sexta-feira, 29 de julho de 2011

07:52

7 perguntas e respostas sobre aprendizado desportivo na escola

1 Há idades mais adequadas para introduzir as diferentes modalidades de esporte?

Não. Todas podem ser trabalhadas com crianças de diferentes faixas etárias, mas é importante fazer adaptações com relação ao esporte oficial. Nas aulas do professor de Educação Física Caio de Campos Busca na EMEB Marina Pires de Araujo, em Itatiba, a 80 quilômetros de São Paulo, a turma do 2º ano usa a rede de vôlei num tamanho compatível com a sua altura e bolas grandes e macias (leia o quadro abaixo). É fundamental garantir que todos conheçam os gestos associados a cada esporte. "É preciso dar condições para que todos avancem em seu tempo", explica Alexandre Arena, do Instituto Esporte e Educação, em São Paulo.

2 O que é essencial ensinar às crianças?

Técnicas, conceitos de saúde e história do esporte. Dentro desses temas, observe o que é mais importante para a turma."Em uma classe com conflitos, deve-se fazer atividades que gerem reflexão sobre o respeito ao adversário", diz Adriano José Rossetto Jr., professor da Universidade Gama Filho (UGF), no Rio de Janeiro.

3 Campeonatos devem ser organizados?

Sim, pois ajudam a trabalhar conceitos como análise tática e trabalho em equipe. Mas nelas deve haver atividades de que todos possam participar, ainda que isso exija adaptações. "Se só existe lugar para as equipes de alto nível em uma competição, então excluiremos a maioria das crianças", afirma Rossetto.

4 Deve-se propor clínicas de aperfeiçoamento?

Depende dos objetivos. Elas farão sentido se forem uma forma de contribuir para que os alunos se aprimorem nos fundamentos de cada prática. O que não vale é direcionar as aulas para o aperfeiçoamento dos naturalmente mais habilidosos. Para eles, a escola deve criar oportunidades no contraturno.

5 Qual é a melhor forma de montar as equipes?

A organização deles deve ser feita de acordo com seus objetivos, mas sempre garantindo grupos heterogêneos: estudantes de diferentes portes físicos, mais e menos habilidosos, meninas e meninos. É essencial que todos vivenciem cada um dos papéis no coletivo para que treinem diversas habilidades. No jogo de futebol, é um erro destacar as meninas sempre para as posições de defesa. "Elas podem defender no primeiro tempo, enquanto os meninos atacam. Porém, no segundo tempo, a situação se inverte", lembra Marcelo Jabu, coautor dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de Educação Física. O único cuidado é não delegar essa tarefa às crianças. Elas vão se unir por afinidades e os objetivos da atividade não serão garantidos.

6 Qual deve ser o papel do professor durante um jogo?

É importante observar a partida para avaliar constantemente as atividades desenvolvidas pelos alunos. "Ele deve perceber se a atividade está adequada e se mantém os alunos motivados", diz Rossetto (leia a sequência didática). Também é papel do docente esclarecer regras e mediar conflitos. A função de árbitro, nos jogos, pode ser delegada aos alunos. "Assim, eles refletem sobre a importância de tomar decisões se baseando em regras preestabelecidas e respeitá-las", completa Jabu.

7 Como estudar a fisiologia do esporte na aula?

Os alunos podem identificar as capacidades físicas mais exigidas, como força, resistência, flexibilidade, ritmo, coordenação e velocidade, e que interferem diretamente na realização de determinados movimentos. Por exemplo, ao jogar futebol, as crianças podem ser questionadas sobre o que é necessário para que se saiam cada vez melhor. Nas respostas, a questão da força e da velocidade aparecerá. Você deve levantar essas capacidades com a turma e depois ajudar a construir os conceitos associados a elas.

05:38

A dor do crescimento



O pequeno Arthur, 4 anos anos, é uma criança ativa. Corre em casa, pula na escola, pratica judô, faz natação. Por isso, quando chega a noite, não demora a pegar no sono. É nesse momento que ele deveria relaxar e descansar, certo? Nem sempre. Há ocasiões em que o menino chora, reclama de dores nas pernas, e chama pela mãe. Não é pesadelo, não é charminho. É a dor do crescimento.

Arthur não é o único. Muitas outras crianças passam pela situação. "Durante a noite os ossos crescem, causando tração nos músculos, que são grudados à estrutura óssea. A dor ocorre porque os ossos se desenvolvem e crescem mais rapidamente do que esses músculos", explica o professor de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, Claudio Santili.

"Quando isso acontece, minha mulher, Fernanda, faz massagem nas pernas dele e, se a dor for muito intensa, dá analgésico indicado pelo médico", conta o pai do menino, Flávio Corrêa, 42. Ela está certa. Como a dor do crescimento não tem cura e leva apenas alguns minutos ¿ mesmo parecendo horas para as mães e seus rebentos ¿, o melhor a fazer é aquecer os músculos.
"As dores também podem ocorrer quando há má-formação dos pés, tornozelos ou quadril, o que é comum até os 7 anos. Com o tempo, todos esses problemas se ajustam sozinhos", diz o médico.

Quando buscar ajuda

Mas se a dor se tornar frequente, é preciso procurar especialista: pode ser sinal de problemas articulares, reumáticos e ósseos. "Se o episódio ocorre duas, três vezes na semana, é bom procurar um pediatra, um ortopedista. Uma criança tensa, por exemplo, tem os músculos mais contraídos e pode sentir até dores nas costas", orienta.

A dor do crescimento é mais comum em crianças sedentárias, mas também pode acontecer após atividades fora da rotina. No caso de Arthur, o vilão já foi o futebol num fim de semana. Ou uma bagunça a mais numa festinha...

terça-feira, 26 de julho de 2011

07:47

O jogo comparativo

Características
A ideia básica desse tipo de jogo é a união de todos os participantes contra um inimigo comum - o próprio tabuleiro -, que pode ser representado por um personagem do jogo. Geralmente, ele possui caráter simbólico – por exemplo, a missão de um grupo de príncipes de evitar que uma princesa seja capturada por uma bruxa malvada.

Origem
Remontam às atividades tribais e aos rituais mágicos de diversas sociedades antigas para combater um inimigo comum real (como a chuva) ou imaginário (como duendes).

