Curso online de O Brincar e o Aprender na Educação Infantil

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

10:20

10 atividades físicas e os benefícios para crianças


natação; criança; atividade física (Foto: Thinkstock)

A violência urbana e o magnetismo da televisão e dos tablets atraem as crianças para o mesmo centro de gravidade: dentro de casa. Assim, não é raro que muitas troquem a brincadeira na rua por tardes inteiras entre os games de celular e a programação da TV a cabo. A consequência mais grave da falta de exercícios ainda é obesidade. Doenças vinculadas ao excesso de peso, como câncer, diabetes, doenças respiratórias e doenças no coração, causam 60% das mortes no mundo todo e têm exigido providências drásticas por parte das autoridades da área da saúde.

Para romper a barreira do sedentarismo, é importante que o seu filho tenha atividade física com hora marcada, pelo menos três vezes na semana. Escolha uma modalidade que desperte o interesse dele e deixe a competição para mais tarde: por enquanto, é hora de gastar energia e se divertir! Veja algumas atividades bacanas e os benefícios que elas trazem:

BALÉ
O balé expressa os sentimentos por meio da dança. O que é ótimo para crianças mais introvertidas, como uma ferramenta para vencer a timidez. Os movimentos trabalham alongamento, flexibilidade, postura, fortalecimento muscular e criam consciência corporal. As coreografias desenvolvem noção espacial, criatividade, musicalidade e coletividade, já que é preciso acompanhar os movimentos dos demais. As aulas podem começar a partir dos 3 anos de idade, no entanto, a regularidade do uso da sapatilha de ponta só pode acontecer aos 12. Isso porque os pés das crianças pequenas crescem com mais velocidade e o calçado pode alterar a formação dos pés.

CAPOEIRA
Apesar de ser uma luta, quase não há contato físico. Além de jogar, os capoeiristas aprendem a cantar e tocar, desenvolvendo ritmo e musicalidade. Defesa, alongamento, bons reflexos e coordenação motora estão entre os maiores benefícios, assim como tônus muscular e equilíbrio, graças aos movimentos com apoio nos membros superiores e inferiores. Sem falar é que uma maneira bacana e interativa de conhecer a cultura brasileira. A partir dos 5 anos, está liberado.

CIRCO
As atividades são lúdicas, despertam o lado criativo e treinam habilidades, como jogo de cintura e improviso. Sim, há movimentos mais desafiadores, como as manobras nos tecidos e os saltos no trapézio, que garantem fortalecimento muscular e flexibilidade. Por isso, é uma atividade que estimula a coragem e o desafio pessoal e requer orientação e equipamentos de segurança. O circuito acrobático, onde se aprende a dar cambalhotas, pode começar a partir dos 3 anos, mas é só depois dos 6 que as aulas com contorcionismos e saltos acontecem pra valer.

FUTEBOL
Coordenação motora, lateralidade, noção espacial, velocidade de reação e agilidade estão entre os maiores ganhos. Por causa das possíveis colisões, é importante que a criança jogue com outras da mesma faixa etária (que tenham o mesmo tamanho). Como os meninos e meninas crescem com uma grande pressão para terem bom desempenho no esporte-paixão-nacional, não estimule a competição, nem pressione por vitórias. Os maiores ganhos são o sentimento de pertencer a um time, de fazer um bom trabalho em equipe e de se divertir. A criança já pode calçar as chuteiras a partir dos 4 anos.

JUDÔ
Ele é mais do que um esporte: é uma filosofia de vida. Além de proporcionar uma série de benefícios físicos, como ganho de força muscular, alongamento e bons reflexos, também estimula o respeito pelo adversário e a disciplina. Crianças que são mais agitadas ou que ainda não sabem como usar a força da maneira correta ganham maior concentração e autocontrole.  A prática é recomendada a partir dos 5 anos, quando a criança está apta a aprender a maneira correta de cair, sem se machucar.

NATAÇÃO
Aposto que você cansou de ouvir que a natação é o esporte mais completo de todos. E é verdade. O exercício trabalha todos os grupos musculares na mesma proporção, sem impacto, melhora o alongamento e aumenta a capacidade pulmonar, já que o controle da respiração é imprescindível. A única contraindicação é para crianças com alergia ou otites (nesse último caso, tampões feitos sob medida devem resolver). Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, as crianças já podem aproveitar as aulas na piscina a partir dos 6 meses.

PATINAÇÃO NO GELO
Não tem tradição no Brasil (por motivos óbvios), mas vem ganhando espaço. Auxilia no desenvolvimento da coordenação motora, trabalha flexibilidade, agilidade, força e, sobretudo, equilíbrio. A alta velocidade e a superfície escorregadia podem acarretar quedas espetaculares, por isso é indispensável o uso de equipamentos de segurança, como joelheiras, cotoveleiras e capacete. Melhor esperar até os 7 anos.

PAREDE DE ESCALADA
Força, coordenação motora, determinação e um bocado de autocontrole são necessários para chegar até o topo. Como é preciso desenvolver uma estratégia, planejando o melhor caminho a fazer de acordo com disponibilidade de apoios para os pés, é ideal para crianças maiores, a partir dos 7 anos. Antes disso, pode causar um estresse desnecessário.

TÊNIS
A raquete trabalha os reflexos, a força e a coordenação motora. Os jogos podem até ajudar no aprendizado da matemática, já que a criança tem que saber contar os games. O único cuidado é exercitar também os membros inferiores, para evitar desproporções. A raquete deve acompanhar o tamanho da criança, que pode fazer sua estreia no esporte a partir dos 7 anos.

IOGA
Algumas academias já têm aulas direcionadas para crianças. Além do baixo risco de lesão, as diferentes posturas trabalham com alongamento, concentração e flexibilidade, fazendo com que se crie uma consciência corporal. A respiração também é treinada para acompanhar os movimentos. A partir dos 5 anos dá para ensaiar as primeiras saudações ao sol.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

04:58

Video: A importância da Educação Física Escolar

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

08:40

Como avaliar as habilidades motoras de um aluno

http://img.youtube.com/vi/ZzRAPXFE0rY/0.jpg

O professor que trabalha com Educação Fisica Escolar tem que reconhecer o estágio se encontra o padrão de desenvolvimento motor da criança. Böhme, 1988, propõe a descrição e problemas de alguns padrões de movimento como: andar, correr, salto horizontal, arremessar, receber. A esses, serão também relacionados outros como: chutar, volear, aparar e driblar (descritos conforme GALLAHUE, 2001) pela importância que apresentam para a prática de esportes culturalmente identificados em nossa sociedade.

    Andar: ato de se transportar de um local para outro sempre com um pé no solo. A criança no estágio maduro apresenta:

  1. Balanço alternado dos braços;

  2. Limitação da área de apoio para equilíbrio;

  3. Andar alongado e relaxado;

  4. Calcanhar e dedos com contato bem definidos ao pisar o solo.

    Problemas mais freqüentes:

  1. Caminhar na ponta dos pés sobre os dedos;

  2. Andar com os dedos voltados para dentro;

  3. Andar com os dedos voltados para fora;

  4. Coordenação imperfeita e arrítmica de pernas e braços;

  5. Postura e alinhamentos corporais deficientes;

  6. Elevação vertical excessiva;

  7. Área de apoio para equilíbrio muito larga.

    Para a superação dos problemas acima citados é sugerido o fortalecimento das musculaturas envolvidas, exercícios de coordenação e equilíbrio dinâmico.

    Corrida: modo excessivo de andar. Caracteriza-se por haver momentos em que os dois pés perdem o contato com o solo (fase aérea da corrida).

    Estágio maduro:

  1. A dimensão da passada é maior possível;

  2. As passadas são rápidas;

  3. Fase aérea definida;

  4. Perna de impulsão estendida;

  5. Braços balançam em oposição às pernas;

  6. Antebraços flexionados.

    Problemas mais freqüentes:

  1. Oscilação de braços inibidos ou exagerados;

  2. Os braços ultrapassam a linha média do corpo;

  3. Posição imprópria do pé;

  4. Inclinação exagerada do tronco à frente;

  5. Torção de tronco;

  6. Ação sem ritmo;

  7. Base total do pé no solo.

    Os problemas encontrados devem ser corrigidos através dos elementos componentes da aptidão física relacionadas à saúde e desempenho necessários para o movimento da corrida, como por exemplo: coordenação dos membros superiores e inferiores, flexibilidade, velocidade, agilidade de membros inferiores; resistência geral e tempo de reação.


https://fbcdn-sphotos-e-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash2/v/t1.0-9/575316_253166838113383_1736816176_n.jpg?oh=c0c0449ab47c6a5489f156e470ff2f77&oe=5512B4E0&__gda__=1428149831_d1e18840ed1dfaecc6ed3c6c0918f23e

    Salto horizontal: movimento explosivo de pernas que se caracteriza por saltar o mais distante possível, retirando o apoio dos pés simultaneamente do solo.

