quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

04:55

Os intervalos e o desempenho escolar das crianças

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Em um artigo da revista Pediatrics, li sobre a importância dos recessos (intervalos) escolares e da nova política recomendada sobre o assunto pela Academia Americana de Pediatria. Tanto o recesso (intervalo) como a educação física nas escolas servem para promover um estilo de vida saudável e devem ser uma prática de pausa diária para crianças e adolescentes.

Recesso seguro e devidamente supervisionado por adultos oferece às crianças benefícios cognitivos, físicos, emocionais e sociais. Ele deve ser usado como um complemento para as aulas de educação física, não um substituto. Independente do lugar, o recesso deve e pode oferecer uma brincadeira ou atividade livre e não estruturada.

A AAP recomenda que o recesso não deve ser usado como castigo, pois ele serve como um componente fundamental do desenvolvimento e da interação social que os estudantes não podem receber em um ambiente escolar mais complexo.

O estudo concluiu que minimizar ou eliminar o recesso pode afetar negativamente o desempenho acadêmico e, com um recesso adequado, há evidências de melhora da saúde física, das habilidades sociais e do desenvolvimento cognitivo.

Acredito que as pausas semanais e as férias escolares devem ser usadas para o descanso e não para encher a agenda das crianças com milhões de atividades físicas, culturais, aulas, etc.
Por Dr. José Luiz Setúbal

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

10:29

Treinamento para crianças e jovens

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Cada vez mais crianças e jovens estão em evidência no esporte competitivo, seja na ginástica artística com meninas de 10 anos ou até mesmo no futebol profissional com garotos de 15-16 anos. Considerando a idade que essas "crianças" estão chegando ao topo do esporte nacional e internacional, levanta-se uma questão muito importante: será que o treinamento aplicado aos jovens atletas está de acordo com sua maturação biológica, sem prejudicar a sua carreira futura?

    Neste estudo procurou-se demonstrar os aspectos do desenvolvimento infantil e as características do treinamento para esses jovens.

"A criança não é uma miniatura do adulto e sua mentalidade não é só quantitativa, mas também qualitativamente diferente da do adulto, de modo que a criança não é só menor, mas também diferente" (CLAPARÈDE, citado por WEINECK, 1991, p. 246). As crianças não são adultos em miniaturas que podem ser programadas para desempenhar atividades fisiológicas e psicológicas potencialmente tão questionáveis (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000; GALLAHUE; OZMUN, 2001; BOMPA, 2002). As crianças e adolescentes, em comparação com os adultos, ainda se encontram em fase de crescimento, onde surgem inúmeras alterações físicas, psicológicas e psicossociais, que provocam consequências para a atividade corporal ou esportiva (WEINECK, 1991; ASTRAND, citado por TOURINHO FILHO; TOURINHO, 1998). O treinamento aplicado aos adultos não deve ser transferido aos jovens sem as devidas adaptações (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000).

    "As crianças são quanto ao seu desenvolvimento imaturas e, por isso, faz-se necessário estruturar experiências motoras significativas apropriadas para seus níveis desenvolvimentistas particulares" (GALLAHUE; OZMUN, 2001, p. 107). Segundo HAUBENSTRICKER e SEEFELDT, citado por GALLAHUE e OZMUN (2001), existe uma melhora sistemática na velocidade de corrida de crianças no período médio e no final dos anos da infância. Essa melhora na velocidade de corrida continua na adolescência. Para WILLIAMS, citado por GALLAHUE e OZMUN (2001), o equilíbrio melhora dos 3 aos 18 anos. Apesar das dificuldades de mensuração, é possível concluir que o equilíbrio melhora com a idade na infância e adolescência. A aptidão relacionada à saúde e ao desempenho do adolescente passa por grandes alterações desde o início do período adolescente até o final da adolescência (de 11 até 21 anos) (GALLAHUE; OZMUN, 2001).

    "O comportamento adolescente é essencialmente exploratório e não deve ser considerado sem importância porque ajuda o indivíduo a encontrar o seu lugar na sociedade" (p. 481). Não se deve esperar que os adolescentes demonstrem uma obediência cega à autoridade. Entretanto, uma liderança adulta sensata, modelos positivos de papéis a desempenhar e uma orientação que desenvolva a coragem são essenciais para um processo psicossocial saudável e produtivo de desenvolvimento desses anos tumultuados (GALLAHUE; OZMUN, 2001). "... alguns comportamentos modelares de mentores respeitados são promissores como técnicas eficientes para inspirar alterações comportamentais em adolescentes" (CARNEGIE REPORTE, citado por GALLAHUE; OZMUN, 2001, p. 484).

    Segundo COAKLEY, citado por GALLAHUE e OZMUN (2001), o esporte pode desenvolver o comportamento moral pelas inúmeras emoções e situações imprevisíveis que surgem. O esporte fornece um ambiente favorável para ensinar os valores de honestidade, lealdade, autocontrole e de justiça (GALLAHUE; OZMUN, 2001).

    De acordo com CLARK, citado por ISAYAMA e GALLARDO (1998), o desenvolvimento motor possui seis estágios: 1 - reflexivo; 2 - pré-adaptativo; 3 - de habilidades motoras fundamentais; 4 - de habilidades motoras específicas do contexto; 5 - habilidosa; 6 - compensatória.

    A progressão de um período para outro vai depender das mudanças nas restrições críticas, em que as habilidades e as experiências adquiridas no período anterior servem como base para a aquisição de habilidades posteriores. No entanto, para esse modelo, as idades dadas para cada período são apenas estimativas; a ordem dos períodos é que é significante, e não a idade proposta.

    "Cada faixa etária tem suas tarefas didáticas especiais, bem como particularidades específicas do desenvolvimento. A oferta de estímulos e aprendizagens deve ser regulada pela fase sensitiva" (p. 263). Deve ser salientado que coordenação (técnica) e condição devem ser sempre desenvolvidas paralelamente, mas com o peso correspondente (WEINECK, 1991).

    Com a queda no aprendizado de novas habilidades coordenativas na pubescência, devido a fatores de crescimento e desenvolvimento, deveria ser dada ênfase no aperfeiçoamento e fixação de sequências motoras já dominadas e técnicas esportivas. Na adolescência ocorre uma estabilização geral da condução de movimentos, uma melhora da capacidade de controle, de adaptação, de reorganização e de combinação (MEINEL, citado por WEINECK, 1991).

    Para WEINECK (1991), a adolescência começa normalmente aos 14/15 anos nos meninos e vai até 18/19 anos. A adolescência forma o fim do desenvolvimento da criança para o adulto, caracterizada pela diminuição de todos os parâmetros de crescimento e desenvolvimento. Ocorre uma harmonização das proporções, o que é favorável em relação a uma melhora das capacidades coordenativas.

    Pode ser treinada nessa fase com máxima intensidade as capacidades condicionais e coordenativas, apresentando uma fase de melhoras elevadas no desempenho motor (WEINECK, 1991). Para o treinamento, essa fase apresenta melhoras, pois ocorre um equilíbrio psicológico. Ele deve ser atribuído à estabilização da regulação hormonal que ainda mostrava turbulentas alterações na fase anterior: os mecanismos de controle neuro-humorais hipotálamo-hipofisários sofrem um acerto definitivo. Ao contrário da fase anterior, agora apenas quantidades grandes de hormônios acionam os receptores do centro de regulação do hipotálamo (DEMETER, citado por WEINECK, 1991). Com as proporções equilibradas, a psique estabilizada, a maior intelectualidade e a melhor capacidade de observação fazem da adolescência a segunda "idade de ouro" da aprendizagem (WEINECK, 1991). Aos 16 anos muitos desses conflitos desaparecem; a necessidade de independência transforma-se num calmo desejo de emancipação. As ideias de desenvolvimento profissional, família, casamento são tangíveis e debatidas nessa fase (SANSTRÖM, 1975).

    "A adolescência deveria ser aproveitada para o aperfeiçoamento das técnicas específicas da modalidade esportiva e para a aquisição da condição específica da modalidade esportiva" (WEINECK, 1991, p. 263).

    No conjunto esta fase apresenta um bom período para a aprendizagem motora - nos jovens do sexo masculino é mais acentuada que nas jovens -, que possibilita um treinamento coordenativo ilimitado em todas as modalidades esportivas (WEINECK, 1991).

    Segundo ROWLAND, citado por VILLAR e DENADAI (2001), na fase pré-pubertária e pubertária, a maturação biológica pode diferir para a mesma idade cronológica.



Treinamento



    O treinamento tem como principal objetivo causar adaptações biológicas destinadas a aprimorar o desempenho numa tarefa específica (McARDLE; KATCH; KATCH, 1991).

    "A elaboração metodológica tem assentado nas dominantes condicionais do treino desvalorizando-se as vertentes de índole coordenativa" (SANTOS, 1992, p. 105).

    A demonstração facilita o aprendizado, pois instruir e depois demonstrar minimiza instruções mais complexas. A demonstração apresenta particularidades que reduzem a incerteza na execução de uma habilidade motora (TONELLO; PELLEGRINI, 1998). LANDERS, citado por TONELLO e PELLEGRINI (1998) realizou um estudo comprovando que a demonstração deve ser apresentada antes e durante a execução da tarefa.

    TONELLO e PELLEGRINI (1998) afirmam ainda que a informação visual tem uma importância fundamental no comportamento motor humano e, em específico, no processo de ensino-aprendizagem de habilidades motoras. Os atletas aprendem mais a ver e fazer, do que a ouvir (McGOWN, 1991).

Os treinadores deveriam utilizar dois métodos de ensino: a demonstração e a instrução verbal. Alguns estudos comprovam que a aprendizagem é mais eficiente ao se utilizarem várias demonstrações, mas somente a demonstração não é suficiente, por isso se utiliza a instrução ou palavras-chave. Esse recurso tem quatro funções a desempenhar: concentrar a informação; reduzir o número de palavras, diminuindo a exigência de processamento de informação; focalizar a atenção do praticante no que é importante, e auxiliar a memória. Isso conclui que o ideal é fazer uma perfeita combinação entre a demonstração e a utilização de palavras-chave (McGOWN, 1991).

    O processo de aprendizagem é influenciado por um conjunto de variáveis, sendo a prática do indivíduo uma das mais importantes. Para GODINHO, MENDES e BARREIROS (1995), uma dessas variáveis que tem importância fundamental no aprendizado, além da prática, é o feedback.



