Curso online de O Brincar e o Aprender na Educação Infantil

terça-feira, 16 de maio de 2017

13:39

A relação entre Educação Física e Esporte: alguns mitos e verdades

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Introdução

Para Helal (1990), esporte é qualquer competição que inclua uma medida importante de habilidade física e que esteja subordinada a uma organização mais ampla que escape ao controle daqueles que participam ativamente da ação.

Os pressupostos básicos que caracterizam o esporte estão ligados a idéia de competição, performance, motivação extrínseca e inflexibilidade das regras. Estes pressupostos aliados às influências externas da política, da psicologia, do marketing, da administração, da sociologia, caracterizam o esporte como atividade peculiar (VERENGUER, 1989).

A prática esportiva está presente desde os primórdios da humanidade, onde o seu verdadeiro sentido se transforma com a realidade atual, esta mutação pode ocorrer, por exemplo, desde a busca por uma condição física até para a atividade competitiva em si.

O esporte é na atualidade um dos principais fenômenos sociais e uma das maiores instituições do planeta. Ele tem refletido a forma como a sociedade vem se organizando, espelhando as diferenças entre Estados, povos e classes sociais, além de se tornar um dos principais elementos da indústria cultural contemporânea, matéria prima dos meios de comunicação de massa e uma das poucas formas, reconhecidamente, honestas de rápida ascensão social (RÚBIO 2002).


Esporte e educação

As crianças são mantidas imóveis enquanto "aprendem" porque ainda persiste o ranço de que o corpo que se movimenta não tem nada a ver com a mente que raciocina... a desordem é ignorada no espaço da ordem. Uma não convive jamais com a outra. Freire (1991) As pessoas são "educadas" como se fossem um espírito ou uma mente. O corpo fica do lado de fora das instituições. A caricatura das escolas é um corpo minúsculo com uma imensa cabeça.

Quando na escola a Educação Física se volta única e exclusivamente para a prática esportiva existe uma exclusão daqueles que mais necessitariam desenvolver-se. O profissional da área se marginaliza pelo fato de só saber trabalhar com o corpo, desprezando outros aspectos do ser humano, como o cognitivo, afetivo, social e psicológico.

Na concepção dos professores de Educação Física em determinadas ocasiões, o esporte é considerado como um conteúdo mínimo e único, o que acaba se tornando a exclusiva prioridade a ser promovida entre seus alunos: aos que jogam bem, a oportunidade de praticar; aos que possuem dificuldades, acabam como juiz, gandula ou ainda sentados no banco, só observando a turma jogar. Nestes casos, não há saúde social, ou, sequer, saúde motora. Como deve se sentir o aluno que permanece sentado durante toda a atividade dos colegas? O que ele acaba por representar? E sobre a prática de distribuir os alunos em dois times, onde são escolhidos um por vez, alternadamente: como se sente o último a ser escolhido? Como "resto"? São estas as práticas a serem repensadas (BARRETO, 2003).

Em desacordo com a percepção de estética, os PCN's opõem atividades competitivas a recreativas - como se tal divisão fosse humanamente possível - afirmando que nas primeiras se valoriza a eficiência e nas segundas atividades a plasticidade estética. A harmonia corporal conseguida para se atingir a perfeição atlética resulta num conjunto de movimentos esteticamente conseguidos, isto já para não falar das modalidades de muita estética, tais como as diversas ginásticas, principalmente a rítmica e a aeróbica, que acabam sendo colocadas como de manutenção da saúde e não em um outro item de atividades rítmicas ou expressivas ou mesmo inseridas nas atividades de competição. Existe a necessidade de dissociar a Educação Física escolar de treinamento esportivo. A inserção dos alunos obesos, lentos e sem muita coordenação motora trará mais qualidade de vida ao conjunto, ensinando, não apenas, nossos limites, mas também em como conviver com os limites alheios. Nas escolas, os pré-requisitos para os professores de Educação Física não devem ser grandes atletas que sabem jogar, devem ser grandes professores que saibam ensinar. Do contrário, o Esporte deixa de ser um agente de inclusão social para ser um fator de exclusão social, onde "quem joga bem, joga; quem não joga bem, que fique quieto e não atrapalhe" (BARRETO, 2003).

Não tem como negar que o esporte é um facilitador para desenvolver atitudes de respeito, disciplina, companheirismo, a relação intra e interpessoal e assimilação de vários conceitos. Contudo se a sua prática visa apenas o rendimento e grandes performances em competições de alto nível, fazendo com que as aulas de Educação Física escolar se transformem em treinos que propõem apenas o rendimento padronizado e permite que só uma minoria tenha sucesso sobre a grande maioria rotulando - os desde cedo de fracassados, o esporte, dentro da escola, pecará no cumprimento de seus reais objetivos.

Para uma educação satisfatória e de sucesso dentro da Educação Física é importante referir que a prática desportiva constitui um fator principal na construção da cidadania, já que especificamente compõe um dos raros espaços de que o educando dispõe para vivenciar a ludicidade. Soma-se a este aspecto o valor do esporte em poder incentivar a procura por hábitos saudáveis desde cedo, prevenindo males e procurando combater o sedentarismo. Esporte e saúde, esporte e estilo de vida ativo, esporte e participação, esporte e inclusão social, esporte e cidadania, esporte e qualidade de vida: eis as questões que devem nortear a prática educativa através do esporte educacional. O poder de crítica do educador, certamente, será fundamental para fazer da escola o espaço político onde o destaque não seja apenas pela produção de riquezas, mas também como uma forma de permitir ao educando vivenciar a sua própria humanidade


Esporte e saúde

Cada vez mais está sendo possível presenciar com freqüência termos como "stress" e "qualidade de vida" devido ao momento atual do país e a carga árida com a qual as pessoas estão sendo sobrecarregadas, e sobre estes termos é que os objetivos e os fins da ação educacional da Educação Física devem operacionalizar sua prática através do esporte orientado principalmente para o bem estar.

Para Ribeiro (2001) saúde é alegria de viver. É estar encantado com a vida. É ter entusiasmo, alegria, vitalidade, disposição. Saúde é um processo de equilíbrio do organismo. São milhões de mecanismos interagindo e movimentando o interior do seu corpo para que tudo funcione adequadamente. A pessoa encantada pela vida tem o cérebro trabalhando na formação de hormônios de altíssima qualidade que vão nutrir a perfeita elaboração da química interna nos bilhões de reações que ocorrem no organismo todo o tempo.

Muitas vezes os esportes são praticados de forma incorreta, podendo representar desafios inatingíveis, níveis de exigência incompatíveis com realidade atual, que acabam levando a situações de risco para a saúde ou mesmo na melhor das hipóteses a desistência de um projeto que se mostrava promissor.

A prática esportiva, ainda que em excesso, não mata ninguém isoladamente. Mas também não se pode negar que essa prática desmedida, muitas vezes cobrada dos atletas atualmente, tem papel decisivo na evolução de determinados quadros patológicos, tornando o atleta mais vulnerável a determinadas complicações. Sendo assim, a situação só chegará a condições críticas se houver uma doença pré-existente - o esporte não cria cardiopatias (MARQUES, 2004).


Esporte e democracia

Para uma Educação Física e o Esporte realmente preocupados com o ser humano não basta concordar plenamente com a sociedade. É necessário que se faça uma permanente crítica social; seja sensível às diversas formas de repressão a que as pessoas estão sujeitas e as ajudem a entender os seus determinismos e superar os seus condicionamentos, tornando -as cada vez mais livres e humanas (MEDINA, 1989).

Existe a predominância da racionalização e o fenômeno da descorporalização, e a exploração do corpo do trabalhador no sistema capitalista, corpo separado do espírito, dominado pelas elites e devidamente controlado pelo Estado, que agiu nos corpos dos indivíduos, oprimindo-os e dominando-os. A abstração inerente ao modo de produção capitalista trouxe, assim, a ruptura das relações imediatas do ser humano com seu corpo e com a natureza, gerando a valorização do intelectual em detrimento do trabalho corporal e manual, destinado sempre às classes dominadas. (GONÇALVES, 1994).

Está cada vez mais claro que no sistema capitalista o real é o limite e os atos esportivos vão contra a relação entre os meios e os fins. Neste modelo de sociedade, o esporte passou a ser regido pelo desempenho, pela lógica da vitória a qualquer preço, por uma postura mercantilista. O esporte seria uma mercadoria como qualquer outra e os esportistas, produtos a serem consumidos por um mercado cobiçado de bons negócios. Deste modo, é com esta grande competição presente na sociedade que surgiram novas necessidades que devem merecer dos educadores reflexão e ação.


Esporte e cidadania

O corpo, que antes era incentivado a se moldar de acordo com as necessidades das fábricas e dos meios de produção, agora passa a ser influenciado a se enquadrar nos ideais de uma nova indústria, chamada Indústria Cultural, por ser capaz de modificar, produzir, ou orientar a criação de novas tendências de comportamento dentro da sociedade. Em busca por se adequar a essa nova necessidade de "corpo perfeito" vem criar um novo indivíduo que deixa de ter uma identidade própria, passando a expressar a identidade que as várias etiquetas lhe concedem (SCHNEIDER, 1999).

Dentro da relação corpo - sociedade existe um peso que influencia fortemente a estrutura sócio - econômica e que esta que define, de cera forma, os limites e modelos da estrutura corpórea do brasileiro. Desde a gestação o ser humano é modelado pelos vários vigentes, pela cultura, pela situação da classe social a qual pertence, e assim, dentro destas circunstâncias, nasce, cresce, vive, sobrevive, adoece e morre.

O mundo atual está ancorado em um modelo de existência em que o tempo e o fruto da ação humana constituem a matriz da convivência em sociedade. Nestes dois pólos, o homem, sujeito de sua própria história, tem experimentado palpáveis estilos de vida jamais imaginados e que não raro resultam por contrariar tudo aquilo que foi produzido como conhecimento e, desse modo, as verdades dos séculos XVIII, XIX e XX foram abaladas em função da busca de um ser perfeito no que se diz respeito ao físico.

