torno da bola (diferenciação de funções de acordo com a posição ocupada na quadra), organização coletiva das ações (ocorre os 3 toques) e as ações situam-se no momento presente. Não há progressão para a rede do 2° para o 3° toque (p. 162).
Saque e Recepção: A porcentagem de serviços errados diminui quando comparamos com o 2° nível de jogo, as intervenções sobre a bola na recepçaõ aumentam (com maior eficácia em direção ao levantador), no jogo podemos identificar qual dos alunos são os passadores e o jogador que atua como levantador, ação coordenada dos membros inferiores com os braços no passe e ocorre a orientação dos segmentos corporais para o local de envio da bola (p. 162).
Ataque: O serviço deixa de ser a principal "arma" de ataque, os reenvios de 1 e 2 toques diminuem (surge com mais freqüência o 3° toque) e o ataque revela fraca eficácia ofensiva, devido a não haver progressão da bola para a rede (p. 162 e 163).
Defesa: A defesa torna-se mais eficaz, preocupação em possibilitar o 2° toque e algumas defesas são direcionadas para a mão do levantador, propiciando em finalizações com cortada (p. 163).
4° Nível de Jogo (jogo de consecução elaborada dos 3 toques)
Dinâmica Coletiva: O dinamismo da equipe aumenta, a consecução dos 3 toques é constante, conscientização da importância da coordenação das funções entre os jogadores, as ações de jogo contemplam o momento presente e o subseqüente (permite a progressão da bola para a rede), a comunicação entre os jogadores é constante, os jogadores demonstram elevado dinamismo para agir, no entanto os deslocamentos ainda não apresentam regularidade ao nível da qualidade de execução (p. 163).
Saque e Recepção: A porcentagem dos saques errados diminui quando comparamos com o 3° nível, elevado número de bolas interceptadas na recepção e com eficácia (dirigidas para o levantador), deslocamentos com boa rapidez em direção à bola e a verbalização na intenção de receber (p. 163 e 164).
Ataque: A principal "arma" de ataque surge no 3° toque, a construção do ataque é organizada (usando os 3 toques), os jogadores atacantes coloca-se paralelamente à rede, o que lhe permite atacar em todas as direções (p. 164).
Defesa: Ocorre bloqueio e defesa de manchete, deslocamentos realizados em função do tipo de ataque, antecipação em função das situações criadas pelo adversário no ataque e a ruptura do jogo surge, fundamentalmente, devido ao ataque eficaz (p. 164).





    MESQUITA (1995) informa que, o nível de jogo dos aprendizes dita os objetivos no jogo e as regras do jogo, como é exposto a seguir:
1° Nível de Jogo (jogo estático)
  1. Objetivo no Jogo: Enviar a bola por cima da rede, priorizar o toque no contato com a bola, preferir o saque por baixo e tentar sustentar a bola o maior tempo no ar.
  2. Regras: Tamanho da quadra reduzido, altura da rede entre 10 a 20 centímetros acima da palma da mão, jogo 1 contra 1, permitir um toque da bola no chão e 2 consecutivos do mesmo jogador e bola mais leve para facilitar a sustentação no ar.
2° Nível de Jogo (jogo anárquico)
  1. Objetivo no Jogo: Recepcionar e enviar a bola para o lado do adversário, precisão no envio da bola para o oponente, recepcionar a bola de toque ou manchete, enviar a bola para o oponente de toque ou de manchete e desenvolver a comunicação verbal.
  2. Regras: Tamanho oficial da quadra, variar a altura da rede (alta, média e baixa), jogo 2 contra 2, cada jogador pode realizar um toque na bola, sendo um total de 3 e a bola é oficial.
3° Nível de Jogo (jogo de consecução rudimentar dos 3 toques)
  1. Objetivo do Jogo: Fazer os 3 toques (passa, levanta e ataca), iniciar o aprendizado da cortada e iniciar o aprendizado do saque tipo tênis
  2. Regras: Tamanho oficial da quadra, rede com altura máxima de 1,90 metro a 10 centímetros acima da palma da mão quando o aluno tem bom salto vertical, Jogo 3 contra 3 ou 4 contra 4, cada jogador pode realizar um toque na bola, sendo um total de 3 e a bola é oficial.
4° Nível de Jogo (jogo de consecução elaborada dos 3 toques)
  1. Objetivo do Jogo: Jogar igual à competição oficial.
  2. Regras: As regras de acordo com as regras oficiais.

