sábado, 29 de novembro de 2008

15:10

Autismo

Autismo é uma desordem na qual uma criança jovem não pode desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo e ritualista, e geralmente não desenvolve inteligência normal.

O autismo é uma patologia diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas doenças.

Sinais de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes dos três anos de idade. A desordem é duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.

Causas

A causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).

Sintomas e diagnóstico

Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir - por não poder ou não querer - falar nada. Quando falamos com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela (ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.

Sintomas de autismo em uma criança levam o médico ao diagnóstico, que é feito através da observação. Embora nenhum teste específico para autismo esteja disponível, o médico pode executar certos testes para procurar outras causas de desordem cerebral.

A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do que 70).

Entre 20 e 40 por cento das crianças autistas, especialmente aquelas com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes da adolescência.

Algumas crianças autistas apresentam aumento dos ventrículos cerebrais que podem ser vistos na tomografia cerebral computadorizada. Em adultos com autismo, as imagens da ressonância magnética podem mostrar anormalidades cerebrais adicionais.

Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ou autismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade.

Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições.

Prognóstico e tratamento

Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida.

Muitos especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência subnormal - por exemplo, aquelas com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão - provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo integral quando adultos.

Crianças autistas na faixa de Q.I. próximo ao normal ou mais alto, freqüentemente se beneficiam de psicoterapia e educação especial.

Fonoterapia é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia.

A linguagem dos sinais às vezes é utilizada para a comunicação com crianças mudas, embora seus benefícios sejam desconhecidos. Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil quando uma criança autista testar a paciência de até mesmo os pais mais amorosos e os professores mais dedicados.

Lista de Checagem do Autismo

A lista serve como orientação para o diagnóstico. Como regra os indivíduos com autismo apresentam pelo menos 50% das características relacionadas. Os sintomas podem variar de intensidade ou com a idade.
 

Dificuldade em juntar-se com outras pessoas,
Insistência com gestos idênticos, resistência a mudar de rotina,
Risos e sorrisos inapropriados,
Não temer os perigos,
Pouco contato visual,
Pequena resposta aos métodos normais de ensino,
Brinquedos muitas vezes interrompidos,
Aparente insensibilidade à dor,
Ecolalia (repetição de palavras ou frases),
Preferência por estar só; conduta reservada,
Pode não querer abraços de carinho ou pode aconchegar-se carinhosamente,
Faz girar os objetos,
Hiper ou hipo atividade física,
Aparenta angústia sem razão aparente,
Não responde às ordens verbais; atua como se fosse surdo,
Apego inapropriado a objetos,
Habilidades motoras e atividades motoras finas desiguais, e
Dificuldade em expressar suas necessidades; emprega gestos ou sinais para os objetos em vez de usar palavras.
15:07

Prevençao de acidentes com brinquedos


A cada ano, aproximadamente 111.000 crianças com menos de 14 anos de idade são atendidas em emergências hospitalares por lesões relacionadas a brinquedos.

Em 1996, mais de 450.000 crianças com menos de 14 anos de idade procuraram atendimento de emergência por lesões devidas ao uso de bicicletas, skates ou patins. Ao comprar brinquedos desse tipo, não esqueça de comprar também capacetes, roupas refletivas, buzina, joelheiras, cotoveleiras e protetores de pulso.

Algumas dicas para comprar brinquedos Gastrite - Ilustração Gerson Berr

Ao comprar brinquedos para crianças, pense GRANDE. Todas as partes do brinquedo devem ser maiores do que o pulso da criança para prevenir o sufocamento. Se um brinquedo passar por dentro do tubo de papelão de um rolo de papel higiênico, ele é muito pequeno para crianças pequenas.

Leia com atenção as instruções, indicação de idade e cuidados do fabricante antes de comprar. As recomendações de faixa etária levam em consideração as habilidades cognitivas da criança, bem como os aspectos de segurança do brinquedo, que se for indicado para uma idade muito superior ou muito inferior a da criança, pode ser usado inadequadamente, causando lesões.

Oriente a criança quanto ao uso adequado do brinquedo.

