terça-feira, 17 de maio de 2016

03:45

Fundamentos do ensino da Educação Física Escolar

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Como disciplina curricular obrigatória o enfoque central da Educação Física Escolar recai nas ações pedagógicas desenvolvidas nas aulas, pautadas em um eficaz planejamento da ação pedagógica, bem como da avaliação. Na conjuntura recente das Metodologias de Ensino, é ressaltada a importância do função do professor no procedimento de organização dos seus programas de ensino, das ações metodológicas que deverão implementar para provocar a aprendizagem crítica e de qualidade. Não é distinto ao professor de Educação Física, pois como componente curricular, a Educação Física tem os mesmos procedimentos pedagógicos de planejamento, execução e avaliação. Sendo a prática pedagógica é uma totalidade abrangente, o plano didático deverá elucidar componentes como o conhecimento da realidade, a observação, a verificação e a reflexão epistemológica para tratamento do conhecimento da motricidade humana.

Portanto, diante deste contexto a Educação Física procura uma educação integral do corpo, mente e espírito, assim a descoberta da corporeidade pelas crianças confirmam a construção de aprendizagens significativas com qualidade, utilizando o movimento como instrumento pedagógico de desenvolvimento motor e cognitivo. Por isso, a contextualização da prática educativa com a realidade onde esta inserido as crianças é de fundamental importância, visto que, o trabalho desta área de conhecimento está inserido em uma realidade com fortes componentes históricos e sociais que perpassaram e embutiram suas concepções na metodologia ao longo do processo de embasamento legal e tecnológico da Educação Física. A cultura do movimento, permite a Educação Física preparar o aluno para ser praticante ativo e lúdico em um compartilhamento social de análise crítica de informações oriundas da mídia. Assim os objetivos não abarcam mais uma visão tradicional e metódica, de passos bem executados. Todavia surgi uma disciplina que repensando seus objetivos e metodologia possibilita aos alunos uma significação nos motivos e sentidos das práticas corporais.

Dentro deste perspectiva o ato multidimensional do ensinar releva a importância da ação docente, cabendo ao professor o papel de auxiliar os alunos na compreensão do sentir e relacionar-se na cultura corporal de movimento, pois não é foco do ensino o movimento, mas sim do homem em movimento. Consoante, os planos didáticos de ensino em seus princípios metodológicos precisam comportar o respeito aos diversos níveis de desenvolvimento apresentados por cada aluno, bem como, seus interesses, embasados na inclusão, diversidade e adequação das estratégias de ensino. Porém quando a metodologia empregada pelo professor restringe-se a técnicas, a atividade realizada perde seu valor no processo maior de Educação, ou seja, acaba por se constituir em prática alienada, sem possibilitar ao aluno a tomada de consciência no seu contexto socio-cultural.

A compreensão da corporeidade é eminente de uma prática educativa, que tem como finalidade aprender a conhecer e a perceber, de forma permanente e contínua, seu corpo, suas limitações, na perspectiva de superá-las, e suas potencialidades, no sentido de desenvolvê-las, de maneira autônoma e responsável, ou seja, viver plenamente sua corporeidade, de forma lúdica, tendo em vista a qualidade de vida, promoção e manutenção da saúde.

As crianças que estão na faixa etária entre 2 e 7 anos devem ser estimuladas ao máximo em sua capacidade de criação e por isso as aulas de educação física na escola devem basear-se no atendimento aos diversos aspectos naturais da vida ao ar livre e na liberdade de movimentos, ou seja, expansão de atividades espontâneas e criativas.

Outro ponto fundamental que requer atenção especial é a avaliação do processo de ensino em Educação Física, pois como em toda avaliação alude na ponderação de peculiaridades envolvidas no decorrer do processo, portanto, o eixo propulsor versa: O que avaliar. Caso o professor limite a avaliação a distribuição de uma nota, o caráter da totalidade exercido pela mediação é nulo. Porém quando a avaliação pauta-se nas facetas afetivas, sociais e corporais, elucidando ao avanços e desenvolvimentos tanto no campo cognitivo, quanto motor, os objetivos revelam-se na capacidade do sujeito construir sua aprendizagem na mediação do professor, compreendendo e reelaborando sua motricidade, como ação intencional.