Recursos didáticos para ensinar o voleibol
    JESUS (1988) evidenciou em sua investigação que o feedback extrínseco, através do vídeo tape, melhora a aprendizagem da biomecânica da técnica do saque por baixo do voleibol em alunos da 5ª e 6ª série do 1° grau. Em seu estudo, JESUS (1988) recrutou 48 alunos do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina, que realizaram um pré-teste do saque por baixo com 5 tentativas em locais de sua livre escolha, mas cada região da quadra tinha um valor de pontos (figura 1).
Saque


Fig. 1 - Valor de pontos das regiões da quadra de vôlei.
    Após o pré-teste, os sujeitos foram divididos em dois grupos, o controle e o experimental. Esses voluntários praticaram 5 sessões individuais com 20 tentativas do saque por baixo. O grupo experimental teve o feedback do vídeo tape após as tentativas.
    Terminada as sessões, o pós-teste foi executado igual ao pré-teste, com o objetivo de comparar os resultados. Finalizando o pós-teste, JESUS (1988) realizou um re-teste após 31 dias para verificar se houve retenção da habilidade do estudo. Os resultados foram:
  1. Ocorreu aprendizagem do saque por baixo em ambos os grupos (experimental e controle).
  2. A aprendizagem foi mais eficaz do grupo experimental, o que teve feedback do vídeo tape.
    GUSTHART et al. (1995) presenciaram em sua investigação que após a aula prática de saque e passe de manchete era feito o feedback sobre essas ações, num total de 112 lições, através de uma aula teórica ministrada por um professor de Educação Física que explicava os motivos dos acertos e dos erros das duas ações voleibolísticas (saque e passe de manchete) efetuadas na aula prática. A aula teórica contou com o recurso visual do vídeo tape da filmagem dos acontecimentos da aula prática dos 347 alunos. GUSTHART et al. (1995) também usaram a escala de pontos de 1 a 100 para classificar a técnica dos dois fundamentos pesquisados. Os resultados da pesquisa mostraram que os alunos melhoraram significativamente, e a escala de pontos foi considerada um excelente instrumento para avaliação da turma.
    WILKINSON (1992) recrutou 20 alunos que faziam o toque, o passe de manchete e o saque. Um outro grupo de 38 pessoas fazia as mesmas atividades, mas tinham aula teórica com o recurso visual do vídeo tape por 15 minutos. Esses alunos também liam e debatiam, em sala de aula, livros técnicos de voleibol sobre acerto, erro e melhoria das técnicas dos fundamentos do voleibol.
    Depois de um ano de curso de voleibol, 9 alunos eram do grupo que realizava aula teórica e 8 não. Os resultados mostraram que os alunos da aula teórica conseguiram melhor aprendizado do saque, toque e passe de manchete, também sabiam o motivo do erro que cometiam.
    PELLETT et al. (1994) tiveram uma amostra de 72 meninas, que foram divididas em dois grupos. Um grupo praticou com uma bola oficial manchete, saque e jogou por 16 dias pelo período de 35 minutos. O grupo 2 realizou todas as tarefas iguais ao 1, exceto a bola, era 25% mais leve. Os resultados indicaram mais acertos dos fundamentos do grupo 2, o da bola mais leve. Mas os autores não explicam o motivo de tal resultado.
    Para o escritor do artigo, a bola mais leve é benéfica porque é menos veloz no seu deslocamento e consequentemente é mais fácil para os alunos sustentá-la no ar, exige menos força na execução dos fundamentos, o educando tem menos chance de lesão devido o seu peso e as turmas ficam mais motivadas em virtude do sucesso, mais acertos das técnicas dos fundamentos, nas atividades propostas.

