quinta-feira, 28 de abril de 2011

16:45

Exemplo de atividade: Brincando com o Corpo


Objetivo: sociabilização, coordenação motora e conhecimento corporal;

Duração: 45 minutos

Material: pequenas quadras ou quadra poliesportivas;

Faixa Etária: 05 a 09 anos

Aproveitamento: Ensino Fundamental

Parte Prática:

Parte inicial - aquecimento - duração 10 min: os alunos deverão correr livremente pelo espaço e ao sinal do professor executar as tarefas como sentar, rolar, agachar e ficar em pé.

Segunda parte 25 mim

Os alunos ficarão dispostos em um linha lateral da quadra um ao lado do outro, ao sinal do professor deverão atravessar para o outro lado saltando de um pé só, logo após voltarão saltando de uma pé só mas em dupla. Depois, atravessarão a quadra colocando a mão no pé do parceiro indo para o outro lado e voltando da mesma forma seguindo assim joelhos, bumbum, barriga, ombros, cabeça e outras partes do corpo. Primeiramente individual, depois duplas, trios, e assim por diante até ficarem em um grande grupo.

Parte final 10 mim

Os alunos ficarão dispostos em círculo e cantarão um brinquedo cantado com a musiquinha "pé de cana é caneta, pé de bucha e buchecha no sanba da tiririca pimenta, pitanga, pipoca e pita" e assim até o término da aula.

COMENTÁRIOS: essa aula foi criada por alunos de terceira série.

Euclides Ramos / Colégio Nossa Senhora dos Remedios , 30 anos, dinhorf@ig.com.br Osasco- SP-Brasil

terça-feira, 26 de abril de 2011

09:14

Aplicação do jogo na Educação Física Escolar

A escolha pela experimentação dos jogos em situação concreta se deu, em parte, pela dificuldade apresentada por alguns professores em trabalhar ou desenvolver conteúdos que vão além dos esportes tradicionais. Por outro lado, os mesmos professores e alunos de certa forma apresentam uma certa familiaridade com os jogos.

Apesar do trabalho de Rangel-Betti (1995) não ser tão recente ele continua original. A autora nos mostra que o esporte é o único veículo utilizado como forma de difusão da cultura corporal no Ensino Fundamental e Médio.

Um dos motivos alegados pelos professores, para não trabalharem as outras manifestações da cultura corporal, é a insegurança em relação aos conteúdos que não dominam, desenvolvendo apenas os que têm mais afinidade.

Por essa razão, o presente trabalho traz alternativas, ao ir além dos conteúdos esportivos.

A definição de jogos é extremamente polêmica, comportando diferentes concepções conforme o autor analisado. Para os fins deste trabalho, utilizaremos como referência o conceito proposto por Freire (1994), segundo o qual:

"brincadeira, brinquedo e jogo significam a mesma coisa, exceto que o jogo implica a existência de regras e de perdedores e ganhadores quando a sua prática." (FREIRE, 1994, p. 116)

Outra questão refere-se à utilização do jogo enquanto conteúdo e/ou metodologia de ensino. Nesse sentido, o jogo possibilita a ampliação do conhecimento relativo à cultura, já que ele é uma manifestação da cultura corporal e também proporciona situações pedagógicas de ensino-aprendizagem, que podem ser exploradas pelo professor a partir dos jogos (FREIRE e SCAGLIA, 2003).

Em Manifestação do jogo (2004) os autores analisam o jogo sob duas perspectivas: o "jogo livre" e o "jogo-funcional". O "jogo-livre" é caracterizado pela ludicidade, espontaneidade, prazer, sendo o aluno o centro da ação e cabendo ao professor apenas o papel de vigia. Já ao "jogo-funcional" atribui-se um valor utilitário, pois é considerado um veículo para aprendizagens que vão além dele mesmo.

Concordamos com os autores, quando propõem ao professor a busca do equilíbrio entre as duas abordagens, constituindo o que chamam de "jogo educativo".

"... o aluno não deve ir à escola apenas para jogar, ou aprender a brincar, muito menos ser iludido com o jogo placebo, sendo induzido a aprender algo de forma descontextualizado. Mas sim, necessita ir para escola trabalhar e viver plenamente o jogo. Aprendendo com e pelo jogo; jogando com seus desejos e vontades desencadeados por situações contextualizadas" (MANIFESTAÇÃO DO JOGO, 2004, p.151).

Rangel e Darido (2005) mostram que uma das funções da escola é transmitir os conhecimentos produzidos pela sociedade e que parte deste conhecimento está vinculado ao jogo.

Dos vários conteúdos escolares, o jogo pode ser considerado de fácil aplicação, pois; não é estranho à criança, uma vez que a maioria já teve experiências com jogos e brincadeiras; não exige espaço ou material sofisticado; variam em complexidade de regras, ou seja, desde pequeno pode-se jogar com poucas regras ou chegar a jogos com regras de altíssimo nível de complexidade; podem ser praticados em qualquer faixa etária e por ambos os sexos ao mesmo tempo; são na maioria das vezes divertido e prazeroso para os seus participantes; e aprende-se o jogo pelo método global, diferentemente do esporte que geralmente é aprendido/ensinado por partes (DARIDO e RANGEL, 2005).

