quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

07:42

A competição na Educação Física escolar



A Educação Física é compreendida como disciplina escolar obrigatória e integrada à proposta pedagógica da escola (OLIVEIRA, 2002). De acordo com as Leis de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB) promulgada em 20 de Dezembro de 1996, a Educação Física é uma disciplina que deve ser desenvolvida durante toda a escolaridade (Lei Nº 9.394 – 1996). Visto isso, a educação física como matéria curricular possuí conteúdos de ensino. Conteúdos são aqueles que formam a base objetiva da instrução-conhecimento sistematizada e são viabilizados pelo método de transmissão e assimilação (DARIDO, 2005). 

Segundo Bracht 2001 dentre os vários conteúdos relacionados da educação física escolar, o esporte é o que de certa forma se privilegia. O que gera muita discussão em torno do assunto "esporte na escola". 

A competição no meio educacional gera diversos questionamentos, que são refletidos na aceitação/negação por parte dos professores de Educação Física escolar. Enquanto alguns defendem a presença de atividades competitivas, outra parcela desses profissionais evita promover exercícios cujo espírito competitivo se faz presente. Dessa forma, se a competição é um dos conteúdos do Esporte e este da Educação Física, é evidente que haverá limitação num processo de ensino do Esporte no qual os aspectos competitivos não sejam contemplados. (JUNIOR, 2009). 

Neste sentido, a competição gerada pelos esportes na Educação Física escolar tem seu lado positivo e seus lado negativo . Para Marzinek e Neto (2007), o esporte e a competição são fatores internos de motivação intrínsecos, como por exemplo: força de vontade, prazer em realizá-los e atingir objetivos durante uma aula de Educação Física. Já para o Junior (2009) a competição exacerbada resultante do esporte, pode seguir uma ordem natural do afastamento de alunos que encontram maiores dificuldades para realizar as atividades. 

O objetivo geral do presente estudo foi o de compreender o esporte na Educação Física escolar. E teve como objetivo específico, descrever os pontos positivos e negativos da competição gerada pelos esportes na Educação Física escolar no ensino fundamental. 

Materiais e métodos 

O estudo realizado sobre esporte na educação física escolar configura-se como uma pesquisa de delineamento bibliográfico e natureza exploratória a partir de livros, artigos científicos e dissertações de mestrado, realizada entre o ano de 1996 a 2011. Os dados retirados de livros encontrados na Biblioteca Reitor João Herculino do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e de artigos científicos e algumas dissertações/monografias contidas em sites de busca cientifica como o Google Acadêmico e Scielo. A partir de leitura exploratória foi possível fazer a coleta de informações e dados para a realização do trabalho. 

As palavras utilizadas como chave de pesquisa para o presente estudo foram educação física escolar, esporte e competição. Através de leitura exploratória, seletiva e analítica para pesquisar artigos e livros que tivessem semelhança com o tema do trabalho, foi possível fazer uma fundamentação teórica aprofundada sobre o assunto da pesquisa, corroborando várias idéias de autores e por vezes confrontando-as a partir de leitura interpretativa. 

Revisão de literatura 

A revolução industrial ocorrido na Inglaterra pode ser o marco histórico para o surgimento do fenômeno esportivo (JUNIOR 2009). 

Segundo Bracht (2005) estas características da industrialização e da rápida urbanização provocaram muitas mudanças nos conteúdos simbólicos vigentes da população inglesa, que passaram por um processo de esvaziamento culminando com o declínio de "passatempos", ocorrendo uma transformação/esportivização nos mesmos e se espalhando por toda Europa. 

Neste sentido, com a rápida modernização e com processos sociais como o liberalismo, as características sociais da época foram incorporadas ao esporte, características como: nacionalismo busca insaciável de recordes, treinamentos baseados na ciência e princípios da competição, características vigentes até os tempos atuais (JUNIOR 2009). 

Educação Física: Ensino Fundamental 

Segundo a LDB (Nº 9.934) A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da educação básica ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar, de modo a contribuir para o desenvolvimento do organismo e da personalidade do educando. Os sistemas de ensino promoverão, em todos os níveis (Art.37) o desporto educacional e as práticas desportivas não formais, tendo como objetivo a formação integral para a cidadania e o lazer, evitada as características de seletividade e competitividade de outras manifestações desportivas. 

Compreender a educação física no ensino fundamental e compreender o processo educacional em sua totalidade significa que, é preciso construir uma educação física que seja para todos os alunos e se realize com todos os alunos. A viabilidade de este novo olhar exige novas reflexões, conhecimentos, criticidade, disponibilidade e dinamismo (BARBOSA 2009). 

Embora numa aula de Educação Física os aspectos corporais sejam mais evidentes, mais facilmente observáveis, e a aprendizagem esteja vinculada à experiência prática, o aluno precisa ser considerado como um todo no qual aspectos cognitivos, afetivos e corporais estão inter-relacionados em todas as situações (Brasil, 1997). 

Segundos os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's), dentro de uma mesma linguagem corporal, um jogo desportivo, por exemplo, é necessário saber discernir o caráter mais competitivo ou recreativo de cada situação, conhecer o seu histórico, compreender minimamente regras e estratégias e saber adaptá-las. Por isso, é fundamental a participação em atividades de caráter recreativo, cooperativo, competitivo, entre outros, para aprender a diferenciá-las (Brasil, 1997). 

Histórico no Brasil 

No Brasil a Educação Física começou a buscar o lado esportivo devido ao período de interesses políticos, na época (década de 1960) o governo, aplicava o esporte de maneira tecnicista, tornando-o tão comum nesse meio, além do esporte estabelecer o contato dos alunos com regras a serem seguidas. (BARBOSA, 2009). No fim da década de 1960 e início da década de 1970, o desporto competição, criado pelo estado novo, ganhou força no Brasil, pois tinha como objetivo a formação de um homem ideal espelhado no atleta (SANTOS e FIGUEIREDO, 2011). Porém já nessa época, havia pessoas que criticavam essa "esportivização" da Educação Física escolar (GUERIERO e ARAÚJO, 2004). 

Com tantas críticas então, a prática de educação física passou a ser a partir de conhecimentos trazidos pela psicomotricidade, que pretendia substituir a educação física totalmente esportivizada. Já na década de 1980, com todas essas mudanças, começou a aparecer novos conceitos como cultura corporal, cultura física e cultura do movimento (SOARES, 1996). 

Ao longo do século XX o esporte mesmo tendo ligação com a Educação Física escolar desde o princípio tornou-se independente, porém nos últimos tempos voltou a ser a principal expressão da Educação Física na escola, voltou a ter sua hegemonia dentro das aulas tornando o conteúdo mais utilizado pelos professores (SOARES, 1996). 

Contudo para Barbosa (2009) possui a visão de que a Educação Física escolar não consegue "viver" sem a competição devida suas atividades esportivizadas. Gerando muita discussão em torno do assunto, gerando opiniões a favor e contra a competição (JUNIOR, 2009). 

