Curso online de O Brincar e o Aprender na Educação Infantil

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

11:19

Educação Física e os ensinamentos dos Esportes


Todos sabemos que os esportes, em geral, são um bom meio para se obter uma condição física saudável. Também temos conhecimento de seu valor enquanto atividade de lazer - seja praticando-o ou apenas assistindo a sua prática - ou ainda, e o mais importante, enquanto um valioso elemento educativo que serve para o reforço de valores morais adequados e hábitos que valorizam a qualidade de vida. Indiscutivelmente, a importância dos esportes é elevada na sociedade atual.

Contudo, mesmo sabendo-se dos valores relacionados ao esporte, existe uma grande polêmica em torno da forma como se deve ensiná-lo.

O princípio básico dos esportes na escola é a inclusão, ou seja, o de que todos os alunos devem participar da aula durante toda a sua duração. Assim, na verdade, não se deve trabalhar o esporte propriamente dito, porque alguns alunos necessariamente teriam de ficar de fora das atividades e, mesmo que o professor dispusesse de várias quadras no colégio e muito material disponível, como redes, bolas, antenas, etc., o esporte seguindo as regras oficiais seria inviável, porque o educador acabaria perdendo o controle das atividades que seus alunos estariam executando. O ideal é a utilização de jogos pré-desportivos, adaptados à participação de todos os alunos. Exemplificando: se o professor vai trabalhar o conteúdo voleibol, ele não pode realizar o esporte com todas as suas regras, porque, além de os alunos não estarem preparados para realizar determinados movimentos que podem ocasionar lesões, se ele fizer tal atividade, apenas doze alunos praticarão de cada vez, e o restante da turma ficará sem fazer nada, apenas aguardando a sua vez de jogar. Ora, o tempo de duração de uma aula varia entre 40 e 50 minutos e, se os alunos ficarem esperando para jogar, eles não estarão tendo uma aula na sua totalidade e sim apenas uma fração do tempo adequado destinado à Educação Física. Além disso, pesquisas comprovam que, quando o professor adota tal postura, a tendência é que aqueles alunos que já têm certa habilidade acabem participando mais que aqueles que encontram dificuldades no aprendizado na modalidade. Portanto, o professor acaba reforçando a exclusão, desprivilegiando exatamente aqueles que precisam de mais ajuda, pois a tendência é que aqueles que já têm certa aptidão física melhorem ainda mais e que os alunos com dificuldades mantenham o baixo nível de aprendizagem motora. Em longo prazo, a situação piora mais ainda: os alunos excluídos começam a se sentir discriminados, já que a aula de Educação Física serve apenas para expô-los à ridicularização feita pelos colegas esportistas. Logo, esses alunos acabarão pegando ojeriza de qualquer tipo de atividade física e, conseqüentemente, vão se tornar sedentários.

A opção metodológica mais utilizada no ensino dos esportes nas aulas de Educação Física é o jogo recreativo. Este consiste em atividades adaptadas com as seguintes características: elas devem ser envolventes, motivadoras, inclusivas e, principalmente, ter regras com a finalidade de incentivar a participação de todos os alunos. Um bom exemplo se chama "grande futebol": a turma toda é dividida em duas equipes e inicia-se o jogo de futebol. A tendência é que alguns meninos mais habilidosos acabem prevalecendo. O professor deve, então, parar o jogo e incluir algumas regras novas (os alunos podem participar desse processo de construção): uma boa solução seria limitar o número de toques que cada pessoa poderia dar na bola seguidamente - dois ou três no máximo. Também poderia ser solicitado que somente as meninas - que, nesse jogo, geralmente são excluídas - pudessem marcar os gols. Ou, ainda, que o gol só pudesse ser feito por alguém que ainda não o tivesse feito.

Mas, então, em quais circunstâncias o professor deve trabalhar o esporte propriamente dito? O ensino do esporte visando ao rendimento chama-se treinamento esportivo, e este ocorre geralmente em "escolinhas", clubes e até nas escolas e colégios, só que existe uma condição essencial para isso: que a atividade seja realizada fora do horário das aulas de Educação Física (geralmente no contraturno). Nesse caso, o professor pode até ser criterioso, pois o treinamento deve ter grupos mais homogêneos e, por isso, pode haver uma pré-seleção dentro das próprias aulas de Educação Física.

No treinamento esportivo, a técnica de ensino mais utilizada é a chamada progressão de fundamento, que consiste em exercícios para aperfeiçoar a fundamentação técnica e tática, partindo-se sempre do mais simples para o mais complexo. Feitos esses exercícios, o professor ou técnico deve trabalhar com o esporte na sua totalidade de regras.

Agora, os dois tipos de ensinamento dos esportes têm alguns pontos em comum: ambos precisam de professores capacitados que saibam as necessidades e os limites dos seus alunos, respeitando-os e favorecendo o processo de ensino-aprendizagem.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

07:50

Educação Física Escolar e estrutura curricular


Ainda que muitos professores de Educação Física pouco se interessem em abranger todo o conteúdo que deve ser trabalhado na escola, e costumem apenas trabalhar com esportes coletivos na escola (futebol, voleibol, basquetebol e handebol), a Educação Física, enquanto disciplina escolar, tem o propósito de trabalhar com a cultura corporal que o aluno carrega consigo devido à sua vivência, assim como apresentá-lo a diversas manifestações da cultura corporal.
Em primeiro lugar é preciso esclarecer o significado de cultura corporal: trata-se, falando de modo bastante simples, de apresentar significado para quaisquer gestos, atitudes, movimentos, jogos, danças, esportes e outras manifestações corporais. Nesse sentido, a intenção da Educação Física é a de fazer com que os alunos compreendam e valorizem as suas manifestações corporais, assim como se empenhem em valorizar e apreender manifestações corporais de outras culturas. Durante esse processo de valorizar a própria cultura e outras culturas por meio do corpo, outro elemento fundamental da educação está em andamento: o rompimento com o preconceito. Isso porque, à medida que o aluno conhece outras culturas e reconhece o seu valor, os preconceitos são rompidos.
É nesse sentido que o Ministério da Educação dispõe, em documento oficial, todos os conteúdos que devem ser trabalhados com os alunos durante o ensino fundamental. Como são muitos os conteúdos, eles foram agrupados em três blocos, cada um com a sua especificidade, mas com relações entre si:
Esportes, jogos, lutas e ginásticasAtividades rítmicas e expressivas
Conhecimentos sobre o corpo

O primeiro bloco engloba conhecimentos como esportes individuais e coletivos (atletismo, vôlei, basquete, futebol, xadrez, natação, entre outros); jogos cooperativos e competitivos (queimada, polícia e ladrão, barra-manteiga, amarelinha, etc.); lutas e artes marciais (judô, caratê, greco-romana, etc.); e ginásticas, como a sueca, a aeróbica, rítmica desportiva, artística, entre outras.
O segundo bloco refere-se a atividades artísticas e de dança, como elementos de expressão corporal, dança de salão, dança livre, dança moderna, entre outras.
O último bloco talvez seja o menos trabalhado pelos professores de Educação Física, já que ele necessariamente remete a discussões teóricas. Em “conhecimentos sobre o corpo” devem ser trabalhados elementos de estrutura do corpo humano (anatomia); elementos de funcionamento interno do corpo humano (fisiologia); compreensão do processo de movimento do corpo humano (cinesiologia); entendimento sobre a construção cultural do corpo humano (antropologia); e as relações sociais que se estabelecem a partir desse corpo (sociologia).
Assim, a partir dessa introdução sobre o que a Educação Física deve ensinar, é possível vislumbrar que essa disciplina é muito mais complexa do que costumamos ver. Diante do leque de possibilidades de conteúdos apresentado, torna-se triste a visão (infelizmente ainda comum) de que a Educação Física se restringe à prática de esportes coletivos.

Por Paula Rondinelli
Colaboradora Brasil Escola

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

08:10

O guia que mudou minhas aulas de Educação Física






Eu não acreditei quando vi esse GUIA ESPETACULAR à venda. Sério, eu tinha uma dificuldade imensa de formular planos de aulas para aulas de Educação Física Escolar. Talvez porque eu só lidei com o basquete depois de adolescente porque ser fascinado por esse esporte. Você tem isso também? É professor de Educação Fisica e vive enrolado em dúvida qual é a melhor atividade para aula tal?

Embora eu tivesse aprendido a metodologia de esportes como Voleibol, Futsal, Futebol na faculdade, eu passei anos com dificuldade para elaborar, por exemplo, plano de aula para ensinar o toque no voleibol. Percebeu que eu usei o verbo no passado, né? Eu passei e tive dificuldades mas o TOP 100 Educação Física Escolar mudou a minha vida!





O TOP 100 Educação Física Escolar tem 100 planos de aulas + 100 atividades e foi criado por uma professora de Educação Física, que lida com escola desde 2000 e foi fruto de uma pesquisa ampla, as atividades foram divididas em 10 temas:

Basquete
Handebol
Voleibol
Futebol
Natação
Futsal
Ginástica
Lutas
Atletismo
Recreação

É isso mesmo!! Em cada tema, são 10 planos de aula e 10 atividades. E sabe qual é o grande barato desse guia? É que, com as atividades, você pode, com simples substituição, fazer dezenas de planos de aulas diferentes.

E tem mais. Quando você cmprar esse guia, você não leva só os 100 planos de aulas e a 100 atividades.


Comprando esse guia, você ainda levará:

- 10 atividades ritmadas
- 5 atividades completas para se fazer em dias de chuva, em sala de aula.

Vai perder? Apenas R$ 19,90 ou 2 x de R$ 10,32.







#publieditorial

terça-feira, 25 de outubro de 2016

05:19

8 dicas para se montar um Circuito Motor na Escola


O Circuito Motor é um instrumento pedagógico de grande valor para as aulas de Educação Física, que oportuniza trabalhar um grande número de alunos, proporcionando a todos executarem os movimentos de acordo com suas capacidades individuais e ampliar suas habilidades motoras.

A utilização do treinamento em circuito no espaço escolar é muito importante, principalmente devido à possibilidade de uso múltiplo, que proporciona a prática intensiva de exercícios. Ele pode ser aplicado no campo do desporto, quando se deseja não só empregar um grande número de alunos como também oportunizá-los a execução de um trabalho com resultados satisfatórios.

O circuito motor possibilita que cada aluno aplique a sua carga de esforço, isto é, cada aluno pratica exercícios de acordo com o seu desempenho físico, alcançando assim, um resultado positivo do desempenho máximo individual . Facilita a inclusão no espaço escolar, proporcionando a participação de todos os alunos, sem exceção. O risco de acidentes fica extremamente reduzido, além de proporcionar momentos de cooperação, responsabilidade, autonomia e motivação.

