quinta-feira, 24 de novembro de 2011

04:55

Plano de Aula: Brincando com o corpo


Objetivo: sociabilização, coordenação motora e conhecimento corporal ;

Duração: 45 minutos

Material: pequenas quadras ou quadra poliesportivas ;

Faixa Etária: 05 a 09 anos

Aproveitamento: Ensino Fundamental

Parte Prática:

Parte inicial - aquecimento - duração 10 min:

Os alunos deverão correr livremente pelo espaço e ao sinal do professor executar as tarefas como sentar, rolar, agachar e ficar em pé.

Segunda parte 25 mim:

Os alunos ficarão dispostos em um linha lateral da quadra um ao lado do outro, ao sinal do professor deverão atravessar para o outro lado saltando de um pé só, logo após voltarão saltando de uma pé só mas em dupla. Depois, atravessarão a quadra colocando a mão no pé do parceiro indo para o outro lado e voltando da mesma forma seguindo assim joelhos, bumbum, barriga, ombros, cabeça e outras partes do corpo. Primeiramente individual, depois duplas, trios, e assim por diante até ficarem em um grande grupo.

Parte final 10 mim:

Os alunos ficarão dispostos em círculo e cantarão um brinquedo cantado com a musiquinha "pé de cana é caneta, pé de bucha e buchecha no sanba da tiririca pimenta, pitanga, pipoca e pita" e assim até o término da aula.

COMENTÁRIOS: essa aula foi criada por alunos de terceira série.

Euclides Ramos / Colégio Nossa Senhora dos Remedios , 30 anos, dinhorf@ig.com.br, Osasco- SP-Brasil
04:52

Exemplos de exercícios: Educativos de bandeja no Basquetebol

Jogo: 1. Divide-se a turma em 2 grupos distintos que ficam dispostos nas laterais da quadra. Numera-se (ou nomea-se como quiser) cada aluno de um grupo com os mesmos números correspondentes do outro grupo. Ao sinal do professor (o número citado), estes alunos deverão correr ao centro da quadra, pegar a bola driblar até a área escolhida para a execução da bandeja e jogar a bola na tabela. Quem colocar a bola ao centro primeiro após o arremesso (em tabelas diferentes), marcará um ponto para sua equipe.


Jogo 2. As equipes nos fundos da quadra, ao sinal devem correr e pegar as bolas que estarão dispostas na linha central da quadra. E voltam para sua tabela quicando a bola e em seguida começam a arremessar. Um membro de cada equipe deve ficar perto da tabela do adversário e contar quantas bandejas foram feitas. A equipe que conseguir fazer mais bandejas ganha.

Obs: As bolas devem ser em número ímpar para estimular a concorrência do maior número de bolas, ou seja, um aluno pode ficar com duas ou nenhuma bola.


Jogo 3. Em forma de estafeta (fila indiana), duas filas ,e em forma de competição, o primeiro aluno da fila com uma bola executa o arremesso, recupera a bola e entrega para o próximo da fila. Ganhará a fila que fizer primeiro 10 pontos. Pontuação: 0 pontos=tocara bola na tabela ; 1 ponto=tocar a bola no aro; 3 pontos=converter a cesta.


Jogo 4: Divide o grupo em dois times. Distribui-se arcos numerados dentro e fora da área restritiva, dentro dos quais, as equipes deverão arremessar. Cada arco terá uma pontuação pré-estabelecida. O primeiro de cada equipe inicia na posição mais fácil (1) se acertar passa para a (2) e o próximo da fila recomeça na (1). Os alunos vão progredindo de posição em posição. Se errar o aluno deve ir pro fim daquela fila (posição) em que está e se vencer progride de arco. Ganha a equipe que conseguir vencer a equipe toda em todas as posições. OBS: É demorado este jogo.


Educativo 1. Cada aluno com uma bola , em pé, deve jogar a bola para cima olhado-a fixamente executando uma "quebra de munheca", ou seja, extensão de cotovelo, forçando a rotação contrária da bola, no lugar.


Educativo2. Dois a dois, um de frente para o outro assentados, passar a bola para o colega, olhando a trajetória parabólica e a rotação contrária da bola.


Educativo3. Em grupos de 3 ou 4, com uma bola e um bambolê. Um dos alunos irá segurar um arco lateralmente e acima da cabeça, os outros componentes do grupo irão tentar fazer o arremesso atingindo o alvo. Obs: poderá ser usado balões, bolas de diversos pesos e medidas.

Fonte
04:46

Plano de Aula: Iniciação no Futsal

OBJETIVO:

Passes com os dois pés.