Treinamento Físico



O treinamento físico é definido por BARBANTI (2003, p. 595) como o "tipo de treinamento cujo objetivo principal é desenvolver as capacidades motoras (condicionais e coordenativas) dos executantes, necessárias para obter rendimentos elevados, e que se faz através dos exercícios corporais". Durante a iniciação geral e os períodos de preparação, deve-se utilizar a preparação física geral (KUNZE, 1987).

    Ao se referir à criança ou adolescente e exercício, faz-se necessária uma classificação pela idade biológica, pois possibilita distinguir, de forma mais clara, as adaptações morfológicas e funcionais resultantes de um programa de treinamento das modificações observadas no organismo, decorrentes do processo de maturação, principalmente intensificado na puberdade (TOURINHO FILHO; TOURINHO, 1998). De acordo com GOLOMAZOV e SHIRVA (1996), a idade cronológica em muitos casos não coincide com a motora. Os ritmos de amadurecimento são muito individuais.

    Segundo BOMPA (2002); BAR-OR, citado por VILLAR e DENADAI (2001), os programas de treinamento devem ser elaborados de acordo com o estágio de maturação da criança e não de acordo com a idade cronológica, pois as exigências e necessidades individuais variam bastante. Crianças de mesma idade cronológica podem diferir em anos com relação à maturação biológica.

As crianças evoluem de forma diversa. A proporção de crescimento de ossos, músculos, órgãos e sistema nervoso é diferente em cada estágio maturacional, e esses desenvolvimentos determinam a capacidade fisiológica e de desempenho. Portanto, o programa de treinamento precisa levar em consideração essas diferenças individuais e o potencial de treinamento (BOMPA, 2002).

A avaliação maturacional pode ser usada para identificar períodos de crescimento rápido e para justificar reduções no regime de treinamento em longo prazo. Pode auxiliar na redução de lesões, servindo como base na preparação (GALLAHUE; OZMUN, 2001).

"A idade biológica refere-se ao desenvolvimento fisiológico dos órgãos e dos sistemas no corpo que ajuda a determinar o potencial fisiológico, tanto no treinamento como na competição, para a obtenção de alto nível de performance". Deve-se levar em consideração a idade biológica na classificação, seleção e treinamento de atletas (BOMPA, 2002, p. 14). "... os programas de treinamento infantis devem considerar a dinâmica de crescimento e desenvolvimento para cada estágio" (BOMPA, 2002, p. 116). O princípio da preparação física implica na utilização de variados métodos e de exercícios físicos para obter um efeito positivo em todos os órgãos do corpo (BOSCO, 1994).

Estudo realizado por CUNHA (2003) com equipes de futebol da categoria juvenil, compostas de meninos na faixa etária entre 15 e 17 anos, identificou que apenas 43% das equipes estudadas realizam uma avaliação maturacional nos atletas dessa categoria.

Após a determinação das características biológicas de cada indivíduo, inicia-se o planejamento das atividades. De acordo com BOMPA (2002) as cargas de treinamento devem aumentar gradativamente com a idade e com a progressão dos treinamentos. A duração das sessões de treino pode aumentar do início até o fim da temporada, quando atingirem por volta de noventa minutos; os treinamentos devem ser variados para se evitar um desgaste psicológico e a fadiga prematura. O aumento progressivo da carga inclui um aumento do número e da repetição dos exercícios, porém é importante observar o tempo de descanso após o aumento das repetições. Outro aspecto relevante é o aumento da frequência de treinamento: o ideal é de duas a quatro sessões para cada jogo, pois assim haverá um desenvolvimento maior dos atletas durante os treinamentos do que nos jogos, isso no caso específico do futebol. Ainda conforme o estudo realizado por CUNHA (2003), as equipes de futebol juvenil paulistas realizam cinco ou seis sessões de treino por semana e com relação a preparação física, a sessão de treino dura em média 62 minutos.

    Segundo McARDLE, KATCH e KATCH (1991, p. 284), "ainda não foi identificada uma duração limiar por sessão capaz de induzir aprimoramentos cardiovasculares ideais. Esse limiar depende de muitos fatores, que incluem o trabalho total realizado, a intensidade do exercício, a frequência do treinamento e o nível inicial de aptidão".

    Com relação à frequência do treinamento, alguns investigadores, citados por McARDLE, KATCH e KATCH (1991), relatam que constitui um fator importante capaz de induzir a aprimoramentos cardiovasculares, porém outros afirmam que esse fator é menos importante que a intensidade e a duração do exercício. Treinar menos de dois dias por semana, em geral não produz alterações adequadas na capacidade aeróbia ou anaeróbia e na composição corporal.

O potencial esportivo de uma criança depende de seu desenvolvimento físico e mental (BOMPA, 2002).

    Para GONCALVES (1998), os principais fatores que devem ser considerados no programa de preparação física para o futebol, são:

- Aumentar a capacidade do sistema respiratório (aeróbio e anaeróbio);

- Aumentar o volume de bombeamento sanguíneo pelo coração e o sistema circulatório;

- Hipertrofiar os músculos necessários;

- Aumentar a força dos grupos musculares necessários e suas relações com tendões e ligamentos;

- Diminuir a presença do ácido lático muscular durante e depois da atividade do futebol.



    Treinamentos seletivos para os esportes não são necessários antes da fase pré-púbere de desenvolvimento. A recomendação é não aplicar uma organização formal de atividades no contexto do jogo por diversão, adquirindo assim habilidades motoras (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000).

O treinamento individualizado é importante, mas deveria começar após a maturidade completa (DI SALVO; PIGOZZI, 1998), pois após a puberdade inicia a etapa de preparação física intensa e desenvolvimento das capacidades individuais (GOLOMAZOV; SHIRVA, 1996). O período pubertário será o ideal para proporcionar o desenvolvimento da força rápida e da potência. Cuidados devem ser tomados, pois o exercício anaeróbio exige uma elevada solicitação de ossos, articulações e tecidos moles (músculos, tendões etc.). Isso pode ocasionar lesões nos jovens em desenvolvimento (ALMEIDA, 2002).

    A especialização no esporte de alto nível é necessária, mas ela deveria ocorrer o mais tarde possível e com base numa estrutura de treinamento adequada ao desenvolvimento, que propiciará uma aquisição adequada das habilidades e um desenvolvimento harmonioso do jovem (WEINECK, 1991). Relatos de um estudo russo concluíram que a especialização esportiva não deve começar antes da idade de 15 ou 16 anos na maioria dos esportes (BOMPA, 2002).

O autor afirma ainda que após um desenvolvimento multilateral no início da vida atlética, os jovens atingem o período de treinamento especializado entre 15 e 18 anos, podendo assim atingir o ápice esportivo futuramente. Mesmo durante a etapa de especialização do desenvolvimento, os atletas devem dedicar apenas de 60 a 80% do tempo de treinamento a atividades específicas da modalidade.

No estágio da especialização (15 - 18 anos), deve-se monitorar o volume e a intensidade do treinamento, para que os jovens evoluam com pequeno risco de lesões. Alguns aspectos são importantes nesta fase (BOMPA, 2002):

- Aumentar o volume de treinamento para repetições e exercícios específicos a fim de facilitar o aprimoramento do desempenho.

- Envolver sempre que possível os atletas no processo de tomada de decisões;

- O desenvolvimento da força deve começar a atingir os objetivos da modalidade específica;

- Aumentar progressivamente o volume e a intensidade do treinamento anaeróbio;

- Prática do treinamento mental. Exercícios que desenvolvam concentração, atenção, pensamento positivo, autoregulação, visualização e motivação, a fim de melhorar o desempenho na modalidade.

Na maioria dos esportes de potência e velocidade, a especialização deve ocorrer no final do período de estirão de crescimento na adolescência (BOMPA, 2002).

Devido ao grande número de exercícios e ao excessivo número de repetições, a introdução de uma variabilidade de atividades e habilidades no processo de aprendizagem e treinamento não só contribuirá para a prevenção de lesões, como para evitar o tédio e o desgaste psicológico dos jovens (BOMPA, 2002). Cargas intensas e monótonas podem ocasionar um desgaste psicológico, como na utilização acentuada de treinamentos não adequados à idade - grande motivo de desistência do esporte. A falta de formação múltipla do organismo acarretará em prejuízo para a obtenção de habilidades futuras (WEINECK, 1991). Segundo MEDLER, citado por WEINECK (2000), deve-se ter cuidado no treinamento ministrado para crianças e adolescentes para serem evitados os momentos de monotonia e enfado, assim como os momentos de dor e de sofrimento que se relacionam com o treinamento da resistência aeróbia. A especialização precoce nas categorias menores (infantil e juvenil), apesar de se obterem bons resultados no princípio, deve ser observada com cuidado, pois poderá levar ao encurtamento da vida profissional do atleta. O uso de cargas específicas antes do momento oportuno gera estresse físico e emocional acentuado, podendo afastar os jovens dos treinamentos e competições (FILIN e VOLKOV, citado por AUGUSTI, 2001). MATVEEV, citado por AUGUSTI (2001) também concorda que a especialização precoce fará que o jovem, ao chegar à fase adulta, não será mais capaz de desenvolver e atingir os bons resultados que obteve durante a infância.

Para não ocorrer uma especialização prematura, devem ser considerados os aspectos do treinamento adequado à idade e ao desenvolvimento, ou seja, a capacidade da criança suportar carga é limitada, podendo ocorrer desgaste prematuro de cartilagem, ossos, tendões e ligamentos. Superexigência funcional pode acarretar em redução da amplitude da articulação, com respectiva sobrecarga dos segmentos articulares, ocasionando prejuízo no processo de treinamento (WEINECK, 1991).

A especificidade excessiva no treinamento pode resultar em lesões por overuse. Para ALMEIDA (2002), as lesões por overuse são características de esportes anaeróbios que requerem períodos de atividade de potência máxima ou quase máxima. Outro risco que pode ocorrer na especificidade excessiva, segundo BOMPA (2002), é o desequilíbrio entre os músculos agonistas e antagonistas do movimento específico. A utilização de novos exercícios desenvolverá também a agilidade e a coordenação, auxiliando no processo de aquisição de novas habilidades e evitando lesões por esforços repetitivos.

    Outro aspecto importante na programação esportiva é a nutrição dos atletas. Para GONCALVES (1998), os atletas necessitam de uma dieta balanceada, baseada em nutrientes necessários para a requisição diária do organismo e a performance nas atividades. REILLY (1997) afirma que a nutrição adequada, verificada por meio dos índices iniciais de glicogênio muscular, é um aspecto que pode diminuir a fadiga.



