domingo, 27 de setembro de 2009

16:34

Livros que um professor deve ter

16:05

Educação Física escolar como base


A Educação Física, pela suas possibilidades de desenvolver a dimensão psicomotora das pessoas, principalmente nas crianças e adolescentes, conjuntamente com os domínios cognitivos e sociais, deve ser disciplina obrigatória nas escolas primárias e secundárias, devendo fazer parte de um currículo longitudinal. Não se deve tratar a Educação Física com descaso. É vergonhoso ver jogos, gincanas e competições substituírem verdadeiras aulas de Educação Física. Isso é muito bom para privilegiar quem tem habilidades motoras acima da média privilegiando uns em detrimento de outros. Onde fica a grande maioria que não possui essa tal habilidade? Na torcida? Aplaudindo?

 A qualidade nas aulas de educação física

Para que as Instituições de Ensino possam zelar pela qualidade de suas aulas, num primeiro momento necessitam realmente acreditar que a Educação Física escolar deve ter o mesmo grau de importância das demais disciplinas que compõe o ensino. Devem compreender a real contribuição da Educação Física para a formação dos jovens.  Num segundo momento, contratar profissionais que além de se enquadrarem a proposta pedagógica da escola, privilegiem uma educação física onde o  movimento humano seja um meio de crescimento e, não um fim em sí mesmo.

De modo que a Educação Física possa contribuir para a melhoria da nossa sociedade, existem  algumas referências, pelas quais deve:

 - Promover os seus beneficiários com o desenvolvimento de habilidades motoras, atitudes, valores e conhecimentos, procurando levá-los a uma participação ativa e voluntária em atividades físicas e esportivas ao longo de suas vidas;
 - Ser ministrada numa ambiência de alegria, em que as práticas corporais e esportivas sejam prazerosas;
 - Propiciar vivências e experiência de solidariedade, cooperação e superação;
 - Valorizar práticas esportivas, danças e jogos nos conteúdos dos seus programas, inclusive as atividades que representam a tradição e a pluralidade do patrimônio cultural do país e das suas regiões;
 - Ser meio de desenvolvimento da cidadania nos beneficiários e de respeito ao meio ambiente.

A importância do Conselho Regional da Educação Física

Os Conselhos Regionais de Educação Física como nossos representantes bem próximos, são de extrema importância para a melhoria da qualidade da nossa Educação Física, não só das academias, mas também nas escolas. Todas as profissões devem ser disciplinadas e ter uma entidade forte para trazer conquistas para a categoria.

A Educação Física por muito tempo ficou relegada ao segundo plano nos currículos escolares. Com o fortalecimento da Entidade que nos rege, sem sombra de dúvidas a Educação Física será fortalecida e mais valorizada.

O profissional da Educação Física - um profissional da saúde

A Educação Física no exercício da Educação para a saúde tem como função desenvolver hábitos nas pessoas de prática regular de atividades físicas. Atuando preventivamente na redução de enfermidades relacionadas com a obesidade, diabetes, a hipertensão, patologias cardio-respiratórias, osteoporose, algumas formas de câncer e depressões, contribuindo para a qualidade de vida de seus participantes.

Através do respeito a leis biológicas de individualidade, do crescimento, do desenvolvimento e da maturação humana, a Educação Física vai desenvolver em seus alunos o respeito pela sua corporeidade e das outras pessoas, percebendo e compreendendo assim, o papel real da atividade física realizada desde a infância na escola como meio de promoção e manutenção da saúde.

 A Educação Física, LDB e os parâmetros curriculares nacionais

A Educação Física dentro dos novos parâmetros curriculares, contribui como elemento fundamental na formação de cidadãos críticos, participativos e com responsabilidade social.

Uma das metas da Educação Física no momento atual é promover a autonomia dos grupos e, no jogo, valorizar o universo da cultura lúdica. A cooperação, a inclusão social, a participação de todos, a criatividade e a diversidade cultural, aprendizagem e lazer, prazer e qualidade de vida são temas que estão sendo discutidos dentro das novas abordagens da Educação Física.