8 coisas para se observar ao programar um circuito motor na escola:

a) Tempo e aplicação: limite de tempo de aproximadamente 20 minutos.

b) Montagem e desmontagem dos estágios: deve evitar a utilização de aparelhos volumosos. Cada grupo de participantes ficará responsável pela montagem e desmontagem

c) Disposição dos estágios: os estágios devem ser dispostos de forma circular ou elíptica para facilitar a troca. Usar números e setas anotadas no chão ou na parede.

d) Proporção de circuito: o número de estágios, que deve ser em torno de 4 a 8, depende do tamanho da turma e do equipamento disponível. Os estádios deverão ser repetidos de 1 a 3 vezes.

e) Escolha de exercícios: deverão ser realizados por todos.

f) Sequência dos exercícios: deverão ser combinados com base numa carga fisiológica o mais variada e ampla possível, alternando os grupamentos musculares e as qualidades físicas.

g) Dosagem do esforço e grau de assimilação dos exercícios: devem ser escolhido de acordo com o sexo e idade. Deve-se precedido de um aquecimento adequado

terça-feira, 11 de outubro de 2016

05:44

Como conseguir 500 jogos e brincadeiras



A recreação é uma atividade muito importante para a educação física escolar e a sua aplicação pode acontecer em qualquer fase do ensino.

Mas como ter atividades sempre diversificadas para não causar monotonia para os alunos?

Apresento o guia de 500 jogos e brincadeiras para que sejam usados na sua aula de Educação Física Escolar, Colônia de Férias ou Eventos que precisem de atividades recreativas.

É uma excelente ferramenta para professores de Educação Física, Pedagogas e Professores dos Ensinos Infantil e Fundamental.

Para conseguir essas 500 jogos e brincadeira, basta clicar abaixo.

sábado, 1 de outubro de 2016

04:01

Uso de eletrônicos em excesso atrasa desenvolvimento infantil, diz Unicamp

Um estudo da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp, em Campinas (SP), concluiu que as crianças que usam aparelhos eletrônicos sem controle e não brincam, ou brincam pouco, no "mundo real" podem ter atraso no desenvolvimento. A pesquisa foi realizada com meninos e meninas de 8 a 12 anos de idade, que ficam de quatro a seis horas diante das telas de computadores, tablets, celulares e videogames.

Para a pedagoga Ana Lúcia Pinto de Camargo Meneghel, que desenvolveu o estudo na FE durante o mestrado na linha de psicologia da educação, as crianças que se enquadram neste perfil acabam não brincando e nem tendo uma rotina, o que afeta no ritmo de construção do desenvolvimento cognitivo.

Apenas uma criança, de 12 anos, tinha construído as noções lógico-elementares, que seriam as noções matemáticas e a noção de espaço"

Ana Lúcia Pinto de Camargo Meneghel, pesquisadora da Unicamp

Ao todo, 21 meninos e meninas de uma escola particular na região de Campinas (SP) passaram por testes para avaliar as capacidades que eles precisam ter para, inclusive, aprender bem o conteúdo ensinado na escola. Para a surpresa da pesquisadora, de todas as crianças, apenas uma mostrou as habilidades esperadas para essa faixa.

"Apenas uma criança, de 12 anos, tinha construído as noções lógico-elementares, que seriam as noções matemáticas e a noção de espaço", afirma a pesquisadora da Unicamp.

Brincar aumenta a criatividade
O uso de eletrônicos em si não é exatamente o problema, segundo a pesquisa, mas sim a falta de brincadeiras no "mundo real".

"O mais importante é eles brincarem. Num parquinho, na piscina, na escola. Precisa oferecer para essas crianças atividades criativas. Atividades que eu vou buscar, que eu tenha curiosidade". explica Ana Lúcia. 

Moradora de uma chácara em Vinhedo (SP), Isabella Bracalente, de 9 anos, aproveita para subir em árvores e explorar brincadeiras, como andar de bicicleta, patins e pular corda.

"Eu acho que só ficar no tablet o dia inteiro, a gente não desenvolve a nossa criatividade. Por isso que eu gosto de brincar", conta a menina.

Segundo a pesquisa, quando a criança brinca, faz uso das operações infralógicas, que garantem noção operatória de espaço, tempo e causalidade. Um exemplo é uma brincadeira simples de entrar debaixo de uma cadeira. A criança precisa viver a experiência para saber se cabe naquele espaço ou não.

Crianças foram entrevistadas
A pedagoga e pesquisadora Ana Lúcia conversou com as crianças e todas afirmaram ter pelo menos quatro aparelhos eletrônicos em casa. Sobre brincadeiras na rua, os meninos e meninas responderam que não brincavam porque os pais não deixavam, por ser perigoso.

Sobre a prática de atividades físicas, das 21 crianças avaliadas, 14 afirmaram que não praticavam nenhuma. As que disseram sim, afirmaram fazer natação, uma ou duas vezes na semana.

A pesquisadora percebeu em outros questionamentos, sobre o que as crianças fazem quando não estão na escola, que muitas não conseguem descrever suas rotinas.

Dificuldades para medir espaço
Entre os testes desempenhados, as crianças tiveram que montar uma torre com peças de madeira em uma mesa e depois outra no chão, com peças diferentes. A ideia é que construíssem torres de igual tamanho. Elas tiveram dificuldades para medir as duas.

Em outra prova, a pesquisadora avaliou a perspectiva. Com a ajuda de uma maquete de casas e fotos de diversos ângulos da maquete, muitas das crianças não conseguiram definir as posições das casas. Ana Lúcia concluiu que essas crianças ainda não tinham desenvolvido a noção de espaço.

E em atendimentos psicopedagógicos, verificou que as crianças sem oportunidade de brincar, explorar e que passam horas diante dos aparelhos eletrônicos, apresentaram dificuldade na hora de organizar os pensamentos. Foi difícil, por exemplo, montar contas matemáticas no papel com um número embaixo do outro.

Fonte: G1

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

12:13

O grande barato da Educação Física Escolar

http://www.tiagoaquinopacoca.com.br/wp-content/uploads/2014/12/tema-educacao-fisica-escolar.jpg

As atividades e atuação do profissional de Educação Física deve estar sempre debatidas e compartilhadas. Por pensar assim, criei blog, fanpage e mantenho contato ativo que centenas de profissionais através do whatsapp. Acho que se tivermos conhecimento de diferentes formas de se fazer a Educação Física, nossa atuação será muito melhor.

Uma das formas que profissionais de educação física tem de tomar conhecimento e conseguir novas atividades para suas aulas é  o conteúdo online. Pensando nisso. há um tempo mantenho uma parceira firme com o Quero Conteúdo, que oferece conteúdo com diversas áreas, inclusive com a Educação Física. Um desses conteúdos que eles oferecem é o Drive Virtual da Educação Física Escolar, que é um lugar onde eles reuniram material sobre essa área e que e sempre atualizada.

Para mim, o grande "barato" da Educação Física Escolar como uma disciplina que integrar o aluno na cultura corporal de movimento,usando os jogos, os esportes, as danças, as lutas e as ginásticas em benefício do exercício crítico da cidadania e da melhoria da qualidade de vida. Para mim, a saúde do adulto que vem através da atividade física começa com uma aula de educação física escolar sensacional. Sei que muita gente acha utopia mas é assim que eu penso.

E para cumprir esse "barato", é preciso o profissional estar atualizado.

Até a próxima!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

07:31

Artigo: Educação Física Escolar e Promoção da Qualidade de Vida




No passado, nossos ancestrais mantinham um estilo de vida extremamente ativo. Comparando-se com as gerações atuais nossos antepassados possuíam grande dificuldade em manter-se vivos. Para se alimentar necessitavam da caça de animais muitas vezes maiores e mais fortes, para se aquecer precisavam extrair a madeira para fogueira. Não existia veículo algum que os levasse a lugares mais longínquos. Sendo assim, parece correto afirmar que a história da humanidade nos traz fortes indícios de que o início da espécie foi repleto de movimentos, exercícios até então involuntários ou não programados. O correr, o saltar e o arremessar parece ter sido fortemente presente e necessário à evolução humana.

Hoje em dia, os avanços tecnológicos facilitam cada vez mais a vida do homem que aos poucos vêm perdendo sua característica inicial de espécie ativa e rica em movimentos necessários para a sobrevivência. Exemplo disso, são as pessoas que percorrem distâncias curtíssimas a bordo de seus automóveis, deixando de caminhar ou correr. O trabalho manual e pesado vêm sendo substituído pelo simples apertar de um botão da máquina.

Se por um lado, a tecnologia e a industrialização facilitam nossas vidas e contribuem para o progresso social e econômico da civilização, por outro nos colocam a mercê de uma série de fatores de riscos relacionados ao estado de saúde.

Atualmente, em todo o mundo, discute-se sobre as altas taxas de mortalidade referente a doenças chamadas de crônico-degenerativas, como alguns tipos de câncer, dislipidemias e o diabetes mellitus (ROLLAND CACHERA et al., 1996; CERVATO et al., 1997; MONTEIRO et al., 2000; CARVALHO et al., 2001; FORNÉS et al., 2002 apud SOUZA, 2006) . Além disso, Guedes e Guedes (1995), caracterizam essas enfermidades como doenças hipocinéticas, de hipo+cinesia, sendo elas apresentáveis com maior freqüência em indivíduos com estilo de vida sedentário ou carente de atividades físicas. O termo apresentado pode ser traduzido da seguinte maneira: hipo..., prefixo de diminuição, grau inferior; cinesia, ciência do movimento, em suas relações com a educação, a higiene e a terapêutica (FERNANDES et al., 1992). Portanto, podemos entender as doenças hipocinéticas como as derivadas de falta ou diminuição dos níveis das atividades físicas, educacionais e suas relações com o ambiente. Em suma, o termo será apresentado no desenvolvimento deste trabalho como sinônimo das doenças crônico-degenerativas.

Contrariando essa perspectiva, a Educação Física aparece como uma das variáveis na promoção da qualidade de vida e da saúde, tendo papel importante na atuação escolar (NAHAS, 2001). Abastecido por essa crença, a presente pesquisa pretende apontar o papel da educação física escolar na educação motriz dos indivíduos, ainda no ensino fundamental, de forma à prevenir que crianças se tornem adultos sedentários e tenhamos que remediar todos os incômodos que um estilo de vida carente de atividade física possa causar.

Sendo assim, este trabalho tem o objetivo de discutir e entender o que é, e como se atinge a qualidade de vida, e assim, inferir a Educação Física escolar como variável importante na promoção dessa qualidade, e por conseqüência, da saúde.

2. REVISÃO DE LITERATURA

Depois de identificada a problemática que incentivou esta produção e a tematização da qualidade de vida e seus fatores de promoção, faz-se necessário entender e definir esse termo em suas relações com a saúde e a educação física como forma de prevenção dos distúrbios hipocinéticos.

