sábado, 30 de dezembro de 2017

15:12

Estudo da ONU destaca a falta de atividade física nas escolas públicas

 

Segundo levantamento inédito feito pela ONU, no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), somente 0,58% das escolas brasileiras é considerada Escolas Ativas, que tem a distribuição do tempo e espaço apropriada para a prática das atividades físicas.

Atividades físicas nas escolas brasileiras
 

O estudo considera Escola Ativa um ambiente escolar com práticas variadas de esporte, infraestrutura propícia e participação ativa dos pais. Além de estrutura e incentivo à prática do esporte como rotina, essas escolas são vitoriosas para além das quadras.

Já sabemos que o esporte escolar funciona como um bom incentivo para o desenvolvimento do aluno na sala de aula.

Entre as escolas públicas, mostra o estudo, que quase metade (42%) se demonstra insuficiente para a prática de exercícios físicos, possuindo apenas uma quadra ou pátio. Entre as particulares, 24% estão neste nível.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

06:38

Educação Física Infantil



A questão da Educação Infantil hoje é bastante voltada ao interesse de estar preparando o aluno para o futuro. A ênfase dada a esta questão, tanto por parte governamental como no âmbito da própria instituição (a escola), se preocupa (na sua maioria) com a questão do desenvolvimento intelectual. Visam um objetivo perto do "ideal", em que o ensino infantil dê um suporte para a aprendizagem da criança que se formará para atuar na sociedade.

Infelizmente a Educação Física obtém um espaço no meio escolar apenas voltado para fins recreacionais e de lazer. Atualmente, o papel da Educação Física na escola é de difícil aceitação quanto à sua importância, em ser assumida prática pedagógica na escola.

Sobre esta questão temos o art. 26 da nova LDB em que está descrito que a Educação Física, integrada à proposta pedagógica da escola, é um componente obrigatório da Educação Básica que é constituída por três etapas: educação infantil, ensino fundamental e médio. Esta obrigatoriedade se encontra explícita no Parecer n.376/97, de 11/6/97, do Conselho Nacional de Educação, que reafirma o artigo 26 da nova LDB.

Assim, a Educação Física está inserida como componente curricular, no entanto, sua realização não é garantida, alegando-se que as condições do ensino infantil são precárias.

O que temos visto é que as instituições de ensino infantil, para estarem de alguma forma contemplando esta obrigatoriedade, assumem convênios com escolinhas de esporte para garantir que esta prática aconteça, ou até mesmo incluem aulas de dança, judô, natação que não se caracterizam como educação física escolar abrangendo o aspecto de prática pedagógica.

Fica fácil entender e explicar o porquê desta exclusão: a educação física não tem muito claro qual seu papel, sua importância e qual deveria ser sua aplicação na escola. Esta dificuldade, como nos diz Oyana (1998), surge no passado histórico da Educação Física, nas diferentes épocas em que assume vários papéis, caracterizando-se por um fazer exclusivamente prático e, por isso hoje não possui um embasamento científico/filosófico legitimado.

Segundo os novos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998), existem concepções vigentes em relação ao movimento: o não movimento (em que o movimento não faz parte da prática pedagógica), o movimento ligado à idéia de prontidão (através de exercícios mecânicos e sistemáticos que visam preparar as crianças para agirem sobre o meio físico) e a educação motora para o esporte (abordagem de movimentos ligados somente ao modelo esportivo). São estas concepções que também ajudam a prejudicar a Educação Física, pois, se entendidas desta forma, saem do contexto de prática pedagógica principalmente no período infantil.

Para que seja assumida e caracterizada no contexto escolar como importante, é necessário que se inicie esta busca de identidade e que cada profissional da área comece a desenvolver um trabalho que a justifique .

Desta forma, este estudo buscou enfocar como a Educação Física pode se utilizar de outros conhecimentos como meios para atingir seus própositos. A criança na idade da Educação Infantil, ao iniciar seu processo de escolarização, começa a viver uma nova realidade em sua vida. O papel do professor de Educação Física neste momento é "dar conta" de todos os aspectos que se relacionam com a criança e que estão envolvidos direta ou indiretamente no processo ensino-aprendizagem. É necessário que se saiba quais são as mudanças ocorridas tanto no intelecto quanto no físico e no aspecto comportamental neste período.

Durante esta pesquisa foram citados dois autores que bastante utilizados quando me referi aos processos de desenvolvimento e aprendizagem: Piaget e Vygotsky. Após ter estudado a teoria de ambos, assumo aqui a posição de estar me direcionando mais para o segundo. O porquê deta opção se refere ao fato de que Piaget teve seus estudos relacionados ao desenvolvimento cognitivo, afinal ele foi um psicólogo que estudou como se constrói o conhecimento. Já Vygotsky tem seu estudo mais voltado para a questão da aprendizagem relacionado com a prática pedagógica e consequentemente com o presente trabalho. Isto não quer dizer que serão descartadas as teorias de Piaget, porém a colocação feitas irão justificar as conclusões atribuídas.

Uma vez que a aprendizagem está ligada à relação do sujeito com o objeto, é preciso que se saiba como este processo ocorre e como, em nossas aulas, podemos promover a construção do conhecimento.

A criança, ao "entrar" na escola, possui um conhecimento prévio, denominado por Vygotsky de conhecimento cotidiano, que deve ser levado em conta quando o professor (assumindo o papel de mediador) inicia o processo de construção do conhecimento escolar, denominado de conhecimento científico.

Diante disto, não podemos considerar a criança como um ser vazio, que ao iniciar sua vida escolar vai ser "preenchido" em nossas aulas e que tudo que vai ser ensinado é novo ou possui necessariamente uma finalidade. Ao contrário disso, para a criança, algo que possa ser acrescentado à sua vida e que possua finalidade concreta, que seja adequada a ela, terá maior valor e poderá ser melhor aprendido.

A questão do que ensinar nas aulas de Educação Física de forma estabelecida e fragmentada (como correr, saltar, práticas esportivas, noções de regras), não faz parte deste estudo, pois estaria contradizendo o meu propósito, (não que estes conteúdos devam ser ignorados). O necessário aqui é enfatizar que o bom educador, ao ministrar aulas de Educação Física, não precisa somente conhecer o saber científico da sua área, mas também o processo de desenvolvimento em que se encontra seu aluno, principalmente na fase da educação infantil que possui muitas mudanças e que compreende a base deste desenvolvimento.

Além disso, Piaget nos descreve um conceito que anteriormente já foi dito, referente à reversibilidade (capacidade que a criança tem de seguir um raciocínio, sendo que nesta fase a criança é incapaz de reverter operações), que é de fundamental importância para o que estamos dizendo. Assim, tendo o conhecimento desta questão, o professor deve estar atendo também aos tipos de exercícios que irá propor aos seus alunos.

Dentro dos aspectos de desenvolvimento e aprendizagem, a criança, neste período, que por Piaget é denominado de pré-operatório, encontra-se num mundo do "faz de conta", em que o brinquedo e a situação imaginária é de seu interesse. Nestas atividades dedicam-se bastante, exercendo sua criatividade, realizando suas vontades e muitas vezes projetando no brinquedo sua realidade. Sendo assim, nesta fase o brinquedo é um dos métodos a serem utilizados e que podem estar garantindo uma motivação das crianças em sua aula e tornando o aprendizado mais efetivo e agradável.

Através do brinquedo a criança começa a relacionar-se com outras, começa a trabalhar com regras, com situações em grupos. Assim, o professor de Educação Física pode estar desenvolvendo seus conteúdos, utilizando-se da situação da brincadeira para atingir seus objetivos.

Outra questão a ser considerada neste contexto é a afetividade da criança: nesta fase ela é bastante egocêntrica tendo, portanto, dificuldades em se sociabilizar.Tais valores vão se modificando à medida em que ela se relaciona com outras pessoas e inicia um processo de troca de valores.

Todos estes fatores interferem no processo de desenvolvimento e aprendizagem, inclusive na internalização de conceitos que podem ocorrer com ou sem a presença de um mediador. Vygotsky relaciona o nível de desenvolvimento real, o nível de desenvolvimento proximal e a zona de desenvolvimento proximal ou potencial. Neste aspecto, o professor deve valorizar não só a capacidade do seu aluno em realizar tarefas sem intervenção (ajuda de alguém) como também quando ele é capaz de realizá-las com ajuda, assim como todo o processo que possibilita esta passagem.

Sendo assim, uma Educacão Física escolar como prática pedagógica deve relacionar-se ao mover-se de modo que haja aprendizado destes conhecimentos, conscientização e incorporação da importância do movimento para a vida destas crianças bem como a positividade de se executar movimentos de forma mais consciente, intencional e prazeirosa (Oyana, 1998), pois o movimento é essencial e muito significativo para a criança. É através de seus movimentos que ela se expressa e interage com o mundo. (P.C.N. 1998).

Infelizmente os novos Parâmetros Curriculares Nacionais contradizem-se em sua proposta, pois ao mesmo tempo em que enfatizam o movimento e o brincar como questão essencial na educação infantil, considerando as características das crianças e sua "bagagem", determinam padrões de conteúdos que vão ao encontro da idéia de formar para.