Desta forma podemos analisar as idéias de vários autores contra (quadro 1) e a favor (quadro 2) do esporte competitivo nas aulas de educação física escolar.
Quadro 1. Pontos considerados negativos dentro das aulas de EF

Quadro 2. Pontos considerados positivos dentro das aulas de EF
    As aulas de EF se constituem em grande parte da prática de desporto (VILAÇA, 2006). O esporte como conteúdo escolar traz a competição, para Scaglia et al. (2001) a competição tem que ser entendida como conteúdo a ser aprendido por todos. Desta forma, existe uma parcela dos professores de educação física que defendem a competição como conteúdo escolar, por outro lado, outros professores são contra, por exemplo: os prós competição destacam as vantagens e benefícios, enquanto os contrários levantam aspectos negativos (Junior 2009).
    Para Soares e Montagner (2009) as crianças na maior parte gostam de atividades competitivas, pois se sentem fascinadas. E quando bem utilizada, a competição se torna uma valiosa ferramenta na formação do caráter, tornando a criança participativa, autêntica e criativa. Já para Barbosa (2009) na atividade competitiva falta cooperação, sentimento de grupo e expressão da criança.
    Em relação ao aspecto social para Vilaça (2006) as regras fixas da competição estabelecem dentro de um âmbito escolar um importante papel pedagógico: ensinar os alunos a respeitarem as regras. Enquanto que para Leite (2010) o esporte reproduzido na escola não é o esporte com ideais sociais e educativos, mas apenas o de rendimento, que leva a vitória e derrotas, sucesso de poucos e fracasso de muitos.
    Para Capitanio (2003) o esporte traz vitórias, derrotas e que se não visto com um olhar amplo e crítico dentro da aula de educação física, pode ser prejudicial aos que praticam. Porém Soares (2008) afirma que a competição dentro do esporte, é um rico e vasto conteúdo da nossa área, podendo trazer de forma sadia, educativa um bom desenvolvimento dos praticantes, criando um ambiente favorável a esse objetivo, auxiliando a formação de caráter, autonomia e melhorando sua auto-estima.
    Segundo Scaglia et al. (2001) um importante princípio pedagógico é o de ensinar os alunos a competirem, tornando a mesma um conteúdo equilibrado, para que todos os participantes possam participar e ter a chance de ganhar.
    Soares (2003) afirma também que as aulas de educação física não podem ser aquelas em que se "prepara" os alunos para competições, ou seja, não pode ser encarada como treinamento, pois assim perde o caráter da aula sadia, na qual há processos de socialização.
    Segundo Reverdito et al., (2008) a competição não é boa ou ruim, mas sim o que fazemos dela. Por exemplo, em nossa sociedade podemos perceber o esporte como algo em que se busca a realização pessoal do praticante (NEUENFELDT; CANFIELD, 2001).
    Benetti et. al. (2005) mostra que a prática de esportes leva a alguns benefícios e contribuições tanto na parte física como na mental. As crianças têm uma ótima habilidade para desenvolver técnicas de motricidade esportiva, o aumento e a experiência do número de movimentos devem ser prioridades no treinamento esportivo com crianças, em razão do rápido desenvolvimento do cérebro e da subseqüente capacidade elevada de desempenho no campo das atitudes de coordenação.
    Durante esta etapa de desenvolvimento, as crianças são velozes, tem boa capacidade de concentração e de diferenciação de movimentos. Além disso, possuem uma aquisição refinada de informações, o que favorece a aprendizagem e habilidades específicas dos esportes (BENETTI et. al., 2005).
    De acordo com a Federação Internacional de Medicina Esportiva existem várias modificações fisiológicas para as crianças decorrentes do exercício físico decorrente do esporte. Existe a possibilidade de haver a hipertrofia do músculo cardíaco e de suas fibras e conseqüente ganho de força de contração, proporcionando a queda na freqüência cardíaca.
    As vezes, o esporte, com aquele entendimento de atividade metódica dentro de uma circunstância, provoca saúde ou bem estar em nível psicomotor, mas não em nível social. Porém o esporte visto por outro lado também promove a saúde porque é um campo ou um momento em que as relações sociais das pessoas são favorecidas (BARRETO, 2003).
Considerações finais
    Contudo exposto nesse estudo, percebe-se o quão importante é a o equilíbrio dos vários conteúdos existentes na Educação Física escolar. Porém fica claro o esporte como um dos conteúdos mais regido durante as aulas de Educação Física. Com tantas características envolvidas no esporte é possível destacar a competição como o principal ponto a ser discutido, devido a tantos argumentos pró e contra a atividade competitiva.
    Porém a prática de educação física não deve ser baseada apenas em um conteúdo. A tentativa de agregação de outros fatores dentro de uma aula de EF é de suma importância, de modo a orientar o aluno a estabelecer contato com vários tipos de vivências, apresentado à ele mais tipos de expressões corporais.
Bibliografia
  • BARBOSA, S. C.; MATOS, D. G. de; SAVÓIA, R. P.; ZANELLA, A. L.; BELLONI, D. T.; FILHO, M. L. M. A Esportivização da Educação Física no Ambiente Escolar. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Ano 14 - Nº 133 - Junho de 2009. http://www.efdeportes.com/efd133/a-esportivizacao-da-educacao-fisica.htm
  • BARRETO, S. M. G. Esporte e Saúde. Centro de Divulgação Científica e Cultural. 2003.
  • BENETTI, G.; SCHNEIDER, P.; MEYER, F.; OS BENEFÍCIOS DO ESPORTE E A IMPORTÂNCIA DA TREINABILIDADE DA FORÇA MUSCULAR DE PRÉ-PÚBERES ATLETAS DE VOLEIBOL. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano. 2005.
  • BRACHT, V. Esporte na Escola e Esporte de Rendimento. Movimento - Ano VI - Nº 12 - 2000/1.
  • BRACHT, V. Sociologia crítica do esporte: uma introdução. 3. ed. Ijuí: Ed. da Unijuí, 2005.
  • CAPITANIO, A. M. Educação Através da Prática esportiva: missão impossível?. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Ano 8 - N° 58 - Março de 2003. http://www.efdeportes.com/efd58/esport.htm
  • DARIDO, S. C. Os conteúdos da Educação Física escolar: influências, tendências dificuldades e possibilidades. Perspectivas da Educação Física escolar. UFF, v.2, n.1, p. 5-25, 2001.
  • FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE MEDICINA ESPORTIVA. Treinamento físico excessivo em crianças e adolescentes. Revista brasileira de medicina do esporte 1997.
  • GUERIERO, D. J.; ARAÚJO, P. F. A. Educação física escolar ou esportivização escolar? EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Ano 10 - N° 78 - Novembro de 2004. http://www.efdeportes.com/efd78/esportiv.htm
  • JUNIOR, N. A. A. A competição e a educação física escolar. 2009. 57f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação)-Faculdade de Educação Física. Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2009.
  • LEITE, E. A. O Esporte na escola: sua realidade e possibilidade de mudanças. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Ano 14 - Nº 142 - Março de 2010. http://www.efdeportes.com/efd142/o-esporte-na-escola.htm
  • MARZINEK, A.; NETO, A. F. A Motivação de Adolescentes nas Aulas de Educação Física. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Ano 11 - N° 105 - Fevereiro de 2007. http://www.efdeportes.com/efd105/motivacao-de-adolescentes-nas-aulas-de-educacao-fisica.htm
  • NEUENFELDT, D. J.; CANFIELD, M. S. Repensando o Esporte na Educação Física Escolar a partir de Cagigal. Revista Movimento, p.28-36. 2001.
  • OLIVEIRA, D. T. R. de. Por Uma Ressignificação Crítica do Esporte na Educação Física: Uma Intervenção na Escola Pública. Dissertação de Mestrado da Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação Física. Campinas, SP : [s. n.] 2002.
  • REVERDITO, R. S.; SCAGLIA, A. J.; SILVA, S. A. D. da; GOMES, T. M. R.; PESUTO, C. de L.; BACCARELLI, W. Competições Escolares: Reflexão e Ação em Pedagogia do Esporte para Fazer a Diferença na Escola. Pensar a Prática, 11/1: 37-45, jan./jul. 2008.
  • SCAGLIA, A. J.; MONTAGNER, P. C.;SOUZA, A. J. Pedagogia da competição em esportes: da teoria à busca de uma proposta prática escolar. Motus Corporis, Rio de Janeiro, v. 8, n. 2, p. 20-30, 2001.
  • SANTOS, V. E. A.; FIGUEIREDO, P. K. Histórias de práticas pedagógicas: a coleção de professores do curso de educação física da UFS (1970-1984). V ESEB – 03 a 05 de outubro de 2011.
  • SOARES, C. L. Educação física escolar: conhecimento e especificidade. Rev. Paul. Educ. Fís., São Paulo, supl.2, p.6-12, 1996.
  • SOARES, F. C.; MONTAGNER, P. C. A Competição Esportiva Escolar como Componente Pedagógico a Ser Refletida e Aplicada nas Aulas de Educação Física, Motriz, Rio Claro, v.15, n.2 (Supl.1), p.S1-S456, abr./jun. 2009.
  • VILAÇA, M. M. Educação Física Desportivista: Considerações Críticas à Prática, Predominantemente Vigente, de Educação Física Escolar. X EnFEFE - Encontro Fluminense de Educação Física Escolar, 2006.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

