terça-feira, 30 de março de 2010

12:18

Atividade física melhora desempenho escolar


Como anda o rendimento do seu filho no colégio? As notas nunca foram tão baixas e os professores vivem reclamando da falta de envolvimento dele nas aulas? E na hora de fazer a lição de casa é aquele sofrimento? Calma. Antes de sair vociferando com o boletim nas mãos e aplicar aquele sermão típico de pais zelosos, tente uma estratégia mais sutil — e eficiente. Que tal propor a ele que se exercite mais? 

É isso mesmo! A ideia é que a criança corra, pule e brinque até cansar, todos os dias, na escola ou em casa. Se ela tiver uma bola, uma corda ou, quem sabe, uma piscina por perto, melhor ainda. Na verdade, o que um estudo daUniversidade de Illinois, nos Estados Unidos, acaba de revelar é que a atividade física tem relação direta com o desempenho escolar da molecada. 

Os pesquisadores submeteram crianças de 9 e 10 anos a testes de raciocínio em dias diferentes. No primeiro, elas caminharam sobre a esteira; no outro, descansaram. "O exercício físico fez com que os garotos tivessem maior atenção nas avaliações, melhor resultado nas tarefas e compreensão mais clara da leitura", conta a SAÚDE! o autor do trabalho, Charles Hillman. Ainda faltam explicações bem aprofundadas sobre a influência da atividade física na capacidade de aprendizado das crianças. Segundo Hillman, o que se sabe por enquanto é que suar a camisa mexe com o cérebro: "O exercício faz com que proteínas e neurotransmissores associados a aspectos importantes da aquisição de conhecimento atuem de forma diferente", diz. 

Ricardo Barros, coordenador do Grupo de Trabalho em Medicina Desportiva e Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria, vai além e dá como exemplo a ginástica rítmica. "É preciso concentração, habilidade de postura, coordenação e equilíbrio para aprender movimentos como estrela ou cambalhota", explica o pediatra. "Repare que são todos requisitos também atrelados à aprendizagem." 

Os especialistas, porém, destacam um aspecto importante negligenciado pelos adultos: crianças devem praticar atividades físicas recreativas, e nunca competitivas. "Os pequenos querem brincar. Distorcer esse interesse é um erro", enfatiza Jorge Steinhilber, presidente do Conselho Federal de Educação Física. "Até os 10 anos, eles devem de preferência fazer jogos de coordenação motora com bolas, panos, arcos, papel e o que mais a criatividade permitir." 

Outra recomendação fundamental é nunca exigir demais da meninada, tampouco cobrar resultados. Isso só vai trazer desilusão, frustração e abandono precoce da atividade. "Além disso, o excesso de treinamento pode levar a distúrbios do sono, falta de apetite, cansaço e lesões musculares constantes", alerta Ricardo Barros.

Fonte; Saúde Vital


Acesse todas as suas contas de e-mail num único login dentro do Hotmail. Veja como.

segunda-feira, 29 de março de 2010

07:06

Melhor arma na luta contra a obesidade infantil


Estratégias para motivar as crianças a perder peso, melhorar sua alimentação e, de quebra, aumentar os níveis de exercícios físicos têm sido o foco de vários estudos. Um deles, feito por Craig Johnston, John Foreyt e Chermaline Tyler – da Escola de Medicina de Baylor, EUA – e publicado anteriormente em duas partes nos periódicos Pediatrics (2007), Obesity (em 2004),acompanhou mais de 50 alunos do ensino fundamental em programas para diminuição do peso. Parte desses alunos foi orientada a desenvolver programas de exercícios físicos monitorados pelos pais e outra parte teve acompanhamento de um instrutor de educação física.

No primeiro caso, os alunos eram orientados na escola, uma vez por semana, durante três meses e tinham como material de apoio um livro de autoajuda e um caderno de anotações para indicar suas evoluções. Paralelamente, o outro grupo tinha uma aula extra de educação física (acompanhada por instrutores de educação física), quatro vezes por semana, além de palestras sobre nutrição.

Após seis meses, o segundo grupo mostrou uma diminuição de peso significante, além de melhores níveis de qualidade de vida. O grupo foi monitorado novamente após um ano e mais uma vez dois anos após o término do estudo. Os resultados mostraram uma manutenção da diminuição do peso, ao contrário dos alunos que haviam participado do programa auto-orientado.

De acordo com os pesquisadores, os resultados preliminares sugerem que programas de manutenção do peso feitos dentro das atividades escolares poderiam atingir efetivamente uma grande quantidade de crianças e refletir sobre a qualidade de vida em longo prazo desses indivíduos.