Por que propor
Para os pequenos refletirem sobre a importância de coordenar ações em conjunto e compreenderem regras estruturadas.

Como enriquecer o brincar
■ Ponha em debate, logo depois da partida, as decisões tomadas a respeito das jogadas executadas pelo grupo.

O erro mais comum
Oferecer só jogos cooperativos. A ideia de que competir é ruim não se sustenta. A importância de ofertar a modalidade está na diversidade de regras com que as crianças entrarão em contato.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

09:48

Ginástica Artística na Educação Física Escolar

Um dos recursos que se pode usar para as aulas de Educação Física na escola é a Ginastica Artistica.

Esse vídeo abaixo foi produzido dentro da aula de Educação Física Escolar, provando q a Ginástica Artística pode ser trabalhada na Educação Física Escolar



É uma atividade com uma gama de movimentos incríveis, que estimula a criançada!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

09:46

Com os jogos, as crianças aprendem que ganhar e perder faz parte da vida

Ao jogar - um comportamento que atravessa séculos -, a criança descobre que ganhar e perder faz parte da vida e desenvolve estratégias para enfrentar várias situações e os adversários.

Sentados em grupo, crianças, jovens, homens, mulheres e idosos lançam dados, viram cartas e movimentam peças de acordo com regras preestabelecidas e acordadas por todos. Em resumo, jogam. E, consequentemente, se divertem, desafiam uns aos outros, passam o tempo. Um olhar atento mostra algo mais: jogos de tabuleiro revelam peculiaridades da cultura de um povo. Alguns tradicionais, como o Jogo da Glória, surgiram como forma de simbolizar a vida e a morte. Outros demonstravam em sua origem a importância das estratégias de guerra, como o xadrez, e as crenças de um povo, como o mancala.

Levando em conta essas características de comportamento e cultura, quando se transforma em espaço de jogo, a escola possibilita a construção de saberes. O desafio de uma partida proporciona a elaboração e a exploração de questões relacionadas à sociabilidade (que se dá por intermédio de regras) e ao desenvolvimento de estratégias. Detalhes que chamam a atenção para a possibilidade de trabalhar com tabuleiros sem a obrigatoriedade de vincular a atividade às áreas do conhecimento.

"É importante que as crianças descubram o gosto do brincar por si só", defende Adriana Klisys, diretora da Caleidoscópio Brincadeira e Arte, em São Paulo. Esse tipo de abordagem não deve ser encarado pelos educadores como uma perda de tempo. "Há vários ganhos importantes para o desenvolvimento dos pequenos, embora possam não parecer importantes ou concretos à primeira vista", explica Adriana.

Fonte
09:33

Atuação do professor de educação física na escola

Criança precisa se mexer. É aí que entra o trabalho do profissional  de educação física,na interação com os pequenos no ambiente da escola.

As aulas devem ser transformadas em atividades lúdicas, com jogos e brincadeiras que vão ajudar os meninos e meninas a desenvolverem várias habilidades.

Atividades como andar, correr, saltar e todos os movimentos que deslocam o corpo no espaço, ajudam as crianças a interagirem com o ambiente, deixando-as mais seguras a explorar a capacidade corporal.

Exercícios com objetos como bolas, também são importantes neste processo. Com elas,podem ser realizadas atividades como jogar, receber, pegar, arremessar, rebater, chutar, entre outras.

A atividade física infantil também auxilia as crianças a aprenderem a equilibrar o próprio corpo. Ficar em pé, levantar,sentar,deitar,se equilibrar na ponta dos pés, são exemplos de atividades que desenvolvem este lado.
09:30

Atividades físicas diminuem comportamento agressivo de crianças


Sabe-se que a prática da educação física melhora a coordenação das crianças, promove a sociabilidade e as encoraja a um estilo de vida saudável. Praticar esportes também é benéfico para o desenvolvimento cognitivo, emocional e comportamental das crianças.

Agora, uma nova pesquisa comprovou que, além disso, os sentimentos de agressividade diminuem com a prática de atividades físicas e promovem um maior autocontrole e disciplina.

http://1.bp.blogspot.com/_e7hgdFbw0n0/SwtS7tMd4SI/AAAAAAAAANk/1Sx8WN70vIg/s400/Pesco%C3%A7o+com+crian%C3%A7as+jogando+na+quadra.jpg

A pesquisa, realizado em Tel Aviv, Israel, acompanhou 649 crianças de baixo nível socioeconômico que participaram de um programa contínuo com variados esportes. O resultado foi positivo, pois a agressividade das crianças que participaram do projeto diminuiu, em geral.

25 escolas participaram do estudo, que durou 24 semanas. Metade das crianças não tinha nenhuma ligação com esportes e a outra metade praticava atividades físicas cinco horas por semana. Os resultados das crianças que praticaram esportes demonstraram uma melhora nas características relacionadas com o autocontrole, auto-observação e capacidade de resolver problemas – o que levou a uma diminuição na incidência de agressão.

A prática de esportes é mais eficaz do que terapias verbais, pois estas incentivam as crianças a controlarem o seu comportamento, mas não reduz emoções negativas. O esporte, entretanto, consegue fazer as crianças reduzirem esses sentimentos.

A pesquisa demonstrou que resposta dos esportes na vida das meninas foi mais fraca se comparado aos seus colegas do sexo masculino. Estatisticamente, a mudança no comportamento delas foi menor. Uma das explicações é que, frequentemente, as meninas não sofrem do mesmo nível de agressividade dos meninos e algumas são menos propensas a apresentarem paixão pelo esporte.

O importante é que as crianças sejam introduzidas em atividades que elas gostam de fazer. Encontrar algo que as motiva faz com que elas se sintam fortemente ligadas a algo e diminui a probabilidade de terem problemas comportamentais

sexta-feira, 15 de julho de 2011

09:41

Abordagens Pedagógicas em Educação Física Escolar

A educação se faz presente em todos os momentos da vida, sendo assim é possível afirmar que não existe uma educação, mas sim "educações", sendo que não há uma forma única, tão pouco um único modelo de educação. A escola se apresenta como instituição responsável pela educação, porém a mesma não é o seu único meio de ação nos indivíduos da sociedade.