2.1 Qualidade de Vida

Presentemente fala-se muito em “qualidade de vida”, “qualidade em saúde”, e “qualidade de produtos” (CORRÊA; GONÇALVES, 2004). Podemos também, acrescentar “qualidade em educação”. Mas o que significa “qualidade”?

Buscando no Dicionário Brasileiro Globo (Fernandes et al, 1992), encontra-se como significado de qualidade: Aquilo que caracteriza uma coisa; propriedade; modo de ser; disposição moral; caráter; aptidão e etc. Portanto, ao abordar um dos temas citados, refere-se a forma com que ele se apresenta. Sendo assim, quando o assunto é qualidade de vida, estamos nos referindo ao modo com que conduzimos nossa vida. Logo, o enfoque de discussão deve ser em caráter de melhoria desse modo.

Manoel (2002), encara a qualidade de vida como algo muito complexo, não podendo ser analisada através de um enfoque singular, caso contrário compromete-se o entendimento do todo. Evidenciando-se um único elemento do sistema, a explicação se torna simplista, pois a modificação de um dos componentes pode originar mudanças drásticas e abrangentes ao sistema.

A psicologia do esporte trabalha esses conceitos e define o assunto da seguinte maneira:

A qualidade de vida reflete a satisfação harmoniosa dos objetivos e desejos de alguém; isso enfatiza a experiência subjetiva mais que as condições objetivas de vida. A qualidade de vida ou ”felicidade“ é a abundância de aspectos positivos somada a uma ausência de aspectos negativos. Ela reflete também o grau no qual as pessoas percebem que são capazes de satisfazer suas necessidades psicofisiológicas”. (BERGER; MCINMAN, 1993:729) apud (SAMULSKI, 2000:302)

Mendes e Leite (2004) avaliam a qualidade de vida como uma condição inteiramente individual, pois depende do panorama e das expectativas de vida de cada ser. Assim, o que pode ser considerado por alguém como uma vida de boa qualidade, pode não satisfazer outras pessoas que sentem-se felizes de outra maneira.

Semelhantemente, Samulski (2000) concluiu que a qualidade de vida é o resultado positivo do conjunto de condições subjetivas da vida de um indivíduo, considerando seu trabalho, sua vivência na sociedade, seu humor, sua saúde física e mental. Ele ainda certifica que o exercício físico influencia indiretamente a vida social das pessoas, e age diretamente na saúde física e no humor.

Podemos então, considerar que a perspectiva da qualidade de vida vem substituindo gradualmente a relação atividade física e saúde, incorporando o discurso às Ciências do Esporte e à Educação Física. Essa relação positiva é estabelecida entre atividade física e melhores níveis de qualidade de vida (ASSUNPÇÃO et al, 2005).


2.1.1 Definição de Saúde

Considerando Fernandes et al (1992), podemos definir saúde como sendo o bom estado do indivíduo, cujas funções orgânicas, físicas e mentais se encontram em situação normal; boa disposição do organismo; força; robustez; vigor.

Mendes e Leite (2004), acreditam que os vocábulos de saúde e qualidade de vida quase sempre se confundem, e apontam para a definição de saúde utilizada pela OMS como sendo uma condição de bem-estar não só do corpo, mas também espiritual, psicológico e social, compreendido entre boas relações com outras pessoas e com o meio ambiente, sendo que, segundo os autores, definiria bem a qualidade de vida.

Já Bouchard et al (1990) apud Guedes e Guedes (1997), afirma que a saúde deve, acima de tudo, ser compreendida como um estado total de bem-estar físico, social e psicológico, e não somente como ausência de doenças.

Efetivamente, existe maior conscientização para que se abandone o conceito empregado costumeiramente à saúde. Dentro desse entendimento, é visível que não basta apenas não apresentar nenhum quadro de enfermidade ou doença. É necessário apresentar indícios e evidências que afastem ao máximo os fatores de risco. Admitindo que as doenças hipocinéticas são resultantes de estágios mais avançados e que seus sintomas são quase sempre silenciosos, não se pode considerar, por exemplo, que um adolescente fumante possa se tornar um adulto saudável somente por não estar doente no momento. O mesmo acontece com crianças e adolescentes obesos; ou com problemas no desempenho motor; ou ainda, com índices de crescimento e desenvolvimento abaixo do esperado (GUEDES E GUEDES, 1997).

2.1.2 Fatores de Risco Contra a Saúde

A obesidade pode ser considerada como um dos maiores problemas hipocinéticos, sendo determinante para o indivíduo quanto aos seus fatores de risco, interferindo não só na qualidade, mas também na expectativa de vida (GUEDES; GUEDES, 2003). Souza (2006), afirma que esse quadro é causado por diversos fatores, como o gasto insuficiente de energia, a má alimentação, fatores ambientais e psicológicos estressantes e também a carga genética do indivíduo. Um sujeito obeso está predisposto a desenvolver alguns tipos de patologias endócrinas, metabólicas, respiratórias e cardiovasculares.
Segundo os Indicadores e Dados Básicos, conhecidos como IDB Brasil 2005, o diabetes mellitus corresponde a 20,95 % das mortes no país. Doenças do aparelho circulatório apresentam quadro ainda pior, representando 46,48 % dos óbitos, enquanto as neoplasias malignas, ou tumores, do sistema respiratório são responsáveis por 9,19 % (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2005). Isso nos mostra que as morbidades atreladas à obesidade e ao estilo de vida sedentário matam, no Brasil, mais do que os acidentes de trânsito ou qualquer outra causa, expressando cerca de 76,62 % das mortes, mais até do que as doenças transmissíveis.

O Senso brasileiro estima que a população brasileira seja de 186.770.562 habitantes (IBGE, 2006). A Organização Mundial da Saúde (OMS) assegura que 8% dos homens e 18% das mulheres brasileiras acima de 15 anos são obesos, ou seja, 48.560.346 habitantes. A estimativa para 2015 é extremamente assustadora, sugerindo que 17% dos homens e 31,5 % das mulheres brasileiras estarão sujeitos à obesidade e seus fatores de risco (WHO, 2005).

Já que todos os dados apontam para o crescimento no número de adultos obesos, hipertensos, diabéticos e etc, devemos procurar uma forma de prevenção para que as crianças de hoje contrariem essa expectativa, construindo um futuro mais saudável do que se espera.

Refletindo sobre os números e fatos, fez-se necessário questionar o porquê dessas moléstias, e estudar, como e quanto, a Educação Física pode prevenir, de maneira ativa e educacional, o surgimento dos distúrbios hipocinéticos tão nocivos aos homens, promovendo uma maior qualidade de vida.

2.1.3 Multidisciplinaridade e Qualidade de Vida

Diante dos conceitos aplicados, podemos perceber que o tema é extremamente amplo e envolve aspectos multidisciplinares. Devemos então, rapidamente entender o significado da multidisciplinaridade.

O Dicionário Interativo da Educação Brasileira (EducaBrasil, 2004) trata o contexto como sendo um conjunto de disciplinas trabalhando simultaneamente, sem expor as relações existentes entre elas. Na escola, representa a estrutura tradicional de currículo, fragmentado em várias matérias.

Como já comentado, o assunto em tese possui uma multiplicidade de fatores e variáveis interferindo direta e indiretamente em seu fim. A variável comportamental e sentimental da qualidade de vida, e da saúde, é estudada pela psicologia que, dentre seus diversos autores, possui os que relacionam o exercício e a saúde com o bem-estar psicológico (SAMULSKI, 2000). Há ainda, os que classificam saúde mental como relacionada aos aspectos cognitivos, e saúde emocional como sendo de entendimento subjetivo, trabalhando com os aspectos do humor, bem-estar e seus opostos (HACKFORT, 1994 APUD SAMULSKI, 2000).

Outro fator variável de suma importância no trabalho de promoção da qualidade de vida é a nutrição. Autores e estudiosos mais antigos têm revisado e reeditado suas obras acrescentando os conceitos de saúde e bem-estar, acreditando que com o passar dos anos o tema se tornou enfático e a relação de exercício, nutrição e saúde, cada vez mais direta (KATCH; MCARDLE, 1996). Outrossim, Fajardo (1998) comenta a importância de um bom café da manhã para o bem-estar diário, e orienta que a ingestão calórica está diretamente ligada ao seu gasto. Indivíduos que se alimentam pela manhã, raciocínam melhor e mais rápido no decorrer do dia, sendo mais eficientes e produtivos no trabalho e nos estudos. O autor ainda salienta que é preciso saber quando, como e o que comer, confirmando a importância da nutrição para a saúde e a qualidade de vida.

Já Assumpção et al (2005) levantam a questão social patente na discussão sobre a saúde e defende a contribuição das Ciências Humanas. Os autores deduzem que o assunto não deve ser tratado por variáveis exclusivamente biológicas, pois é preciso considerar os elementos culturais, sociais, políticos e econômicos, para então configurar o quadro do bem-estar. Da mesma forma, Filho et al (1997) já se preocupavam em entender os meandros causadores das doenças e os mecanismos que mantém a saúde, considerando que esses prodígios não se restringem às leis naturais, mas estão sujeitos a políticas de habitação, saneamento básico e emprego. Devido a esse objeto de enfoque, os autores aplicam a mesma importância, dada à realidade biológica, à histórico-social.

Á seguir, estará em discussão a Educação Física e a importância de sua aplicação na escola, como variável promotora da qualidade de vida.

2.1.4 Atividade Física, Aptidão física e Saúde na Escola

Atividade física tem como definição qualquer movimento corporal, voluntário, produzido pela musculatura esquelética, que resulte em um gasto energético maior do que os níveis de inatividade (CASPERSEN et al, 1985 apud GUEDES; GUEDES, 1995; NAHAS, 2001). Porém, não se deve confundir o uso da denominação de atividade física com exercício físico, mesmo apresentando elementos em comum. O exercício é considerado uma subcategoria da atividade física, assim como as atividades relacionadas ao trabalho profissional, o trabalho doméstico, os momentos de lazer e as horas de sono, refeição e higiene. Dessas subcategorias da atividade física, apenas as atividades esportivas e os programas de condicionamento físico é que podem ser considerados exercícios físicos (GUEDES; GUEDES 1995). A definição de exercício, segundo Caspersen et al (1985) apud Guedes e Guedes (1995), é que toda atividade física programada, repetitiva, com estrutura e objetivos definidos em prol a manutenção ou melhoria de um ou mais componentes da aptidão física, é considerada exercício físico. O fato é que ambos, quando devidamente aplicados de forma progressiva demonstram relações positivas com a melhora na aptidão física (GUEDES; GUEDES, 1995).