    Estágio maduro:

  1. Os braços estendem-se para trás na fase preparatória;

  2. Tronco flexionado na fase preparatória;

  3. Durante o salto os braços oscilam para frente e para cima, auxiliando na impulsão;

  4. Extensão dos ângulos do quadril, joelho e tornozelo, durante o salto;

  5. Ênfase dada na distância horizontal;

  6. O peso do corpo é levado para frente e joelhos flexionam na aterrissagem.

    Problemas mais freqüentes:

  1. Uso impróprio dos braços;

  2. Torção do corpo;

  3. Inabilidade para impulsionar os pés simultaneamente;

  4. Fase preparatória deficiente

  5. Movimento restrito de pernas e braços;

  6. Falha na extensão do quadril, joelhos e tornozelos no salto;

  7. Falha no equilíbrio do corpo na aterrissagem.

    Retificação e aperfeiçoamento do salto devem ser simultâneos ao desenvolvimento de fatores de aptidão relacionados com o movimento. Portanto devem ser trabalhadas coordenações de tronco, membros superiores e inferiores, flexibilidade, força explosiva e reação de membros inferiores.

    Arremessar: corresponde a habilidade de a criança jogar ou lançar algo com a mão.

    Estágio maduro:

  1. O abraço de arremesso é levado para trás na preparação;

  2. Perna e braços opostos são colocados à frente do corpo na preparação;

  3. Cotovelo do braço de arremesso é elevado e estendido horizontalmente para frente, no arremesso;

  4. O tronco inicia a rotação do lado do braço de arremesso para o lado oposto;

  5. O braço de arremesso gira e termina o movimento estendido para baixo e para frente;

  6. O ombro de arremesso desliza para frente;

  7. Tornozelos, pernas, coluna e ombros fazem rotação durante o arremesso;

  8. O peso do corpo na fase de preparação esta sobre a perna de trás e depois do arremesso na perna da frente.

    A eficiência do movimento dependerá da correção do movimento, conjuntamente com o desenvolvimento dos fatores de aptidão física necessários, como: coordenação óculo/manual, equilíbrio, força e potência de membros inferiores.

    Receber: compreende o uso das mãos de aparar objetos arremessados.

    Estágio maduro:

  1. Não impedir a recepção da bola;

  2. Olhos acompanham o trajeto da bola até as mãos;

  3. Braços ao longo do corpo e antebraços flexionados a frente do corpo;

  4. Os braços absorvem o impacto da bola;

  5. Os polegares estão opostos um ao outro;

  6. Mãos seguram a bola simultaneamente;

  7. Os dedos seguram mais efetivamente.

    Problemas mais freqüentes;

  1. Não controlar o objeto;

  2. Não conseguir apanhar o objeto;

  3. Manter os dedos estendidos e direcionados ao objeto;

  4. Não conseguir posicionar as mãos a altura da trajetória da bola;

  5. Inabilidade para variar o padrão de recebimento para objetos de diferentes pesos e tamanhos;

  6. Aproximar as mãos mais cedo ou mais tarde ao receber o objeto.

    Chutar: ato de fornecer força a um objeto dando a mesma uma trajetória.

    Estágio maduro:

  1. Braços oscilam em oposição um ao outro;

  2. Tronco se inclina durante acompanhamento;

  3. Movimento da perna que chuta se inicia no quadril;

  4. Perna de apoio se inclina e flexiona durante o contato;

  5. Aumento da extensão da oscilação da perna;

  6. Pé de sustentação fica sobre os dedos ou deixa a superfície totalmente.

    Problemas mais freqüentes:

  1. Inclinação do tronco para trás restrita ou ausente;

  2. Falha ao dar o passo à frente com a perna oposta;

  3. Tendência a perder o equilíbrio;

  4. Inabilidade com qualquer dos pés;

  5. Inabilidade de alterar a velocidade da bola chutada;

  6. Oposição de braços e pernas insuficiente;

  7. Falha ao usar a força do corpo para auxilio a força do chute;

  8. Falha ao tocar a bola ou não conseguir;

  9. Falha em posicionar a uma distância adequada da bola.

    Volear: ato de tocar na bola, utilizando um padrão manual acima da cabeça.

    Estágio maduro:

  1. Colocar-se sob a bola;

  2. Contato com a ponta dos dedos;

  3. Punhos mantêm-se firmes e braços acompanham;

  4. Conjunção de forças e utilização de braços e pernas;

  5. Capacidade de controlar a direção e trajetória pretendida da bola.

    Problemas mais freqüentes:

  1. Dificuldade em manter os olhos na bola;

  2. Dificuldade de acompanhar a trajetória da bola e de adequar os movimentos do corpo;

  3. Dificuldade para manter os dedos e pulsos firmes;

  4. Falha em estender todas as articulações ao tocar a bola;

  5. Dificuldade para tocar a bola com ambas as mãos concomitantemente;

  6. Dar tapas na bola;

  7. Posição inadequada do corpo sob a bola.

    Drible: quicar a bola com uma das mãos.

    Estágio maduro:

  1. Pés com pequeno afastamento, e o oposto posicionado a frente;

  2. Leve inclinação do tronco à frente;

  3. Controle de bola até a altura da cintura;

  4. Bola empurrada em direção ao solo com acompanhamento de braços, pulsos e dedos;

  5. Acompanhamento visual desnecessário;

  6. Controle direcional do drible.

    Problemas mais freqüentes:

  1. Dar tapas na bola;

  2. Aplicar força desnecessária ao tocar na bola;

  3. Falha em visualizar e acompanhar a trajetória da bola;

  4. Dificuldade em quicar com ambas as mãos;

  5. Dificuldade em quicar a bola sem visualizá-la;

  6. Acompanhamento insuficiente da bola;

  7. Dificuldade em movimentar-se com a bola sob controle.

Habilidades motoras relacionadas ao esporte

    As habilidades motoras relacionadas ao esporte são etapas de aperfeiçoamento dos movimentos fundamentais (estendem-se dos 7 (sete anos) aos 14 (quatorze anos)), espera-se que as os padrões de movimento da criança encontrem-se na sua maioria no estágio maduro, momento em que as habilidades motoras são refinadas, combinadas e elaboradas. São dividas em três estágios por apresentarem uma seqüência de desenvolvimento:

  • Estagio geral ou transitório (7 a 10 anos) - período em que a criança inicia a combinar e aplicar as habilidades motoras fundamentais para o desempenho futuro das habilidades relacionadas ao esporte.
  • Estagio de habilidades motoras específicas (11 a 13 anos) – aumenta a atividade cognitiva, e o adolescente apresenta maior interesse em práticas mais complexas. Condiz ao período de iniciação esportiva, com regras e estratégias onde os jovens deveriam entrar em contato com um grande número de esportes.
  • Estágio das habilidades motoras especializadas (14 anos em diante) – período em que o jovem já deveria ter vivenciado todos os tipos de habilidades motoras, de modo geral e específicas, apresentando condição de escolher entre diversos tipos de esporte e atividades físicas existentes os que mais lhe motivam a prática esportiva prazerosa.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

06:29

Plano de aula para atletismo na Educação Física Escolar

http://revistaescola.abril.com.br/img/ed-fisica/202-atletismo1.JPG

Objetivo(s) 

- Conhecer alguns elementos do atletismo como modalidade esportiva olímpica.
- Refletir sobre a questão do gênero nas modalidades esportivas.

Conteúdo(s) 

- Conceituação do atletismo.
- Jogos e situações próximas às da modalidade oficial.
- Competições oficiais e as diferenças de gênero.

 

Ano(s) 
4º e 5º

Tempo estimado Sete aulas.

Material necessário 

Cordas, garrafas PET com um pouco de água, giz, bambolês, cones, fita crepe, jornal, fita adesiva grossa, cabos de vassouras, caixas de papelão, barbante, cartolina ou papel pardo.