Sem dúvida nenhuma, passamos por um momento de ebulição teórica, com diversas propostas, contudo o que realmente importa, é que o professor esteja aberto às mudanças e que tenha a coragem de vivenciá-las juntamente com seus alunos.

Autores: Dr. Rogério da Cunha Voser e Esp. João Gilberto Giusti

16:03

Inclusão na Educação Física Escolar


Existem muitas discussões sobre a importância da inclusão e integração do aluno com necessidades educativas especiais, no âmbito da escola regular e nas aulas de Educação Física. Hoje no contexto social em que vivemos as pessoas com necessidades educativas especiais, são considerados incapazes e ineficientes.

    Olhando em um novo paradigma, a pessoa com necessidades educativas especiais tem que ser vista e aceita pelas suas possibilidades e não pela suas incapacidades.

    Depois da família a escola é o espaço fundamental para o processo de socialização da criança. No caso específico da Educação Física é necessário que os profissionais envolvidos com a Educação Física adaptada produzam conhecimentos que tragam contribuições para modificar o contexto social que vive as pessoas com deficiência. Para Carmo (2002), cada vez menos pessoas estão sendo envolvidas nas aulas de Educação Física, isto é, tendo oportunidades somente aqueles que são mais aptos, os melhores e os mais próximos do mundo dos iguais.

    A Educação Física vem resgatar uma educação para todos, principalmente no que se refere aos alunos que apresentam necessidades especiais permanetes ou não. Dando oportunidades ao aluno, com necessidades educativas especiais de conhecer suas possibilidades e vencer seus limites, facilitanto a sua participação sempre que possível nas aulas de Educação Física, promovendo a interação entre todos os alunos.

    No primeiro capítulo tratamos da questão da deficiência ressaltando sobre a importância do corpo, os tipos de deficiência, físicas, visuais, auditivas, mental e a deficiência múltipla. Já no segundo, abordamos a questão da inclusão ressaltando a importância de incluir e integrar o aluno com necessidades educativas especiais no âmbito da escola regular. No terceiro apresentamos propostas de atividades inclusivas e muitas que podem ser adaptadas para melhor incluir o aluno com necessidades educativas especiais nas aulas de Educação Física.


1. A questão da deficiência

    Pensar sobre as possibilidades do corpo é refletir sobre o ser humano e sua condição de se comunicar por meio do movimento, expressão, gestos, da fala, do olhar, do toque, é tratar de todas as posses que ele nos oferece. (GAIO e PORTO apud MARCO, 2006).

    Para Gaio e Porto (apud MARCO, 2006) o que diferencia os seres humanos dos outros seres que habitam este planeta é o fato de termos um corpo com tantas possibilidades. Pensar, sentir, agir, criar, dialogar, relacionar-se e entre tantas outras particularidades, sendo capaz de se adaptar as mais diversas situações da vida.

    Meneghetti (2004, p. 105 apud GAIO e PORTO in MARCO, 2006 p. 11), refletindo sobre a constituição do ser humano diz: "o corpo é o todo. É no corpo que somos o que somos. É nele que nossa individualidade se apresenta e, ao mesmo tempo, é na sua integralidade que nos apresentamos inteiro".

    Sobre esse corpo complexo que cada ser humano é, Sant' Anna (2001, p. 3 apud GAIO e PORTO in MARCO 2006 p. 11) diz:

Território tanto biológico quanto simbólico, processador de virtualidades, campo de forças que não cessa de inquietar e confortar, o corpo talvez seja o mais belo traço da memória da vida. Verdadeiro arquivo vivo, inesgotável fonte de desassossego e de prazeres, o corpo de um individuo pode revelar diversos traços de sua subjetividade e de sua fisiologia, mas, ao mesmo tempo, escondê-los.

    De acordo com Gaio e Porto (apud MARCO 2006) o corpo é, assim, presença constante na vida de cada ser humano, desde o nascimento até a morte; pelo fato de estar sempre em construção e transformação advindas das experiências vividas de cada um, dificilmente o corpo chega a ser conhecido de modo tal.