Perante a análise e discussão dos objetivos da educação física escolar, feitas anteriormente, a conclusão mais importante é que realmente existe uma necessidade de se alterar o modo como a avaliação é realizada a fim de se tirar um maior proveito do processo ensino-aprendizagem, em todo o complexo biopsicossocial da criança.

REFERÊNCIAS

Betti, Mauro e Zuliani, Luis Roberto. Educação Física Escolar: Uma Proposta de Diretrizes Pedagógicas. Disponivel em: ww3.mackenzie.br/editora/index.php/remef/article/view/1364/1067

segunda-feira, 9 de maio de 2016

04:36

Saiba mais sobre as Áreas Psicomotoras

   Na Educação Física nas escolas, pouco se trabalha a psicomotricidade. Professores aderem mais aos esportes

A psicomotricidade atualmente é concebida como a integração superior da motricidade, produto de uma relação entre o indivíduo e o meio, na qual a consciência se forma e se materializa.

O poder agir, o poder sobre o próprio corpo  e a descoberta deste "poder agir" associado ao "poder sentir" é o que traz uma nova dimensão ao prazer do movimento, é o prazer de ação, de vivenciar as coisas simples e complexas. O qual o prazer de viver o próprio corpo é experimentar o prazer do movimento em si mesmo.

 O constante processo de atualização e busca onde a concepção do corpo e o saber psicomotor focalizam seu objeto de estudo nas estruturas psicomotoras. A psicomotricidade apresenta o aspecto comunicativo do individuo e pode-se dividi-la em funcional e relacional. Os conceitos funcionais são referentes à interação da motricidade do individuo em um determinado espaço e tempo, cuja ação e qualidade são percebidas e mensuradas através das estruturas psicomotoras definidas como básicas: Locomoção, Manipulação e Tônus que interagem o corpo como um só.

A Psicomotricidade Relacional possibilita à criança expressar suas dificuldades relacionais e ajudá-la a superá-las. Não tem objetivos pedagógicos diretos, mas sim uma influência clara sobre as dificuldades de adaptação escolar, na medida em que estão diretamente relacionadas com os fatos psicoafetivos relacionais.

    A psicomotricidade relacional propõe operar em aspectos psicoafetivos que geram atitudes relacionais, oferecendo um espaço de jogo espontâneo com o seu grupo, para que possa manifestar suas necessidades e desejos, buscando potencializar e, muitas vezes resgatar o prazer corporal, através do movimento, reconhecendo uma unidade corporal.


    Coordenação Motora Fina

    Capacidade de controlar pequenos músculos para exercícios refinados. Exemplo recorte, colagem, encaixe, escrita, etc.


    Coordenação Motora Global

    Possibilidade do controle e da organização da musculatura ampla para a realização de movimentos complexos. Exemplos: correr, saltar, andar, rastejar, etc.


    Estruturação Espacial

    É a orientação e a estrutura do mundo exterior, a partir do Eu e o depois a relação com outros objetos ou pessoas em posição estática ou em movimento, é a consciência da relação do corpo com o meio.


    Organização Temporal

    É a capacidade de avaliar tempo dentro da ação, organizar-se a partir do próprio ritmo, situar o presente em relação a um antes e a um depois, é avaliar o movimento no tempo, distinguir o rápido do lento. E saber situar o momento do tempo em relação aos outros.


    Estruturação Corporal

    Relacionamento do individuo com o mundo exterior, conhecimento e controle do próprio corpo e de suas partes, adaptação do mesmo ao meio ambiente.

    Imagem Corporal: A experiência do individuo em relação ao próprio corpo sujeito, impressão subjetiva.

    Conhecimento Corporal: Conhecimento intelectual que se tem do próprio corpo.

    Esquema Corporal: Tomada de consciência de cada segmento do corpo (interna e externa) o desenvolvimento do esquema corporal se da a partir da experiência vivida pelo individuo com base na disponibilidade do conhecimento que tem sobre o próprio corpo e de sua relação com o mundo que o cerca.


    Lateralidade

    Representa a conscientização integrada e simbólica interiorizada dos dois lados do corpo, lado esquerdo e lado direito, o que pressupõe a linha média do corpo, que no decorrer estão relacionados com a orientação face aos objetos. Essa conscientização do corpo pressupõe a noção de direita e esquerda e, sendo que a lateralidade com mais força, precisão, preferência, velocidade e coordenação, melhor capacidade e dominância cerebral.

terça-feira, 3 de maio de 2016

16:01

Cursos online de Educação Física

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