Como foi verificado através da revisão bibliográfica, parece que o objetivo maior não é estar formando crianças. Se estamos considerando os conhecimentos que as crianças já possuem, como trabalhar com padrões de conteúdos, principalmente relacionados ao movimento?

Parece ficar claro que os novos Parâmetros Curriculares Nacionais dão a devida importância a estas questões, porém, como não há um profissional e nem um espaço específico que permita que a Educação Física aconteça enquanto prática pedagógica, o que é descrito parece servir como "manual para os professores da educação infantil".

A Educação Física Escolar deve objetivar o desenvolvimento global dos alunos procurando torná-los mais criativos, independentes, responsáveis, críticos e conscientes. A ação metodológica do professor pode criar estas condições e não apresentar conteúdos de forma rígida e condicionada. Assim poderemos ter uma relevância do papel da Educação Física no processo educativo (Piccolo, 1995). É necessário que se identifique a importância do desenvolvimento de uma motricidade global e harmoniosa. Deve-se compreender as possibilidades e limitações das crianças proporcionando a elas uma percepção adequada de si e a conquista e o aperfeiçoamento de novas capacidades motoras. Dentre as diversas possibilidades de movimentos podemos citar as lutas, subir e descer em árvores, jogar bola, dançar e outras, evitando modelos estereotipados. (P.C.N. 1998).

De fato são muitos os aspectos a serem considerados em relação à aplicação da Educação Física no ambiente infantil. Mas o que procurou-se deixar claro é que o professor possa saber como seu aluno aprende, se desenvolve, internaliza os conhecimentos, quais são as mudanças que ocorrem com ele, bem como quais suas necessidades e interesses nesta faixa etária.

CONCLUSÃO

Podemos concluir que o profissional de Educação Física não deve possuir somente conhecimentos específicos de sua área e sim somá-los aos conhecimentos da criança com a qual esta trabalhando. Deve-se então, estar considerando e valorizando seus aspectos de desenvolvimento, sua maneira de aprender, seus conhecimentos prévios, e ter consciência do papel da escola, que está baseado em viver o presente e proporcionar vivências que tenham finalidades concretas para o cotidiano da criança.

Assim, o professor, com estes conhecimentos como base, poderá elaborar um planejamento de ensino qualitativo, em que suas aulas terão realmente um significado e uma função para a criança e, conseqüentemente, estarão mostrando a real importância desta prática de Educação Física como parte indissociável do processo de educação Infantil.

BIBLIOGRAFIA

DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL Governo do estado de São Paulo, Lei 9.394, Editora do Brasil S/A, 1998.

NISTA-PICCOLO, V.L.. (org). Educação Física Escolar: ser... ou não ter? Campinas, São Paulo: Editora da UNICAMP, 1995.

OYANA,E.R.. Educação Física Escolar: Para quê? Jornal da Udemo, caderno único, 09/98, p. 4.

PIAGET, J.. Seis Estudos de Psicologia. Rio de Janeiro: Firense Universitária, 13. ed., 1985.

REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL para a Educação Infantil Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria da Educação Fundamental, vol. 2-3, Brasília: MEC/SEF,1998.

VIGOTSKI, L. S.. Pensamento e Linguagem (tradução de Jeferson Luiz Camrgo) São Paulo: Martins Fontes, 6. ed.,1993.

VYGOTSK, L.S.. A Formação Social da Mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores, São Paulo: Martins Fontes,1994.

Publicado em 08/06/08 e revisado em 21/12/17

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

06:11

Importância da Psicomotricidade na Educação Infantil

Nesses novos tempos, o desafio é estimular a criança na Educação Infantil sem perder a ludicidade, levando à criança atividades adequadas e prazerosas, respeitando sempre as características individuais. A Educação Infantil tem como propósito o desenvolvimento integral da criança, numa linguagem que consente que as crianças ajam sobre o físico. Por isso, é de extrema importância a abordagem da Psicomotricidade nessa etapa do desenvolvimento infantil, possibilitando que ela compreenda o seu corpo e as maneiras de se expressar por meio dele, localizando-se no tempo e no espaço.

Compreende-se a importância da psicomotricidade para o desenvolvimento infantil, vê-se a necessidade de conhecer as etapas do desenvolvimento humano, mais especificamente os desenvolvimentos infantis, delimitando fatores que faz a ligação da criança com o meio. Neste aspecto, observa-se que as primeiras percepções corporais da criança irão expressar suas sensações, sentimentos e, é a partir do movimento que a criança passa a se conhecer melhor.

Desenvolver o esquema corporal e a psicomotricidade é parte fundamental para uma boa aprendizagem e uma ótima preparação futura perante a sociedade. O autor Seber (1997) afirma que: "É preciso entender que, o domínio de uma atividade não é conquistada de imediata. Só o funcionamento de uma ação pode conduzir a um aprimoramento dos movimentos".

Conhecer o próprio corpo significa ter uma compreensão global do seu desenvolvimento. Isso implica conhecer e entender o seu desenvolvimento motor, sua lateralidade, saber orientar-se no espaço, ter uma memória sinestésica desenvolvida, fazendo com que haja uma interação entre corpo e aprendizagem.

Avaliando que a criança, desde sua concepção, já possui movimentos, e se os mesmos não forem bem trabalhados durante sua infância, trarão sérios problemas na vida adulta, cabe ao educador, detectar as dificuldades de aprendizagem, que pode ser constatado durante o período escolar, e investigar as causas de forma ampla. Sabendo-se que tais dificuldades, podem muitas vezes ser de aspecto orgânicos, neurológicos, mentais, psicológicos, adicionados a problemática ambiental em que a criança vive.

Sendo este um ser social, com cultura e linguagem adquiridas durante sua vida até o momento, trás consigo todo o conhecimento que já adquiriu. Ele faz parte da sociedade e é um ser único, individual e precisa ser trabalhado em sua totalidade, aí entra a importância do desenvolvimento psicomotor do processo ensino aprendizagem.

O processo educativo não deve basear-se somente em teorias, mas também na força das relações afetivas; quando as crianças vivem em um ambiente que as compreende, elas se tornam mais autoconfiantes. Dessa forma, a qualidade na relação entre professor e aluno é fundamental no processo pedagógico.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

10:15

9 brincadeiras pra tirar uma criança do computador


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Entreter as crianças exige muita criatividade. Além das viagens e dos passeios de final de semana, a programação precisa incluir atividades para os momentos em casa. Quando os pais têm disposição, há muita coisa a se fazer. Muitas crianças são mal acostumadas por causa do comodismo dos pais, que acham mais fácil deixá-las em frente ao computador.

Mas nem sempre o problema está na falta de vontade. Muitos adultos esquecem facilmente os tempos de pequenos e precisam de uma ajudinha para bolar recreações. Abaixo, você confere uma série de dicas  para ocupar o tempo do seu filho de forma saudável e, claro, aproveitar a ocasião para também dar muitas risadas com ele.

1. Gincanas

Se você tiver espaço no quintal ou no jardim, esconda objetos e vá soltando pistas para crianças encontrá-los. É como uma caça ao tesouro e vale até pensar numa recompensa no final. Na falta de um quintal espaçoso, use os cômodos da casa para a brincadeira, tomando cuidado com a mobília e com objetos que se quebram facilmente.

2. Tiro ao alvo

Elejam um alvo e, com aquelas arminhas de água, montem um campeonato. Que tal pais contra filhos? Uma idéia é pôr anilina na água para diferenciar os jatos de um time e de outro.

3. Pular elástico

A brincadeira é adorada pelas meninas que passam horas trançando as pernas nas tramas dos elásticos. A diversão é tanta que, na falta de um quintal, não custa experimentar na rua, mesmo.

4. Bolinhas de gude

Um campeonato com elas rende até horas de muito entretenimento. A idéia é trombar umas nas outras ou formar casas, encaçapando as bolinhas do adversário.

5. Construir instrumentos

Não precisa de muito. Com uma garrafa plástica e punhados de areia, você já consegue um chocalho. Uma tira de couro e um pedaço de madeira rendem um batuque. Depois, é só entrar no ritmo da festa.

6. Faça pipas

A diversão começa na escolha dos papéis e na confecção do brinquedo. Não bastasse, ainda tem a delícia que é empinar no quintal ou num parque.

7. Decore uma camiseta

Pode separar uma peça e encher com tina para tecido e purpurina, retalhos e botões. Ela pode virar o uniforme da brincadeira nas férias ou até servir como presente para alguém especial.

8. Modele argila

A brincadeira faz sujeira, mas agrada crianças de todas as idades. Dá para fazer vasos, copinhos e porta-trecos. Além de modelar, as crianças adoram pintar as criações.

9. Monte um balanço

Dá para pendurar na árvore ou até mesmo num pedaço de telhado que fique à mostra. Você só precisa de um pneu velho e de um pedaço de corda reforçado para conseguir montar o brinquedo favorito das crianças nos parquinhos.