04:58

Plano de Aula: Futebol Sentado


http://www.sportsgamesrules.com/gallery/the-benefits-of-sports-summer-camps-for-children-pictures/The-benefits-of-sports-summer-camps-for-children_1.jpg 
Material: bola, espaço amplo, onde seja possível sentar.( por ex: cancha)

Formação:
os jogadores divididos em dois times, com o mesmo número de integrantes, sentados no chão, a uma distância de dois metros uns dos outros.

Desenvolvimento:
marcar um retângulo no chão, indicando os limites da "cancha". A bola será colocada no centro e poderá ser impulsionada com qualquer parte do corpo, exceto mãos e braços. Ninguém poderá levantar-se. As mãos (ou pelo menos uma delas) devem estar sempre apoiadas no piso. Quando a bola transpor a linha de fundo do campo de jogo, é marcado um gol. No futebol sentado não existe goleiro. A superfície do retângulo será variada, de acordo com a quantidade de jogadores e tendo em conta que estes se coloquem a uma distância tal que não se toquem entre si.

Finalização: ganha o time que fizer mais gols.

Objetivos: equilíbrio, adequação espaço-temporal (estimativa do chute ao alvo), controle tônico, coordenação motora.

Atividades de Futebol para a Educação Física Escolar 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

03:33

A Educação e o lazer em nossa sociedade


Na área escolar alguns estudos refletem sobre a utilização do lazer como objeto da educação para os alunos, pois se trata da importância deles vivenciarem seus direitos sociais de maneira criativa e critica. Como alternativa para desenvolver e formar indivíduos capazes de questionar e entender o nosso meio social. Para Neto (1984), a escola representa o espaço onde se criam condições para promover, de maneira organizada, as aquisições consideradas fundamentais para o normal desenvolvimento da criança.
A educação de hoje apesar de deixar um pouco a deseja, ela ainda é uma grande ferramenta utilizada como meio de buscar indivíduos para se adequarem e se desenvolver na sociedade em que vivemos. Não deixando de lado o lazer, pois se trata de um complemento na vida de qualquer ser humano dentro da sociedade.


A educação é hoje entendida como o grande veículo para o desenvolvimento, e o lazer, um excelente e suave instrumento para impulsionar o indivíduo a desenvolver-se, a aperfeiçoar-se, a ampliar os seus interesses e a sua esfera de responsabilidades (REQUIXA 1979, p.21).

Geralmente a educação e o lazer são vistas como um meio de transmissão de conhecimentos e habilidades que podem ser indicada para qualquer faixa etária. Não tem nada melhor que aprender brincando. Pois podemos dizer que o objetivo de ambos é fazer com que a sociedade em si utilize o seu tempo disponível de maneira alegre e positiva. E sendo assim um processo de desenvolvimento em que o individuo amplia seus conhecimentos no decorrer de sua vida diária no trabalho ou na escola.

A relação existente entre ambos parece não causar qualquer inquietude. Requixa (1980) defende que nada seria mais adequado que considerar a importância do aproveitamento das ocupações de lazer como instrumentos auxiliares da educação. Argumenta que o indivíduo, ao participar em atividades de lazer, desenvolve-se quer individualmente, quer socialmente, condições estas indispensáveis para garantir o seu bem-estar e participação mais ativa no atendimento de necessidades e aspirações de ordem individual, familiar, cultural e comunitária.

Nas leituras de Dumazedier (1979, p.34), encontramos claramente a idéia de que o lazer se desenvolve como uma espécie de contraposição alegre ao trabalho, pois sua conceituação compreende "[...] um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se [...], após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais."

Vale apena ressaltar que, o que pode ser lazer para uns, já para outros pode deixar ser, isso vai da vivencia de cada individuo da sociedade. Pois na verdade vivemos em uma sociedade capitalista, logo somos alienados ao trabalho para se obter o capital e dessa forma, então se requer um tempo livre para que haja o lazer.

Faleiros (1980, p.64) destaca [...] que a relação existente entre trabalho e lazer não é de oposição, como alguns autores vêem. O tempo de trabalho requer um tempo de não trabalho; a atividade de trabalho requer a realização de outras atividades para que ela posse se repetir. Na realidade, é um processo único. Entre o tempo de trabalho e o tempo de não trabalho existe uma unidade muito particular. Durante o tempo de não trabalho, os homens desenvolvem uma variedade de ações ligadas, todas elas, à satisfação de determinadas necessidades. Eles se transportam, preparam os alimentos, comem, fazem sua higiene, dormem, mantém relações sexuais, etc., ações estas ligadas à reconstrução e reprodução da força de trabalho. Com aquele mesmo objetivo, existem outras: eles passeiam, fazem e ouvem música, jogam e assistem jogos, lêem e escrevem, dançam, fazem e assistem a filmes.

Isso também se reflete durante a vida escolar das crianças, onde elas ficam basicamente um turno inteiro na escola. Nesta situação também há uma pequena carência de lazer, pois na maioria das vezes ficam sentadas escrevendo o que o professor coloca no quadro e derrepente chega a hora do "recreio", e então a criança se "liberta" da sala de aula, fazendo com que aqueles minutos se tornem um momento de lazer para elas.

LAZER DA ESCOLA

Quando se fala em lazer da escola, imagina-se de imediato o momento mais esperado pelos alunos, a aula de educação física. Pois nessa disciplina foge-se de todos os padrões das demais que se limitam a quatro paredes, um quadro onde se escreve o conteúdo programático e os exercícios a serem realizados pelos alunos. A aula de educação física surge então como uma válvula de escape para que os alunos possam extravasar suas energias e ao mesmo tempo prepará-los para uma nova aula em uma sala. Evidentemente não se pode fazer das aulas de educação física um momento de diversão sem conteúdo e objetivo, se faz necessário um planejamento do que vai ser ministrado para os alunos eufóricos por um momento de lazer.

A Educação física enquanto componente curricular da educação básica deve assumir uma outra tarefa: introduzir e integrar o aluno na cultura corporal de movimento, formando o cidadão que vai produzi-la, reproduzi-la, instrumentalizando-o para usufruir do jogo, do esporte, das atividades rítmicas e dança, das ginásticas e práticas de aptidão física em benefício da qualidade de vida (BETTI e ZULIANI, 2002, p. 75).