Contudo, a Educação Física assim como a prática esportiva, apresenta evidências de que poderá participar do processo de crescimento e desenvolvimento humano, desde que se estruture a partir da caracterização da concepção de corpo que assume, da conceitualização e especificação de suas atividades próprias e de criar condições para humanizar, democratizar e organizar princípios que garantam a práxis pedagógica, tendo em vista superar a concepção de homem, de mulher, visto como um corpo máquina, que não pensa, não vive intensamente, limitado apenas a reproduzir o movimento que lhe é determinado (SILVA, 1995).


Conclusão

Cada dia mais estamos considerando o corpo humano como uma verdadeira construção cultural, sendo comparável a um pedaço de madeira que cada um esculpe de acordo com a sua própria vontade e satisfazendo os mais variados projetos individuais.

O desporto, na sua função de microcosmos da sociedade, há muito que se multiplicou em sentidos, permitindo que outras atitudes perante si também se pluralizassem sem, contudo, renunciar à sua essência. Há muito que o desporto convocou para o seu seio a estética, a construção corporal idealizada na beleza das formas, a auscultação de novas sensações corporais, como o risco, o prazer, a experiência da subjetividade e, obviamente, a beleza.

O homem tem a consciência que é um ser finito e essa consciência cada vez mais é nos proporcionado pelo corpo. Com efeito, o tempo somatiza-se, modificando de tal forma os nossos corpos que basta a imagem destes para que consigamos perceber a idade do outro. Na busca da eternidade, o homem moderno tudo faz para que o corpo não evidencie as inapagáveis marcas do tempo, tentando assim iludir aquilo que é inflexível e, até hoje, invencível. Cresce o número daquelas pessoas que não querem ser vistas com determinado rótulo exterior, reflexo do tempo, mas com um outro, mesmo que o interior seja completamente diferente. Querem ser vistas sem o tempo, cristalizados num momento efêmero mas socialmente confortável, ou seja, querem permanecer jovens. O corpo associado a estas idades é aquele onde tudo parece ser harmonia, onde a beleza se irradia com mais evidência, onde se atinge melhor a ilusão da idéia de perfeição humana. É ainda o corpo com que muitos de nós gostaríamos de perpetuar para a eternidade. Para que tal aconteça é necessário construir uma imagem esteticamente agradável, valendo tudo, mesmo o desporto, assumindo este um importante papel para a consecução deste processo de simulação (GARCIA, 1999).


Referências bibliográficas

BARRETO, Selva Maria Guimarães. Esporte e Saúde. Revista Eletrônica de Ciências - Número 22 - Outubro / Novembro / Dezembro de 2003.

FREIRE João Batista. De corpo e alma: o discurso da motricidade. São Paulo: Summus, 1991.

GARCIA, R. Da desportivização à somatização da sociedade. In: BENTO, J.; GARCIA, R.; GRAÇA, A. Contextos da pedagogia do desporto. Lisboa: Livros Horizonte, 1999. p. 113-63.

GONÇALVES, Maria Augusta Salin. Corporeidade e educação. Campinas: Papirus, 1994.

HELAL, Ronaldo George. O que é sociologia do esporte?. São Paulo: Brasiliense, 1990.

MARQUES, Renato. Esporte é Saúde? Universia.com.br

MEDINA, João Paulo Subirá. A Educação Física cuida do corpo... e "mente": bases para a renovação e transformação da Educação Física. Campinas: Papirus, 1989.

RIBEIRO, Nuno Cobra. A semente da vitória. São Paulo: SENAC, 2001.

RUBIO, Kátia. Do olímpo ao pós - olimpismo: elementos para uma reflexão sobre o esporte atual. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, v.16, nº.2, 2002.

SCHNEIDER, Omar. O corpo: uma abordagem histórica. Grupo PET- Educação Física. Sobre Educação Física. Vitória: UFES/CEFD, 1999.

SILVA, João Bosco da. Educação Física, esporte, lazer: aprender a aprender fazendo. Londrina: Lido, 1995.

VERENGUER, Rita de Cássia Garcia. Educação Física, Esporte, Dança, Lazer: fenômenos distintos. 1989. Monografia (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Rio Claro.

Publicado em 05/05/09 e atualizado em 16/05/2017

quinta-feira, 4 de maio de 2017

06:42

Futebol como atividade de Educação Física Escolar



Nos já sabemos que a criança não é uma miniatura do adulto e sua mentalidade não é só quantitativa, mas também qualitativamente diferente da do adulto, de modo que a criança não é só menor, mas também diferentes. Portanto, tem suas características que devem ser respeitadas e, na educação física escolar, trabalhadas.

O Futebol é uma excelente forma de se trabalhar o desenvolvimento infantil dentro da escola. Ele é o esporte mais praticado no Brasil. Geralmente o primeiro contato dos meninos com a bola vem logo cedo, ainda bem criança.Então, por que não aproveitar essa atividade que traz motivação e inseri-la nas aulas de Educação Física?

O futebol bem aplicado pode estruturar experiências motoras significativas apropriadas para seus níveis desenvolvimentistas particulares. Além disso, o jogo

pode desenvolver o comportamento moral pelas inúmeras emoções e situações imprevisíveis que surgem. O esporte fornece um ambiente favorável para ensinar os valores de honestidade, lealdade, autocontrole e de justiça.

CLARK, citado por ISAYAMA e GALLARDO (1998), diz que o desenvolvimento motor possui seis estágios:

1 – reflexivo;
2 – pré-adaptativo;
3 – de habilidades motoras fundamentais;
4 – de habilidades motoras específicas do contexto;
5 – habilidosa;
6 – compensatória.

A progressão de um período para outro vai depender das mudanças nas restrições críticas, em que as habilidades e as experiências adquiridas no período anterior servem como base para a aquisição de habilidades posteriores. No entanto, para esse modelo, as idades dadas para cada período são apenas estimativas; a ordem dos períodos é que é significante, e não a idade proposta.

Nem sempre no Futebol Escolar todas essas fases serão cumpridas. Porem, é importante para o professor saber que os fundamentos do futebol e a sua dinâmica podem fazer o aluno a praticar a atividade fisica e se desenvolver com motivação.

Bibliografia:

ISAYAMA, H. F.; GALLARDO, J. S. P. Desenvolvimento motor: análise dos estudos brasileiros sobre habilidades motoras fundamentais. Revista de Educação Física/UEM, Maringá: UEM/DEF, v. 9, n. 1, p. 75-82, 1998.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

11:25

Recreação Esportiva para o Futsal


A recreação é uma ótima forma de se trabalhar o Futsal na Escola.  E para facilitar o seu trabalho, indico um e-book possui 130 atividades recreativas para o futsal.

Elas vem num guia, todas descritivas, onde você poderá acrescentar em seus planejamentos e também podendo fazer adaptações nas atividades que são propostas.

Esse guia foi elaborado através de vasta experiência. Então, são atividades selecionadas e próprias para as aulas de Educação Física, também podendo ser utilizadas como forma lúdica em centro de treinamento; muitas atividades podem ser desenvolvidas em qualquer idade em forma de aquecimento ou volta à calma.

O Futsal é uma das atividades mais praticadas da escola. Então não deixe de ter esse guia que irá ajudar muito nas aulas deste esporte.

É um excelente guia, num ótimo custo benefício.



Uma vez você adquirindo, receberá os dados para acesso pelo seu email, imediatamente após a confirmação do pagamento.

Tenha esse guia imediatamente!


09:19

Use o Flag football nas aulas de Educação Fìsica


Livre de vírus. www.avg.com.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

07:15

Educativos para bandeja no Basquete

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No basquete, esse fundamento tem por objetivo aproximar ao máximo seu executor da cesta. É realizado em duas passadas e a bola é largada próxima ao aro, durante a fase aérea da segunda. A primeira passada é curta e a segunda é o impulso para cima.

A bola deve permanecer em uma das mãos, sendo que a outra a apoia levemente para conferir segurança ao movimento. Normalmente, os atletas destros fazem a primeira passada com a perna direita e dão impulso com a esquerda. Então, o joelho direito sofre pequena elevação. A mão utilizada para largar a bola na cesta será a direita.

100 atividades para aulas de Basquete

Os executantes canhotos comumente empregam os segmentos corporais opostos. A origem do fundamento é imprecisa. Podemos apenas inferir que, no passado, os jogadores não se deslocavam driblando, devido ao peso da bola.

Abaixo veja 4 educativos para usar para melhorar esse fundamento no basquete:


Jogo: 1. Divide-se a turma em 2 grupos distintos que ficam dispostos nas laterais da quadra. Numera-se (ou nomea-se como quiser) cada aluno de um grupo com os mesmos números correspondentes do outro grupo. Ao sinal do professor (o número citado), estes alunos deverão correr ao centro da quadra, pegar a bola driblar até a área escolhida para a execução da bandeja e jogar a bola na tabela. Quem colocar a bola ao centro primeiro após o arremesso (em tabelas diferentes), marcará um ponto para sua equipe.

Jogo 2. As equipes nos fundos da quadra, ao sinal devem correr e pegar as bolas que estarão dispostas na linha central da quadra. E voltam para sua tabela quicando a bola e em seguida começam a arremessar. Um membro de cada equipe deve ficar perto da tabela do adversário e contar quantas bandejas foram feitas. A equipe que conseguir fazer mais bandejas ganha.
Obs: As bolas devem ser em número ímpar para estimular a concorrência do maior número de bolas, ou seja, um aluno pode ficar com duas ou nenhuma bola.