Podendo ser usada como saber, idéia ou crença para tornar comum àquilo que é comunitário, a educação existe livre, vai da família a comunidade, em todos os mundos, sem sala de aula, livros, quadras e professores especializados. A educação, como a conhecemos e definimos nos dias atuais aparece sempre no momento em que surgem formas sociais de condução e controle da aventura de ensinar e aprender, momento em que a educação se sujeita à pedagogia, criando métodos, estabelecendo regras e tempos, constituindo executores especializados. Este é o momento em que surge a escola, o aluno e o professor.

Segundo ALBUQUERQUE (1999) as transformações econômicas e institucionais impuseram no século XVIII a idéia de contrato social como dominante. É neste momento que as bases de desenvolvimento da pedagogia e da escola vão ganhando força, na medida em que as relações dos indivíduos passam por configurações contrastantes, saindo de um ambiente de comunidade para um modelo de sociedade.

O relacionamento do Homem com seu corpo também são alterados com este novo processo de ensino - aprendizagem, resultado das transformações ocorridas no par comunidade - sociedade. A educação do corpo, assim como toda a educação, antes vivenciada pelo processo de endoculturação, definido por BRANDÀO (1985) como:

Processo de aprendizagem e educação de uma cultura, desde a infância até a idade adulta. Através do qual um grupo social aos poucos socializa, em sua cultura, os seus membros, como tipos de sujeitos sociais,

passou por uma sistematização, essa chamada de ginástica, que no século XVIII, devida as necessidades de treinamento dos exércitos dos países envolvidos na guerra contra a França de Napoleão Bonaparte, passa a ser conhecida como Métodos de Ginástica, tento como principais os modelos instituídos na Alemanha, Suécia e França.

É este momento que podemos considerar como nascimento da Educação Física, o maior instrumento de institucionalização da educação do corpo, através de seus ideais eugênicos, higiênicos e de saúde, características marcantes dos métodos de ginástica, como apresenta DARIDO (2003):

Os métodos de ginástica procuravam capacitar os indivíduos no sentido de contribuir com a indústria nascente. No modelo militarista, os objetivos da Educação Física na escola eram vinculados à formação de uma geração capaz de suportar o combate, a luta, para atuar na guerra...

No Brasil a Educação física chega as escolas em 1851 com a reforma Couto Ferraz (DARIDO, 2003), tendo como conteúdo específico o Método de Ginástica Alemão. Porém a consolidação da educação física, através dos métodos de ginástica, na escola se dá a partir de Rui Barbosa, com a reforma de 1882, instituindo o método de ginástica sueco, fazendo com que o mesmo fosse obrigatório para ambos os sexos e que fosse oferecido as escolas normais (DARIDO, 2003). Em 1920 passa a ganhar espaço na escola o método francês de ginástica, que a partir de 1930 passa a ser usado como meio para a política Getulista, onde se pretendia um homem forte para a produção da industria brasileira. Em 1950 a educação física esta embasada no modelo desportiva e generalizada, método esportivista, tecnicista, um modelo piramidal.

No início de 1970 está clara a especificidade da educação física, onde a mesma se apresenta com um caráter esportivista, é a idéia do saber fazer. É em meados dessa década que aparece o termo "Psicomotricidade" influenciando todas as disciplinas escolares, onde era apresentada uma nova proposta de trabalho, inclusive para a educação física, que passa a ser mais valorizada no ambiente escolar com o seu envolvimento com as tarefas da instituição, desenvolvimento da criança, com o ato de aprender, como afirma SOARES (1996)

Descobrimos, naquele momento, que estávamos na escola para algo maior, para a formação integral da criança. A educação física era apenas um meio.

Esse "meio" sugerido pela autora significa que a educação física passou a ser instrumento para o ensino de outras disciplinas, e a mesma autora afirma que é esse o momento em que a educação física perde a sua especificidade, não tem mais um conteúdo que é seu, passa a ser um conjunto de meios para algo.

É a partir de 1980 que as discussões sobre a educação física ganham uma característica mais critica e política, onde a negação dos conteúdos esportivista e dos métodos de ginástica serão negados fervorosamente, bem como o fim da especificidade, proveniente da psicomotricidade, será debatido em busca de uma identidade da educação física escolar.

1980: a busca por uma identidade

A história da Educação Física na sua ligação com a escola foi montada a partir de uma inserção periférica ao seu núcleo central e foi subordinada a códigos e exigências das instituições militar e esportiva. (BRACHT, 1991)

A busca por uma identidade da educação física é defendida por MEDINA (1982), que escreve sobre a necessidade da educação física entrar em crise para que fosse possível superar o quadro de indefinições presente em sua pratica social. É então que, como afirma KOKUBUN (1995) a busca da identidade da educação física tem suas raízes no seu baixo prestígio social perante a sociedade.

A tentativa de limitar um corpo de conhecimentos, um objeto de estudo, marca as discussões do começo de 1980. É nesse momento que a educação física passa por um período de valorização de seus conhecimentos (DARIDO, 2003).

No entanto, principalmente os avanços obtidos no campo das metodologias da educação física não foram suficientes para resolver os problemas centrais; ainda temos lacunas consideráveis que marcam a sua forma de inserção na escola. (MARTINS, 2002)

Sendo assim, esse quadro de "crise" intelectual, explicito na época, muito contribuiu para aumentar as confusões, presentes nos professores responsáveis pela intervenção social através da educação física.

Esses debates de caráter crítico, com base na ideologia marxista, em relação a sua função social, faz com que o papel da educação física escolar seja vista de maneiras diferentes, na tentativa de definir um objeto de estudo bem como uma especificidade para a área afim de identificar o papel social que a educação física deva cumprir na sociedade. Surgem então, segundo DARIDO (2003), novos movimentos na Educação Física Escolar, novas abordagens, novas tendências pedagógicas para a Educação física na escola.