Produtos relacionados:

Educação Física Escolar - Desenvolvendo Habilidades  Dvd Car LCD 3,0" c/ USB, SD AV - DVL3100 - Nakashi Educação Física na Escola Camisa Seleção Brasil I 2010 s/nº Amarelo Tam. M - Nike

segunda-feira, 22 de março de 2010

05:54

Atividades físicas para crianças


Muitos pais puderam passar a infância brincando de soltar pipa, jogar bola, amarelinha e pega-pega na rua. Hoje as brincadeiras dos filhos são bem diferentes, o mundo mudou, e brincar fora de casa pode significar preocupação para muitos pais. Mas existem meios de oferecer opções interessantes de lazer aos filhos. 

Atualmente os pais podem contar com vários locais que apresentam alternativas de lazer e aprendizado para os pequenos. As boas escolas possuem equipes especializadas, que equilibram os potenciais e as limitações de cada idade; turmas menores que oferecem à criança um acompanhamento mais de perto. Apesar de todos esses recursos disponíveis, especialistas apontam um aspecto essencial que não deve ser ignorado pelos pais: não forçar a criança a fazer o que não gosta. 


Veja os benefícios de cada modalidade, de acordo com especialistas: 


• Tênis: Trabalha a lateralidade, a concentração, desenvolve flexibilidade, velocidade, agilidade, coordenação motora e musculatura. 

• Natação: Melhora as capacidades cardiovascular e respiratória, trabalha a consciência corporal e a interação da criança com o meio líquido. 
• Balé: Estimula a coordenação, a lateralidade, desperta a criatividade. 
• Futebol, vôlei, basquete: Melhoram a capacidade cardiovascular, a coordenação motora, incentiva a socialização e os trabalhos em equipe. 
• Música: Auxilia no aprendizado, na coordenação motora e na fala. 
Antes as crianças corriam na rua, jogavam bola, soltavam pipa, brincavam de pega-pega. Hoje a coisa é bem diferente, a criançada em sua maioria quando não está na escola, fica dentro de casa, e tem como entretenimento a TV, o videogame. Para diminuir a intensidade desse hábito, os especialistas aconselham que os pais incentivem seus filhos a praticar algum esporte. Além de se exercitarem, podem ter ainda outros benefícios como: risco menor de obesidade, desenvolvimento da auto-estima, do sentido de cooperação, dentre outros. 

Especialistas da área de educação física acreditam que uma criança de cinco anos pode praticar uma atividade. Mas com uma observação: nessa faixa etária o exercício deve ser considerado como forma de ampliar as brincadeiras. A disciplina é mais exigida somente a partir dos sete anos. 

Nesse estágio, é recomendável que a criança experimente diversas modalidades. É importante também que os pais não lancem suas expectativas em relação ao filho se tornar um profissional, visto que o esporte nessa idade deve ser encarado para o desenvolvimento da criança e não como uma pressão. Além disso, os especialistas apontam que a prática de um único esporte durante a faixa etária dos sete aos doze anos prejudica o desenvolvimento da criança. 

Todo esporte proporciona benefícios à criança. Entretanto, alguns propiciam qualidades específicas, como por exemplo, aqueles que desenvolvem mais o sentido de cooperação, como é o caso do futebol, do basquete e do handebol. Já as lutas marciais, trabalham mais o equilíbrio emocional. 

Caso a criança não apresente interesse aos esportes, cabe aos pais moderar os hábitos sedentários, diminuindo o tempo que o filho passa na frente da TV e do computador. Assim, a criança terá maiores chances de participar de brincadeiras onde há interação com outras .  

Fonte: Brasil Escola
05:46

Briga entre professor e aluno


reitas, na Rua Jugurta Lourival Glória, 62, no Jardim Camila, envolveu o professor Antônio da Fonseca Filho, de 60 anos, que leciona Educação Física, e um aluno, de apenas 17 anos. A discussão teve início depois do estudante se negar a assistir a aula.

A irmã do estudante, de 26 anos, contou a O Diário que acompanhei a minha mãe à sala da vice-diretora, mas logo vimos o professor se atracar com o meu irmão. "Na hora segurei o meu irmão e o coloquei atrás de mim, porém o professor não respeitou e ao tentar desferir mais socos e chutes nele acabou me atingindo na boca, que ficou ferida".

As identidades do adolescente e dos seus familiares não podem ser divulgadas por conta do Estatuto da Criança e do Adolescente. O aluno confirmou a versão da irmã sobre a agressão.

