quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

16:29

O que é coordenação motora?

 

Esta é a capacidade de coordenação de movimentos decorrente da integração entre comando central (Cérebro) e unidades motoras (neurônio e conjunto de fibras musculares inervadas) dos músculos e articulações.

Qualidade considerada primordial para execução de qualquer tarefa, portanto é a mais trabalhada na atividade física durante o crescimento e desenvolvimento.


Existem ainda algumas subdivisões dos tipos de capacidades coordenativas:

- Gerais: envolvem integração intermuscular para desenvolvimento de habilidades motoras comuns como caminhar, saltar, correr, arremessar e outras;


- Finas: relacionadas a movimentos mais específicos e refinados que, muitas vezes, exigem interação cinestésica, somestésica (sensibilidade tátil), visual, rítmica etc... (HIRTIZ 1972).

Apesar de ser muito estimulada na infância esta qualidade física por vezes é negligenciada nos programas de atividade física para adultos. Esta é altamente treinável, após uma sessão de exercício já se obtém ganhos coordenativos. Muitas pessoas não conseguem realizar alguns treinos não por falta de força ou resistência, mas por falta de coordenação.

Os programas de atividade física em prol da saúde devem conter exercícios específicos de desenvolvimento coordenativo. Através da melhoria da coordenação motora, conseguimos executar tarefas físicas diárias de uma maneira mais eficiente e econômica, além de melhorar o treino das outras capacidades (resistência, força, velocidade, flexibilidade).

Na prática o profissional de educação física gabaritado, durante as sessões de exercícios específicos, deve incluir “momentos” para estimular o aluno a desenvolver a coordenação. Isso pode ser feito através de um exercício específico, ou simplesmente através de propostas e desafios como: mudança de aparelhos, posição, forma de execução, correção de técnica, etc.

Atividades rítmicas como aeróbica e dança, de consciência corporal como yoga e ginástica natural; e jogos em geral, estimulam muito o desenvolvimento da coordenação motora. Portanto, é interessante incluir algo do tipo no cotidiano de atividade física.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

10:07

O que é licenciatura em Educação Física?



Como educação física é uma disciplina obrigatória nos ensinos Fundamental e Médio, o maior campo de trabalho para os licenciados são as escolas públicas e privadas. Outra área que demanda profissionais é a de condicionamento físico, onde ele pode trabalhar como personal trainer.


A Licenciatura possibilita que o graduado tenha acesso a técnicas que o tornarão apto a transmitir o aprendizado, atuando como professor, em escolas de Educação Infantil e no Ensinos Fundamental e Médio. Quando a opção é ser um professor no nível superior, é preciso ter, no mínimo, pós-graduação na área, há instituições que definem como critérios para contratação um mestrado no currículo.


Objeto de estudo
o processo de ensino-aprendizagem dos conceitos fundamentais e das teorias relativas às diferentes manifestações e expressões da cultura do movimento humano.

Campo de atuação
escolas das redes pública e particular de ensino, compreendendo Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

O que faz o profissional
intervém pedagogicamente em diferentes formas e modalidades do exercício físico, da ginástica, do jogo, do esporte, da luta/artes marciais, da dança.
10:04

O que é Bacharelado em Educação Física?



Profissional com formação generalista, humanista e crítica, ancorada no rigor científico, na reflexão filosófica e na conduta propositiva e ética.

Possui características como autonomia, empreendedorismo, pró-atividade, criatividade, liderança, espírito de grupo, perseverança, consciência crítica, competência técnica, atitude ética e responsabilidade social, na busca permanente do bem comum e da qualidade.

O bacharel em Educação Física é referência em atividade física e promoção da saúde, nas seguintes perspectivas: promoção da saúde e adoção/manutenção/recuperação de um estilo de vida ativo e saudável, tanto nos aspectos preventivos e recuperativos, em relação às doenças e desordens relacionadas às diferentes fases da vida, quanto sobre a melhoria da qualidade de vida e bem-estar nas atividades da vida diária (AVDs); desenvolvimento da aptidão física, tanto para fins estéticos (fitness) quanto para elevação da auto-estima, melhorando as relações intra e interpessoais; promoção do bem estar e qualidade de vida (wellness), tanto na direção da compensação do estresse diário quanto na diversão e satisfação experimentada através do lazer ativo, por intermédio da prática de atividades físicas, esportivas e recreativas; treinamento esportivo, melhorando o condicionamento físico para a prática esportiva competitiva e/ou recreativa; saúde do trabalhador, por meio de atividades físicas, esportivas e recreativas de caráter educativo, praticadas na área corporativa; educação e desenvolvimento da cidadania, por intermédio dos programas sociais na área de educação física, esporte e lazer; inclusão social: por meio das atividades físicas, esportivas e recreativas com pessoas com deficiência; e atenção à saúde, através da inclusão da Educação Física nas unidades e programas de saúde.