Conclusão
    As características do voleibol tornam um desporto difícil de ser ensinado e aprendido porque suas características como: manter a bola no ar, permitir 3 toques para cada equipe, aumento do estresse com a regra de pontos consecutivos e outros. Tornam uma modalidade complexa para o ensino-aprendizagem.
    O conhecimento da estratégia exposta nesta revisão de simples execução pode tornar as aulas de vôlei mais eficazes, é relevante ao educador físico preocupado com a qualidade do ensino e aprendizagem.
    Entretanto, há necessidades de estudos que se preocupem em determinar o tipo de exercício técnico e tático do voleibol é mais adequado conforme o nível cognitivo do aluno,.segundo a classificação de Piaget.




































domingo, 2 de dezembro de 2007

08:15

Vantagens e desvantagens da educação física escolar na visão de escolares do ensino fundamental




A educação física dentro do ambiente escolar deve se preocupar com o desenvolvimento integral dos alunos, considerando seus avanços motores, cognitivos, sociais e afetivos. Segundo Gonçalves (1994), a educação física escolar é compreendida como a prática sistemática de atividades físicas, esportivas ou lúdicas, que estabelece relação dialética com outros campos do conhecimento, como a biologia, a psicologia, a sociologia e a filosofia. A qualidade das aulas de educação física escolar depende de um conjunto de fatores que podem estar relacionados aos recursos financeiros das Instituições, competência pedagógica dos professores, entre outros. Contudo, tais fatores podem interferir na motivação, interesse e participação dos alunos nas aulas de educação física, gerando um quadro onde muitas vezes os alunos não se sentem atraídos pelas aulas. Diante desta realidade, o presente estudo teve como objetivo verificar quais seriam as vantagens e desvantagens de se participar das aulas de Educação Física escolar, numa visão de alunos que estão na oitava série do ensino fundamental.
METODOLOGIA:
Este estudo se caracteriza como descritivo exploratório (RUDIO, 1986), pois visou identificar a opinião de alunos do ensino fundamental quanto à educação física escolar. Foram avaliados 194 alunos, dos quais 46,90 % (n= 91) eram do sexo masculino e 53,09 % (n= 103) do sexo feminino, com idade mëdia de 14,49 anos (-13 +19). Para obter a opinião dos alunos quanto aos aspectos relativos à educação física escolar foi construído um questionário com base nos questionários de Silva (1991), Maciel (2004) e Ferreira (2004). Para criar as questões referentes à caracterização da amostra e influência dos professores nas aulas de educação física utilizou-se o instrumento de Ferreira (2004). Para embasamento das questões sobre mudanças que devem ocorrer nas aulas de educação física na visão dos alunos, utilizou-se o instrumento de Silva (1999), e para as questões referentes à desmotivação pelas aulas de educação física foi utilizado o instrumento de Maciel (2004). Desta maneira, o instrumento é composto por 25 questões, sendo 6 questões do tipo fechadas, 5 questões do tipo abertas e 14 questões do tipo mistas. Os dados foram tratados com estatística descritiva (média, freqüência, desvio padrão).
RESULTADOS:
No que diz respeito à satisfação dos alunos em relação às aulas de educação física, 72,7% (141 alunos) relataram estar satisfeitos e apenas 26,3% (51alunos) declararam não estar satisfeitos com as aulas de educação física. Quando perguntado sobre o que poderia mudar nas aulas de educação física, 14,9% (29 alunos) responderam que as aulas deveriam ser mais atrativas e com mais opções de escolha sobre o que fazer e 11,3% (22 alunos) relataram que a decisão sobre o que fazer nas aulas deveria ser dos alunos. Com relação às principais vantagens em se fazer às aulas de Educação Física, 54,12% (105 alunos), responderam o item trabalhar mais seriamente o corpo, tornando-se mais forte, saudável e elegante, ficando logo atrás o item, praticar porque sua turma é unida o que a torna a aula mais alegre e participativa, com 35,05% dos alunos (68 alunos). A respeito das desvantagens e dificuldades encontradas nas aulas de Educação Física, 12,37% (24 alunos) assinalaram a má vontade do professor em ministrar aula e 27,31% (53 alunos) destacaram a pouca colaboração dos alunos com o professor. Sendo que 48,96% (95 alunos) não encontraram nenhuma dificuldade ou desvantagem para fazer as aulas.
CONCLUSÕES:
Diante do exposto acima, sugere-se que a Educação Física Escolar, para os alunos do ensino fundamental, ainda está bem próxima da preocupação com a saúde e estética corporal, uma vez que estes foram as principais justificativas para a sua prática. Por outro lado, o professor exerce um importante papel neste processo, uma vez que é ele o responsável por proporcionar aulas interessantes e atrativas para que todos os alunos possam participar e encontrar motivos e vantagens que se diferenciem de preocupações com estéticas e saúde, e que estes novos motivos passem também a orientar a sua participação nas aulas.

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