quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

11:36

Como identificar os envolvidos em Bullying


De acordo com as indicações de Dan Olweus, psicólogo norueguês da Universidade de Bergen e importante pesquisador sobre o assunto, para que uma criança ou adolescente seja identificado como vítima ou agressor, pais e professores precisam ter atenção se o mesmo apresenta alguns comportamentos:

VÍTIMA

Na escola
• Durante o recreio está freqüentemente isolado e separado do grupo, ou procura ficar próximo do professor ou de algum adulto;
• Na sala de aula tem dificuldade em falar diante dos demais, mostrando-se inseguro ou ansioso;
• Nos jogos em equipe é o último a ser escolhido;
• Apresenta-se comumente com aspecto contrariado, triste, deprimido ou aflito;
• Desleixo gradual nas tarefas escolares;
• Apresenta ocasionalmente contusões, feridas, cortes, arranhões ou a roupa rasgada, de forma não-natural;
• Falta às aulas com certa freqüência;
• Perde constantemente os seus pertences.

Em casa
• Apresenta, com freqüência, dores de cabeça, pouco apetite, dor de estômago, tonturas, sobretudo de manhã;
• Muda o humor de maneira inesperada, apresentando explosões de irritação;
• Regressa da escola com as roupas rasgada ou sujas e com o material escolar danificado;
• Desleixo gradual nas tarefas escolares;
• Apresenta aspecto contrariado, triste deprimido, aflito ou infeliz;
• Apresenta contusões, feridas, cortes, arranhões ou estragos na roupa;
• Apresenta desculpas para faltar às aulas;
• Raramente possui amigos, ou se possui, são poucos os que compartilham seu tempo livre;
• Pede dinheiro extra à família ou furta;
• Apresenta gastos altos na cantina da escola.

AGRESSOR

Na escola
• Faz brincadeira ou gozações, além de rir de modo desdenhoso e hostil;
• Coloca apelidos ou chama pelo nome e sobrenome dos colegas, de forma malsoante;
• Insulta, menospreza, ridiculariza, difama;
• Faz ameaças, dá ordens, domina e subjuga;
• Incomoda, intimida, empurra, picha, bate, dá socos, pontapés, beliscões, puxa os cabelos, envolve-se em discussões e desentendimentos;
• Pega materiais escolares, dinheiro, lanches e outros pertences dos outros colegas, sem consentimento.

Em casa
• Regressa da escola com as roupas amarrotadas e com ar de superioridade;
• Apresenta atitude hostil, desafiante e agressiva com pais e irmãos, chegando a ponto de atemorizá-los sem levar em conta a idade ou a diferença de força física;
• É habilidoso para sair-se bem em "situações difíceis";
• Exterioriza ou tenta exteriorizar sua autoridade sobre alguém;
• Porta objetos ou dinheiro sem justificar sua origem.

Os melhores celulares e cameras digitais  por preços excelentes.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

04:20

O que é bullying?


A palavra bullying é derivada do verbo inglês bully que significa usar a superioridade física para intimidar alguém. Também adota aspecto de adjetivo, referindo-se a "valentão", "tirano". Como verbo ou como adjetivo, a terminologia bullying tem sido adotada em vários países como designação para explicar todo tipo de comportamento agressivo, cruel, intencional e repetitivo inerente às relações interpessoais. As vítimas são os indivíduos considerados mais fracos e frágeis dessa relação, transformados em objeto de diversão e prazer por meio de "brincadeiras" maldosas e intimidadoras.

Estudos indicam que as simples "brincadeirinhas de mau-gosto" de antigamente, hoje denominadas bullying, podem revelar-se em uma ação muito séria. Causam desde simples problemas de aprendizagem até sérios transtornos de comportamento responsáveis por índices de suicídios e homicídios entre estudantes.
     
Mesmo sendo um fenômeno antigo, mantém ainda hoje um caráter oculto, pelo fato de as vítimas não terem coragem suficiente para uma possível denúncia. Isso contribui com o desconhecimento e a indiferença sobre o assunto por parte dos profissionais ligados à educação. Pode ser manifestado em qualquer lugar onde existam relações interpessoais.
04:07

Atividades recreativas e educativas para crianças


Ter opções para recreação infantil é importante para se ter o interesse de crianças nas atividades propostas.

Achei um site bacana com opções de atividades para férias e datas comemorativas.

Veja e acesse. E cadastre-se. Muitas atividades só são vistas por usuário cadastrado. 


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

06:55

A criança e o desenvolvimento do futsal


A pratica do futsal  com esporte-aprendizado requer determinadas condições físicas e educativas.

 No futsal o desenvolvimento motor e de habilidades são complexas, pois os fundamentos do futsal que são mais de 10 tipo.

O programa de treinamento tem que ser rico em pequenos jogos de competição de curta duração, de pequena organização, de ligeiro formalismo, que favoreça á criança um clima facilitador da demonstração da aprendizagem conseguida em período de curtas atividades e que podem assumir as características  de jogo-treino e provas combinadas.

Á medida que a criança cresce, ela apresenta melhora e aperfeiçoamento das habilidades motoras e, mas habilidade dos fundamentos do futsal como nas atividades sociais e intelectuais.

O desenvolvimento da qualidade física-social estar diretamente relacionada com a quantidade e variedade de experiências vividas pela criança. A criança tem o tempo certo para adquiri esta maturidade.

 

INICIAÇAO AO FUTSAL

Vamos dividir em três grupo:

1-      De 6 a 10 anos.