A jovem foi informada que no Boletim de Ocorrência sobre Ato Infracional elaborado por ordem do delegado Carlos Alberto de Campos, do Distrito Central, o irmão dela consta como autor da lesão corporal dolosa (com intenção) cometida contra o professor, que seria apenas vítima. "Nós vamos ter que mudar esta história e colocar a verdadeira, enfim, houve uma briga".

Disse que o irmão não assistiu aula, recebeu falta e foi ouvir músicas no celular com fone de ouvido, sentado em uma escada. Inconformado, de acordo com ela, o professor de Educação Física comunicou a direção, que chamou a sua mãe na escola.

Já Antônio falou à Polícia que o fato de avisar a diretora e pedir aos pais que fossem ao Enedina Gomes levou o rapaz a atacá-lo a chutes e socos. O jornal procurou, mas não localizou o professor na escola. O delegado Carlos de Campos o submeteu a exame de corpo de delito no Posto do Instituto Médico Legal, em Mogi, para ficar comprovada a agressão.

A autoridade ainda mandou comunicar o Ato Infracional ao Juizado da Infância e Juventude, que vai analisar a ocorrência assim que o estudante for apresentado. O Conselho da Escola também verificará o que aconteceu e só depois decidirá a medida a ser adotada.

Fonte

terça-feira, 9 de março de 2010

15:11

Aulas de educação física contam com cinco novos esportes em 2010


Em 2010, o rugby, o baseball, o frisbee, o badminton e o tchoukball devem chegar a mais de 485 mil alunos do 2º ano do Ensino Médio da rede estadual de educação. As modalidades esportivas, pouco conhecidas no Brasil, constam desde 2008 na proposta curricular das escolas estaduais desenvolvida pela Secretaria de Estado da Educação e já fazem sucesso em algumas regiões do Estado.

A orientação da Secretaria é que os professores promovam a experiência com os esportes alternativos sugeridos e os apliquem durante o 3º bimestre do 2º ano do Ensino Médio. A ideia é não restringir as experiências dos alunos às quatro modalidades esportivas tradicionais da Educação Física Escolar (Futsal, Handball, Basketball e Voleyball). Nos cadernos do Aluno e do Professor deste ano, haverá instruções específicas para cada um dos esportes alternativos.

Tchoukball ganha destaque em Avaré

Ensinar uma nova modalidade esportiva às crianças não é tarefa fácil para os professores de Educação Física, principalmente devido ao fascínio gerado pelo futebol no país. Porém, em Avaré, um professor decidiu inovar e chamou os alunos para assistir a um DVD sobre um jogo de nome curioso, criado na década de 1960 pelo biólogo suíço Hermann Brandt e que ficou conhecido como o "esporte da paz", por não permitir o contato físico entre os competidores.

"Coloquei um vídeo com algumas partidas de tchoukball e imediatamente os alunos se mostraram atraídos pelo esporte", conta Odair Antônio Ferrazzini, de 53 anos e há 20 trabalhando como professor na Escola Estadual Dona Maria Isabel Cruz Pimentel, em Avaré.

O interesse de Odair pelo Tchoukball nasceu há seis anos, quando recebeu informações sobre o esporte de outro professor da rede estadual que havia participado de um congresso em Foz do Iguaçu. "Sempre gostei de esportes alternativos e esse é um esporte democrático. Mesmo quem não leva jeito para a prática acaba gostando", revela o curioso professor.

Depois das vídeo-aulas, Odair passou a ensinar as regras do tchoukball para os estudantes do Ensino Médio. Regras simples e a facilidade de colocar o esporte em prática contribuíram para sua aceitação. "Ele é fácil de ser aprendido e não demanda grande aparato técnico", diz a professora Maria Elisa, da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (CENP).

Para incluir todos os alunos no esporte, Odair primeiro determinou que todos os jogadores teriam de pegar pelo menos uma vez na bola antes do arremesso às traves de remissão. "Conseguimos envolver os alunos e o resultado foi a adesão de mais de 100 estudantes no esporte. Eles até aproveitam os horários vagos para jogar o tchoukball", conta o professor.

Regras básicas

Para praticar o tchoukball, são necessárias, no mínimo, 14 pessoas – sete para cada time. O terreno, ou quadra, tem que ter 40 metros de comprimento por 20 de largura. Em cada extremidade há uma quadra de remissão, parecida com uma pequena cama elástica (1mx1m), e que deve ficar inclinada 55º em relação ao solo. Em frente a cada quadro deve ser demarcado um meio círculo, chamado de zona proibida. A bola é a mesma usada no handball.