Publicado em 12/04/12 e revisado em 08/11/17

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

04:21

Plano de aula para ritmos brasileiros

http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/montecristo/biblio/2008/leitura/imagem/ritmos.jpg
   
Objetivos
- Conhecer as diferentes nuances que compõem o ritmo musical (duração, intensidade e tonalidade).
- Interpretar corporalmente os diferentes ritmos brasileiros.
- Criar ritmos e expressões corporais com base nas canções escolhidas.

100 planos de aulas + 100 atividades + bônus

Conteúdo 

- A dança, o ritmo e suas nuances: forte e fraco, simétrico e assimétrico, agudo e grave e rápido e lento.

Anos
3º a 6º.

Tempo estimado
Três aulas.

Material necessário
Instrumentos musicais (tambor, berimbau, pandeiro, flauta, atabaque etc.), CDs de músicas brasileiras (samba, maracatu, frevo etc.), DVDs de apresentações musicais e de dança, aparelhos de som e de DVD.

Desenvolvimento 

1ª etapa
 
Depois de realizar um levantamento sobre os ritmos e as danças mais presentes na cultura do local, da escola e da comunidade, retome-os numa roda de conversa. Apresente aos alunos dois ritmos ou duas danças que fazem parte desse universo. É interessante trabalhar com exemplos bem diferentes nas variáveis musicais - letra, melodia, intensidade, tonalidade etc. Leve para a sala fotos de alguns instrumentos utilizados nessas manifestações artísticas e, em seguida, exiba fotos e vídeos de espetáculos pertencentes aos temas selecionados. Deixe que os alunos escolham um. Com base no eleito por eles, proponha a realização de uma vivência rápida. Sugira uma interpretação livre da música e faça algumas paradas e perguntas do tipo: como é caracterizado esse ritmo na nossa cultura? De que manifestação da dança estamos falando? Quais os instrumentos utilizados? Como são os movimentos dessa dança? Vocês conhecem esse ritmo? Como podemos descrevê-lo?
Flexibilização de tempo 
Acrescente para todos a experiência tátil de sentir as vibrações. Proponha que coloquem as mãos sobre as caixas de som e distingam o tempo musical por meio de vibrações mais fortes e mais fracas. Dê atenção individual para ajudar o aluno surdo na atividade. Assim ele poderá dançar sentindo as vibrações e não apenas copiando os gestos dos demais.
Flexibilização de recursos
As imagens, tanto de fotos como de vídeos, facilitam a compreensão por parte dele. O intérprete de Libras pode transmitir as discussões e os comentários sobre as imagens.

2ª etapa
 
Tenha em mãos alguns instrumentos musicais utilizados na dança escolhida pelos estudantes. Eles serão convidados a se expressar corporalmente com base nas nuances de sons e ritmos sugeridas pelos instrumentos: graves e agudos, fortes e fracos, rápidos e lentos e simétricos e assimétricos. Estimule a garotada a perceber a relação entre eles e os tipos de movimento e de expressão corporal. Exemplo: quais os movimentos que se relacionam com os sons fortes? Como nos expressamos (dançamos) quando o ritmo é lento? Como dançar em músicas com progressões bastante assimétricas?
Flexibilização de conteúdos 
As associações são priorizadas pelo movimento e não pelo som. Inclua questões que valorizem a identificação visual.
Flexibilização de recursos
O aluno surdo pode receber as explicações em Libras. Utilize imagens e cenas de dança.

3ª etapa
 
Divida a sala em grupos de quatro ou cinco alunos e peça que cada um deles construa uma minicoreografia com base nas vivências realizadas. Deixe os instrumentos, o aparelho de som e os CDs ao alcance de todos para que possam explorar movimentos em função da música. Sorteie um ou dois grupos para apresentar as coreografias.
Flexibilização recursos 
Para marcar os passos, utilize gestos e conte o tempo com palmas. Observando os colegas ouvintes e com a ajuda deles, o aluno surdo dança também.
Flexibilização de tempo
A atividade pode ser repetida ou reforçada na sala de recursos no contraturno.
Avaliação
Numa roda de conversa, verifique se a turma identifica as nuances que compõem os ritmos das diferentes danças e se compreende as características das manifestações da cultura local. Em termos de conteúdo, os alunos devem saber que existem diferentes formas de expressão corporal para cada um dos ritmos e que há coerência entre os movimentos e as nuances de ritmos das diferentes danças.

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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

12:13

Vídeos de Educação Física Escolar



A Educação Física, como componente curricular obrigatório da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio), deve contribuir, e por que não dizer, "interferir" para que as pessoas adotem um estilo de vida fisicamente ativo, pois a orientação por professores qualificados e capacitados fará a diferença na vida dessas pessoas, evitando o sedentarismo e, consequentemente, o surgimento de doenças, como hipertensão, diabetes e obesidade. Elas poderiam ser evitadas, como também o controle da agressividade.

A Educação Física deveria garantir aos alunos o direito de conhecer mais profundamente os esportes, as danças, as lutas, as ginásticas, enfim, as práticas pertencentes ao universo corporal presentes em seu cotidiano. Garantir o direito a esses aprendizados é um dever do professor e da escola, respeitar esses conhecimentos também.

Portanto, para os professores, quanto mais atividades forem aplicadas, melhor será para os alunos. Para ter essa variedade, tenho das dicas: o guia 100 planos de aula + 100 atividades para Educação Física Escolar e as 200 atividades de Educação Física Escolar em Vídeo.

Para aulas cada vez melhores, o professor precisa se motivar. Entender que a Educação Física é de extrema necessidade e importância na escola. Entendendo isso, pode motivar os alunos por meio de aulas diversificadas, interessantes e planejadas. O planejamento para as aulas de Educação Física deve respeitar o contexto social dos alunos, a complexidade dos conteúdos, a inclusão e o nível de desenvolvimento e crescimento motor e cognitivo dos alunos. E, com certeza, ter vídeos de aulas e atividades pré-determinadas ajudam nesse processo.

É importante lembrar que respeitar os conhecimentos dos alunos não significa que devemos nos limitar a tematizar somente os que eles conhecem e vivenciam. Ao contrario disso, devemos proporcionar momentos onde esses conhecimentos sejam ampliados, trazendo para a escola tudo o que diz respeito a seu cotidiano e também outras formas de ver e pensar esses saberes que fazem parte do patrimônio cultural da sociedade.



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

10:14

3 motivos para uso do Atletismo na escola


O atletismo é chamado de esporte base para os outros esportes.   É importante os alunos reconhecerem a importAncia dessa atividade. Afinal de contas, ações como correr, saltar, arremessar e lançar já faziam parte da vida do homem pré-histórico e foram fundamentais para a sobrevivência dele. Portanto, vo te dar 3 motivos para uso do Atletismo na escola:
  • Estimula a compreensão de que ações como correr e saltar fazem parte do cotidiano e de brincadeiras.
  • Mostra que o esporte individual pode estimular o trabalho em equipe.
  • Serve de base para a iniciação em esportes coletivos.

Além de trabalhar as caracteristicas de salto, corrida e etc, o prfessor pode focar na própria competição do atletismo. Assim, o professor deve deixar que os alunos experimentem antes de começar a corrida (e outras provas) de uma forma mais competitiva, sempre lembrando que o objetivo da aula é diferente do relativo ao esporte oficial.

Conheça o guia que vai te dar 100 atividades para Atletismo na Escola. E você ainda ganhará bônus.

Sequência didática para trabalhar os elementos do atletismo  como modalidade esportiva olímpica

Objetivos
- Conhecer alguns elementos doatletismocomo modalidade esportiva olímpica.
- Refletir sobre a questão do gênero nas modalidades esportivas.

Conteúdos
- Conceituação doatletismo.
- Jogos e situações próximas às da modalidade oficial.
- Competições oficiais e as diferenças de gênero.

Anos

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

12:56

Educação Física dentro da sala de aula


Dar aula de educação física em sala de aula requer um pouco mais de preparação da aula, mas você pode desenvolver um trabalho muito interessante, já pensou em trabalhar o raciocínio lógico com os seus alunos? Falar sobre a anatomia do sistema locomotor também é interessante, você não precisa se aprofundar na matéria, mas é um tema importante. Também é possível trabalhar temas como:

  • Cooperativismo;
  • Desporto Individual;
  • Regras de Esportes;
  • Cidadania;
  • História da Educação Física;
  • Fisiologia do Exercício;
  • Projetos Sociais, entre outros.

As opções são muitas, basta criar um projeto interessante para ensinar aos alunos tudo o que citamos e muito mais.

Já é sabido que a Educação física é muito mais que colocar os alunos para jogar bola, eles precisam sim se exercitar, isso é importante e também pode ser discutido em sala de aula, mas essa aula pode ser melhor aproveitada.

Converse também com seus alunos, descubra o que eles gostariam de aprender nessa aula, se preferem aprender um pouco sobre educação física ou aprender como jogar um esporte e suas regras. Se você conversar com eles e combinar as aulas que serão dentro da sala, pode ter certeza que não vai ouvir reclamações, eles vão curtir muito esse novo estilo de aula.