2-      De 11 a 13 anos.

3-      De 14 a 17 anos.

GRUPO 1 – 6 a 10 ANOS.

 As aulas devem ser através da combinação de exercícios com bola e pequenos jogo formativos, que se tornarão cada vez mais complexos, tanto em regras como em movimentos.

Esta idade é que as crianças desenvolveram uma fase de produtividade quando são aplicados diversos movimentos e situação de jogos que vão melhora sua coordenação motora e social.

Nesta fase os treinos devem ser de observação das características genética, e não haver preocupação com a especialização e / ou aprimoramento da qualidade. A plasticidade do movimento melhora à medida que a criança crescer.

A criança tem necessidade de auto-afimação, de consolidar sues sentimento de valor e segurança, precisa de atividades vigorosas e enérgicas, que proporcionem algumas dificuldades e complexidade na execução.

Com a consolidação dos movimentos (automatização) deve ter muito cuidado para o aprendizado dos gestos desportivos (fundamento do futsal) correto, a fim de se evitar perda de tempo com reaprendizagem deste gesto ensinados erradamente.

GRUPO 2 – 11 a 13 ANOS.

Aprendizagem dos fundamentos do futsal que é a técnica e a forma de jogo que é a tática do jogo. É o inicio da atividade competitiva.

Esta fase, se faz necessário de alguns ajuste e adaptações para enquadrar esse tipo de futsal aos padrões de desenvolvimento físico e psicológico das crianças. As competições devem ter o caráter formativo e de socialização.

 A competição entre crianças não deve ser apenas uma redução do tempo de jogo e o tamanho e peso da bola.

Os  objetivos, conteúdos e métodos devem diferenciar em muitos pontos de vista daqueles que convêm aos adultos.

Na competição o adulto valorizar o resultado, que associar a vitória com superioridade e a derrota com a inferioridade, a competição é tratada como um produto, onde o seu valor esta relacionada diretamente com o resultado.

Este tipo de mentalidade é prejudicial a criança, pois a exaltação pela vitória e a sensação de fracasso não e é bem assimilada pela criança que não possuir perfeito controle emocional, gerando perturbações.

A atividade da escolinha deve ter os objetivo, nos conteúdo das aulas, nos exercícios dos fundamentos e nos jogos que tenha a finalidade de integração físico-social e que venha facilitar aproximação e a confraternização dos integrantes das equipes  e que através da competição levada avante pelo motivação e com respeito aos adversários vencido ou vencedor na qual, mais que a vitória  no campo  desportivo deve prevalecer á vitória no terreno da disciplina, da lealdade do respeito das pessoas envolvidas na competição.

O ganhar ou perder será então, uma medida do seu progresso, que teve ou não e tem de ser aceito por todos e professor e o aluno com  os acontecimentos verificados campo esportivo e daí retirar as lições e no seu conjunto de professor e aluno, venha ser corrigidos e preparar para um nova atividade de futsal corrigindo os ponto fracos e otimizando os pontos forte.

GRUPO 3 – 13 a 17 ANOS.

Esta é a fase da especialização da modalidade escolhida no caso o futsal.

Nesta etapa, com o aumento da intelectualidade os alunos e a aplicação de nova concepção técnicas e táticas serão bem recebidos e assimilados, mais a coordenação piora e influi diretamente com a motivação.

Entrando na segunda etapa, que coincidir com a fase do estirão do crescimento, as capacidades físicas como força, velocidade, resistências devem ser treinadas de forma lúdicas.

As alterações físicas marcantes desta fase causam sensíveis instabilidades psíquicas, que é alimentada pela instabilidade hormonal.

O comportamento critica e o de questionar a autoridade, que até então era admitido e o desejo de autonomia e de responsabilidade própria passar para o primeiro plano.

A discordância entre o querer e o poder traz fortes conflitos dos alunos com o mundo adulto, também o distanciamento em relação os pais e treinadores,  uma crescente propensão de se apegar-se aos amigos da mesma idade.

A saída é o convívio social os professores, têm de usar a competência e o respeito mutua e com o direito democrático de dar opinião e a cooperação ativa dos alunos nas aulas.

Estas mudanças trás profunda transformação nos interesses pela pratica do futsal.

 

"A criança não é um adulto e miniatura. Criança é criança".

"Aprende-se o que se vive e vive o que se aprende".

06:54

Qualidade de vida através da recreação


Este estudo pretende responder questionamentos que fizemos no decorrer de nossa vida como professor de educação física escolar, mais precisamente na educação infantil. Constatamos durante 1 ano de experiência na educação infantil, em escolas da rede pública de ensino, que grande parte dos objetivos de uma consecução de qualidade de vidaentre crianças escolares se dá através da atividade lúdica, dos jogos e das brincadeiras (prática da educação física infantil). 

A revisão de literatura nos confirmou que existe uma grande escassez de pesquisas envolvendo qualidade de vida na infância (SABEH e VERDUGO, 2000), pois os títulos, quando encontrados, são superficiais e não englobam a percepção de qualidade de vida dentro do ponto de vista das próprias crianças. Segundo Verdugo e Sabeh {2002}, citando Gerhaz (1997), isso se deve ao fato do estudo de qualidade de vida com crianças ser muito mais complexo do que com adultos.

Em recente pesquisa realizada por Dantas et al. (2003), observou-se que, de 53 estudos envolvendo dissertações de mestrado, teses de doutorado e livre-docência de universidades públicas de São Paulo envolvendo o tema qualidade de vida, somente um destes envolvia crianças. Também foi afirmado que apenas dezesseis pesquisas investigaram qualidade de vida com indivíduos saudáveis.