Jogo3. Em forma de estafeta (fila indiana), duas filas ,e em forma de competição, o primeiro aluno da fila com uma bola executa o arremesso, recupera a bola e entrega para o próximo da fila. Ganhará a fila que fizer primeiro 10 pontos. Pontuação: 0 pontos=tocara bola na tabela ; 1 ponto=tocar a bola no aro; 3 pontos=converter a cesta.

Jogo4: Divide o grupo em dois times. Distribui-se arcos numerados dentro e fora da área restritiva, dentro dos quais, as equipes deverão arremessar. Cada arco terá uma pontuação pré-estabelecida. O primeiro de cada equipe inicia na posição mais fácil (1) se acertar passa para a (2) e o próximo da fila recomeça na (1). Os alunos vão progredindo de posição em posição. Se errar o aluno deve ir pro fim daquela fila (posição) em que está e se vencer progride de arco. Ganha a equipe que conseguir vencer a equipe toda em todas as posições. OBS: É demorado este jogo.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

06:29

Psicomotricidade como facilitadora de aprendizagem

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A psicomotricidade ocupa um lugar importante na educação infantil, sobretudo na primeira infância, em razão de que se reconhece que existe uma grande interdependência entre os desenvolvimentos motores, afetivos e intelectuais. A psicomotricidade é a ação do sistema nervoso central que cria uma consciência no ser humano sobre os movimentos que realiza através dos padrões motores, como a velocidade, o espaço e o tempo.


A harmonia do desenvolvimento com todos os seus componentes é tão importante quanto a aquisição de tantas performances numa determinada idade, ou de tantos centímetros.. Não se trata para a criança de realizar uma corrida de obstáculos, o mais rapidamente possível, mas desenvolver  seu corpo e sua mente de maneira equilibrada. Entretanto, no momento em que certas aquisições, tais como a linguagem, por exemplo, se desenvolvem rapidamente, os progressos em outras áreas estacionam: é preciso compreender que a criança não pode centrar seus esforços em todos os setores ao mesmo tempo.

Vamos acompanhar como e o desenvolvimento infantil em diferentes idades

. No nascimento: o recém-nascido apresenta particularidades surpreendentes. Incapaz de movimento voluntário organizado, apresenta reações automático-reflexas bastantes complexas;

. A partir do 1º mês: segue as coisas pelo olhar, parece distinguir muito precocemente certas formas e cores e apresenta uma reação de atenção exata ao olhar do outro, deixando de chorar quando alguém se aproxima, havendo uma reação entre a criança e o ambiente humano, fazendo com que se situe precocemente a socialização;

. No 2º mês: ele segue com  os olhos uma pessoa que se desloca e começa a sorrir aos rostos familiares, emite sons vocais, brinca com suas mãos, as examina, fazendo com isso interessar-se pelos personagens humanos e por si mesma;

. No 3º mês: estabelece a primeira comunicação através do sorriso recíproco e se não faz ainda gestos intencionais, sai do estágio de reflexo;

. No 4º mês : começa a tocar, manipular os objetos, aproximando-os para pegar, esconde o rosto, ri alto, volta a cabeça para olhar uma pessoa que o chama, começando a orientar-se no espaço;

. No 5º mês: pega o objeto que esteja ao seu alcance, manipula-o, consegur conservar-se quando sentada com apoio. A visão do mundo muda quando senta-se e ao desenvolver a apreensão, podendo a partir daí ver o conjunto do corpo do outro e chegar a exploração espacial;

. No 8º mês: joga os objetos longe. Neste mês a presença e ausência, as aceitações e a rejeição têm muita simbolização, a criança estabelece a permanência do objeto e de si mesma, atingindo uma fase importante. A crise de angústia aparece quando sua mãe não está perto ou quando se apresenta no lugar da mãe um rosto estranho quando não a satisfaz. A presença da mãe é agora desejada mesmo fora dos momentos de necessidade. Sua presença não é mais a de alguém, como no 3º mês, mas personalizada e identificada;

.No 9º mês: há instituição da memória, da percepção do afastamento, do fora de alcance. Pega os objetos escondidos à sua frente. A primeira palavra serve para dar nome a tudo; 

. No 10º mês: se coloca em pé sozinha, bebe com um copo, repete um som ouvido e interrompe um ato ao ouvir uma ordem. O desenvolvimento subsequente mostrará, com o desenvolvimento da marcha e da linguagem, a automatização cada vez maior do sujeito e do domínio do espaço físico e simbólico. 

. Aos 21 meses (1 ano e 9 meses), dará nome a duas imagens, constituindo frases de muitas palavras. É nesta idade que se adquire definitivamente a noção de totalidade corporal;  as partes do corpo são contudo, designadas em um desenho aos 26 meses  .

. Aos 2 anos : começa a realizar exercícios, diariamente conseguindo através deles a fixação e, mais tarde, a mecanização de movimentos recentemente aprendidos, como o andar e o adestramento manual. Alcança também o controle dos esfíncteres. Seus movimentos associados persistem;

. Aos 3 anos: a atividade manual apresenta-se com maior exatidão, os gestos são cada vez mais diferenciados e persistem o aperfeiçoamento da coordenação visomotora. Já segura o lápis com mais preensão;

. Aos 4 anos: a criança aprende a manejar a tesoura. Não há ainda a dissociação manual, e as dissociações digitais ocorrem nos movimentos de preensão delicados, em forma de pinça, alcançados normalmente, durante o ano e em tarefas em que dedos tenham valor conjunto ou sejam dissociados de fina precisão.  Algumas tarefas do jardim de infância requer do pré escolar movimentos delicados dos dedos, que exigem independência entre uns e outros, ela se realiza por meio de grande esforço, imprecisão e fadiga imediatamente. A etapa pré escolar que começa aos 4 anos, é na realidade, em período de maturação intelectual e motor, na qual se apóiam as duas funções esboçadas nos 3 primeiros anos. A aquisição da precisão de movimentos é realizada de uma forma lenta. Esta lentidão é mais acentuada no começo da etapa pré escolar, dos 4 aos 5 anos, porque constitui um meio de controle voluntário dos movimentos impulsivos sob cujo domínio o dinamismo manual em, atividades de pouco deslocamento (recorte, colorido, etc...) Não pode estar bem dirigido.

. De 5 a 6 anos: os controles que a criança já conseguiu adquirir e afirma-se pelo exercício dão lugar às complexas tarefas escolares, nas quais as simultaneidade de movimentos exigidos, solicitará dela um esforço enorme de caráter psicomotor, em que a atenção terá um papel tão importante quanto as capacidades motoras;

. Criança de 6 anos: os termos direita e esquerda já conseguem ser identificadas.;

. Aos 12 anos: a discriminação direita e esquerda tem íntima relação com o quociente de inteligência e com a idade. A maturação da noção direita-esquerda no esquema corporal é requinto para a orientação direita-esquerda exata no espaço e para criar os hábitos direcionais constantes, necessários para a criança dominar a leitura.

Os processos motores e sensoriais permitem à criança tomar consciência de seu próprio corpo e formar sua "imagem corporal" isto é, de se reconhecer como pessoa. O desenvolvimento sensorial é o meio essencial da tomada de consciência do meio ambiente. Portanto, usar atividades de psicomotricidade para facilitar todo esse desenvolvimento é um excelente recurso.
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terça-feira, 11 de abril de 2017

06:24

Educação Física Escolar e Fisiologia do Exercício: Uma proposta de Interdisciplinaridade.

 http://clinicareability.com.br/wp-content/uploads/2014/08/fisiologia-do-exercicio-menor-.jpg

Durante muito tempo a aula de Educação Física na escola foi vista como hora de lazer ou momento de trabalhar o corpo, desenvolvendo suas funções físicas, reforçando uma concepção dicotômica de corpo e mente.

Atualmente, por força legal, a Educação Física é considerada disciplina integrante do projeto pedagógico da escola.

Hoje em dia, novas discussões no meio acadêmico e profissional estão modificando o paradigma da Educação Física Escolar e superando antigas concepções, sendo a interdisciplinaridade uma das propostas de maior repercussão nessas discussões.

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O trabalho interdisciplinar permite à Educação Física uma interação na construção do conhecimento na escola, fazendo uso de conteúdos inerentes à sua formação e articulando-os com as demais disciplinas curriculares.

Este artigo propõe colocar a Educação Física como parceira de uma equipe interdisciplinar buscando continuamente a investigação, pesquisa e descoberta de novos conhecimentos para proporcionar melhor formação ao educando, utilizando o exemplo da Fisiologia do Exercício, que é parte integrante dos estudos da Educação Física e apresenta vários conteúdos que podem ser trabalhados de forma articulada com as demais disciplinas do currículo escolar.

Inicialmente comentaremos a respeito da educação em função dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais); em seguida faremos algumas reflexões sobre o conceito de interdisciplinaridade e abordaremos a Educação Física Escolar tendo em vista a proposta do PCN. Ao final apresentaremos sugestões de interdisciplinaridade, articulando conteúdos da fisiologia do exercício com outras disciplinas.

Reflexões sobre educação à luz do PCN

A educação tradicional secundária, pautada na transmissão de conhecimento ao aluno pelo professor, sem a sua contextualização com o mundo ao seu redor, não está mais atendendo às exigências dos espaços de trabalho e das novas funções a serem desempenhadas na sociedade. Por exemplo, um caixa de supermercados que há alguns anos tinha como função registrar os preços dos produtos, hoje tem à sua disposição um computador onde pode dar informações referentes aos produtos e sua forma de pagamento, além de conhecer os diversos tipos de crediários; ele também contribui nas atividades de marketing da empresa junto aos clientes.

Estas habilidades não se aprendem na escola, nem no ensino médio ou profissionalizante,. já que as relações de produção no trabalho estão em constante mudança cabendo à escola formar um indivíduo apto a compreender as mudanças atuais e interagir com eficácia sobre as que estão por vir.

