quarta-feira, 19 de abril de 2017

07:15

Educativos para bandeja no Basquete

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No basquete, esse fundamento tem por objetivo aproximar ao máximo seu executor da cesta. É realizado em duas passadas e a bola é largada próxima ao aro, durante a fase aérea da segunda. A primeira passada é curta e a segunda é o impulso para cima.

A bola deve permanecer em uma das mãos, sendo que a outra a apoia levemente para conferir segurança ao movimento. Normalmente, os atletas destros fazem a primeira passada com a perna direita e dão impulso com a esquerda. Então, o joelho direito sofre pequena elevação. A mão utilizada para largar a bola na cesta será a direita.

100 atividades para aulas de Basquete

Os executantes canhotos comumente empregam os segmentos corporais opostos. A origem do fundamento é imprecisa. Podemos apenas inferir que, no passado, os jogadores não se deslocavam driblando, devido ao peso da bola.

Abaixo veja 4 educativos para usar para melhorar esse fundamento no basquete:


Jogo: 1. Divide-se a turma em 2 grupos distintos que ficam dispostos nas laterais da quadra. Numera-se (ou nomea-se como quiser) cada aluno de um grupo com os mesmos números correspondentes do outro grupo. Ao sinal do professor (o número citado), estes alunos deverão correr ao centro da quadra, pegar a bola driblar até a área escolhida para a execução da bandeja e jogar a bola na tabela. Quem colocar a bola ao centro primeiro após o arremesso (em tabelas diferentes), marcará um ponto para sua equipe.

Jogo 2. As equipes nos fundos da quadra, ao sinal devem correr e pegar as bolas que estarão dispostas na linha central da quadra. E voltam para sua tabela quicando a bola e em seguida começam a arremessar. Um membro de cada equipe deve ficar perto da tabela do adversário e contar quantas bandejas foram feitas. A equipe que conseguir fazer mais bandejas ganha.
Obs: As bolas devem ser em número ímpar para estimular a concorrência do maior número de bolas, ou seja, um aluno pode ficar com duas ou nenhuma bola.

Jogo3. Em forma de estafeta (fila indiana), duas filas ,e em forma de competição, o primeiro aluno da fila com uma bola executa o arremesso, recupera a bola e entrega para o próximo da fila. Ganhará a fila que fizer primeiro 10 pontos. Pontuação: 0 pontos=tocara bola na tabela ; 1 ponto=tocar a bola no aro; 3 pontos=converter a cesta.

Jogo4: Divide o grupo em dois times. Distribui-se arcos numerados dentro e fora da área restritiva, dentro dos quais, as equipes deverão arremessar. Cada arco terá uma pontuação pré-estabelecida. O primeiro de cada equipe inicia na posição mais fácil (1) se acertar passa para a (2) e o próximo da fila recomeça na (1). Os alunos vão progredindo de posição em posição. Se errar o aluno deve ir pro fim daquela fila (posição) em que está e se vencer progride de arco. Ganha a equipe que conseguir vencer a equipe toda em todas as posições. OBS: É demorado este jogo.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

06:29

Psicomotricidade como facilitadora de aprendizagem

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A psicomotricidade ocupa um lugar importante na educação infantil, sobretudo na primeira infância, em razão de que se reconhece que existe uma grande interdependência entre os desenvolvimentos motores, afetivos e intelectuais. A psicomotricidade é a ação do sistema nervoso central que cria uma consciência no ser humano sobre os movimentos que realiza através dos padrões motores, como a velocidade, o espaço e o tempo.


A harmonia do desenvolvimento com todos os seus componentes é tão importante quanto a aquisição de tantas performances numa determinada idade, ou de tantos centímetros.. Não se trata para a criança de realizar uma corrida de obstáculos, o mais rapidamente possível, mas desenvolver  seu corpo e sua mente de maneira equilibrada. Entretanto, no momento em que certas aquisições, tais como a linguagem, por exemplo, se desenvolvem rapidamente, os progressos em outras áreas estacionam: é preciso compreender que a criança não pode centrar seus esforços em todos os setores ao mesmo tempo.