Caracterizando as principais abordagens

A especificidade pedagógica da Educação Física gera enormes discussões, de maneira intensiva, há pelo menos duas décadas. Diferentes respostas têm sido formuladas para tentar encontrar o "caminho" que deve seguir uma prática pedagógica que atenda todas as necessidades da Educação Física em sua intervenção na sociedade, bem como dê, à mesma, as margens de seu conteúdo. Esses "caminhos" têm sido chamados de abordagens, e se apresentam de maneiras distintas quando se refere ao conteúdo e à identidade da Educação Física, principalmente a aplicada no ambiente escolar.

Tais abordagens pedagógicas têm gerado um substancial número de publicações na Educação Física, e segundo TANI (1997) estão à disposição dos professores envolvidos com este segmento de atuação profissional. Antes deste momento, meados de 1980, as discussões giravam em torno de textos estrangeiros.

As abordagens pedagógicas da Educação Física podem ser definidas como movimentos engajados na renovação teórico - prático com o objetivo de estruturação do campo de seus conhecimentos que são específicos da educação física.

Para apresentação das principais abordagens presentes na Educação Física, desenvolvimentista, construtivista, critico - superadora, farei uso das informações contidas no quadro apresentado por DARIDO (2003).

Abordagem desenvolvimentista

Tem como seu conteúdo habilidades básicas, habilidades especificas, jogo, esporte e dança. Sua finalidade é a adaptação aos valores presentes na sociedade, para isso fazem uso da equifinalidade, variabilidade, solução de problemas. A temática principal fica por conta das habilidades, aprendizagem e desenvolvimento motor.

Abordagem construtivista

Tem como seu conteúdo brincadeiras populares, jogo simbólico e jogo de regras. Sua finalidade é a construção do conhecimento através do resgate de conhecimento do aluno para a solução de problemas. A temática principal fica por conta da cultura popular, do jogo e do que é lúdico.

Abordagem critico - superadora

Tem como seu conteúdo os conhecimentos sobre o jogo, esporte, dança e ginástica. Sua finalidade é a transformação social, para isso usam uma tematização da aula. A temática principal é a cultura corporal em uma visão holística.

Abordagem dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs

Os parâmetros curriculares nacionais tem suas origens na Europa, mais especificamente na Espanha. Tem como objetivo principal a busca por uma sistematização da Educação através de temas transversais para a promoção de uma interdisciplinaridade. No Brasil, como afirma DARIDO (2003)

os PCNs acreditam que eleger a cidadania como eixo norteador significa entender que a educação física na escola é responsável pela formação de alunos que sejam capazes de participar de atividades corporais, adotando atitudes de respeito mutuo, dignidade e solidariedade,...

Além das abordagens apresentadas no texto, ainda existem outros movimentos que podem ou não serem sugeridos como abordagens pedagógicas para a educação física, como apresenta DARIDO (2003). São elas as abordagens, sistêmica, critico emancipatória, jogos cooperativos, saúde renovada. Além das que será tratada ainda neste artigo que é a abordagem cultural.


Especificidade pedagógica, pratica escolar e objetivos da educação física: reflexões a partir da Abordagem Cultural

Afinal, qual é a especificidade da educação física? Qual seria essa sua prática pedagógica? Diferentes respostas a essas questões foram levantadas por cada abordagem desenvolvida durante os anos de "crise" da Educação Física.

Talvez a especificidade da educação física esteja atrelada a idéia de DAÓLI (2003) que pensa a educação física como uma construção social, tal como a concepção de corpo que ela difunde entre seus profissionais. Essa reflexão se torna muito forte no momento em que é vista a partir das diferentes construções do corpo durante o período de nossa história social. O processo civilizador, apresentado por ELIAS (1990), deixa claras as transformações de uso do corpo no dia a dia da sociedade, em diferentes países, porém todos sob a influência dos costumes que se construíam na França em uma tentativa da nobreza em se manter diferente do povo. MAUSS (1974) também apresenta diferentes técnicas corporais que pode observar, desde as diferenças entre os ritmos de marcha entre os exércitos da Inglaterra e da França, até a maneira de aborígines australianos dormirem. Todos estes aspectos que fazem parte de uma constante construção cultural, particular a cada povo, onde se apresenta diferentes soluções para situações que podem ser julgadas como iguais.

Ao se pensar em todas as abordagens que tentam explicar e dar conteúdo a Educação Física, dentro de suas características, parecem que não haver a devida importância a cultura corporal que está presente tanto no Professor, que intervém na escola, quando no aluno. Parece-me difícil desagregar as vivências passadas pelos professores de educação física durante os anos que também foram aluno, seja na escola ou na universidade. Como também seria errôneo desprezar as praticas corporais vivenciadas pelos alunos fora do ambiente escolar, cada um dentro de sua realidade social, dentro de suas limitações culturais.

Pensar a Educação Física a partir de referenciais das ciências humanas, e em particular da antropologia social, traz necessariamente a discussão do conceito de "cultura" para uma área em que isso era até há pouco tempo inexistente. (DAOLI, 2003)

O caráter biológico, predominante na educação física desde sua formação, observa o corpo de uma maneira extremamente positivista, onde o que é importante são os fenômenos que possam ser observados e medidos a partir da lógica do pensamento de August Connte. A quebra dos paradigmas que começa ocorrer no começo de 1980 começa a alterar essa visão reducionista do corpo, as ciências humanas ganham espaço a medida que passam a observar o corpo como componente da história do homem, um corpo que carrega em seus costumes as experiências de uma sociedade. Corpo, como afirma FOUCAULT (1977, p. 125), que já havia sido descoberto como objeto e alvo de poder. Isso ocasiona uma redução materialista da alma através de uma teoria geral do adestramento, evidente na obra "O Homem Máquina" de Lê Mettrie. Nada mais do que a tentativa de terminar com a variabilidade cultural, uma cultura unificada e castradora.

Por muitos anos esse foi o conteúdo da Educação Física na escola, talvez com um discurso de boas intenções que movia os professores ou instrutores, mas um conteúdo que colabora para transmissão dos valores de uma classe dominante.

É a partir dessas reflexões que me parece ser objeto da estudo da Educação Física o corpo em todas as suas instâncias, do biológico ao social. Apresenta-se claramente a necessidade de compreensão dos simbolismos presentes, o corpo representa algo ou alguém, corpo cultural, ao menos tempo em que é uma representação biológica de uma espécie, corpo natural. Portanto a educação física deve trabalhar para o desenvolvimento de uma cultura corporal, com conteúdos que respeitem o corpo em suas instancias representativas, onde os simbolismos culturais de cada povo sejam trabalhados e compreendidos.