A valorização do bem-estar e da qualidade de vida garante vagas para os bacharéis. Os locais que mais empregam são as academias de ginástica. O Brasil conta com 31,8 mil estabelecimentos do gênero e é o segundo país com o maior número de academias por habitante

Objeto de estudo
conceitos fundamentais e teorias relativas às diferentes manifestações e expressões da cultura do movimento humano na perspectiva da adoção de um estilo de vida fisicamente ativo e saudável.

Campo de atuação
academias, empresas, hotéis, hospitais, clubes, condomínios, clínicas, associações esportivas, personal training, associações de bairros, órgãos governamentais e não-governamentais, pessoas e grupos portadores de necessidades especiais.

O que faz o profissional
Atua em diferentes formas e modalidades de atividade física, nas perspectivas da prevenção e da promoção da saúde, do rendimento físico-esportivo, do lazer, da gestão de empreendimentos relacionados às atividades físicas, esportivas e recreativas e com pessoas e grupos de portadores de necessidades especiais.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

05:22

Video sobre Paulo Freire

sábado, 2 de fevereiro de 2008

18:30

Jogos cooperativos


Os jogos sempre estiveram associados à educação e a criança e sempre constituíram uma forma de atividade do ser humano. Os jogos recreiam e educam ao mesmo tempo.
Ao pesquisarmos ao longo da história encontramos que a relação entre o jogo e a educação são antigas, Gregos e Romanos já falavam da importância do jogo para educar a criança. Portanto, a partir do século XVIII que se expande a imagem da criança como ser distinto do adulto o brincar destaca-se como típico da idade.
As brincadeiras e jogos acompanham a criança pré-escolar e penetram nas instituições infantis criadas a partir de então. Nesse período da vida da criança, são relevantes todos os aspectos de sua formação, pois como ser bio-psico-social-cultural dá os passos definitivos para uma futura escolarização e sociabilidade adequadas como membro do grupo social que pertence.
Sua personalidade começa a consolidar-se: o autocontrole e a segurança interna começa a firmar-se.
Benjamin (1984), filósofo alemão nos mostra como a educação infantil deve levar em consideração o espírito alegre da criança, o seu jeito de ser, onde o aprendizado, como tudo, significa pela sua própria natureza, uma aventura e propõe o jogo como a principal atividade infantil para o seu desenvolvimento.
Sabemos que brincando a criança pode adentrar no mundo do adulto pela via da representação e da experimentação e o espaço da instituição (da escola) deve propiciar sempre estes momentos de trocas, de vida e interação.
Sendo assim, a escola deve pensar em propiciar os materiais necessários para que isso seja possível, e o professor deve ser o mediador, aquele que os seleciona, produz e organiza.
Piaget acredita que os materiais utilizados são de suma importância para facilitar a interação social e assim desenvolver, na troca das relações, o desenvolvimento afetivo e cognitivo nos diferentes estágios de desenvolvimento das crianças.
O tema "Jogos Cooperativos na Escola" foi escolhido como forma de apresentar como sistematizar a prática a partir de novos enfoques para educação no Ensino Fundamental, isto é, procurar algumas estratégias novas para poder trabalhar os jogos com as crianças

Arquivo Completo


 
18:29

Educação física escolar e mídia: contribuições e problematizações na formação do receptor-sujeito