Vamos acompanhar como e o desenvolvimento infantil em diferentes idades

. No nascimento: o recém-nascido apresenta particularidades surpreendentes. Incapaz de movimento voluntário organizado, apresenta reações automático-reflexas bastantes complexas;

. A partir do 1º mês: segue as coisas pelo olhar, parece distinguir muito precocemente certas formas e cores e apresenta uma reação de atenção exata ao olhar do outro, deixando de chorar quando alguém se aproxima, havendo uma reação entre a criança e o ambiente humano, fazendo com que se situe precocemente a socialização;

. No 2º mês: ele segue com  os olhos uma pessoa que se desloca e começa a sorrir aos rostos familiares, emite sons vocais, brinca com suas mãos, as examina, fazendo com isso interessar-se pelos personagens humanos e por si mesma;

. No 3º mês: estabelece a primeira comunicação através do sorriso recíproco e se não faz ainda gestos intencionais, sai do estágio de reflexo;

. No 4º mês : começa a tocar, manipular os objetos, aproximando-os para pegar, esconde o rosto, ri alto, volta a cabeça para olhar uma pessoa que o chama, começando a orientar-se no espaço;

. No 5º mês: pega o objeto que esteja ao seu alcance, manipula-o, consegur conservar-se quando sentada com apoio. A visão do mundo muda quando senta-se e ao desenvolver a apreensão, podendo a partir daí ver o conjunto do corpo do outro e chegar a exploração espacial;

. No 8º mês: joga os objetos longe. Neste mês a presença e ausência, as aceitações e a rejeição têm muita simbolização, a criança estabelece a permanência do objeto e de si mesma, atingindo uma fase importante. A crise de angústia aparece quando sua mãe não está perto ou quando se apresenta no lugar da mãe um rosto estranho quando não a satisfaz. A presença da mãe é agora desejada mesmo fora dos momentos de necessidade. Sua presença não é mais a de alguém, como no 3º mês, mas personalizada e identificada;

.No 9º mês: há instituição da memória, da percepção do afastamento, do fora de alcance. Pega os objetos escondidos à sua frente. A primeira palavra serve para dar nome a tudo; 

. No 10º mês: se coloca em pé sozinha, bebe com um copo, repete um som ouvido e interrompe um ato ao ouvir uma ordem. O desenvolvimento subsequente mostrará, com o desenvolvimento da marcha e da linguagem, a automatização cada vez maior do sujeito e do domínio do espaço físico e simbólico. 

. Aos 21 meses (1 ano e 9 meses), dará nome a duas imagens, constituindo frases de muitas palavras. É nesta idade que se adquire definitivamente a noção de totalidade corporal;  as partes do corpo são contudo, designadas em um desenho aos 26 meses  .

. Aos 2 anos : começa a realizar exercícios, diariamente conseguindo através deles a fixação e, mais tarde, a mecanização de movimentos recentemente aprendidos, como o andar e o adestramento manual. Alcança também o controle dos esfíncteres. Seus movimentos associados persistem;

. Aos 3 anos: a atividade manual apresenta-se com maior exatidão, os gestos são cada vez mais diferenciados e persistem o aperfeiçoamento da coordenação visomotora. Já segura o lápis com mais preensão;

. Aos 4 anos: a criança aprende a manejar a tesoura. Não há ainda a dissociação manual, e as dissociações digitais ocorrem nos movimentos de preensão delicados, em forma de pinça, alcançados normalmente, durante o ano e em tarefas em que dedos tenham valor conjunto ou sejam dissociados de fina precisão.  Algumas tarefas do jardim de infância requer do pré escolar movimentos delicados dos dedos, que exigem independência entre uns e outros, ela se realiza por meio de grande esforço, imprecisão e fadiga imediatamente. A etapa pré escolar que começa aos 4 anos, é na realidade, em período de maturação intelectual e motor, na qual se apóiam as duas funções esboçadas nos 3 primeiros anos. A aquisição da precisão de movimentos é realizada de uma forma lenta. Esta lentidão é mais acentuada no começo da etapa pré escolar, dos 4 aos 5 anos, porque constitui um meio de controle voluntário dos movimentos impulsivos sob cujo domínio o dinamismo manual em, atividades de pouco deslocamento (recorte, colorido, etc...) Não pode estar bem dirigido.