Um tipo de aula legal são os jogos educativos que podem ser realizados dentro da sala como o xadrez, esse é um jogo muito antigo, que pode ajudar a desenvolver várias áreas do cérebro. Esse é apenas um exemplo de jogo que pode ser feito dentro da sala de aula, perfeito para os dias de chuva em que os alunos não podem ir para a quadra.

As opções são muitas, basta criar um projeto interessante para ensinar aos alunos tudo o que citamos e muito mais. Educação física é muito mais que colocar os alunos para jogar bola, eles precisam sim se exercitar, isso é importante e também pode ser discutido em sala de aula, mas essa aula pode ser melhor aproveitada.

Sei bem que para a maioria dos alunos, se um professor de educação física avisa em sala de aula que vai dar aula ali mesmo é motivo para muita reclamação. Se é professor de educação física e dá aulas em sala de aula, provavelmente já passou por isso inúmeras vezes. Esses alunos não sabem o quanto é importante ter aulas de educação física em sala de aula, por mais que seja um momento para eles de recreação, essa aula é importante e eles podem aprender muito.

Tenho dois guias em VÍDEO de aulas de Educação Física para te indicar.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

06:21

Atividades para tirar crianças do sedentarismo



Para romper a barreira do sedentarismo, é importante que o seu filho tenha atividade física com hora marcada, pelo menos três vezes na semana. Escolha uma modalidade que desperte o interesse dele e deixe a competição para mais tarde: por enquanto, é hora de gastar energia e se divertir! Veja algumas atividades bacanas e os benefícios que elas trazem:

BALÉ
O balé expressa os sentimentos por meio da dança. O que é ótimo para crianças mais introvertidas, como uma ferramenta para vencer a timidez. Os movimentos trabalham alongamento, flexibilidade, postura, fortalecimento muscular e criam consciência corporal. As coreografias desenvolvem noção espacial, criatividade, musicalidade e coletividade, já que é preciso acompanhar os movimentos dos demais. As aulas podem começar a partir dos 3 anos de idade, no entanto, a regularidade do uso da sapatilha de ponta só pode acontecer aos 12. Isso porque os pés das crianças pequenas crescem com mais velocidade e o calçado pode alterar a formação dos pés.

CAPOEIRA
Apesar de ser uma luta, quase não há contato físico. Além de jogar, os capoeiristas aprendem a cantar e tocar, desenvolvendo ritmo e musicalidade. Defesa, alongamento, bons reflexos e coordenação motora estão entre os maiores benefícios, assim como tônus muscular e equilíbrio, graças aos movimentos com apoio nos membros superiores e inferiores. Sem falar é que uma maneira bacana e interativa de conhecer a cultura brasileira. A partir dos 5 anos, está liberado.

CIRCO
As atividades são lúdicas, despertam o lado criativo e treinam habilidades, como jogo de cintura e improviso. Sim, há movimentos mais desafiadores, como as manobras nos tecidos e os saltos no trapézio, que garantem fortalecimento muscular e flexibilidade. Por isso, é uma atividade que estimula a coragem e o desafio pessoal e requer orientação e equipamentos de segurança. O circuito acrobático, onde se aprende a dar cambalhotas, pode começar a partir dos 3 anos, mas é só depois dos 6 que as aulas com contorcionismos e saltos acontecem pra valer.

FUTEBOL
Coordenação motora, lateralidade, noção espacial, velocidade de reação e agilidade estão entre os maiores ganhos. Por causa das possíveis colisões, é importante que a criança jogue com outras da mesma faixa etária (que tenham o mesmo tamanho). Como os meninos e meninas crescem com uma grande pressão para terem bom desempenho no esporte-paixão-nacional, não estimule a competição, nem pressione por vitórias. Os maiores ganhos são o sentimento de pertencer a um time, de fazer um bom trabalho em equipe e de se divertir. A criança já pode calçar as chuteiras a partir dos 4 anos.

JUDÔ
Ele é mais do que um esporte: é uma filosofia de vida. Além de proporcionar uma série de benefícios físicos, como ganho de força muscular, alongamento e bons reflexos, também estimula o respeito pelo adversário e a disciplina. Crianças que são mais agitadas ou que ainda não sabem como usar a força da maneira correta ganham maior concentração e autocontrole.  A prática é recomendada a partir dos 5 anos, quando a criança está apta a aprender a maneira correta de cair, sem se machucar.

NATAÇÃO
Aposto que você cansou de ouvir que a natação é o esporte mais completo de todos. E é verdade. O exercício trabalha todos os grupos musculares na mesma proporção, sem impacto, melhora o alongamento e aumenta a capacidade pulmonar, já que o controle da respiração é imprescindível. A única contraindicação é para crianças com alergia ou otites (nesse último caso, tampões feitos sob medida devem resolver). Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, as crianças já podem aproveitar as aulas na piscina a partir dos 6 meses.

PATINAÇÃO NO GELO
Não tem tradição no Brasil (por motivos óbvios), mas vem ganhando espaço. Auxilia no desenvolvimento da coordenação motora, trabalha flexibilidade, agilidade, força e, sobretudo, equilíbrio. A alta velocidade e a superfície escorregadia podem acarretar quedas espetaculares, por isso é indispensável o uso de equipamentos de segurança, como joelheiras, cotoveleiras e capacete. Melhor esperar até os 7 anos.

PAREDE DE ESCALADA
Força, coordenação motora, determinação e um bocado de autocontrole são necessários para chegar até o topo. Como é preciso desenvolver uma estratégia, planejando o melhor caminho a fazer de acordo com disponibilidade de apoios para os pés, é ideal para crianças maiores, a partir dos 7 anos. Antes disso, pode causar um estresse desnecessário.

TÊNIS
A raquete trabalha os reflexos, a força e a coordenação motora. Os jogos podem até ajudar no aprendizado da matemática, já que a criança tem que saber contar os games. O único cuidado é exercitar também os membros inferiores, para evitar desproporções. A raquete deve acompanhar o tamanho da criança, que pode fazer sua estreia no esporte a partir dos 7 anos.

IOGA
Algumas academias já têm aulas direcionadas para crianças. Além do baixo risco de lesão, as diferentes posturas trabalham com alongamento, concentração e flexibilidade, fazendo com que se crie uma consciência corporal. A respiração também é treinada para acompanhar os movimentos. A partir dos 5 anos dá para ensaiar as primeiras saudações ao sol.

Para quem lida com aulas de Educação Física, uma das coisas mais importantes que tem é a variedade nas atividades. Tendo a variedade em mãos, chegar ao objetivo proposto da aula fica mais fácil, além de manter os alunos sempre motivados. Conheça o guia que tem 800 atividades esportivas para serem aplicadas em Escolas ou Escolinhas.  Clique aqui.