O presente estudo apresenta reflexões teóricas referentes à relação entre mídia e Educação Física escolar. Aduzindo propostas contextualizadas para contribuição na formação do receptor-sujeito, tendo a desenvolver uma reflexão crítica, a partir do problema de pesquisa: qual o papel da Educação Física Escolar na formação do receptor-sujeito, num processo de intervenção pedagógica sobre os conteúdos midiáticos? Objetivando analisar diversas interpretações sobre os conteúdos midiáticos e suas contribuições para ação crítica, identificando-as e engajando-as como prática pedagógica nas aulas de educação física escolar. Por fim, desenvolvendo temas referentes ao consumismo, valores, atitudes e atividades esportivas estereotipadas, mostrando aos professores de Educação Física e educadores em geral, sobre a importância e influência crescente dos conteúdos midiáticos sobre os saberes dos educandos, tomando consciência da associação entre mídia-educação-educação física, despertando um olhar mais ativo sobre tal problemática. Conclui-se neste estudo, a relevância de novos olhares epistemológicos para compreensão da recepção midiática, promovendo a retomada de uma formação cultural esportiva autônoma, concorrendo para ação do receptor-sujeito.

A escola contemporânea sofre de diversos problemas ligados a sua prática pedagógica. Despreparos entre professores e olhares passivos a saberes significativos contribuem para uma falsa compreensão da realidade social.
A mídia, como fenômeno importante na cultura entre os jovens, ganha uma forte influência no campo pedagógico, tornando-se uma grande problemática para Educação, em especial para a Educação Física. Sendo de grande importância à mídia no mundo atual, torna-se evidente sua influência no âmbito da cultura corporal de movimento, sugerindo diversas práticas corporais, reproduzindo-as, mas também as transformando e constituindo novos modelos de consumo (BETTI, 2003).
Se cabe à Educação Física introduzir e integrar o aluno na cultura corporal de movimento, há que se considerar que: i) a integração há de ser do aluno concebido como uma totalidade humana, com suas dimensões físico-motora, afetiva, social e cognitiva, e ii) o consumo de informações e imagens proveniente das mídias faz parte da cultura corporal contemporânea, e portanto, não pode ser ignorada; pelo contrário , deve ser objeto e meio de educação, visando instrumentalizar o aluno para manter uma relação crítica e criativa com as mídias (BETTI, 2003, p.97-98).
O professor deve levar ao aluno a compreender o sentido implícito e explícito das informações oferecidas pela mídia, contribuindo para formação de um receptor ativo, seletivo e autônomo em relação aos sentidos originais das mensagens midiáticas, reconstruindo seu próprio significado. Para Pires (2003), cada vez mais a mídia ganha importante espaço na "construção dos saberes/fazeres da cultura de movimento e esportiva" (PIRES, 2003, p.19), intervindo no campo da Educação Física escolar, tendo o esporte como forte aliado.
A TV em destaque surge como instrumento "capaz de instruir gostos e propensões, isto é, de criar necessidades e tendências, esquemas de reação e modalidades de apreciação tais que, a curto prazo, se tornam determinantes para os fins da evolução cultural, também em terreno estético" (ECO, 2004, p.330). Promovendo uma associação entre imagem e linguagem. A TV, fomenta um distanciamento progressivo entre a natureza aristocrática esportiva e sua transformação em espetáculo televisivo. Através de closes, jogadas e replays, constantemente distribuída aos lares, fragmentando e distorcendo o fenômeno esportivo.
O centralizador desse sucesso, do espetáculo esportivo, é o próprio espectador, esse indivíduo financiará o sistema comercial do esporte, através do consumo passivo de produtos esportivos, referentes aos anúncios publicitários. Nessa linha de raciocínio a popularidade dos astros esportivos, torna-se uma combinação perfeita da imagem vencedora ao produto comercializado, tornando-se interessante para industria cultural. Singularizada num ser hegemônico, conduzido a um processo de mistificação personificada pela publicidade como ápice da conquista. Designando a expressão "esporte espetáculo" no estudo.
18:18

Educação Física Escolar tem núcleo de estudos na Unesp de Rio Claro


Criado na década de 1990, o Núcleo de Estudos em Educação Física Escolar do Instituto de Biociências da Unesp, campus de Rio Claro, tem o objetivo de analisar e propor alternativas para o ensino da Educação Física escolar, a partir da discussão e produção de conhecimento interdisciplinar.