. De 5 a 6 anos: os controles que a criança já conseguiu adquirir e afirma-se pelo exercício dão lugar às complexas tarefas escolares, nas quais as simultaneidade de movimentos exigidos, solicitará dela um esforço enorme de caráter psicomotor, em que a atenção terá um papel tão importante quanto as capacidades motoras;

. Criança de 6 anos: os termos direita e esquerda já conseguem ser identificadas.;

. Aos 12 anos: a discriminação direita e esquerda tem íntima relação com o quociente de inteligência e com a idade. A maturação da noção direita-esquerda no esquema corporal é requinto para a orientação direita-esquerda exata no espaço e para criar os hábitos direcionais constantes, necessários para a criança dominar a leitura.

Os processos motores e sensoriais permitem à criança tomar consciência de seu próprio corpo e formar sua "imagem corporal" isto é, de se reconhecer como pessoa. O desenvolvimento sensorial é o meio essencial da tomada de consciência do meio ambiente. Portanto, usar atividades de psicomotricidade para facilitar todo esse desenvolvimento é um excelente recurso.
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terça-feira, 11 de abril de 2017

06:24

Educação Física Escolar e Fisiologia do Exercício: Uma proposta de Interdisciplinaridade.

 http://clinicareability.com.br/wp-content/uploads/2014/08/fisiologia-do-exercicio-menor-.jpg

Durante muito tempo a aula de Educação Física na escola foi vista como hora de lazer ou momento de trabalhar o corpo, desenvolvendo suas funções físicas, reforçando uma concepção dicotômica de corpo e mente.

Atualmente, por força legal, a Educação Física é considerada disciplina integrante do projeto pedagógico da escola.

Hoje em dia, novas discussões no meio acadêmico e profissional estão modificando o paradigma da Educação Física Escolar e superando antigas concepções, sendo a interdisciplinaridade uma das propostas de maior repercussão nessas discussões.

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O trabalho interdisciplinar permite à Educação Física uma interação na construção do conhecimento na escola, fazendo uso de conteúdos inerentes à sua formação e articulando-os com as demais disciplinas curriculares.

Este artigo propõe colocar a Educação Física como parceira de uma equipe interdisciplinar buscando continuamente a investigação, pesquisa e descoberta de novos conhecimentos para proporcionar melhor formação ao educando, utilizando o exemplo da Fisiologia do Exercício, que é parte integrante dos estudos da Educação Física e apresenta vários conteúdos que podem ser trabalhados de forma articulada com as demais disciplinas do currículo escolar.

Inicialmente comentaremos a respeito da educação em função dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais); em seguida faremos algumas reflexões sobre o conceito de interdisciplinaridade e abordaremos a Educação Física Escolar tendo em vista a proposta do PCN. Ao final apresentaremos sugestões de interdisciplinaridade, articulando conteúdos da fisiologia do exercício com outras disciplinas.

Reflexões sobre educação à luz do PCN

A educação tradicional secundária, pautada na transmissão de conhecimento ao aluno pelo professor, sem a sua contextualização com o mundo ao seu redor, não está mais atendendo às exigências dos espaços de trabalho e das novas funções a serem desempenhadas na sociedade. Por exemplo, um caixa de supermercados que há alguns anos tinha como função registrar os preços dos produtos, hoje tem à sua disposição um computador onde pode dar informações referentes aos produtos e sua forma de pagamento, além de conhecer os diversos tipos de crediários; ele também contribui nas atividades de marketing da empresa junto aos clientes.

Estas habilidades não se aprendem na escola, nem no ensino médio ou profissionalizante,. já que as relações de produção no trabalho estão em constante mudança cabendo à escola formar um indivíduo apto a compreender as mudanças atuais e interagir com eficácia sobre as que estão por vir.