As pesquisas sobre qualidade de vida com adultos têm progredido, porém os estudos com crianças ainda não. Prebianchi (2003) cita que em uma revisão de literatura internacional, Schmitt e Koot (2001) identificaram que dos 20.000 artigos sobre qualidade de vida publicados nos anos de 1980 à 1994, apenas 3.050 reportavam-se à crianças. 

Como foi afirmado por Prebianchi (2003: 59):

é um direito da criança ter padrões de qualidade de vida adequados as suas necessidades físicas, mentais e de desenvolvimento social, o respeito a esse direito é fundamental, pois contribui com o bem estar do indivíduo na vida adulta. Quando os padrões de vida supracitados são desrespeitados ou desconhecidos devem ser realizadas pesquisas que se interessem pelas medidas da população infantil.

Mas, como podemos afirmar que, ao brincar a criança pode estar contribuindo para a aquisição de uma boa qualidade de vida? Para tal questionamento, devemos esclarecer o que vem a ser qualidade de vida.

SAÚDE, EDUCAÇÃO FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA.

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998,b: 36):

As relações que se estabelecem entre Saúde e Educação Física são perceptíveis ao considerar-se a similaridade de objetos de conhecimento envolvidos e relevantes em ambas às abordagens. Dessa forma, a preocupação e a responsabilidade na valorização de conhecimentos relativos à construção da auto-estima e da identidade pessoal, ao cuidado do corpo, à consecução de amplitudes gestuais, à valorização dos vínculos afetivos e a negociação de atitudes e todas as implicações relativas à saúde da coletividade, são compartilhadas e constituem um campo de interação na atuação escolar.

Assim é correta a afirmação que ambas as abordagens possuem objetivo comum: promover uma qualidade de vida favorável.

A Educação Física é um processo de Educação em Saúde, seja por vias formais ou não formais, pois ao promover uma educação efetiva para a saúde e uma ocupação saudável do tempo livre de lazer, constitui-se em um meio efetivo para a conquista de um estilo de vida ativo e em conseqüência favorece a obtenção de qualidade de vida. 

Segundo o Conselho Federal de Educação Física (CONFEF, 2002), o profissional de Educação Física é um especialista em atividades físicas, nas suas mais diversas manifestações, tendo como propósito prestar serviços que favoreçam o desenvolvimento da educação e da saúde, contribuindo para a capacitação e/ou restabelecimento de níveis adequados de desempenho e condicionamento fisiocorporal dos seus beneficiários, visando à consecução do bem estar, da consciência, da expressão e estética do movimento, da prevenção de doenças, de problemas posturais, da compensação de distúrbios funcionais, contribuindo ainda para a consecução da autonomia, auto-estima, da solidariedade, da integração, da cidadania, das relações pessoais, da preservação do meio ambiente, visando enfim a consecução da qualidade de vida. 

Portanto a Educação Física deverá ser conduzida como um caminho de desenvolvimento de estilos de vida ativos pelos brasileiros, para que possa contribuir para a qualidade de vida da população. 

Na educação infantil, a educação física utiliza-se de jogos e brincadeiras como um poderoso instrumento para auxiliar o desenvolvimento das crianças, seja no plano motor, afetivo ou cognitivo com a finalidade de promover um estilo de vida ativo e saudável, conduzindo a uma qualidade de vida satisfatória.

QUALIDADE DE VIDA.

A idéia que compartilhamos é a de que qualidade de vida é um termo que representa uma forma de explicar subjetivamente o que é viver bem, estar satisfeito ou feliz consigo mesmo e com o mundo ao seu redor. O fator principal que a determina é sem sombra de dúvidas o bem estar físico, mental e social. 

Porém não é fácil conceituar qualidade de vida, pois este termo ainda não foi estabelecido e também não tem sido empregado corretamente (Silva, 1998, apud Silva et al, 2000). Além disto, a definição de qualidade de vida não é aceita universalmente, gerando discussões acerca desta temática.

Seidl e Zannon (2004: 581) citam Campbell (1976, apud Awad & Voruganti, 2000: 558), que na década de 70, explicitou as dificuldades de conceituar o tema qualidade de vida: "qualidade de vida é uma vaga e etérea entidade, algo sobre a qual muita gente fala, mas que ninguém necessariamente sabe o que é". Esta citação feita há mais de 34 anos nos demonstra às controvérsias sobre o conceito do tema em questão.

Concordamos com Minayo e colaboradores (2000: 8), quando atesta que qualidade de vida é:

uma noção eminentemente humana, que tem sido aproximada ao grau de satisfação encontrada na vida familiar, amorosa, social e na própria estética existência. Pressupõe a capacidade de efetuar uma síntese cultural de todos os elementos que determinada sociedade considera seu padrão de conforto e bem-estar. O termo abrange muitos significados, que refletem conhecimentos, experiências e valores de indivíduos e coletividades que a eles se reportam em variadas épocas, espaços e histórias diferentes, sendo portanto uma construção social com a marca da relatividade cultural.

Segundo o Grupo para Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde (WHOQOL, 1993), a percepção do indivíduo sobre a sua posição na vida, dentro do contexto sócio-cultural em que vive é condição sine qua non para o alcance da qualidade de vida. 

Assumpção e colaboradores (2000) citam que Shin & Johnson (1978), afirmam que a qualidade de vida para ser atingida, depende da satisfação de desejos individuais, auto-realização e uma compensação satisfatória consigo mesmo e com os outros.