Nahas (2001), conceitua a aptidão física simplesmente como a capacidade de realizar atividades físicas, sendo essa uma característica que pode derivar de fatores de saúde, alimentação, fatores hereditários e principalmente da prática de exercícios físicos. Essa aptidão tem vital importância para a realização das atividades físicas, e também, para a manutenção e melhora da saúde. O autor traz ainda em seu trabalho, a definição dos componentes da aptidão física fundamentados na década de 1970, pela Aliança Americana para a Saúde, Educação Física, Recreação e Dança (AAHPERD). Os componentes são: Agilidade, Equilíbrio, Velocidade, Resistência Anaeróbia, Força e Resistência Muscular, Flexibilidade, Resistência Aeróbia e Composição Corporal, sendo que os quatro últimos itens são os componentes relacionados à promoção da saúde e, por consequência, melhora da qualidade de vida.

Embasados no conceito proposto pela OMS (1978), que entende aptidão física como a capacidade de realizar trabalho muscular de modo satisfatório, Guedes e Guedes (1995) afirmam que o indivíduo que apresenta boas condições de desempenho motor, quando submetido a uma posição de esforço físico, está apto físicamente.

Portanto, aptidão física ligada à saúde nada mais é do que a aptidão para a vida, incluindo elementos fundamentais para uma vida ativa, afastando-se dos fatores de risco das doenças hipocinéticas (NAHAS, 2001). Além disso, Pate (1988) apud Guedes e Guedes (1995) acrescenta que a aptidão física relacionada à saúde é a capacidade de realizar, com vigor e energia, as atividades do cotidiano, e confirma que bons níveis de aptidão física relaciona-se diretamente com baixo risco de desenvolvimento prematuro das doenças hipocinéticas. Guedes e Guedes (1995) salientam que a prática da atividade física influencia os níveis de aptididão física e vice-versa, além de estarem diretamente ligados ao estado de saúde recíprocamente. Parece claro afirmar, então, que um indivíduo que pratica atividades físicas regulares tenha uma boa aptidão física e que por isso será saudável. Estando ele saudável e apto físicamente, poderá desempenhar cada vez mais e melhor suas atividades. Guedes e Guedes (2003), colocam a atividade física como opção para quem se dispõe a controlar o peso corporal. Nahas (2001), considera a inatividade física uma das principais causadoras da morbidade mundial e discute a educação física na escola como base para a promoção de um estilo de vida ativo e saudável, ratificando a disciplina como uma das variáveis mais importantes na educação para melhores índices de qualidade de vida.

Supõe-se que na escola, os programas tradicionais de Educação Física geram por si só a melhora nos níveis de aptidão física, porém o uso de esportes formais, muitas vezes aplicados como conteúdo exclusivo e indiscriminado, pode acarretar desinteresse, ou mesmo a exclusão, dos menos habilidosos, ou dos menos aptos, menos dotados genéticamente, sendo esse grupo o que mais necessita dos benefícios da atividade física regular (NAHAS, 2001). Entretanto, até mesmo pesquisas mais antigas confirmam os benefícios dos programas de Educação Física escolar, no aumento do aproveitamento e aptidão física dos alunos. Nos anos 50, em Vanvres, cidade francesa, foi realizado um experimento denominado como educacional, pedagógico e esportivo, onde uma tuma de formandos, estudantes do período da manhã, realizavam exercícos programados no período da tarde, sendo que após as aulas de Educação Física era servida uma refeição nutritiva, para a reposição das energias gastas em atividade. A carga horária da época foi reduzida de vinte e sete horas e meia de estudo semanal, para vinte horas e quinze minutos, devido o encaixe dos programas de atividades físicas e exercícios. Ao final do ano letivo, os alunos foram avaliados e percebeu-se que mesmo com a diminuição da carga horária, o aproveitamento da classe experimental foi igual ao das demais turmas, consideradas normais. Além de desenvolverem seu plano intelectual, pois atingiram bom aproveitamento em menor tempo de estudo, desenvolveram no plano físico resultados extremamente positivos em termos de aptidão física, postura, atitudes mais firmes e maior capacidade atlética, inclusive com diminuição do absenteísmo estudantil por motivo de doenças. No plano psíquico, o experimento produziu estudantes mais calmos e atentos, diminuição da agressividade e maior compreensão dos conteúdos aplicados em sala de aula (FAJARDO, 1998).

Por outro lado, Farinatti (1995), considerando aspectos fisiológicos da criança, coloca em dúvida o aproveitamento dos programas de Educação Física escolar, como forma de melhorar os elementos da aptidão física. Romet (1981) apud Farinatti (1995), considera que as crianças tenham um impulso natural para serem ativas, não precisando de exercícios adicionais. Analisando o consumo de oxigênio (VO2 máx.) em criaças de 12 anos, observou-se que os mesmos só atingiam seu consumo acima de 70% de sua capacidade máxima por pequenos 20 minutos, considerado pouco tempo para um trabalho de treinamento da aptidão (ARMSTRONG et al., 1990 apudFARINATTI, 1995). Ainda, observa-se o insucesso da tentativa de aumentar as sessões de Educação Física escolar para crianças do 1° grau, onde as aulas tiveram pouco propósito em termos de treinamento físico (CALLESSEN et al., 1986 apud FARINATTI, 1995). Autores contemporâneos ao fracasso dessa tentativa associaram o resultado à elaboração equivocada dos programas de educação física, e a pouca participação dos alunos. Em crítica, consideraram que as atividades muitas vezes eram inadequadas à faixa etária, sendo que a criança se apresentava ativa por pequeno período durante as aulas, havendo um mau aproveitamento do tempo decorrente das mesmas (BAILEY, 1974; VARSTALA, 1979; SHEPHARD, 1982; KOFSKY et al., 1983 apud FARINATTI, 1995). Até mesmo um autor atual como Machado (2006) critica a preparação do profissional de Educação Física enquanto professor escolar, e enfatiza que, para que a Educação Física se transforme em ferramenta para mudanças sociais e de produção do bem-estar, é necessário que se reorganize seus métodos e conteúdos.

Todavia, Neto (1997) coloca como obstáculo para a prática da atividade física espontânea das crianças, alguns fatores sociais como as desordens atuais das grandes metrópoles. Os Videogames e a falta de áreas livres acabam induzindo aos hábitos do sedentarismo. Ele assegura ser de extrema necessidade a prática de atividades físicas regulares, portanto, sendo importante a inclusão de programas adicionais que as proporcione.

NAHAS (2001) acredita que a Educação Física Escolar deva servir de base educacional para uma vida mais ativa, utilizando conteúdos crescentes e proporcionando o conhecimento dos conceitos em torno da aptidão física e da saúde, considerando que o indivíduo levará o entendimento dos mesmos para o resto da vida. É importante atender não só as necessidades atuais, mas também, as futuras. Os conteúdos, além de ensinar como realizar, e porquê realizar, devem desenvolver um mínimo de habilidade motora, trazendo ao educando a sensação de competência, motivando-os a participar. A presença do lúdico também tem importãncia, uma vez que proporciona aos educandos prazer pela atividade proposta. Winnicott (1975) apud Queiroz e Martins (2002), fala da importância do brincar, por parte da criança como forma de se conhecer e se comunicar, sendo isso um fenômeno universal e próprio da saúde.

Essa abordagem, por parte da Educação Física escolar, é essencial para a formação de um estilo de vida ativo. Se a disciplina consistisse em prover exercícios para crianças, colocando-as a praticar apenas por praticar, a preparação dos professores seria diferente, deixando de justificar a existência de uma disciplina escolar para fins de melhora na aptidão física. Principalmente considerando que a prática dos esportes, com fim e si próprio, pode ser trabalhado fora das escolas (NAHAS, 2001).

2.2 Educação Física no Ensino Fundamental e suas Relações com a Qualidade de Vida

A área de trabalho da Educação Física é fundamentada no conhecimento e nas percepções que envolvem corpo e movimento. Porém, uma análise mais crítica e atual busca superar essa concepção e pede a consideração, também, das dimensões cultural, social, política e afetiva, presentes nas pessoas que convivem em movimento, como cidadãos. Foi pensando a Educação Física como disciplina complexa, que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) distinguem o organismo de corpo. O primeiro estritamente fisiológico, e o segundo que se relaciona dentro do contexto sociocultural (Brasil, 2001).

Atualmente existem várias opiniões que visam afastar o modelo antigo, fazendo surgir novas abordagens. Segundo os PCNs, as abordagens que ganharam maior repercussão a partir da década de 70, foram as denominadas de psicomotora, construtivista, desenvolvimentista e crítica (BRASIL, 1998). Uma abordagem mais recente, segundo Darido e Rangel (2005) é denominada como Saúde Renovada. Essa abordagem, possui um modelo linear ao enfoque deste trabalho, sendo relacionada à aptidão física em pról à saúde. Tem por objetivo informar, promover a prática programada de exercícios físicos, mudar atitudes dos educandos e a não-exclusão (BRASIL, 1999 apud DARIDO; RANGEL, 2005).

Partindo da abordagem de Saúde Renovada na Escola, nos aprofundaremos na questão, dos objetivos da educação física em meio ao ensino fundamental, e os poderes da disciplina na formação de cidadãos fisicamente ativos e distantes dos fatores de risco.

2.2.1 Objetivos gerais do Ensino Fundamental

Dentre os diversos objetivos do Ensino Fundamental, justificados pelos PCNs (Brasil 2001), destacamos o fragmento que direciona o foco ao desenvolvimento, do educando, frente ao conhecimento intrínseco de si mesmo, a confiança em suas capacidades físicas, afetivas, cognitivas, éticas e estéticas, além de sua inserção social e a inter-relação com o meio, agindo com tenacidade à procura do exercício da cidadania.

Apesar dessa fração de objetivos instituídos, apontar diretamente, entre diferentes atos, para o desenvolvimento das capacidades físicas da criança e do adolescente, outro trecho dos PCNs deixa ainda mais claro a participação da educação física atrelada à saúde:

"...conhecer e cuidar do próprio corpo, valorizando e adotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva;" (BRASIL, 2001:8).


Na sequência, os mesmos PCNs indicam a utilização da linguagem corporal, como forma de expressar, produzir e comunicar idéias, provando a importância da educação física nos quatro ciclos do Ensino Fundamental, já que a mesma é fudamentada no conheimento e nas percepções que corpo e movimento envolvem (BRASIL 2001).

2.2.2 Objetivos da Educação física no Ensino Fundamental

Abordando especificamente a aptidão física, propõe-se que a Educação Física escolar deve oferecer ao aluno parâmetros para a elaboração de conhecimentos sobre atividade física para o bem-estar e a saúde (DARIDO; RANGEL, 2005; NAHAS, 2001).