O PCN do Ensino Médio (Brasil, 1999) aponta preocupações em relação a isso: "A nova sociedade, decorrente da revolução tecnológica e seus desdobramentos na produção e na área da informação, apresenta características possíveis de assegurar à educação uma autonomia ainda não alcançada. Isto ocorre na medida em que o desenvolvimento das competências cognitivas e culturais exigidas para o pleno desenvolvimento humano passa a coincidir com o que se espera na esfera da produção".

Dentro dessa realidade, observamos a necessidade de mudanças nos modelos metodológicos existentes. O PCN diz que uma nova concepção curricular para o Ensino Médio, (Brasil, 1999) "deve expressar a contemporaneidade e, considerando a rapidez com que ocorrem as mudanças na área do conhecimento e da produção, ter a ousadia de se mostrar prospectiva".

É interessante proporcionar aos alunos oportunidades para desenvolver competências estratégicas indispensáveis as novas realidades. "De que competências se esta falando? Da capacidade de abstração, do desenvolvimento do pensamento sistêmico, ao contrário da compreensão parcial e fragmentada dos fenômenos, da criatividade, da curiosidade, da capacidade de pensar múltiplas alternativas para solução de um problema, ou seja, do desenvolvimento do pensamento divergente, da capacidade de trabalhar em equipe, da disposição para procurar e aceitar críticas, da disposição para o risco, do desenvolvimento do pensamento crítico, do saber comunicar-se, da capacidade de buscar conhecimento".(PCN, Brasil, 1999).

Dentro desse contexto, a resolução CEB nº3, de 26 de junho de 1998, que institui as diretrizes curriculares nacionais para o ensino médio, inclui a interdisciplinaridade entre os princípios que devem nortear a construção do conhecimento. Conforme o Art.6º, "Os princípios pedagógicos da identidade, diversidade e autonomia, da interdisciplinaridade e da contextualização serão adotados como estruturadores dos currículos do Ensino Médio". (Brasil 1999).



Alguns conceitos de Interdisciplinaridade

O conceito de interdisciplinaridade formulado por Heloisa Luck (1990) ressalta exemplarmente a sua importância na construção do conhecimento diante da nova realidade: "interdisciplinaridade é o processo que envolve a integração e engajamento de educadores, num trabalho conjunto, de interação das disciplinas do currículo escolar entre si e com a realidade, de modo a superar a fragmentação do ensino, objetivando a formação integral dos alunos, a fim de que possam exercer criticamente a cidadania, mediante uma visão global de mundo e serem capazes de enfrentar os problemas complexos, amplos e globais da realidade atual".

A partir desse conceito, deve-se trabalhar cada disciplina levando o aluno a perceber as inter-relações de seu conteúdo com o das outras disciplinas, para que ele adquira uma compreensão crítica das relações existentes na sociedade entre as pessoas, os sistemas e as conquistas decorrentes do conhecimento humano.

Para isso, a participação de todos os professores representantes das disciplinas é de fundamental importância na construção desse projeto, não basta querer ser interdisciplinar é preciso se perceber como tal.

Ivani Fazenda (1996) define bem essa necessidade quando diz que "o que caracteriza a atitude interdisciplinar é a ousadia da busca, da pesquisa: é a transformação da insegurança num exercício do pensar, num construir". Maria Elisa Ferreira (1996) também reforça a idéia de atitude : "interdisciplinaridade é uma atitude, isto é, uma externalização de uma visão de mundo que, no caso, é holística".

Educação Física Escolar e currículo

Desde sua inclusão no currículo escolar até os dias de hoje, a participação da Educação Física no contexto pedagógico vem sendo sempre discutida em relação aos seus conteúdos, a sua importância e a sua relação com outras disciplinas no projeto pedagógico, sobre o que e como ensinar e até mesmo a sua permanência.