Nos dias atuais é normal falar sobre qualidade de vida, e promover essa qualidade é de fundamental importância para qualquer pessoa, e a educação física tem esse papel de preparar a cada criança, jovem e adulto para uma vida saudável, ou seja, viver bem a cada momento.

Na escola quando chega o momento do intervalo das aulas, as crianças se reúnem para brincar, esse momento é caracterizado por muita diversão. Os alunos formam pequenos grupos para aproveitar esse momento livre das aulas tradicionais e cada segundo parece ser uma eternidade de um intenso prazer de estar interagindo uns com os outros. Observando o lazer da escola os professores de educação física passaram a canalizar esse momento para dentro de suas aulas obtendo resultados bastante significantes nas suas aulas e nas demais disciplinas que aderiram a aliança do útil ao agradável, o conteúdo a ser passado para os alunos de uma forma agradável e divertida.

Considerações Finais

Em nossa sociedade aos olhos da educação física, temos uma grande preocupação em relação às crianças do século XXI que crescem dentro de um apartamento deixando de realizar através do seu momento de lazer, vivências que serão importantes para toda a vida. O lazer das crianças em sua grande maioria está em um vídeo game, computador e internet, limitando nossas crianças a experiências que esses utensílios não irão proporcionar. O lazer que a educação física defende é aquele que leva a todas as crianças o poder do autoconhecimento e cultura corporal dos mais variados movimentos. Acreditamos que o real desenvolvimento das práticas de lazer em nossa sociedade só ocorrerá quando esta for refletida criticamente e, apenas quando o homem se libertar de sua condição de explorado, escravo do capital.


AUTORAS:

ANA MARIA RODRIGUES
ELIANE FURTADO DOS SANTOS
ERALDO PICANÇO
JEANNE DO SOCORRO FERREIRA

REFERENCIAS

NETO, C. (1984). Motricidade infantil e contexto social – suas implicações na organização do ensino. Revista Horizonte. Vol. 1, n.º 1, pp. 8-17.
REQUIXA, R. (1979). Conceito de lazer. Revista Brasileira de Educação Física e Desporto. N.º 42, pp. 11-21.
REQUIXA, R. (1980). As dimensões do lazer. Revista Brasileira de Educação Física e Desporto. N.º 45, pp. 54-76.
DUMAZEDIER, J. Sociologia empírica do lazer. São Paulo: Perspectiva 1979
FALEIROS, M. I. L. Repensando o Lazer. Perspectivas, São Paulo, n.3, p.51-65, 1980.
BETTI, Mauro; ZULIANI, Luiz Roberto. Educação Física Escolar: Uma proposta de diretrizes pedagógicas. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, São Paulo: Editora Mackenzie. Ano 1, nº1,p73-81, 2002.

03:28

Na escola também se promove saúde

 

Pode-se afirmar com segurança e sem exageros que a abordagem nutricional encontra-se em evidência numa escala mundial, demonstrando-se com isto que a preocupação com assuntos relacionados com a nutrição e suas conseqüências baseada em uma alimentação incorreta tem causado prejuízos a um número cada vez maior de pessoas, independente da faixa etária, colocando-se como uma necessidade a promoção de uma alimentação saudável como prioridade na promoção da saúde[4].

Faz-se necessário aqui uma distinção entre alimentação e nutrição, pois a alimentação corresponde a um ato voluntário e consciente, intimamente relacionado com a vontade do indivíduo ou da pessoa que escolhe o alimento que vai consumir, caracterizado este ato, ainda, pelas práticas que envolvem opções e decisões pessoais em relação à quantidade, ao tipo de alimento, quais alimentos são aceitáveis para o padrão pessoal de consumo, a forma como são adquiridos, conservados e preparados, abarcando também a questão dos horários, locais e com quem que se realiza o ato de alimentar-se[5].

No tocante à nutrição, pode-se afirmar que corresponde a um ato involuntário, correspondendo a uma etapa que não tem controle do indivíduo, iniciando-se quando qualquer alimento é levado à boca e, a partir desse momento "[...] o sistema digestório entra em ação, ou seja, a boca, o estômago, o intestino e outros órgãos desse sistema começam a trabalhar em processos que vão desde a trituração dos alimentos até a absorção dos nutrientes, que são os componentes dos alimentos que consumimos e são muito importantes para a nossa saúde"[6].

Nesta perspectiva, para que a alimentação atenda às necessidades nutricionais de um indivíduo, cabe a ele escolher bem os alimentos que fornecem nutrientes tidos como importantes para sua saúde, pois apenas uma alimentação que leve em conta os elementos quantitativos e qualitativos é capaz de fornecer os nutrientes necessários, já que o consumo inadequado de qualquer alimento acarreta em danos para a saúde de qualquer pessoa, isto é, o excesso pode produzir a obesidade e todos os seus ricos para a saúde e a deficiência pode ocasionar a desnutrição[7].

Levando-se em conta a questão da promoção da saúde com foco na formação de hábitos alimentares influenciados por vários fatores, entre eles os fisiológicos, os psicológicos, os socioculturais e os econômicos, vê-se que o ambiente escolar é tido com justa medida como um dos espaços fundamentais para esse trabalho de formação e informação em torno dos hábitos alimentares tidos como saudáveis[8].

Assim, não restam dúvidas de que a escola mostra-se como um ambiente que favorece o desenvolvimento de ações focadas na promoção da saúde "[...] bem como ao estímulo, formação ou correção de hábitos saudáveis, por ser um espaço social onde muitas pessoas passam grande parte do seu tempo, convivem, aprendem e trabalham"[9].

 

Crysthoper Souza Faria[1]

Henrique Arantes Barbaresco[2]

Nathallya de Oliveira Ferreira[3]


[1]  Concluinte do Curso de Educação Física do Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara, ILES-ULBRA.

[2] Concluinte do Curso de Educação Física do Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara, ILES-ULBRA.

[3] Concluinte do Curso de Educação Física do Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara, ILES-ULBRA.

[4] SANTOS, Ariana et al. Avaliação da comercialização de alimentos nas cantinas de escolas públicas e privadas de Governador Valadares, Minas Gerais.42 f. Monografia (Bacharelado em Nutrição). Governador Valadares-MG: Universidade Vale do Rio Doce, 2010.

[5] RODRIGUES, Maria de Lourdes Carlos et al. Alimentação e nutrição no Brasil I. Brasília-DF: UnB, 2007.

[6] Idem. Ibidem. p. 16-17.

[7] Idem. Ibidem.

[8] NAVROSKI, Alcione. Pedagogia do sabor: lanches e cantinas escolares. UNIrevista. v. 1. n. 2. abr./2006. p. 1-10.

[9] SILVA, Cleliani de Cássia da. Cantina escolar. Campinas-SP: Unicamp, 2008. Disponível em: <www.fef. unicamp.br/departamentos/…ql…/escolares/escolares_cap6.pdf>. Acesso em set./2011, p. 47.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

12:23

Acidentes mais comuns na fase escolar

 Afogamentos

A liberdade e independência da criança nessa fase estão associadas a não interpretação adequada de possíveis riscos envolvidos em atividades simples como nadar. Por isso quando a criança está próxima de mar, piscina, lagos ou rios é fundamental que a criança seja orientada e mantida sob vigilância. São medidas importantes:

- Manter cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos trancados ou com alguma proteção que não permita "mergulhos".

- Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5m que não possam ser escaladas e portões com cadeados ou trava de segurança para dificultar o acesso.

- Bóias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança. Eles podem estourar ou virar a qualquer momento e ser levado pela correnteza.

- Próximo a rios, mares, lagos e piscinas o ideal é o uso de colete salva-vidas.

- Crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação.

- No mar respeite as placas de correnteza e proibido nadar.

- A piscina sempre deve dar "pé".

 

Atropelamentos

Uma medida efetiva para se prevenir atropelamentos é ensinar as crianças desde muito cedo a ter um comportamento de "pedestre" seguro. Oriente seu filho a:

- Atravessar a rua olhando para ambos os lados.

- Respeito aos sinais de trânsito e faixas de pedestres.

- Crianças menores de 10 anos devem sempre atravessar a rua acompanhadas de um adulto, eles não tem capacidade de julgar e agir frente aos riscos.

- Não permita que a criança brinque em entrada de garagens, quintais sem cerca, no meio da rua ou em estacionamentos.

- Nunca atravessar a rua correndo.

- Para descer de veículos (transporte coletivo) assegure-se que ele esteja totalmente parado.

 

Acidentes com bicicleta, skate e patins

A independência e mobilidade dada às crianças por esses brinquedos devem vir acompanhado de cuidados para que se evite acidentes. São eles:

- A utilização desses brinquedos exige responsabilidade e respeito às leis de trânsito.

- Utilize equipamentos de proteção apropriados: capacete (fundamental), joelheira, cotoveleira, etc adequados para o tamanho da criança. Todos devem ter o selo do INMETRO.

- Para condução desses brinquedos o ideal é a utilização de sapatos fechados e ajustados aos pés.

- A utilização desses brinquedos deve acontecer em locais seguros como parques, ciclovias e praças. Fora do fluxo de carros, piscinas, lagos, sacadas e escadas.

- Mantenha as crianças sob vigilância até que elas tenham desenvolvido plenamente suas habilidades para controle dos brinquedos.

- Cheque se o funcionamento dos equipamentos e brinquedo estão bons. Não permita que as crianças utilizem brinquedos danificados.

 

Queimaduras

Elas podem acontecer por chama, calor direto, líquidos quentes ou choque elétrico. Para preveni-las, você deve:

- Manter as crianças longe da cozinha e do fogão, principalmente durante o preparo das refeições.

- Não deixe as crianças brincarem por perto quando você estiver passando roupa nem largue o ferro elétrico ligado sem vigilância.

- Cuidado com os fios dos outros eletrodomésticos.

- Não permita que as crianças brinquem com fogo.

- Não permita brincadeiras com fogos de artifício.

- Verifique as instalações elétricas. Fios desencapados podem ser muito perigosos.

- Pipas devem ser empinados, sem cerol, somente em campos abertos e sem fios.

- Não deixa fósforos, isqueiros ou outras fontes de chamas ao alcance de crianças.

- Não permita o acesso de crianças à líquidos inflamáveis (álcool, perfumes, etc).

 

Quedas

Principal causa de internação por acidentes no Brasil. Podem causar lesões graves como fraturas e traumatismo craniano. Algumas orientações nesse sentido são importantes:

- As crianças devem brincar em locais seguros. Cuidado com escadas, sacadas e lajes sem proteção.

- Instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos.

- Mantenha camas, armários e outros móveis longe das janelas, pois podem facilitar que crianças os escalem e se debrucem

- Cuidado com pisos escorregadios e coloque antiderrapante nos tapetes.

- Apartamentos devem ter em suas janelas e sacadas telas de proteção resistentes.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

06:25

A importância do lúdico no desenvolvimento da criança.


O brinquedo é oportunidade de desenvolvimento. Brincando, a criança experimenta, descobre, inventa, aprende e confere habilidades. Além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da concentração e atenção.

Brincar é indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança. Irá contribuir, no futuro, para a eficiência e o equilíbrio do adulto.

Brincar é um momento de auto - expressão e auto - realização. As atividades livres com blocos e peças de encaixe, as dramatizações, a música e as construções desenvolvem a criatividade, pois exige que a fantasia entra em jogo. Já o brinquedo organizado, que tem uma proposta e requer desempenho, como os jogos (quebra-cabeça, dominó e outros) constitui um desafio que promove a motivação e facilita escolhas e decisões à criança.

O brinquedo traduz o real para a realidade infantil. Suaviza o impacto provocado pelo tamanho e pela força dos adultos, diminuindo o sentimento de impotência da criança. Brincando, sua inteligência e sua sensibilidade estão sendo desenvolvidas. A qualidade de oportunidades que estão sendo oferecidas à criança através de brincadeiras e brinquedos garantem que suas potencialidades e sua afetividade se harmonizem. A ludicidade, tão importante para a saúde mental do ser humano é um espaço que merece atenção dos pais e educadores, pois é o espaço para expressão mais genuína do ser, é o espaço e o direito de toda criança para o exercício da relação afetiva com o mundo, com as pessoas e com os objetos.

Um bichinho de pelúcia pode ser um bom companheiro. Uma bola é um convite ao exercício motor, um quebra - cabeças desafia a inteligência e um colar faz a menina sentir-se bonita e importante como a mamãe. Enfim, todos são como amigos, servindo de intermediários para que a criança consiga integrar-se melhor.

As situações problemas contidas na manipulação dos jogos e brincadeiras fazem a criança crescer através da procura de soluções e de alternativas. O desempenho psicomotor da criança enquanto brinca alcança níveis que só mesmo a motivação intrínseca consegue. Ao mesmo tempo favorece a concentração, a atenção, o engajamento e a imaginação. Como conseqüência a criança fica mais calma, relaxada e aprende a pensar, estimulando sua inteligência.

Para que o brinquedo seja significativo para a criança é preciso que tenha pontos de contato com a sua realidade. Através da observação do desempenho das crianças com seus brinquedos podemos avaliar o nível de seu desenvolvimento motor e cognitivo. No lúdico, manifestam-se suas potencialidades e ao observá-las poderemos enriquecer sua aprendizagem, fornecendo através dos brinquedos os nutrientes ao seu desenvolvimento.

A relação criança X brinquedo X adulto

A criança trata os brinquedos conforme os receberam. Ela sente quando está recebendo por razões subjetivas do adulto, que muitas vezes, compra o brinquedo que gostaria de ter tido, ou que lhe dá status, ou ainda para comprar afeto e outras vezes para servir como recurso para livrar-se da criança por um bom espaço de tempo. É indispensável que a criança sinta-se atraída pelo brinquedo e cabe-nos mostrar a ela as possibilidades de exploração que ele oferece, permitindo tempo para observar e motivar-se.

A criança deve explorar livremente o brinquedo, mesmo que a exploração não seja a que esperávamos. Não nos cabe interromper o pensamento da criança ou atrapalhar a simbolização que está fazendo. Devemos nos limitar a sugerir, a estimular, a explicar, sem impor nossa forma de agir, para que a criança aprenda descobrindo e compreendendo, e não por simples imitação. A participação do adulto é para ouvir, motivá-la a falar, pensar e inventar.

Brincando, a criança desenvolve seu senso de companheirismo. Jogando com amigos, aprende a conviver, ganhando ou perdendo, procurando aprender regras e conseguir uma participação satisfatória.

No jogo, ela aprende a aceitar regras, esperar sua vez, aceitar o resultado, lidar com frustrações e elevar o nível de motivação.