sábado, 30 de setembro de 2017

10:31

Educação Física Escolar para além do esporte


http://cdn1.mundodastribos.com/495320-treinador-futebol-criancas-4.jpg 

Nestes últimos anos o Brasil foi e nos próximos será "contemplado" com alguns grandes eventos esportivos de nível internacional e, para nós professores de Educação Física, isso não pode passar despercebido. O esporte espetáculo, as variedades de manifestações da cultura corporal, as políticas públicas esportivas, o marketing esportivo, o incentivo ao consumismo esportivo e os significados de todos estes elementos fazem parte das nossas discussões e vivências enquanto profissionais da área e acima de tudo como educadores e formadores. 
Se no período da ditadura militar o esporte ganhou imensa importância com sua prática voltada para o rendimento e de forma acrítica, fico me perguntando se não corremos o risco de entrar nesta mesma lógica na preparação dos nossos alunos e alunas para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Não especificamente no quesito treinamento e rendimento, mas no afunilamento de conteúdos focados nos esportes, nas suas habilidades físicas e na apreciação do espetáculo esportivo de forma acrítica. Há quem diga que em alguns currículos escolares a Educação Física já foi re-organizada para trabalhar somente com os conteúdos esportivos.
As pessoas que minimamente acompanharam os "bastidores" das notícias de preparação dos atletas para as Olimpíadas de Pequim se chocaram com fotografias de treinamentos exaustivos de crianças e adolescentes chineses. Talvez este seja um caso excepcional e que não aconteceria numa cultura como a nossa e muito menos nas aulas de Educação Física das escolas, principalmente por sequer termos condições dignas para trabalhar. Acredito que não sejamos responsáveis diretamente por estas atrocidades, mas será que a nossa omissão não dá suporte para outras atrocidades?
Educação Física escolar e nossas responsabilidades
Há alguns anos um fato me indignou muito e por isso sempre o cito como exemplo quando vou falar do nosso papel profissional. Muitos devem se lembrar de uma jogadora de basquete brasileira que descobriu estar grávida três dias antes de dar a luz. Como é possível uma mulher passar toda a gestação sem saber que carregava uma outra vida dentro dela? Fiz este questionamento algumas vezes em aulas dos cursos de Educação Física e tive a surpresa de ouvir alguns outros casos semelhantes de amigos e familiares dos alunos. Então eu me pergunto o que foi que esta atleta e essas tantas outras pessoas aprenderam sobre si mesmas, sobre suas sensações, sensibilidades e percepções no decorrer da vida? 
É exatamente nesta questão que quero chegar e desenvolver o meu pensamento. Qual é a nossa função enquanto professores de Educação Física nas escolas? Como contribuímos para que nossos alunos tenham consciência, autonomia e opinião crítica sobre o consumo das atividades físicas, seja de forma ativa ou passiva? De que adianta a Educação Física ensinar o chute, o drible, o passe, o arremesso se sequer o próprio corpo se conhece? Como é a minha respiração? Onde acumulo minhas tensões? Qual a sensação de um movimento sendo feito assim ou assado? Como é minha pele? Como sinto cada um dos meus músculos? Como toco o meu corpo? O que gosto de tocar, de ser tocado ou mesmo o que eu não gosto? De que me serviu as aulas de Educação Física se sequer consigo me perceber, me conhecer, me sentir? Não é a Educação Física o único componente curricular que trabalha especificamente com o corpo em movimento? E por que não com o corpo parado também?
A eficiência dos movimentos, a visão de jogo, o trabalho árduo dos treinos diários tornou aquela atleta do basquete uma profissional de nível internacional, mas parece que todo este trabalho corporal diário se esqueceu de um corpo que não é só eficiência de movimento, também é vida, sensação, percepção e sentimento.
Freire (2002) coloca que além de repensar a reforma do ensino, também é necessário repensar a reforma do conhecimento, afinal, não basta aprender para o jogo, para o teste ou para prova, é preciso aprender para a vida. O autor ainda acrescenta
(...) Aprendemos a agir apenas racionalmente, só sabemos pensar individualmente, passamos a confiar cegamente que alguém irá sempre resolver o problema por nós, e descartamos os sentimentos, a sensibilidade, a beleza como componentes do conhecimento necessário à superação dos problemas cotidianos e planetário. (idem, p. 95).
O educar para a sensibilidade
No capítulo "Educação dos sentidos e a escola da Dona Clotilde", Freire (2001) expõe a importância da educação dos sentidos para a formação do aluno universitário. É necessário cheirar, degustar, ouvir, tocar, falar e sentir para dentro, ou seja, criar para si o que foi vivido, experimentado e quais são estes significados. Esta seria uma das funções da educação: formar o cidadão para a vida (pessoal, profissional e social).
Assim como a "pedagogia da cooperação" está ganhando adeptos e importância no meio educacional (o assunto foi discutido nesta revista em janeiro de 2010), acredito que as "práticas corporais alternativas" (PCA´s) devem fazer parte deste rol de conteúdos abordados nas escolas. Entende-se por PCA´s aquelas que são alternativas aos movimentos mecânicos, estereotipados, que buscam performance e visam a competição. Enfim as PCA´s são práticas sutis, de conscientização e sensibilização corporal, com o intuito do autoconhecimento e o conhecimento e respeito do outro, tais como: yoga, meditação, massagem, danças circulares, reflexologia, antiginástica, tai chi chuan, lian gong, entre outras. 
São poucos os cursos de Educação Física que oferecem este tipo de abordagem durante a formação profissional, por isso, muitas pessoas podem pensar que o trabalho com estas práticas não seria viável a menos àqueles que tiveram ampla formação nas mesmas. Lorenzetto e Matthiesen (2008), autores do livro Práticas Corporais Alternativas, escrevem sobre algumas dessas práticas e as exemplificam de maneira bastante simples e interessante, onde as várias atividades podem ser feitas com as mais diversas faixas etárias. Porém, aconselha-se que primeiramente o (a) professor (a) experimente em si mesmo (a), sinta o que é se perceber, como é entrar em contato com si mesmo, qual é a importância de reservar uns minutinhos do dia para si.
O stress, o bullying, a bulimia, a anorexia, a depressão, a violência e o desrespeito são alguns dos problemas que lidamos na sociedade e no nosso dia a dia nas salas de aula. Inserir um pouco mais de conTATO nas nossas aulas seria um ótimo caminho para minimizar alguns desses desafios.
Este tipo de conteúdo não deve permear somente o currículo oculto, ele pode/deve ser explícito e para isso deve ser planejado e muito bem organizado. O toque carrega significados diferentes para cada uma das pessoas. Apesar de ser algo concreto, em cada uma das peles o tocar e o ser tocado é carregado de lembranças e significados, que podem ser bons caso tenha vivenciado toques agradáveis ou podem ser carregados de sensações negativas, caso as lembranças de toque estejam relacionadas à violência, abuso, desprezo ou indiferença (MONTAGU, 1988).
Iniciar um trabalho com massagem, por exemplo, nas aulas de Educação Física, requer preparação e planejamento. Nas faixas etárias menores a aceitação é mais rápida e o lúdico é sempre bem vindo quando se quer introduzir o abraço, o toque em si mesmo e o toque no outro até que possamos chegar a experimentar o exercício da respiração, do silêncio, da automassagem e da massagem. 
Tive experiências bastante interessantes ao trabalhar com o "tocar" com crianças, adolescentes e adultos. Se dar as mãos já é uma dificuldade, tratar o próprio corpo e o corpo do outro com carinho e respeito no ambiente escolar passa a ser um grande desafio, mas com certeza possível de ser conquistado.
Assim como no trabalho com qualquer outro assunto se deve ter claro quais são os objetivos, o público, quais os conteúdos, os procedimentos, a avaliação (diagnóstica, formativa e somativa), além, é claro, da importância do trabalho nas três dimensões dos conteúdos: conceitual, procedimental e atitudinal, conforme abordados nos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998). Enfim, é importante que os conteúdos sejam tratados de forma ampla, aprofundada e significativa.
Sensibilizar os sentidos é uma forma bastante importante de se iniciar um trabalho com o toque corporal. Em silêncio, ouvir a própria respiração, perceber como ela se comporta; deitar, sentir como o corpo toca o chão, o que toca e o que não toca; perceber a sintonia entre o corpo, o tocar o chão e a respiração; ouvir uma música tranquila e perceber quais sensações e lembranças ela traz; estar num ambiente próximo à natureza e perceber como o ar toca a pele, quais são os odores, os barulhos, as sensações; estar num ambiente agitado, por exemplo, o pátio na hora do recreio, fechar os olhos e perceber quais são as sensações que este ambiente proporciona; permanecer de olhos fechados e deixar-se ser levado por um colega por diferentes lugares, sentir os diferentes pisos, texturas, iluminações e sensações (medo, insegurança, tranquilidade, calma); após perceber o próprio corpo, experimentar tocá-lo com objetos diversos (bexiga, almofada, bolas de diferentes tamanhos e texturas, colheres de pau, objetos de massagem, as próprias mãos, etc.); descobrir diferentes formas de tocar os locais tensos do corpo e aplicar estes toques em grupos; formar duplas e aplicar estes toques no colega; pesquisar diferentes terapias que envolvem o toque e a massagem; compartilhar com os colegas as descobertas; aprofundar os assuntos de maior interesse; buscar profissionais da área que possam fazer uma vivência/palestra com os alunos; aplicar os conhecimentos adquiridos em outras pessoas/familiares, contar a experiência. Enfim, o trabalho é gradativo, do silenciar, ao se perceber, perceber o outro, se conhecer, conhecer o outro, respeitar, ser respeitado, até tocar, acariciar e massagear sem malícias é um longo caminho, que nós, professores, somos responsáveis por ajudar a guiar.
A cultura corporal, se não for trabalhada de forma crítica, reflexiva e sensível, terá sob os olhos de seus profissionais e da sociedade os casos de distorção da imagem corporal, bulimia, anorexia e vigorexia dos jovens; a especialização precoce e suas consequências; o dopping e as condutas antiéticas e antidesportivas; enfim, entre tantos outros problemas, colocaremos em cheque os valores permeados na nossa sociedade e a nossa função enquanto profissionais que lidamos diretamente com a "educação corporal".
Frei Betto expõe de maneira bastante sensível uma percepção sobre o corpo no dias de hoje: "Nunca se falou tanto em corpo como neste tempo que tanto o profana. Nas fábricas, o corpo do operário atrela-se ao ritmo da máquina, como Chaplin critica em 'Tempos Modernos'. Por que agricultores, que fazem tantos trabalhos físicos, não possuem corpos atléticos? Seus corpos, em geral, são duros, rígidos, contraídos, porque usados apenas como ferramentas e não como expressão do ser que somos nessa indivisível unidade corpo-espírito." 
Se não repensarmos nossa função enquanto EDUCADORES físicos, também seremos responsáveis pelo cultivo dos corpos rígidos, contraídos e insensíveis que permeiam as ruas. Felizes, permaneceremos sentados assistindo aos espetáculos esportivos e desconhecendo seus bastidores mais cruéis.

Fonte
Janaina Demarchi Terra é graduada em licenciatura em Educação Física e mestre em Pedagogia da Motricidade Humana pela Universidade Estadual Paulista (UNESP- Rio Claro). Foi professora no ensino fundamental da Rede SESI (Rio Claro) e das Faculdades Integradas de Bebedouro (FAFIBE) até 2008. Atualmente é docente do curso de Educação Física da Universidade Federal de Alagoas (UFAL – Maceió).
E-mail:  janaterra@gmail.com 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

04:48

+ de 300 Exercícios de Voleibol




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Criado por  Giovani Soldera


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

13:30

Brincadeiras de rua adaptadas para a escola

 

Valorizar as brincadeiras de rua é uma das opções para enriquecer as aulas de Educação Física Escolar.  A pergunta para os alunos do que eles brincam com os amigos quando estão fora da escola?