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Pergunte aos alunos o que eles conhecem sobre o atletismo. Em seguida passe um vídeo que mostre imagens de diversas provas, como esse e esse. Discuta o vídeo com os alunos, buscando construir um conceito sobre esse esporte. Deixe que se manifestem, complemente, corrija equívocos e responda às perguntas que surgirem. É importante ressaltar que a modalidade engloba diversas provas, a maioria individual. Agrupe-as para melhor entendimento dos alunos: corridas, saltos, arremessos e lançamentos, explicando que existem variações. As corridas, por exemplo, incluem as de velocidade de 100 e 200 metros, de revezamento, de obstáculos, com barreiras, maratona etc.

Escolha uma das provas em conjunto com os alunos ou faça uma sugestão, como a corrida de velocidade, que pode ser feita de uma extremidade à outra da quadra. Primeiramente, separe meninos e meninas explicando que nas modalidades de corridas oficiais essa é regra (esse será o único momento em que eles estarão separados). Depois, coloque-os para correr juntos, divididos em grupos mistos menores. Quem estiver esperando a vez fica responsável por marcar os tempos ou observar e anotar quem chega primeiro.

Em seguida, proponha um jogo no qual os estudantes são colocados em duplas. Cada dupla receberá uma folha de jornal que deverá ser levada ao colega parceiro - que se posicionará à sua frente, em sentido contrário ao dele e a uma distância que pode ser de uma lateral a outra da quadra (ou de uma linha de fundo a outra). A folha deve ser colocada em contato com o corpo, sem ser dobrada, ou segurada pelas mãos. Vence a dupla que conseguir fazer o trajeto primeiro. (neste caso, quem está com a folha leva para o parceiro, chegando ao lado oposto à sua posição inicial. O parceiro então, pega a folha e a leva para o outro lado, de onde saiu seu companheiro). A dupla que conseguir fazer essa troca de lugar levando a folha de jornal junto ao corpo andando rápido, mas sem correr, vencerá. Esse mesmo jogo poderá ser feito com mais estudantes, assim, a equipe que trocar de lugar primeiro, levando o jornal desse mesmo modo, vence o jogo.

Concluídas as duas atividades, organize uma roda de conversa e incentive todos a comentar as vivências, identificando o que foi aprendido e de que forma, ou a apresentar dúvidas. Fale sobre as diversas provas de corrida de velocidade e as características básicas delas: distâncias curtas, saídas baixas (com blocos de partida, para dar impulso) e velocidade como capacidade física fundamental. Incentive a discussão sobre a questão do gênero, sempre mostrando um olhar crítico, e incentive a superação de preconceitos. Comente sobre a corrida individual, por gênero e depois mista, perguntando como foi para os alunos essa vivência. Exponha as questões fisiológicas que permeiam as competições olímpicas que separam os atletas dessa forma.

2ª etapa 

Retome as atividades da aula passada, relembrando as características básicas das corridas de velocidade, e proponha a prática de um jogo - que deve ser comparado aos realizados anteriormente. Divida a turma em grupos mistos com aproximadamente oito integrantes cada. Se as equipes ficarem com o número desigual basta um aluno participar duas vezes. Organize-os em colunas distantes 2 metros uma das outras numa das laterais da quadra.

Um aluno do grupo fica do lado oposto da quadra e, ao seu sinal, sai em busca do colega que está no inicio da coluna à sua frente. Lá chegando, ele segura esse colega pela mão e os dois voltam para lado oposto da quadra. Os dois dão meia volta e buscam o próximo da fila, sem soltar as mãos. Ganha a equipe que se transferir mais rapidamente para o outro lado da quadra.

Terminado o jogo, reúna os estudantes num roda de conversa e peça que exponham suas reflexões sobre a prática e a construção do conhecimento acerca dela. Faça um comparativo com as características das corridas de velocidade e as de resistência, buscando levantar os elementos que caracterizam essa última: distâncias longas, saída alta (em pé) e resistência aeróbica como capacidade física principal.

3ª etapa 

Resgate as vivências realizadas nas aulas anteriores e, em seguida, pergunte o que as crianças sabem sobre o espaço onde ocorrem as competições de atletismo. Discuta o tema e proponha que todos juntos construam uma pista na quadra. Você pode propor a utilização de giz ou fita crepe para contornar o espaço e construir pelo menos duas raias. Outra opção é o uso de cones ou garrafas PET com água. Feitas as raias, explique que há diferença no comprimento da interna e que, por isso, quem está nela tem de largar de uma marca localizada mais atrás.

Proponha, então, uma corrida de velocidade entre os alunos nesse espaço. Se não for possível fazer várias raias, peça que alguns alunos marquem os tempos dos outros e anotem os nomes numa cartolina ou papel pardo para posterior análise. Nesse período, os que não estiverem participando devem realizar outra atividade. Depois, organize uma corrida de revezamento utilizando cabos de vassouras cortados ou canudos de jornal. Coloque-os em grupos mistos e ressalte a importância do trabalho em equipe.

No fim, forme uma roda de conversa para todos exporem as reflexões sobre as vivências e o que aprenderam com elas. Retome o cartaz com os nomes e os tempos para uma análise conjunta dos melhores tempos e equipes. Levante as razões dos resultados e a questão de ganhar e perder. Aponte se houve mais meninas que meninos com tempos melhores, incentivando o debate. Cada turma terá um cenário diferente. O importante é levar os alunos a analisar os resultados de forma crítica, observando as inúmeras questões que envolvem a competição e as diferenças de gênero. É possível que apareça uma menina mais rápida que todos os meninos ou não. A discussão é válida em ambos os casos para acabar com os preconceitos.

4ª etapa 

Recorde o que foi abordado nas aulas anteriores, comparando os dois tipos de corrida e suas características principais. Aponte para a importância da vivência na pista construída e proponha o uso dela para as corridas de resistência. Como seria possível utilizá-la tomando por base as características desse tipo de competição? Em cada turma surgirão ideias diferentes. Uma possibilidade é o jogo do mensageiro. Divida os alunos em dois ou três grupos, que deverão numerar seus participantes. O número 1 de cada equipe receberá uma mensagem a ser levada ao rei tendo que, para isso, dar três voltas na pista. Depois, ele passará a mensagem para o próximo mensageiro do seu grupo (número 2) até que ela chegue ao rei. O grupo que levar a mensagem ao rei primeiro vence o jogo. No fim do jogo, discuta com todos sobre o que sentiram e aprenderam. Em seguida, conte a história da maratona, de forma a despertar a curiosidade e a imaginação da garotada.

5ª etapa 

Faça uma revisão do que foi aprendido até então, sempre com base no que os alunos mencionarem. Inicie a construção do conceito de marcha atlética, questionando-os a respeito da única prova de atletismo que se faz andando. Proponha o jogo pega congela andando. Dois ou mais pegadores devem encostar a mão nos demais para congelá-los e quem está livre tem de descongelá-los da mesma maneira - mas ninguém pode correr, somente andar. Mude os pegadores a cada 2 a 3 minutos. Após esse jogo, converse sobre os movimentos necessários durante a brincadeira e incentive as discussões sobre o tema buscando construir o conceito de marcha atlética. Em seguida, explique a diferença entre essa prova e as anteriores, como a inexistência da fase aérea (presente na corrida).

Em seguida proponha uma atividade de pega-pega em duplas. Numa das laterais da quadra, os alunos são posicionados um na frente do outro, os dois voltados para a mesma direção. A distância entre eles deve ser de três passos. Ao seu sinal, a criança de trás tenta pegar a da frente, mas ambas só podem andar rápido. Ao chegarem à outra lateral as funções se invertem e o jogo se repete. A atividade pode ser retomada com a troca dos membros da dupla. Primeiro, proponha trajetos curtos para que a turma entenda a dinâmica da marcha. No entanto, é importante alterar o percurso a fim de que os estudantes fiquem mais tempo nessa movimentação. Se preferir, estabeleça um tempo para que consigam pegar o colega.

No fim da atividade volta-se à roda de conversa para que falem sobre o que sentiram e as dificuldades encontradas. Com base nisso, complemente os conceitos construídos anteriormente e trate das características dessa prova: distâncias longas, partidas altas e resistência aeróbica como capacidade física fundamental. Portanto ela se parece mais com as corridas de resistência. É importante que os alunos cheguem a essa conclusão.