O PCN do Ensino Médio (Brasil, 1999) aponta preocupações em relação a isso: "A nova sociedade, decorrente da revolução tecnológica e seus desdobramentos na produção e na área da informação, apresenta características possíveis de assegurar à educação uma autonomia ainda não alcançada. Isto ocorre na medida em que o desenvolvimento das competências cognitivas e culturais exigidas para o pleno desenvolvimento humano passa a coincidir com o que se espera na esfera da produção".

Dentro dessa realidade, observamos a necessidade de mudanças nos modelos metodológicos existentes. O PCN diz que uma nova concepção curricular para o Ensino Médio, (Brasil, 1999) "deve expressar a contemporaneidade e, considerando a rapidez com que ocorrem as mudanças na área do conhecimento e da produção, ter a ousadia de se mostrar prospectiva".

É interessante proporcionar aos alunos oportunidades para desenvolver competências estratégicas indispensáveis as novas realidades. "De que competências se esta falando? Da capacidade de abstração, do desenvolvimento do pensamento sistêmico, ao contrário da compreensão parcial e fragmentada dos fenômenos, da criatividade, da curiosidade, da capacidade de pensar múltiplas alternativas para solução de um problema, ou seja, do desenvolvimento do pensamento divergente, da capacidade de trabalhar em equipe, da disposição para procurar e aceitar críticas, da disposição para o risco, do desenvolvimento do pensamento crítico, do saber comunicar-se, da capacidade de buscar conhecimento".(PCN, Brasil, 1999).

Dentro desse contexto, a resolução CEB nº3, de 26 de junho de 1998, que institui as diretrizes curriculares nacionais para o ensino médio, inclui a interdisciplinaridade entre os princípios que devem nortear a construção do conhecimento. Conforme o Art.6º, "Os princípios pedagógicos da identidade, diversidade e autonomia, da interdisciplinaridade e da contextualização serão adotados como estruturadores dos currículos do Ensino Médio". (Brasil 1999).



Alguns conceitos de Interdisciplinaridade

O conceito de interdisciplinaridade formulado por Heloisa Luck (1990) ressalta exemplarmente a sua importância na construção do conhecimento diante da nova realidade: "interdisciplinaridade é o processo que envolve a integração e engajamento de educadores, num trabalho conjunto, de interação das disciplinas do currículo escolar entre si e com a realidade, de modo a superar a fragmentação do ensino, objetivando a formação integral dos alunos, a fim de que possam exercer criticamente a cidadania, mediante uma visão global de mundo e serem capazes de enfrentar os problemas complexos, amplos e globais da realidade atual".

A partir desse conceito, deve-se trabalhar cada disciplina levando o aluno a perceber as inter-relações de seu conteúdo com o das outras disciplinas, para que ele adquira uma compreensão crítica das relações existentes na sociedade entre as pessoas, os sistemas e as conquistas decorrentes do conhecimento humano.

Para isso, a participação de todos os professores representantes das disciplinas é de fundamental importância na construção desse projeto, não basta querer ser interdisciplinar é preciso se perceber como tal.

Ivani Fazenda (1996) define bem essa necessidade quando diz que "o que caracteriza a atitude interdisciplinar é a ousadia da busca, da pesquisa: é a transformação da insegurança num exercício do pensar, num construir". Maria Elisa Ferreira (1996) também reforça a idéia de atitude : "interdisciplinaridade é uma atitude, isto é, uma externalização de uma visão de mundo que, no caso, é holística".

Educação Física Escolar e currículo

Desde sua inclusão no currículo escolar até os dias de hoje, a participação da Educação Física no contexto pedagógico vem sendo sempre discutida em relação aos seus conteúdos, a sua importância e a sua relação com outras disciplinas no projeto pedagógico, sobre o que e como ensinar e até mesmo a sua permanência.

Hoje, o PCN (Brasil, 1999) coloca, entre os principais objetivos da Educação Física no Ensino Médio, a compreensão do funcionamento do organismo e sua relação com a aptidão física, noções sobre fatores do treinamento em suas práticas corporais, estudos com perspectiva na cultura corporal e sobre atividade física como promotora de saúde. É possível trabalhar esses conteúdos de forma interdisciplinar, promovendo no estudante uma visão mais abrangente sobre a importância da Educação Física na construção da sua formação.

A lei nº 630 de 17/09/1851- incluí a ginástica no currículo escolar. Em 1882 a Educação Física recebe apoio nos pronunciamentos de Rui Barbosa: (citado por Tubino, 1996) "os sacrifícios de que dependem estas inovações parecem-nos mais que justificados, se é certo que a ginástica, além de ser o regime fundamental para a reconstituição de um povo cuja vitalidade se depaupera, e desaparece de dia em dia a olhos vistos, é, ao mesmo tempo, um exercício eminentemente, insuprivelmente da liberdade. Dando à criança uma presença ereta varonil, passo firme e regular, precisão e rapidez de movimentos, prontidão no obedecer, asseio no vestuário e no corpo, assentamos insensivelmente a base de hábitos morais, relacionados pelo modo mais intimo com o conforto pessoal e a felicidade da futura família; damos lições praticas de moral talvez mais poderosas do que os preceitos inculcados verbalmente".

Observamos no discurso de Rui Barbosa uma preocupação de caráter eugenista e higienista e da necessidade da formação de um povo "forte", sem vicios e que cultivasse hábitos saudáveis; observamos também a preocupação para a construção de um corpo dócil e disciplinado, pronto para receber e cumprir ordens; e Rui ainda faz uma critica às disciplinas teóricas, dizendo que o aspecto pratica da Educação Física reforça valores morais e normas de forma mais consistente que discursos teóricos.

Esses valores na Educação Física escolar permaneceram até o Estado Novo. Com a mudança do quadro político em 1930, o Brasil preparou-se para entrar no mundo industrializado e tinha a preocupação de levantar a auto-estima de seu povo e consolidar novos interesses políticos. Dentro desse contexto, o esporte é visto como uma das formas de passar para o mundo uma imagem de um país em ascensão.
A partir desse novo paradigma, o esporte passa a ter grande importância na Educação Física, e este na escola passa a funcionar como forma de detectar talentos para as seleções das diversas modalidades esportivas do país, assumindo um caráter de competitividade.

Com o inicio da Nova Republica e até nossos dias, a Educação Física vem tendo contornos diferentes nas escolas, não só por questões de interesse políticos ou classes dominantes, mas também por que a partir de 1980, varias pesquisas vêm sendo feitas nessa, área analisando a sua práxis metodológica e seus valores sócio-cultural, político e educacional.

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Segundo (Caparroz, 2000) "os anos 80 aparecem como o nascimento de concepções e práticas pedagógicas libertadoras, transformadoras, na perspectiva de desenvolver uma Educação Física voltada para o ser humano e não mais às necessidades do capital. As elaborações traziam em seu bojo uma nova proposta de Educação Física, totalmente diferente de tudo o que havia sido pensado ou experimentado, visto que a Educação Física que se tinha ate então só servia para a manutenção do status quo".


Contribuições da Fisiologia do Exercício no projeto de interdisciplinaridade da Educação Física Escolar

A Fisiologia do Exercício é uma área de conhecimento também estudada pela Educação Física e tem em sua estrutura teórica diversos temas que podem ser articulados com outras disciplinas.
A seguir, daremos alguns exemplos dessas possibilidades, como convite à comunidade docente a aprofundar os estudos e pesquisas em um projeto interdisciplinar.

Com a Física.

No estudo do movimento uniforme (progressivo e retrógrado). Por conceito temos que movimento progressivo é quando o móvel caminha em favor da orientação positiva da trajetória e seus espaços crescem. O retrógrado é quando o móvel caminha contra a orientação positiva da trajetória e seus espaços decrescem. Pode-se fazer uma caminhada com os alunos estabelecendo o ponto de partida e de chegada, discutindo estes conceitos com eles.

No calculo da velocidade média que é a divisão da distância pelo tempo, faríamos uma corrida onde demarcaríamos uma pista e, com a ajuda de um cronômetro, mediríamos o tempo e teríamos o cálculo da velocidade media.

A análise dos sistemas de alavanca pode ser ilustrada com os movimentos feitos pelo corpo para vencer uma resistência. Perguntas como: "por que para levantar um peso temos que flexionar os joelhos?" podem ser respondidas com a biomecânica.

Com a Geografia

No estudo da influência do tempo para a prática de exercícios poderemos discutir conceitos trabalhados na geografia, como: umidade relativa do ar, condições do tempo para a prática de exercícios em diversas regiões do país e do mundo.

Com a Biologia

No estudo do sistema energético aeróbico e anaeróbico, faríamos teste onde analisaríamos as sensações e os efeitos destes sistemas no corpo humano.
Questão-exemplo: Qual a importância dos carboidratos, proteínas e gorduras para a prática do exercício?

Com a sociologia

Podemos fazer um estudo da composição corporal dos alunos, refletindo sobre a importância de se ter um equilíbrio entre a massa gordurosa e a muscular no nosso corpo e faríamos uma análise das condições sócio-econômicas de nossa população e seus reflexos na saúde e estrutura do corpo dessas pessoas.

Esses são apenas alguns exemplos de atividades que podem ser desenvolvidas nas aulas de Educação Física, abordando temas ligados à Fisiologia do Exercício de forma articulada com outras disciplinas.

São apenas primeiros passos para uma reflexão maior sobre práticas metodológicas e o compromisso com a necessidade emergente de novas propostas pedagógicas adequadas à realidade atual, buscando desenvolver o espírito investigativo no aluno de forma que, ao sair da escola, esteja apto a interagir no mundo, percebendo-o de forma critica.