Conclusão



Pode-se concluir que o treinamento tanto técnico, como tático ou físico fornecido a crianças e jovens deve ser muito bem estudado, elaborado e conduzido por treinadores e preparadores físicos. As características biológicas e maturacionais devem ser levadas em consideração na programação do treinamento. Um erro muito comum encontrado em treinamentos em equipes de competição relaciona-se ao fornecimento da mesma carga e intensidade para todos os atletas, isso é um erro muito grave que poderá acarretar problemas futuros aos jovens atletas.

Portanto, não se pode esquecer a afirmação que se encontra logo no início deste artigo: "As crianças não são adultos em miniaturas...".

Somente a observação criteriosa de todos esses fatores durante o treinamento, poderá obter o máximo rendimento de um jovem desportista, sem prejudicar o seu desenvolvimento físico harmonioso e consequentemente sem prejudicar sua carreira.

Com isso, procura-se auxiliar os profissionais que ministram e orientam os treinamentos para crianças e jovens há elaborar programas que sejam adequados a cada faixa etária e nível de maturação. Segundo CUNHA (2003) muitos treinadores e preparadores físicos não utilizam métodos mais científicos durante o treinamento devido a problemas estruturais em seus clubes.
Fonte

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

13:18

A Educação Física escolar, o lazer e as escolas

De uma forma geral, as aulas de Educação Física na maioria das escolas brasileiras têm se caracterizado pelo laissez-faire, sendo raro alguns professores que dão à disciplina um cunho pedagógico e, mais raro ainda, os que trabalham numa perspectiva crítica. É evidente o descompromisso da maioria absoluta dos professores com uma postura político-pedagógica da Educação e da Educação Física. Pautada numa tendência espontaneísta, voltada para atividades livres características de lazer, ela não tem sido capaz de provocar nos alunos uma reflexão crítica acerca destas práticas, pouco contribuindo para um projeto de educação emancipatória e superadora.

Os argumentos em favor do lazer não são poucos e no âmbito da Educação Física eles estão presentes desde os seus primórdios. A constituição do campo do lazer surgiu na segunda metade do século XIX com a preocupação da ocupação saudável e produtiva do tempo livre. Segundo Marcassa (2004), a recreação atrelada à escola surge como uma forma de organização do lazer. Costa (1983) evidenciou que a recreação na escola objetivava corrigir e desenvolver hábitos voltados para disciplina e domesticação, o que Lenharo (1986) convencionou chamar de "docilização coletiva dos corpos".

Marcassa afirma que "a recreação é prima próxima da Educação Física" (2004, p. 196) e Werneck (2000) e Melo (2003) chegam a dizer que a criação dos primeiros cursos de Educação Física no país se deveu ao desenvolvimento de práticas recreativas que demandavam profissionais especializados.

Amplamente utilizada pela Educação Física até hoje, a recreação se tornou propriedade desta pelo seu caráter técnico-operacional, se consolidando como um saber-instrumento a ser desenvolvido por ela. Como conteúdo ou como atividade, a recreação na Educação Física Escolar tem se valido do prazer para desenvolver "brincadeiras pedagógicas". Este termo vem entre aspas por respeitarmos diversas concepções que definem o caráter espontâneo da brincadeira e afirmam que se ela for dirigida ou tiver outros objetivos que não seja o brincar, ela deixa de ser brincadeira. Talvez aí resida a diferenciação entre brincadeira e recreação, onde uma mesma atividade pode ser classificada como ambas: a primeira praticada pelas crianças no seu tempo livre, com livre organização, sem espaço-tempo determinado para iniciar ou acabar, integrada por qualquer número de participantes que se permita, sem nenhum compromisso que não seja o brincar pelo brincar. Já a segunda, aparece de forma institucionalizada, em espaço-tempo definidos, através de "brincadeiras dirigidas" (utilizamos aspas pela mesma justificativa anterior), conduzidas por um professor na escola ou um instrutor-recreador no clube, colônia de férias etc.

A recreação na Educação Física Escolar sob forma de "brincadeira dirigida" parte do princípio que ela é um conteúdo escolar que deva ser ensinado as crianças. Desta forma, segundo Debortoli, "o objetivo principal ressaltado para essas 'atividades' é o de ensinar a brincadeira, mas não necessariamente o de brincar" (2004, p. 22). Inclui o ensino de gestos, regras, comportamentos e brincadeiras novas que as crianças ainda não conhecem, tornando a brincadeira "coisa séria", matéria escolar.

A expressão "brincadeira é coisa séria" freqüentemente é utilizada quando se quer evidenciar a importância da brincadeira na escola como meio de desenvolvimento de conteúdos, habilidades ou valores sociais incompatíveis com o brincar da criança: a brincadeira não se submete a um sistema de regras e objetivos para estruturar sua experiência; quando isso acontece, chamamos de recreação. Este discernimento só é feito pelos adultos que, munidos de seus objetivos educacionais, pedagogizam as brincadeiras e as utilizam não pelos seus objetivos intrínsecos (afetivos, cognitivos e psicomotores, ao mesmo tempo e em uma mesma atividade, conforme evidenciou Costa, 1991), mas como subsidiárias de outras aprendizagens escolares consideradas mais importantes: histórica, geográfica, científica, lingüística, lógico-matemática. Neste sentido, Debortoli exemplifica um fato que qualquer professor de Educação Física já vivenciou na escola:

"Nem sempre a brincadeira do adulto é brincadeira para as crianças: às vezes os adultos criam uma circunstância chamando de brincadeira algo que para as crianças não tem nada de brincadeira. As crianças fazem de tudo para se livrar desta situação: dispersam-se e fazem bagunça; são ameaçadas, por exemplo, de não deixar fazer as brincadeiras seguintes caso não participem da brincadeira proposta. Essa e uma situação extremamente paradoxal, e as crianças chegam a perguntar, no meio da brincadeira, a que horas elas vão poder brincar" (2004, p. 23).

Sendo a Educação Física legalmente constituída como um componente curricular da educação básica e a escola reconhecida como um espaço-tempo de trabalho, cabe refletirmos se deve existir nela espaços de lazer e com quais justificativas. A escolarização em todos os níveis se ocupa de preencher todo o tempo de permanência dos alunos com atividades formativas e informativas visando a formação para o trabalho, onde o lazer e o tempo livre não fazem parte deste universo. A exceção do tempo de intervalo (ainda hoje equivocadamente chamado recreio), não há qualquer alternativa onde os alunos possam manifestar seus desejos e exercer sua livre iniciativa. Fazemos questão de diferenciar recreio de intervalo, pois neste, salvo raríssimas exceções, é um tempo tão curto que mal dá para beber água, ir ao banheiro ou fazer um lanche; tendo que voltar logo em seguida para a sala de aula para fazer atividades importantes.

Como a recreação, os jogos e esportes são elementos da cultura de movimento trabalhados pela Educação Física, a simples participação dos alunos nestas atividades, com qualquer objetivo ou mesmo sem objetivo, tem sido considerada aula de Educação Física. O lúdico deve ser essencialmente educativo.

Retirado do texto

12:20

Professor de Educação Física não precisa de registro no Cref para trabalhar na Escola


Nas semanas anteriores chegou a algumas escolas e creches da PMF o ofício circular n. 003/2013/CREF3 expondo que para exercer as funções do magistério na Educação Básica, na disciplina de Educação Física, é preciso além do diploma de licenciado, o registro no Conselho Regional de Educação Física (CREF).

Nós, do Movimento Nacional Contra a Regulamentação do Profissional de Educação Física (MNCR), gostaríamos de esclarecer aos trabalhadores que o Sistema CONFEF/CREFs se utiliza de medidas e interpretações equivocadas e incorretas das   Leis   que   regulam   o   Sistema   de   Ensino   brasileiro   para   se   beneficiar   economicamente   e politicamente, aumentando o número de trabalhadores(as) registrados(as) mesmo sem que seja necessário o registro para o exercício da profissão na Educação Básica.

Tendo   em   vista   tamanhas   arbitrariedades   e   irregularidades,   diversas   ações   jurídicas   e consultas aos Conselhos de Educação (municipal, estadual e nacional) foram feitas e os resultados de tais ações sempre apresentam a mesma conclusão: NÃO É LEGAL A COBRANÇA DE REGISTRO NO CONSELHO PARA A ATUAÇÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA! Estes pareceres podem ser visualizados no dossiê formulado pelo MNCR e divulgado no blog: http://mncref.blogspot.com.br/2012/07/dossie-conselhos-profissionais-e.html
Ainda, ressaltamos a consulta feita pelo SINTRASEM ao Conselho Estadual de Educação sobre a questão, na qual se segue a resposta: "Nos termos da presente análise, responda-se ao Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis – SINTRASEM – Florianópolis/SC, que para o exercício da docência, não é legal a exigência da filiação ao Conselho Regional de Educação Física - CREF, assim como a qualquer outro órgão de classe" (Parecer do CEE/SC, n. 183, de 14/09/2010).

Desta forma, ressaltamos mais uma vez a NÃO EXIGÊNCIA DE FILIAÇÃO AO CREF! A luta dos professores de Educação Física não será a luta por dentro dos conselhos profissionais que só cobram mensalidades e cerceiam os espaços de atuação. Nossa luta será pela regulamentação do trabalho (defesa dos direitos e conquistas da classe trabalhadora) para todos, pois ser professor é reconhecer que todos os homens devem ter, concretamente, a possibilidade de serem humanos e que, portanto, devemos avançar na organização de uma sociedade justa e igualitária de fato, para todos.

Contato: mncrfloripa@yahoo.com.br

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

06:09

Recreação: uma alternativa para as aulas de Educação Física



A Recreação oportuniza ao aluno a formação necessária a sua personalidade, possibilitando-o a integrar novos grupos sociais de forma produtiva, equilibrada e consciente, também procura atender dentro das práticas educativas, os interesses das comunidades e das escolas. Tem por objetivo geral da área de expressão e comunicação desenvolver uma comunicação eficiente e expressão criadora para a auto-realização e integração social.

Segundo afirmações de Medeiros e Gouveia apud Cavallari, (2001, p. 43), a Recreação contribui para a saúde geral, desenvolvimento da força, resistência e coordenação motora do indivíduo. Possibilitando também aos jovens a prevenção de comportamentos anti-sociais, contribuindo também na conduta de valores morais, conforme os padrões da sociedade. Torna-se oportuno mencionar que:

A palavra Recreação provém do verbo Latino Recreare, que significa recrear, reproduzir, renovar. A Recreação, portanto, compreende todas as atividades espontâneas, prazerosas e criadoras, que o indivíduo busca para melhor ocupar seu tempo livre. Deve atender aos diferentes interesses das diversas faixas etárias e da liberdade de escolha das atividades, para que o prazer seja gerado. A sua versatilidade, a possibilidade de variar de acordo com o momento, faculta uma participação ativa e tranqüila as crianças e aos adultos. (GUERRA, 1982, p.11)

O aprender e a Recreação contribuem para a produção do conhecimento, podem ser relacionadas com toda a vivência social. A Recreação na escola é apontada como a mais antiga forma de Recreação que se tem conhecimento. Porém, cada vez mais, vem tomando um aspecto diferente, pois, o ambiente escolar está constantemente se transformando.