Os PCNs indicam, que de uma forma crescente, partindo do inicio do primeiro, ao final do quarto ciclo (1ª a 9ª série) do Ensino Fundamental, espera-se atingir através das aulas de Educação Física, que o aluno reconheça a si próprio e sua relação com o ambiente, que ele adote hábitos saudáveis, que ele conheça a amplitude dos padrões de saúde, beleza e estética (BRASIL, 2001).

3. METODOLOGIA

Este trabalho utilizou a metodologia da revisão de literatura, e utilizou para esse fim livros da área de Educação Física, Saúde Coletiva, Psicologia do Esporte e Nutrição, constantes do acervo da biblioteca do Centro Universitário Nove de Julho (Uninove), e da Universidade de São Paulo (USP). Foram utilizados também artigos científicos de internet, pesquisados através da biblioteca científica do Portal da Educação Física; dados estatísticos fornecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Instiuto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). A coleta dos dados foi realizada durante o ano letivo de 2006 e inicio de 2007, compreendendo seus dois primeiros meses. Os autores citados na revisão bibliográfica trazem experiências estudas no Brasil e fora dele, desde a época de 50 até os dias atuais, sendo que o autor mais antigo, revisado neste trabalho, apresenta estudos de 1992.

4. DISCUSSÃO

O enfoque de discussão é a melhoria da qualidade de vida através dos programas de educação física escolar. Considerando Nahas (2001), a educação física pode e deve ser trabalhada no âmbito escolar com o objetivo de educar os indivíduos para um futuro saudável, compactuando com os PCNs (2001) que mostram tanto em seus objetivos gerais, quanto nos objetivos da disciplina em questão, que o aluno deve concluir o Ensino Fundamental com conhecimentos amplos sobre as questões de saúde e cidadania. Porém, o próprio Nahas, levanta o cuidado que se deve tomar com a aplicação dos esportes com fins próprios e de rendimento, para que se evite a exclusão dos indivíduos menos dotados de um bom acervo motor, assunto abordado também por Darido e Rangel (2005), que defendem uma abordagem geral, da concepção de movimento, corpo, cidadania, cultura e saúde, direcionada aos PCNs.

Apesar de Farinatti (1995) questionar os benefícios da Educação Física escolar em termos de benefícios à aptidão física, a maioria dos autores ressaltam a importância da prática de atividades físicas regulares para a manutenção e desenvolvimento da aptidão física, além de interferir diretamente nos aspectos de saúde e vice-versa (GUEDES; GUEDES, 1995; NETO, 1997; NAHAS, 2001).

Neto (1997), mostra bom discernimento ao comentar sobre os fatores sociais que envolvem as grandes cidades e que limitam as crianças quanto à prática de atividades informais, mas de devido gasto energético. Os estudos comentados e citados por Farinatti (1995) foram, em sua maioria, desenvolvidos durante as décadas de 70 e 80 e por isso não devem coincidir com a atual realidade mundial, contrastando, por exemplo, com o paradoxo social que o Brasil enfrenta nos dias de hoje, onde o governo, através de programas contra a fome, comentados por Souza (2006), tenta acabar com a desnutrição, principalmente infantil, no nordeste do país, enquanto as metrópoles são invadidas pelas redes de fast-foods que influenciam a má alimentação de jovens obesos. Recentemente, em 2006, a mídia brasileira notificou o país sobre seguidas mortes provindas de casos de anorexia, entre adolescentes do sexo feminino, sendo que todas elas tinham como profissão a carreira de modelo. As questões são: não seria realmente emprego da Educação Física escolar, por sua relação com os jovens, educar, orientar e discutir essas questões? Não são todas relacionadas à cultura corporal, à saúde, à qualidade de vida ética e estética? Se a função inicial da disciplina seria tratar dos assuntos pertinentes ao movimento e ao corpo, porque não entrar nesse debate dentro da escola?

Todavia, é bem provável que os professores ainda não tenham essa percepção e resistam ao uso dessa abordagem, ainda aplicando velhos métodos, como as aulas puramente esportivas, sem um cunho educativo para a prática diária.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao final da discussão, chegamos à conclusão de que a educação física escolar tem importância na educação das crianças de hoje. Embora seja apenas uma das variáveis que podem e deveriam ser trabalhadas na escola, como a psicologia e a nutrição. A pesquisa deixa clara a relação da Educação Física escolar com a qualidade de vida e seus métodos de promoção, embora não seja, ainda, totalmente aplicada na realidade, ficando em muitos casos apenas na teoria.

Com essa pesquisa, espera-se que o assunto possa sera profundado, difundido e aplicado pelos profissionais da educação escolar, como forma de prevenir a presença futura das doenças hipocinéticas, educando a sociedade em geral, para um estilo de vida mais ativo e longe dos fatores de riscos.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSUMPÇÃO, L. O. T; MORAIS, P. P.; FONTOURA, H. Relação entre atividade física, saúde e qualidade de vida: notas introdutórias. In OLIVEIRA, J. R. Saúde e atividade física: algumas abordagens sobre atividade física relacionada à saúde. Rio de Janeiro: Shape, 2005. P.31-49

BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: educação física / Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. 3ª ed. Brasília: A Secretaria, 2001

CORRÊA, C. R. S.; GONÇALVES, A. Saúde coletiva, atividade física e qualidade de vida. In GONÇALVES, A. Conhecendo e discutindo saúde coletiva e atividade física. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. p. 3-15

DARIDO, S. C.; RANGEL, I. C. A. Educação física na escola: implicações para a prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005

FAJARDO, A. Qualidade de vida com saúde total. 7ª ed. São Paulo: Sociedade Brasileira de Nutrição e Qualidade de Vida, 1998

FARINATTI, P. T. V. Criança e atividade física. Rio de Janeiro: Editora Sprint, 1995

por Thiago Miranda

terça-feira, 13 de setembro de 2016

12:30

Educação Física: dilemas da disciplina no espaço escolar



Na última década, o amadurecimento das linhas de pesquisa que estudam a inserção da Educação Física na escola convida pesquisadores a revisitarem o material já produzido sobre o tema com o intuito de reorientar o campo e/ou produzir novas interpretações sobre essa disciplina no currículo escolar. Este artigo analisa cinco dissertações de mestrado, elaboradas a partir de pesquisas realizadas em escolas nas cidades do Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES), que tomam como objeto a Educação Física escolar e suas representações no território contestado do currículo com o objetivo de compreender como a esta disciplina está inserida na dinâmica institucional das escolas estudadas e quais dilemas esta disciplina apresenta no cotidiano Os estudos tiveram a escola e a Educação Física escolar como temas centrais e foram realizados nos Programas de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Gama Filho (Brasil) e em Educação Profissional do Instituto Superior Pedagógico para la Educación y Técnica Profesional (Cuba), nas quais a escola e a Educação Física escolar são temas centrais. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa onde, através da análise de documentos, realizamos novas leituras e interpretações desses estudos no sentido de compreender como a Educação Física se insere na dinâmica do espaço institucional da escola e quais dilemas esta disciplina apresenta no cotidiano das instituições pesquisadas.

Os trabalhos analisados são os seguintes: a) “A educação física e a formação corporal em uma escola progressista: um olhar etnográfico” (Lucas, 2004); b) “A educação física no CETEP Marechal Hermes: um estudo do cotidiano escolar” (Da Costa, 2004); c) “Proposta pedagógica para reduzir o absenteísmo dos alunos de ensino médio do Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo na disciplina de educação física” – CEFETES (Calado, 2003); d) “Proposta de um plano de ações para a superação docente dos professores da disciplina educação física do CEFETES” (Comassetto, 2003); e) “A educação física e o projeto político-pedagógico do colégio Estadual Visconde de Cairu: proximidade ou distanciamento?” (Trotte, 2005). Vale ressaltar que os estudos foram realizados em escolas públicas das redes federal e estadual, com exceção do trabalho de Lucas (2004), realizado numa escola de administração comunitária de caráter privado.

O ponto comum que pode ser extraído dos estudos são os dilemas vividos e representados da Educação Física no cotidiano de escolas da educação básica. Os pesquisadores realizaram trabalho de campo de observação e de inquirição com alunos, professores e agentes do corpo administrativo das escolas investigadas. Para a coleta de dados, foram utilizados recursos metodológicos como diários de campo, entrevistas e questionários com a comunidade escolar. As dissertações analisadas foram apresentadas entre os anos de 2003 e 2005 e representam a proposta de pesquisa do grupo envolvido com esses estudos.

Análises dessa natureza começam a constituir-se em tendência na área, pois as produções da década de 1980 até a metade da década de 1990 se caracterizaram como propostas ensaísticas que  propunham “modelos pedagógicos ideais” para a escola básica. Tais modelos tiveram desdobramentos e produziram impacto na formação universitária nas áreas de educação e Educação Física, na atuação de professores nas escolas – mesmo não sendo em larga escala –, e também inspiraram a construção de propostas pedagógicas municipais, estaduais e federais. Os debates sobre o impacto desses modelos ou propostas pedagógicas no cotidiano dos professores de Educação Física na educação básica ainda constituem um tema que não atingiu o consenso. No entanto, é necessário realizar mais estudos que captem seu impacto nas discursividades e práticas curriculares (Muniz, Resende, Soares, 1998; Castellani Filho, 2002; González, Fensterseifer , 2009; Taborda de Oliveira, Oliveira, Vaz, 2008; Machado, Bracht, Faria, Moraes, Almeida, Almeida, 2010).

Os trabalhos selecionados, mesmo tendo recortes diferenciados, apresentam informações relevantes que serão confrontadas, no sentido de obtermos um quadro mais completo para pensar a Educação Física e seus dilemas no cotidiano escolar.

Leia o artigo completo

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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

10:42

10 atividades para melhorar coordenação motora

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A coordenação motora (CM) é definida como a capacidade de usar, de forma eficiente, os músculos do corpo, obedecendo aos comandos que o cérebro envia, estando ligados aos componentes de aptidão motora de: equilíbrio, velocidade, agilidade, força e resistência, com isso, quanto mais complexa a atividade, maior o grau de coordenação necessária para eficácia do movimento.

Abaixo, temos 10 atividades para melhorar a coordenação motora infantil na escola:
 
NOME: TOCAR O CEGO
IDADE: Todas
OBJ. ESP.: Desenvolvimento-perspectivo
LOCAL: Ar-livre, salão
Formação: círculo
Organização: alunos sentados em círculo. Ao centro, um colega de olhos vendados
Execução: um colega do círculo se levantará, tocará o ceguinho e se sentará novamente. Pelos movimentos feitos, o cego tentará adivinhar quem o tocou.


NOME: COM QUEM ESTARÁ A BOLA?
IDADE: 9 anos
OBJ. ESP.: Atenção, perspicácia
MATERIAL: Bola
LOCAL: Pátio, gramado
Formação: círculo
Organização: alunos em círculo, pernas cruzadas, um aluno sentado no centro com olhos vendados
Execução: os companheiros passam a bola entre si e ao sinal do professor coloca as mãos para trás escondendo a bola. O aluno que está no centro, abre os olhos e aponta aquele que imagina estar com a bola. Se errar repete o jogo.