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Claudiney André Leite Pereira é professor do ensino médio da Secretaria de Educação do Estado da Bahia, licenciado em Educação Física, pela Universidade Federal da Bahia, especialista em Metodologia do Ensino da Educação Física, pela Universidade do Estado da Bahia, especialista em Fisiologia do Exercício pela Gama Filho


Referências Bibliográficas

BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília Ministério da Educação, 1999.

CAPARROZ, Francisco Eduardo. Entre a Educação Física na escola na escola e a Educação Física da escola: A Educação Física como componente curricular. Vitória, UFES, Centro de Educação Física e Desporto Ltda. 2000.

Coletivo de autores. Metodologia do ensino da Educação Física. São Paulo, Cortez, 1992.

DEMO, Pedro. A nova LDB: Ranços e Avanços. Campinas, São Paulo, Papirus, 1997.

FAZENDA, Ivani. Interdisciplinaridade: definição, projeto, pesquisa.In: FAZENDA, Ivani (org). Práticas interdisciplinares na escola. São Paulo: Ed. Cortez, 1996.

FERREIRA, Maria Elisa. Ciência e Interdisciplinaridade. In: FAZENDA, Ivani (org). Práticas interdisciplinares na escola. São Paulo: Ed. Cortez, 1996.

FREIRE Paulo. Pedagogia do Oprimido, 17º Ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987.

LUCK, Heloisa. Pedagogia Interdisciplinar: fundamentos teóricos – metodológicos Petrópolis, Rj, Vozes, 1990.

MATOS, M.G. e NEIRA, M.G. Educação Física na Adolescência: construindo o movimento na escola. São Paulo: Phorte Editora, 1999.

NOGUEIRA, Maria Alice. Educação, Saber, Produção em Marx e Engels. São Paulo, Cortez, 1993.

RAMALHO Júnior, Francisco. Os Fundamentos da Física, 5ª Ed. São Paulo, Moderna, 1988.

TUBINO, Manoel José Gomes. O esporte no Brasil, do período colonial aos nossos dias. São Paulo, Ibrasa, 1996.

Wilmore, J.H. e Costill, L.D. Fisiologia do esporte e do exercício. 2º Ed. São Paulo, Manole, 2001.

quarta-feira, 29 de março de 2017

07:58

Opções para sua aula de Educação Física

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Começou o ano letivo e a correria que o professor de Educação vive. Não é facil a elaboração de planos de aulas, com atividades diversificadas em cada esporte que a Educação Física exige.

Mas vou te ajudar a resolver esse problema indicando um guia que pode salvar a sua vida de professor de Educação Física na Escola.

São 800 atividades de vários esportes pra aulas de Educação Fisica Escolar. São os principais esportes que são usados nas escolas de todo o país.

Quando pensamos em atividade física escolar, logo vem o esporte na cabeça. recreativas. Não cabe ao nosso objetivo, nesse  texto, abordarmos a importância da educação física nesse período ou quem deve aplicar as aulas, e sim ajudar quem precisa de opções de atividades na Educação Física Escolar quando se trabalha com esportes. Vou repetir: são 800 opções de atividades de educação fisica escolar para aplicação direta!

Depois desse guia, você vai ter opção de atividades de Educação Física Escolar para dar boas aulas.

Boa sorte!

segunda-feira, 27 de março de 2017

07:45

E quando o esporte é apenas uma brincadeira?

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Durante vários momentos da minha vida profissional, tive a dúvida de quando seria o melhor momento para direcionar uma criança para o esporte voltando para o rendimento. Eu deveria esperar  o nível de maturação dela, a série certa ou acreditar que o desempenho em quadra/campo bastava? Sei o que muitos autores pregam, sei o que a maioria acha certo mas e se eu percebesse um fenômeno na minha frente, teria que esperar?

"Cruzei" com um aluno assim há uns 12,13 anos. Ele era um fenômeno. Com 10 anos, jogava vôlei como gente grande, futebol como poucos meninos mais velhos, tinha ótimo posicionamento em quadra, tanto no handebol quanto no voleibol. Ele era muito bom. Os pais eram professores de Educação Física e eram empolgadíssimos com o desempenho dele nas aulas de Educação Física e na escolinha desportiva (eu era professora de educação física na escola e "técnica" na escolinha, após as aulas).

Claro que a escolha por só um esporte era cobrado do menino. O pai queria que ele direcionasse seu talento só para um esporte, seja ele qual fosse. O futebol era o favorito mas não tinha uma pressão grande para a escolha do futebol. A pressão era para escolha do esporte para que ele pudesse seguir, esportivamente, aquele único esporte.

Aquele ano letivo acabou sem que o menino se decidisse. Dia desses o encontrei numa pelada de futebol, por acaso. Arrebentou com o jogo e saiu de campo rindo, como uma criança sai de uma brincadeira.

Ali, eu percebi: para ele, o esporte, o jogo, é apenas isso, uma grande brincadeira!

Até a próxima!

quarta-feira, 22 de março de 2017

06:28

A grande ajuda da Educação Física na inclusão escolar




A Educação Física é uma ferramenta educacional de interação e cooperação, deve ser trabalhado a fim de atender a todos os alunos; desenvolvendo atividades físicas, recreativas e psicomotoras que desenvolvam as habilidades, que socializem as potencialidades individuais. Ela pode significar melhorias para a sua qualidade de vida, por proporcionar prazer e ser entendida como uma prática que não desconsidera sua deficiência e seus limites, mas sim, evidencia a sua eficiência e possibilidades.

Acreditamos que para promover a inclusão na escola, de forma responsável e competente, as atividades da Educação Física escolar devem oferecer e possibilitar condições de auto-segurança. O professor deve sempre se preocupar em elaborar práticas educativas em ambientes (piso, iluminação, sonorização), materiais (textura, tamanho, peso, tempo de uso) e vestimentas apropriadas.

A educação física deve propiciar o desenvolvimento global de seus alunos, ajudar para que o mesmo consiga atingir a adaptação e o equilíbrio que requer suas limitações e ou deficiência; identificar as necessidades e capacidades de cada educando quanto às suas possibilidades de ação e adaptações para o movimento; facilitar sua independência e autonomia, bem como facilitar o processo de inclusão e aceitação em seu grupo social, quando necessário.

Em se tratando de problemas,  as deficiências podem ser: mentais, físicas, visuais ou auditivas isoladas, mas é frequente a deficiência combinada, principalmente quando a causa delas abalou o sistema central, que controla todo mecanismo neuromotor do homem.

É importante o conhecimento de tais problemas, pois, independente da escolha de atuação do profissional da área, haverá sempre a possibilidade de se trabalhar com pessoas que têm deficiência, seja em escolas regulares, academias, clubes, colônias de férias, enfim, em qualquer lugar.



Assim, o professor de Educação Física deve possibilitar ao deficiente físico, atividades que garanta e desenvolva seu auto conhecimento, criando condições para que realize os movimentos conscientemente, não os fazendo mecanicamente, mas sim percebendo como os faz. Devemos tomar muito cuidado para que, tentando acertar, não corramos o risco de cometermos um grande erro, pois não adianta colocar educandos portadores de deficiência em classes regulares achando que assim está incluindo-o na sociedade, sem o adequado suporte de apoio, sem preparação do profissional e sem especial assistência, pois com o intuito de inclusão estaremos excluindo esse indivíduo.

O professor de Educação Física é visto perante aos seus alunos com um símbolo de ações positivas, do que o restante dos outros professores. Devido às atividades propostas com êxito e planejamento atendendo a necessidade da turma, e que levam os alunos a terem uma vivência prazerosa por parte da Educação Física, com atitudes favoráveis à inclusão que ajudam a resolução de problemas e encontram soluções mais facilmente para casos difíceis.

A aula de Educação Física pode favorecer a construção de uma atitude digna e de respeito próprio por parte do deficiente e a convivência com ele pode possibilitar a construção de atitudes de solidariedade, de respeito, de aceitação, sem preconceitos

Portanto, é inquestionável o valor e a importância da disciplina Educação Física, pois é na escola, e no início do processo de estudos, que se pode e se deve adquirir os hábitos saudáveis e formativos da vida, dentre eles a compreensão das diferenças e a adoção da prática de exercícios físicos e/ou esportivos.

Realmente, a área de Educação Física para alunos especiais está em franco crescimento. E é preciso se especializar, saber características de implantação, como formular aulas e ter atividades que despertem interesse do aluno e desenvolva seu potencial.

Então, vou te indicar dois e-books:

1 - Atividades Físicas de Alunos Especiais: Com este e-book deseja-se oferecer subsídios para as tomadas de decisões no que se refere à política do trabalho de inclusão junto às escolas, indicar mecanismos de preparação de professores de Educação Física que atuam na área, quanto à melhoria da prática escolar, e oferecer indicadores para as propostas curriculares nos planos das instituições e a dinâmica dos professores em seu processo ensino/aprendizagem principalmente na Educação Física Escolar.

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2 - Aulas de Educação Física para Alunos Especiais - Foi elaborado para orientar e colaborar com professores e acadêmicos de Educação Física no processo de inclusão dos alunos especiais nas Aulas do Ensino Regular e, também nas Instituições Especializadas, o Ebook contém além da história da inclusão, muitas atividades físicas e esportes para alunos especiais.

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Com certeza, com esses dois e-books, o enriquecimento no conteúdo específico vai ser enorme. Boa sorte!

segunda-feira, 20 de março de 2017

05:52

Futsal é uma ótima atividade para a Escola



O futsal atualmente é uma das modalidades mais populares entre as crianças, seja por sua similaridade com o Futebol ou por ser de grande facilidade encontrar um espaço para o jogo.

Os benefícios da prática do futsal engloba o fortalecimento dos músculos, ampliação da resistência e da capacidade anaeróbica, melhoria na coordenação motora, desenvolvimento de habilidades, convívio social, respeito às regras e aos outros, saber ganhar, perder, oportunizar a descontração e aperfeiçoamento.