Nas dramatizações, a criança vive personagens diferentes, ampliando sua compreensão sobre os diferentes papéis e relacionamentos humanos.

As relações cognitivas e afetivas da interação lúdica, propiciam amadurecimento emocional e vão pouco a pouco construindo a sociabilidade infantil.

O momento em que a criança está absorvida pelo brinquedo é um momento mágico e precioso, em que está sendo exercitada a capacidade de observar e manter a atenção concentrada e que irá inferir na sua eficiência e produtividade quando adulto.

Vamos brincar?

Brincar junto reforça os laços afetivos. É uma manifestação do nosso amor à criança. Todas as crianças gostam de brincar com os pais, com a professora, com os avós ou com os irmãos.

A participação do adulto na brincadeira da criança eleva o nível de interesse, enriquece e contribui para o esclarecimento de dúvidas durante o jogo. Ao mesmo tempo, a criança sente-se prestigiada e desafiada, descobrindo e vivendo experiências que tornam o brinquedo o recurso mais estimulante e mais rico em aprendizado.

Guardar os brinquedos com cuidado pode ser desenvolvido através da participação da criança na arrumação feita pelo adulto. O hábito constante e natural dos pais e da professora ao guardar com zelo o que utilizou, faz com que a criança adquira automaticamente o mesmo hábito, ocorrendo inclusive satisfação tanto no guardar como no brincar.

" Os professores podem guiá-las proporcionando-lhes os materiais apropriados mais o essencial é que, para que uma criança entenda, deve construir ela mesma, deve reinventar. Cada vez que ensinamos algo a uma criança estamos impedindo que ela descubra por si mesma. Por outro lado, aquilo que permitimos que descubra por si mesma, permanecerá com ela." ( Jean Piaget)

Maria do Rosário Silva de Souza.
06:24

Como as crianças aprendem?

Os princípios psicopedagógicos que norteiam um ambiente estimulante e principalmente feliz para as crianças estão interrelacionados e são interdependentes: auto-estima, motivação, aprendizagem e disciplina.

Conforme verificamos, o desenvolvimento da criança ocorre eficazmente se prestarmos a devida atenção na relação pais e filhos.

No campo afetivo, pretendeu-se refletir em como ajudar as crianças a criar sentimentos positivos em relação a si mesma. Sentindo-se valiosa e segura, o êxito escolar estará garantido.

No campo cognitivo, recomenda-se enriquecer e ampliar o vocabulário da criança. A ênfase no aprendizado de novas palavras tem como objetivo possibilitar a obtenção de melhores resultados na escola e também ajudar a criança a ordenar o pensamento em função do mundo em que vive e fazê-la sentir-se capaz, aceita e valiosa.

Além da expressão oral e da ordenação do pensamento infantil há o desenvolvimento do raciocínio lógico - matemático, da psicomotricidade, e do aspecto sócio-emocional contribuindo adequadamente para que esse "sujeito" (a criança), seja ajudado na sua totalidade, onde todas as partes do desenvolvimento são atendidas adequadamente.

Acreditando nesta interelação, não podemos tratar isoladamente cada parte deste processo do crescimento infantil, pois o cognitivo depende do afetivo, que influi no psicológico, que está relacionado ao psicomotor, ao físico, ao emocional... Portanto é fundamental que se preocupe com todos os aspectos do desenvolvimento infantil. Todos são igualmente importantes. E se processam simultaneamente.

Separamos apenas para facilitar o nosso entendimento, mas reforçamos que o processo de desenvolvimento acontece como um todo.

Aprendizagem

A criança aprende o tempo todo, mas não necessariamente aquilo que os pais tentam ensinar-lhes de forma intencional.

A relação ensino - aprendizagem nem sempre é linear e direta : nem tudo que se ensina, se aprende, e às vezes aprendem-se coisas que não se pretendem ensinar.

O papel dos pais deve consistir em suscitar problemas adequados às capacidades da criança, e não tanto oferecer soluções para que ela memorize e repita. Além disso, a aprendizagem por meio da ação e da exploração é conquista, é construção do conhecimento pela própria criança. Uma vez adquirido por ela mesma, a apropriação deste conhecimento é mais significativa e nela permanecem.

E nada mais enriquecedor do que propor atividades criativas e desafiadoras que podem acontecer no quintal, na sala, no shopping, no carro, na rua.

A aprendizagem lúdica através de jogos, brincadeiras, músicas, e dramatizações é significativa e altamente motivadora, devendo acontecer em casa e na escola, em especial na sala de aula, onde aprender vira "ofício do brincar" e a vida escolar um enorme prazer.

Que princípios de aprendizagem deveriam ser levados em conta para estimular o pensamento da criança ?

Aprendemos algumas ações, medos ou sentimentos por associação, isto é, pela coincidência de vários estímulos que nos levam a estabelecer nexos entre eles. Ou ainda, por meio das conseqüências de nossa conduta, sejam efeitos negativos ou positivos das mesmas. Foi Thorndike (1911) quem formulou a Lei do Efeito, referente à afirmação anterior e foi Skimner (1953) quem contribuiu para o desenvolvimento desta idéia: um comportamento tende a repetir-se quando provoca a aparição de algo agradável para a pessoa (reforço positivo) ou a eliminação de algo desagradável (reforço negativo).

Mas, não estarão as crianças de hoje mais do que recompensadas?

Uma saturação de reforços não ajuda a criança descriminar o fez bem do que fez mal. É preciso saber dosar. A apresentação constante de reforços de grande valor traz consigo a perda de valor desses reforços.

Os reforços podem ser usados, desde que bem utilizados.

Seja o reforço social (elogios, atenção), simbólico (dinheiro, notas no boletim), material (presentes) ou de atividade (um jogo, um passeio, uma diversão), é importante que os pais utilizem com muito zelo e bom - senso.

Montar um quebra - cabeça pode ser gratificante para uma criança, mas pode significar um castigo para outra; o que revela o caráter subjetivo do reforço.

É necessário identificar que atividades são relevantes para modificar o comportamento da criança e despertar o seu interesse. Com isso, elimina-se um possível mercantilismo nas condutas de pais e filhos ("eu faço isso se em troca me deres aquilo").

Aprende-se também por meio da observação, por modelos e ações dos outros, o que nos faz salientar o valor do exemplo. Isto também nos permite influir sobre a conduta da criança indiretamente, por meio de elogios ou críticas que fazem ao comportamento de outras pessoas. Para Vygotski (1979), a criança aprende e se desenvolve com aquilo que faz sozinha, de forma independente e àquilo que ela faz com a colaboração de outras pessoas, especialmente imitando os adultos.

A aprendizagem por observação explica também certas tendências agressivas das crianças, os impulsos consumistas induzidos pela publicidade e determinadas condutas consideradas anti-sociais, entre outras manifestações de comportamento.

Na aprendizagem e no desenvolvimento infantil,a atividade que surge por iniciativa da própria criança desempenha papel predominante.

É por meio da EXPERIÊNCIA, da OBSERVAÇÃO e da EXPLORAÇÃO de seu ambiente , que a criança constrói seu conhecimento, modifica situações, reestrutura seus esquemas de pensamento, interpreta e busca soluções para fatos novos o que favorece e muito, o desenvolvimento intelectual da criança, principalmente, na fase pré - escolar.