Conclusão

As discussões sobre abordagens pedagógicas são muito pertinentes à Educação Física, principalmente após as questões levantadas no inicio de 1980, pois estas vem contribuindo para o crescimento da área a partir de estudos voltados para as pesquisas humanas, o que contribui, ao meu ver, para um melhor relacionamento entre a educação física e seus alunos.

Acredito que o grande número de abordagens que surgiram tem como ponto negativo a confusão que proporciona para os professores que trabalham nas escolas, sendo que ao estudar as propostas presenciei em uma ausência de propostas claras exemplificadas em planos de aula para que a tarefa da passagem desse conhecimento fosse facilitada, principalmente aos professores que estão a mais tempo fora do ambiente universitário. Outro ponto importante é que considero difícil julgar uma única abordagem como sendo a melhor, enxergo todas com discussões necessárias para a Educação Física, pecam quando negam o conhecimento das outras tentando garantir uma hegemonia. É por isso que apresento nesse artigo a abordagem cultural como sendo a melhor proposta para a delimitação dos conteúdos da educação física escolar.

Tomando por base a definição de cultura pode-se dizer que nela estão englobadas todas as virtudes presentes nas diversas abordagens, com o diferencial de pensamento onde as experiências do professor e do aluno são levadas em consideração.

A escola ainda é o maior campo de atuação da educação física, espero que assim se mantenha firmando-se como conhecimento interdisciplinar no projeto pedagógico da escola, trabalhando sua especificidade, que ao longo da construção do corpo de conhecimentos para esse artigo chego a concluir que é a cultura corporal, auxiliando na formação de alunos saudáveis, com controle de seu corpo, conhecimento do mesmo, capazes de explorar todas as suas possibilidades e conhecedor de seus costumes sociais.


Referências

ALBUQUERQUE, L.M.B. As invenções do corpo: modernidade e contramodernidade. Motriz, Rio Claro, v.7, n.1, p.33-9, jan./jun. 2001. [p.33-5]

BRANDÃO, C. R. O que é educação. São Paulo: Brasiliense/Abril, 1985. p.7-35.

DAOLI, J.,A Cultura da Educação Física Escolar. Revista Motriz, v9, n.1, supl., s33 - s37, jan./abr. 2003.

DARIDO, S. C., Educação Física na Escola, 1. ed. Guanabara Koogan S.A., 2003. 91p.

ELIAS, N. O processo civilizador. Trad. Ruy Jungmann. R. de Janeiro: Jorge Zahar, 1990. 2v.

FOUCAULT, M. Vigiar e punir, Rio de Janeiro, Graal, 1977.

KOKUBUN, E., Negação do caráter filosófico científico da educação física: reflexões a partir da e biologia do exercício.
http://www.blogger.com/img/blank.gif
MARTINS, A. S., Educação Física Escolar: Novas Tendências. Revista Mineira de Educação Física, Viçosa, v. 10, n. 1, p. 169 - 192, 2002.

MAUSS, M. As técnicas corporais, Sociologia e antropologia, São Paulo, EDUSP/EPU, 1974, vol. 2, pp.209-233

SOARES, C. L. Educação Física escolar: conhecimento e especificidade. Revista Paulista de Educação Física, supl.2, p.6-12, São Paulo, 1996.

TANI, G. Perspectivas para a educação física escolar. Revista Paulista de Educação Física, v.5, p.65-9, São Paulo, 1991.

Fonte

domingo, 10 de julho de 2011

10:51

Exemplo de aplicação em Ritmos brasileiros na Educação Física

Conteúdo
Atividades Rítmicas e Expressivas

Mais sobre dança

Reportagens

Dança: expressão pelo movimento
Dança na escola: uma educação pra lá de física
Dança criativa

Plano de aula

Elementos da dança
Planos de aula com flexibilização

Deficiência auditiva
Flexibilizações: Tempo - Recursos e Conteúdos

Objetivos
- Conhecer as diferentes nuances que compõem o ritmo musical (duração, intensidade e tonalidade).
- Interpretar corporalmente os diferentes ritmos brasileiros.
- Criar ritmos e expressões corporais com base nas canções escolhidas.


Conteúdo
- A dança, o ritmo e suas nuances: forte e fraco, simétrico e assimétrico, agudo e grave e rápido e lento.

Anos
3º a 6º.

Tempo estimado
Três aulas.

Material necessário
Instrumentos musicais (tambor, berimbau, pandeiro, flauta, atabaque etc.), CDs de músicas brasileiras (samba, maracatu, frevo etc.), DVDs de apresentações musicais e de dança, aparelhos de som e de DVD.

Desenvolvimento
1ª etapa
Depois de realizar um levantamento sobre os ritmos e as danças mais presentes na cultura do local, da escola e da comunidade, retome-os numa roda de conversa. Apresente aos alunos dois ritmos ou duas danças que fazem parte desse universo. É interessante trabalhar com exemplos bem diferentes nas variáveis musicais – letra, melodia, intensidade, tonalidade etc. Leve para a sala fotos de alguns instrumentos utilizados nessas manifestações artísticas e, em seguida, exiba fotos e vídeos de espetáculos pertencentes aos temas selecionados. Deixe que os alunos escolham um. Com base no eleito por eles, proponha a realização de uma vivência rápida. Sugira uma interpretação livre da música e faça algumas paradas e perguntas do tipo: como é caracterizado esse ritmo na nossa cultura? De que manifestação da dança estamos falando? Quais os instrumentos utilizados? Como são os movimentos dessa dança? Vocês conhecem esse ritmo? Como podemos descrevê-lo?

Flexibilização de tempo
Acrescente para todos a experiência tátil de sentir as vibrações. Proponha que coloquem as mãos sobre as caixas de som e distingam o tempo musical por meio de vibrações mais fortes e mais fracas. Dê atenção individual para ajudar o aluno surdo na atividade. Assim ele poderá dançar sentindo as vibrações e não apenas copiando os gestos dos demais.