Entre as linhas de pesquisa que o grupo envolve estão Educação Física e Cidadania; Educação Física e os Temas Transversais; Formação Profissional na Perspectiva do Currículo Reflexivo; Educação Física no Ensino Fundamental; Educação Física no Ensino Médio; Educação Física e as Dimensões Conceituais, Procedimentais e Atitudinais; Parâmetros Curriculares em Ação; A Sistematização dos Conteúdos de Educação Física; A Educação Física enquanto linguagem e Multiculturalismo

Durante o ano de 2005, o grupo participou do IV Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana, do X Simpósio Paulista de Educação Física ? Unesp ? Rio Claro e do VIII Seminário de Educação Física Escolar da USP.

Nesse ano ainda, alguns alunos do grupo estão participaram de um projeto de um livro de didática da Educação Física escolar. O grupo está desenvolvendo um trabalho que irá elaborar a sistematização de temas e sub-temas que julgamos relevantes para a Educação Física escolar: futebol, basquetebol, voleibol, handebol, jogos e brincadeiras, capoeira, PCA, atividades rítmicas e expressivas, ginástica, saúde, atividades de aventura, lutas, atletismo, atividades aquáticas.

Atualmente estão em desenvolvimento no grupo os trabalhos de Elaboração e desenvolvimento de projetos de pesquisa; Promoção de Eventos; Prestação de serviços e assessoria na formulação e implementação de propostas de Educação Física e Reuniões periódicas ente os seus membros.

Com o encerramento do curso de especialização Lato Sensu em Educação Física Escolar, oferecido pela UNESP/Rio Claro no ano de 1996/97, um grupo de professores (então alunos do curso), preocupados com a perda de um espaço onde eram realizadas discussões, debates e propostas sobre novos horizontes para a Educação Física escolar, em conjunto com a professora Suraya C. Darido (docente do IB e do curso de especialização até então existente) decidiram ampliar os debates e angústias com relação à Educação Física na escola.

Nascia então, naquele momento, o Núcleo de Estudos em Educação Física Escolar. Os encontros se tornaram quinzenais e logo na primeira reunião nosso grupo se ampliava para além de alguns alunos do curso de especialização, envolvendo docentes de outras Instituições de Ensino Superior, como: UFSCar e UNICASTELO.

Nessa trajetória de discussões, leituras de textos, propostas e preocupações surge o primeiro trabalho científico coletivo, publicado no IV Seminário de Educação Física Escolar, na USP. A pesquisa discutia as questões referentes à Educação Física no ensino médio.

Em 1998 o grupo enfrentou um momento de instabilidade em função da diminuição da participação dos integrantes, entretanto, apesar dessa redução o grupo não parou, continuando suas leituras e propostas.

No ano seguinte, inaugurando uma nova fase, o grupo se reestrutura com novos integrantes. O antigo nome Núcleo de Estudos em Educação Física Escolar ganha atenção, passando a exigir, uma nova nomenclatura que identificasse com mais propriedade as idéias e interesses do grupo.

A partir dessas considerações, surgia o Laboratório de Estudos e Trabalhos Pedagógicos em Educação Física (LETPEF). Tal mudança trouxe ao grupo expectativas renovadas e mais motivação.

Em 2003 o grupo LETPEF lançou raízes, dando origem em 2003 a um sub-grupo com mestrandos, graduados, especialistas e professores que passaram a se reunir semanal e posteriormente quinzenalmente na Unesp.