Ainda destacam Jenney & Campbel (1977), que criticam a falta de definições no meio acadêmico e científico para a qualidade de vida.

Os mesmos autores também utilizam as idéias de Bradlyn et al. (1996) que define qualidade de vida como multidimensional, não se resumindo ao aspecto social, físico e emocional, mas também que estes aspectos sirvam de parâmetro às alterações que ocorram durante o desenvolvimento. Também fazem referência a Eiser (1997), que observa a grande diferença entre o que é qualidade de vida "infantil" dentro da visão de um adulto e de uma criança.

Uma definição bem clássica é de 1974, onde Seidl e Zannon (2004: 582) mencionam Andrews (apud Bowling, p. 1448): "qualidade de vida é a extensão em que prazer e satisfação têm sido alcançados".

A QUALIDADE DE VIDA E O BRINCAR.

A respeito do assunto, MASLOW (1973), citado por APPLEY & COFER (1976) hierarquiza as necessidades do homem, afirmando que a necessidade posterior só é realizada quando a anterior estiver satisfeita. Os tipos de necessidades citados pelo referido autor são por ordem de importância: necessidades fisiológicas, de segurança, de afeição, de auto-estima e de auto-realização. 

Seguindo a idéia de MASLOW (1973), a criança deve primeiramente satisfazer suas necessidades fisiológicas e de segurança, pra a partir daí satisfazer suas necessidades relacionadas com a afetividade, a estima e a realização de objetivos. Portanto, para as crianças, após cumprirem suas necessidades fisiológicas básicas (respirar, locomoção, alimentação, entre outras) e suas necessidades de segurança (aqui é incluído a moradia), os outros fatores de necessidades podem ser adquiridos através da brincadeira.

Através do ato de brincar a criança pode satisfazer seus desejos, sejam de ordem afetiva, relacionada à estima ou a realização de objetivos e finalidades. Durante a prática lúdica, a criança exercita suas capacidades de relacionamento, aprende a ganhar, a perder, opor-se, expressar suas vontades e desejos, negociar, pedir, recusar, compreende que não é um ser único e que precisa viver em grupo respeitando regras e opiniões contrárias; enfim, adquire afeição. Brincando educa sua sensibilidade para apreciar seus esforços e tentativas, o prazer que atinge quando consegue finalizar uma tarefa (montar um quebra-cabeça ou pegar o colega) faz com que se sinta realizada por atingir uma meta, levando-a a auto-estima. A brincadeira desafia a criança e a leva a tingir níveis de realização acima daquilo que ela pode conseguir normalmente.

Para reforçar este entendimento, AUSUBEL, NOVAK & HANESIAN (1980, p. 217) colocam como fatores primordiais para uma boa qualidade de vida os seguintes fatores (em ordem de aquisição):

Conservar a vida (subsistência);

Manter a segurança (conforto);

Conseguir o prazer (humor e diversão);

Experimentar mudanças e novidades;

Expandir o ego;

Sentir auto-respeito.

Mais uma vez observa-se que, a criança somente após atingir as condições de subsistência (necessidades fisiológicas) e de segurança, conseguirá partir para os outros fatores; e, novamente através da brincadeira, todos os outros itens podem ser atingidos, pois o prazer em brincar é indiscutível, a experimentação do novo vem com os desafios envolvidos nos jogos e brincadeiras infantis, a auto-estima e o auto-respeito também são facilmente realizáveis através do ato de brincar, pois como já foi citado, ao brincar a criança descobre seus limites, atinge metas e se realiza.

A qualidade de vida pode ser conceituada como o grau maior ou menor de satisfação das carências pessoais, observando que a busca pela boa qualidade de vida consiste mais claramente em visar situações prazerosas, e menos em evitar aborrecimentos ou vivências problemáticas, e é isso o que a brincadeira reflete aos pequenos. 

Sabeh e Verdugo (2002) em sua busca de encontrar um instrumento de avaliação da percepção de qualidade de vida na infância realizaram uma categorização para detectar dimensões, baseado em modelos de qualidade de vida já construídos, especialmente o de Schalock (1997). As categorias são:

1. Ócio e atividade recreativa: experiências de ócio, recreativas e de tempo livre como jogos, esportes, atividade física, televisão, vídeos, realizadas de forma individual ou em grupo;

2. Rendimento: relacionado ao desempenho e aos resultados alcançados em atividades escolares ou esportivas;

3. Relações inter-pessoais: interação positiva ou negativa com e entre pessoas de seu meio. Aqui se inclui o vínculo com animais;

4. Bem-estar físico e emocional: estado físico e saúde da criança, de familiares e amigos;

5. Bem-estar coletivo e valores: situações sociais, econômicas, políticas que a criança percebe de seu meio sócio-cultural, assim como em relação à valores humanos;

6. Bem-estar material: consecução e relação com objetos, e a característica física dos ambientes em que vivem.

Desta forma, a percepção infantil sobre qualidade de vida requer muitos fatores. As crianças são sujeitas à mudanças, sendo influenciadas por eventos cotidianos e problemas crônicos. Para as crianças bem estar pode significar o quanto seus desejos e esperanças estão próximos do que acontece. 

O contexto sócio-econômico, o grau de instrução escolar, a participação dos pais, sua importância dentro do seu grupo de amigos, suas potencialidades física e mental são fatores que interferem claramente na definição de qualidade de vida pelas próprias crianças. Outro fato muito importante é o material, na infância os brinquedos e outros materiais lúdicos adquirem um fator condicionante à felicidade e, por conseguinte, a consecução da qualidade de vida.