Pensar a Recreação como estratégia da Educação Física Escolar possibilitando a intervenção na realidade, é uma forma de busca por alternativas pedagógicas, a escola não pode ser pensada como algo estanque no processo social, mais integrada a ele, aberta e atenta as possibilidades do desenvolvimento da sociedade. A Recreação no Renascimento revive a ciência, faz renascer as artes e desperta a educação. É neste período que a criança passa a ter liberdade de ação. Corre, salta, grita, participa, pois tudo deixa de ser pecado. É nesse período que surge a Recreação Educacional, sendo vista como forma de recuperação de crianças e adultos. Surgem os grandes filósofos. Ressaltam a liberdade, valorizam a educação moderna e criticam a tradicional. E inclui-se a Educação Física no contexto educacional. (MIRADOR, 1976, p.14).

A Educação Física faz parte do currículo escolar, mas infelizmente parece que essa disciplina não tem tanta importância como às demais, e porque será que isso vem acontecendo? São vários os fatores, professores que não se atualizam, falta de material e de incentivo tanto da escola para as aulas de Educação Física quanto do professor para o aluno.

Falta de espaço apropriado para a prática entre outros, os professores saem da universidade cheios de vontade de mudar essa realidade, mas chegam a escola e percebem que isso é muito difícil pelos itens citados acima, por esse motivo eles fazem com que as aulas de Educação Física se tornem monótonas e repetitivas, em todas as aulas seguem sempre a mesma seqüência, futebol para os meninos, voleibol para as meninas, dispensando ainda os alongamentos e aquecimento.

Esquecem ainda que cada criança precisa fazer a atividade física de acordo com sua idade, pois é de extrema importância que desde a Educação Infantil se tenha Educação Física com professores especializados, a criança precisa ter uma atividade física desde cedo e de acordo com seu desenvolvimento, para que ela chegue ao ensino médio e a sua vida adulta gostando da prática e tenha benefícios ao longo dos anos.

Mas para que isso aconteça faz-se necessário aprender que a Educação Física não se limita em apenas futebol e voleibol, existem inúmeras práticas e atividades que podem ser aplicadas nas escolas, até mesmo não dispondo do material necessário, os quais em sua maioria podem ser confeccionados com materiais até mesmo recicláveis, então, a criança já vai aprendendo a fazer seu próprio brinquedo e aprendendo a preservar o meio ambiente.

Junto a confecção já se explica sobre a importância de ajudar o meio ambiente além de propiciar uma aula diferente e que atrai as crianças. Outro exemplo é a Recreação, que é muito bom para todas as idades, para as crianças que ainda não tem muita coordenação, não sabem sobre regras de jogos e para adolescentes do ensino médio porque no jogo sempre há exclusão por não saber jogar direito, já na Recreação isso não acontece, todos participam sem que haja exclusão. Como cita Freire (1994, p. 24):

Talvez não se tenha atentado para o fato de que jogos, como amarelinha, pegador, cantigas de roda, têm exercido, ao longo da história, importante papel no desenvolvimento das crianças. Lamentável é o fato de que não tenham sido incorporados ao conteúdo pedagógico das aulas de Educação Física. Aprender a trabalhar com esses brinquedos poderia garantir um bom desenvolvimento das habilidades motoras sem precisar impor ás crianças uma linguagem corporal que lhes é estranha. Assim como a linguagem verbal falada pela professora em sala de aula, é por vezes, incompreensível para os alunos, também a linguagem corporal pode sê-lo, se não se referir, de início, á cultura que é própria dos alunos.

Pelo pensamento que Freire (1994) entende-se que para a criança chegar na adolescência faz-se necessário trabalhar com ela de acordo com sua cultura, a partir de seus conhecimentos, seus saberes e fazeres, como já dito no texto de acordo com sua idade, por exemplo, as crianças da Educação Infantil até a 4ª série tem poucas aulas de Educação Física e desde cedo não é trabalhado de forma adequada.

Porque acreditam que brincadeiras recreativas não vão ajudá-la em seu desenvolvimento, pelo contrário a Recreação trabalha e muito o desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo, social, psicológico, além de ajudar no desenvolvimento ela se diverte, aprende brincando, ai a criança cresce sem a base necessária e chega ao ensino médio sem saber coisas básicas, ai não sabe jogar direito pelo fato de não se ter passado o que era importante para ela de forma agradável e divertida, começa a exclusão de si mesmo e dos colegas mais habilidosos.

Por isso acredita-se que a Recreação deve ser inserida no contexto escolar como uma alternativa nas aulas de Educação Física, porque há a inclusão de todos os participantes, os mesmos aprendem a aprender, aprendem a fazer e principalmente aprendem a ser, crescem valorizando essa atividade, tornando-se adultos ativos, com bom desenvolvimento, com melhor qualidade de vida.

Entretanto, constata-se que tudo isso deve partir primeiramente dos professores e da escola, para que os alunos aprendam e se divirtam de forma adequada. Com interesse e incentivo tanto dos professores como dos alunos as aulas de Educação Física tendo a Recreação como alternativa serão valorizadas e bem aproveitadas. Pois, no dia-a-dia das aulas de Educação Física tem se observado a falta de motivação dos alunos, para à prática das aulas de Educação Física.

Vários fatores desencadeiam o desinteresse pelas aulas de Educação Física. Sabendo que o professor é o maior responsável em motivar o aluno a praticar as aulas, fazendo com que o aluno leve este hábito para toda vida. Será que a recreação pode ajudar a motivar os alunos a praticarem as aulas de educação física? Segundo Tosseti (1997, p.14)

A recreação é muito importante para o ser humano não só para a criança. Todos nós precisamos dos nossos momentos de lazer. A palavra recreação vem do latim, recreare, cujo significado é recrear. Portanto as atividades recreativas devem ser espontâneas, criativas e que nos traga prazer. Devem ser praticadas de maneira espontânea, diminuindo as tensões e preocupações

Pois de uma forma ou de outra os problemas pela falta de motivação dos alunos é uma realidade escolar que existe; e faz-se necessário trabalhar com isso; procurando incentivar os alunos à prática. A educação física pode ter várias finalidades e trabalhada de várias formas e maneiras que motivem o aluno a participar com frequência das aulas, e uma dessas formas é a recreação desenvolvida junto às aulas de educação física.

Primeiramente é preciso explicar que finalidade é definida como o fim último para qual uma determinada atividade existe. Nesse sentido, a finalidade da educação física é contribuir para a educação integral da criança, por meio da pratica de atividades físicas racionais e variadas, de acordo com suas necessidades, ou seja, o desenvolvimento, em seu grau mais elevado, nos planos físico, mental, e social (HURTADO, 1987, p.22).

A recreação constitui um processo eficiente de educação. É um meio de favorecer o desenvolvimento psicossocial e psicomotor de uma criança, um fator de integração, de solidariedade e cooperação entre os colegas. “As atividades recreativas devem ser espontâneas, criativas e que nos tragam prazer. Para a criança, a recreação é uma maneira de liberar energias, já que seu espaço para o lazer nas grandes cidades é cada vez mais restrito.” (TOSSETI, 1997, p.14) Cabe salientar, que os procedimentos didáticos do professor, também influenciam sobre a qualidade das aulas e, consequentemente, sobre a motivação do aluno.

O professor que leva a sério o que faz que alie à sua competência técnica ao compromisso de ensinar, que desperta a criatividade e conduz os alunos à reflexão, certamente não terá alunos desinteressados ou desanimados, mesmo porque, o professor leva grande vantagem sobre os demais componentes curriculares, pois a Educação Física, por si só é uma prática motivadora.

Assim sendo, defende-se a recreação como uma alternativa para às aulas de educação física; simplesmente, por esses motivos, descritos e citados acima; pois acredita-se que à partir daí se motiva os alunos a participarem mais das aulas com frequência; pois tudo depende da dinâmica da atividade proposta, e da maneira que o professor aplica esta dinâmica. Maneira lúdica, e motivadora incluindo então todos à atividade proposta e dando enlace de entrosamento à recreação como parte das atividades de educação física, como uma alternativa para as aulas de Educação Física. Há que se considerara ainda que tendo em vista hoje o alto índice de sedentarismo, a educação física (educador físico) traz como proposta a recreação, pois é um exercício que pode e deve ser praticada por todos , sem restrição de idade ou sem ser necessário o praticante ter (possuir) algum tipo de habilidade física. A recreação por ser de fácil acessibilidade pode ser praticada em escolas, acampamentos, hotéis, cruzeiros, sem limites de idade. Dentro da recreação ou jogos recreativos pode-se desenvolver algumas habilidades de forma prazerosa, tais habilidades as vezes deixada de lado por outras formas ou temáticas utilizadas em aulas de Educação física.

A recreação serve também (ou principalmente) para a inclusão dos alunos que gostam de brincar/jogar e por sempre encontrarem obstáculos para participar com outros alunos mais habilidosos que sempre excluem os menos habilidosos que por sua vez acabam perdendo a vontade de participar das aulas assim consequentemente perdendo gradualmente a vontade e o habito de praticar estas atividades, decidindo por fim fazer outras coisas como conversar ou apenas assistir seus colegas de sala jogarem.

A importância da promoção da recreação como pratica de ensino ou até mesmo como alternativa para as aulas de educação física é conscientizar a todos os seus praticantes que a atividade física não se caracteriza apenas pela pratica esportiva, o prazer esportivo, as quais exigem o mínimo de habilidades de seus praticantes, a recreação cobra de seus colaboradores, participantes, a vontade de participar, papel importantíssimo para a interação/integração de alunos e pessoas.

A recreação não tem um local certo para ser praticado, podendo ser praticada em colégios, hotéis, navios, camping, salas, ginásios, enfim, onde aja um espaço adequado ou ambiente onde as atividades possam ser praticadas, ou adaptadas para seu devido fim. A recreação tem por si um caráter lúdico, onde seus praticantes o praticam com prazer, ou seja, divertem-se. A tese de que A Recreação Como Alternativa para as Aulas de Educação Física é uma ótima (pratica) de ensino, deixando de lado a exclusão de alunos, o que sempre ou quase sempre acaba acontecendo em jogos e brincadeiras esportivas principalmente quando se tem a intenção de se ter um vencedor.