Fonte: Unesp

18:16

Educaçaõ Física Escolar E O Verdadeiro Papel Do Educador Físico


Responda a primeira coisa que vem à sua cabeça quando pensar na seguinte pergunta:O que é a Educação física nas escolas?A primeira resposta de pais e alunos é: Jogos e recreação. Mas, afinal, será que uma pessoa que passa quatro anos na faculdade de Educação Física só sabe ensinar esportes e recreação? Óbviamente não, e está muito longe de ser somente isso! Os brasileiros têm uma visão míope do papel que o esporte e principalmente o educador físico desempenha na sociedade que além de ser desigual possui numa economia tão complicada. Somos assim, alienados de nosso corpo e claro, de uma parte significativa de nossa identidade. Fazendo isso, além de estarmos sendo irresponsáveis, estamos sendo também coniventes com o ensino precário de Educação Física que é oferecido às escolas e isso pode ser muito perigoso. O professor não ensina aos alunos o que é qualidade de vida. Não basta somente levar os alunos para quadra e dar uma bola pra que corram atrás. É preciso que eles saibam o por que de estarem correndo atrás da bola. Não é possível desenvolver toda a parte motora da criança e no adolescente somente na escola, mesmo por que o tempo é curto e as aulas são escassas. O importante é desenvolver a conciência e mostrar a importância de se praticar atividades físicas não só na escola, mas a vida toda. A criança passa todos os anos na escola correndo atrás de bola, disputando campeonatos entre as escolas, alguns não fazem nada, e quando se formam na escola, acabam não dando continuidade às atividades físicas e muitos se tornam adultos doentes e conseqüêntemente infelizes. Somos feitos de matéria, mente e espírito, sendo assim, o indivíduo precisa ser desenvolvido como um todo e visto como um ser único. Com uma população cada vez mais sedentária e doente o governo acaba tendo que investir mais em doenças ao invés de incentivarem mais a população a ter saúde e isso vai muito além do que a mídia e os veíulos de comunicação mostra. Deveríamos chamar o Ministério da Saúde de "Ministério da Doença". Algumas estatísticas dizem que, para cada 1 real que se investe na saúde, são 3 que se economiza em hospitais, remédios e etc. Estudos também comprovam que fazer exercícios físicos moderados regularmente, além de prevenir doenças, também diminui a necessidade remédios, como os rémédios para PA (pressão arterial), por exemplo. Para artrites, artroses e etc, o melhor remédio é exercício físico, para depressão, a mesma coisa, diabetes também e assim por diante. Logicamente que isso não é interessante para as industrias farmacêuticas, por que se esses resultados fossem levado à população, seria gerado muitas discussões a respeito do assunto. Enfim, o melhor remédio para a prevenção de doenças é deixar o corpo sempre em movimento, afinal, o que não usamos o nosso corpo atrofia, e isso vale para qualquer coisa, até para o cérebro! Já que o governo não toma nenhuma iniciativa, para mudar as aulas de Educação Física nas escolas, talvez essa iniciativa tenha que partir de outro lugar, principalmente do próprio educador físico. Se as aulas de Educação física nas escolas fossem eficientes no desenvolvimento motor e psicológico da criança, não haveriam tantas crianças, jovens, adulto e velhos doentes, sem um mínimo de informação sobre o corpo. Temos uma população que ainda acredita que velhice é sinônimo de doença, mas não é. O que causa mais doenças em adultos velhos é o excesso de sedentarismo acumulado. Vivemos na era de alienação de nosso próprio corpo e somos parte do problema Temos uma população cada vez mais doente, e uma questão muito preocupante é o fato de se ter aumentado tanto o número de crianças hipertensas. Não culpo ninguém a não ser o próprio educador físico por essa imagem tão deturpada da profissão, tanto é que, se a Educação física não muda nas escolas, significa que são os próprio professores que se entregam ao comodismo de não ensinar conteúdos teóricos e de conhecimentos empíricos.É obrigação do educador físico contribuir para construção de uma nova forma de pensar no papel da educação física como profissão, área de conhecimento e disciplinas do currículo básico, ainda que não sejamos educadores físicos, mas somos cidadãos e muitas vezes, pais. Pensem nisso...
18:14

Uma visão sobre a Educação Física Escolar



Ao pensar em Educação Física na escola, a maioria das pessoas lembra-se de alguma modalidade esportiva, como futebol, basquete, handebol, vôlei etc. Porém, a disciplina tem vários outros objetivos na área da Educação. Hoje, na faculdade, existe essa separação, distinguindo a Licenciatura em Educação Física, para quem irá dar aulas em escolas; e Bacharelado, voltado àqueles que pretendem trabalhar com esportes.

Para a professora de Educação Física Vania Maria Cavallari, especialista em recreação e lazer, psicomotricidade e jogos cooperativos, uma das intenções na Educação Física Escolar é mostrar como a criança pode chegar a ser um atleta, mas isso não quer dizer que seja o único objetivo da disciplina, pois, como está inserida no contexto educacional, deve ter seu olhar voltado para a educação global do aluno.

"A Educação Física é uma atividade ampla, onde se trabalha, desde pequeno, o movimento, aumentando o repertório motor, porque o movimento é aprendido, é cognição, a criança não nasce andando, ela aprende a andar, é preciso usar o raciocínio, a inteligência", conta Vania.