Veja 100 atividades para ensino do Futsal

Produz o entendimento do valor educacional do esporte, possibilitando o entendimento enquanto forma de representação que o sujeito tem produzido historicamente no mundo e exteriorado pela expressão corporal e melhoria de habilidades; propiciando atividades motoras, cognitivas e sociais orientadas por uma planificação com critérios metodológicos adequados a cada faixa etária do desenvolvimento humano; proporcionando um melhoramento das relações interpessoais e socializá-los, dentro  dessa  comunidade  tão  carente  de  recursos  físicos, financeiros, educacionais, estruturais e outros.

Não é difícil flagrar um grupo de alunos chutando uma bola no pátio da escola no intervalo das aulas.  Portanto, a escola é um ambiente onde os alunos vivenciam diversas experiências e as mesmas favorecem para sua formação não somente profissional, mas também para uma relação com a sociedade, e é neste ponto que a relação interpessoal se entrelaça com o âmbito escolar.

Sabe-se que a Educação Física possui um grande papel na melhora do desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo, porém, além desses possui outro objetivo, que é de formar alunos capazes da integração no meio social e do exercício da cidadania.

A iniciação da atividade de futsal na escola se torna cada vez mais difundidas porque estimula a discussão sobre os motivos que levam os alunos a praticarem a atividade. Apresenta e discute vivencias das regras fundamentais para a sua prática, oportuniza aos alunos a vivência do esporte e interesses dos elementos fundamentais, considerando a variabilidade na forma de execução e a compreensão da função destes fundamentos dentro do desdobramento do jogo propriamente dito. O professor deve trabalhar o Futsal de maneira Lúdica fomentando a união do grupo sem desvincular da prática esportiva

Por esses motivos, o futsal é uma ótima atividade para o professor trabalhar na escola.

quarta-feira, 15 de março de 2017

07:56

Atletismo como esporte na escola



Uma pergunta rápida e simples: vc usa as modalidades de atletismo na sua aula? Eu não estou falando dos elementos, o correr, saltar, arremessar.. A pergunta se refere ao Atletismo como esporte. Há aulas de como se fazer o salto triplo ou um arremesso correto de acordo com as regras do arremesso do atletismo?

A maioria das escolas, principalmente, as escolas da rede pública, não possui espaço suficiente para a prática do atletismo como esporte. Nota-se ainda que, outras modalidades esportivas têm como material, apenas a bola para jogar e são esportes coletivos.Além disso, os esportes coletivos com bola geralmente despertam maior interesse dos alunos do que o Atletismo como atividade.

É importante  mediar o conhecimento, e a forma como é dado a modalidade de Atletismo na Escola, pois o aluno o interpreta da forma que seja mais interessante para ele ou não.  Como são esportes mais individuais, a forma tem que ser mais lúdica com  brincadeiras de pega-pega, pular corda, pular mais alto que se pode, cabo de guerra, correr mais rápido em várias direções, acertar o cabo de vassoura dentro do saco, e outras que o professor tem que adaptar e inventar para ser prazerosa a educação física.

Para maior importância podemos afirmar que, para praticar, precisamos do próprio corpo. O atletismo se desenvolve sem grandes instrumentos, podendo na maioria das provas usar somente o próprio corpo. As formas tradicionalmente conhecidas do Atletismo, como correr, saltar e arremessar, devem servir de base para as transformações didático-pedagógicas.  Ele é um esporte que desenvolve qualidades fundamentais para a criança, podendo desenvolver o esporte sob a forma de jogo para que desperte mais interesse nos alunos.

O uso de materiais alternativos permite o trabalho de todas as modalidades do atletismo na escola, por exemplo: o uso de bolas para praticar arremesso de peso; podem ser feitos obstáculos com garrafas PET para simular corridas com obstáculos; é possível enrolar uma cartolina de modo a imitar um dardo para esse tipo de arremesso.

Toda criança adora correr, saltar, dançar e brincar. Basta observar os pequenos nos horários de recreio escolar, nos parques, nas praças, nos clubes e nas praias. É claro que toda essa atividade faz muito bem para eles.

Acredito que o Atletismo pode ter uma significância maior nas aulas de educação física escolar pois é  um esporte muito pouco difundido no âmbito escolar e tão pouco interessante para os alunos. Por ser um esporte que visa muito o rendimento, acaba deixando de lado a parte mais importante que a criança tem que desenvolver, como a ludicidade que é o uso da imaginação da criança através das brincadeiras, fazendo com que a criança viaje nas brincadeiras e fique mais solta durante a execução da atividade. E, isso acaba levando o desinteresse do aluno.

Evitar esse desinteresse deve ser nosso objetivo!

terça-feira, 14 de março de 2017

11:35

3 atividades para ensino do Voleibol


Uma das modalidades esportivas tradicionais nas aulas de Educação Física, incluída no planejamento de muitos professores, é vôlei. A maioria dos alunos se interessa pelas aulas de voleibol, conhece os movimentos básicos (saque, toque, cortada, bloqueio e manchete) e se organiza com facilidade para jogar, inclusive fora do ambiente escolar.

Conheça várias aulas de Voleibol que ensinam fundamentos e sistemas táticos.

Então, abaixo tem três jogos que ajudam no desenvolvimento do jogo de voleibol.

Minivôlei

Reúna dois ou três estudantes em um espaço amplo, mas menor que a quadra esportiva da escola. A ideia é explorar os movimentos do esporte, inclusive saques e cortadas. Garanta que os meninos joguem com as meninas e cuide também para que a composição dos grupos mude com o passar do tempo da atividade a fim de que todos se ajudem, dando dicas aos colegas e corrigindo ou aperfeiçoando os movimentos deles. O perímetro reduzido do minivôlei contribui para que a garotada desenvolva a consciência sobre os movimentos desse esporte. Além disso, cada aluno pode participar com frequência das jogadas, pois a atividade é desenvolvida com grupos pequenos. Combine as regras com os jovens: algumas podem ser copiadas do jogo oficial, como a obrigatoriedade de passar a bola a um colega depois de dar um toque. Outras podem ser criadas pela própria turma ao longo da vivência. Por exemplo, dar uma cortada somente depois da terceira jogada consecutiva.

Jogo de câmbio

É hora de a moçada entrar em quadra, mas o objetivo não é realizar uma partida de verdade. O foco dessa atividade é a experimentação dos diferentes papéis que os jogadores têm, considerando que ocupam posições e espaços diversos. Divida os estudantes em dois grupos de seis e peça que eles ocupem lados opostos da rede. Estabeleça que de tempos em tempos será realizado um rodízio - tal como ocorre nas partidas oficiais. Quem estiver sacando ora ocupa a posição de defesa, na rede, ora faz as vezes de atacante. Essa é uma ótima chance para os alunos se conscientizarem do espaço da quadra pelo que são responsáveis estando em determinada posição. É interessante aqui retomar os vídeos assistidos no início do trabalho para que a garotada relembre o modo como cada profissional faz isso. Vale ainda conversar sobre o que foi aprendido durante a atividade de minivôlei, valorizando os jeitos de realizar e recepcionar a bola em cada um dos movimentos típicos do esporte.

Vôlei em outros espaços

Sugira jogos em ambientes diferentes da quadra da escola - pode ser na grama, na areia ou no chão de terra batida. O foco da proposta é a turma experimentar como a mudança do piso interfere no jogo e refletir sobre isso. Oriente os alunos a observar se é mais difícil saltar na grama ou no cimento e a analisar como cada um impacta as jogadas. Essa atividade é um bom gancho para a moçada se aproximar de uma variação do vôlei que também faz sucesso no Brasil, a modalidade praia. Para isso, além de variar o terreno, é interessante organizar a classe em duplas e propor que uma jogue contra a outra, separadas pela rede. Explique algumas regras específicas. Além de os atletas ficarem descalços, por exemplo, é permitido a eles invadir a rede por baixo desde que isso não prejudique a dupla adversária. Interrompa a prática em momentos específicos para problematizar algumas questões, como a rapidez que esse tipo de jogo exige, já que é disputado em duplas.

Tenha 100 atividades de Voleibol para as suas aulas por menos de R$ 15,00. 

Até o próximo post!

sábado, 11 de março de 2017

09:44

Esporte na Escola x Esporte da Escola: atenção, professor!



Sem dúvida alguma, o esporte é o conteúdo mais difundido nas aulas de Educação Física nas escolas.  O oferecimento de atividades esportivas pela escola possibilita aos alunos experimentar diferentes modalidades. A ênfase do esporte na escola não deveria estar no rendimento profissional, mas na parte lúdica e recreativa. Isso possibilita a crianças e adolescentes interagir, compartilhar momentos de socialização e cooperação e construir atitudes de respeito, companheirismo e solidariedade.

Porém, em muitos lugares, a prática do esporte é tão significativa no sistema de ensino escolar que deixou de ser o esporte da escola, para ser o esporte na escola, como se a Educação Física fosse subordinada aos princípios do esporte. Assim, a relação entre professor e aluno passou a ser uma relação de professor-treinador e aluno-atleta. É importante que os alunos, com a prática de esportes, aprenderem não apenas a competir: Aprenderem ainda que para ser o primeiro, continuar nas competições e ter um bom rendimento é preciso ter metas, responsabilidade, força de vontade e interesse.

Para o professor, é importante ter aulas motivadoras e que chamem atenção do aluno. Um bom recurso é ter  aulas em videos de esportes que ensinam fundamentos e momentos do jogo para treinamento. Um professor não precisa ser especialista em basquete para dar aula sobre o assunto. Mas ter dicas sobre como fazer um melhor arremesso pode facilitar bem o processo.

O esporte na escola passou a assumir os princípios da instituição esportiva, dando maior valor a competição, concorrência e rendimento, ao assumir estes, a escola tornou-se a base da pirâmide esportiva. Não que a competição não tenha seu valor, o problema está nos excessos que muitas vezes a competição leva.