NOME: GARRAFA MÁGICA
IDADE: 8 anos em diante
OBJ. ESP.: Desenvolver a imaginação
MATERIAL: Uma garrafa
LOCAL: Sala, pátio
Formação: círculo
Organização: os alunos em círculo, o professor no centro
Execução: o professor gira a garrafa no solo e quando esta parar apontará na direção de um aluno. Este deverá ir para o centro e executar uma tarefa determinada pela turma ou professor.


NOME: COMER A MAÇÃ
IDADE: 9 anos em diante
OBJ. ESP.: Controle Emocional
MATERIAL: Maçã
LOCAL: Quadra, pátio
Formação: fileiras
Organização: em fileiras, tendo na frente das mesmas, maças penduradas
Execução: ao sinal procurar morder a maçã que lhe corresponde, sem segura-la, dentro de um tempo determinado. Vencerá a fileira que obtiver maior número de pontos, por mordida, ou que morder a maçã primeiro, ou ainda o que comer a maçã primeiro.


NOME: O CACHORRO E O OSSO
IDADE: 7 anos
OBJ. ESP.: Atenção, audição
MATERIAL: Qualquer objeto
LOCAL: pátio, gramado
Formação: círculo
Organização: os alunos em círculos. Um sentado ao centro tendo olhos vendados, que será o cachorro. Perto de si haverá um objeto "o osso"
Execução: dado o sinal, o professor indicará um dos alunos no círculo que tentará cautelosamente pegar o osso. Percebendo o ruído, o cachorro latirá e indicará o lado do ruído. Ao acertar a direção o professor indicará outro aluno. Se um conseguir e não for adivinhado se tira as vendas e tenta adivinhar.


NOME: O MICO
IDADE: 7 anos em diante
OBJ. ESP.: Atenção, agilidade
MATERIAL: Bolas
LOCAL: Quadra, gramado, pátio
Formação: círculo
Organização: em círculo, ficando dois alunos que se defrontam, de posse de uma bola. Uma bola será designada "MICO"
Execução: ao sinal de início, os alunos que tem a bola passam-na ao colega da esquerda, o qual rapidamente faz o mesmo e assim sucessivamente. As bolas são passadas, o objetivo é fazer com que uma bola alcance a outra, isto é, que o "mico" seja apanhado sendo que todos evitam que isto aconteça em suas mãos. Quem deixar cais a bola deve recuperá-la sozinho e voltar ao seu lugar para recomeçar a passá-la. Cada vez que o mico é apanhado interrompes-se a brincadeira e o aluno que permitir ficará no centro até ser substituído.

NOME: ESTALINHO
OBJ. ESP.: Coordenação motora, ritmo, atenção
LOCAL: Ar livre e sala
Formação: círculo
Organização: alunos numerados seguidamente formando um círculo na posição "sentados". Todos iniciam o jogo batendo duas vezes e estalando os dedos uma vez na mão direita e outra esquerda.
Execução: um aluno ao estalar os dedos da mão direita diz seu número e ao estalar da mão esquerda, chama um número correspondente, a um companheiro. Aquele que for chamado continuará o jogo dizendo o seu número e chamando outro. Quem errar e quem chamar o número que já saiu, também irá sair.


NOME: ELEFANTE VOA?
IDADE: 7 anos
OBJ. ESP.: Atenção
LOCAL: Sala, quadra
Formação: círculo
Organização: alunos em círculo
Execução: o professor pergunta se determinados bichos voam. Se voam, os alunos deverão responder: voa e fazerem gestos com os braços. Ex.: Galinha voa? Pássaro voa? Elefante voa? O aluno que cometer algum engano pagará prenda no final.


NOME: JOGO DO PUM
IDADE: Todas
OBJ. ESP.: Atenção e pronta reação
LOCAL: Ar livre e sala
Formação: círculos
Organização: alunos em círculos na posição sentados
Execução: os alunos numerando-se seguidamente, mas chegando ao número 7 deverá dizer: PUM, substituindo-os. O aluno que demorar em falar ou não substituir o número por Pum deixará o jogo toda vez que errar. O jogo é renumerado pelo aluno colocado à sua direita.


NOME: DESCOBRIR O QUE ESTÁ MUDADO
IDADE: Todas
OBJ. ESP.: Memória, perspicácia, obaservação
LOCAL: Ar livre e sala
Formação: círculos
Organização: pede-se a um aluno que deixe o local e faz-se algumas modificações
Execução: quando o aluno voltar o grupo começará a contar aumentando ou diminuindo a intensidade do canto à medida que ele se aproxima ou afasta do que mudou.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

09:35

Psicomotricidade é importante na Educação Física Escolar

http://eadplus.com.br/eadplus/wp-content/uploads/2015/06/Psicomotricidade-Avan%C3%A7ado.jpg

A Educação Física escolar nos dias atuais levou-nos a perceber as diversas possibilidades de garantir a formação integral dos alunos por meio do movimento humano. A psicomotricidade nas aulas de Educação Física pode auxiliar na aprendizagem escolar, contribuindo para um fenômeno cultural que consiste de ações psicomotoras exercidas sobre o ser humano de maneira a favorecer comportamentos e transformações.

A Educação Física escolar nos dias atuais vem sendo pensada como ação educativa integral do ser humano, assim como a psicomotricidade que relaciona o individuo como um ser completo e único capaz de pensar e agir, deixando de lado as características de dualidade de corpo e mente, e sim como um ser capaz de integrar-se com si próprio e com o meio.

 O trabalho da educação psicomotora é indispensável no desenvolvimento motor, afetivo e psicológico do individuo para sua formação integral, e é explorado por meio de jogos e atividades lúdicas que oportunize a conscientização do próprio corpo e ser.

 Esta concepção de formação integral nos conceitos da Educação vem sendo abordada como uma nova forma educativa para a formação de um ser completo e autônomo de suas ações.

 Assim como a psicomotricidade,  a Educação Física escolar era abordada apenas como ferramenta de desenvolvimento motor. No entanto hoje com a inovação nas perspectivas de uma Educação Física escolar que reconhece o ser humano como um ser complexo de emoções e ações próprias, propiciadas por um contato corporal e a sua relação com o mundo.

Entende-se que a Educação Física escolar e a sua relação com a psicomotricidade tem como base as necessidades do ser humano em integrar-se com o si próprio e com o ambiente por meio de ações e movimentos conscientes e de experiências vivenciadas e adquiridas em todas as etapas da vida.

Tendo em vista que a psicomotricidade valoriza no ser a capacidade de experimentar sentimentos e emoções através dos movimentos de seu próprio corpo, a Educação Física associada a ações psicomotoras possibilita um desenvolvimento global através do movimento corporal consciente, que sente, pensa e agi em diferentes situações, sendo este um ser humano autônomo em suas realizações.

Atuando, no entanto, um modelo pedagógico em que a psicomotricidade nas aulas de Educação Física escolar esteja fundamentada na interdependência do desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo dos indivíduos e como componente curricular na formação das estruturas de base para as tarefas educacionais e cotidianas.


sexta-feira, 17 de junho de 2016

11:36

100 planos de aula + 100 atividades para Educação Física Escolar





O guia "100 planos de aula + 100 atividades para Educação Física Escolar" veio para dar variedade de atividades nas aulas de Educação Física Escolar. Baseado nos esportes mais ensinados na escola, a autora fez uma ampla pesquisa de atividades e juntou 100 planos de aulas e 100 atividades num único guia.

Os temas desse guia são:
  • Basquete
  • Handebol
  • Voleibol
  • Futebol
  • Natação
  • Futsal
  • Ginástica
  • Lutas
  • Atletismo
  • Recreação

Em cada tema, são 10 planos de aula e 10 atividades. O grande barato desse guia é que, com as atividades, você pode, com simples substituição, fazer dezenas de planos de aulas diferentes.

E tem mais!

BRINDE: Comprando esse guia, você ainda levará 10 atividades ritmadas e mais 5 atividades para se fazer em dias de chuva, em sala de aula.

Vai perder?  Apenas R$ 19,90

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Qualquer dúvida sobre o Guia, é só enviar um email para muitoboa@gmail.com .




quarta-feira, 15 de junho de 2016

13:30

Plano de aula: Corrida com obstáculos

http://wordpress.concurseirosolitario.com.br/wp-content/uploads/2013/06/Overcoming_Obstacles.jpg

Categoria das corridas denominada CORRIDAS COM BARREIRAS E COM OBSTÁCULOS e que apresenta como principal característica a utilização de artefatos no trajeto que dificultam a corrida dos atletas.

Aquecimento:

1.      Nome da Atividade: Aquecimento Saltando
Desenvolvimento: Alunos em fila, caminhando devem saltar objetos dispostos no caminho. Em seguida, fazer o mesmo trajeto correndo.
Dar continuidade, organizando bambolês próximos uns aos outros, e os alunos deverão saltá-los. MARCAR O TEMPO DE CADA UM!

2.      Nome da atividade: Corrida do Jornal
Desenvolvimento: Cada aluno deve estar com duas folhas de jornal nas mãos. Ao sinal de início, devem colocar no chão, à sua frente, uma das folhas de jornal, e pisar sobre ela;
Depois colocar a outra, dar um passo à frente pisando sobre ela, e apanhar a que ficou atrás, para tornar a colocá-la no chão, à sua frente e pisar sobre ela e apanhar a que ficou atrás; Farão a troca de jornal até atingir à linha de chegada.
Vencerá quem chegar primeiro sem rasgar o jornal.

Parte Principal:

3.      Nome da Atividade: PRÁTICA DE CORRIDA COM OBSTÁCULOS
Desenvolvimento: Demarcar uma área para a realização da atividade, indicando as linhas de saída e de chegada. Essa atividade pode ocorrer individualmente ou em pequenos grupos de alunos.

Em seguida, dividi-los em equipes para realizarem circuitos competitivos

·         Inserir arcos no trajeto entre a linha de saída e a de chegada.
·         Introduzir mais um objeto no trajeto, como uma corda esticada no chão. Portanto, quando estiverem percorrendo o trajeto, os alunos devem saltar para dentro e para fora do arco e, diante da corda, caminhar sobre ela.
·         Algo para passar embaixo;
·         Para escalar
·         Engatinhar dentro de um túnel;
·         Contornar uma sucessão de bastões colocados paralelamente no chão;
·          Saltar elástico com altura de 40 centímetros.
·         Para finalizar as experimentações, convidar os alunos a criar uma nova ordem para apresentar os objetos, de modo a proporcionar um circuito diferenciado de movimentos e possibilidades motoras.