Hoje, o PCN (Brasil, 1999) coloca, entre os principais objetivos da Educação Física no Ensino Médio, a compreensão do funcionamento do organismo e sua relação com a aptidão física, noções sobre fatores do treinamento em suas práticas corporais, estudos com perspectiva na cultura corporal e sobre atividade física como promotora de saúde. É possível trabalhar esses conteúdos de forma interdisciplinar, promovendo no estudante uma visão mais abrangente sobre a importância da Educação Física na construção da sua formação.

A lei nº 630 de 17/09/1851- incluí a ginástica no currículo escolar. Em 1882 a Educação Física recebe apoio nos pronunciamentos de Rui Barbosa: (citado por Tubino, 1996) "os sacrifícios de que dependem estas inovações parecem-nos mais que justificados, se é certo que a ginástica, além de ser o regime fundamental para a reconstituição de um povo cuja vitalidade se depaupera, e desaparece de dia em dia a olhos vistos, é, ao mesmo tempo, um exercício eminentemente, insuprivelmente da liberdade. Dando à criança uma presença ereta varonil, passo firme e regular, precisão e rapidez de movimentos, prontidão no obedecer, asseio no vestuário e no corpo, assentamos insensivelmente a base de hábitos morais, relacionados pelo modo mais intimo com o conforto pessoal e a felicidade da futura família; damos lições praticas de moral talvez mais poderosas do que os preceitos inculcados verbalmente".

Observamos no discurso de Rui Barbosa uma preocupação de caráter eugenista e higienista e da necessidade da formação de um povo "forte", sem vicios e que cultivasse hábitos saudáveis; observamos também a preocupação para a construção de um corpo dócil e disciplinado, pronto para receber e cumprir ordens; e Rui ainda faz uma critica às disciplinas teóricas, dizendo que o aspecto pratica da Educação Física reforça valores morais e normas de forma mais consistente que discursos teóricos.

Esses valores na Educação Física escolar permaneceram até o Estado Novo. Com a mudança do quadro político em 1930, o Brasil preparou-se para entrar no mundo industrializado e tinha a preocupação de levantar a auto-estima de seu povo e consolidar novos interesses políticos. Dentro desse contexto, o esporte é visto como uma das formas de passar para o mundo uma imagem de um país em ascensão.
A partir desse novo paradigma, o esporte passa a ter grande importância na Educação Física, e este na escola passa a funcionar como forma de detectar talentos para as seleções das diversas modalidades esportivas do país, assumindo um caráter de competitividade.

Com o inicio da Nova Republica e até nossos dias, a Educação Física vem tendo contornos diferentes nas escolas, não só por questões de interesse políticos ou classes dominantes, mas também por que a partir de 1980, varias pesquisas vêm sendo feitas nessa, área analisando a sua práxis metodológica e seus valores sócio-cultural, político e educacional.

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Segundo (Caparroz, 2000) "os anos 80 aparecem como o nascimento de concepções e práticas pedagógicas libertadoras, transformadoras, na perspectiva de desenvolver uma Educação Física voltada para o ser humano e não mais às necessidades do capital. As elaborações traziam em seu bojo uma nova proposta de Educação Física, totalmente diferente de tudo o que havia sido pensado ou experimentado, visto que a Educação Física que se tinha ate então só servia para a manutenção do status quo".


Contribuições da Fisiologia do Exercício no projeto de interdisciplinaridade da Educação Física Escolar

A Fisiologia do Exercício é uma área de conhecimento também estudada pela Educação Física e tem em sua estrutura teórica diversos temas que podem ser articulados com outras disciplinas.
A seguir, daremos alguns exemplos dessas possibilidades, como convite à comunidade docente a aprofundar os estudos e pesquisas em um projeto interdisciplinar.

Com a Física.

No estudo do movimento uniforme (progressivo e retrógrado). Por conceito temos que movimento progressivo é quando o móvel caminha em favor da orientação positiva da trajetória e seus espaços crescem. O retrógrado é quando o móvel caminha contra a orientação positiva da trajetória e seus espaços decrescem. Pode-se fazer uma caminhada com os alunos estabelecendo o ponto de partida e de chegada, discutindo estes conceitos com eles.