Na Educação Infantil, por exemplo, dever-se-ia dar um enfoque maior à brincadeira, porque o lúdico está muito presente na realidade da criança. Os profissionais ainda têm certa dificuldade em trabalhar dessa forma até mesmo por causa dos pais, que pensam que uma escola que brinca não está ensinando. "Os pais acham que isso não é sério por causa da própria conotação da palavra 'brincadeira', dada pela nossa cultura. Mas brincar é muito sério. Com a brincadeira, o professor conquista a criança, porque é exatamente aquilo que ela gosta de fazer, e, desta forma, o aluno volta para a escola com prazer. Você só faz alguma coisa satisfatoriamente se tiver prazer", conta a professora.

Se bem orientado na Educação Física, o aluno obtém conhecimento do próprio corpo, que é o seu melhor equipamento, e adquire condição de trabalhar consigo próprio, em equilíbrio, tornando-se um adulto produtivo.

A Educação Física, como parte do contexto da instituição de ensino, não precisa, obrigatoriamente, ser ministrada apenas na quadras. Pode e deve ser trabalhada de maneira interdisciplinar, integrando os conteúdos que são tratados na sala de aula. Se os professores mantêm um diálogo, informando-se mutuamente sobre o conteúdo que está sendo trabalhado nas diversas disciplinas, existe a possibilidade deste trabalho interdisciplinar acontecer. Um desenho na aula de Arte, por exemplo, tem uma conotação, mas o mesmo desenho para a Educação Física traz outras possibilidades, porque se pode avaliar a coordenação fina, observada no trabalho da mão.

Na área de modalidades esportivas, a escola é o local onde se detectam as habilidades da criança. Não é um lugar de treinamento, mas sim, de orientação. Quando são detectadas as habilidades, o professor encaminha o aluno para treinamento em um local especializado, com todo o suporte necessário para o desenvolvimento daquele atleta. Essa seria a maneira ideal, pois o aluno iria trabalhar todas as suas habilidades na escola e, depois, saberia qual é a que mais gosta.

"O professor de Educação Física tem competência para descobrir isso. Mesmo se a escola não oferece aulas de judô, por exemplo, pelo porte físico, pela estrutura do aluno, o professor pode perceber", diz Vania. "Se o aluno se destaca em determinada modalidade, vamos encaminhar para um treinamento profissional. E não o contrário, o menino começou a andar e o pai já coloca numa escolinha de futebol, onde ele não sabe nem amarrar o tênis".

Segundo Vania, o professor de Educação Física deve orientar na alimentação, informar que a pessoa precisa comer de maneira correta para gozar de uma boa qualidade de vida, mostrar que o aluno precisa praticar hábitos saudáveis e ter higiene. Porém, muitas vezes, isso não acontece, e a prática esportiva acaba ficando mais relacionada à estética do que à saúde, e esse conceito está deturpado. Se o professor orientasse o educando na Educação Básica de tal forma que ele tivesse o esclarecimento sobre todas essas questões do organismo, ele iria perceber que se adquire um corpo saudável sem tanta "malhação", um termo utilizado de maneira equivocada, já que traz implícito o significado de machucar, um contra-senso para a Educação Física.

Outro ponto que deve ser observado pelos professores da disciplina é o conceito de competição, pois o esporte precisa se desvincular dessa conotação. Os campeonatos interescolas e torneios esportivos, às vezes, acabam exigindo muito dos alunos, que têm a competição e a rivalidade exacerbadas. Cobrar dos alunos um desempenho de alto nível requer uma série de providências: o trabalho precisa ser acompanhado por bons profissionais, contar com boas estruturas e deve-se manter uma equipe completa, com médico, fisioterapeuta e psicólogo diuturnamente. "Muitas escolas não oferecem isso. Ou seja, exigem do aluno como se ele fosse um atleta, mas na hora de oferecer-lhe uma estrutura adequada, essas escolas não têm", adverte a professora.