Esses excessos, dependendo do objetivo que a escola tem com a educação física é preciso ser combatido pelo professor. O desporto não possui nenhuma virtude mágica. Ele não é em si mesmo nem socializante nem anti-socializante. Ele é aquilo que se fizer dele. A prática de judô ou râguebi pode formar tanto patifes como homens perfeitos preocupados com o "fair-play".

Atenção, professores!

segunda-feira, 6 de março de 2017

08:11

5 aulas para Educação Física Escolar




É sempre um grande desafio para o professor de Educação Física ter atividades dentro de um plano de aula que motivem os seus alunos. Então, para facilitar o trabalho do professor, colocarei abaixo 5 aulas que podem ser utilizadas ara diferentes idades:

Aula 1:

Breve explicação do termo brincadeira, termo jogo cooperativo e do termo Esporte.
1 brincadeira: Roda gigante dos números e suas varições (sentados em roda o professor enumera as crianças e da inicio a atividade. O de trás tenta pegar oda frente)
2 Jogo cooperativo: Jogo dos iguais. (juntar duplas ou trios de acordo com suas igualdades)
3 brincadeira: Gavião e o pintinho (enfileirados o gavião com a bola tenta pegar o pintinho no fim da fila)
Roda de fechamento da aula: retorno aos conceitos de brincadeiras, jogos cooperativos e esporte. Levar os alunos para lavarem as mãos, tomar água e retornarem para a sala.

Aula 2:

Roda de iniciação da aula: rever o conteúdo da aula anterior, mais uma explicação do termo brincadeira e jogo cooperativo.
1 Jogo cooperativo: cabo de guerra (definição do conceito e aplicação)
2 Brincadeira: nó humano (dois grupos, juntos separar-se)
3 Jogo cooperativo: Carangueijobol (futebol de caranguejo, duas ou mais equipes)
Roda de fechamento da aula: retorno aos conceitos de brincadeiras, jogos e iniciação ao esporte e retorno aos conteúdos trabalhos durante as brincadeiras e os jogos. Levar os alunos para lavarem as mãos, tomar água e retornarem para a sala.

Aula 3:

Roda de iniciação e discussão acerca do foi realizado na aula anterior. Discutir o conceito de alongamento, respiração muscular, jogos cooperativos e brincadeiras.

1 atividade: Porta aberta (em roda um aluno fica fora e tenta entrar dizendo³porta aberta´ batendo nas costas de outro aluno, ambos correm em volta docírculo e tentam achar uma entrada)
2 ± Zig-zag debaixo das pernas
3 ± bola por cima e bola por baixo e suas variações (iniciação ao esporte)
Encerramento da aula com perguntas acerca do que fora realizado e retomada dos conceitos, jogos, brincadeiras e esporte. Levar os alunos para lavarem as mãos, tomar água e retornarem para a sala.

Aula 4:

1 ± quebra gelo para saber os nomes deles (semelhantes ao feito na aulateste)
2 ± Explicação do conceito de Esporte, suas classificações quanto a esporteolímpico e não olímpico.
3 ± mostrar alguns materiais que serão utilizados nas aulas: bola, cone ebambolê.
4 ± Atividade com a bola: conhecer o material e manuseá-la com diferentespartes do corpo. Quais esportes utilizam a bola
5 ± atividade com o bambolê: explorar o material, realizar a corrente dobambolê, pula-pula com o bambolê. Explicar qual esporte usa-se o bambolê.
6 ± Atividade com o cone: Explorar o material, correr em Zig-Zag pelos cones edepois realizar o Zig-Zag entre as pernas dos alunos.Explicação do motivo dessas atividades e sua relação com o esporte.
7 -Alongamento e relaxamento. Roda de fechamento da aula, levar os alunospara lavarem as mãos e retornarem a aula.

Aula 5:

Explicar os objetivos dessa aula. Questionar sobre o conceito de esporte e seus valores. Tema futebol e tática.
1 ± aquecimento. Chute ao gol ( nessa atividade o professor pedirá para que os alunos se dividam em dois ou três grupos para iniciarem uma rodada de chute ao gol, o professor pedirá para que eles chutem com as duas pernas, em cima baixo, etc.)
2 ± gol no Pneu (os alunos deverão fazer gol usando o Pneu como sendo o gol)
3 ± Jogadas ensaiadas (o professor pedirá para que eles repitam uma das duas jogadas ensaiadas aprendidas na aula anterior, caso eles não se lembrem ele ajudará a recordar).
4 ± alongamento e relaxamento
5 ± Questionamentos acerca do que é o fenômeno futebol como um todo, sobre as táticas, regras da modalidade e perguntar sobre o futebol de areia.
6 ± Ensinar as regras do futebol de areia e como funciona.
7 ± atividade de fundamento do futebol de areia (passe por baixo)
8 ± Encerrar a aula e realizar questionamentos acerca do que foi trabalhado. Pedir aos alunos que pesquisem sobre o basquetebol feminino para a próxima aula. Lavar as mãos e retornar para a sala de aula.

São apenas exemplos para serem utilizados. Se você quiser mais aulas em formato de plano de aulas para educação física organizados por modalidades e tipos de atividades, não pode deixar de conhecer o TOP 100 Educação Física Escolar.

Até a próxima!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

08:50

Plano de Aula: Educação Física Infantil

http://www.redeverzeri-educ.org.br/colegioverzeri/upload/site/img/big/1--20150324_162007-2015-04-20_08-14-56.jpg 
Conteúdos: movimento do corpo; equilíbrio; manipulação e locomoção.

Objetivos:
· Estruturar movimentos que requeiram coordenação geral;
· Equilibrar-se em diferentes situações, com ou sem deslocamento;
· Melhorar o desempenho na execução de atividades que requeiram agilidade, velocidade e flexibilidade.

Atividades:

Bola do túnel: divididas em igual número, os alunos formam duas colunas. Manter-se-ão com tronco flexionado para frente e com as pernas ligeiramente afastadas. Ao primeiro jogador de cada coluna entrega-se uma bola.
Dado o sinal de início, o primeiro jogador de cada grupo passará a bola por entre as pernas, entregando-a ao seu companheiro imediato ou fazendo-a rolar. Os demais ao receberem a bola irão passando-a do mesmo modo. Em chegando ao último jogador, este segura-a, sai correndo e vai ocupar o lugar à frente da coluna. Assim sucessivamente.

Bola em posição: dispõem-se as crianças em círculo.
Dado o sinal de início, o professor no centro do círculo atira a bola ao alto, chamando o nome de um aluno presente no círculo. O aluno deverá agarrar a bola antes de cair no chão ou não. Este após pegar a bola terá que executar o mesmo que o professor fez, chamando um colega.

Lá vai a bola: os alunos a linha de partida com as mãos sobre o joelho. O professor coloca-se por trás dos alunos com uma bola. Inopidamente lança-a, rasteira, na frente da turma. O primeiro aluno que alcançá-la será o novo lançador e dará continuidade ao jogo.

Abrir a porta: os jogadores de mãos dadas formam um círculo, exceto um que ficará fora.
Dado o sinal, o jogador que está fora do círculo correrá e gritará: janelinha, janelinha, portinha campainha. Nesse momento ele bate nas costa de um dos colegas, este terá que sair e tentar pegá-lo enquanto ele tenta pegar o lugar deixado pelo colega.

O osso do cachorro: os alunos em círculo em silencio, menos um que ficará afastado escondido.
O professor escolherá um aluno para ser o cachorro, quando o aluno afastado retornar ele pegará um objeto dado pelo professor simbolizando um osso e passará mostrando um a um. Ao chegar ao aluno escolhido (cachorro) este terá que imitar um latido de cão bem alto, fazendo o colega se assustar. Logo o aluno toma o lugar e a brincadeira continua até todos participarem.

Brinquedo livre: liberar os alunos para brincar livremente no pátio.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

04:32

5 dinâmicas para o 1º dia de aula de Educação Física em escolas



O primeiro dia de aula é fundamental para o entrosamento entre aluno e professor, seja de qualquer nível, ensino fundamental, ensino médio ou ensino superior, da rede pública ou privada, o relacionamento entre professor e aluno está diretamente relacionado com o aproveitamento e aprendizado da turma.

Então, vamos a 5 dinâmicas que podem ser feitas nesse primeiro dia de aula.

"Tudo sobre mim"

Objetivos dessa dinâmica para primeiro dia de aulas é conhecer o participante, promover o auto-conhecimento e conhecimento do outro além de promover o relacionamento interpessoal e a autoconfiança.
.
Materiais: Uma folha contendo o formulário abaixo:

a. O que eu mais gosto de fazer?
b. O que menos gosto de fazer?
c. Uma qualidade minha é:
d. Um defeito meu é:
e. Pretendo chegar a ser:

Procedimento: Cada participante receberá uma folha contendo o "formulário".
Os participantes terão 15 minutos para responder.
Depois dos 15 minutos cada um se apresentará ao grupo, lendo o que escreveu.

Dica: Promover um ambiente agradável e descontraído para que todos possam se apresentar.


"Qual seu nome?"

s dinâmicas de integração para o primeiro dia de aula têm como objetivo que os participantes se apresentem, que memorizem os respectivos nomes, que iniciem um relacionamento amistoso e que se desfaçam as inibições que falem de suas expectativas para o início do ano letivo ou do curso.
O professor ou educador começa com a apresentação e depois pede que os alunos se apresentem da seguinte maneira:
Formar uma roda, tomando o cuidado de verificar se todas as pessoas estão sendo vistas pelos demais colegas.
Combinar com o grupo para que lado a roda irá girar.
O educador inicia a atividade se apresentando e passa para outro. Por exemplo: "Eu sou João, e você, quem é?" "Eu sou Márcia, e você, quem é?" "Eu sou Lívia, e você quem é"?
A dinâmica de integração pode ser feita com o grupo de alunos ou estudantes sentados sem a roda girar.