    Considerando os seres humanos como corpos, aqueles que apresentam incompletos em sua estrutura biológica são denominados de deficientes. São considerados incapazes e ineficientes diante do mundo de trabalho, do espaço da educação e do direito do convívio com seus pares em momento de lazer. (GAIO e PORTO apud MARCO, 2006).

    Esses corpos deficientes apresentam ausência de membros, olhos e ouvidos com funcionalidade baixa, medulas lesionadas, capacidade intelectual bem pequena. São corpos que nasceram ou adquiriram incapacidades para andar, falar, ouvir, enxergar e raciocinar. Deve ser foco da nossa atenção não somente discutir sobre esses corpos, mas como melhor entendê-los e atendê-los. (GAIO e PORTO apud MARCO, 2006).

    Acredita-se que ser um corpo deficiente em um novo paradigma é ser visto, aceito admirado e aplaudido pelas suas possibilidades e não pelas suas ausências e incapacidades. (GAIO e PORTO apud MARCO, 2006).

    Gaio e Porto (apud MARCO, 2006) nos trás a idéia de que as diferenças devem ser encaradas hoje como positivas e de fundamental importância na construção da identidade social dos seres humanos, pois contribui para uma vida de respeito, aceitação, acolhimento, companheirismo e reconhecimento.

    Zacharias (2007) diz que, existem vários tipos de deficiência, abaixo temos o modelo clínico combinado ao educacional:

Intelectuais: Superdotados; deficientes mentais: educáveis, treináveis, dependentes.
Desvios físicos: Deficientes físicos não sensoriais; deficientes físicos sensoriais: deficientes auditivos, deficientes visuais.
Psicossociais: Alunos com distúrbios emocionais, alunos com desajustes sociais.
Deficiência múltipla: Alunos com mais de um tipo de desvio
.


1.1. Tipos de deficiência

    De acordo com o Ministério da Educação e do Desporto/ Mec (2007), essas são as classificações dos tipos de deficiência:


    1.1.1. Deficiência física

    "Variedade de condições não sensoriais que afetam o indivíduo em termos de mobilidade, de coordenação motora geral ou da fala, como decorrência de lesões neurológicas, neuromusculares e ortopédicas, ou ainda, de más-formações congênitas ou adquiridas".

    Costa (1992 apud UFRGS, INDESP, 1996) afirma que deficiência física é "toda e qualquer alteração no corpo humano, resultado de um problema ortopédico, neurológico ou de má formação, levando o indivíduo a uma limitação ou dificuldade no desenvolvimento de uma tarefa motora".
 

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

04:13

Educação Física infantil como carreira


Reportagem falando sobre a educação física infantil como carreira:

"Faz tempo que os idosos já aprenderam a caminhar, fazer musculação e ganhar energia, qualidade de vida e longevidade com a atividade física. Entre jovens adultos, a malhação orientada também não é mais uma moda. Tornou-se algo essencial para manter o ritmo e controlar o estresse. O novo desafio para quem escolhe a carreira na Educação Física agora é a criança, um ser em formação que exige ainda mais conhecimento e criatividade na hora de suar a camiseta.

Na licenciatura (voltada para o ensino formal) ou no bacharelado (demais áreas), o profissional integra a área da saúde, mas só este ano passou a integrar o Sistema Único de Saúde.

– É o fim de um preconceito e a abertura de um novo campo de trabalho aos profissionais – comemora Jeane Marques Cazelato, presidente do Conselho Regional de Educação Física, que registra aproximadamente 12,6 mil profissionais gaúchos.

Como futuro integrante do Programa da Saúde da Família (PSF), o profissional de Educação Física pode agora ser contratado por prefeituras, e atuar na indicação de atividades para combater doenças. Conforme o presidente da Associação dos Profissionais de Educação Física do Estado, Luiz Augusto Alves de Paula, as contratações ainda são tímidas no Estado.

– É um campo novo ainda, mas de futuro. Temos ainda outros desafios pela frente como conquistar mais espaço em escolas, nas primeiras séries, onde a educação física ainda não é obrigatória – diz."

Fonte: Clique aqui!

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