Observamos que nas categorias acima expostas de Sabeh e Verdugo (2002), o ócio e a atividade recreativa, é a dimensão onde o brincar está incluso, sendo, portanto, um dos fatores para a aquisição da boa qualidade de vida infantil.

Assim, brincadeira ultrapassa de muito o prazer sinestésico, oferecido pela prática do movimento. Possibilita, de forma bastante eficaz, as diversas necessidades individuais, multiplicando assim, as oportunidades de se obter prazer e, conseqüentemente, otimizar a qualidade de vida.

CONCLUSÕES 

Concluímos que o profissional de Educação Física deve contribuir através das atividades lúdicas com a auto-estima o afeto e auto-realização das crianças num programa de atividades lúdicas, envolvendo aos jogos e brincadeiras em seu planejamento, não como um apoio auxiliar, mas como meta principal, pois a soma de prazer que uma criança obtém durante as atividades lúdicas em que exercita o corpo e a mente através da brincadeira, aprimorará sua qualidade de vida, potencializando o otimismo e reduzindo o nível de stress a que freqüentemente está submetida, independente de situações agradáveis ou desprazerosas enfrentadas ao longo do seu cotidiano. 

A bem das propostas defendidas neste trabalho, recomenda-se também ao profissional de Educação Física que transcenda a preocupação pelo excesso do tecnicismo nas aulas de educação física infantil, que se despreocupe com a freqüência cardíaca ou com o volume e a tonicidade muscular dos freqüentadores de atividades corporais orientadas. Aconselha-se, ao contrário, que ele aspire, sobretudo, a satisfazer as privações e as necessidades sócio-psicológicas de seus discípulos: manter-se-á, portanto, atento, (como lhe convém), ao grau de melhorias e renovações positivas concernentes à qualidade de vida dos membros do grupo a que atende.

Fonte

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

13:27

Motive as crianças a fazer exercícios


ara as crianças, hoje em dia, o gasto com estas atividades chega a não existir, o brincar na rua de pega-pega, de futebol, queimada, ir a pé para a escola, caminhar para a casa de um amigo está cada vez mais difícil, seja pela falta de segurança, pela redução de espaços livres para prática de atividades, entre outros motivos.

E com o aumento da obesidade infantil e seus efeitos adversos como a diabetes, hipertensão e a arteriosclerose, nunca foi tão importante atingir o mínimo de atividade física semanal. O tempo gasto com uma caminhada até a escola pode representar um papel significativo na atividade física diária de uma criança.

Segundo as recomendações do Governo Federal Americano em 2005, o ideal é realizar atividades de moderada a vigorosas com duração mínima de 60 minutos, para perder peso o ideal é realizar atividades com duração de 60 a 90 minutos, no mínimo 3 a 5 vezes na semana. 

Como deixar de ser sedentário? 

Você fala para sua criança que ele está muito sedentária, e que ela precisa se movimentar mais, praticar mais exercícios? Qual a solução? O que devemos fazer para que esta criança sinta vontade de praticar mais exercícios? 

Um bom começo é evitar a palavra exercício. Particularmente com crianças mais novas. O objetivo principal da prescrição de atividade física para a criança e para o adolescente é de criar o hábito e o interesse pela atividade física, e não treinar visando desempenho. Dessa forma, deve-se priorizar a inclusão da atividade física no cotidiano e valorizar a educação física escolar que estimule a prática de atividade física para toda a vida, de forma agradável e prazerosa.

O componente lúdico deve prevalecer sobre o competitivo na prescrição de atividade física para crianças e adolescentes. Igualmente importante é oferecer alternativas para a prática do desporto, de forma a contemplar os interesses individuais e o desenvolvimento de diferentes habilidades motoras, contribuindo para o despertar de talentos. Procurar realizar atividades físicas que lhe dão mais prazer como, andar, correr, pedalar, nadar, fazer ginástica, exercícios com pesos ou jogar bola é uma proposta válida para evitar o sedentarismo e importante para melhorar a qualidade de vida.

Para que esta proposta seja bem sucedida, a família tem que fazê-la junto, por que as crianças necessitam do exemplo dos seus pais. Sabemos que a motivação é freqüentemente um problema, especialmente para a criança sobrepeso ou obesa, para quem a atividade física pode ser menos agradável. Iniciar com atividades leves pode ser a chave para mantê-los animados.

Quanto tempo de atividade física deverá fazer uma criança na fase pré-escolar (4 e 5 anos)? 

Começar com 60 minutos diário de atividade física estruturada, organizada por um educador físico ou pelo pai quando se tratar de atividades lúdicas. Inicie com uma hora e vá aumentado gradativamente este tempo com atividades físicas livres.

Quanto tempo de atividade física deverá fazer uma criança na fase de 6 a 12 anos? 

Inicie com 60 minutos ou mais de atividade física diária. Acumule a atividade física durante todo o dia, se você não conseguir realizar toda a atividade proposta naquele período, divida sua atividade em 15 ou 30 minutos durante o dia.

Evite ficar um longo período sem atividade. 

Quanto tempo de atividade física deverá fazer uma criança na fase de 13 a 18 anos? 

Praticar 60 minutos ou mais de atividade física de intensidade moderada a intensa. 