"Tiro pela Culatra"

Nessa dinâmica deve-se fazer uma roda e estipular uma ordem para que o colega do lado diga uma tarefa para que o colega execute.
Quando todos tiverem escolhido a tarefa, Coordenador dá um novo comando:
- Cada pessoa deverá praticar a tarefa, exatamente como foi escolhida para o colega da direita.
É uma dinâmica bem engraçada e é muito utilizada como "quebra gelo ".


"Dinâmica do Emboladão"

Esta dinâmica propõe uma maior interação entre os participantes e proporciona observar-se a capacidade de improviso e socialização, dinamismo, paciência e liderança dos integrantes do grupo.
Faz-se um círculo de mãos dadas com todos os participantes da dinâmica.
O Coordenador deve pedir que cada um grave exatamente a pessoa em que vai dar a mão direita e a mão esquerda.
Em seguida pede que todos larguem as mãos e caminhem aleatoriamente, passando uns pelos outros olhando nos olhos (para que se despreocupem com a posição original em que se encontravam). Ao sinal, o Coordenador pede que todos se abracem no centro do círculo" bem apertadinhos". Então, pede que todos se mantenham nesta posição como estátuas, e em seguida dêem as mãos para as respectivas pessoas que estavam de mãos dadas anteriormente (sem sair do lugar).
Então pedem para que todos, juntos, tentem abrir a roda, de maneira que valha como regras: Pular, passar por baixo, girar e saltar.


"Dinâmica da Escultura"

Esta dinâmica estimula a expressão corporal e criatividade.  2 x 2 ou 3 x 3, os grupos devem fazer a seguinte tarefa:
Um participante trabalha com escultor enquanto os outro (s) ficam estátua (parados). O escultor deve usar a criatividade de acordo com o objetivo esperado pelo Coordenador, ou seja, pode buscar:
-estátua mais engraçada
-estátua mais criativa
-estátua mais assustadora
-estátua mais bonita, etc.
Quando o escultor acabar (estipulado o prazo para que todos finalizem), seu trabalho vai ser julgado juntamente com os outros grupos. Pode haver premiação ou apenas palmas.

Boa volta às aulas!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

14:16

Diferença entre a Educação Física e as outras matérias




Uma grande diferença entre a Educação Física e as outras matérias está na extrema vinculação das outras ao conteúdo teórico. Tanto que se exige um determinado ambiente - os alunos têm que fazer silêncio, tem que ficar quietos inclusive para não distrair os demais. Mas em Educação Física todos se movem, se mexem, agem. Na hora do jogo o professor não age, como os professores das outras disciplinas agem. Na Educação Física os alunos interagem, cooperam, se conflitam, sentem emoções, criam, desafiam. É neste tipo de ações dos alunos que está a riqueza da Educação Física. Por isto a ação do professor de Educação Física deve ser diversa das dos outros professores. Os outros estão interessados em conduzir as atividades na direção do aprendizado de determinado conhecimento. O professor de Educação Física pode observar a ação e interação dos alunos nos jogos e pensar em como melhorar o comportamento social, emocional, como incentivar a cooperação, fazer os alunos mais conscientes de si e dos seus pares, entender melhor o grupo e assim por diante.

Para combater o sedentarismo a maioria das atividades físicas é suficiente, afinal não é objetivo da educação produzir super-atletas ou super-homens. Pode-se garantir o objetivo de hábitos de atividade física com muitas atividades. Isto inclusive facilita, pois temos liberdade de escolher aquelas que os alunos gostam. Se um aluno não gosta de fazer análise gramatical ou em aprender raiz quadrada ele tem que aprender a conviver com isto. Mas na Educação Física, uma vez que a maioria das atividades servem para produzir os benefícios físicos, porque escolher atividades não bem aceitas pelos alunos? Não faz sentido.

Qual então a diferença entre um recreio dinâmico e uma aula de Educação Física?  Se não houver diferença será mais eficiente (inclusive mais barato) abolir a Educação Física e aumentar os tempos de recreio. A diferença está justamente naquilo que o professor de Educação Física pode observar e bem nos seus alunos: como agem, como interagem, como se conflitam e resolvem estes conflitos, como se emocionam. Os professores em sala de aula não podem fazer estas observações: estão presos aos conteúdos a serem passados.

Se o propósito da Educação Física é criar hábitos sadios de atividade física e recreação na verdade o que ela está propondo é que as pessoas aprendam a se recrear. Portanto se a Educação Física melhora a "qualidade do recreio" ela está fazendo o seu papel. Se os alunos melhorarem a qualidade do recreio porque passam pelas aulas de Educação Física podemos dizer que pelo menos este objetivo foi alcançado.

Por isto creio que a riqueza e a justificativa da Educação Física está no que pode o professor de Educação Física fazer porque ele é talvez o único professor a ver os alunos em atividade livre. Ele pode ajudar os alunos a ganharem experiência de vida, porque os alunos são livres na sua aula. Há espaço para que os alunos se experimentem nos jogos e atividades.  Pode usar a aula como um laboratório social, onde os alunos aprendam a cooperar, aprendam a ter responsabilidade social, aprendam a decidir, a resolver conflitos. Aprendam a viver democraticamente. Pode usar as aulas como um laboratório de emoções, onde o aluno pode aprender a controlá-las, dirigi-las, expressá-las e as compreender.

Este talvez seja o maior desafio da nossa profissão: elaborar justificativas sólidas e bem justificadas para a inserção da Educação Física como disciplina obrigatório a de todos os cursos em todos os níveis.
04:21

Plano de aula para ritmos brasileiros

http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/montecristo/biblio/2008/leitura/imagem/ritmos.jpg
   
Objetivos
- Conhecer as diferentes nuances que compõem o ritmo musical (duração, intensidade e tonalidade).
- Interpretar corporalmente os diferentes ritmos brasileiros.
- Criar ritmos e expressões corporais com base nas canções escolhidas.


Conteúdo 

- A dança, o ritmo e suas nuances: forte e fraco, simétrico e assimétrico, agudo e grave e rápido e lento.

Anos
3º a 6º.

Tempo estimado
Três aulas.

Material necessário
Instrumentos musicais (tambor, berimbau, pandeiro, flauta, atabaque etc.), CDs de músicas brasileiras (samba, maracatu, frevo etc.), DVDs de apresentações musicais e de dança, aparelhos de som e de DVD.

Desenvolvimento 
 
1ª etapa
 
Depois de realizar um levantamento sobre os ritmos e as danças mais presentes na cultura do local, da escola e da comunidade, retome-os numa roda de conversa. Apresente aos alunos dois ritmos ou duas danças que fazem parte desse universo. É interessante trabalhar com exemplos bem diferentes nas variáveis musicais - letra, melodia, intensidade, tonalidade etc. Leve para a sala fotos de alguns instrumentos utilizados nessas manifestações artísticas e, em seguida, exiba fotos e vídeos de espetáculos pertencentes aos temas selecionados. Deixe que os alunos escolham um. Com base no eleito por eles, proponha a realização de uma vivência rápida. Sugira uma interpretação livre da música e faça algumas paradas e perguntas do tipo: como é caracterizado esse ritmo na nossa cultura? De que manifestação da dança estamos falando? Quais os instrumentos utilizados? Como são os movimentos dessa dança? Vocês conhecem esse ritmo? Como podemos descrevê-lo?
Flexibilização de tempo 
Acrescente para todos a experiência tátil de sentir as vibrações. Proponha que coloquem as mãos sobre as caixas de som e distingam o tempo musical por meio de vibrações mais fortes e mais fracas. Dê atenção individual para ajudar o aluno surdo na atividade. Assim ele poderá dançar sentindo as vibrações e não apenas copiando os gestos dos demais.
Flexibilização de recursos
As imagens, tanto de fotos como de vídeos, facilitam a compreensão por parte dele. O intérprete de Libras pode transmitir as discussões e os comentários sobre as imagens.

2ª etapa
 
Tenha em mãos alguns instrumentos musicais utilizados na dança escolhida pelos estudantes. Eles serão convidados a se expressar corporalmente com base nas nuances de sons e ritmos sugeridas pelos instrumentos: graves e agudos, fortes e fracos, rápidos e lentos e simétricos e assimétricos. Estimule a garotada a perceber a relação entre eles e os tipos de movimento e de expressão corporal. Exemplo: quais os movimentos que se relacionam com os sons fortes? Como nos expressamos (dançamos) quando o ritmo é lento? Como dançar em músicas com progressões bastante assimétricas?
Flexibilização de conteúdos 
As associações são priorizadas pelo movimento e não pelo som. Inclua questões que valorizem a identificação visual.
Flexibilização de recursos
O aluno surdo pode receber as explicações em Libras. Utilize imagens e cenas de dança.

3ª etapa
 
Divida a sala em grupos de quatro ou cinco alunos e peça que cada um deles construa uma minicoreografia com base nas vivências realizadas. Deixe os instrumentos, o aparelho de som e os CDs ao alcance de todos para que possam explorar movimentos em função da música. Sorteie um ou dois grupos para apresentar as coreografias.
Flexibilização recursos 
Para marcar os passos, utilize gestos e conte o tempo com palmas. Observando os colegas ouvintes e com a ajuda deles, o aluno surdo dança também.
Flexibilização de tempo
A atividade pode ser repetida ou reforçada na sala de recursos no contraturno.
Avaliação
Numa roda de conversa, verifique se a turma identifica as nuances que compõem os ritmos das diferentes danças e se compreende as características das manifestações da cultura local. Em termos de conteúdo, os alunos devem saber que existem diferentes formas de expressão corporal para cada um dos ritmos e que há coerência entre os movimentos e as nuances de ritmos das diferentes danças.

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