Avaliação:

Durante a realização da atividade, verificar se os alunos:
- Coordenam movimentos para executar todo o percurso proposto.
- Demonstram apresentar equilíbrio e resistência para executar o percurso.
- Saltam, engatinham, arrastam-se de maneira adequada ao obstáculo em questão.
- Apresentam iniciativa para resolver pequenos problemas que se apresentam durante a atividade, pedindo ajuda se necessário.
- Participam da construção de novo percurso de obstáculos de forma cooperativa.
 

Volta à Calma:

Nome da atividade: Choquinho
Desenvolvimento:
1. Dividir a classe em dois grupos de igual número e colocá-los (os grupos) sentados frente a frente, em fileira, de pernas cruzadas, cabeças abaixadas, olhos fechados e mãos dadas.
2. O coordenador ficará de um dos lados, segurando as mãos dos primeiros participantes de cada grupo.
3. O jogo se inicia quando o coordenador aperta levemente e simultaneamente as suas mãos.
4. Estes deverão passar os estímulos à frente, até que cheguem ao último do seu grupo.
5. Quando isto acontecer, este último deverá levantar sua mão assinalando que o "choquinho" chegou até ele. O grupo que passar o "choquinho" primeiro será o vencedor.
Variações:
- Um auxiliar do coordenador pode ficar na outra extremidade e indicar o vencedor.
- Pode-se estipular que o impulso irá até o auxiliar, que o devolverá para que retorne ao coordenador.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

12:18

3 atividades para ensinar o Volei na Escola

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Uma das modalidades esportivas tradicionais nas aulas de Educação Física, incluída no planejamento de muitos professores, é o vôlei. A maioria dos alunos se interessa pelo tema, conhece os movimentos básicos (saque, toque, cortada, bloqueio e manchete) e se organiza com facilidade para jogar, inclusive fora do ambiente escolar. Isso se deve, em grande parte, à visibilidade que o esporte conquistou nos últimos anos no Brasil.

Portanto, abaixo tem três sugestões de atividades para que o Voleibol seja inserido nas aulas de educação física escolar.

- Minivôlei Reúna dois ou três estudantes em um espaço amplo, mas menor que a quadra esportiva da escola. A ideia é explorar os movimentos do esporte, inclusive saques e cortadas. Garanta que os meninos joguem com as meninas e cuide também para que a composição dos grupos mude com o passar do tempo da atividade a fim de que todos se ajudem, dando dicas aos colegas e corrigindo ou aperfeiçoando os movimentos deles. "O perímetro reduzido do minivôlei contribui para que a garotada desenvolva a consciência sobre os movimentos desse esporte", explica Barroso. Além disso, cada aluno pode participar com frequência das jogadas, pois a atividade é desenvolvida com grupos pequenos. Combine as regras com os jovens: algumas podem ser copiadas do jogo oficial, como a obrigatoriedade de passar a bola a um colega depois de dar um toque. Outras podem ser criadas pela própria turma ao longo da vivência. Por exemplo, dar uma cortada somente depois da terceira jogada consecutiva.

jogo de câmbio. Ilustração: Bruno Algarve
Durante o jogo de câmbio, os estudantes ocupam espaços diferentes na quadra. Esse rodízio permite a eles analisar o papel de cada jogador

- Jogo de câmbio É hora de a moçada entrar em quadra, mas o objetivo não é realizar uma partida de verdade. O foco dessa atividade é a experimentação dos diferentes papéis que os jogadores têm, considerando que ocupam posições e espaços diversos. Divida os estudantes em dois grupos de seis e peça que eles ocupem lados opostos da rede. Estabeleça que de tempos em tempos será realizado um rodízio - tal como ocorre nas partidas oficiais. Quem estiver sacando ora ocupa a posição de defesa, na rede, ora faz as vezes de atacante. "Essa é uma ótima chance para os alunos se conscientizarem do espaço da quadra pelo que são responsáveis estando em determinada posição", explica Fernanda. É interessante aqui retomar os vídeos assistidos no início do trabalho para que a garotada relembre o modo como cada profissional faz isso. Vale ainda conversar sobre o que foi aprendido durante a atividade de minivôlei, valorizando os jeitos de realizar e recepcionar a bola em cada um dos movimentos típicos do esporte.

- Vôlei em outros espaços Sugira jogos em ambientes diferentes da quadra da escola - pode ser na grama, na areia ou no chão de terra batida. O foco da proposta é a turma experimentar como a mudança do piso interfere no jogo e refletir sobre isso. "Oriente os alunos a observar se é mais difícil saltar na grama ou no cimento e a analisar como cada um impacta as jogadas", indica Fernanda. Essa atividade é um bom gancho para a moçada se aproximar de uma variação do vôlei que também faz sucesso no Brasil, a modalidade praia. Para isso, além de variar o terreno, é interessante organizar a classe em duplas e propor que uma jogue contra a outra, separadas pela rede. Explique algumas regras específicas. Além de os atletas ficarem descalços, por exemplo, é permitido a eles invadir a rede por baixo desde que isso não prejudique a dupla adversária. Interrompa a prática em momentos específicos para problematizar algumas questões, como a rapidez que esse tipo de jogo exige, já que é disputado em duplas.

terça-feira, 17 de maio de 2016

03:45

Fundamentos do ensino da Educação Física Escolar

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Como disciplina curricular obrigatória o enfoque central da Educação Física Escolar recai nas ações pedagógicas desenvolvidas nas aulas, pautadas em um eficaz planejamento da ação pedagógica, bem como da avaliação. Na conjuntura recente das Metodologias de Ensino, é ressaltada a importância do função do professor no procedimento de organização dos seus programas de ensino, das ações metodológicas que deverão implementar para provocar a aprendizagem crítica e de qualidade. Não é distinto ao professor de Educação Física, pois como componente curricular, a Educação Física tem os mesmos procedimentos pedagógicos de planejamento, execução e avaliação. Sendo a prática pedagógica é uma totalidade abrangente, o plano didático deverá elucidar componentes como o conhecimento da realidade, a observação, a verificação e a reflexão epistemológica para tratamento do conhecimento da motricidade humana.

Portanto, diante deste contexto a Educação Física procura uma educação integral do corpo, mente e espírito, assim a descoberta da corporeidade pelas crianças confirmam a construção de aprendizagens significativas com qualidade, utilizando o movimento como instrumento pedagógico de desenvolvimento motor e cognitivo. Por isso, a contextualização da prática educativa com a realidade onde esta inserido as crianças é de fundamental importância, visto que, o trabalho desta área de conhecimento está inserido em uma realidade com fortes componentes históricos e sociais que perpassaram e embutiram suas concepções na metodologia ao longo do processo de embasamento legal e tecnológico da Educação Física. A cultura do movimento, permite a Educação Física preparar o aluno para ser praticante ativo e lúdico em um compartilhamento social de análise crítica de informações oriundas da mídia. Assim os objetivos não abarcam mais uma visão tradicional e metódica, de passos bem executados. Todavia surgi uma disciplina que repensando seus objetivos e metodologia possibilita aos alunos uma significação nos motivos e sentidos das práticas corporais.

Dentro deste perspectiva o ato multidimensional do ensinar releva a importância da ação docente, cabendo ao professor o papel de auxiliar os alunos na compreensão do sentir e relacionar-se na cultura corporal de movimento, pois não é foco do ensino o movimento, mas sim do homem em movimento. Consoante, os planos didáticos de ensino em seus princípios metodológicos precisam comportar o respeito aos diversos níveis de desenvolvimento apresentados por cada aluno, bem como, seus interesses, embasados na inclusão, diversidade e adequação das estratégias de ensino. Porém quando a metodologia empregada pelo professor restringe-se a técnicas, a atividade realizada perde seu valor no processo maior de Educação, ou seja, acaba por se constituir em prática alienada, sem possibilitar ao aluno a tomada de consciência no seu contexto socio-cultural.

A compreensão da corporeidade é eminente de uma prática educativa, que tem como finalidade aprender a conhecer e a perceber, de forma permanente e contínua, seu corpo, suas limitações, na perspectiva de superá-las, e suas potencialidades, no sentido de desenvolvê-las, de maneira autônoma e responsável, ou seja, viver plenamente sua corporeidade, de forma lúdica, tendo em vista a qualidade de vida, promoção e manutenção da saúde.

As crianças que estão na faixa etária entre 2 e 7 anos devem ser estimuladas ao máximo em sua capacidade de criação e por isso as aulas de educação física na escola devem basear-se no atendimento aos diversos aspectos naturais da vida ao ar livre e na liberdade de movimentos, ou seja, expansão de atividades espontâneas e criativas.

Outro ponto fundamental que requer atenção especial é a avaliação do processo de ensino em Educação Física, pois como em toda avaliação alude na ponderação de peculiaridades envolvidas no decorrer do processo, portanto, o eixo propulsor versa: O que avaliar. Caso o professor limite a avaliação a distribuição de uma nota, o caráter da totalidade exercido pela mediação é nulo. Porém quando a avaliação pauta-se nas facetas afetivas, sociais e corporais, elucidando ao avanços e desenvolvimentos tanto no campo cognitivo, quanto motor, os objetivos revelam-se na capacidade do sujeito construir sua aprendizagem na mediação do professor, compreendendo e reelaborando sua motricidade, como ação intencional.

Perante a análise e discussão dos objetivos da educação física escolar, feitas anteriormente, a conclusão mais importante é que realmente existe uma necessidade de se alterar o modo como a avaliação é realizada a fim de se tirar um maior proveito do processo ensino-aprendizagem, em todo o complexo biopsicossocial da criança.

REFERÊNCIAS

Betti, Mauro e Zuliani, Luis Roberto. Educação Física Escolar: Uma Proposta de Diretrizes Pedagógicas. Disponivel em: ww3.mackenzie.br/editora/index.php/remef/article/view/1364/1067

segunda-feira, 9 de maio de 2016

04:36

Saiba mais sobre as Áreas Psicomotoras

   Na Educação Física nas escolas, pouco se trabalha a psicomotricidade. Professores aderem mais aos esportes

A psicomotricidade atualmente é concebida como a integração superior da motricidade, produto de uma relação entre o indivíduo e o meio, na qual a consciência se forma e se materializa.

O poder agir, o poder sobre o próprio corpo  e a descoberta deste "poder agir" associado ao "poder sentir" é o que traz uma nova dimensão ao prazer do movimento, é o prazer de ação, de vivenciar as coisas simples e complexas. O qual o prazer de viver o próprio corpo é experimentar o prazer do movimento em si mesmo.

 O constante processo de atualização e busca onde a concepção do corpo e o saber psicomotor focalizam seu objeto de estudo nas estruturas psicomotoras. A psicomotricidade apresenta o aspecto comunicativo do individuo e pode-se dividi-la em funcional e relacional. Os conceitos funcionais são referentes à interação da motricidade do individuo em um determinado espaço e tempo, cuja ação e qualidade são percebidas e mensuradas através das estruturas psicomotoras definidas como básicas: Locomoção, Manipulação e Tônus que interagem o corpo como um só.