6ª etapa 

Retome novamente o que os alunos aprenderam anteriormente e pergunte sobre as corridas com barreiras e obstáculos, incentivando a curiosidade e a descoberta. Após essa primeira sensibilização, mostre este vídeo. Os alunos vão relembrar os outros tipos de corrida e observar imagens da de obstáculos e da com barreiras. Pensar com os alunos na possibilidade de realizar essas corridas na escola torna-se importante para criar adaptações. Proponha a colocação de barreiras feitas com cones e cordas na pista construída na quadra ou de uma extremidade à outra da quadra. Pode-se usar barbante e garrafas PET, uma sobre a outra. Para isso, corte a boca de algumas garrafas e encaixe uma na outra até a altura desejada. Coloque água ou terra na garrafa de baixo. Prenda o barbante na boca da de cima.

Incentive os alunos que ficarem com medo de tropeçar ou mesmo de fracassar. Deixe que eles experimentem antes de começar a corrida de uma forma mais competitiva, sempre lembrando que o objetivo da aula é diferente do relativo ao esporte oficial. Forme dois ou três grupos. Cada integrante receberá um número. O primeiro realiza o trajeto, volta, dá o sinal para que o segundo vá e assim por diante. A ideia de formar grupos visa dinamizar a aula, pois o elemento competitivo é motivador. Além disso, estimula o trabalho em equipe e o respeito às diferenças de gênero, de habilidades e às pessoas com deficiências.

Em seguida construa com as crianças os obstáculos para outra modalidade de corrida. Podem ser usadas as mesmas barreiras da vivência anterior e também caixas de papelão grandes ou outros materiais disponíveis. Lembre-se de deixar a turma explorar os materiais antes da competição em grupos, de estabelecer um percurso mais longo ou indicar que os participantes passem duas ou mais vezes pelo percurso, apontando aí uma das diferenças entre as duas corridas. Depois, organize uma roda de conversa expondo as reflexões e os apontamentos e fazendo a construção de conceitos sobre os dois tipos de corridas e suas características.

Avaliação 

Em cada roda de conversa deve ser feita uma avaliação por meio da observação com relação à participação dos alunos e à compreensão deles em cada revisão realizada. Proponha uma avaliação documental sobre o que foi aprendido (por escrito ou com desenhos) para que os estudantes coloquem no papel o que aprenderam na prática sobre as diferenças entre as corridas, os elementos que cada uma delas apresenta, como eram realizadas etc.

Peça, ainda, uma autoavaliação individual para que eles reflitam sobre todo o processo de aprendizagem sobre as corridas do atletismo. Separe a autoavaliação dessa forma: 1) corridas de velocidade e resistência; 2) marcha atlética; 3) elaboração e construção do material e pista; 4) corridas com barreiras e obstáculos; e 5) Atribuição de uma nota de 0 a 5, com base em todo o trabalho, justificando os motivos da nota.

Em cada tópico os alunos irão pontuar o que foi mais e menos interessante, o que de fato aprendeu, de que momento mais gostou, como foi participar do processo e o que mudaria para melhorar a forma de trabalhar com o atletismo. Cada ponto tem de ser justificado. Lembre a todos que a autoavaliação fará parte do processo avaliativo, juntamente com a nota da avaliação documental. No fim, exponha a sua percepção sobre o desenvolvimento da turma durante o processo.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

13:30

Atividade física em prol do desempenho escolar


De ponta cabeça (Foto: Thinkstock)

 

A conclusão partiu de um experimento simples, realizado pelo pesquisador Brendon Gurd, da Queen's University (Canadá): durante 3 semanas e em dias alternados, alunos de uma escola primária tiveram a opção de participar de um "FUNterval", um recreio divertido, com atividades físicas, ou podiam ficar mais paradinhos, aprendendo sobre diferentes aspectos de um estilo de vida saudável.

O cientista notou que as crianças que aderiram ao intervalo dinâmico ficaram mais concentradas durante os 50 minutos seguintes de aula: se dispersaram menos, mantiveram-se mais focadas na explicação dos professores e se viraram menos para os lados, o que demonstra mais concentração... Para professora de educação infantil Katia Pellinson, do Colégio AB Sabin, de São Paulo, a constatação se aplica mesmo ao cotidiano das salas de aula: "Após a atividade física, seja voltada a habilidades motoras ou brincadeiras, as crianças ficam, sim, mais atentas", concorda.

Segundo o neuropediatra Paulo Breinis, do Hospital São Luiz Jabaquara (SP), os médicos ainda não conseguiram descobrir, ao certo, qual é o mecanismo cerebral  que justifica a associação entre exercícios e concentração. "Só o que sabemos é que a atividade física beneficia a memória e a atenção, não só para as crianças, mas também para os idosos. E que, quanto mais rotineira for a prática, mais esses indivíduos vão produzir",  explica Breinis. Por enquanto, os cientistas seguem na pista dos neurotransmissores, como a endorfina e a serotonina, que são substâncias liberadas pelo organismo logo após a realização de exercícios físicos,provocando a sensação de relaxamento e bem-estar-- e que, talvez, estejam envolvidas no benefício mental.

Unir exercício e aprendizado

O exercício não apenas é capaz de deixar as crianças mais concentradas, como mostrou o estudo. Mas pode ser também uma excelente ferramenta para ajudar os pequenos a fixarem os conteúdos passados em aula. O Colégio AB Sabin, por exemplo, prioriza a interdisciplinaridade e as propostas de aulas geralmente incluem uma primeira parte mais lúdica, com uma dança, um jogo, ou brincadeira, que precede o ensino mais teórico . "O movimento corporal, o jogo ou a história ajudam a criança. A partir desse registro, a gente consegue avaliar quais foram os conceitos que adquiriram", explica Katia. 

Por fim, não podemos deixar de mencionar que as atividades físicas, sobretudo as brincadeiras em grupo, também são capazes de ensinar às crianças alguns conceitos matemáticos, como perto e longe, rápido e devagar.

Na prática


Confira algumas boas ideias para ajudar seu filho a se concentrar depois do exercício:

Mude de ambiente
Ao passar de um momento de intensa atividade para outro mais calmo, mudar de uma sala para outra, de um ambiente aberto para um fechado, ou vice-versa, ajuda a criança a fazer a transição.

Crie uma rotina
Se a criança já sabe que depois da brincadeira vem a hora do leitura ou o momento de se sentar para fazer a lição de casa, ela pode se preparar melhor para o que está por vir.

Não precisa sair do lugar
Mesmo que você não tenha muito espaço dentro de casa, dá para usufruir dos benefícios do exercício físico, com rotinas simples de aquecimento e músicas. Uma delas é a canção da boneca de lata: "Minha boneca de lata bateu 'com tal parte do corpo' no chão. Levou mais de uma hora pra fazer a arrumação... Desamassa aqui, desamassa ali...Pra ficar boa". A cada rodada você escolhe uma parte do corpo, à qual deve levar as mãos quando a canção chega na parte do "desamassa".

Cuidado com a dose!
Há uma grande diferença entre o seu filho correr durante 40 minutos na aula de educação física e participar de uma brincadeira de 10 minutinhos durante o recreio. É inevitável que o corpo uma hora se canse do excesso de movimento. Por isso, maneire no nível e na duração das brincadeiras antes da lição de casa, para que a criança não fique esgotada.

Fonte: Revista Crescer

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

05:37

8 coisas que se aprende na Educação Física Escolar

http://www.fiqueinforma.com/wp-content/uploads/2012/11/educacao-fisica-escolar-inclusiva.gif

Desde o Ensino Infantil até o fim do Ensino Médio as aulas de Educação Física fazem parte do cotidiano dos alunos das escolas públicas e privadas do Brasil. Para a maioria das pessoas, o tal senso comum, a finalidade única da disciplina é fazer exercícios e ensinar regras de diferentes modalidades de esportes. Mas é muito mais do que isso. Além dos benefícios físicos da prática esportiva, a Educação Física pode desenvolver competências e habilidades sociais, psicológicas, motoras e cognitivas!
1) Desenvolver habilidades cognitivas
 
Várias habilidades como raciocinar, planejar, exercitar a memória, compreender situações, linguagens e estratégias e resolver problemas precisam ser desenvolvidas. A melhor fase para trabalhar essas capacidades do aprendizado (cognitivas) é na infância. Embora as habilidades motoras sejam o aspecto aparente mais trabalhado, é possível estimular o raciocínio por meio das atividades. Em brincadeiras de arremesso com bola, por exemplo, pode se exercitar a precisão de movimentos e a memorização.
2) Respeitar o corpo
 
Uma boa aula de Educação Física deve mostrar, antes de mais nada, a importância de se ter um corpo saudável, com habilidade para executar movimentos. Ela deve mostrar também como os exercícios físicos, praticados de forma correta, sem exageros, podem ajudar nesta empreitada. Na fase da adolescência essa conscientização deve ser ainda mais trabalhada. Deve ficar claro que a malhação não pode ter como única finalidade a estética. O aluno do Ensino Médio não tem paciência para a Educação Física. Ele busca outras coisas como ficar sarado. Nem todo professor de academia está preparado pra orientar corretamente os exercícios. E às vezes chega a recomendar certos 'suplementos' perigosos.
3) Aumentar a autoestima
 
Do ponto de vista físico, o exercício libera hormônios que causam bem-estar. Do psicológico, aumenta a confiança e diminui a timidez. Muitas vezes uma criança percebe que com esforço e trabalho diário poderia evoluir no esporte ganhou mais confiança no resto da vida. O esporte surgiu na vida do garoto como uma nova possibilidade, mas mesmo não se tornando um atleta, a nova perspectiva foi positiva. Com esse aumento da autoestima ele ficou mais responsável na escola e mudou seu comportamento.

