terça-feira, 29 de julho de 2008

04:31

Adolescentes devem tomar cuidados especiais na hora da malhação

Durantes as férias, muitos adolescentes aumentam o ritmo dos exercícios e passam horas nas academias. Profissionais fazem alerta sobre os  cuidados na malhação para quem ainda está em fase de crescimento.

"Adolescente normalmente é ansioso em pegar muito peso, ficar forte rápido, emagrecer rápido. Essa ansiedade tem de ser trabalhada. Ele deve ser orientado, para nunca ir rápido demais", afirma Marcio Motta, professor de educação física.

Até os 20 anos, o corpo passa por várias transformações musculares, ósseas e hormonais. Nessa fase é aconselhável cautela nos exercícios físicos.

A fisioterapeuta Aricia Sales dá as dicas: comece devagar, três vezes por semana; não se esqueça da parte aeróbica, para melhorar o condicionamento físico; aumente os pesos nos aparelhos gradativamente, com a orientação de um profissional; e a qualquer sinal de dor, interrompa os exercícios.


sábado, 26 de julho de 2008

12:36

Meninos e meninas: Expectativas corporais e implicações na educação física escolar


Eustáquia Salvadora de Sousa*
Helena Altmann**

RESUMO: Neste texto discute-se o gênero como construção social que uma dada cultura estabelece em relação a homens e mulheres, mostrando que essa construção é relacional, tanto no que se refere ao outro sexo quanto a outras categorias, tais como raça, idade, classe social e habilidades motoras. Analisa as expectativas corporais em relação a meninos e meninas e suas manifestações na cultura escolar, o esporte como conteúdo genereficado da educação física e as possibilidades de intervenção docente na construção das relações entre meninos e meninas.
Palavras-chave: Gênero, cultura escolar, educação física, esporte

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http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-32621999000100004&script=sci_arttext&tlng=pt

quarta-feira, 23 de julho de 2008

08:28

Veja aqui o esporte certo para cada idade

Muitos pais se perguntam qual a idade adequada para matricular seus filhos em determinados esportes. Para esclarecer melhor essa questão, especialistas de várias modalidades esclarecem como praticar esportes adequadamente em cada faixa etária.


Natação

A natação pode ser praticada a partir da primeira infância sem restrição de idade. Ou seja, com poucos meses de idade, a criança já pode se dedicar às atividades na piscina.

Os cuidados ficam por conta da evolução que, inicialmente, é feito de maneira lúdica, com alguma técnica, para só depois partir para o treinamento propriamente dito. O ideal é que as crianças só comecem a participar de competições a partir dos 9 anos.

O volume de treino deve ser adequado à faixa etária e aos níveis de desempenho de cada um.

- Até 9 anos, não devem treinar mais de 3500 m por treino;
- De 10 a 12 anos no máximo 6000 m;
- Acima de 13 anos, já pode nadar mais de 6000 m.

Fonte: Professor Fábio Mauro, foi atleta da seleção brasileira por 8 anos, recordista brasileiro e sul americano (200m peito) e atualmente é técnico da equipe infantil do Myrthle Beach Swim Team, na Carolina do Sul –USA.

Atletismo

A criança desde que começa a caminhar já está apta a fazer atletismo. A idade não determina a performance e sim a forma de execução da atividade. O recomendável é que até os 13 anos as atividades sejam mais lúdicas, mas sempre trabalhando as habilidades de correr, saltar e lançar.

O programa inicial deve ser simples, mas com ênfase na técnica e também na velocidade, em distâncias de no máximo 40 m. A criança não deve fazer nenhum treinamento láctico (onde ocorre acúmulo de lactato) antes dos 13 anos, e os treinamentos aeróbicos não devem exceder os dez minutos. Esta fase de introdução é chamada de "mini atletismo".

O treinador deve ter muita sensibilidade e critérios para trabalhar com as crianças sem sobrecarregá-las. Também fazem parte dos cuidados com os pequenos evitar correr em terrenos acidentados e muito duros, e, de uma a duas vezes por semana, a criança deve correr descalça em terreno macio como grama ou areia fofa para fortalecer a musculatura plantar.