Vania acredita que a instituição de ensino deve oferecer uma educação voltada para a realidade do cotidiano dos alunos. Dessa forma, a Educação Física Escolar poderia dar maior importância na implantação de jogos cooperativos, pois o mercado de trabalho segue a mesma tendência, estimulando a solidariedade, o espírito de grupo, a cooperação. "Muitas empresas de grande porte fazem a seleção de seus funcionários por intermédio dessa alternativa, que não é ensinada em muitas escolas. Perceba como a escola não compartilha da realidade do mercado de trabalho", adverte.

Na grade curricular, a Educação Física visa à formação de indivíduos que tenham consciência do próprio corpo e desenvolvam-se de maneira integral e saudável, e alguns órgãos se mobilizam para reiterar esse compromisso. "O MEC cobra que seja praticada nas instituições de ensino uma Educação Física Escolar, especificamente. Os parâmetros curriculares têm essa abordagem, e quando se fala na Educação Infantil, também se tem os referenciais que mencionam a ludicidade. Em nenhum lugar se fala do esporte competitivo, e educação não é isso. A escola precisa orientar o aluno e levá-lo a pensar, para que tenha noção do que irá querer ser amanhã. Isso se chama educar, e quando você educa, está transformando comportamento", finaliza Vania.
18:13

Desafios da Educação Física Escolar: no Ensino Médio



RESUMO
O presente artigo procura mostrar um estudo da atual realidade da Educação Física escolar no Ensino Médio e as novas vertentes emergentes na área da Educação Física.
Verifica-se hoje, um alto índice de esportivação nos ambientes escolares, oriundos principalmente da falta de identidade enquanto disciplina curricular da Educação Física Escolar. O avanço tecnológico, através da mídia e informática, alterou significativamente o comportamento dos adolescentes. Neste sentido, se torna indispensável uma nova metodologia no campo da Educação Física scolar amparada pela nova Lei de Diretrizes e Bases de nº9394 de, 20 de dezembro de 1996, frente às novas metodologias, aberta, crítico-superadora, construtivista e crítico-emancipadora, as quais, com suas peculiaridades e similaridades, emergem como o melhor caminho a ser seguido para que a Educação Física Escolar tenha sua própria identidade, formando uma disciplina compromissada com a transmissão e produção de conhecimentos em todos os níveis de ensino, principalmente no Ensino Médio.
PALAVRAS-CHAVE:
Educação Física; Ensino Médio; Metodologia da Educação Física
18:11

A educação física e o desenvolvimento infantil


A aprendizagem e o desenvolvimento estão inter-relacionados desde que a criança passa a ter contato com o mundo. Na interação com o meio social e físico a criança passa a se desenvolver de forma mais abrangente e eficiente. Isso significa que a partir do envolvimento com seu meio social são desencadeados diversos processos internos de desenvolvimento que permitirão um novo patamar de desenvolvimento.

A criança, por meio da observação, imitação e experimentação das instruções recebidas de pessoas mais experientes, vivencia diversas experiências físicas e culturais, construindo, dessa forma, um conhecimento a respeito do mundo que a cerca. 

Luis Guilherme Martins
Núcleo de Fotografia UCB Captura

Para que esses conceitos sejam desenvolvidos e incutidos no aprendiz, o meio ambiente tem que ser desafiador, exigente, para poder sempre estimular o intelecto e a ação motora desta pessoa. No entanto, não basta apenas oferecer estímulos para que a criança se desenvolva normalmente, a eficácia da estimulação depende também do contexto afetivo em que esse estímulo se insere, essa ação está diretamente ligada ao relacionamento entre o estimulador e a criança. Portanto, o papel da escola no âmbito educacional deve ser o de sistematizar esses estímulos, envolvendo-os em um clima afetivo que serve para transmitir valores, atitudes e conhecimentos que visam o desenvolvimento integral do ser humano.

O Papel da Educação Física no Desenvolvimento Humano

O principal instrumento da educação física é o movimento, por ser o denominador comum de diversos campos sensoriais. O desenvolvimento do ser humano se dá a partir da integração entre a motricidade, a emoção e o pensamento.

No caso específico da educação física, o profissional dessa área possui ferramentas valiosas para provocar estímulos que levem a esse desenvolvimento de forma bastante prazerosa: a brincadeira, o jogo e o esporte.

A partir da brincadeira e do jogo, a criança utiliza a imaginação que "é um modo de funcionamento psicológico especificamente humano, que não está presente nos animais nem na criança muito pequena" (Rego, 1995, p.81).