Evite dardos, brinquedos autopropelidos ou que emitem som de alto volume, pois podem causar danos aos olhos ou ouvidos.

Procure brinquedos de construção robusta. Peças pequenas (como os olhos) em animais de pelúcia devem ser firmemente costuradas e não somente coladas ou fixadas com grampos.

Evite brinquedos com cordas, alças ou fitas maiores do que 15 cm, pois podem resultar em estrangulamento.

Escolha uma caixa de brinquedos cuja tampa permaneça aberta em várias posições para evitar lesões pela queda da tampa sobre a criança.

Brinquedos apropriados para cada idade

Recém-nascido a 1 ano de idade

Escolha brinquedos vistosos, que atraiam o olhar, a audição e o toque do seu bebê. Brinquedos adequados incluem: tapetes de atividade, animais de pelúcia sem olhos ou nariz de botão, brinquedos para o banho, bonecos macios, móbiles, livros de pano, blocos de madeira ou plástico de tamanho grande, chocalhos.
1 a 3 anos de idade

Crianças desta idade são curiosas e sem noção de perigo. Gostam de escalar, pular, atirar coisas e jogos de empurrar. Brinquedos adequados incluem: livros, blocos, jogos de encaixar, bolas, jogos de puxar e empurrar, brinquedos que imitam painel de automóveis, telefones de brinquedo, brinquedos de formas, brinquedos de bater, bonecos mais robustos.
3 a 5 anos de idade

Estas crianças gostam de testar sua força física, gostam de jogos de experimentação ou aqueles que imitam atividades de crianças mais velhas ou dos pais. Brinquedos adequados incluem: material de artes não tóxico (tintas, massa de modelar...), vídeos, instrumentos musicais, quadro negro e giz, martelo e bancada, brinquedos de casa (vassoura, fogão...), brinquedos de transporte (triciclos, carros, caminhões), toca-fitas ou fitas, fantasias, utensílios para chá, brinquedos de pátio (tabela de basquete, balanço, goleira, caixa de areia...).
5 a 9 anos de idade

Estas crianças são mais criativas e fisicamente ativas do que as mais novas. Sabem escrever, fazer artesanato e artes e usar brinquedos mecânicos simples como trens e carros. Brinquedos adequados são: material de artesanato, corda de pular, marionetes, livros, trens elétricos (após os 8 anos), bicicletas, patins, jogos de mesa, equipamento esportivo. Verifique toca-fitas e brinquedos a pilha periodicamente quanto a presença de fios soltos.
9 a 14 anos de idade

Estas crianças já gostam de desenvolver hobbies e de atividades científicas. Presentes apropriados incluem: computador, microscópio, jogos de mesa e de tabuleiro, equipamento para esportes coletivos.
Jogos eletrônicos são adequados para todas as idades, as preocupações com estes brinquedos se restringem à adequação do tema à capacidade crítica da criança e ao tempo despendido sem atividade física pela criança.
15:07

Coqueluche

É uma doença infecciosa altamente contagiosa que atinge o trato respiratório causando intensa bronquite. Tem como agentes etiológicos bactérias chamadas Bordetella pertussis e Bordetella parapertussis

Que se sente?

A coqueluche se manifesta classicamente em três estágios.

Estágio catarral

As queixas iniciais são de sintomas semelhantes aos do resfriado comum: febre moderada, coriza, espirros e tosse irritativa

Estágio paroxístico

Cerca de duas semanas após a tosse se torna paroxística, com espasmos (paroxismos) de tosse. A tosse caracteriza-se por acessos repetidos, vinte a trinta tossidas sem inalação seguidas de um ruído inspiratório característico(guincho). A face se torna pletórica a cada acesso de tosse ou repentinamente fica azulada (cianótica). A criança pode perder momentaneamente a consciência ao final de uma crise de tosse. Durante essa fase, existe uma intensa produção de muco e as crises de tosse podem induzir ao vômito. Estes acessos geralmente são acompanhados de sudorese e vômitos. Estágio de convalescença. Os sintomas começam a regredir progressivamente. A duração total da doença pode alcançar seis a dez semanas.

Como se adquire?