É bom deixar claro que, apesar da facilidade de aplicação, não podemos deixar de lado os objetivos que pretendemos alcançar com a realização dos jogos. Portanto, ao mesmo tempo em que proporcionamos aos alunos o prazer em jogar, possuímos objetivos educacionais, ao tentar garantir a aprendizagem dos conteúdos também nas dimensões conceituais e atitudinais.

Veja o estudo completo aqui

sexta-feira, 15 de abril de 2011

09:14

Educação Física Escolar e a produção do conhecimento

As reflexões desenvolvidas auxiliaram-nos tanto na sistematização dos conhecimentos trabalhados no espaço escolar como na tomada de consciência, da forma mais ampla possível, da realidade histórica para que se constituísse em elemento de ação pedagógica e de ação política, principalmente. Consideramos fundamentais as esferas e dimensões do conhecimento que são parte da cultura corporal/esportiva.

A perspectiva histórica da luta de classes incorporada ao contexto educacional possibilita o reconhecimento da identidade cultural e sóciopolítica, através do reconhecimento e valorização das diversidades socioeconômicas, regionais e culturais das comunidades da escola pública, da sua apropriação crítica e da possibilidade de sua transformação. O conhecimento expressa um dos modos de apropriação do mundo pelo homem, possibilitada pela atividade humana frente à realidade.

Para tal, o indivíduo insere-se no meio histórico-cultural, compreende-se como sujeito histórico, construtor de seu tempo e de sua história, possibilitando uma melhor intervenção social. Não uma intervenção qualquer, e sim situada em prol do desenvolvimento de uma escola unitária, no chão da escola e na luta contra-hegemônica, partindo “de uma construção molecular, orgânica, pari passu à construção da própria sociedade no conjunto das práticas sociais” (KOSIK, 1995, p. 35).

Possibilitar, para além da reprodução do conhecimento, uma produção do mesmo como práxis transformadora, tendo a superação histórica do capitalismo como horizonte e não apenas como contemplação (para uma parte do coletivo de professores); ou a produção de novas práticas pedagógicas tendo em vista a proposição desta alternativa pedagógica escolar comprometida com a classe que vive do trabalho e com uma sociedade mais justa e igualitária (para outra parte deste coletivo de professores).

Entendemos também que esta, como qualquer outra iniciativa de orientação técnica e científica para o setor educacional, tem de ser acompanhada de uma política ampliada que contemple as condições de trabalho, o salário, as necessidades de uma política de educação continuada dos educadores e, finalmente (para alguns do grupo), a transformação do modelo de sociedade atual, em busca da efetiva valorização do ser humano, do professor, da escola pública, da classe que vive do trabalho, pautando-se na produção do conhecimento da práxis social brasileira.

Este projeto significa, por fim, o ponto de início para a reflexão constante em torno do conhecimento na escola, compreendendo a educação física como parte integrante do processo educacional escolar, indispensável para a formação do ser humano e para o entendimento e intervenção na e da realidade em sua totalidade.

Significa igualmente uma possibilidade de resgate da qualidade da escola pública e de uma educação para a cidadania, e conforme Franco (1998, p. 35), “com dimensões mais amplas que o horizonte do mercado e da produção para a competitividade” nesta sociedade ainda fortemente injusta e desigual, pretendendo a transformação da realidade excludente em relações mais justas, democráticas, igualitárias.

Para além das teorizações abstratas e da prática pela prática, consideramos o desafio de reconhecer os núcleos centrais de conhecimentos socialmente relevantes que se relacionem à especificidade das práticas corporais geradoras de conhecimentos específicos articulados aos gerais críticos e reflexivos.

O desafio de afirmar a função social escolar como espaço de formação humana de classe, compromissada com a mudança e de construirmos uma escola pública e unitária que atenda à classe proletária de uma educação omnilateral11 , buscando uma totalidade de capacidades ao tempo em que oportunize a possibilidade de usufruto dos bens materiais e dos bens espirituais.

Na rede municipal, o desafio imediato é político e pedagógico: o fortalecimento de nossa organização sindical para a luta por melhores condições de trabalho na educação. Na Educação Física, além desses, o desafio que se mostra urgente é o de retornar a nossa luta histórica pela legitimidade deste fundamental conhecimento escolar.

Uma das formas para tal é a mobilização para o embate políticopedagógico e a retomada da proposta sistematizada pelo coletivo de professores municipais, no sentido de ampliá-la, aprofundá-la, integrá-la aos outros conhecimentos e ao cotidiano escolar para superá-la permanentemente, num movimento dinâmico, dialético e histórico.

O desafio é, por fim, a construção coletiva de uma política pública compromissada com a classe que vive do trabalho e com uma educação pública de qualidade, de uma educação que, sustentada na práxis social, dê subsídios para superar as desigualdades e o sistema perverso atual.

