quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

04:17

A atividade física ideal de acordo com a idade da criança

DO IG DELAS

Brincar com o bebê no berço ou no chão pode parecer apenas um passatempo entre pais e filhos, mas é muito mais: se trabalhadas de forma adequada, respeitando a fase pela qual a criança passa, as atividades físicas estimulam o desenvolvimento cerebral, a coordenação motora e cognitiva e a sociabilidade. Além disso, são o primeiro passo para que os pequenos sintam-se aptos e motivados para entrar no mundo dos esportes posteriormente.O início deve ser lúdico, sem competitividade. Atos simples, como correr, brincar de bola e escalar, são suficientes. Os jogos são introduzidos a partir dos cinco anos de idade e que, até os oito anos, deve-se dar preferência àqueles mais livres. É um pouco mais velha que a criança começa a compreender de verdade como funcionam as regras. O ideal é sentir que as crianças estão à vontade durante as atividades e não preencher a semana toda com qualquer aula, para não haver estresse. Também é muito bom que os pais participem quando possível.

Competição

As modalidades esportivas entram em cena a partir dos oito anos, portanto. Inicialmente, várias delas devem ser apresentadas para que o pequeno esportista tenha a oportunidade de escolher aquelas com que mais se identifique. O objetivo é criar o hábito e o interesse, e não treinar visando desempenho. Também é importante gerar uma prática de inclusão e não discriminar os menos aptos .

Entre 12 e 14 anos, seu filho já conseguirá determinar em qual esporte quer se especializar. "A competição pode trazer benefícios do ponto de vista educacional e de sociabilização ao colocar a criança frente a situações de vitória e derrota", diz Gavini. Mas as derrotas não devem ser levadas a sério demais. "Se houver cobrança excessiva, a consequência pode ser indesejável: a aversão a qualquer atividade física", alerta o professor. A pediatra Beatriz complementa que os pais devem estar ao lado do filho em suas decisões. "Se, mais velho, ele quiser abandonar a modalidade escolhida, é preciso respeitar", afirma.

Musculação, só na pós-puberdade: meninas depois da primeira menstruação, meninos aos 16 anos. "Antes de serem adultos, eles devem praticar no máximo três vezes por semana, com programas de 40 minutos de duração", ensina Escudeiro.

Siga as dicas dos especialistas e saiba como trabalhar atividades físicas e esportes no dia a dia de seu filho, de acordo com a faixa etária:

De 6 semanas a 1 ano – Estimular com brinquedos que emitam sons; brincar de esconder e encontrar objetos (um lenço, uma tampa de mamadeira ou qualquer coisa que estiver à mão e seja fácil de colocar embaixo de almofadas ou atrás do corpo do adulto); cantar músicas gesticulando bastante e incentivando o bebê a imitar, de preferência inserindo o nome do bebê na letra; espalhar brinquedos pelo ambiente para que ele se mova para alcançá-los.

De 1 a 3 anos – Atividades que motivem a participação da criança, como teatro de fantoches ou de bonecos, que visem o equilíbrio, a flexibilidade e a independência, como dança livre ao som das músicas preferidas da criança.

De 3 a 5 anos – Exercícios que envolvam correr, pular, chutar, agarrar ou dançar. Exemplos: chutar e agarrar bolas livremente, "Corre Cotia" , "Meu Mestre Mandou" , pega-pega , esconde-esconde ou estátua .

De 5 a 8 anos – Atividades que, ao mesmo tempo em que envolvam correr, pular, agarrar e dançar, desafiem a criança. Exemplos: amarelinha , passa-anel , corrida das cores (diz-se o nome da cor e a criança deve correr para tocar algo daquela cor), carrinho de mão (uma criança se apoia no chão com as palmas das mãos enquanto a outra a segura pelos pés para uma corrida) ou corrida de sacos .

De 8 a 14 anos – Os pais devem apresentar a maior quantidade possível de modalidades esportivas para o filho e deixar que ele escolha em qual quer se especializar. Atividades sugeridas: natação, futebol, vôlei, basquete, handball, tênis, artes marciais, esgrima ou ginástica rítmica.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

15:47

O xadrez e suas implicações pedagógicas


   O jogo de xadrez, além de apresentar-se como uma significativa manifestação cultural, vinculado às atividades escolares apresenta-se como um importante instrumento educacional potencializador de diferentes saberes. Em alguns países como França, Canadá, Espanha, Cuba, Hungria, Israel, Iugoslávia, Alemanha, Suíça, Tunísia e a Venezuela (Sternberg apud FERGUSON, 1995, p. 8) avaliaram o singular valor dessa prática esportivo-recreativa e adotaram nos currículos escolares o ensino do xadrez. O Brasil, por sua vez, está descobrindo a relevância do ensino do xadrez em inúmeras escolas espalhadas pelo país. Através de uma parceria entre o Ministério da Educação e o Ministério dos Esportes (2005)1 tentou-se implementar o jogo de xadrez nas escolas públicas de 24 estados brasileiros, como uma tentativa de contribuir a para implementação do horário integral nas escolas públicas, meta que o MEC pretende atingir até 2010 para as de ensino fundamental; e até 2015, para as de ensino médio. Esse projeto, todavia, não foi efetivado com o sucesso esperado pelos organizadores. Assim, a prática da modalidade se verifica, principalmente, nos espaços escolares chamados "Clube de Xadrez". Alguns estudos comprovam que o xadrez desenvolve várias habilidades nos jogadores, segundo Charles Partos: "O xadrez desenvolve pensamento lógico, poder de atenção e concentração, imaginação, criatividade, julgamento, planejamento, imaginação, antecipação, vontade de vencer, paciência, autocontrole, o espírito de decisão e a coragem, a inteligência e o interesse pelas línguas estrangeiras. '' (PARTOS apud FERRACINI, 1998, p. 37)