A infecção é disseminada pelo ar por meio de gotículas respiratórias (fomites) de uma pessoa infectada. O homem é o único hospedeiro da Bordetella pertussis ou da Bordetella parapertussis.

Incubação

O período de incubação é de seis a vinte e um dias.

Complicações

As complicações mais frequentes incluem: convulsões, pneumonias, encefalopatias e morte. A taxa de mortalidade é mais elevada até o segundo mês de vida diminuindo gradativamente até um ano de idade.

Diagnóstico

Na maioria dos casos o diagnóstico é baseado em evidências clínicas. O hemograma com leucocitose, linfocitose e sedimentação normal ou baixa aliado ao quadro clínico é de valia. O Rx com espessamento brônquico não é suficiente para confirmação diagnóstica. Os exames culturais são tecnicamente difíceis. Os testes de amplificação do DNA são válidos, mas nem sempre estão disponíveis, PCR (reação em cadeia de polimerase).

Prevenção

A imunização de rotina contra a coqueluche impede ou atenua de forma considerável o surgimento da doença, sendo considerada ótima a aplicação de cinco doses de vacina entre os quarto ou sexto anos de idade. O uso sistemático de vacina acelular (DTaP) ao invés da vacina total (DTP) proporciona a mesma cobertura imunológica com diminuição da incidência de reações adversas. O uso de Paracetamol antes da vacinação e seis a oito horas após reduz o número de reações febris sem diminuir a eficácia da imunização. O emprego da quimioprofilaxia deve ser orientado por profissional de saúde.
15:05

Risco da musculação na infância

Os adolescentes de ambos os sexos estão entrando numa fase em que o corpo avantajado e com os músculos bem delineados são "lindos" nos dois sexos. Este fato tem levado para as academias de ginástica legiões de crianças ainda não completamente desenvolvidas para praticarem exercícios massacrantes para ficarem "bem" perante a "turma". Este fato por si só já seria contra-indicado, pois o aumento exagerado da massa muscular na fase de crescimento, atrapalha o crescimento dos membros, fazendo com que o menino ou a menina fiquem um pouco aquém da altura prevista geneticamente. Isto não é tudo, pois existe o risco dos anabolizantes, as chamadas "bolinhas", as "bombas" para tornar o menino ou a menina num HULK patrício em 2 a 3 meses.
O uso destas bombas acaba por acarretar nos meninos: afinamento da voz, desenvolvimento dos seios, queda de cabelo. Nas meninas poderemos encontrar aparecimento de pêlos, engrossamento da voz, masculinização no andar e no agir.
Porque os adolescentes apelam para os anabolizantes? Muitos destas crianças não querem malhar 6 meses para adquirir aquele "corpo", preferem usar as "bombas" e adquiri-lo em dois meses.
Infelizmente estes meninos e meninas não sabem que o aumento da massa muscular obtida desta maneira, desaparece em poucos meses se as "bombas" pararem de serem ingeridas. Não podemos esquecer também da profilaxia da AIDS. Em muitas destas "academias", a aplicação destes anabolizantes é feita em conjunto , compartilhando seringas e o risco da AIDS e Hepatite.
Em alguns relatos encontramos pessoas recebendo mais de 30 vezes os teores normalmente produzidos do hormônio por um homem saudável.
Para os meninos gostaríamos de lembrar que o uso continuado do anabolizante, leva a uma semi-atrofia testicular com afinamento da voz e queda dos pêlos e diminuição do desejo sexual. A pele destes adolescentes se torna áspera, as estrias são mais freqüentes, a calvície surge ou se acentua, nas mulheres aparece queda dos cabelos. A agressividade aumenta tanto nos homens como nas mulheres e nestas costuma haver aumento no clitóris e alterações no ciclo menstrual. A pressão arterial se eleva um pouco e aumenta o depósito de gordura nas artérias. Gradativamente os homens vão apresentando aumento das mamas. Quando em fase de crescimento leva ao fechamento precoce das cartilagens dos ossos do crescimento bloqueando o mesmo e fazendo com que o adolescente fique com menor estatura.
Existe uma predisposição destes usuários de desenvolverem tumores hepáticos. Nunca se iludir, pois no início do uso do anabolizante, pode haver um ligeiro estímulo ao apetite sexual, mas com o tempo a queda é importante.
Alem dos anabolizantes costumam usar também o hormônio de crescimento, que terá efeitos semelhantes, mas como o seu custo é muito elevado poucos terão condições de usá-lo.
Enfim um conselho aos jovens: pratiquem esportes, façam exercícios, "malhem" a vontade, mas não façam uso de droga para obter a falsa impressão de que estão saudáveis e "fortes".