A recreação caracteriza-se não apenas em jogos que incitem a corrida, caminhada, sendo que a mesma utiliza-se também de atividades, jogos, que podem até mesmo ser praticado e executado em salas de aula, com os alunos sentados no chão ou até mesmo em cadeiras, não necessitando que o aluno se desloque de seu lugar em caminhada ou mesmo correndo, estes seriam jogos e brincadeiras lúdicas que incentivam a busca pelo conhecimento, como as chamadas gincanas do conhecimento, utilizando-se alguns dos materiais discutidos em sala de aula aulas esta ministradas por professores de outras matérias, como por exemplo matérias como: ciências, história, geografia, português, enfim, conhecimentos gerais dos alunos auxiliando o aprendizado em sala de aula.

O exemplo acima cita jogos recreativos que se pode e deve incluir alunos portadores de necessidades especiais, o que em jogos desportivos ou praticas desportivas, por exemplo, dificilmente seria atingido o objetivo de inclusão de todos os alunos. O aprender e a recreação devem sempre caminhar juntos em busca da produção de conhecimento

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

11:24

4 atividades para iniciação do Handebol para Educação Infantil

O que o aluno poderá aprender com esta aula

- Trabalhar alguns fundamentos do handebol através de adaptações de brincadeiras tradicionais.

- Coordenar os diferentes movimentos dos fundamentos do handebol com o espaço, os objetos e os colegas.

- Desenvolver a percepção do seu próprio corpo em relação ao tempo e espaço em que se realiza os movimentos, aliados às interações proporcionadas pelas brincadeiras.

Duração das atividades
Cada atividade terá duração de 25 minutos compreendendo um total de 100 minutos.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Por se tratar de uma aula introdutória ao tema não serão necessários conhecimentos prévios ao tema da aula.

Estratégias e recursos da aula

Atividade 1 – Corre-cutia com bola

Duração: 25 minutos

Material: bola de handebol

Local: quadra

             A dinâmica dessa brincadeira desenrolar-se igual a tradicional brincadeira do corre-cutia. Entretanto, a criança que colocará o objeto atrás de seus colegas carregará duas bolas. Uma servirá como objeto que será colocada atrás dos colegas de olhos fechados e a outra ficará com ela. Quando o colega perceber que está com a bola atrás de si, terá que tentar pegar o outro quicando a bola. Igualmente, o colega que sair correndo terá quicar a bola que estará em suas mãos. Essa brincadeira tem como objetivo trabalhar a condução do handebol.

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Atividade 2 – Bobinho

Duração: 25 minutos

Material: bola de handebol

Local: quadra

            A tradicional brincadeira do "bobinho", também conhecida como "peruzinho", é muito utilizada como exercícios de "aquecimento" do futebol, mas executada com as mãos, serve como um bom aprendizado para os fundamentos de passe, marcação e desmarcação no handebol. A brincadeira pode ser alterada colocando-se mais de um "bobinho" ou "peru"  aumentando sua dificuldade e aproximando a brincadeira da dinâmica do jogo do handebol propriamente dito.

Regra tradicional do bobinho: http://pt.wikiversity.org/wiki/Portal:Forma%C3%A7%C3%A3o_B%C3%A1sica/Educa%C3%A7%C3%A3o_F%C3%ADsica/Jogos_pr%C3%A9-desportivos/Bobinho

Atividade 3 – Queimada

Duração: 25 minutos

Material: bola penalty de iniciação nº10

Local: quadra

            A queimada é uma brincadeira que pode ser utilizada como um exercício educativo para o fundamento do arremesso no handebol. Entretanto, sugeri-se utilizar uma bola com o tamanho aproximado ao da bola de handebol, mas que não seja tão densa quanto a mesma, para evitar de acidentes e machucad os (Ex.: bola penalty de iniciação nº10).

Regra tradicional da queimada:http://pt.wikipedia.org/wiki/Queimada_%28jogo%29

Atividade 4 – Mãe-da-rua com bola

Duração: 25 minutos

Material: bola de handebol

Local: quadra

            Na brincadeira do mãe-da-rua as crianças devem atravessar a rua pulando de um pé só sem ser pegas pela mãe da rua. Nessa adaptação da brincadeira as crianças devem atravessar a rua utilizando os dois pés, mas conduzindo uma bola de handebol (cada criança deve ter a sua bola). Essa mudança proporciona uma vivência lúdica de alguns fundamentos do handebol tais como: condução e marcação e desmarcação.  

Regra tradicional do mãe-da-rua: http://revistaescola.abril.com.br/educacao-fisica/pratica-pedagogica/pega-pega-americano-mae-rua-fugi-fugi-coloque-meninada-correr-424352.shtml
Avaliação
O(A) professor(a) pedirá às crianças para realizar uma registro gráfico de uma das brincadeiras trabalhadas. Em seguida as crianças colaram seus desenhos em um cartaz intitulado: "Brincando de Handebol".

terça-feira, 15 de outubro de 2013

13:20

Estimule a concentração das crianças com essas brincadeiras


Os pais que nunca enlouqueceram porque o filho não parava quieto que atirem a primeira pedra. A hiperatividade é cada vez mais comum nos pequenos. Vivemos em um mundo em que várias coisas acontecem ao mesmo tempo e a criança convive com isso desde que nasce: é muito estimulada e impressionada a todo o momento. Essa pressão pode provocar dificuldade de concentração, agitação e até comportamento hiperativo.

O mestre em Psicologia pela Unesp de Assis Fábio Sagula conta que, ao brincar, a criança desenvolve recursos para lidar com os desafios da realidade. "Por isso, é muito importante que ela direcione esses sentimentos a uma atividade que 'segure' esse turbilhão", diz. Saiba quais são as brincadeiras mais recomendadas por especialistas para estimular a criatividade e o foco do pequeno.  

video game - foto Getty Images

Eletrônicos e brincadeiras na medida certa
A rapidez das novas tecnologias de entretenimento - como internet, videogame e televisão - é uma das maiores responsáveis por esse "super estímulo" nas crianças.

Segundo o psicólogo Fábio Sagula, o cérebro da criança que fica imersa em atividades muito rápidas começa a funcionar em um ritmo também acelerado. Isso dá a sensação de que focar a atenção em algo por um período mais prolongado é "perda de tempo", fazendo com que o pequeno não consiga passar horas se dedicando a apenas uma atividade.

O especialista afirma, no entanto, que games e internet não precisam ser abolidos da vida do filho, pois fazem parte dos artefatos de nossa cultura. "O que é necessário é utilizá-los com moderação", aconselha.  

amarelinha - foto Getty Images

Pular amarelinha
Por não exigir materiais caros ou nenhum tipo de tecnologia avançada, essa brincadeira pode ser feita em qualquer espaço ou situação. "Esse jogo auxilia a criança na coordenação motora, na socialização, no desenvolvimento de tolerância à frustração e no contato com limites e regras", conta o psicólogo Fábio Sagula. 

tabuleiro - foto Getty Images

Jogos de tabuleiro
Jogos que envolvam estratégias de raciocínio dão à criança a oportunidade de explorar o problema proposto de forma planejada, sistemática e ordenada. "Eles ajudam a criança a não agir de maneira impulsiva", conta a pedagoga Silvânia Assis, do Colégio Pitágoras.

"Alguns jogos, além de auxiliarem na concentração e tolerância à frustração, oferecem uma riqueza simbólica enorme, fazendo com que a criança experimente como é desempenhar papéis diferentes, como comandantes, princesas, reis, banqueiros etc.", afirma o psicólogo Fábio. 

teatro - foto Getty Images

Teatrinhos e faz de conta
Montar com seu filho um teatro de fantoches pode ocupar uma tarde inteira e ainda estimular o que a criança tem de sobra: a criatividade. "Nestas atividades, as crianças conseguem imitar situações reais sem fronteiras", explica a pedagoga Silvânia Assis.

Dessa forma, as crianças que não conseguem satisfazer as suas necessidades no mundo dos adultos encontram o equilíbrio afetivo e intelectual nessas representações, que também são ótimas para ajudar na educação do pequeno.  

mímica - foto Getty Images

Jogos de mímica
Mímica também é outra brincadeira que pode render várias horas de diversão. Os especialistas explicam que esse jogo estimula a criança a pensar em representações e fazer associações de palavras, facilitando os processos cognitivos. "A questão é encontrar algo que faça sentido para a criança e, junto com isso, criar uma brincadeira", aconselha o psicólogo Fábio. "Personagens ou temáticas atuais podem ser utilizadas para a elaboração de brincadeiras e encenações."

blocos de montar - foto Getty Images

Jogos de montar
Os jogos de montar estimulam a agilidade, imaginação e comunicação. As crianças nessas situações têm a oportunidade de construir, montar, desfazer e analisar. Esses jogos desenvolvem competências, atitudes e habilidades de maneira lúdica e eficiente. 

crianças brincando - foto Getty Images

Brincadeiras em grupo
Envolver uma equipe é uma boa estratégia para estimular a criança a pensar de forma independente. "Os jogos em grupo propiciam agilidade mental, iniciativa e curiosidade, fazendo com que a criança tenha que discutir para decidir sobre regras de ganhar e perder", diz a pedagoga Sílvia.  

menina - foto Getty Images

Importante!
Lembre-se que o segredo é encontrar uma atividade que seja do interesse da criança, com algum tema que lhe agrade, sempre com muita interatividade e diversão. "Assim, ela passará horas empenhada em desenvolver a brincadeira, em vez de enjoar rapidamente e desistir de jogar", conta o psicólogo Fábio Sagula. 


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

06:18

5 atividades recreativas para o Voleibol

Rede Humana

Atividade: Minivoleibol
Conteúdo: Voleibol Adaptado – Passes: manchete e toque
Material: Bolas de voleibol

- Organização: Separe a turma em três grupos iguais, sendo que dois deles participam do jogo, tendo o 3o grupo entre eles, com os braços estendidos acima da cabeça, como se fosse a rede de voleibol.

- Desenvolvimento: Os dois grupos que se confrontam passam a bola através de manchete ou toque por cima da rede humana até que a bola seja interceptada por algum componente da rede. O grupo que perde a posse da bola passa à função de rede humana e assim sucessivamente.

Pode-se contar um ponto para o grupo toda vez que ele ganhar a posse de bola e aquele que somar mais pontos será o vencedor.