Os jogadores podem trocar, no máximo, três passes antes de arremessar a bola ao quadro de remissão. A outra equipe deve se posicionar de modo a recuperar a bola antes de ela atingir o chão, após ser ricocheteada pela rede. Caso contrário, o ponto vai para quem arremessou. Outra inovação do esporte é o fato de ambas as equipes poderem arremessar a bola em qualquer um dos quadros, o que torna o jogo mais estratégico. O thoukball está contemplado nos cadernos de professor e de aluno para a 2ª série do Ensino Médio como exemplo de esporte alternativo.

domingo, 7 de março de 2010

19:21

Situações didáticas da Educação Física


Na contramão da ditadura dos esportes coletivos com bola, a tendência dos currículos modernos é tornar a Educação Física mais ref lexiva. Todo movimento é carregado de sentido. Por isso, é preciso discutir a história e a inserção de cada um deles na sociedade atual, afirma Marcelo Barros da Silva, formador de professores e consultor de programas em Educação Física, de São Paulo. Pensando assim, Jussara Ladeia de Andrade, Marluza Secchin Malacarne e Iara Francisca Croce Tedesco, que lecionam para turmas de 1ª a 4ª série na rede municipal de Vitória, organizam cursos temáticos. Neste ano, o tema é a cultura afro-brasileira, que permite vivenciar e discutir a capoeira, o maracatu, o hip-hop e a inserção do negro em diversos esportes como o futebol, escolhido para ser tratado pelos estudantes da EMEF Éber Louzada Zippinotti. De tempos em tempos o jogo é interrompido para o grupo se manifestar e propor modificações nas regras. O objetivo é fazer com que meninos e meninas, inclusive os que têm deficiência física, participem, explica Jussara. É uma maneira de aplicar os princípios que devem nortear a disciplina (veja a seguir). A perspectiva é atender todos e ajudar a respeitar a multiculturalidade e a diversidade de práticas corporais, afirma Marcos Garcia Neira, coordenador do Grupo de Pesquisas em Educação Física da Universidade de São Paulo.



1. Leitura de práticas corporais

O que é 
Ao ter contato com atividades físicas por meio de vídeos, apresentações ao vivo etc. , a turma interpreta o que vê. Assistir a partidas de futebol, a apresentações de dança e às Olimpíadas é uma forma de apresentar diferentes manifestações de cultura corporal, com a possibilidade de comentá-las e analisá-las. 

Quando propor 
Antes do início de uma nova prática e sempre que a turma for espectadora de alguma atividade física. 

O que a criança aprende 
Conhecendo mais sobre a cultura corporal de um grupo, ela passa a valorizá-la. Percebe ainda a ligação entre o movimento e as condições históricas, sociais e culturais que o originaram. Em uma apresentação de hip-hop, por exemplo, é possível identificar as semelhanças com outros ritmos afro e analisar as mudanças que a cultura de massa introduziu na manifestação.

2. Atividades práticas

 O que é 
Brincadeira, dança, esportes ou ginástica, com a adaptação da manifestação corporal às necessidades materiais, espaciais, de aprendizagem etc. A classe rediscute as regras para perceber que a adaptação faz parte da história dos esportes modalidades como o futebol de salão ou o de areia nasceram assim. Em uma brincadeira de roda, por exemplo, é possível perguntar: todo mundo está conseguindo participar? Pode ser melhor se fizermos rodas menores? É essencial intervir para garantir que, a seu modo, todos estejam inseridos. Também é a hora de questionar alguns rótulos: ginástica rítmica é coisa só de menina? 

Quando propor 
Semanalmente. O ideal é apresentar ao longo do ano letivo um conjunto diversificado de exercícios para que as habilidades do grupo sejam contempladas em vez de privilegiar apenas os bons no esporte. 

O que a criança aprende 
Além da função lúdica, a prática do movimento ajuda na criação de regras de convivência para que todos participem (leia o quadro acima). Jogos, esportes e brincadeiras também estimulam o raciocínio estratégico e de códigos de comunicação. 

3. Aprofundamento dos conhecimentos

O que é 
A parte reflexiva das aulas. O aluno lê e realiza pesquisas e entrevistas sobre o movimento corporal. Vale pedir os resultados em painéis fotográficos, debates, seminários e produções escritas. 

Quando propor 
Após a parte prática, quando todos já tiveram a oportunidade de vivenciar as diferentes atividades. 

O que a criança aprende 
O papel da história, das condições sociais e da cultura de cada grupo nas práticas corporais.

Popular

Arquivo do blog