Flexibilização de recursos
As imagens, tanto de fotos como de vídeos, facilitam a compreensão por parte dele. O intérprete de Libras pode transmitir as discussões e os comentários sobre as imagens.

2ª etapa
Tenha em mãos alguns instrumentos musicais utilizados na dança escolhida pelos estudantes. Eles serão convidados a se expressar corporalmente com base nas nuances de sons e ritmos sugeridas pelos instrumentos: graves e agudos, fortes e fracos, rápidos e lentos e simétricos e assimétricos. Estimule a garotada a perceber a relação entre eles e os tipos de movimento e de expressão corporal. Exemplo: quais os movimentos que se relacionam com os sons fortes? Como nos expressamos (dançamos) quando o ritmo é lento? Como dançar em músicas com progressões bastante assimétricas?

Flexibilização de conteúdos
As associações são priorizadas pelo movimento e não pelo som. Inclua questões que valorizem a identificação visual.

Flexibilização de recursos
O aluno surdo pode receber as explicações em Libras. Utilize imagens e cenas de dança.

3ª etapa
Divida a sala em grupos de quatro ou cinco alunos e peça que cada um deles construa uma minicoreografia com base nas vivências realizadas. Deixe os instrumentos, o aparelho de som e os CDs ao alcance de todos para que possam explorar movimentos em função da música. Sorteie um ou dois grupos para apresentar as coreografias.

Flexibilização recursos
Para marcar os passos, utilize gestos e conte o tempo com palmas. Observando os colegas ouvintes e com a ajuda deles, o aluno surdo dança também.

Flexibilização de tempo
A atividade pode ser repetida ou reforçada na sala de recursos no contraturno.

Avaliação
Numa roda de conversa, verifique se a turma identifica as nuances que compõem os ritmos das diferentes danças e se compreende as características das manifestações da cultura local. Em termos de conteúdo, os alunos devem saber que existem diferentes formas de expressão corporal para cada um dos ritmos e que há coerência entre os movimentos e as nuances de ritmos das diferentes danças.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

07:33

Mãe questiona falta de aulas práticas de Educação Física


O excesso de aulas teóricas na disciplina de Educação Física nas escolas estaduais de Maringá preocupa a secretária Fátima Mendes, 34 anos. Ela, que é mãe de uma aluna do 6º ano do ensino fundamental, enviou e-mail à Redação de O Diário, afirmando que o aprendizado nessa disciplina tem falhas.

"Eles (alunos) ficam muito na sala de aula. Não praticam esporte na verdade, não se exercitam. Pela idade, ela não liga, mas eu acho que eles deveriam estar aprendendo mais. Na minha época, tinha aulas de 2 a 3 vezes por semana e jogávamos mesmo. Íamos à quadra, corríamos, suávamos. Agora as crianças ficam muito tempo sentadas, no computador. Não se exercitam", relata.

Fátima também afirma que há muitas turmas para pouco espaço para aulas práticas. "Uma turma tem que revezar com outras. As quadras não são suficientes para todos. Semana passada, fez 3 semanas que ela não saía de sala de aula na Educação Física".

A Secretaria de Estado de Educação não estabelece porcentagem mínima de teoria e prática nas aulas de Educação Física. De acordo com a coordenadora pedagógica de Educação Física do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Maringá, Elildiceia Fiaux Pereira, o elevado número de alunos e alguns desencontros podem impossibilitar as aulas ao ar livre.

"Por isso não trabalhamos só com os esportes. Dentro da Educação Física, temos ginástica, lutas, por exemplo. Fora a parte teórica, trabalhada na sala de aula".

Professora da disciplina há 16 anos no Instituto Estadual da Educação de Maringá, Lucyanne Goffi conta que é comum os profissionais alternarem a teoria com a prática por questão de falta de espaço físico adequado. Também é comum professores dividirem as aulas, sendo metade prática e metade teórica.

"Hoje, as diretrizes do Estado tentam mesclar ambas, mas fica para cada professor decidir a distribuição. Nas minhas aulas, tento trabalhar a maioria na prática, pois é ela que vai ajudar o aluno no desenvolvimento motor e socialização", diz.

Importância

O Conselho Regional de Educação Física (Cref) não pode fiscalizar como são conduzidas as aulas na rede de ensino, mas recomenda que pais denunciem falta de prática ao Ministério Público do Paraná (MP-PR).

"As crianças e adolescentes não podem ficar muito tempo sem a prática, com o risco de perderem os benefícios adquiridos. É um direito deles, então, se for falho, deve ser denunciado ao órgão competente", afirma o fiscal do Cref-PR Alessander Simões da Silva.


07:09

Plano de aula: Atletismo

Objetivo
- Aprimorar a habilidade de correr com velocidade e boa coordenação motora.

Flexibilização
Os alunos com algum tipo de deficiência física poderão participar desta atividade desde que possam contar com alguém que os auxiliem, seja empurrando a cadeira de rodas, ou apoiando naquilo que for preciso. Ainda assim, é importante considerar o fato de que estarão em situação de desvantagem em relação aos outros. No caso de alunos cadeirantes, na maioria das vezes, um simples colega "empurrador" pode resolver o problema, desde que seja rápido (você propor um "teste" antes). No caso de alunos que andam com algum tipo de dificuldade e não contam com o apoio da cadeira, pode-se propor aos corredores das outras equipes que, no momento em que vão disputar com eles, o façam de uma forma diferente, enfrentando um desafio a mais como correr de costas ou de lado, por exemplo. A ideia é diminuir a desvantagem, tentando fazer com que todos enfrentem um desafio com graus de dificuldade e esforço parecidos. Mais importante que isso, é compartilhar as ideias entre todos, pedindo sugestões e ouvindo os comentários de todo o grupo. Este tipo de situação tem sua importância na medida em que contribui para que todas as crianças construam gradativamente uma disposição para encarar os próprios desafios e dificuldades de forma criativa e aberta à diversidade.