Veja o estudo completo aqui

terça-feira, 5 de abril de 2011

05:09

Atividade física desde a infância


A prática de atividades físicas deve ser um hábito criado desde a infância. De acordo com os especialistas, há muitas dificuldades em se adquirir esse hábito, porque as pessoas começam já adultas - isso porque, muitas vezes, pais e professores entendem ser errado crianças e pré-adolescentes iniciarem atividades físicas regulares, sobretudo em relação às atividades oferecidas por academias, no processo de fortalecimento da musculatura e resistência.

No entanto, hoje, profissionais da área discordam desse conceito e confirmam que as atividades devem ser muito mais que aquelas sugeridas pelas aulas de educação física nas escolas, que são jogos e atividades em grupo com o único objetivo de socializar e criar o espírito competitivo e valores éticos - também muito importantes para o processo de crescimento humano.

"O mito que se criou sobre crianças não poderem praticar atividades físicas nas academias já está sendo derrubado. Na realidade, treinar desde jovem, se bem orientado em relação aos tipos de exercícios que se realizará na academia, só poderá trazer benefícios, pois o exercício com pesos estimula a liberação de hormônios importantíssimos para o desenvolvimento, como o hormônio do crescimento e os hormônios sexuais", afirma Daniel Kazu, especialista em fisiologia pela Escola Paulista de Medicina.

O especialista destaca, porém, que tudo isso deve ser feito de maneira programada e muito bem orientada, justamente em razão do processo de crescimento da criança. "O que deve ser evitado é exercícios com sobrecarga na coluna, como agachamento com barra, e não utilizar cargas máximas em repetições muito baixas", explica.

Muitas academias não permitem a entrada de crianças apenas em razão de possíveis acidentes. O maior problema apontado seria a imaturidade da criança ou jovem, pois eles tendem a se machucar com maior frequência. "Por isso, é mais natural a presença de meninas nas academias, já que elas amadurecem mais rapidamente: as meninas iniciam em torno dos 13 anos e eles somente a partir dos 15 anos. Desta forma, se for fazer a musculação quando criança ou muito jovem, recomenda-se acompanhamento especial", avalia o especialista.

Fonte: Esfera da Comunicação - Assessoria de Imprensa

segunda-feira, 4 de abril de 2011

04:01

Plano de aula: Atletismo

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Objetivo

- Aprimorar a habilidade de correr com velocidade e coordenação motora.

Flexibilização
Os alunos com algum tipo de deficiência física poderão participar desta atividade desde que possam contar com alguém que os auxiliem, seja empurrando a cadeira de rodas, ou apoiando naquilo que for preciso. Ainda assim, é importante considerar o fato de que estarão em situação de desvantagem em relação aos outros. No caso de alunos cadeirantes, na maioria das vezes, um simples colega "empurrador" pode resolver o problema, desde que seja rápido (você propor um "teste" antes). No caso de alunos que andam com algum tipo de dificuldade e não contam com o apoio da cadeira, pode-se propor aos corredores das outras equipes que, no momento em que vão disputar com eles, o façam de uma forma diferente, enfrentando um desafio a mais como correr de costas ou de lado, por exemplo. A ideia é diminuir a desvantagem, tentando fazer com que todos enfrentem um desafio com graus de dificuldade e esforço parecidos. Mais importante que isso, é compartilhar as ideias entre todos, pedindo sugestões e ouvindo os comentários de todo o grupo. Este tipo de situação tem sua importância na medida em que contribui para que todas as crianças construam gradativamente uma disposição para encarar os próprios desafios e dificuldades de forma criativa e aberta à diversidade.

Desenvolvimento
Peça que os alunos se dividam em duplas, trios ou quartetos. Em um pátio, eles ficam uns ao lado dos outros e, ao sinal do professor ou de um colega, um participante de cada grupo corre o mais rápido que puder, tentando chegar em primeiro lugar a um ponto definido. Quando a primeira bateria terminar, é hora de outros integrantes de cada equipe participarem. Esteja atento para que todos tenham a oportunidade de correr e oriente as crianças quanto aos fundamentos da corrida: posição de largada, atenção e concentração, movimentos coordenados de braços e pernas, respiração, olhar sempre fixo à frente etc. Desafie a garotada a correr de formas diferentes (de costas, de lado, num pé só) e diversifique os espaços, aumentando ou diminuindo a distância da pista.

Avaliação
Um bom indicador de que a turma está correndo cada vez mais rápido é o tempo gasto para completar a distância estipulada. Após a realização de algumas corridas, registre o tempo de todos e estabeleça com eles algumas metas. Tome como base a média de velocidade do grupo e defina os objetivos mais viáveis para cada aluno, visando diminuir o seu tempo. Repita várias vezes a atividade e incentive as crianças a registrar e monitorar seu tempo para ver se melhoram suas marcas.

Fonte: Revista Escola

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