4) Trabalhar o equilíbrio emocional

Ganhar, perder, errar, jogar com a incerteza... são situações comuns na vida. A boa Educação Física deve desenvolver o controle psicológico dos alunos sob a adversidade. A pessoa precisa aprender a lidar com o sucesso e o fracasso. Não é só no esporte que precisamos ter controle. Mas como isso pode ser trabalhado nas aulas? É preciso criar situações em que os alunos tenham de lidar com a frustração. Terminar um jogo assim que uma equipe faz um ponto a mais, e até montar times mais fortes que o outro, propositalmente.
5) Reconhecer o outro e saber compartilhar

Uma das primeiras coisas que se aprende na escola é a lidar com a existência do outro - o colega, o professor, o funcionário. Aquele outro ser que não satisfaz os desejos prontamente. Esse reconhecimento não é fácil pois, nos primeiros anos do ensino infantil e fundamental, as crianças ainda passam por um período conhecido como egocentrismo infantil. É importante mostrar para criança a importância de compartilhar as coisas.  Um exemplo é o "pega-pega corrente". Na brincadeira, quem é capturado pelo pegador dá a mão para ele e passa a pegar os outros junto. Cada um que é pego aumenta a corrente. À medida que o cordão aumenta, a bagunça começa. Quanto maior a corrente, mais desordenada ela fica. 
6) Trabalhar em grupo  
O ser humano é o animal que mais depende de seu semelhante pra sobreviver. Justamente por isso, precisa estar apto a trabalhar em equipe. Tanto no futebol quanto na vida é preciso aprender a dividir as tarefas e as responsabilidades. Quanto maior a comunicação do grupo, melhor o resultado.
7) Desenvolver a autonomia
 
Tomar decisões, se impor, fazer escolhas, ou seja, saber se virar é indispensável na vida de qualquer pessoa. Por meio da Educação Física é possível envolver os alunos em várias situações que desenvolvem essa competência. A autonomia promovida pela Educação Física também pode servir para melhorar o convívio social de deficientes intelectuais. Desenvolve também a autonomia nessas pessoas com inteligência abaixo da média, que têm dificuldades comunicativas, de cuidados pessoais e outras aptidões sociais.

8) Estimular a criatividade

O que move o mundo é a criatividade. Se não formos criativos não evoluímos. A criança que elabora diferentes formas de fazer uma tarefa tem mais repertório pra enfrentar situações adversas.  É muito importante trabalhar movimentos criativos na Educação Física desde o ensino infantil. Nos primeiros anos do ensino fundamental é necessário trabalhar a diversidade do movimento. Quanto mais você estimular a criança mais ela vai te surpreender. Uma pessoa criativa com o corpo não necessariamente é uma escritora criativa. A criatividade deve ser estimulada em todas as áreas

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

05:03

Habilidades motoras fundamenais e a aula de Educação Física

http://1.bp.blogspot.com/-lB6KoD2LVh4/TcXrXnwv3oI/AAAAAAAAAM8/BlRF2Pwujh8/s1600/foto20.jpg

O desenvolvimento motor é importante para a educação física. Aspectos incorporados ao desenvolvimento motor como aptidão física voltada para saúde e desempenho motor e habilidades motoras fundamentais e especializadas deveriam ser relevantes para aulas de Educação Física.

As habilidades motoras fundamentais são as capacidade de o indivíduo explorar os potenciais motores de seu corpo movimentando-se através do espaço (locomoção), domínio da musculatura que o habilita a suportar a força da gravidade (estabilidade) e a capacidade de manipular com eficiência os objetos (manipulação). A criança deverá desenvolver estas habilidades no período dos 2 (dois) aos 6 (seis) anos de idade. Segundo Gallahue e Ozmun (2001) o domínio das habilidades motoras fundamentais é básico para o desenvolvimento motor de crianças.

As habilidades motoras podem ser caracterizadas de três formas: de estabilidade, locomotoras, manipulativas.

  • As habilidades motoras de estabilidade são "padrões motores que favorecem a obtenção e a manutenção de equilíbrio do individuo". As atividades mais consideradas são: movimentos axiais, rotação corporal, desvio, equilíbrio em um só pé, caminhada direcionada e apoios invertidos.
  • As habilidades motoras de locomoção compreendem "os padrões motores que permitem a exploração através do espaço". Estas atividades são: caminhada, corrida, salto de uma altura, salto vertical, salto horizontal, saltito, galope e deslizamento, pulo e salto misto.
  • As habilidades motoras de manipulação são os padrões motores que permitem contato motor rudimentar e refinado com objetos. As atividades são rolamento de bola, arremesso supramanual, ato de apanhar, chute, ato de aparar, ato de rebater, drible e voleio.

 A fase motora fundamental de desenvolvimento segue uma seqüência que pode ser subdividida em estágios. Os estágios podem ser classificados em inicial, elementar e maduro, isto é, as habilidades motoras fundamentais manipulativas, estabilizadoras e locomotoras podem ser classificadas dentro de estágios ou seguem um desenvolvimento seqüencial, isto significa que as habilidades da criança não surgem de repente, mas respeitam a um seguimento.

A criança normal segue a esta seqüência e recebe influência tanto da maturação, quanto da experiência.

Portanto é muito importante que o professor possibilite as crianças o maior número de experiências possíveis para que a mesma desenvolva tarefas motoras de maneira eficaz. Estas experiências devem ser compostas pelas atividades descritas acima.

É importante lembrar que o professor tem que reconhecer em que estágio se encontra o padrão de desenvolvimento motor da criança, para tal é necessário que o professor avalie o aluno.

Sobre essa avaliação, falaremos em outro post!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

09:48

Adolescente obeso nas aulas de Educação Física na escola

http://www.wallstreetfitness.com.br/imgs/Fotos/atividade_fisica_na_adolescencia_neutraliza_gene_da_obesidade.jpg

É durante as aulas de Educação Física que várias vezes adolescentes obesos ou com sobrepeso são estigmatizados, recebem apelidos de mau gosto, são discriminados, ridicularizados, e excluídos do convívio escolar. E o professor tem uma responsabilidade educacional em fazer com que este adolescente desenvolva hábitos de vida saudáveis.

Educação Física no Brasil ganhou ênfase na prática de esportes, a fim de se encontrar atletas e também porque através do esporte a Educação Física desenvolveria os aspectos físicos, motores e técnicos de seus alunos (Nahas, 1997), fazer a parte prática, em quadra, é quase uma obrigação nas aulas. E para os adolescentes com obesidade este tipo de aula pode trazer desconfortos, pois ele pode não conseguir acompanhar o ritmo de aula, exclusão pelo rendimento baixo em comparação aos outros alunos, lesões devido ao peso, e a Educação Física se torna para este tipo de aluno uma outra barreira.

Nas aulas de Educação Física o adolescente obeso geralmente é recriminado pela própria atividade desenvolvida que é preferencialmente o esporte, o que o faz ser cada vez menos confiante, menos sociável, com baixa estima; o que por vezes pode acabar acontecendo descontroles, tanto de agressividades como até descontroles alimentares.

Frente às barreiras encontradas no dia-a-dia do adolescente obeso se faz necessário uma revisão que venha a satisfazer os anseios e necessidades desta população nas escolas e nas aulas de Educação Física; disciplina esta que tem uma tendência a privilegiar o esporte o que exclui os obesos pelo fato de serem menos ágeis pelo excesso de gordura corporal, por problemas ortopédicos, por dificuldades de locomoção, por sentirem vergonha de se expor e pelos fatores discutidos no decorrer deste trabalho.