13:19

Ajude o povo de Santa Catarina, mesmo de longe.


Impossível olhar diante das imagens da TV ou até mesmo fotos em reportagens de jornal ou site e não se comover com o drama das pessoas que, por causa de um fenomeno natural, perderam casa, roupa, bens e etc.

E, com essa globalização louca, fica bem mais fácil ajudar mesmo que de longe.

A defesa civil de Santa Catarina facilitou o trabalho de quem está longe e quer ajudar: abriu ao público várias contas para arrecadar fundos.

Essas contas servirão para arrecadar dinheiro para compra de medicamentos, comidas e outras coisas que se façam necessárias. Segue as contas abaixo:

Banco/SICOOB SC - 756 - Agência 1005, Conta Corrente 2008-7 
Caixa Econômica Federal - Agência 1877, operação 006, conta 80.000-8 
Banco do Brasil
– Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7 
Besc – Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0.
Bradesco S/A - 237 Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1
Itaú S/A - 341, Agência 0289, Conta Corrente 69971-2
SICREDI - 748, Agência 2603, Conta Corrente 3500-9
SANTANDER - 033, Agência 1227, Conta Corrente 430000052 
Nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual de Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57.

IMPORTANTE:

Defesa Civil de SC alerta sobre ação de golpistas pela Internet.
 
A Defesa Civil não envia mensagens eletrônicas com pedidos de auxílio
.

Link que mostra a lista de óbitos dessa tragédia até a data de hoje.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

01:30

Em audiência na Câmara, COB defende educação física nas escolas

Investir na base e na formação esportiva das crianças desde a escola, fazendo com que a Educação Física seja valorizada na grade escolar. Este foi um dos caminhos apontados pelo Comitê Olímpico Brasileiro para criar uma cultura esportiva no país e fazer do esporte uma ferramenta de educação e socialização no Brasil. A defesa do COB ocorreu nesta quinta-feira, dia 27, durante audiência na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, que se reuniu para falar sobre as Olimpíadas Estudantis, que integram as Olimpíadas Escolares e as Olimpíadas Universitárias. Na audiência, o COB esteve representado pelo presidente, Carlos Arthur Nuzman, pelo superintendente executivo de esportes, Marcus Vinícius Freire, e pelo gerente do departamento de eventos, Edgar Hubner.

"Precisamos valorizar o professor de Educação Física e a prática esportiva nas escolas, de forma a permitir que as crianças e jovens possam conhecer e praticar os valores do Olimpismo. Este é o início de tudo. Não adianta a Educação Física ser obrigatória por lei e não ser cumprida, seja pela escola não ter instalação esportiva ou por ser praticada de forma inadequada e que não atenda aos anseios do esporte e da educação", explicou Nuzman.

As Olimpíadas Estudantis foram criadas em 2005 a partir de um convênio com o Ministério do Esporte e com as Organizações Globo e tem como objetivo recuperar e incentivar a prática esportiva nas escolas, estimular a prática do esporte escolar com fins educativos e ampliar o ambiente para o desenvolvimento dos talentos esportivos. É um projeto que vai até 2012, podendo ser renovado até 2020. De forma a permitir o equilíbrio técnico da competição, as Olimpíadas Escolares são divididas nas categorias de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos. O evento conta com nove modalidades: atletismo, basquete, futsal, handebol, judô, natação, tênis de mesa, vôlei e xadrez. Além disso, a cada ano as Olimpíadas Escolares vêm proporcionando aos participantes uma série de atividades paralelas relacionadas à cultura, ao meio-ambiente e ao turismo, bem como palestras de técnicos e de atletas olímpicos.