Certa vez, ouvi a resposta "De Balança Caixão" e um dos alunos explicou como era a brincadeira. Os colegas começaram, então, a discutir os detalhes das regras que seriam seguidas por eles quando fossem brincar no pátio.

O Balança Caixão começa quando uma criança é balançada por dois amigos que a seguram pelas mãos e pernas. Enquanto isso, os demais cantam: "Balança caixão, balança você. Dá um tapa nas costas e vai se esconder!" Terminada a música, a criança que estava suspensa é deixada no chão com cuidado (providencie um colchonete para evitar impacto das costas do aluno com o solo) e espera por alguns instantes até que todos - inclusive os colegas que a seguraram - se escondam. Na hora da brincadeira, contudo, tiveram que adaptar as regras.

Outras brincadeiras citadas foram:

Queimada Maluca

Formação: A professora divide a turma em dois grupos ou equipes, delimita uma área da quadra onde uma das equipes ficará dentro da mesma, e os alunos da outra equipe, ficarão espalhados ao redor da mesma área tendo a posse de uma bola.
Desenvolvimento: A equipe que tem a posse da bola deverá tentar acertar nas penas dos alunos da equipe adversária. O jogador atingido sairá da quadra, o tempo de jogo será de cinco minutos para cada equipe, e ao seu término as equipes trocarão de posição, os que estavam jogando a bola passarão a fugir da mesma, os alunos que estão sendo perseguidos podem se defender agarrando a bola, e os que estão tentando acertar nos colegas podem passar a bola entre os componentes da sua equipe. Vencerá a equipe que ficar com um maior número de componentes no jogo.

Cola e Descola
Formação: Alunos dispersos no pátio em uma área delimitada pela professora, exceto dois alunos escolhidos pela professora e designados uma para ser o "cola" e o outro para ser o "descola", este terá a posse de uma bola.
Desenvolvimento: Ao sinal da professora, os alunos deverão tentar fugir do colega designado para ser o "cola", quando algum aluno for tocado, deve imediatamente parar de correr e afastar um pouco as pernas.
O "descola" por sua vez deverá tentar descolar os mesmos, rolando a bola por entre as pernas do aluno que estiver colado. Os que forem descolados continuam a brincadeira normalmente.
A brincadeira termina quando os alunos perdem o interesse pela mesma ou quando se observar o cansaço.
 
Os Caçadores
Formação: Alunos divididos em dois grandes grupos, dispersos na quadra de futsal, com uma bola.
Desenvolvimento: Ao sinal da professora os alunos que tiverem a posse da bola deverão lançar a mesma em direção a outra equipe, tentando acertar em um dos colegas da equipe adversária, enquanto os mesmos tentam fugir, o aluno que estiver com a bola só poderá dar três passos segurando a bola nas mãos, mas pode passar a bola para os outros companheiros de equipe. Quando algum aluno for acertado, deve sentar no chão, mas continua participando da atividade, pois pode continuar recebendo a bola de seus companheiros e acertar em outros colegas, se conseguir acertar o mesmo retorna a atividade normalmente. Quando alguém for acertado a posse da bola passa a ser da equipe do mesmo. A brincadeira termina quando uma das equipes se extinguir, ou quando os alunos perdem o interesse pela mesma.

Caçador
Formação: A professora divide a turma em duas equipes, equipe "A" e "B", as mesmas se colocarão uma de cada lado em uma área delimitada pela professora, separadas por uma linha central, a uns cinco ou seis metros da linha central, nas extremidades da quadra, o professor delimitará outra linha que será as "prisões". O professor decide quem inicia com a bola.
Desenvolvimento: Dado o sinal de início, os alunos que estiverem com a posse de bola deverão tentar lançar e mesma em direção da outra equipe, na tentativa de acertar um aluno (nos membros inferiores), se conseguir acertar algum aluno este deverá sair da quadra e dirigir-se para a "prisão" atrás da equipe adversária, caso tenha-se algum aluno na reserva este poderá substituí-lo, mas depois que o aluno for acertado, não pode mais sair da "prisão", mas pode-se trocar passem com os mesmos na tentativa de acertar um aluno da equipe adversária com maior facilidade. Será vencedora a equipe que acertar em todos os seus adversários primeiro.

Uma outra alternativa para as aulas de Educação Física são as atividades esportivas. Para isso, eu indico as 900 atividades de Educação Física Escolar para ter diversidades de atividades. Clique aqui e saiba mais!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

06:43

Aprenda a fazer a Avaliação Física Escolar

 

Avaliações periódicas e nos mais abrangentes aspectos são necessárias para podermos minimizar a ocorrência de uma identificação tardia de algum tipo de desordem no desenvolvimento humano de uma criança; algumas das características manifestadas por elas que as diferenciam das demais podem tanto ser qualidades ou habilidades relacionadas à individualidade biológica ou pode ser o início da manifestação de maiores proporções na vida adulta.

Uma das avaliações é a avaliação física, através de dados colhidos por esta, poderemos estabelecer a presença da normalidade ou não da curva de crescimento, estado nutricional e outros.

A escola, considerada por muitos como a "segunda casa" permite que a criança ou o adolescente seja assistido por diversos profissionais de cunho educacional, porém, muitas vezes na formação desses profissionais constitui o entendimento de alguns sinais e sintomas que são pertinentes de atenção e quando encontrados são instruídos a encaminhá-los ao profissional correto.

O dinamismo do ambiente escolar proporciona aos profissionais constituintes da mesma, assistirem seus alunos por tempo diário expressivo, a equipe pedagógica também é de significância devido ao fato de não ser um, mas sim, vários profissionais a visualizá-los nas mais diversas ações e situações, muitos delas, não reproduzíveis em casa ou na presença dos pais.

O professor de Educação Física que trabalha na escola pode ter acesso a todas as avaliações que devem ser feitas nas crianças a fim de saber como está o crescimento e desenvolvimento dos alunos.

O curso de Avaliação Física Escolar  oferece ao profissional de Educação Física o conhecimento sobre medidas e avaliação em educação física, antropometria, testes de agilidades, capacidade respiratória e muito mais.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

12:08

Como usar a recreação no Futsal + 6 atividades para aulas



A prática das atividades físicas na Educação Física escolar favorece aspectos como melhora dos processos mentais, a integração do indivíduo ao grupo, autoconhecimento, percepção corporal, temporal e espacial, domínio das habilidades e destrezas físicas entre outros.

Observamos como conteúdo nas aulas de Educação Física escolar a prática dos esportes. Faz-se extremamente necessária a oportunidade de vivência de diversos esportes por parte dos alunos a fim de um melhor desenvolvimento global da criança e do adolescente. Entre os esportes praticados o futsal é muito popular e ganhou a preferência de muitos. É um esporte que traz certa facilidade para ser executado visto que necessita apenas de uma bola, de um espaço e de jogadores.

Veja 6 exemplos de atividades para suas aulas:

1) Nome de atividade: "JOGO DOS 5 PASSES"

Objetivo: Jogo coletivo; Oferecer-se e orientar-se.

Materiais necessários: 1 bola e coletes para dividir as equipes.

Descrição: serão formadas duas equipes que deverão trocar passes. Quando alguma equipe conseguir trocar 5 passes, sem que nenhum adversário toque na bola, marcará um ponto.  

 
2) Nome de atividade: "HAND-FUT-GOL"

Objetivo: Acertar o alvo; Transportar a bola ao objetivo; Jogo coletivo; Superar o adversário.

Materiais necessários: 1 bola e coletes para dividir as equipes.

Descrição: serão formadas duas equipes que deverão trocar passes entre seus integrantes, com as mãos, para que, quando chegarem próximo ao gol, tentem um gol de cabeça ou de voleio.  Não é permitido correr com bola nas mãos, quicá-la ou tirá-la das mãos do adversário.

 

3) Nome da atividade: "4 BALIZAS"

Objetivo: Jogo coletivo; Superar o adversário; Tirar Vantagem Tática.

Materiais necessários: 1 bola, 4 cones e coletes para dividir as equipes
Descrição: na quadra de futsal, além das balizas tradicionais, acrescentam-se mais 2 balizas nas

laterais, no meio da quadra, sem goleiro. Duas equipes enfrentam-se, sendo que cada equipe defende a baliza tradicional e a baliza da direita, enquanto ataca o gol da frente e a baliza da esquerda. Portanto cada equipe defende 2 balizas e ataca outras 2. Após a marcação de um gol a bola deverá sair do meio.

4) Nome da atividade: "5 BALIZAS"

Objetivo: Jogo coletivo; Superar o adversário; Tirar Vantagem Tática; Transportar a bola ao objetivo.

