terça-feira, 25 de outubro de 2016

05:19

8 dicas para se montar um Circuito Motor na Escola


O Circuito Motor é um instrumento pedagógico de grande valor para as aulas de Educação Física, que oportuniza trabalhar um grande número de alunos, proporcionando a todos executarem os movimentos de acordo com suas capacidades individuais e ampliar suas habilidades motoras.

A utilização do treinamento em circuito no espaço escolar é muito importante, principalmente devido à possibilidade de uso múltiplo, que proporciona a prática intensiva de exercícios. Ele pode ser aplicado no campo do desporto, quando se deseja não só empregar um grande número de alunos como também oportunizá-los a execução de um trabalho com resultados satisfatórios.

O circuito motor possibilita que cada aluno aplique a sua carga de esforço, isto é, cada aluno pratica exercícios de acordo com o seu desempenho físico, alcançando assim, um resultado positivo do desempenho máximo individual . Facilita a inclusão no espaço escolar, proporcionando a participação de todos os alunos, sem exceção. O risco de acidentes fica extremamente reduzido, além de proporcionar momentos de cooperação, responsabilidade, autonomia e motivação.

8 coisas para se observar ao programar um circuito motor na escola:

a) Tempo e aplicação: limite de tempo de aproximadamente 20 minutos.

b) Montagem e desmontagem dos estágios: deve evitar a utilização de aparelhos volumosos. Cada grupo de participantes ficará responsável pela montagem e desmontagem

c) Disposição dos estágios: os estágios devem ser dispostos de forma circular ou elíptica para facilitar a troca. Usar números e setas anotadas no chão ou na parede.

d) Proporção de circuito: o número de estágios, que deve ser em torno de 4 a 8, depende do tamanho da turma e do equipamento disponível. Os estádios deverão ser repetidos de 1 a 3 vezes.

e) Escolha de exercícios: deverão ser realizados por todos.

f) Sequência dos exercícios: deverão ser combinados com base numa carga fisiológica o mais variada e ampla possível, alternando os grupamentos musculares e as qualidades físicas.

g) Dosagem do esforço e grau de assimilação dos exercícios: devem ser escolhido de acordo com o sexo e idade. Deve-se precedido de um aquecimento adequado

terça-feira, 11 de outubro de 2016

05:44

Como conseguir 500 jogos e brincadeiras



A recreação é uma atividade muito importante para a educação física escolar e a sua aplicação pode acontecer em qualquer fase do ensino.

Mas como ter atividades sempre diversificadas para não causar monotonia para os alunos?

Apresento o guia de 500 jogos e brincadeiras para que sejam usados na sua aula de Educação Física Escolar, Colônia de Férias ou Eventos que precisem de atividades recreativas.

É uma excelente ferramenta para professores de Educação Física, Pedagogas e Professores dos Ensinos Infantil e Fundamental.

Para conseguir essas 500 jogos e brincadeira, basta clicar abaixo.

sábado, 1 de outubro de 2016

04:01

Uso de eletrônicos em excesso atrasa desenvolvimento infantil, diz Unicamp

Um estudo da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp, em Campinas (SP), concluiu que as crianças que usam aparelhos eletrônicos sem controle e não brincam, ou brincam pouco, no "mundo real" podem ter atraso no desenvolvimento. A pesquisa foi realizada com meninos e meninas de 8 a 12 anos de idade, que ficam de quatro a seis horas diante das telas de computadores, tablets, celulares e videogames.

Para a pedagoga Ana Lúcia Pinto de Camargo Meneghel, que desenvolveu o estudo na FE durante o mestrado na linha de psicologia da educação, as crianças que se enquadram neste perfil acabam não brincando e nem tendo uma rotina, o que afeta no ritmo de construção do desenvolvimento cognitivo.

Apenas uma criança, de 12 anos, tinha construído as noções lógico-elementares, que seriam as noções matemáticas e a noção de espaço"

Ana Lúcia Pinto de Camargo Meneghel, pesquisadora da Unicamp

Ao todo, 21 meninos e meninas de uma escola particular na região de Campinas (SP) passaram por testes para avaliar as capacidades que eles precisam ter para, inclusive, aprender bem o conteúdo ensinado na escola. Para a surpresa da pesquisadora, de todas as crianças, apenas uma mostrou as habilidades esperadas para essa faixa.

"Apenas uma criança, de 12 anos, tinha construído as noções lógico-elementares, que seriam as noções matemáticas e a noção de espaço", afirma a pesquisadora da Unicamp.

Brincar aumenta a criatividade
O uso de eletrônicos em si não é exatamente o problema, segundo a pesquisa, mas sim a falta de brincadeiras no "mundo real".

"O mais importante é eles brincarem. Num parquinho, na piscina, na escola. Precisa oferecer para essas crianças atividades criativas. Atividades que eu vou buscar, que eu tenha curiosidade". explica Ana Lúcia. 

Moradora de uma chácara em Vinhedo (SP), Isabella Bracalente, de 9 anos, aproveita para subir em árvores e explorar brincadeiras, como andar de bicicleta, patins e pular corda.

"Eu acho que só ficar no tablet o dia inteiro, a gente não desenvolve a nossa criatividade. Por isso que eu gosto de brincar", conta a menina.

Segundo a pesquisa, quando a criança brinca, faz uso das operações infralógicas, que garantem noção operatória de espaço, tempo e causalidade. Um exemplo é uma brincadeira simples de entrar debaixo de uma cadeira. A criança precisa viver a experiência para saber se cabe naquele espaço ou não.

Crianças foram entrevistadas
A pedagoga e pesquisadora Ana Lúcia conversou com as crianças e todas afirmaram ter pelo menos quatro aparelhos eletrônicos em casa. Sobre brincadeiras na rua, os meninos e meninas responderam que não brincavam porque os pais não deixavam, por ser perigoso.

Sobre a prática de atividades físicas, das 21 crianças avaliadas, 14 afirmaram que não praticavam nenhuma. As que disseram sim, afirmaram fazer natação, uma ou duas vezes na semana.

A pesquisadora percebeu em outros questionamentos, sobre o que as crianças fazem quando não estão na escola, que muitas não conseguem descrever suas rotinas.

Dificuldades para medir espaço
Entre os testes desempenhados, as crianças tiveram que montar uma torre com peças de madeira em uma mesa e depois outra no chão, com peças diferentes. A ideia é que construíssem torres de igual tamanho. Elas tiveram dificuldades para medir as duas.

Em outra prova, a pesquisadora avaliou a perspectiva. Com a ajuda de uma maquete de casas e fotos de diversos ângulos da maquete, muitas das crianças não conseguiram definir as posições das casas. Ana Lúcia concluiu que essas crianças ainda não tinham desenvolvido a noção de espaço.

E em atendimentos psicopedagógicos, verificou que as crianças sem oportunidade de brincar, explorar e que passam horas diante dos aparelhos eletrônicos, apresentaram dificuldade na hora de organizar os pensamentos. Foi difícil, por exemplo, montar contas matemáticas no papel com um número embaixo do outro.

Fonte: G1

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