Nesta faixa etária um programa formal de atividade física deverá treinar pelo menos três componentes: aeróbico, força muscular e flexibilidade, variando a ênfase em cada um de acordo com a condição clínica e os objetivos de cada adolescente. Quando o objetivo é o condicionamento aeróbico, a prescrição deve contemplar as variáveis tipo, duração, intensidade e freqüência semanal, obedecendo os princípios gerais de treinamento.

O treinamento muscular deve ser realizado com cargas moderadas e maior número de repetições, valorizando o gesto motor, uma vez que este tipo de atividade contribui para o aumento da força muscular e massa óssea. O risco de lesões osteoarticulares em crianças que realizam trabalhos de sobrecarga muscular é na verdade menor do que o relacionado com esportes de contato, desde que seja realizado com cargas submáximas sob supervisão profissional adequada. Em relação à flexibilidade, seu treinamento deve envolver os principais movimentos articulares e ser realizado de forma lenta até o ponto de ligeiro desconforto e então mantidos por cerca de 10 a 20. 

Defenda um estilo de vida ativo.

Juntos pai e criança devem decidir o que gostariam de fazer, para tornar a atividade escolhida a mais prazerosa. Como incentivar minha criança a realizar estas atividades?

Procure nos momentos em família, atividades físicas divertidas onde toda a família possa participar. Assim fica mais fácil a motivação. Realize jogos como: siga o líder, caça ao tesouro, brincadeiras com obstáculos, vídeos de exercícios ou de danças, basquete, caminhadas no parque. Incentive sempre uma alimentação saudável, trabalhe com jogos de nutrição.

Todos os membros da família devem ajudar a selecionar as atividades familiares e também onde desenvolvê-las. Veja como ajudar: 

- Compre presentes de aniversário e natal que estimulem o movimento, como patins, frisbees, etc;

- Um kit completo para jogar frescobol, futebol, etc;

- Envolva outros parentes e amigos nas suas atividades;

- Dê ênfase à diversão, não à técnica;

- Seja voluntário em eventos de atividade física na escola de seus filhos;

- Descubra atividades, na sua comunidade, como trilhas, piscinas, parques, clubes e outros;

- Planeje festas e férias onde movimentos e jogos estejam sempre presentes. Em vez de comemorar o aniversário com uma ida ao cinema, que tal ir até um parque, sair para dançar ou mesmo planejar um aniversário em casa com gincanas, campeonatos de dança, entre outras brincadeiras. Ou incluir na viagem de férias atividades como natação, camping, canoagem, trilha, etc. E para quem não puder viajar, uma boa saída é buscar locais gratuitos onde você possa gastar energia.

13:22

A classificação dos jogos, segundo Piaget


        Os jogos podem ser classificados de diferentes formas, de acordo com o critério adotado. Vários autores se dedicaram ao estudo do jogo, entretanto Piaget elaborou uma "classificação genética baseada na evolução das estruturas" (Piaget, apud [RIZ 97]). Piaget classificou os jogos em três grandes categorias que correspondem às três fases dos desenvolvimento infantil.

        • Fase sensório-motora (do nascimento até os 2 anos aproximadamente): a criança brinca sozinha, sem utilização da noção de regras.
        • Fase pré-operatória (dos 2 aos 5 ou 6 anos aproximadamente): As crianças adquirem a noção da existência de regras e começam a jogar com outras crianças jogos de faz-de-conta.
        • Fase das operações concretas (dos 7 aos 11 anos aproximadamente): as crianças aprendem as regras dos jogos e jogam em grupos. Esta é a fase dos jogos de regras como futebol, damas, etc.

        Assim Piaget classificou os jogos correspondendo a um tipo de estrutura mental:

        • Jogo de exercício sensório-motor
        • Jogo simbólico
        • Jogo de regras

          2.1 Jogos de exercício sensório-motor

          Como já foi dito antes, o ato de jogar é uma atividade natural no ser humano. Inicialmente a atividade lúdica surge como uma série de exercícios motores simples. Sua finalidade é o próprio prazer do funcionamento, Estes exercícios consistem em repetição de gestos e movimentos simples como agitar os braços, sacudir objetos, emitir sons, caminhar, pular, correr, etc. Embora estes jogos comecem na fase maternal e durem predominantemente até os 2 anos, eles se mantém durante toda a infância e até na fase adulta. Por exemplo andar de bicicleta, moto ou carro.

             

          2.2 Jogos simbólicos

          O jogo simbólico aparece predominantemente entre os 2 e 6 anos. A função desse tipo de atividade lúdica, de acordo com Piaget, "consiste em satisfazer o eu por meio de uma transformação do real em função dos desejos" ou seja tem como função assimilar a realidade. (Piaget apud [RIZ 97])

          A criança tende a reproduzir nesses jogos as relações predominantes no seu meio ambiente e assimilar dessa maneira a realidade e uma maneira de se auto-expressar. Esses jogo-de-faz-de-conta possibilita à criança a realização de sonhos e fantasias, revela conflitos, medos e angústias, aliviando tensões e frustrações.

          Entre os 7 e 11-12 anos, o simbolismo decai e começam a aparecer com mais freqüência desenhos, trabalhos manuais, construções com materiais didáticos, representações teatrais, etc. Nesse campo o computador pode se tornar uma ferramenta muito útil, quando bem utilizada. Piaget não considera este tipo de jogo como sendo um segundo estágio e sim como estando entre os jogos simbólicos e de regras. O próprio Piaget afirma: "... é evidente que os jogos de construção não definem uma fase entre outras, mas ocupam, no segundo e sobretudo no terceiro nível, uma posição situada a meio de caminho entre o jogo e o trabalho inteligente...".(Piaget, apud [RIZ 97])

           

          2.3 Jogos de Regras

          O jogo de regras, entretanto, começa a se manifestar por volta dos cinco anos, desenvolve-se principalmente na fase dos 7 aos 12 anos. Este tipo de jogo continua durante toda a vida do indivíduo (esportes, trabalho, jogos de xadrez, baralho, RPG, etc.).