- Socialização da atividade: O professor incentiva os estudantes a se expressarem e registrarem em seu caderno os sentimentos em relação ao jogo coletivo, a sua respiração, aos seus batimentos cardíacos, à solidariedade e à cooperação para com os colegas, às facilidades e às dificuldades encontradas na atividade proposta.

Faça uma abordagem das recriações sociais do jogo para possibilitar a participação de muitos, para poder jogar em lugares diversos e para tornar o jogo mais emocionante.



Vôlei Guiado

Recursos: 1 bola de voleibol, rede de voleibol ou elástico ou cordão, pedaços de tecido (dois metros quadrados) e lenços.

Formação: dois grupos

Organização: os grupos formarão quartetos, sendo que dois participantes terão os olhos vendados. Cada quarteto com um pedaço de tecido. Os participantes de olhos vendados deverão estar em pontas opostas do tecido.

Desenvolvimento: O jogo seguirá a dinâmica do voleibol, sendo a bola lançada com o tecido. A bola poderá dar um toque no chão.

Nota: Juntos, monitores e participantes poderão incluir critérios para a dinâmica em dupla com os olhos vendados de um participante, para outras modalidades.
desenho de crianças jogando o volei guiado




Voleibol Divertido

Objetivo do jogo: jogar voleibol, modificando as regras para que se torne um jogo Cooperativo.

Propósito: este jogo permite o exercício da visão sistêmica, do voleibol, da cooperação e da alegria.

Recursos: uma corda elástica ou uma corda feita com tiras de tecido colorido e uma bola que poderá ser de voleibol ou outra mais leve, dependendo do grupo.

Número de Participantes: seis jogadores de cada lado da rede, podendo este número ser ampliado de acordo com os objetivos do facilitador.

Duração: indefinida, enquanto os jogadores estiverem se divertindo e/ou enquanto o facilitador verificar ser importante continuar.

Descrição: o facilitador e um auxiliar, ou mesmo dois auxiliares seguram uma corda atravessada na quadra e os times se colocam um de cada lado da corda.

Seu objetivo agora, é não deixar a bola cair no chão. É um jogo de voleibol, respeitando-se as regras do jogo, os dois times juntos devem atingir os 25 pontos (como no voleibol infinito).

Ao mesmo tempo em que os participantes jogam, o facilitador e o auxiliar devem movimentar-se pela quadra afim de que a quadra se modifique a cada instante, ou seja, os jogadores além de se movimentarem pelo jogo, agora precisam estar atentos ás mudanças físicas que a quadra vai sofrendo á medida que a corda vai sendo movimentada.

Dicas: pode-se aumentar a pontuação, fazendo com que a meta seja maior a cada jogo. Pode-se ainda, modificar as regras do voleibol, colocando-se regras do tipo, todos tem que tocar na bola, meninos e meninas tem que tocar na bola alternadamente, ou outras regras que permitam a participação de todos.



Voleibol com Balões

Recursos: quadra ou pátio (manter a área livre), balões, rede de voleibol ou elástico ou cordão, aparelho de som.

Formação: dois grupos

Organização: solicitar ao grupo que se posicionem, cada um em uma área de jogo, separados pela rede. Cada participante de posse de um balão deverá enchê-lo.

Desenvolvimento: com o início da música, todos os participantes deverão passar o balão para o campo adversário, devolvendo os que passarem para o seu campo. A cada interrupção da música o monitor efetuará a contagem. No momento da interrupção o grupo que tiver menos balões em seu campo marca ponto.

Nota: O monitor deverá ir construindo as regras junto com os alunos, no momento em que forem ocorrendo as infrações.

desenho de crianças jogando o voleibol com balalões.


Volençol

Conteúdo: Voleibol – cooperação e trabalho coletivo
Material: Lençóis e bola de voleibol ou outra bola disponível

- Organização: Amarre um elástico, cordinha ou rede a aproximadamente 1,80 cm de altura, de forma a dividir o espaço em dois lados iguais. Aproveite a ocasião para esclarecer sobre a altura oficial da rede de voleibol, que na categoria feminina possui 2,24m de altura e no masculino 2,43m. Separe a turma em 4 grupos, sendo que dois grupos ficarão em quadra e outros dois ficarão na reserva, para entrar em seguida. A escolha dos dois grupos iniciantes poderá ser feita pela sorte ou utilizando alguma dinâmica, da forma como você professor, achar melhor.

Os grupos da reserva podem observar o comportamento dos colegas e dialogar sobre as melhores maneiras de se organizarem neste jogo.

- Desenvolvimento: Cada um dos grupos deverá segurar o lençol estendido, com a participação de todos os integrantes do grupo. A bola será lançada pelo grupo iniciante, através da organização coletiva, no intuito de arremessar a bola para o outro lado da quadra, como se fosse um saque. O grupo do outro lado deverá receber a bola com o lençol, sem deixá-la cair no chão, como acontece no voleibol. Se conseguirem receber a bola com o lençol, devem lançá-la de volta sempre por cima da rede ou corda, visando fazer com que a bola toque o chão do lado oposto. Qualquer um dos dois grupos que não conseguir receber a bola e deixar com que a mesma toque seu lado da quadra, trocará de lugar com o grupo da reserva, e assim sucessivamente, os grupos irão trocando de lugar. Aqueles que forem conseguindo cooperar com os colegas e trabalhar em equipe para atingir o objetivo do jogo vão permanecendo em quadra.

- Socialização: Ao final da brincadeira, convide os estudantes para avaliar coletivamente o jogo realizado, direcionando as perguntas.

- Em algum momento vocês sentiram dificuldades nessa prática? Por quê?
- Houve a presença dos princípios éticos, como por exemplo: companheirismo, solidariedade e respeito?
- Qual grupo permaneceu mais tempo em quadra? Por quê?
- Outras.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

06:21

Expectativas de aprendizagem em Educação Física do 1º ao 9º ano

As Orientações Curriculares da prefeitura de São Paulo prevêem que os alunos de 5º ano sejam capazes de:

- Identificar, explicar e demonstrar corporalmente brincadeiras, esportes, danças, lutas e ginásticas vivenciados no contexto da comunidade.

- Buscar a participação de todos, independentemente de gênero, sexualidade, raça, etnia ou biótipo.

- Analisar e comentar em diversas situações o desempenho dos participantes, compreendendo-o como fruto das características pessoais e da diversidade da prática.

- Respeitar o direito de expressão dos colegas, aceitando diferentes graus de participação.

- Reconhecer as atividades que ocorrem em outros grupos culturais e vivenciá-las.

- Identificar as relações de poder presentes nas vivências esportivas.

- Apropriar-se da terminologia específica da modalidade.

O mesmo documento prevê que os estudantes de 9º ano saibam:

- Ser críticos perante a tentativa de imposição da indústria cultural.

- Reconhecer a intencionalidade de políticas esportivas públicas e do terceiro setor.

- Analisar os programas televisivos, as crônicas e a publicidade e seus efeitos.

- Identificar as características das brincadeiras vivenciadas (regras, estratégias, conteúdo e forma).

- Elaborar formas variadas de textos.

- Adaptar formas de participação, facilitando a atuação dos colegas.

- Conhecer e relacionar os tipos de modalidade com os espaços sociais onde ocorrem.

- Compreender a construção do mito do atleta.

- Identificar as práticas discursivas presentes nos esportes que reforçam pejorativamente a identidade de raça, gênero, sexualidade e idade.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

06:16

Atividades aquáticas recreativas



A água é essencial para manutenção e preservação da saúde, além de se tornar importantíssima nos hábitos de higiene e cuidados pessoais. A água está presente no nosso dia a dia, nos alimentos e preparo deles, é hoje uma das maiores fonte de geração de energia elétrica, sem a qual torna-se impossível viver em nossa sociedade atual. Em alguns casos ele é nossa fonte de renda, e também o nosso trabalho.

Na hidroginástica, natação, recreação aquática, o contato com a água torna-se divertida, nela adquirimos uma nova percepção do nosso corpo, onde sentimos ele mais leve, nossos músculos relaxam em contato com ela, nos proporcionado uma experiência totalmente nova.

Dentro da água muitas opções de brincadeiras nos são ofertadas, então, a recreação se faz presente, utilizando bexigas, bolas, objetos que flutuem ou não, entre outros adereços podemos realizar diversas atividades.

O verão está ai! Mas também não só no verão temos a possibilidade de utilizar trabalhos nesses espaços, hoje há investimentos em ambientes climatizados para a realização de atividades com água, pois, atualmente uma grande parcela dos espaços de lazer como parques aquáticos, acampamentos, colônia de férias, hotéis, resorts há ambientes com água!

Confira algumas atividades para serem realizadas

Dentro Ou Fora Do Arco?
Materiais: Arcos ou Bambolês

Descrição: É distribuído vários arcos ao grupo, o recreador ordenará que se permaneça no arco um número X de participantes, lembrando que o recreador não deve estipular como os participantes devem se posicionar no arco (dentro ou fora).A cada número dito, tirasse um arco, até que fique apenas um. Essa dinâmica irá causar um “debate” sobre como todos irão se posicionar ao mesmo tempo no arco. Ao final, peça para todos ficarem fora do arco, e segurando o mesmo. Dará uma bela foto.

O Feitiço Virou Contra O Feitiçeiro
Materiais: Não há necessidade

Descrição: Em grupos. Peça para cada grupo escolher uma atividade e um grupo para executá-la, e devem explicar como realizá-la. Após todos os grupos explicarem suas respectivas atividades e escolher os grupos. O recreador, irá dizer o nome da atividade: “o feitiço virou contra o feiticeiro”. E nesse momento, cada grupo terá que realizar a atividade que desenvolveu para o outro grupo.

Procurando Nemo
Materiais: Não há necessidade

Descrição: Dois participantes formam uma casinha (segurando um nas mãos do outro) e um 3o fica no meio, entre a casinha, este será o Nemo. Não será feito um número exato de casinhas, ou seja, alguns alunos ficarão fora das casinhas. Assim que o recreador falar: "Nemo procura casa", os que estão dentro das casinhas (Nemos) terão que trocar de casa e os que estavam sem casa tem que procurar alguma.
Variações: O recreador pode falar: "Procurando Nemo". Nesse momento os Nemos ficam parados e as casinhas trocam de Nemo. Quando o professor falar TSUNAMI, toda mundo troca de lugar. Nemo vira casa, casa vira Nemo, trocam-se os trios.

Caça Aos Números
Materiais: Números de E.V.A

Descrição: Distribua vários números de E.V.A no centro da piscina. Realiza-se uma conta de somar, subtrair, multiplicar (dependendo da faixa etária do grupo). Cada dupla terá uma numeração, ao comando do recreador, a dupla selecionada sairá para buscar o resultado, vence quem mostrar primeiro e com o resultado certo.