MATERIAIS:

Quadra de futsal, bolas de futsal, cones


DURAÇÃO:

30 min


FAIXA ETÁRIA:

9 a 10 anos


AULA OU CONTRIBUIÇÃO:

Reuna a turma ao centro da quadra e explique a atividade, que será a seguinte: dois a dois, vão chutando a bola até o outro lado da quadra, sem você mencionar o correto, depois você explica do jeito certo que se deve passar a bola, para dificultar acrescenta os cones ao meio da quadra, e um lado carrega a bola com o pé esquerdo a outra com o direito, depois revese.

Faça um circulo e ponha um aluno ao centro fazendo com que os colegas passem a bola sem deixar ele pegar, depois acrescente outro aluno, e outro, mas também acrescente as bolas conforme o número de alunos.

 Um aluno com a bola vai tentar pegar os colegas chutando a bola mas não poderá sair de cima das linhas da quadra contornando-as, aumente o número de pegadores.

COMENTÁRIOS:

É uma atividade legal diversificada e os alunos aprendem através da ludicidade com facilidade.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

05:16

Brincadeiras Infantis e Brinquedos Cantados: em foco as dificuldades.


Por:

O reconhecimento da importância das brincadeiras e brinquedos cantados para a saúde mental e evolução da espécie humana propulsiona a criação de oportunidades de vivências antecipadas, estratégias para superação de dificuldades inerentes e desenvolvimento das faculdades mentais superiores. Na escola, tudo isso não ocorre sem dificuldades, exigindo do professor de Educação Física competências e habilidades para planejar estratégias de superação dos obstáculos pedagógicos, culturais e econômicos.

Uma das dificuldades correntes no trabalho, de natureza socioeconômica, faz com que as crianças atendidas construam um imaginário de superação mágica das dificuldades financeiras da família, através da escolha de um esporte que lhes garanta ascensão: o futebol. A falta de condições para o exercício desse esporte faz com que haja um deslocamento da opção esportiva para a modalidade futsal.

Na dança e na música, maior dificuldade se refere à concentração ou fixação pelo forró e suingueira, que impede conhecimento divergente. Essa opção tem interferência cultural com deslocamento ao fator econômico, já que socialmente são mais valorizadas as danças sensuais.

Nas brincadeiras em geral, sobressaem-se dificuldade interacionais. Nos jogos grupais alunos apresentam atitudes individualistas que antes de ser característica filogenética ou aspectos críticos das fases do desenvolvimento, tem nuances de aprendizagens nos comportamentos adultos. Nos brinquedos cantados, as dificuldades de interação se avultam em atitudes simples como pegar na mão do colega para caracterização de um círculo, compartilhar um objeto de uso coletivo, ou paridade em passo de dança, caracterizando-se aspecto pedagógico.

As dificuldades ora apontadas e outras que não desmerecem cuidados mostram a necessidade de investimento na adoção de estratégicas para a afirmação de relações equilibradas entre educandos, baseadas na reverência às características físicas e do desempenho de si próprio e dos outros; respeito mútuo, dignidade, solidariedade e repúdio à violência nas práticas de cultura do movimento; percepção do educador sobre manifestações culturais mas também na necessidade de ampliação do conhecimento diverso, além do compromisso em reivindicar condições adequadas para o exercício pleno desta área de conhecimento que exige igualdade de importância no currículo escolar.

As dificuldades encontradas no exercício da docência não se sobrepõem aos avanços conseguidos nos aspectos cognitivos do aluno relativos ao corpo e movimento, pelo uso da interdisciplinaridade mediadora da inclusão dos temas transversais nas práticas pedagógicas da área denominada Cultura Corporal, ampliando as interações sociais e relação homem-meio. O resultado tem sido uma projeção da formação cidadã, através da construção, internalização e socialização de valores sociais morais, éticos e estéticos, favorecendo uma melhoria da aprendizagem nas diversas disciplinas. A investigação desses avanços, formas, estratégias utilizadas e outras especificidades deverão ser objeto de estudos posteriores.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

04:39

A Educação Física Escolar: estímulo ao crescimento e desenvolvimento para uma vida com Qualidade

Falar da criança é falar de um SER em formação, que é puro movimento. Ela está em constante desenvolvimento de acordo com suas características individuais, limitações e momento, obedecendo a diferentes ritmos de ação que caracterizam as crianças mais ágeis sejam elas hiper-ativas, curiosas e exploradoras, das mais  tranqüilas, inseguras e inibidas. Este é um mecanismo biológico e fisiológico que caracteriza o desenvolvimento do corpo humano. Corresponde  ao processo natural do fortalecimento orgânico que envolve o alongamento ósseo e muscular, inclusive o músculo cardíaco, a capacidade pulmonar e a irrigação sangüínea. Já a seqüência
do crescimento, que é o aumento da estrutura do corpo, de acordo com Gallahue (2001), é um processo que ocorre, pelo aumento das células, sua multiplicação em número (hiperplasia) e volume (hipertrofia).