Em 2005, o COB arcou com 100% das despesas das equipes que disputaram a fase final das Olimpíadas Escolares, tendo como fonte de recursos o percentual (10%) da Lei Agnelo/Piva que o COB é obrigado por lei a investir no esporte escolar. Como os valores oriundos da lei não seriam suficientes para manter a competição ao longo dos anos, a partir de 2006, conforme informado na época às secretarias estaduais, o COB diminuiu gradativamente o subsídio ao transporte. Já em 2008 esse item foi coberto integralmente pelas secretarias estaduais, cabendo ao COB os custos com a organização do evento, aquisição e aluguel de equipamentos, alimentação, hospedagem em hotel (padrão três estrelas) e arbitragem. As cidades-sede entram com uma contrapartida em termos de serviços, como, por exemplo, transporte interno das equipes, segurança, montagem do comitê organizador e atendimento médico. Hoje, exceto os custos de transporte entre os estados e a cidade-sede, cada edição das Olimpíadas Escolares custa aproximadamente R$ 3,5 milhões para o COB.

Em três edições (2005, 2006 e 2007), as Olimpíadas Escolares já reuniram cerca de 4,3 milhões de alunos nas seletivas municipais e estaduais (fases classificatórias) e na fase nacional das duas categorias. Somente na fase nacional, que corresponde à fase final da competição, em 2008 foram 2.755 atletas na categoria de 12 a 14 anos, realizada em Poços de Caldas (MG) e 2.854 atletas entre 15 e 17 anos, cuja competição aconteceu em João Pessoa (PB). No total, 18.650 escolas (13.845 públicas e 4.815 privadas) participaram das Olimpíadas Escolares em 2008, sendo 1.623 na fase final. A competição envolveu um total de 1.869 municípios (33,6%). Já as Olimpíadas Universitárias 2008, realizada em Maceió, reuniram 2.766 alunos e 190 instituições de ensino superior dos 27 estados. "Vários dos participantes de hoje das Olimpíadas Escolares serão os futuros representantes do Brasil a partir de 2016 nos campeonatos mundiais e nos Jogos Olímpicos. Este projeto foi apresentado recentemente na Malásia, durante um congresso do Comitê Olímpico Internacional, e foi considerado inédito em todo o mundo", revelou Edgar Hubner.



sexta-feira, 14 de novembro de 2008

07:42

A importancia de um não, o não de Eloá



Criando um Monstro.

O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por... Nada? Será que é índole?

Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência?

Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade?
O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?

O rapaz deu a resposta: 'ela não quis falar comigo'.

A garota disse não, não quero mais falar com você.
E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não.
Seu desejo era mais importante.

Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão.

Que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados.

Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único.

Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.

Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19.

Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha.

Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida.

Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá.

Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal sequestrador converssasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.

Simples assim. NÃO.

Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça. O mundo está carente de nãos.

Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças.

Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos.

Noras que não conseguem dizer não às sogras.

Chefes que não dizem não aos subordinados.

Gente que não consegue dizer não aos próprios desejos.

E assim são criados alguns monstros.Talvez alguns não cheguem a sequestrar pessoas.

Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco.

Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal.

Os pais dizem, 'não posso traumatizar meu filho'. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos.

Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes.

Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer:Não, você não pode bater no seu amiguinho.

Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos.

Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei.

Não, você não vai passar a madrugada na rua.

Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação.

Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos.

Não, essas pessoas não são companhias pra você.

Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate.

Não, aqui não é lugar para você ficar.

Não, você não vai faltar na escola sem estar doente.

Não, essa conversa não é pra você se meter.

Não, com isto você não vai brincar.

Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.

Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles.

E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam.

Usam drogas.

Compram armas.

Transam sem camisinha.

Batem em professores.

Furam o pneu do carro do chefe.

Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.

Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário.

Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranquilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade.

E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso.

Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem.

O não protege, ensina e prepara. Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento.

Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor.

E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.


ARTIGO PUBLICADO NO JB, DA DRª MARIA ISABEL, PROFESSORA DE PSICOLOGIA,


terça-feira, 11 de novembro de 2008

13:52

Psicólogo na Escola


Regina Célia de Souza

(...) sou a favor dos psicólogos práticos, a favor do trabalho prático e, portanto, em sentido amplo, a favor da ousadia e do aprofundamento de nosso ramo da ciência na própria vida.(Vygotsky,1968)

O que consiste este trabalho prático do psicólogo na educação?