Materiais necessários: 1 bola, 10 cones e coletes para dividir as equipes.
Descrição: distribuem-se na quadra 5 balizas formadas por cones. As duas equipes em confronto podem fazer gol nas 5 balizas, porém o gol só é válido quando um jogador executa um passe entre os cones e outro jogador da mesma equipe recepciona a bola do outro lado. Obs.: Não é permitido fazer dois gols seguidos na mesma baliza.
 

5) Nome da atividade: "JOGO DOS 2 SETORES"
Objetivo: Transportar a bola ao objetivo; Jogo coletivo; Superar o adversário; Oferecer-se e orientar-se.

Materiais necessários: 1 bola e coletes para dividir as equipes.
 
Descrição: divide-se a quadra em 2 setores, onde duas equipes de 6 jogadores se enfrentam.

Em cada setor acontecerá um jogo de 3x3. O objetivo do jogo é fazer a bola passar para o outro setor. Cada vez que a bola é passada entre os setores a equipe marca 1 ponto. Porém, para poder passar a bola para o outro setor a equipe deverá ter trocado no mínimo 3 passes dentro do setor.
 

6) Nome da atividade: "ESCAPE"

Objetivo: Jogo coletivo; Superar o adversário; Acertar o alvo; Oferecer-se e orientar-se.
Materiais necessários: 1 bola e coletes para dividir as equipes.

Descrição: duas equipes de 12 jogadores jogam na quadra de futsal. 6 jogadores de cada equipe enfrentam-se dentro da quadra, podendo cada jogador dar apenas 2 toques na bola. Os outros 6 jogadores da mesma equipe serão distribuídos fora da quadra. Os "escapes" só podem dar 1 toque na bola.

Se você quiser ter mais atividades sobre Recreação no Futsal, este e-book possui 130 atividades recreativas para o futsal, são todas descritivas, onde você poderá acrescentar em seus planejamentos e também podendo fazer adaptações nas atividades. Clique aqui e saiba mais!


 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

16:49

Plano de Aula: Domínio de fundamentos no Voleibol

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Objetivo: Aperfeiçoar os fundamentos toque e manchete;

Duração: 40 minutos

Material: bolas de Voleibol, quadra ;

Faixa Etária: 14 a 17 anos

Parte Prática:
 
1- Aquecimento: corrida inicial de aproximadamente 10 minutos, ritmo moderado;
2- Alongamento geral: Membros superiores (ombros, braços, pulsos), membros inferiores (anterior e posterior da coxa, adutores e abdutores da coxa, panturrilha, tornozelos).
3- Velocidade: 10 piques de 20 metros, em ritmo intenso.
4- Aquecimento 2 a 2 com bola:
- toque de frente;
- toque lateral;
- toque em suspensão;
- toque "chutado";
- toque alto;
- manchete de frente;
- manchete lateral;
- jogador domina a bola de manchete, e volta a bola com toque;
- jogador domina a bola de toque, e volta com manchete;
- jogador domina a bola com toque de frente e volta com toque de costas;
- jogador domina a bola com toque de frente e volta com manchete de costas;
- jogador domina a bola com toque alto de frente, faz um giro de corpo de 360 graus e volta a bola com toque;
- jogador domina a bola com toque alto de frente, faz um giro de 360 graus e volta a bola com manchete;
- jogador domina a bola com manchete alta, gira 360 graus e volta a bola com toque;
- jogador domina a bola com toque alto de frente, toca as duas mãos no solo e retorna a bola com toque;
- jogador domina a bola com manchete, toca as duas mãos no solo e retorna com toque.

COMENTÁRIOS

 Todos os exercícios são feitos em duplas. O objetivo é aperfeiçoar o domínio de bola dos atletas.

terça-feira, 25 de julho de 2017

08:42

Jogo de Peteca na Educação Física


http://www.fazfacil.com.br/wp-content/uploads/2014/04/20140424-jogo-da-peteca.jpg

Em relação à peteca, alguns especialistas apontam a origem estritamente brasileira, proveniente de tribos tupis do Brasil e que se expandem em regiões densamente populadas pelos indígenas, como Minas Gerais. Considerada a partir de 1985 como esporte oficial, genuinamente brasileiro, a peteca, antes confeccionada em palha de milho, com enchimento de areia ou serragem, e com penas de galinha, hoje aparece padronizada com rodelas de borracha sobrepostas e quatro penas brancas de peru.

A enciclopédia Mirador Internacional (1976, p. 1344) afirma ser a peteca uma espécie de bola achatada de couro ou palha, em que se enfiam penas, cuja origem é indígena (em tupi, “bater” é “peteca”, em guarani, é “petez”). Brinquedo de inverno no Brasil, seu uso coincide com a colheita de milho e com as festas de Santo Antônio, São João e São Pedro.

Depoimentos de Manoel Tubino reafirmam essa origem, chamando a atenção para sua disseminação em Minas Gerais, a partir de 1931, em reduto antigamente habitado por indígenas (Folha de S. Paulo, 2-6-87).

Entretanto, Grunfeld (1979, p. 254), na obra Jeux du Monde, refere-se à peteca como um jogo que se lança de um para o outro com uma bola munida de penachos ou plumas, que se pratica na China, Japão, Coréia, há mais de 2000 anos.

Afirma que antigamente se usava tal jogo para treinamento militar. Pensava-se que tal tipo de jogo melhorava as habilidades físicas do soldado. Na Coréia, os mercadores ambulantes jogavam as petecas uns para os outros pra se aquecerem do frio.

Uma versão menos prática do jogo é aquela em que se utilizam palhetas de madeiras, as raquetes. Em certos desenhos da Grécia clássica, encontra-se um jogo similar ao da raquete ou peteca. Em alguns países, é um jogo tradicional para meninas; no Japão ele faz parte das celebrações do ano novo, e na Inglaterra, sob a Dinastia dos Tudor, servia para pedir graças. Sempre jogando, elas cantavam refrões como:

Peteca, peteca, digam-me a verdade
Quantos anos eu vou viver?
Um, dois, três (id, ibid).

O Jogo da Peteca
De origem indígena, este jogo teve sua prática regulamentada, por muitos anos, nos Clubes América e Regatas São Cristóvão do Rio de Janeiro.

Conta-se que, em 1928, nas Olimpíadas de Antuérpia, os brasileiros exibiram esse jogo, desconhecido dos europeus, causando-lhes tão boa impressão que foi solicitada, ao médico esportivo Dr. José Maria de Melo Castelo Branco, sua regulamentação.

Enviada posteriormente, tornou-se, o jogo, mais difundido na Finlândia do que no Brasil, conforme declaração de atletas, em recente visita ao país.

É comum, em clubes esportivos e nas praias, indivíduos se reunirem em círculo, tendo ao centro um elemento que recebe e distribui a peteca aos demais. O do centro é substituído pelo que deixa a peteca cair. O objetivo é mantê-la em trajetórias aéreas, impulsionada pela palma das mãos.
São realizadas, também, competições rudimentares, em grupos de 2 a 3 elementos, em cada campo, separados por um cordel esticado, contando ponto quanto a peteca não é rebatida e vai ao chão.

Competição Regulamentada

Campo: O campo é representado por dois retângulos de 10 m de largura, por 20 m de fundo e separados por uma zona neutra, medindo 3 m. Duas redes, de 1 m de altura e 10,5 m de comprimento, limitam esta zona. Um poste de 5 m de altura será colocado em um dos lados da zona neutra, com uma verga, destinada a assinalar a altura dos 5 m.

A deficiência de material ou de espaço permite-nos adotar a quadra de voleibol: uma rede ou um cordel deve ser estendido entre os postes, a 1 m de altura; a 1,5 m da rede ou cordel, de cada lado, demarcam-se linhas que constituirão a zona neutra.

Peteca: A peteca deve ser de pelica ou de couro maciço, cheia de crina animal ou de serragem, medindo o seu corpo 8 cm de diâmetro, tendo o peso variável de 75 a 85 gramas. Para moças e crianças, pode ser usada a peteca de 65 gramas. Atualmente, há petecas de fácil confecção, como as de disco de borracha, as quais também poderão ser usadas.

Equipes: Os jogos oficiais são efetuados com equipes constituídas por 5 elementos, que serão assim distribuídos: dois atacantes, na frente; dois defensores atrás e um sacador, no centro; ou ainda, dois na frente, dois no centro e um atrás.
Executado o saque, os jogadores colocam-se em posição que a tática melhor recomendar.

Juizes: Nas competições oficiais, haverá um árbitro, um apontador, um fiscal e dois juizes de linha.

Partidas: Sorteado o campo ou o saque, o vencedor escolhe um ou outro, iniciando-se o jogo pelo jogador central, que dará o saque. Este deve ser dado de baixo para cima, de modo que a peteca passe sobre a rede, no mínimo a uma altura correspondente ao ombro dos jogadores adversários. No momento do saque, os atacantes adversários não devem se colocar aquém da linha média do seu campo; a peteca deve, no saque, ultrapassar essa linha média, no mínimo à altura dos ombros dos jogadores adversários, e cair dentro do campo, quando será o lance considerado válido. Quando cair fora das linhas que limitam o campo ou passar a uma altura abaixo da linha dos ombros dos jogadores, o saque não será válido. Três saques maus correspondem à perda de um ponto, pela equipe sacadora. Com exceção do saque, os demais lances poderão ser executados à vontade, uma vez que o arremesso não seja de cima para baixo.