O desenvolvimento global da criança irá depender dos estímulos adequados recebidos desde os seus primeiros momentos de vida, os quais são indispensáveis para que este processo ocorra de forma harmoniosa (Koren, 2004). A base deste processo é o movimento que, segundo Le Boulch (1995), é o fio condutor do desenvolvimento em torno do qual se cria a unidade da pessoa corporal e mental, não sendo um elemento facultativo que se acrescenta à educação intelectual.
O movimento é a essência da infância, comenta Tani (1988). Assim, todo o estímulo que a criança recebe, através de atividades prazerosas e de exploração espontânea, levará a descobrir e conhecer seu próprio corpo, construindo uma imagem de si mesma. Ao ingressar na escola, a criança passará por inúmeras experiências relacionadas aos aspectos cognitivos, psicomotores e afetivo-sociais, os quais atuam de forma integrada. O ideal é que sejam formados hábitos saudáveis quanto à prática de atividades físicas já desde a meninice, onde a aptidão física será amplamente desenvolvida, tanto relacionada à saúde quanto à performance esportiva.

A Aptidão Física é basicamente composta pela resistência cardio-respiratória, composição corporal, resistência e força muscular e a flexibilidade. Weineck (1989), aponta que o treinamento do esporte escolar visa uma melhora da capacidade de performance. Porém, não tem como objetivo principal a obtenção do desempenho individual máximo. Já na fase de pré-puberdade, de 11-14 anos, poderá dar início ao treinamento específico e maior ênfase, de 14-18 anos, à fase da adolescência. Na primeira etapa visa, principalmente, à melhoria das capacidades de coordenação, como a flexibilidade e a destreza e no período da puberdade pode-se investir no desenvolvimento das capacidades de condicionamentos, em que se destaca a força, velocidade e resi stência. Mas é preciso considerar que a coordenação e o condicionamento devem ser desenvolvidos em paralelo, apenas adaptando os níveis de intensidade e duração da atividade física a cada fase de desenvolvimento.

Pode ser verificado, portanto, que uma das principais preocupações na área da Educação Física e da Saúde Pública vem sendo a busca de alternativas que possam auxiliar na tentativa de reverter a grande incidência de patologias associadas à falta   de atividade física em escolares de diferentes faixas etárias (Guedes, Guedes, 1997). Nesse sentido, a adoção de estratégias de ensino que possam contemplar uma fundamentação mais consistente, que desenvolva atitudes positivas quanto à
prática da atividade física relacionada à saúde durante os anos de escolarização, é um importante requisito para uma participação mais efetiva na idade adulta.
Um dos problemas preocupantes que pode ser verificado é que ainda há escolas em que as crianças, da Educação Infantil à 5ª Série, têm suas aulas dirigidas pelas professoras regentes de classe. Estas não possuem o conhecimento e capacitação para aplicar atividades adequadas que cada fase exige. Assim as crianças ficam amplamente prejudicadas.

Leia o restante desse artigo clicando aqui

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

08:28

Voleibol Escolar


Voleibol Escolar

  • A obra é dividida em duas partes: a primeira, é uma abordagem sobre os fundamentos da iniciação, com educativos e exercícios específicos para manchete, saques, cortadas e bloqueio. A segunda parte corresponde a 80 da obra, em que o autor analisa cada plano tático utilizado por equipes escolares, com respectivas variações e posicionamento de levantadas, bloqueio e armação de defesa, recepção e armação de ataque, além de sistema de bloqueio, tático, coletivo e individual. Uma obra completa para aqueles que trabalham com escolinhas de Voleibol e Educação Física na escola.
  • Editora: Sprint
  • Autor: AILTON LEMOS
  • ISBN: 8573321881
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2004
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 104
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio
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08:10

Educação Física e Esporte: Nas Escolas de 1º e 2º Graus

Educação Física e Esporte: Nas Escolas de 1º e 2º Graus
  • No cotidiano escolar, compreender significa ser capaz de aplicar o conhecimento a situações novas, de maneira autônoma. Por essa razão, mais do que entender o conteúdo apresentado, o aluno deve apropriar-se dele e desenvolver as possibilidades de utilizá-lo na prática.
  • Editora: Villa Rica
  • Autor: ISABEL MONTANDON
  • ISBN: 8531901995
  • Origem: Nacional
  • Ano: 1992
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 135
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio
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07:35