Esta relação entre a vida escolar e o cotidiano é o que constitui a vida da criança e no mundo atual necessita de humanização. Por isso, procuramos resgatar na criança de hoje, os sentimentos da solidariedade, da cooperação, do compartilhar, do prazer de dividir e de dar. É na interação com seu dia-a-dia que a criança desenvolverá seus valores, sua crítica, sua postura de vida, além da aquisição do conhecimento. Ao longo do processo de desenvolvimento a criança vai conhecendo suas habilidades e talentos, colocando-os em prática e identificando o seu valor.

Portanto, ajude a criança a se divertir e aprender, partilhando suas descobertas. Estimule-a a pensar criativamente. Transforme a agitação cotidiana em lições proveitosas para ela.

 

Maria do Rosário S. de Souza
Psicopedagoga - Campinas /SP

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

02:36

Bons amigos na infância pode aumentar sentimento de bem estar ao longo da vida


Ter amigos por perto é uma das melhores maneiras de manter o nível de bem estar na infância, confirma uma pesquisa feita com meninos e meninas de idade média entre 10 e 11 anos.

A presença "bons amigos" – como afirmaram os participantes – influenciou diretamente o modo como essas crianças enfretavam experiências negativas. Sentimentos de baixa autoestima e os níveis de estresse, como já se sabia anteriormente, dependem muito do ambiente social onde se está inserido.

"Fazer uma grande amizade têm um impacto imediato na mente e na saúde física dessas crianças", diz Willian Bukowski, pesquisador da Universidade de Concórdia, nos EUA, e cujo estudo foi publicado no periódico Developmental Psychology.

De acordo com os pesquisadores, as crianças mais isoladas e que se viam em alguma situação, como problemas com um professor ou uma briga verbal com um colega de classe, tinham maiores níveis de cortisol – o hormônio do estresse – no sangue e piores níveis de autoestima.

Estes níveis elevados de estresse em crianças podem levar a diminuição da eficácia do sistema imunológico, problemas de formação óssea e influenciar outras questões relativas ao crescimento. Estudos anteriores também apontam que crianças em círculos de amizades de qualidade estão mais protegidas contra transtornos mentais e comportamento social no futuro.

"Esses estudos nos levam a enxergar a forma como a identidade dos adultos é formada. Se sentimentos negativos fazem parte da infância com muita frequência, é possível que isso nos acompanhe na vida adulta", indicam os autores, apontando para a importância das boas amizades quando se é criança.

-

por Enio Rodrigo


Leia mais: http://www.oqueeutenho.com.br/21409/bons-amigos-na-infancia-pode-aumentar-sentimento-de-bem-estar-ao-longo-da-vida.html#ixzz1lgfSHyfZ
02:04

Importância da Educação Física Escolar

http://www.wallstreetfitness.com.br/imgs/Fotos/educacao_fisica_escolar_nao_e_suficiente_para_combate_a_obesidade_infantil.jpg

A prática da atividade física é importante para a promoção da saúde dos indivíduos, ao ser aplicado na escola tal prática vai além desse benefício, pois é possível trabalhar os inúmeros aspectos relacionados ao desenvolvimento, crescimento, características motoras, cultura corporal, questões de sociabilidade, afetividade, cooperação, aptidões físicas, formação do cidadão e outros.

A educação física na escola deve promover uma aprendizagem significativa para os alunos, sobre a importância da sua prática e o que esta contribui para a vida do indivíduo. É preciso que os nossos alunos compreendam a sua importância, para que possamos formar cidadãos autônomos, participativos e críticos. No entanto o que observamos hoje nas escolas é que nas aulas de educação física o maior foco consiste nas práticas esportivas e na competitividade, onde as questões pedagógicas do ensino-aprendizagem e até mesmo os elementos voltados para a humanização perdem espaço em seu conteúdo curricular. Segundo Guimarães, et al (2001) as aulas de educação física estão mais voltada para as práticas esportivas e suas técnicas, e quando se trata da formação da criança, esta acaba se tornando fragmentada, onde os elementos essenciais da base para viver em sociedade como respeito cooperação e afetividade, acabam não sendo trabalhadas.

Soares (1996) ainda afirma que a aula de educação física é "um lugar de aprender coisas e não apenas o lugar onde àqueles que dominam técnicas rudimentares de um determinado esporte vão "praticar" o que já sabem, enquanto aqueles que não sabem continuam no mesmo lugar". Faggion (2000) também ressalta que não basta somente praticar as atividades nas aulas de educação física só por praticar, nem tão pouco competi por simplesmente competir. É necessário transmitir aos alunos os conhecimentos que o levam a compreender o porquê que estão realizando determinada atividade. Sendo assim o aluno poderá entender e vivenciar o seu aprendizado, levando-o, portanto a uma mudança de comportamento e assumir novas atitudes.

Faggion (2000) ainda aponta que o professor é uma ferramenta essencial para propor tal visão nos seus alunos, pois a partir do momento que o professor adequar os conteúdos as faixas etárias, quando deixar de trabalhar os conteúdos que enfoque um ou outro esporte, podendo então permitir que os alunos compreendam que a educação física na escola não se resume apenas no esporte e que existem outras formas de atividade física além do esporte, e por fim quando o professor trabalhar o que tem de melhor em sua ação pedagógica para levar esses alunos a uma reflexão de sua prática, poderá assim proporcioná-los a obterem uma visão crítica, criativa e participativa.

É preciso resgatar a importância das aulas de educação física na escola de ensino básico, para que os nossos  alunos compreendam o valor de suas aulas, onde o professor tem o papel de ser mediador do ensinoaprendizagem, usufruindo de seus conhecimentos para se obter uma boa metodologia, podendo trabalhar seus conteúdos atingindo a todos, propondo assim a formação do aluno.

De acordo com a LDB 9.394/96 a educação física possui as seguintes finalidades específicas: consolidar e aprofundar os conhecimentos adquiridos no ensino fundamental; possibilitar o prosseguimento dos estudos; preparar para o trabalho e cidadania desenvolver habilidades como continuar a prender, capacidade de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação e aperfeiçoamento; aprimorar o educando como ser humano, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; e compreender os fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando teoria e prática.

Quando os alunos ingressam no ensino médio trazem uma bagagem de conhecimentos relacionados ao corpo, aptidão física, saúde, esportes, danças e outros sendo que a escola tem a responsabilidade de ampliar tais conhecimentos. Mattos et al (2008) diz que o professor deve trabalhar esses conhecimentos de forma que levem os alunos a solucionarem problemas por meio do plano estratégicos, plano motor ( se o tema for a ginástica) ou plano conceitual ( análise de tema cientifico).

Hoje percebemos que na escola as aulas de educação física não são ministradas de acordo com o que estabelece a legislação, na maioria das vezes os professores não seguem uma metodologia que levem os alunos a sentirem interesses pelas aulas. Observamos que ainda existe um predomínio do ambiente esportivocompetitivo sobre o escolar-educacional, resultando assim em uma aula voltada para o treinamento e aperfeiçoamento de habilidades desportivas e não voltado para as questões da cultura  orporal, elementos pedagógicos e questões voltadas para a humanização.

Neste contexto os elementos pedagógicos acabam se distanciando dos objetivos a serem alcançados pela educação física na escola, tornando assim em um espaço de lazer para os alunos (daqueles que tem habilidades). É necessário que professor seja mediador de informações e transmissão de conhecimentos, estando aberto para as mudanças que poderão ocorrer no seu planejamento, conscientizando os alunos de que a aula é um espaço para a aprendizagem, e que esta possa ser de fato significativa para os alunos, e que este possa ter uma participação efetiva nas aulas. Mattos et al (2008, p. 33) relata que:

"A partir do momento em que o processo de ensino-aprendizagem for caracterizado pela participação efetiva do aluno e do professor, e que haja trocas de experiências, este
relacionamento trará muitas contribuições para o desenvolvimento da autonomia do educando, e o professor estará desempenhado seu papel de educador e não de ditador de
ordens e regras".