 Assim como o conhecimento a respeito da adolescência e obesidade, pois saberá sobre os problemas que poderão ser presentes em seus alunos nesta fase o que pode refletir durante as aulas, como por exemplo, a vergonha de se expor na frente da turma, ou até mesmo depressão, ansiedade.

Sabendo o professor de Educação Física a respeito dos problemas presentes na fase da adolescência, problemas da obesidade e das Barreiras da Atividade Física, o mesmo terá condições de realizar alterações/rever o conteúdo de suas aulas, o convívio com seus alunos, e tornar suas aulas mais interessantes o que irá contribuir para uma melhor relação dos alunos com a Educação Física Escolar.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

11:55

O esporte nas aulas de Educação Física

http://educacaocontinuada.unipe.br/media/cache/5b/74/5b7484813d025f5406bceaec27236844.jpg

    O esporte serve muitas vezes como ajuda na socialização das crianças, e nas aulas de Educação Física não é diferente, mas também estando atento em um tratamento didático e pedagógico, ensinando-lhes a maneira correta que se deve trabalhar, sempre tirando dúvidas e as desafiando cada vez mais, não querendo transformar em superatletas, mais com o objetivo de que se tornem pessoas melhores e é nesse fim que nós futuros professores temos que trabalhar.

    Devemos valorizar o conhecimento do conteúdo, construindo uma análise no esporte em geral, conhecendo suas modalidades, códigos, regras, instalações e aparelhos aprendendo e debatendo com esportistas e professores de determinadas modalidades conforme formos trabalhando.

    Acreditamos que no ambiente pedagógico devemos tentar mostrar aos alunos atividades espontâneas com materiais que devem facilitar a atividade, desencadeando problemas para que eles resolvam, mudando os métodos quando esses mudam as formas de pensar, citando exemplos e atividades alternativas, ensinando-lhes a observar os fatos e o que não souberem indagarem, tentando trabalhar em grupo e fazendo com que desenvolvam habilidades de comunicação e socialização.

    RAMIREZ apud SCARPATO (2007) Trabalhar com os conteúdos dos esportes na escola tem como pressuposto o aspecto de servir ao desenvolvimento cognitivo, afetivo e motor, como individuo e a construção do conhecimento.

    Para trabalhar com os esportes inclusive nas escolas, é necessário compreendê-los a partir de suas modalidades e dos pontos em comum que elas apresentam,não há desenvolvimento e esporte rico possível sem uma estrutura que lhe dê origem e o sustente, sem uma estrutura que não passe pelo sujeito.

    O esporte nas aulas de Educação Física deve estar segundo KUNZ apud DARIDO E RANGEL (2005) pedagogicamente transformado, esporte escolar tem como pressuposto o aspecto de servir ao desenvolvimento cognitivo, afetivo e motor, e à construção do conhecimento. Nós educadores devemos permitir que as crianças descobrissem novos métodos de diversão e aprendizagem, pois brincadeiras exercidas por eles em casa já são realizadas cotidianamente, se nós educadores dermos atividades já executadas por eles, estaremos permitindo que eles fiquem estáticos, ou seja, que eles não aprendam nada de novo.

    Refletir sobre o esporte nas aulas de Educação Física escolar procuramos destacar uma educação fazendo de seus conteúdos uma ferramenta para o processo de formação dos alunos. A maneira que é utilizada o esporte nas aulas, destaca-se o sistema escolar, caracterizando o não esporte da escola e sim o esporte na escola, concordando com o (COLETIVO DE AUTORES, 1992, p.07), é questionado a forma de ser trabalhado o esporte no ambiente escolar, pois é repassados regras e regulamentos dos esportes competitivos aos alunos. O professor acaba se tornando um treinador de seus alunos atletas, onde começam a ser exigido resultados e comparações a talentos esportivos.

    Reforçando a critica de coletivos de autores, da utilização do esporte como rendimento no contexto escolar sendo esta forma, a conseqüência de frustração para a maioria dos alunos que não rendem o necessário, fazendo com que eles convivam com o sentimento de incapacidade e improdutividade.

    Uma escola que assume por missão consolidar a capacidade e a vontade dos indivíduos de serem atores e ensinar a cada um a reconhecer no outro a mesma liberdade que em si mesmo, o mesmo direito a individualização e a defesa de interesses sociais e valores culturais é uma escola de democracia. (TORAINE 1998, p.339)

    Os conteúdos do esporte nas aulas de Educação Física e sua tematização como nos advertem KUNZ apud DARIDO E RANGEL (2005) devem existir a partir da compreensão do esporte como fenômeno sociocultural, de maneira que os alunos não o façam acontecer apenas por sua ação motora, e sim principalmente por sua ação reflexiva.

    Cada vez mais os alunos estão desinteressados pelas aulas propostos pelos professores, e sim interessados naquilo que os satisfazem, que na maioria das vezes acaba não sendo o ideal para eles, e infelizmente não existe uma relação dialética entre educador e aluno, onde a autoridade é o professor e o aluno deve fazer um papel passivo obedecendo.

    Historicamente uma das primeiras classificações surgiu a partir dos esportes atléticos. Eles compreendiam as corridas, marchas, lançamentos e saltos, além de algumas provas combinadas, como o pentatlo e o decatlo. Além de existir uma divisão dos esportes em olímpicos e não olímpicos, individuais ou coletivos. Dentro dessa perspectiva, ainda pode-se notar os esportes artísticos, náuticos, militares, radicais e os de aventura. Outra tentativa para se classificar os esportes toma como foco as habilidades, estas se separam, conforme BOMPA apud DARIDO E RANGEL (2005) em cíclicas, acíclicas e combinadas.

    O Único Caminho para a verdadeira critica ao esporte é abandono da vivencia em prol do discurso filosófico e sociológico. 

    TOURAINE (1998) defende a idéia de uma transformação da escola, onde ela não deva ter a função exclusiva de instruir, mas sim se preocupar com o ato de educar, e acima de tudo aumentar a capacidade dos indivíduos a ser sujeito. (TOURAINE, 1998, p.327).

    Parece ser fundamental o aprendizado dos gestos motores na caracterização das atividades esportivas, e mais, é essencial a prática desses gestos para a progressão, visando à apropriação das modalidades esportivas. Talvez a questão central relacione-se á contraposição entre a prática consciente e a prática alienada. As dimensões dos conteúdos colocam-se como chave importante para a orientação nesse sentido. Como sugestão para uma abordagem metodológica envolvendo as reflexões acima apresentadas, destaca-se a proposição de objetivos que também levem em consideração as dimensões dos conteúdos.

Fonte

terça-feira, 30 de setembro de 2014

17:18

Pesquisa reforça a importância do brincar


O que significa brincar, para uma criança? Enganam-se os pais que acreditam que essa atividade precisa estar obrigatoriamente relacionada com algum tipo de atividade física com benefícios para a saúde da criança. Essa é uma das conclusões de um novo estudo da Universidade de Montreal, no Canadá, sobre a importância da brincadeira descompromissada.

Para os pequenos, não existe uma regra ou um objetivo específico para brincar. É uma atividade sem fim, em que eles têm a oportunidade de experimentar sentimentos como excitação ou prazer, mas também para combater o tédio, a tristeza, o medo e a solidão. Por isso mesmo, nenhuma brincadeira deve ser imposta às crianças, muito menos contra a vontade delas.

"O brincar é uma forma de alcançar vários objetivos, incluindo a melhoria da saúde física e do desenvolvimento de aptidões cognitivas e sociais. Obviamente, é importante garantir o desenvolvimento e combater a obesidade infantil com atividades físicas. Mas para chegar lá, devemos mesmo inverter o objetivo final das brincadeiras?", questiona Katherine Frohlich, do Departamento de Medicina Social e Preventiva da Universidade de Montreal.


Ao todo, 25 crianças, entre 7 e 11 anos, participaram do estudo pioneiro, que foi realizado por meio de fotografias. Os pesquisadores clicaram os pequenos durante as atividades de recreação favoritas de cada um, fosse jogando futebol ou jogando xadrez por conta própria.

Um exemplo que reforçou as conclusões do estudo foi o depoimento de uma garota de 10 anos, que revelou brincar de escalar uma escultura de arte moderna perto de casa. Para ela, essa é a brincadeira mais divertida do mundo.

"Brincar é uma atividade prazerosa, mas que não tem obrigatoriamente um propósito", explica Stephanie Alexander, também da Universidade de Montreal e autora da pesquisa.