3000 Exercícios e Jogos para Educação Física Escolar

3000 Exercícios e Jogos para Educação Física Escolar - vol. 1


  • Jogos para Aquecimento ? Exercícios para Aquecimento ? Exercícios sem aparelhos ? Braços, tronco, pernas ? Duplas, trios, grupos ? Colunas e circuito ? Exercícios em aparelhos, com: ? Bastão, corda, maça ? Medicinebol, halter ? Corda elástica ? Bola, arcos, jornais ? Pneus, colchões, latas ? Balões de borracha ? Bola de meia, frisbee ? Banco sueco.
  • Editora: Sprint
  • Autor: PEDRO ANTONIO DA SILVA
  • ISBN: 857332175X
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2003
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 290
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio
  • Volume: 1
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

06:43

Prática esportiva e Educação Física escolar

Há preocupação atual com a participação de crianças em modalidades esportivas, então, se faz necessário orientar os pais com relação a esse assunto. Pois bem, se você tem filhos com idade de até 12 anos, e, ele já está levando a prática esportiva com seriedade é melhor ter cuidado. De acordo com pesquisadores no que se refere à aprendizagem motora, a modalidade esportiva, por competição ou na fase do treinamento, não combina com crianças na faixa etária de até 12 anos, pois, o risco de lesões neste período é maior pelo fato do corpo dessas crianças estar em desenvolvimento.

Nahas 2001, salienta que na Educação Física tem-se observado que o maior problema é estabelecer prioridades educacionais para cada faixa etária ou série, de acordo com as características e necessidades de cada nível escolar.

Sabe-se que algumas especialidades médicas, especificamente os ortopedistas, salientam que até os cinco anos a criança não tem controle neuropsicomotor para a prática esportiva.

Diversos autores, entre eles Gallahue (2005) relatam que a idéia nesse período (até os 12 anos) é estimular os movimentos de forma recreativa. Diante da afirmativa do citado autor, compreende-se que os pais, e, principalmente os professores de Educação Física devem proporcionar às crianças o maior número de movimentos possíveis, aumentando, assim, o repertório motor e contribuindo para que no futuro a criança possa praticar adequadamente qualquer modalidade esportiva.

Pactua-se que a criança que pratica esporte desenvolve a sociabilização, relacionando-se adequadamente em grupo.

Especialistas da medicina esportiva relatam que lesões que anteriormente atingiam somente adolescentes e adultos, atualmente já são cada vez mais freqüentes em crianças menores de 12 anos, especificamente dos nove aos onze anos, e, isso ocorre porque há excesso nas práticas, bem como, sobrecarga nos exercícios.

Como professor de Educação Física compreendo que a natação é uma das modalidades esportivas mais indicadas para que a criança inicie suas atividades, pois não há impacto, e, desse modo, não irá provocar lesões. Por exemplo: bebês de aproximadamente seis meses podem ser iniciados, é claro que eles não irão nadar, mas serão estimulados a executar diversos movimentos. Orienta-se que a duração de uma aula para bebês deve ser em média de 30 minutos.

Não é somente a natação, há varias modalidades esportivas que podem ser praticadas na infância, mas não devem ser competitivas e sim com a realização de festivais, incentivando a participação e não a competição, com pais a beira da quadra ou do campo gritando para seu filho e querendo vencer a qualquer custo. Neste caso a competição pode desestimular a criança para o esporte, ainda, nota-se que os festivais evitam o esforço exagerado diminuindo o risco de lesões.

Para cada modalidade esportiva, existe a idade correta, sendo importante na hora da escolha, diferenciar atividade de exercício físico. A atividade pode-se compreender como qualquer movimento que leve ao gasto de energia, sendo: executar movimentos e estimular os músculos das mãos, dos braços, das pernas, realizando principalmente movimentos naturais, como andar e correr, e, que tenha acima de tudo aval dos especialistas da Educação Física; já os exercícios físicos, são seqüências de movimentos com o objetivo de alcançar melhor performance, seja em modalidades individuais ou coletivas.

Quem praticar adequadamente qualquer tipo de esporte ou atividade física desde cedo, certamente estará trilhando bom caminho para uma vida adulta saudável, sem precisar iniciar obrigatoriamente, isto é, quando procurar um médico.

Referências

GALLAHUE, David L. Compreendendo o desenvolvimento motor – bebês, crianças, adolescentes e adultos. 3 ed. São Paulo. Phorte Editora. 2005.
NAHAS, M. Atividade física, saúde e qualidade de vida. Londrina: Midiograf, 2001.