Bob Esponja
Materiais: Esponja

Descrição: É um jogo de estafetas. O grupo é dividido em equipes, sendo-as dispostas em colunas. O primeiro jogador deverá estar com uma esponja na mão, posicionado de frente de um balde que estará na borda da piscina. Ao sinal do recreador, o jogador levará a esponja molhada até o balde, apertando-a e desejando toda a água nela contida. Passa-se a esponja para o próximo jogador, e assim sucessivamente.

Variações: A mesma dinâmica, só que troque a esponja por: copos, copos furados, camiseta ou colete no corpo, meias.

Busca Submarina
Materiais: Tiras de Tecido TNT + Elástico

Descrição: Todos devem colocar sua faixa de TNT (que será seu rabinho) no pulso, com elásticos para segurar. Os alunos devem estar afastados uns dos outros e ao sinal devem tentar tomar para si o rabinho dos outros. O participante que perder o seu tem ainda direito de tentar pegar o do outro para que a brincadeira não tome muito tempo.

Variações: Todos contra todos. Equipes contra equipes. Aquele que pegar o do outro e se tiver perdido o seu, pode recolocar o rabinho que "roubou". Pode-se também contar pontos: Quem roubar mais rabinhos vence o jogo.

E nunca esqueça: “se você pode sonhar, pode fazer” (Walt Disney).

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

06:15

Inclusão eficiente na Educação Física Escolar



A Educação Física, como as demais disciplinas, deve incluir não apenas os gordinhos e baixinhos, mas também os que têm alguma deficiência (física ou mental). "É papel da escola ensinar a conviver com as diferenças e oferecer meios de ajudar a aumentar a sociabilidade", diz Marcos Neira. Os PCNs defendem que isso ajuda a desenvolver "particularmente as capacidades afetivas, de integração e inserção social". Obviamente, é preciso adaptar as atividades às deficiências dos alunos de sua turma para que eles aprendam.

Ao propor um jogo com bola para uma classe em que uma das crianças se locomova em cadeira de rodas, garanta que ela possa participar, atuando como um dos jogadores ou em outra função em que ela colabore com o grupo. O ideal é dar a ela a oportunidade de treinar e desenvolver suas habilidades ou de fazer parte das atividades que envolvam competição, e não apenas atuar como técnico ou juiz, por exemplo. Dessa forma, todos ajudam, interagem, planejam e se tornam verdadeiros campeões.

Mitos pedagógicos

Muitas práticas já tradicionais não garantem a aprendizagem. Conheça algumas delas:

- Ensinar do mais fácil para o difícil

É melhor intercalar teoria e prática, jogos e fundamentos do esporte. Só treinar arremessos em aulas de basquete não garante que a criança aprenda a jogar.

- Saber dançar ou jogar é um dom

É o mesmo que dizer que habilidades são inatas e não podem ser alteradas. Pelo contrário, dar oportunidades a todos desenvolve competências independentemente da aptidão.

- A competição é nociva

Competir pode ser positivo ou negativo. Não é porque os jogos reforçam a disputa entre as equipes que as crianças vão se tornar competitivas - ou menos cooperativas - em outras atividades. Roberto Rodrigues Paes, da Universidade Estadual de Campinas, diz que "o caráter lúdico, a inclusão, o compartir e o competir próprios do esporte são motivadores".

- A Educação Física ajuda a recrear, distrair e descontrair

As práticas esportivas e os exercícios podem ser muito prazerosos, mas o objetivo da escola não é o lazer, é ensinar. As Orientações Curriculares para o Ensino Fundamental da prefeitura de São Paulo defendem que "as práticas não podem ser confundidas com aquelas dadas nas escolinhas de futebol e academias".

Beatriz Santomauro - bsantomauro@fvc.org.br

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

06:14

Educação Física, Recreação e Lazer


O objetivo é o sorriso, não importa de quem – criança, jovem, adulto ou idoso. O instrumento? Atividades lúdicas que tragam alegria, relaxamento e descontração. Eis o trabalho da Recreação e do Lazer, um campo que tem oferecido boas oportunidades a profissionais de Educação Física de todo o Brasil.

Segundo Alípio Rodrigues Pines Júnior (CREF 068904-G/SP), diretor da Associação Brasileira de Recreadores (ABRE), atualmente o tema é objeto de diversos estudos acadêmicos, devido ao crescimento da indústria do lazer e do entretenimento. “A Educação Física é a principal área que discute tal temática, abrigando a maioria dos grupos de pesquisas e suas respectivas publicações”, conta, frisando que a área também é tema de estudo em outros cursos acadêmicos, como Turismo,

Hotelaria e Pedagogia, entre outros. No entanto, é grande a contribuição que a Educação Física traz para a recreação. “A formação em Educação Física trouxe uma contribuição principalmente no conhecimento acerca da execução dos jogos e brincadeiras, além da ampliação do repertório das atividades e sua devida organização”, especifica Alípio.

Campo de trabalho

Com o crescimento do setor de lazer e entretenimento, há um vasto campo de trabalho para o Profissional de Educação Física que deseje atuar na área. Hotéis e resorts, colônias de férias, cruzeiros marítimos, associações filantrópicas, hospitais, clubes e casas de festa são algumas das possibilidades a quem opta por ser um recreador.

O profissional Tiago Aquino da Costa e Silva (CREF 049529-G/SP, nas fotos), conhecido como Tio Paçoca, teve o primeiro contato com o tema na faculdade de Educação Física, ao cursar a disciplina de Recreação e Lazer. “A partir do momento em que tive as primeiras oportunidades profissionais em Recreação e Lazer, decidi que era isso que eu queria para a minha vida!”, relembra. Hoje, ele é proprietário de uma empresa de recreação e coautor de um livro sobre o tema, Manual de Lazer e Recreação. “Atualmente, 100% da minha vida é Recreação, Lazer e Escola”, completa.

Competências e Habilidades

Para atuar na recreação, o profissional deve ter um conjunto de competências e habilidades que passam, necessariamente, pela sua própria sensibilidade em perceber o gosto do público com o qual está lidando, de forma a adequar as atividades programadas. Para fazer essa adequação, é necessário que o profissional tenha, também, conhecimento de diversas técnicas de animação e de intervenção, bem como conhecimentos específicos em atividades físicas, esportes, dança, ginástica, jogos, brincadeiras, entre outros. “Os recreadores devem gostar de gente e de cultura e, ainda, ter presente a sensibilidade da ludicidade e a capacidade de interpretar as expectativas do grupo, desenvolvendo na sua plenitude a ação pedagógica e didática do educador não-formal”, analisa Alípio.

Além dessas características, Tiago Aquino destaca que os profissionais devem também investir no desenvolvimento de competências gerenciais e empresariais. “A maioria dos recreado- res não têm a visão empresarial e de gestão das áreas do Lazer, Recreação e Entretenimento. Isso limita e muito o seu crescimento profissional. Acredito que esse seja o maior impedimento para o desenvolvimento de sua carreira”, avalia.

Educação e lazer

A recreação está longe de ser apenas um divertimento descompromissado. Suas atividades lúdicas e brincadeiras podem ser, também, um poderoso instrumento educacional. “Há uma vertente teórica que mostra que o lazer possui um duplo aspecto educativo, em que é possível promover a educação para o lazer e/ou pelo lazer. Quando falamos da educação para o lazer, visa-se educar o cidadão para sua participação nas atividades de lazer; enquanto que, na educação pelo lazer, o foco é utilizá-lo como uma ferramenta para promover a educação. Este pode ser um foco a ser utilizado nas escolas, como uma das diversas ferramentas à disposição do educador”, finaliza Alípio.

Para saber mais...
www.abrerecreadores.com.br

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

05:16

Metodologias mais comuns na Educação Física


Até 1980, os professores eram técnicos que exploravam a repetição dos movimentos para desenvolver a capacidade física do aluno. Depois disso, diversas correntes surgiram e convivem até hoje.

Saúde
Desde 1990, o sedentarismo e a alimentação inadequada se tornaram comuns entre crianças e a Educação Física passou a refletir sobre a questão.
Foco Ensinar hábitos e comportamentos saudáveis e a prática autônoma de exercícios físicos.
Estratégias de ensino Atividades práticas para exercitar o corpo e aulas expositivas sobre sexualidade, alimentação e estresse.

Psicomotricidade
As pesquisas chegaram ao Brasil por volta de 1960 e cresceram em 1980.
Foco Garantir o conhecimento corporal e suas relações com os objetos, o espaço e o outro - que contribuem para o desenvolvimento integral.
Estratégias de ensino No desenvolvimento espacial e temporal, são usados bambolês, cordas, bolas de diferentes tamanhos, tecidos e bastões.

Cultural
Cada aluno deve ser visto dentro do contexto em que vive, com sua bagagem cultural e seus interesses próprios. O professor é o mediador dos conteúdos e a criança colabora na construção das aulas por meio de discussões.
Foco Integrar alunos com habilidades diversas (inclusive aqueles com diferentes deficiências) e variar as atividades praticadas.
Estratégias de ensino O aluno pratica movimentos variados, lê, registra e reflete sobre seus aprendizados.

Desenvolvimentista
A intenção é entender como se dá o movimento ao longo do Desenvolvimento, analisando a construção da experiência de bebês, crianças e jovens.
Foco É a ação motora com intenção, significado e contexto. Os alunos são sujeitos do próprio desenvolvimento e devem ser considerados as relações internas ao organismo e o que acontece ao seu redor.
Estratégias de ensino As aulas devem proporcionar condições para que o comportamento motor seja desenvolvido justamente pelo aumento da diversificação e pela complexidade dos movimentos.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

04:38

Como explorar jogos na Educação Física para além da recreação



Nunca gostei das aulas de Educação Física. Não entendia por que os professores insistiam em propor exercícios repetitivos e também não queria expor minha notória falta de coordenação motora perante toda a classe. Como eu, muitos fogem das aulas dessa disciplina. "Tinha pavor de basquete. A cesta, muito alta, sempre me deixava envergonhado nas aulas." Com essa frase, Everaldo Cortes do Carmo, formador de professores do Instituto Esporte e Educação, em São Paulo, começou uma capacitação gratuita oferecida pela Caravana da Educação -- evento que percorre o país ensinando a professores que a ideia de jogo vai além do trivial "um time de cada lado e uma bola". Desde 2005, o projeto já formou mais de 10 mil educadores, em vários estados. O objetivo da ação é rever conceitos da Educação Física, que ainda privilegia, muitas vezes, a recreação e a cobrança pelo rendimento, em detrimento da valorização de produções de nossa cultura corporal, como os jogos.