Desenvolvimento
Peça que os alunos se dividam em duplas, trios ou quartetos. Em um pátio, eles ficam uns ao lado dos outros e, ao sinal do professor ou de um colega, um participante de cada grupo corre o mais rápido que puder, tentando chegar em primeiro lugar a um ponto definido. Quando a primeira bateria terminar, é hora de outros integrantes de cada equipe participarem. Esteja atento para que todos tenham a oportunidade de correr e oriente as crianças quanto aos fundamentos da corrida: posição de largada, atenção e concentração, movimentos coordenados de braços e pernas, respiração, olhar sempre fixo à frente etc. Desafie a garotada a correr de formas diferentes (de costas, de lado, num pé só) e diversifique os espaços, aumentando ou diminuindo a distância da pista.

Avaliação
Um bom indicador de que a turma está correndo cada vez mais rápido é o tempo gasto para completar a distância estipulada. Após a realização de algumas corridas, registre o tempo de todos e estabeleça com eles algumas metas. Tome como base a média de velocidade do grupo e defina os objetivos mais viáveis para cada aluno, visando diminuir o seu tempo. Repita várias vezes a atividade e incentive as crianças a registrar e monitorar seu tempo para ver se melhoram suas marcas.
07:08

Plano de aula: Jogos pré-desportivos com bola

Objetivo
Aprimorar a habilidade de passar a bola com precisão e rapidez, sem deixá-la cair no chão.

Desenvolvimento
Peça que as crianças dividam-se em duas equipes. Fique atento para que todos sejam escolhidos e os times tenham um certo equilíbrio (nível de habilidade, idade, menino e meninas, etc.) Caso perceba que uma equipe está muito mais forte, sugira uma reorganização dos alunos. A equipe que iniciar a rodada deve começar uma troca de 10 passes sem que os demais roubem a bola. A equipe que conseguir completar a sequência marca um ponto e o jogo é finalizado quando uma das equipes completar cinco pontos. Fique atento a aspectos como nível de participação, principais dificuldades encontradas e capacidade de compreensão das regras. Em alguns momentos é interessante organizar uma roda de conversa para que os alunos possam falar a respeito das dúvidas, dificuldades e conquistas. Quando perceber que as crianças dominam o jogo, sugira novos desafios: jogar com duas bolas, em três equipes, diminuir ou aumentar o número de passes, utilizar bolas de diferentes tamanhos e pesos, diminuir o tamanho do campo etc.

Material necessário
Espaço para a prática da atividade (pátio, quadra de grama ou areia).

Avaliação
Observe se as crianças estão melhorando a precisão do passe. Bons indicadores desta capacidade são visíveis quando a bola demora mais para cair no chão, quando os passes são realizados a distâncias maiores e o tempo gasto para completar a partida diminui.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

17:26

Diabetes e pressão alta: crianças também têm doenças de adultos

Já se foi o tempo em que arranhão no joelho, dor de barriga ou mal-estar seguido de gripe eram as principais reclamações vindas das crianças. De acordo com estudos recentes sobre o tema e a observação diária de especialistas da área, algumas doenças consideradas como "coisa de adulto" agora também atingem os pequenos.

De acordo com os profissionais ouvidos pelo Terra, as principais "novidades" nos consultórios médicos são as síndromes metabólicas como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, aumento da gordura no sangue, enxaqueca e AVC. Dentre os problemas psicológicos, estão a depressão e ansiedade excessiva. A obesidade também está entre os principais problemas e, segundo o Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, já atinge 30% das crianças brasileiras de 5 a 9 anos.

Para a Dra. Vera Koch, chefe da unidade de nefrologia do Instituto da Criança do HCFMUSP, a obesidade infantil tem a ver, inclusive, com a melhora da situação socioeconômica do país: "A alimentação melhorou, só que a dieta ainda é muito desregrada, com grande consumo de carboidratos, de produtos industrializados - que são ricos em sal - e de gorduras saturadas, vindas da proteína animal."

Ela recomenda que os pais não esperem que os sintomas apareçam para procurar ajuda: "A partir da visita regular ao pediatra é possível verificar se o desenvolvimento e o crescimento estão acontecendo da melhor maneira", ela explica.

Segundo a Dra. Ana de Jesus Cristovão, pediatra da Beneficência Portuguesa de São Paulo, alguns fatores que compõem a vida moderna são responsáveis por essas mudanças. "Acredito que o chamariz comunicativo para os alimentos chamados 'fast food', a Internet, a vida nas grandes cidades e a violência urbana, sejam os principais fatores para o aumento dessas doenças em crianças."

De olho na pressão da criançada
Em novembro de 2010, a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo divulgou um estudo realizado pelo Instituto da Criança do HCFMUSP, com cerca de 1,6 mil crianças, que mostrou que bebês com baixo peso podem virar adultos hipertensos. Uma das explicações tem a ver com um ciclo hereditário que pode afetar a vida adulta.

O Instituto frequentemente faz mutirões para medir a pressão arterial de crianças e adolescentes, e os especialistas têm observado que, em média, 30% dos pacientes atendidos apresentam algum quadro de obesidade ou sobrepeso, um dos problemas relacionados à hipertensão.

A Dra. Vera Koch acrescenta que os problemas relacionados ao peso podem, inclusive, começar na barriga da mãe: "Muitas crianças brasileiras tiveram na geração passada um histórico de desnutrição. Quando isso a afeta no útero, o feto entende que precisa armazenar energia para sobreviver. Antigamente, chamávamos isso de 'metabolismo avarento', ou seja, o indivíduo que estoca e usa pouco. O fenômeno é visto em todos os países do mundo que saem de uma situação de desnutrição para a fartura."

Enxaqueca e AVC também acontecem na infância
A Secretaria de Saúde do Estado divulgou, em 2009, dados relacionados à incidência de Acidente Vascular Cerebral (AVC) em crianças. Em 2008, foram registrados 266 casos, com 28 óbitos e, em 2009, foram 177, entre crianças até 14 anos de idade.

Para este tipo de problema, não há prevenção, mas em alguns casos as sequelas são reversíveis, podendo ser tratadas com fisioterapia e psicologia. Na ocorrência do AVC, os pais devem investir em um acompanhamento médico intensivo, pois uma vez que a causa é determinada, a repetição do problema pode ser prevenida.