No calculo da velocidade média que é a divisão da distância pelo tempo, faríamos uma corrida onde demarcaríamos uma pista e, com a ajuda de um cronômetro, mediríamos o tempo e teríamos o cálculo da velocidade media.

A análise dos sistemas de alavanca pode ser ilustrada com os movimentos feitos pelo corpo para vencer uma resistência. Perguntas como: "por que para levantar um peso temos que flexionar os joelhos?" podem ser respondidas com a biomecânica.

Com a Geografia

No estudo da influência do tempo para a prática de exercícios poderemos discutir conceitos trabalhados na geografia, como: umidade relativa do ar, condições do tempo para a prática de exercícios em diversas regiões do país e do mundo.

Com a Biologia

No estudo do sistema energético aeróbico e anaeróbico, faríamos teste onde analisaríamos as sensações e os efeitos destes sistemas no corpo humano.
Questão-exemplo: Qual a importância dos carboidratos, proteínas e gorduras para a prática do exercício?

Com a sociologia

Podemos fazer um estudo da composição corporal dos alunos, refletindo sobre a importância de se ter um equilíbrio entre a massa gordurosa e a muscular no nosso corpo e faríamos uma análise das condições sócio-econômicas de nossa população e seus reflexos na saúde e estrutura do corpo dessas pessoas.

Esses são apenas alguns exemplos de atividades que podem ser desenvolvidas nas aulas de Educação Física, abordando temas ligados à Fisiologia do Exercício de forma articulada com outras disciplinas.

São apenas primeiros passos para uma reflexão maior sobre práticas metodológicas e o compromisso com a necessidade emergente de novas propostas pedagógicas adequadas à realidade atual, buscando desenvolver o espírito investigativo no aluno de forma que, ao sair da escola, esteja apto a interagir no mundo, percebendo-o de forma critica.

____________________________
Claudiney André Leite Pereira é professor do ensino médio da Secretaria de Educação do Estado da Bahia, licenciado em Educação Física, pela Universidade Federal da Bahia, especialista em Metodologia do Ensino da Educação Física, pela Universidade do Estado da Bahia, especialista em Fisiologia do Exercício pela Gama Filho


Referências Bibliográficas

BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília Ministério da Educação, 1999.

CAPARROZ, Francisco Eduardo. Entre a Educação Física na escola na escola e a Educação Física da escola: A Educação Física como componente curricular. Vitória, UFES, Centro de Educação Física e Desporto Ltda. 2000.

Coletivo de autores. Metodologia do ensino da Educação Física. São Paulo, Cortez, 1992.

DEMO, Pedro. A nova LDB: Ranços e Avanços. Campinas, São Paulo, Papirus, 1997.

FAZENDA, Ivani. Interdisciplinaridade: definição, projeto, pesquisa.In: FAZENDA, Ivani (org). Práticas interdisciplinares na escola. São Paulo: Ed. Cortez, 1996.

FERREIRA, Maria Elisa. Ciência e Interdisciplinaridade. In: FAZENDA, Ivani (org). Práticas interdisciplinares na escola. São Paulo: Ed. Cortez, 1996.

FREIRE Paulo. Pedagogia do Oprimido, 17º Ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987.

LUCK, Heloisa. Pedagogia Interdisciplinar: fundamentos teóricos – metodológicos Petrópolis, Rj, Vozes, 1990.

MATOS, M.G. e NEIRA, M.G. Educação Física na Adolescência: construindo o movimento na escola. São Paulo: Phorte Editora, 1999.

NOGUEIRA, Maria Alice. Educação, Saber, Produção em Marx e Engels. São Paulo, Cortez, 1993.

RAMALHO Júnior, Francisco. Os Fundamentos da Física, 5ª Ed. São Paulo, Moderna, 1988.

TUBINO, Manoel José Gomes. O esporte no Brasil, do período colonial aos nossos dias. São Paulo, Ibrasa, 1996.

Wilmore, J.H. e Costill, L.D. Fisiologia do esporte e do exercício. 2º Ed. São Paulo, Manole, 2001.

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