Fonte: Lázaro Pereira Velázquez, mestre em ciências e jogos desportivos pela Universidade de Matanzas – Cuba; coordenador de atletismo escolar da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAT); treinador nível IV IAAF e professor dissertante nível I IAAF.

Futebol

Aos três anos de idade, já é possível ingressar numa escolinha de futebol para um trabalho mais lúdico. O treinamento mais específico onde já serão passados os fundamentos do futebol, como chute a gol, passe e domínio de bola, começa por volta dos seis anos.

Ainda que essa criança não tenha o objetivo de subir de categoria e se tornar um profissional, inserir essa atividade na rotina dos pequenos traz diversos benefícios. Por ser um esporte coletivo, ele contribui para a sociabilização e pela formação do caráter do indivíduo, que precisa respeitar regras e a orientação de seu superior. Além disso, crianças que têm contato com essa atividade tendem a estar mais bem-preparadas para lidar com situações de vitória e derrota.

Do ponto de vista físico, trabalha muito a coordenação, a força, a velocidade e a resistência. Outro benefício é que, por ser um esporte de impacto, fortalece também a formação dos ossos.

Fontes: Cláudio Sparapani proprietário da escolinha de futebol do São Paulo Futebol Clube, São Paulo Futebol Center, e Ricardo Costa Ferreira, ex-jogador profissional e preparador de goleiros do Jabaquara Atlético Clube.

Artes marciais

As artes marciais na infância auxiliam no desenvolvimento disciplinar e psicomotor, trabalhando coordenação motora, equilíbrio e a condição cardiorrespiratória.

Todos os golpes são praticados para ambos os lados e esta bilateralidade trabalha o corpo da criança como um todo, equilibrando a força, flexibilidade e coordenação.

Além dos benefícios físicos, essa atividade também promove a auto-estima, o controle emocional e a obediência.

A melhor idade para iniciar a atividade é por volta dos sete anos de idade, sendo que até os 13 anos o treinamento deve ser menos intenso no que se diz respeito aos combates. O treinador deverá impor os limites para evitar a sobrecarga de esforço que poderá ocasionar lesões nos pequenos, pois há uma grande ansiedade para as situações de luta.

Fonte: José Roberto Gonçalves Oliveira, fisioterapeuta especializado em acupuntura e quiropraxia, foi campeão brasileiro de luta greco-romana de 1986 à 1991.

Surfe

O imprescindível para a iniciação ao surfe é que os pais procurem uma escolinha especializada com equipamentos adequados e que minimizem os riscos. As pranchas utilizadas para esta etapa devem ser feitas de material soft, como o softboard e até capacete.

A partir dos quatro anos de idade, já é possível iniciar na atividade. Fazer parte de uma turma que esteja na mesma fase de aprendizado é muito importante nessa fase, assim como a presença e o incentivo dos pais.

O professor deverá ter muita sensibilidade para adequar os estímulos a cada etapa do aprendizado para não causar frustrações e, de acordo com a evolução da criança, observar a necessidade de encaminhá-lo para aulas de natação, para que ele possa passar a rebentação e, conseqüentemente, chegar a uma fase mais avançada do esporte.

A iniciação também pode ser feita na piscina, inclusive isto é aconselhável durante os dias frios. As aulas na praia devem respeitar os horários apropriados, que são antes das 10h da manhã e depois das 16h.

Os principais benefícios da prática são a melhora auto-estima, sociabilização, coordenação motora, concentração, força, e o sistema cardiorrespiratório, além de colocar a criança em contato com a natureza.

Fonte: Cisco Arama, graduado de Educação Física – Fefis Unimes, Coordenador da escola radical de surf em Santos –Sp, diretor da Cisco Arama Surf School e professsor da disciplina de Surf na Faculdade de educação física – Fefesp Unisanta, seu último título no surf é de Campeão Brasileiro de Longboard na categoria Super Master.

Luciane Macias, Revista 02

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