Curso online de O Brincar e o Aprender na Educação Infantil

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

14:27

Coordenação Fina, Global e a Educação Física


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O crescimento físico observado nas crianças acontece de maneira muito rápida. O autor Marques (1979) fez uma divisão do desenvolvimento físico da criança em: Grandes Músculos e Motricidade Fina. Na presente revisão de literatura substituiremos o termo "Grandes Músculos" por Motricidade Global.

    Na motricidade Global, as crianças podem começar a pedalar um triciclo aos três anos e aos oito anos andar de bicicleta, já que, como já foi enfatizado o desenvolvimento físico da criança é acompanhado por um gradativo desenvolvimento neurológico. Durante a infância as crianças gostam de espaços abertos, com bastante liberdade para poderem correr e brincar a vontade. Assim como, gostam de freqüentar parques públicos para brincar de gangorra, balanços e escorregadores.

    Na Motricidade Fina, por conseqüência da dependência de uma progressiva integração e diferenciação de movimentos, a motricidade fina só se desenvolve, depois de a criança ter dominado os movimentos ligados aos grandes músculos (MARQUES, 1979).

    O desenvolvimento da motricidade é acompanhado ainda por aprendizagens que irão complementar e auxiliar habilidades finas, como: a distinção entre esquerda e direita, organização espaço-temporal, aumento dos lapsos de atenção concentrada, distinção do antes e depois, resistência a fadiga e a simbolização e reversibilidade do pensamento em suas relações com a linguagem.

    As habilidades motoras finas, como abotoar camisas e desenhar figuras, envolvem a coordenação de músculos pequenos e coordenação entre olhos e mãos. Estas habilidades permitem as crianças um maior senso de responsabilidade e cuidado pessoal. Aos três anos uma criança é capaz desenhar um círculo e uma pessoa rudimentar. Aos quatro anos a criança é capaz de recortar sobre uma linha, desenhar uma pessoa razoavelmente completa e fazer desenhos e letras grosseiras. E aos cinco anos, a criança é capaz de se vestir sem muita ajuda, copiar um quadrado ou um retângulo e desenhar uma pessoa mais elaboradamente que antes.

    Como regra geral as habilidades motoras amplas se desenvolvem mais cedo do que as habilidades motoras finas. Uma criança de seis anos, por exemplo, é capaz de correr e saltar bem, mas ainda não é muito habilidosa ao manusear um lápis ou cortar uma gravura. Quando crianças de seis anos usam um instrumento como a tesoura, todo seu corpo está envolvido no simples cortar uma simples gravura, ou seja, movimento da língua, e contração de músculos das costas e dos braços (BEE, 1977).

Capacidades coordenativas das crianças

    A educação física, como componente da educação da educação integral, assume uma importância vital no desempenho geral do sujeito. Estudos de diferentes autores (Piaget, Vigotsky, etc.) permitiram compreender a contribuição dos movimentos no desenvolvimento infantil e como ambos os processos, educação e desenvolvimento, se relacionam.

    Um programa na educação física bem estruturado desde as primeiras idades pode contribuir notavelmente para o desenvolvimento motor sem pretender acelerar este desenvolvimento. Porém, para exercer esta influência sem o perigo de cometer erros no processo de ensino, todo educador deve alimentar-se da informação necessária sobre a evolução do desenvolvimento, seus avanços e retrocessos.

    Capacidades coordenativas gerais e a capacidade de regulação dos movimentos manifesta-se sempre que a criança regula suas ações. O adulto pode fornecer indicações verbais para a criança em determinados momentos, porém na execução da ação, a própria criança é quem deve regular seu movimento de acordo com a distância a que está colocado o objeto. Somente se for necessário, o adulto sugere à criança aproximar-se ou afastar-se do objeto, abstendo-se de ser ele quem mexa no objeto para que a criança tenha sucesso. Uma interferência inadequada por parte do adulto pode limitar a aprendizagem da criança, além de afetar o desenvolvimento desta capacidade. A importância deste exemplo é o fato de, precisamente, ser a criança quem regula a ação, e não o adulto.

    A criança é um ser dinâmico, cheio de indagações espontâneas e com múltiplas habilidades físicas, sua habilidade motora é utilizada para expansão do seu desenvolvimento onde o jogo é seu meio de comunicação e aprendizagem.

* MARQUES, Juracy C. Compreensão do comportamento: ensaio de psicologia do desenvolvimento e de suas pautas para o ensino. Porto Alegre: Globo, 1979. 266 p.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

10:17

6 livros sobre Educação Física Escolar

http://sites.uem.br/tabagismo/copy_of_imagens/livro-capa

Muitos profissionais de Educação Física na escola tem seus próprios caminhos para desenvolver o seu trabalho. Esse é um dos motivos que justifica ultimamente tantos lançamentos de livros sobre o assunto. Para facilitar o acesso desse material para o profissional, separamos alguns livros que ajudam no conhecimento de diferentes modalidades.

Livro - Educação Física Escolar: O Que, Quando e Como Ensinar

terça-feira, 5 de agosto de 2014

04:53

Papel do professor de Educação Física na motivação dos alunos

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Educação Física é vista muitas vezes na escola como uma disciplina que serve apenas para prática de atividades lúdicas, recreação e práticas desportivas, mas não como uma disciplina que ensina a criança a conhecer o próprio corpo, ter bons hábitos de higiene e manter um corpo saudável. Uma criança ativa, provavelmente, será um adulto ativo e, conseqüentemente, uma pessoa livre de problemas cardiovasculares, entre outros.

Uma Educação Física motivadora, alegre, com a participação ativa de todos em diferentes situações de expressão, de relacionamento com outras pessoas, é por si só incentivadora do hábito da prática regular de atividades físicas. É importante o professor procurar reforçar o processo de conscientização dos valores de uma prática permanente da Educação Física, mostrando e debatendo as implicações que concernem aos enfoques físico, cognitivo, afetivo e sociocultural.

O aluno motiva-se quando o conhecimento transmitido pelo professor de Educação Física tem algum significado para ele, ou seja, o conteúdo satisfaz algumas de suas necessidades e esta em congruência com o objetivo que se pretende alcançar.

Portanto, é responsabilidade do professor de Educação Física proporcionar momentos de sucesso e prazer aos alunos, condições favoráveis ao desenvolvimento da amizade; desenvolver atividades recreativas, alterando, se possível, o local da prática, variando sempre as atividades e evitando atividades que enfatizem demasiadamente a vitória.

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