          Os jogos de regras são classificados em jogos sensório-motor (exemplo futebol), e intelectuais (exemplo xadrez).

          O que caracteriza o jogo de regras é a existência de um conjunto de leis imposto pelo grupo, sendo que seu descumprimento é normalmente penalizado, e uma forte competição entre os indivíduos. O jogo de regra pressupõe a existência de parceiros e um conjunto de obrigações (as regras), o que lhe confere um caráter eminentemente social.

          Este jogo aparece quando a criança abandona a fase egocêntrica possibilitando desenvolver os relacionamentos afetivo-sociais.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

14:23

Educação Física e a inclusão social infantil

Para que a criança com necessidades especiais seja verdadeiramente incluída na EF, não basta estar no mesmo espaço físico ou participar de algumas atividades, mas ela deve fazer parte do grupo e participar de todas as brincadeiras e atividades desenvolvidas durante a aula, mesmo que necessite de ajuda e apoio do professor e de outros colegas. Porém este apoio, não deve transformar-se em super proteção, pois esta ao invés de contribuir, tende a dificultar o processo de inclusão.

    Entender como a criança com necessidades especiais elabora e estrutura seu conhecimento sobre o mundo facilitará a aquisição de sua autonomia e independência, necessárias à sua inclusão. Devemos oferecer à criança oportunidades de aprendizado individual e coletivo que lhe permitam, nas ações perceptivo-motoras, reconhecer a si próprio, os elementos constitutivos do seu corpo e quais são suas possibilidades de ação diante do meio.

    A estimulação deve consistir de atividades que visem a intensificar a interação do ambiente com a criança de maneira que seu desenvolvimento ocorra o mais próximo possível da idade cronológica. A estimulação deve basear-se em ações perceptivo-motoras, propostas em forma de jogos e/ou atividades ginásticas, com caráter socializador e, sempre que possível, também lúdico, tendo em vista atingir os objetivos de formar um indivíduo participativo, autônomo, independente e crítico.

    O desenvolvimento da criança começa pelo reconhecimento de sua própria corporeidade, pois é via organização corporal que todo ser humano estabelece relações com os objetos e os indivíduos que fazem parte de seu ambiente.

    No processo de intervenção no campo da EF, primeiramente devem ser estimuladas as formas como as crianças podem agir sobre os objetos com a finalidade de aprender, reconhendo suas propriedades, identificando suas múltiplas possibilidades de utilização individuais e coletivas estabelecendo relações lógico-matemáticas, ao memso tempo que executam ações comunicativas para aperfeiçoar sua linguagem, à luz das reflexões em torno das atvidades executadas (Coletivo de autores,1992).

    Alguns objetivos que podem ser alcançados nas aulas de Educação Física para crianças com necessidades especiais são mencionados na obra de Palafox (1998) :

  • Identificar, reconhecer, comparar, agrupar e/ou classificar os elementos constitutivos e as propriedades do corpo, dos materiais utilizados e das práticas sociais manifestadas na aula, com atividades que tenham sentido, sejam desafiadoras e enfatizem a superação do egocentrismo e/ou individualismo.

  • Socializar permanentemente em todas as experiências de aprendizagem, fomentando a autonomia, a capacidade criativa, a busca do prazer pelo que se faz e o acesso à possibilidade de mudança de regras, tendo a organização grupal como fonte de resolução de problemas.

    Ainda esse mesmo autor se refere, como objetivos mais específicos, aos elementos psicomotores e cognitivos que são subjacentes ao desenvolvimento da criança:

  • Esquema corporal;

  • Noções espacial e temporal;

  • Habilidades motoras básicas;

  • Desenho e escrita;

  • Lateralidade;

  • Coordenação fina e grossa;

  • Atenção;

  • Expressão oral e estimulação para a leitura;

  • Percepção sensorial e memória;

  • Equilíbrio e controle muscular;

  • Criatividade.

     Ao meu ver esses objetivos referidos serão mais bem alcançados se as atividades forem desenvolvidas, sempre que possível, em forma de jogos e de brincadeiras, pois eles são a melhor maneira da criança comunicar-se, questionar e explicar. São os instrumentos para relaciornar-se com o mundo, projetando seu universo interior e recriando as relações com os que convivem no grupo social. Por meio dos jogos e das brincadeiras, a criança tem a oportunidade de confrontar seu ponto de vista com os demais colegas. Nessa interação, começa a considerar a existência de diferentes pontos de vista, e isso favorece a construção de sua identidade, contribuindo também, para o seu processo de socialização.

    Brincar ou jogar para a criança com necessidades especiais é determinado por suas características peculiares. Por meio do jogo e da brincadeira pode ser estimulado o seu desenvolvimento nos aspectos socioafetivo, motor, sensorial e cognitivo. Salientando que os jogos para as crianças com necessidades especiais não irá diferir daqueles usados para crianças não 'deficientes', a diferença se encontra apenas nas estratégias metodológicas utilizadas, e estas deverão priorizar as características de desenvolvimento biológicas, afetivas e cognitivas, suas necessidades, interesses, capacidades e limitações individuais decorrentes também da deficiência.