Retirei daqui

06:42

Ciclo menstrual e a prática da Educação Física na escola

O Ciclo Menstrual e sua Relação com a Prática da Educação Física na Escola
A ergonomia é considerada como o conforto no trabalho, neste sentido na escola deve-se sanar todas as fontes de desconfortos para que assim o ambiente fique ergonomicamente correto. A Educação Física, ainda perpetua nos ambientes escolares como uma atividade puramente prática, excluindo do seu contexto o embasamento teórico. A Educação Física diurna no ensino médio é constituída basicamente por adolescentes, os quais em função da fase de crescimento encontram-se sobre fortes influências hormonais com significativas alterações nos aspectos musculoesqueléticos, cognitivos, psicológicos, fisiológicos e sociais. Tornando-se necessário compreender melhor esta fase, destacando as meninas e sua relação com o seu corpo, evitando assim constrangimentos desnecessários. Nos ambientes escolares as meninas deixam de realizar as aulas de Educação Física em função da fase menstrual e ficam constrangidas de avisar o professor, e na sua maioria possuem comportamentos agressivos nestes dias.

Percebe-se atualmente uma grande dificuldade dos professores de Educação Física em trabalhar com os adolescentes no ensino médio, em função principalmente da mídia e da grande prática esportiva que ainda perpetua em nossos ambientes escolares. Um dos fatores que envolvem a não participação das aulas de Educação Física e que merecem uma atenção especial, principalmente quando o professor for do sexo masculino, é o ciclo menstrual o qual na maioria das adolescentes proporcionam desconfortos consideráveis, bem como as deixando propensas a constrangimentos em função do aumento do fluxo sanguíneo sem a possibilidade de uma higiene pessoal adequada após as aulas de Educação Física.

No sexo feminino, ocorre durante um período de 28 dias o ciclo menstrual, com cinco fases distintas, as quais influenciam significativamente no comportamento da mulher, sendo que a fase pré-menstrual é a mais temida pela maioria das mulheres, em função das dores, retenção líquida e distúrbios de comportamento, destacando a tristeza e mal humor. O ciclo menstrual inicia-se pela fase menstrual, fase pós-menstrual, fase ovulatória, fase pós-ovulatória e a fase pré-menstrual, sendo que o sangramento percebido é um fator contribuinte nos prejuízos psicológicos. Durante a fase que antecede a menstruação ocorre na mulher uma queda significativa do hormônio progesterona e aumento do aldosterona, estrogênio e do hormônio do estresse chamado de cortisol, o quais tem uma forte relação com as alterações psicológicas e fisiológica do organismo da mulher neste período, com irritações e perda da produtividade. Contudo em mulheres atletas o ciclo menstrual não tem exercido influência sobre o rendimento esportivo, mas em mulheres com capacidade física limitada o rendimento é afetado.
Estudos sobre os efeitos do ciclo menstrual no organismo relatam que quando expostas a repetição de movimentos poderá comprometer seu desempenho, pois o edema oriundo da retenção de líquidos afeta as articulações podendo desencadear uma lesão. Durante o período pré menstrual e menstrual ocorrem uma significativa diminuição da resistência, força e concentração, em função da diminuição da imunidade, e propensão a uma fadiga precoce, influenciado pela ação da progesterona. Assim a fase pós menstrual como sendo o período que a mulher atinge o seu maior rendimento em função da alta do hormônio estrógeno.
Fisiologicamente, na fase que antecede a menstruação, ocorre um aumento significativo do hormônio do estresse, chamado de cortisol, alterando significativamente o comportamento da mulher, destacando o estado de humor, ansiedade, agressividade e tristeza.
É importante discutir a influência do ciclo menstrual, pois cotidianamente ocorrem alterações dos níveis hormonais os quais nas fases pré menstrual e menstrual são mais evidentes influenciando significativamente o comportamento da mulher, pois além do incômodo do fluxo sanguíneo, ocorre também um aumento do estresse e retenção de líquidos, acompanhados de dores, cólicas e diarréias.
O Ciclo Menstrual e sua Relação com a Prática da Educação Física na Escola
Compreender a fisiologia do sexo feminino, destacando os sintomas oriundos do ciclo menstrual, principalmente no ambiente escolar se torna uma ferramenta importante, para que os professores de todas as disciplinas e principalmente da Educação Física, possam proporcionar as adolescentes uma aula confortável, segura e alegre. Assim a Educação Física no ensino médio deve proporcionar uma ampliação do processo educativo, os quais vão além da família, proporcionando processos formadores e transformadores despertando nos adolescentes o prazer de aprender e se reconhecer como homens e mulheres na sociedade.
Retirei daqui

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