Num primeiro momento, relacionar os conhecimentos específicos da Psicologia com os conhecimentos educativos. Para isso é necessário conhecer os temas da educação e o funcionamento da escola enquanto instituição característica para que estes conhecimentos possam ser articulados.

Cabe ressaltar que o trabalho prático, a que se refere Vygotsky, não é um trabalho afastado da teoria, nem uma superposição do campo psicológico sobre o educacional, e sim um trabalho de reflexão da prática a partir da teoria.

Assim, apoiado em seus pressupostos teóricos e estes, por sua vez, já articulado ao conhecimento educativo, a grande contribuição do psicólogo escolar reside nos bastidores da instituição, isto é, sua ação deve desenvolver-se prioritariamente com os professores e não com os alunos, contribuindo para que eles estejam cada vez mais fortalecidos e instrumentalizados para uma atuação de qualidade junto ao alunado.

Hoje não temos dúvidas de que o trabalho mais importante que um psicólogo possa desenvolver nas instituições de educação é a formação em serviço de seus educadores.

Neste sentido, sua contribuição pode apontar algumas direções:

Ajudar o educador a refletir sobre sua infância, para melhor compreender a infância de seus alunos;
Contribuir para que o educador infantil possa rever sua identidade enquanto profissional, encontrando um sentido cada mais significativo par seu fazer pedagógico;
Auxiliar o educador no convívio das relações grupais; - nas relações de equipe e na construção da turma enquanto grupo;
Ajudar o educador a refletir sobre sua família para melhor compreender a dinâmica familiar de seus alunos e novo perfil familiar ;
Ajudar o educador a refletir e conhecer sobre o desenvolvimento humano e os processos ensino/aprendizagem com base nos fundamentos teóricos que sustentam sua prática, possibilitando que ele possa compreender e encaminhar, com clareza, o percurso de escolarização de seus alunos evitando os excessivos encaminhamentos a sessões psicopedagógicas.
Além disso, não se deve perder de vista algumas questões éticas e políticas:

É preciso que o psicólogo compreenda que no cenário escolar, da mesma forma que outros técnicos presentes na escola, ele não é o protagonista da cena. Seu trabalho é nos bastidores, buscando promover o educador em suas necessidades de reflexão e de construção de conhecimento. Para isso é fundamental que tenha uma visão integrada desse educador-sujeito, pois seu trabalho é ajudá-lo a se descobrir, a se desvelar, alcançando segurança, autonomia na sala de aula. E isso só é possível através do respeito – respeito por um conhecimento que o professor construiu referente ao cotidiano da sala de aula e que é o objetivo primeiro da escola; e respeito pela pessoa do educador, não lhe lançando interpretações que não está preparado para ouvir – a escola não espaço para clínica psicológica.

Mas, além disso o que pode fazer o psicólogo escolar?

Pode:

desenvolver trabalhos de Orientação Vocacional e Profissional com os alunos;
desenvolver ações preventivas junto com o corpo docente no que se refere à uso de drogas ;
desenvolver ações esclarecedoras junto com o corpo docente para os alunos sobre sexualidade, ética, agressividade...
desenvolver ações esclarecedoras junto com o corpo docente para as famílias sobe desenvolvimento humano, prevenção do uso de drogas, sexualidade, agressividade, ética...
desenvolver ações esclarecedoras junto com o corpo docente para as famílias sobre o desenvolvimento acadêmico dos alunos;
desenvolver ações esclarecedoras junto com o corpo docente para famílias e alunos sobre a metodologia e os objetivos da escola;
participar com toda equipe da escola da construção de seu projeto político pedagógico;
desenvolver trabalho de relações grupais para que a equipe da escola possa cada dia melhorar suas relações interpessoais.
* artigo adaptado do texto: "O psicólogo e a educação – uma relação possível" publicado no livro "A práxis na formação de educadores infantis" da mesma autora. Ed. DP&A. 2002. RJ.

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