A partir da utilização da imaginação, a criança deixa de levar em conta as características reais do objeto, se detendo no significado determinado pela brincadeira.

"Mesmo havendo uma significativa distância entre o comportamento na vida real e o comportamento no brinquedo, a atuação no mundo imaginário e o estabelecimento de regras a serem seguidas criam uma zona de desenvolvimento proximal, na medida em que impulsionam conceitos e processos em desenvolvimento" (Rego, 1995, p. 83)

Esse impulso dado aos "conceitos e processos de desenvolvimento" deverá ser fornecido pela educação física ao propiciar jogos e brincadeiras que, intencionalmente, estimulem a imaginação e a criatividade. Além disso, o processo de desenvolvimento dos indivíduos tem relação direta com o seu ambiente sócio-cultural e eles não se desenvolveriam plenamente sem o suporte de outros indivíduos da mesma espécie.

Dessa forma, percebe-se que a escola, e neste caso específico a educação física, tem um papel fundamental no aprendizado e conseqüentemente no desenvolvimento dos indivíduos, desde que estabeleça situações desafiadoras para seus alunos.

A interferência de outras pessoas (professor e outros alunos) é fundamental para o desenvolvimento do indivíduo. O papel do professor deve ser o de interventor intencional, estimulando o aluno a progredir em seus conhecimentos e habilidades através de propostas desafiadoras que o leve a buscar soluções, por intermédio da sua própria vivência e das relações interpessoais. Isto não deve significar uma educação autoritária, mas sim, uma educação que possibilite ao aluno, por meio de estratégias estabelecidas pelo professor, construir o seu próprio conhecimento, com a reestruturação e reelaboração dos significados que são transmitidos ao indivíduo pelo seu meio sócio-cultural.

Luis Guilherme Martins
Núcleo de Fotografia UCB Captura

Qualquer processo de ensino para ser eficiente deve levar em conta o nível de desenvolvimento real da criança e o seu nível de desenvolvimento potencial adequado a sua faixa etária, conhecimentos e habilidades que já possui.

O profissional de educação física ao trabalhar na educação infantil deve conhecer os estágios do desenvolvimento dessa fase, para proporcionar os estímulos adequados a cada etapa. Agindo dessa forma, o desenvolvimento será mais harmônico no campo motor, cognitivo e afetivo-social, trabalhando assim, o ser na sua forma integral. 

A evolução infantil obedece a uma seqüência motora, cognitiva, e afetiva-social que ocorrerá de forma mais lenta ou mais acelerada, de acordo com os estímulos recebidos. A criança entre de 1 ano e meio e os dois anos de idade age sem refletir. O ato precede o pensamento. A partir dessa fase, a criança já adquire duas funções importantíssimas: o andar e a linguagem. O pensamento passa a ser projetado no exterior pelos movimentos e pela linguagem. Isto permitirá uma maior participação na sua relação com o meio.  A ação da criança sobre o meio estimulará sua atividade mental. A partir daí, a criança começa a ter maior consciência sobre sua própria pessoa, iniciando a formação da sua auto-imagem. Em seguida, a criança vai iniciando a sua vida social ao formar pequenos grupos, porém ocorre uma troca constante de amizades e de grupos (escola, clubes,etc.). Esse intercâmbio social é essencial, pois leva a criança a se adaptar a diferentes papéis, reconhecendo-se como pessoa. 

Nesse sentido, cada fase de desenvolvimento infantil tem suas próprias características, portanto, exige estudos aprofundados sobre os métodos pedagógicos, as qualidades dos estímulos fornecidos e a atuação intencional do profissional na aula de educação física. O professor deve levar em conta a peculiaridade de cada fase pela qual o aluno passa, as particularidades de cada jogo, brincadeira ou esporte que possam auxiliar o educando no seu desenvolvimento integral. 

Pela importância que a infância representa na formação da personalidade do indivíduo, esses estudos devem estar respaldados por uma "práxis" pedagógica que leve a uma organização didática, modificando a visão de aulas de educação física de embasamentos estritamente empíricos, para uma visão mais científica, evitando-se um choque entre teoria e prática  o que poderá refletir negativamente na formação de nossos jovens.

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