As fotografias e os depoimentos das crianças revelaram que as atividades recreativas associadas a algum esporte, como futebol, basquete e hóquei, são predominantes. A questão é que transformar a brincadeira em alguma atividade física regular elimina a espontaneidade dos jogos, o que também é importante para o bem-estar das crianças.

Outro ponto que merece ser levado em conta é sobre o "risco" de cada uma dessas atividades. Quando as crianças sentem que estão fazendo algo perigoso e arriscado, mesmo com a vigilância constante dos pais, acabam tendo um desenvolvimento melhor e mais saudável.

"Essa preocupação exagerada com a segurança dos filhos podem contribuir para o surgimento de uma geração de jovens que é cada vez menos capaz de lidar com o imprevisível", alerta Stephanie Alexander

terça-feira, 23 de setembro de 2014

14:04

Importância da atenção ao tipo de pisada em crianças

http://www.klin.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Caminhando-P1.jpg
pé areia euatleta (Foto: Getty Images)

As pessoas portadoras de pés planos, conhecidos como pés chatos, têm a tendência de pisar para dentro, com a borda interna dos pés, ou seja, são chamados de pronados. O que causa desequilíbrio na pisada e na marcha provocando várias lesões como entorses de tornozelo que ocorrem com mais freqüência.

Acesse o Faça Fisioterapia

Ao detectar-se pés planos no bebê, os pais devem ficar alertas, conversar com o médico para trabalhar os pés da criança desde cedo, para prepará-las para a marcha. O caminhar em diferentes solos com diferentes texturas, solos irregularidades, bolas, apanhar objeto com os pés.

Na natação, a criança trabalha nas atividades de psicomotricidade os pés e o equilíbrio de todo o corpo. O uso de botas ortopédicas e palmilhas é muito discutido, cada caso é um caso, mas os exercícios citados são imprescindíveis.

O caminhar e o brincar, correr na areia fofa, são um dos melhores exercícios. O andar descalço em diferentes tapetes, subir e descer obstáculos, o trabalho psicomotor é muito indicado para fortalecer e dar mobilidade dos pés.

A criança var crescendo com trabalho direcionado visando aumentar o arco plantar, ou seja, a curvatura da sola dos pés. Quando recebemos o paciente adulto, orientamos exercícios que de vem ser feitos para o resto da vida para fortalecimento e alongamento muscular e flexibilidade articular, mas não é possível ganho de arco plantar.

É necessário um trabalho de fortalecimento dos músculos envolvidos na articulação do tornozelo e de toda a perna. É fundamental trabalho de equilíbrio e propriocepção para ativar as reações de equilíbrio para diminuir ou zerar os entorses.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

12:12

Educação Física na Educação Especial

http://3.bp.blogspot.com/-9KRGa5jkcW0/UhTFAFLTKBI/AAAAAAAAADg/wwVJOrUb4RA/s1600/531830_420525294723879_1547539248_n.jpg

Por desconhecimento, receio ou mesmo preconceito, a maioria das pessoas com deficiência foram e são excluídas das aulas de Educação Física (EF). A participação nessa aula pode trazer muitos benefícios a essas crianças, particularmente no que diz respeito ao desenvolvimento das capacidades afetivas, de integração e inserção social. (PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS, 1997).

As escolas especiais, como as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), dividem a EF em:
  • EF Escolar para a Educação Infantil (0 a 6 anos) 1ª fase;
  • EF Escolar para o Ensino Fundamental e Educação Profissional para os Ciclos de:
  • Escolarização Inicial (7 a 14 anos) 2ª fase;
  • Escolarização e profissionalização (acima de 14 anos) 3ª fase.

 A formação de turmas para o atendimento em EF, proposta pela APAE Educadora (projeto escolar), deverá observar, além da idade cronológica do aluno para a inserção nas respectivas fases, o seu padrão funcional que é a capacidade de compreensão dos estímulos e de execução dos movimentos propostos.

 Nas fases II (Escolarização Inicial) e III (Escolarização e Profissionalização), há três níveis de atuação da EF (nível I, II e III) e para a inserção do aluno dever-se-á considerar suas condições físicas momentâneas. (TIBOLA, 2001, apud GORGATTI; COSTA, 2005).

Nível I:
    Estimulação motora; desenvolvimento do sistema motor global por meio da estimulação das percepções motoras, sensitivas, e mental com experiências vividas do movimento global; desenvolvimento dos movimentos fundamentais.

Nível II:
    Estimulação das habilidades básicas; melhoria da educação e aumento da capacidade de combinação dos movimentos fundamentais; desenvolvimento de atividades coletivas, visando à adoção de atitudes cooperativas e solidárias sem discriminar os colegas pelo desempenho ou por razões sociais, físicas, sexuais ou culturais.

Nível III:
    Estimulação específica e iniciação esportiva; aprendizagem e desenvolvimento de habilidades específicas, visando à iniciação esportiva; treinamento de habilidades esportivas específicas, visando à participação em treinamento e competições.

 Entende-se que na EF Adaptada deve ser mantida a integridade das atividades e promovida a maximização do potencial individual, uma vez conhecidas às metas do programa, convém modificá-las, apenas quando necessário, sempre respeitando as metas previamente determinadas, assegurando que as atividades sejam um desafio à todos os participantes e, sobretudo, que seja valorizada a diferença. (GORGATTI; COSTA, 2005).

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997, p. 85) citam que:

A Educação Física para alcançar todos os alunos deve tirar proveito dessas diferenças ao invés de configurá-las como desigualdades. A pluralidade de ações pedagógicas pressupõe que o que torna os alunos diferentes é justamente a capacidade de se expressarem de forma diferente.

O processo de ensino aprendizagem, a respeito dos conteúdos escolhidos deve considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitivas, corporais, afetiva, ética, estética, de relação inter pessoal e inserção social). Não se restringe a simples exercícios de certas habilidades corporais e exercê-las com autonomia de maneira social e culturalmente significativa.

Para Gorgatti e Costa (2005), é importante focalizar o desenvolvimento das habilidades, selecionando atividades apropriadas, providenciando um ambiente favorável à aprendizagem encorajando a auto-superação, a todos os participantes da EF Adaptada.

 Concordamos com os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997), quando ele diz que a EF deve oportunizar à todos os alunos, independente de suas condições biopsicossociais, o desenvolvimento de suas potencialidades de forma democrática e não seletiva, visando o seu aprimoramento como seres humanos. Nesse sentido, cabe assinalar que os alunos com deficiência não podem ser privados das aulas de EF.

E assim, a EF faz parte de um processo de educação do ser humano, e, se bem trabalhada e administrada, poderá surtir efeitos benéficos para os praticantes, bem como para a sociedade.

Realmente, a área de Educação Física para alunos especiais está em franco crescimento. E é preciso se especializar, saber características de implantação, como formular aulas e ter atividades que despertem interesse do aluno e desenvolva seu potencial.

Então, vou te indicar dois e-books:

1 - Atividades Físicas de Alunos Especiais: Com este e-book deseja-se oferecer subsídios para as tomadas de decisões no que se refere à política do trabalho de inclusão junto às escolas, indicar mecanismos de preparação de professores de Educação Física que atuam na área, quanto à melhoria da prática escolar, e oferecer indicadores para as propostas curriculares nos planos das instituições e a dinâmica dos professores em seu processo ensino/aprendizagem principalmente na Educação Física Escolar.



2 - Aulas de Educação Física para Alunos Especiais - Foi elaborado para orientar e colaborar com professores e acadêmicos de Educação Física no processo de inclusão dos alunos especiais nas Aulas do Ensino Regular e, também nas Instituições Especializadas, o Ebook contém além da história da inclusão, muitas atividades físicas e esportes para alunos especiais.


Com certeza, com esses dois e-books, o enriquecimento no conteúdo específico vai ser enorme. Boa sorte!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

10:43

4 atividades para Olimpíada Escolar

http://www.culturamix.com/wp-content/uploads/2012/07/Modalidades-Das-Olimp%C3%ADadas-3.jpg

A olimpíada escolar é uma atividade que as crianças esperam ansiosamente o ano todo. Ela acontece no fim do ano, quando o tempo está mais quente, e é um dos últimos eventos escolares antes do verão. Tradicionalmente, é um evento esportivo onde as crianças podem correr, jogar e ganhar prêmios. Ter eventos em que todas as crianças se envolvam fará deste um dia especial para todos.