    Tendo em vista o processo de inclusão social no contexto da escola regular de ensino, poderão utilizar como conteúdo do jogo algumas sugestões do Coletivo de autores (1992):

  • Jogos que possibilitem o reconhecimento de si mesmo e de suas possiblidades de desenvolvimento;

  • Jogos que possibilitem a identificação da capacidade de movimento com os materiais para jogar, seja em ambiente natural, seja em ambiente construído pelo homem;

  • Jogos que explorem a motricidade fina e grossa por meio da expressão de desenho, mímica e pintura;

  • Dinâmicas em grupo que possibilitem a criação de jogos, definindo coletivamente os objetivos e as regras.

    Ao escolher os jogos, o educador deve priorizar os mais atrativos, que estimulem a participação de todas as crianças e não ressaltem as diferenças individuais. Assim, nos jogos e nas atividades em grupo deve predominar o caráter de cooperação, de construção conjunta, em que cada um contribua, de acordo com sua capacidade, para o produto final do grupo, com ênfase no processo.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

09:48

Esforço físico excessivo pode agravar problemas cardíacos em crianças e jovens



793479_boys_playing_soccer_13Cada vez mais cedo as crianças iniciam a prática de esportes. Primeiro como parte das brincadeiras, depois com nuances de competitividade. Alguns se destacam em determinadas modalidades e vêem um motivo para iniciarem um treinamento mais forte, na maioria das vezes sem avaliação inicial ou qualquer acompanhamento médico especializado. Observados e incentivados pelos pais, as crianças e adolescentes começam a sentir o peso das competições e a pressão por bons resultados. É justamente nesse momento que correm risco de agravar um problema cardíaco discreto que, muitas vezes, elas não sabem que têm.

Um levantamento realizado pela equipe do cardiologista Nabil Ghorayeb, coordenador do projeto Sport Check-up do Hospital do Coração, em São Paulo, feito com cerca de 700 jovens jogadores de futebol com idade entre 14 e 18 anos detectou que 23% deles apresentaram alterações, de origem benigna ou duvidosa no eletrocardiograma. Além disso, descobriu-se muitos casos de "sopro" no coração, pressão arterial no limite, anemia e até taxas elevadas de colesterol e triglicérides, provenientes de erros alimentares. Outro estudo com 120 garotos da mesma faixa etária, de 4 clubes paulistas, apontou as mesmas alterações no eletrocardiograma em 17% deles.

A prática esportiva fortalece o organismo e mantém as condições de vida saudável. Porém, para obter os benefícios, é preciso ter em mente as principais precauções a serem tomadas, consultando um especialista. É importante também que cada criança, saiba o limite de segurança do corpo, tornando assim o exercício uma forma de lazer e bem-estar para o organismo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

04:59

Exercicios apenas na Educação Física Escolar?


Hoje em dia, o cotidiano é muito agitado. Pelo menos em um turno, há aulas; depois, são as tarefas de casa, as aulas de língua estrangeira, a família, as brincadeiras, os amigos, os programas favoritos de televisão, enfim... É bastante coisa para se fazer em um único dia. Assim, com tantos compromissos e tarefas diárias, muitas vezes não sobra tempo para a prática de alguma atividade física. Mas será que essa atividade é mesmo tão importante? Até porque, existe uma matéria dedicada somente a isso.

As aulas de Educação Física escolar realmente objetivam o desenvolvimento pessoal do aluno. Por meio do movimento, são ensinados valores múltiplos que vão desde o desenvolvimento físico, passando pelo caráter lúdico - através dos jogos e brincadeiras -, e atingindo até a conscientização de valores morais, como o respeito e o trabalho em grupo. Entretanto, a principal função das aulas de Educação Física é propiciar aos alunos condições de saúde e qualidade de vida melhores.

No entanto, a freqüência dessas aulas varia de uma a três vezes por semana, dependendo da escola. É muito pouco tempo para que os objetivos sejam atingidos. Por isso, o professor de Educação Física precisa da colaboração do aluno, que deve agir em benefício de sua própria saúde.

O processo deve acontecer da seguinte forma: o professor passa conteúdos variados para os alunos - incluem-se aí os jogos, as atividades pré-esportivas, as brincadeiras, etc. - e os alunos, por sua vez, devem realizar as atividades sugeridas, apreendendo e, principalmente, contribuindo para a melhora de sua saúde. Mas só isso não basta! Os alunos também devem escolher as atividades que mais lhes agradam e procurar complemento para elas fora do horário de aula.

Existem as mais variadas atividades. São recomendáveis as "escolinhas" esportivas - que às vezes são oferecidas pela própria escola -, as escolas de natação e as academias de ginástica. A vantagem desses locais é que, na maioria deles, existem profissionais capacitados na área de Educação Física que garantem a continuidade do trabalho que o professor da escola está desenvolvendo. Mesmo que a opção seja outra atividade, sem a presença de um professor, é importante que ela seja feita sistematicamente. Caminhadas, prática de esportes com os amigos e esportes radicais - skate, surfe, etc. - também são válidos se feitos regularmente.

Conclui-se, portanto, que a Educação Física escolar ajuda bastante na obtenção de saúde, mas ela não é a solução para todos os problemas. Assim, mesmo que o dia-a-dia esteja bastante ocupado, é importante encontrar um "tempinho" para prática de alguma atividade física, o que garante uma vida mais saudável e, conseqüentemente, mais ativa e produtiva.

Retirei daqui

Popular

Arquivo do blog