Conta-se um ponto e perde o saque toda vez que um grupo não rebater a peteca, deixando-a tocar o solo dentro de seu campo, ou então, quando um dos jogadores cometer uma das seguintes faltas:

a) Bater ou tocar na peteca mais de três vezes consecutivas;
b) Prendê-la entre os dedos, contra o corpo ou qualquer objeto;
c) Arremessá-la além das linhas que limitam o campo;
d) Tocar o corpo ou a peteca na rede ou corda;
e) Arremessar ou defender a peteca com as duas mãos;
f) Tocá-la depois de rebatida três vezes, no próprio campo, sem ser devolvida;
g) Tocar com o corpo o solo ou qualquer objeto fora das linhas laterais, finais ou zona neutra;
h) Passar a mão por cima da rede;
i) Deixar o campo sem prévia licença do árbitro.

Em caso de dúvida quanto à validade de um ponto marcado, volte-se o saque (novo saque).

Tática de jogo: A tática de jogo resulta do domínio da peteca com qualquer das mãos. Em geral, os jogadores que recebem o saque são os da defesa, os quais devem passá-la, rapidamente, para os atacantes que se incumbem de devolvê-la ao campo contrário, procurando atirar no lugar em que seja mais difícil de ser recebida, isto é, procurando deslocar um dos jogadores adversários ou aproveitar uma posição adotada pelo grupo adversário; ou ainda, descobrir o ponto fraco ou pontos fracos (jogadores menos hábeis) e arremessar, especialmente, contra eles, a peteca.

Publicado em 26/08/09 e revisado em 25/07/2017

segunda-feira, 17 de julho de 2017

08:21

Como ter mais eficiência no ensino do Futebol?



O futebol é um esporte coletivo, mas, às vezes, ainda é tratado com esporte individual, em que os atletas passam pelo aprendizado, de forma analítica da técnica, separando-a do jogo.

É importante que desde o começo do processo de ensino, os jogadores entendam uma gama de princípios que começa na maneira que eles se relacionam com a bola, com seus companheiros de equipe até como ocupam o espaço de jogo.

O TOP 100 Futebol - 100 atividades de Futebol tem atividades que procuram integrar o aluno ao jogo de futebol e não só treinar um fundamento específico.

Dentre as atividades que temos dentro do TOP 100 Futebol estão:

Atividades para passe
Atividades para cabeceio
Atividades para domínio de bola
Atividades para Chute
Atividades conjuntas reunindo vários fundamentos

Para o profissional que trabalha com esse esporte, é importante ter em mente que atividades que envolvam o jogo na prática trarão mais desenvolvimento aos alunos. A eficiência no ensino será dada pelas atividades realizadas em conjunto.

Conheça o TOP 100 FUTEBOL ESCOLAR.

sábado, 15 de julho de 2017

05:27

8 formas para o professor de Educação Física Escolar ganhar dinheiro


Esse post tem como objetivo te convidar para se tornar afiliado desses produtos abaixo e ganhar dinheiro com os seus contatos, seja de rede social, email, whatsapp dentre outras formas de comunicação. 

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04:57

Plano de Aula: Queimada maluca


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Objetivo: queimar, não ser queimado e salvar seus colegas. As crianças terão oportunidades de jogar tentando manter o jogo vivo. Para isso poderão ou não manter os colegas jogando.

Objetivo do Professor:
avaliar seus alunos quanto a participação, cooperação e competição. Avaliar quais atitudes individuais e coletivas estão acontecendo nas sua aulas.

Propósito: colocar os alunos frente a frente com a sensação de vencer ou colaborar. As crianças estarão avaliando seu desenvolvimento de acordo com o equilíbrio do jogo.

Recursos:
uma bola de meia e giz.

Número de participantes: pode ser jogado com diferente números de crianças, sendo maior que 10 para maior motivação. Caso seja um grupo muito grande (40) pode-se usar 2 bolas.

Duração: dependerá do interesse do grupo e da avaliação do professor. Normalmente 20 a 30 minutos.

Descrição: todas as crianças deverão ficar em um espaço suficientemente grande para que todos possam correr e se deslocar sem grandes riscos de choque. Elas receberão um pedaço de giz e anotarão no chão ou na parede, seu nome a letra Q (queimei), a letra M (morri) e a letra S (salvei). O professor joga a bola de meia para o alto e está dado o início. Pode-se colocar uma música para acompanhar o jogo. A criança que pegar a bolas, poderá no máximo dar 3 passos para arremessar a bola nos colegas. Caso ela queime alguém este deverá marcar o que houve e depois ficará sentado no lugar. A criança que atirou também deverá marcar que conseguiu queimar o colega. Para salvar bastará que a criança deixe de JOGAR NO OUTRO e passe para quem estiver sentado (JOGAR PARA O OUTRO). Está então poderá levantar e continuar jogando. Todos os acontecimentos deverão ser anotados para futura análise e discussão em grupo.

Dicas: este jogo é muito bom para que o professor possa avaliar o comportamento real de seu aluno. É possível detectar crianças mais cooperativas (salvam mais), mais competitivas (salvam menos), crianças que fazem parcerias, e trazendo com isso a oportunidade de fazê-los VER. É necessário que o professor proporcione o momento de debate, com tranquilidade, para ouvir os comentários e fazer as possíveis colocações. O professor poderá fazer o jogo sem a marcação e depois colocá-la para eles possam avaliar. É importante colocar que existem diferentes crianças jogando e elas têm a liberdade de serem verdadeiras. Não podemos impor as atitudes e sim mostrar os diversos caminhos que elas podem seguir.

Publicado em 28/02/12 e revisado em 15/07/17

segunda-feira, 10 de julho de 2017

12:29

6 formas de desenvolver o trabalho em equipe no Voleibol


O voleibol ou vôlei é um esporte praticado entre duas equipes numa quadra retangular (aberta ou fechada). Esta é dividida por uma rede colocada verticalmente sobre a linha central.
Ele utiliza uma bola e inclui diversos passes com as mãos. Seu objetivo principal é lançar a bola por cima da rede e fazê-la tocar no chão do adversário.
Há alguns aspectos que devem ser observados para desenvolver um bom trabalho em Equipe

1 - Pratique em diferentes posições.
Para ser um melhor jogador, é preciso aprender a jogar de todas as posições; você precisa ter experiência em todos os cantos da quadra, independente da sua altura ou sua capacidade de levantar. Mesmo que seja melhor em uma posição especifique, jogue de todas elas.

2 - Movimente-se.
Vá atrás de todas as bolas, mesmo que ache que não conseguirá pegar. Tente acertar todas as bolas como se fossem sua última jogada toda vez que você jogar. Se estiver a 110%, todo o time sentirá a pressão e a acompanhará. Eventualmente, todo o time estará com todo o gás na quadra.

3 - Comunique-se com seus companheiros de equipe.
O vôlei depende de uma boa comunicação e o melhor time na quadra é normalmente a equipe que mais se comunica. Fale "vai" ou "minha" muito alto para evitar confusão entre você e seus companheiros de equipe. Grite se a bola está dentro ou fora e fique de olho no jogo. Todo o seu time vai se beneficiar com um jogador se comunicando.

4 - Aprenda. Bons jogadores de vôlei sabem que eles sempre precisam melhorar. Aprender a aceitar críticas construtivas e sugestões é uma parte importante de melhorar o seu jogo, esteja você em um time de vôlei ou jogando informalmente com os amigos. Se alguém, um treinador ou um companheiro de equipe, faz uma sugestão, ouça abertamente e tente integrar novas ideias em sua rotina. Faça uma meta para melhorar.

5 - Seja um jogador mentalmente forte.
Se perder uma bola, mantenha o pensamento positivo. Basta seguir em frente e concentrar-se no próximo saque. O voleibol é um esporte mental e o desanimo trará um impacto muito negativo no seu jogo. Mantenha-se focado e com a intenção de ganhar. Fique firme no seu propósito; quando os outros jogadores perceberem seu empenho, todo o time melhorará.

Fique alerta, mesmo se estiver ganhando com uma vantagem de 10 pontos, o jogo ainda pode virar. Concentre-se no jogo até o final e não mude o seu foco até que tenha acabado.
Seja um bom esportista. Saiba que mesmo se não ganhar, é possível jogar novamente e dar o melhor de si. Seus companheiros de equipe apreciarão a sua boa atitude, independentemente de seu desempenho.

6 - Incentive seus companheiros de equipe.
Cumprimentos e incentivos positivos sempre ajudam. Esteja você jogando ou no banco, sempre esteja torça sempre e mantenha o foco.

Para terminar esse post vou dar uma dica bacana. Conheça o guia Voleibol: Como Montar Treinos Passo a Passo e + de 170 exercícios.  Tenho certeza que será muito útil em aulas e em treinamentos de Voleibol.
Até a próxima!

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