A Psicomotricidade Relacional possibilita à criança expressar suas dificuldades relacionais e ajudá-la a superá-las. Não tem objetivos pedagógicos diretos, mas sim uma influência clara sobre as dificuldades de adaptação escolar, na medida em que estão diretamente relacionadas com os fatos psicoafetivos relacionais.

    A psicomotricidade relacional propõe operar em aspectos psicoafetivos que geram atitudes relacionais, oferecendo um espaço de jogo espontâneo com o seu grupo, para que possa manifestar suas necessidades e desejos, buscando potencializar e, muitas vezes resgatar o prazer corporal, através do movimento, reconhecendo uma unidade corporal.


    Coordenação Motora Fina

    Capacidade de controlar pequenos músculos para exercícios refinados. Exemplo recorte, colagem, encaixe, escrita, etc.


    Coordenação Motora Global

    Possibilidade do controle e da organização da musculatura ampla para a realização de movimentos complexos. Exemplos: correr, saltar, andar, rastejar, etc.


    Estruturação Espacial

    É a orientação e a estrutura do mundo exterior, a partir do Eu e o depois a relação com outros objetos ou pessoas em posição estática ou em movimento, é a consciência da relação do corpo com o meio.


    Organização Temporal

    É a capacidade de avaliar tempo dentro da ação, organizar-se a partir do próprio ritmo, situar o presente em relação a um antes e a um depois, é avaliar o movimento no tempo, distinguir o rápido do lento. E saber situar o momento do tempo em relação aos outros.


    Estruturação Corporal

    Relacionamento do individuo com o mundo exterior, conhecimento e controle do próprio corpo e de suas partes, adaptação do mesmo ao meio ambiente.

    Imagem Corporal: A experiência do individuo em relação ao próprio corpo sujeito, impressão subjetiva.

    Conhecimento Corporal: Conhecimento intelectual que se tem do próprio corpo.

    Esquema Corporal: Tomada de consciência de cada segmento do corpo (interna e externa) o desenvolvimento do esquema corporal se da a partir da experiência vivida pelo individuo com base na disponibilidade do conhecimento que tem sobre o próprio corpo e de sua relação com o mundo que o cerca.


    Lateralidade

    Representa a conscientização integrada e simbólica interiorizada dos dois lados do corpo, lado esquerdo e lado direito, o que pressupõe a linha média do corpo, que no decorrer estão relacionados com a orientação face aos objetos. Essa conscientização do corpo pressupõe a noção de direita e esquerda e, sendo que a lateralidade com mais força, precisão, preferência, velocidade e coordenação, melhor capacidade e dominância cerebral.

terça-feira, 3 de maio de 2016

16:01

Cursos online de Educação Física

sexta-feira, 11 de março de 2016

03:22

A importância de brincar sem brinquedo

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Um foguete, uma varinha mágica, um trem ou qualquer tipo de animal estão entre as muitas formas que um simples graveto pode tomar pela criatividade e imaginação (principalmente) das crianças. O exercício é importante para o desenvolvimento e para a construção autoral dos pequenos e, ter esta consciência, ajuda os adultos a garantir que haja momentos livres de brinquedos prontos.

"É preciso não planejar tantas atividades e não deixar tantas opções de brinquedos com uma função específica disponível", afirma Tatiana Weberman, responsável pelo SlowKids, movimento que propõe a desaceleração para a infância. "Deixar menos opções, muitas vezes, é abrir uma porta para a criatividade e uma vastidão de possibilidades."

Criadora da plataforma de brincadeiras Massacuca, Graziela Iacooca, conta que, ao contrário de muitos adultos, as crianças não precisam de instruções para brincar com objetos do cotidiano. "A nossa proposta é tirar o lúdico de objetos normais, o que a criança sabe fazer. Estamos ensinando os adultos a disponibilizar isso para os pequenos", comenta.

O caso mais famoso é o tradicional baú de tesouros. Basta uma caixa, balde ou sacola e diferentes objetos da casa, como utensílios de cozinha em tamanhos e materiais variados. "Daí podem sair narrativas de histórias incríveis ou um bolo ou qualquer coisa que a criança queira e ela vai se divertir não apenas com os objetos, mas com a criação", comenta Graziela.

Os mesmos objetos podem ser também contornados, congelados, ornamentados, mergulhados na água, enterrados e assim por diante. "Não somos exatamente contra brinquedos, mas contra o excesso de brinquedos e contra os que têm uma função específica", explica.

Um animal bem pequeno, por exemplo, pode ser colocado dentro de uma bexiga com água, congelado e depois se transformar em um ovo a ser quebrado para retirar o bicho de lá de dentro.

O brincar espontâneo é objeto de pesquisa da cineasta Renata Meirelles. Por conta disso, viajou por 9 estados e estabeleceu-se em 14 comunidades diferentes durante 1 a 3 meses para estudar o assunto e produzir o documentário Território do Brincar, lançado este ano. "O foco foi sempre entender o que a criança faz, elas que dizem o que querem nos mostrar", conta.

Ela e o marido viajaram com os dois filhos, agora com 6 e 8 anos, que também participavam das brincadeiras. Os destinos escolhidos foram locais com pouca estrutura como o Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, ou o Recôncavo Baiano.

"A gente viu muitas que não se utilizam de brinquedos comprados, industrializados, elas reúnem o nada e organizam para compor o que elas brincam", explica, ainda com o encanto da riqueza percebida. "Nesta busca, ela consegue se ver representada por aquelas coisas que ela fez, compôs, arrumou. Cria um diálogo grande com quem ela é."

Para ela, há um "sufocamento da própria infância" com a quantidade de brinquedos de que algumas são cercadas. "Mesmo os brinquedos mais comuns, como carrinhos e barquinhos, para os meninos, quando são feitos por eles, com latas, tábuas, chinelos, pneus e uma gama de objetos contam uma história e geram um vínculo diferente."

Ela conta que impressionam os detalhes, por exemplo, em casinhas com panos colocados como toalhas de mesa e flores para decorar. "Foi incrível a diversidade de composições de brinquedos e brincadeiras", comenta.

Os filhos levaram uma mala de brinquedos que também eram compartilhados e costumavam interessar às demais crianças. "Certamente se você falar que vai dar, eles querem, mas sabem distinguir. Eles dizem, por exemplo, que brinquedo comprado 'quebra', ou seja, os deles, em sua percepção, são apenas modificados."

Para ela, entre tantas lições do projeto Território do Brincar, uma bastante clara é que a infância precisa do ócio e da ausência de brinquedos prontos para que possam acessar os próprios desejos, vontades e interesses. "Elas conseguem concretizar na prática seus sonhos com sua imaginação."

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

05:39

10 atividades de Gincana para aula de Educação Física Escolar

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As gincanas tem como objetivo promover a integração dos alunos em um ambiente lúdico e pré-desportivo, visando a recreação, o lazer, o contato com diferentes atividades físicas e, acima de tudo, o respeito e a cooperação entre eles e os demais envolvidos.

Por ser um grande recurso que os profissionais de Educação Física tem, selecionamos 10 gincanas feitas com materiais que podem ser utilizadas nas aulas.


Caçada

Material: Bola de Basquete, de Vôlei ou de Handebol e Coletes.
Desenvolvimento: Cada aluno com uma bola e um colete enroscado na cintura e é delimitado um espaço na quadra, o aluno fica quicando a bola e vai tentar roubar o colete dos outros alunos sem deixar de quicar a bola e sem deixar que roubem seu colete e sem sair da linha estipulada.
Variações: cada aluno com uma bola, é delimitado um espaço na quadra, o objetivo do aluno é ir atrás de outros alunos quicando a sua bola e tentar jogar a bola do adversário fora da linha estipulada, se um aluno perdeu a sua bola, ele sai da brincadeira e espera o final para depois recomeçar novamente.

Ameba
Material: Cones e uma bola de vôlei ou borracha.
Desenvolvimento: É delimitado um espaço com os cones ou nas linhas da quadra esportiva, de preferência retângula semelhante a limitação da bola queima. É colocado um guarda campo de cada lado e o restante dos alunos no meio. Os guarda-campos tentam queima os alunos que estão no meio, o aluno que for queimado sentado e volta pro jogo quando tocar algum aluno que passar por perto dele. Os guarda-campos podem sair de lá se algum aluno conseguir segurar a bola sem deixar cair no chão.

Cada Macaco no Seu Galho
Material: Bambo lê
Desenvolvimento: É colocado bambo lê no chão marcando a casinha, cada aluno entra em uma casa e sobrando apenas um aluno fora. No sinal desse aluno todos devem trocar de casa, o aluno que sobra paga uma prenda.

Palito de Fósforo
Material: Caixinha de Fósforos
Desenvolvimento: Dois alunos para cada caixinha de fósforo. A dupla que conseguir juntar os palitos e colocar em ordem dentro da caixinha primeiro vence.

Corrida com o Balão
 Material: Bexigas
Desenvolvimento: Corrida com o balão em um percurso reto aproximadamente de 20 metros, controlando o balão de ar com o corpo menos com as mãos.

Assopro Campeão
Material: Bexigas
Desenvolvimento: No circulo central da quadra, 3 contra 3 assoprando o balão de ar para a quadra do adversário, a equipe que conseguir assoprar o balão para o campo adversário vence.

Balão nas Costa
Material: Bexiga
Desenvolvimento: Dois a Dois com um balão de ar nas costa, os alunos deverão percorrer um caminho determinado sem deixar o balão cair no chão e sem estourar, se acaso a bexiga cair, eles volta no inicio e começa novamente, se o balão estourar eles deverão encher outra bexiga e recomeçar na linha de partida.
Variação: balão na testa.

Estouro de Balões
Material: Bexigas
Desenvolvimento: É dividida a turma e entregue balões de uma cor para uma equipe e amarrado os balões no tornozelo do aluno, e outra cor para a outra equipe. As equipes devem tentar estourar os balões de ar da equipe adversária sem que estourem o seu próprio balão.

Torneio de Arremesso

 Material: Bola de Basquete
Desenvolvimento: É numerado de 1 a 10 lugares no garrafão e perto dele. Os alunos devem arremessar para a cesta começando do local 1, e assim que for acertando ele vai subindo de numeração. Quem chegar no 10 lugar e acertar é o vencedor. Se errar passa a vez e continua no mesmo lugar que errou

Acerte o alvo
Material: Cones e Bambo lês
Desenvolvimento: O aluno deve arremessar um bambo lê para encaixá-lo sobre um cone a uma distancia de + ou – de 7 metros. Cada acerto vale um ponto.

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