Golfe com frisbees

Faça um percurso de "buracos de golfe" para as crianças jogarem. Você precisará de frisbees, bambolês, cones e uma pequena piscina. Cada cone será uma bandeira e cada bambolê será um buraco. A piscina vai representar um obstáculo de água no percurso do golfe. As crianças pegarão o frisbee e tentarão acertá-lo dentro do bambolê. Cada lançamento será uma jogada.

Revezamento de praia

Separe equipes de quatro ou cinco crianças cada. Coloque uma quantidade de roupas e itens de praia como chinelos, pés de pato, sungas e óculos de sol em uma extremidade da área de jogo. Quando disser "Vai", um dos membros de cada equipe vai correr, colocar um dos itens citados e voltar para o outro lado. Cada membro das equipes deve participar. A primeira equipe com todos os membros vestidos vencerá.

Revezamento de esponja e balde

Separe os alunos em times de três. Monte quantos times quiser ou precisar. Você precisará de baldes, esponjas e água para essa atividade. Pegue um balde, encha-o com água e coloque-o na frente do time. Atrás dele, coloque outro balde com uma linha desenhada no meio. A primeira pessoa pegará a esponja e a mergulhará no balde com água. Ela a passará para a outra pessoa atrás de si, por cima de sua cabeça. Essa pessoa fará o mesmo e assim por diante, até a última, que irá espremer a esponja atrás de sua cabeça, tentando acertar o balde. O primeiro time a enchê-lo até a linha marcada vencerá.

Boliche com garrafas de refrigerante

Use o asfalto para desenhar as pistas com giz. Outros itens que você precisará incluem garrafas de refrigerante e bolas de basquete. Encha as garrafas de refrigerante de dois litros com 2 a 5 cm de água, para que elas pesem e fiquem de pé. Coloque-as em uma extremidade da pista e organize-as como pinos de boliche. Peça às crianças para usarem a bola de basquete como bola de boliche. Você pode fazer um quadro para anotar os pontos ou apenas deixá-las jogar durante um tempo.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

05:13

Espaços da escolas a serem utilizados pela Educação Física

http://1.bp.blogspot.com/-3bki6IrdSkU/TqA9DA0IZYI/AAAAAAAAAGk/0bbuOswruxM/s1600/SDC15953.JPG

Apesar da diversidade de formas de utilização do tempo da educação física, Caparroz (2001) e Bracht e Almeida (2003) afirmam que ainda há uma cultura social de que as aulas de educação física são basicamente um tempo e espaço escolar vinculado ao fenômeno esportivo, o que se justifica, pois alguns professores ainda utilizam o esporte como conteúdo central e referência de movimento em suas aulas. Diante desta cultura, o professor de educação física escolar ainda é vinculado por outros professores, servidores e a direção da escola às atividades que utilizam em suas aulas, ou seja, o professor de educação física se torna o professor de futebol ou professor de ginástica.

A utilização do tempo, espaços e materiais nas aulas de educação física visando à participação de todos os alunos dependerá da realidade de cada unidade escolar, baseada em muitos fatores, como o planejamento das aulas, a criatividade na elaboração de atividades, a colaboração na utilização de espaços comuns, dentre outros fatores

    A educação física escolar, que segundo Cachorro (2003), pertence à escola e pelo ambiente escolar se define e se realiza, necessita de espaços que proporcionem o suporte necessário para esta atividade. Os espaços mais comumente utilizados para realização das atividades da educação física escolar são as quadras, pátios, ginásios, mas há outros espaços e dependências da escola poderiam ser utilizadas pela educação física.

    Com a utilização de novos espaços para as atividades da educação física seriam ampliados para além dos espaços que foram reservados na arquitetura escolar e principalmente na cultura escolar. Concordando com a possibilidade de utilização de diversos espaços Viñao Frago (1998) aponta que a alteração na utilização do lugar, modifica sua natureza cultural e educativa, sendo assim os professores e os alunos devem se "educar" no sentido de definirem a utilização dos espaços, haverá uma transformação quanto à funcionalidade daquele espaço (Hildebrand-Stramann, 2001).

    A determinação dos espaços escolares pela educação física é clara em algumas escolas e se restringe a espaços culturalmente determinados pela associação às modalidades esportivas como as quadras, ginásios, piscinas, pistas de corrida esportivas, mas ao utilizar outros espaços e recursos, o professor de educação física pode ampliar a visão do aluno sobre esta relação espaço/atividades/materiais, aumentando também o conhecimento sobre as possibilidades das aulas de educação física.

    Dentre alguns exemplos das possibilidades de utilização do espaço para as aulas de educação física, diferente dos habituais, a sala de projeção para apresentação de vídeos sobre eventos esportivos ou reportagens sobre atividade física. Estas exposições posteriormente poderiam gerar discussões ou debates mediados pelo professor, além de reflexões sobre a prática da atividade, aplicação das regras, etc. A lanchonete pode desencadear uma aula sobre alimentação saudável, ou mesmo a relação entre o gasto calórico em uma atividade física, dentre outros temas.

    Outra possibilidade para as aulas de educação física seria utilização da biblioteca, a qual poderia ser mais explorada para pesquisas orientadas sobre temas relacionados à educação física, o auditório que muitas vezes é utilizado somente para apresentação de danças e teatro, poderia ser aproveitado para apresentação dos trabalhos e seminários. As áreas externas da escola, como quadras, praças e parques também são uma possibilidade de espaço, onde durante a aula de educação física o professor pode orientar os alunos sobre a utilização destes espaços para atividade física, esportiva e de lazer.

    Os passeios que são realizados pela escola, que muitas vezes são meramente recreativos, poderiam ser uma possibilidade de atividade relacionada às propostas das aulas de educação física. Para isto, o professor de educação física poderia propor assistir a eventos esportivos e em suas aulas discutir regras, tática ou mesmo propor atividades relacionadas ao evento. Outra possibilidade seria uma caminhada em uma cachoeira ou parque, onde o professor orientaria sobre as especificidades desta atividade, bem como poderia incluir orientações de preservação do meio ambiente. Este passeio pode se tornar uma atividade multidisciplinar, onde o professor de ciências/biologia ao longo da caminhada explicaria dados sobre a flora e fauna locais, o professor de geografia explicaria dados sobre o relevo, dentre outros aspectos.

    A utilização de outros espaços, que muitas vezes fogem a rotina das aulas de educação física, deveria ser explorada não apenas em momentos que a quadra está indisponível como nos dias de chuva ou em horários em que o sol é inadequado para utilizar a quadra, mas sim como parte de um repertório de possibilidades de locais e atividades que ampliaria muito a visão atual das aulas de educação física.

    A falta ou a inadequação dos espaços, ou a dificuldade em adequar a atividade proposta e espaço disponível podem reduzir a qualidade das aulas de educação física (Rodrigues e Darido, 2008). Sendo este, mais um aspecto a ser levado em conta pelo professor ao planejar as aulas de educação física, minimizando a possibilidade de redução da qualidade de suas aulas. Outro fator preocupante em relação ao espaço escolar é a depredação, que ocorre principalmente nas escolas públicas. Quanto a este problema, o professor de educação física poderá desenvolver atitudes de preservação como parte das suas aulas, pois faz parte da cultura dos jovens a utilização dos espaços para atividade física, jogos e esporte (Julia, 2001) e ensiná-los a melhor utilizar e preservar este local pode minimizar as dificuldades de acesso aos locais para práticas esportivas e de lazer.

    Soares (1998) apontam como dificuldade para as aulas de educação física escolar o fato de ter suas aulas colocadas em horários convenientes para outras disciplinas e não de acordo com as necessidades específicas desta atividade. Este autor também destaca que a não integração da educação física no momento do planejamento, discussão e avaliação do trabalho pedagógico que acontece em algumas escolas, gera um distanciamento do professor de educação física da equipe pedagógica da escola. Apesar das dificuldades, Souza (1998) e Vago (1999) destacam que as aulas de educação física devem participar ativamente da cultura escolar, não apenas como tempo para recreação ou esporte e recriar as práticas corporais existente, reforçando assim a possibilidade destas aulas se constituírem em um espaço maior na cultura escolar.

    Farias Filho e Vago (2001) apontam que para que o professor de educação física possa desenvolver com excelência sua prática pedagógica, se tornam necessárias condições de trabalho adequadas, pois a falta de local e materiais disponíveis para realização das atividades é um dos fatores que podem interferir, modificar e até prejudicar o planejamento e a execução das atividades propostas, por outro lado esta escassez de materiais e locais pode estimular a criatividade do professor na elaboração das suas aulas.

Retirado daqui

Popular

Arquivo do blog