À primeira vista, eles são atividades simples, que não precisam ser ensinadas. Mas, logo no início da formação a que assisti, na capital paulista, os educadores perceberam que eles são mais que um mero passatempo. "Ao jogar, as pessoas têm a possibilidade de montar estratégias, desenvolver um trabalho coletivo e treinar técnicas de modalidades esportivas sem realizar treinos intensivos, além de poderem contar com a colaboração de todos, sejam eles baixos, gordos ou com alguma deficiência", disse Everaldo.

Os professores começaram tímidos, mas bastou chegar a hora da prática para se soltarem. Em grupos montados de maneira aleatória, para promover a interação, os participantes treinaram arremesso durante alguns minutos. Quase em silêncio, se comunicavam apenas quando alguém errava o lance. Logo que passaram à atividade seguinte, um jogo denominado "derruba pino", a interação entre eles mudou. Assim, puderam comparar as diferenças entre ele e um treino repetitivo. Durante a partida, os professores se mobilizavam, criavam táticas para alcançar um objetivo comum e participavam de rodas de conversa. Essenciais para a compreensão do que havia sido feito, elas geravam novas regras, mudanças no time e estratégias diferenciadas sem deixar de lado um dos elementos essenciais do jogo: a imprevisibilidade que proporciona a participação de todos.

Não foi só no espaço da quadra que os professores aprenderam. Também em sala, durante a capacitação teórica, eles perceberam que é possível lidar com situações adversas -- como a falta de espaço na escola, por exemplo -- sem perder a oportunidade de usar o jogo como um recurso para a aprendizagem. Num vôlei adaptado, em que a fita adesiva fazia as vezes de rede e bexigas eram usadas como bolas, eles compreenderam que dá para ensinar fundamentos de práticas esportivas à turma com base nesse tipo de estratégia. "O esporte não pode ser trabalhado apenas como técnica. Também é preciso entender o processo de aprendizagem e ensinar valores como a participação e a cooperação", explicou Everaldo.

No fim da formação, que durou dois dias, os professores saíram conversando entre si sobre o que mudariam quando voltassem à escola - e a opinião era unânime. Treinos repetitivos, aulas sem supervisão e alunos escapulindo para não participar - como eu tanto fiz - seriam práticas extintas em suas turmas.

Por Bianca Bibiano (bianca.bibiano@fvc.org.br)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

04:38

5 jogos e atividades recreativas para aula de Educação Física


Tema: memorização.

Duração: 10 minutos.

Público: crianças, 8 pessoas.

Material: nenhum.

Forme um círculo (ou determine uma ordem de participantes).
O primeiro começa "Minha tia foi à Espanha e trouxe um chapéu" (ou qualquer objeto).
O próximo deverá dizer "Minha tia foi à Espanha e trouxe um chapéu e uma meia" (ou seja, repete o que o primeiro disse e acrescenta seu próprio objeto).

E assim sucessivamente. Quem errar sai do jogo, assim o último que conseguir lembrar a ordem completa de objetos é o vencedor (ou pode-se encerrar o jogo ao perceber os primeiros sinais de desinteresse).

Para aumentar a dificuldade:

O próximo objeto a ser citado deve começar com a letra seguinte no alfabeto, da letra inicial do objeto anterior:
"Minha tia foi a Espanha e trouxe..." um Abacate, uma Bolsa, um Cinto, etc...
Ou você pode restringir o tipo de coisa, por exemplo, só pode usar nomes de flores, ou nomes de frutas, ou visíveis no local onde se está fazendo a brincadeira.

Variante: Meu nome é...

Use este jogo para lembrar os nomes das pessoas de um grupo.
O primeiro diz "Eu me chamo..." (e diz o seu nome) o seguinte deverá dizer "Eu me chamo..." o nome do primeiro seguido do seu próprio.
Cada pessoa pode também acrescentar um gesto ao nome, assim o seguinte deverá repetir todos os nomes com os gestos correspondentes antes de acrescentar o seu próprio.


Jogo Boliche (feito com garrafas PET)

Material: 10 garrafas PET (de refrigerante), jornal, fita crepe, folhas de papel usado de um lado só, canetas, canetinhas e todo material útil para fazer um belo desenho.

Como fazer: pegue as 10 folhas de papel e faça um circulo bem no meio da folha, o circulo deve ter mais ou menos o tamanho da sua mão fechada. Dentro da cada circulo escreva um numero de 1 a 10. Pinte as folhas como quiser, se fizer todas parecidas, o boliche fica mais legal!

Enrole as folhas de papel no sentido do comprimento formando um canudo que deverá caber na boca da garrava. Coloque cada canudo dentro de uma garrafa. Enrole as folhas de papel dentro dos tubos de plástico com os números virados para fora. Sacuda as garrafas e as folhas deverão abrir. Caso não abram, ajeite os números com dois palitos de churrasco.

Dobre a folhas de jornal 4 vezes e corte nas dobras, cada folha renderá 16 pedaços de jornal. Com cada pedaço do jornal faça bolas do tamanho de uma tampa da garrafa, e encha as garrafas posicionando a folha desenhada nas paredes de dentro da garrafa. Pegue folhas de jornal inteiras, amasse até formar uma bola e passe bastante fita crepe envolvendo a bola, para deixá-la firme e pesada.

Desenvolvimento: coloque as garrafas como se fossem os pinos do boliche (uma fileira com quatro garrafas, uma com três garrafas, uma com duas garrafas e a última com apenas uma garrafa , bem na frente).

A uma distância de pelo menos cinco metros, role a bola no chão, em direção às garrafas, para tentar derrubá-las. A pontuação do jogo é calculada de acordo com os números correspondentes às garrafas que forem derrubadas.
Quem somar mais pontos em cinco rodadas, vence.

A cada rodada, as garrafas devem ser recolocadas no lugar, mas em posições diferentes, de forma que o jogador não enxergue o numero do verso da garrafa.


Pinga-bola

Conteúdo: Voleibol – educativo de saque e manchete
Material: uma corda ou rede e bolas de voleibol

Converse com os estudantes sobre o jogo que será realizado e quais benefícios eles irão adquirir ao participar dele.

No decorrer da atividade, explique as regras oficiais e justifique que elas foram modificadas para esse jogo com a finalidade de facilitar a prática para essa faixa etária. Peça-lhes que deem sugestões de outras regras.

- Organização: divida o espaço ao meio, com corda ou rede, a uma altura de 1,60 cm, aproximadamente, e distribua a turma igualmente nos dois lados.

- Desenvolvimento: um estudante de posse da bola lança a mesma para o lado adversário com o braço acima da cabeça, imitando o saque por cima. Ao ultrapassar a corda ou a rede, a recepção deve ser feita somente de manchete, após a bola pingar uma vez no solo. E deverá dar três passes de manchetes pingadas antes de passar a bola para o outro lado, que realiza o mesmo procedimento. O grupo que errar propicia um ponto e a posse da bola para o outro grupo sacar.

- Variação: pode-se diminuir ou aumentar o número de manchetes, bem como trabalhar somente o toque-pingado ou os dois: toque e manchete pingados de acordo com a possibilidade e evolução dos participantes.


Morto-Vivo

Vivo-Morto, Sol-Chuva ou Terra-Mar: os três nomes são referentes a uma mesma brincadeira com algumas variações.

Ela é muito utilizada por palhaços em aniversários de crianças. Não é nada complicada e serve para todas as idades, só precisando de um "chefe" que é quem vai comandar a brincadeira.

Modo de Brincar: um grupo de crianças escolhe o que vai ser o chefe através de sorteio como por exemplo par ou ímpar. Ele é quem virá de frente para as demais crianças, começando a dar os comandos, que todas as demais deverão obedecer.

As crianças participantes devem ficar formando uma fila, enquanto o chefe fica na frente dessa fila olhando para todos eles e observando seus movimentos.

Desenvolvimento: o chefe passa a falar aleatoriamente: "Vivo" ou "Morto". No caso de "vivo/sol" os participantes devem manter-se de pé. Quando ele gritar "morto/chuva" os participantes devem abaixar-se, ficando acocorados. Isso deve ser feito instantaneamente após o grito do chefe.

O chefe do jogo deve procurar fazer as crianças ficarem confusas, repetindo a mesma ordem mais de uma vez, por exemplo:

"Morto", "Morto", "Morto", "Vivo".

À medida que o tempo for passando, o chefe vai alternando a velocidade com que dá as ordens, tentando confundir as crianças. Para dificultar ainda mais, ele também pode começar a fazer os movimentos de se abaixar e levantar, porém com os comandos invertidos.

Quem for errando vai saindo do jogo. A última a permanecer será a vencedor.

Ganha a brincadeira a última criança que restar, que assume o lugar do chefe.

Variante Terra/Mar: no caso de Terra/Mar, a brincadeira funciona da mesma forma, só que uma linha deve ser traçada no chão (faz-se isso com um giz ou utilizando uma corda), então um lado é considerado a Terra e o outro é o Mar, os participantes começam na terra, então o orador começa a gritar 'terra' ou 'mar', e os participantes ficam pulando de um lado pro outro da corda! Vale lembrar que o grito pode ser 'repetido', por exemplo: "terra, mar, mar , terra, terra, terra..."


Gato e Rato

Tema: números e horas; integração.

Duração: 10 minutos.

Público: crianças, 8 pessoas.

Material: nenhum.

As crianças formam uma roda. Uma delas, o Rato, fica dentro da roda. Outra, o Gato fica fora da roda.

O Gato pergunta: "Seu Ratinho está?"
As crianças da roda respondem : "Não"
O Gato pergunta: "A que horas ele chega?"
As crianças respondem um horário a escolha.
As crianças começam a rodar e o Gato vai perguntando: "Que horas são?" e as crianças respondem: "Uma hora" - "Que horas são?" - "Duas Horas" e assim até chegar ao horário combinado.

As crianças na roda devem parar com os braços estendidos; o Gato passa a perseguir o Rato.
A brincadeira acaba quando o Gato pega o Rato. Para os bem pequenos é preferível que os que estão na roda fiquem parados até que o gato pegue o rato. Para crianças maiores as que estão na roda podem ajudar o rato a fugir ou atrapalhar o gato, sem desfazer o círculo.

Pode-se repetir a brincadeira algumas vezes, dando chance a quem quiser ser rato e gato. Procure parar a atividade antes que as crianças percam o interesse.


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