A Secretaria também alerta sobre a enxaqueca, que vem se mostrando outro problema recorrente. É preciso saber diferenciar uma simples dor de cabeça de um quadro mais sério, e redobrar os cuidados na ocorrência de alterações de humor, vertigens, náuseas, vômitos e dores abdominais. O problema exige medicação adequada e mudanças de hábito, como uma rotina de alimentação regrada, boas noites de sono e cuidados com a exposição ao sol.

Pouca idade, muita preocupação
Os distúrbios psicológicos também já chegaram às cabecinhas das crianças. De acordo com a Dra. Carolina da Costa, psiquiatra do Programa de Ansiedade Infanto-Juvenil do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, os transtornos de ansiedade e depressão são os dois problemas mais comuns entre crianças e adolescentes.

A especialista associa, como um dos fatores ligados à ansiedade, a rapidez com que se multiplicam notícias sobre tragédias sociais e catástrofes naturais: "As crianças estão demonstrando preocupações mais típicas da idade adulta, além de ficarem muito atentas aos problemas do ambiente em que vivem, como uma separação dos pais, por exemplo."

Entre os sintomas físicos elencados pela psiquiatra estão dor de barriga constante, dor de cabeça, coração acelerado e dificuldade de respirar.

Já os casos de depressão são caracterizados, de um modo geral, por medos e preocupações excessivas, que merecem atenção redobrada quando acarreta prejuízos à criança: "Existem medos típicos de cada idade, que estão dentro do desenvolvimento normal. Mas é importante observar se isso acarreta perdas, como o medo de ir à escola, de fazer perguntas à professora ou apresentar trabalhos escolares, ou ir a eventos que distancie a criança dos pais, caracterizando assim uma fobia social", explica.

A criança depressiva apresenta mudanças de humor e tristeza contínua, falta de disposição para brincar, alterações de sono e alimentação, pensamentos ruins e a tendência à autodepreciação e diminuição da autoestima. "São sintomas bem parecidos com os que ocorrem com o adulto, o que difere é a forma como isso é observado. O adulto terá problemas no trabalho, enquanto a criança terá alterações dentro do contexto infantil, brincando menos, apresentando irritabilidade e problemas na escola", pontua.

A especialista lembra que é preciso observação constante: "Procure saber como é o dia a dia da criança. Se ela apresentar problemas pontuais, é normal, então é preciso estimulá-la a enfrentar porque isso faz parte do desenvolvimento. Mas é preciso verificar a intensidade da angústia."

Em casos de ansiedade e depressão, muitas vezes a terapia é suficiente e pode funcionar bem. Casos mais graves podem exigir o uso de medicação, sempre associado ao acompanhamento médico.

Recentemente, um estudo realizado pelo University College London's Institute of Child Health, também mostrou dados preocupantes com relação à saúde mental na infância. A pesquisa mostrou que crianças a partir dos seis anos foram hospitalizadas com sintomas relacionados à anorexia e outros distúrbios alimentares. De acordo com o estudo, para cada 100 mil crianças do Reino Unido, três apresentam algum tipo de distúrbio.

Atenção aos sinais
Segundo a Dra Ana de Jesus Cristovão, pediatra da Beneficência Portuguesa de São Paulo, a observação diária dos filhos pode evidenciar problemas que, diagnosticados a tempo, são facilmente solucionados.

Crianças que reclamam de fraqueza, comem em excesso e não ganham peso, mostram sede constante e fazem xixi muitas vezes ao dia, podem denunciar sinais típicos de diabetes. Já o cansaço excessivo e dor de cabeça podem ser um alerta sobre a pressão arterial e a dosagem do colesterol, triglicerídeos e glicose.

Na teoria, a recomendação para evitar este tipo de problema é unânime: pais persistentes em hábitos saudáveis e acompanhamento médico constante. Na prática, algumas dicas simples podem ser bastante úteis, de acordo com a médica: "Procure atrair a criança fazendo um hambúrger no almoço, com bastante salada e tomate, gelatina com pedaços de frutas, salsicha de frango com legumes cortadinhos com 'carinhas de animais'. Prefira sucos no lugar de refrigerantes, biscoitos sem recheio e estabeleça apenas um dia para as guloseimas", recomenda.

A doutora indica a natação como atividade física complementar e mostra que, acima de tudo, o diálogo ainda é o melhor remédio: "Converse com seus filhos, não os exclua dos problemas por achar que a criança 'não entende', pois, muitas vezes, a interpretação errada gera conflitos e medos desnecessários", finaliza.

Fonte: Terra


10:46

Características do Jogo Cooperativo

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Características

A ideia básica desse tipo de jogo é a união de todos os participantes contra um inimigo comum - o próprio tabuleiro -, que pode ser representado por um personagem do jogo. Geralmente, ele possui caráter simbólico – por exemplo, a missão de um grupo de príncipes de evitar que uma princesa seja capturada por uma bruxa malvada.


Origem

Remontam às atividades tribais e aos rituais mágicos de diversas sociedades antigas para combater um inimigo comum real (como a chuva) ou imaginário (como duendes).


Por que propor

Para os pequenos refletirem sobre a importância de coordenar ações em conjunto e compreenderem regras estruturadas.


Como enriquecer o brincar

■ Ponha em debate, logo depois da partida, as decisões tomadas a respeito das jogadas executadas pelo grupo.

O erro mais comum
Oferecer só jogos cooperativos. A ideia de que competir é ruim não se sustenta. A importância de ofertar a modalidade está na diversidade de regras com que as crianças entrarão em contato.

domingo, 3 de julho de 2011

07:44

Educação Infantil (Teorias e práticas pedagógicas)


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Conteúdo Programático do curso online Educação Infantil (Teorias e práticas pedagógicas)

  • Concepções Teóricas e Históricas da Educação Infantil;
  • História;
  • Pensadores;
  • A Trajetória da Educação Infantil no Brasil;
  • Primeiras iniciativas (1875 - 1964);
  • A Educação Infantil de 1970 ao dias atuais;
  • Legislação;
  • O Desenvolvimento Social da Criança;
  • A construção do desenvolvimento humano;
  • Perspectiva sociointeracionista;
  • Organização Curricular da Educação Infantil;
  • Currículo;
  • Objetivos;
  • O Trabalho Pedagógico.
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