Em quanto componente curricular a educação física deve introduzir e integrar o aluno na cultura corporal de movimento, formando assim o cidadão que vai produzi-la, reproduzi-la e transformá-la. É função da educação física preparar o aluno para ser um praticante lúcido e ativo, que incorpore o esporte e os componentes da cultura corporal em sua vida, para deles tirar o melhor proveito possível (BETTI, 2002).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

05:58

Plano de aula: Introdução ao vôlei


Objetivos
- Desenvolver técnicas do vôlei.
- Reconhecer habilidades e dificuldades em si e nos colegas.

Conteúdo
Fundamentos básicos do vôlei (saque, manchete e toque).

Anos
2º ao 5º ano.

Tempo estimado
Sete aulas.

 

Material necessário
Papel, canetas, cartolinas, bolas grandes e macias (ou de vôlei), rede ou elástico esticado entre duas paredes, tabela de monitoramento (abaixo).

tabela de monitoramento

Flexibilização
Para alunos com deficiência física
Para incluir alunos cadeirantes proponha que o vôlei seja jogado com todos os alunos sentados em cadeiras e com a rede colocada em altura compatível. Quando o aluno cadeirante estiver avaliando os colegas, a partida pode ser jogada com os demais alunos em pé. Organize desafios com diferentes graus de dificuldade para o aluno - como jogar a bola com uma das mãos, depois com as duas ou fazer uma manchete - e amplie o tempo de realização de cada uma das etapas, caso julgue necessário.

Desenvolvimento
1ª etapa
Avalie o que as crianças já são capazes de fazer, dividindo a classe em grupos de três ou quatro alunos - que são os times. Siga estratégias criteriosas de constituição das equipes (misture meninos e meninas e crianças mais e menos habilidosas, por exemplo). Organize a aula de forma que seja possível realizar mais de um jogo simultaneamente. Ajuste o número de participantes de cada time de acordo com o tamanho da classe. Uma parte da turma será responsável pela avaliação dos colegas. Os alunos que estiverem nesse momento fora do jogo deverão anotar todos os contatos com a bola que um de colegas realizar. Para isso, deverão utilizar a tabela de monitoramento. Cada fundamento deverá ser registrado em papel. Antes da aula, confeccione tabelas para que cada aluno faça seus registros sobre o colega. Para diminuir a possibilidade de erros de avaliação, envolva-os na construção dos critérios que acharem mais adequados para o que chamarão de "certo" e "errado". Inverta os papéis de jogadores e avaliadores. Ao fim desse diagnóstico, planeje os próximos passos da sequência didática com base nos conhecimentos prévios de seus alunos.

2ª etapa
Organize aulas em que os aspectos mais desafi adores do vôlei possam ser trabalhados e aperfeiçoados. Organize um jogo, em que cada aluno, de posse de sua tabela de monitoramento (avaliação realizada pelo colega na primeira etapa), deverá identifi car quais são suas dificuldades. Supondo que ele constate que suas manchetes são ainda pouco frequentes e a proporção de erro ainda é alta, proponha um critério de pontuação diferente para cada manchete que esse aluno fi zer. Se um fundamento qualquer vale um ponto, toda vez que o aluno realizar uma manchete, sua possibilidade de pontuação duplicará. O objetivo é envolver os alunos na sua própria aprendizagem.

3ª etapa
Divida o espaço disponível de modo que quatro ou seis times joguem ao mesmo tempo e organize o ambiente por fundamentos. Combine com a turma que cada time vai treinar um fundamento. O fundamento combinado valerá determinado ponto pela simples realização ou tentativa de executá-lo. Esse jogo pode ser realizado em três aulas. Se achar necessário, amplie o número de aulas da sequência.

Avaliação
Retome os procedimentos do diagnóstico. Reorganize os times e os avaliadores para identificar os avanços e discuta com os alunos esses resultados. Também vale fazer as suas anotações sobre os alunos em situação de jogo. Compare os resultados do diagnóstico com a avaliação. O número de fundamentos realizados, a habilidade de manter a bola em jogo e os acertos e os erros mostrarão a evolução da turma. Houve avanços? Quais foram eles?

Consultoria: Rodrigo Paiva
Professor de Educação Física e mestre em Psicologia da Educação

05:54

O que priorizar na Educação Física para 1º e 2º anos?


As crianças dessa etapa de ensino estão em pleno vigor de seu desenvolvimento psíquico, físico e motor.

Como explica o professor Fábio D'Angelo, selecionador do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10, elas chegam à escola com um repertório de cultura corporal do movimento que pode ser usado como ponto de partida para o planejamento.

Na hora de organizar as aulas, leve em conta esses conhecimentos que podem ser socializados e programe atividades em que a turma trabalhe habilidades motoras, capacidades físicas e orientações espacial e temporal.

Evite exercícios mecânicos e automatizados.

Priorize o jogo, a brincadeira e o lúdico.

Pular corda, por exemplo, é uma maneira de trabalhar coordenação, resistência e força.

Jogos com bola, atividades rítmicas e danças são outras ideias.


05:51

Plano de Aula: como analisar o esporte sob a perspectiva cultural


Introdução


Em um bar, ex-jogadores de futebol se encontram para relembrar histórias do tempo em que ainda atuavam como profissionais. Entre episódios tristes, engraçados e reflexivos, eles traçam um panorama do esporte mais popular do Brasil sob o olhar ingênuo do passado. "O grande barato de Boleiros - Era uma Vez o Futebol... é valorizar o futebol na nossa cultura", afirma Fábio Luiz D'Angelo, coordenador pedagógico do Instituto Esporte & Educação, em São Paulo. Ele reflete que há no esporte atualmente uma valorização demasiada do profissionalismo, enquanto o prazer e a diversão ficam em segundo plano.

Objetivo
Analisar o futebol por uma perspectiva cultural e com base nos elementos que o compõem, como os próprios jogadores, os técnicos, os jornalistas esportivos e os torcedores.

Conteúdos
História do futebol brasileiro e formas como ele era jogado e aprendido antigamente.

Trechos selecionados
Uma cena marcante do filme está no episódio contado por um dos ex-jogadores sobre um menino pobre que ganha a chance de treinar com ele em uma escolinha, onde era treinador. Enquanto os outros garotos aprendiam driblando cones, ele já sabia todos os passes (30m00s a 39m35s). Esse episódio é contado por um ex-jogador do São Paulo Futebol Clube e chama a atenção justamente por trazer uma criança como protagonista.

Atividade
Exiba o trecho destacado e, em seguida, organize um debate com os alunos sobre como se aprende a jogar futebol hoje e como era antigamente. Comente que o futebol não se aprende só com táticas e treinos técnicos, mas também entre amigos. Na quadra, apresente brincadeiras tradicionais com a bola, como bobinho, artilheiro e caixote, e estimule o prazer de jogar apenas pela atividade física.

Avaliação
Incentive a troca de experiências entre os alunos sobre as brincadeiras que eles conhecem que envolvem o futebol e verifique se ampliaram seu universo futebolístico. A avaliação pode ser feita então pelo envolvimento em um jogo em quadra.

Professor Fábio Luiz D'Angelo
coordenador pedagógico do Instituto Esporte & Educação, em São Paulo

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