    Howard Gardner2 (1994 , p. 149), defende que o xadrez desenvolve a Inteligência Lógico- Matemática, bem como a Inteligência Espacial. Essa constitui-se na habilidade de manipular formas ou objetos mentalmente e, " a partir das percepções iniciais, criar tensão, equilíbrio e composição, numa representação visual ou espacial ou seja, facilidade em observar uma matéria num determinado plano móvel." No xadrez, o jogar exige visualizar as jogadas futuras do seu adversário, tendo que se concentrar no tabuleiro e visualizar as jogadas sem que se mova nenhuma peça no tabuleiro, somente utilizando a imaginação.

    Nesta perspectiva, para Nuno Cobra3, "o xadrez é realmente um excelente exercício para o cérebro e exige muito das emoções. A pessoa adquire um senso muito prático de organização, concentração e desenvolve de forma muito especial à memória. O xadrez trabalha a imaginação, memorização, planejamento e paciência". O ensino de xadrez é defendido também, pelo mestre e doutor em educação Wilson Silva (2002). Esse, afirma que:

    "o xadrez merece crédito, porque ensina às crianças o mais importante na solução de um problema, que é saber olhar e entender a realidade que se apresenta [...]. Em uma época na qual os conhecimentos nos ultrapassam em quantidade e a vida é efêmera, uma das melhores lições que a criança pode aprender na escola é como organizar seu pensamento, e essa valiosa lição pode ser obtida mediante o estudo e o xadrez"

    Apesar dos vários "benefícios" proporcionados pelo jogo do xadrez, as atividades educativas enxadrísticas acontecem predominantemente através de projetos escolares ou Clubes de Xadrez. Poucos estados têm em seus municípios o xadrez escolar como componente da grade escolar para todos os discentes (Bandarra, 2004), bem como são poucos os professores de Educação Física que se aventuram a trabalhar com essa modalidade.

Fonte com bibliografias

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

08:38

Criança precisa se mexer



Criança precisa se mexer. É aí que entra o trabalho do profissional de educação física na interação com os pequenos no ambiente da escola. As aulas devem ser transformadas em atividades lúdicas, com jogos e brincadeiras que vão ajudar os meninos e meninas a desenvolverem várias habilidades.

Atividades como andar, correr, saltar e todos os movimentos que deslocam o corpo no espaço, ajudam as crianças a interagirem com o ambiente, deixando-as mais seguras a explorar a capacidade corporal. Exercícios com objetos como bolas, também são importantes neste processo.

Com elas, podem ser realizadas atividades como jogar, receber, pegar, arremessar, rebater, chutar, entre outras. A atividade física infantil também auxilia as crianças a aprenderem a equilibrar o próprio corpo. Ficar em pé, levantar, sentar, deitar e se equilibrar na ponta dos pés são exemplos de atividades que desenvolvem este lado.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

06:56

Como fazer um plano de aula anual para Educação Física

Apresentação

Atento a importância de dinamizar e otimizar o tempo e o espaço de uma instituição educacional, este trabalho visa possibilitar maior diversidade de atividades esportivas, culturais e recreativas, para assim despertar nos aluno um sentimento de satisfação e realização e dispor uma gama maior de possibilidades de lazer.

Tem- se a intenção de promover atividades esportivas, recreativas e educacionais no horários regular de aula, enfatizando o contexto educacional, lúdico e participativo, sem exigências e limitações, com a perspectiva de motivar e atingir o maior numero de aluno. Assim, demonstrar, possibilitar e desenvolver os vários benefícios físicos, cognitivos, psicomotores e sócio- afetivo.


Diagnóstico

A prática esportiva é incentivada pelos pais. Em estudo, Durand (1988), constatou que 95% dos pais mostram-se favoráveis a que seus filhos realizem atividades, 86% acreditam ter essas atividades uma importância às intelectuais. Os dados apresentados pelo autor, são ainda mais significativos ao relatarem que 67% dos entrevistados entendem que deveriam ocorrer nas escolas a prática de atividades físicas diariamente e que 99% dos pediatras consideram positivas as praticas esportivas das crianças.

Na busca de possíveis informações sobre as possíveis contribuições que a prática de atividade física, dessa forma estruturada e organizada, pode promover para o aluno, encontra-se em Matsudo (2001), uma relação de benefícios proporcionados pelas atividades realizadas em turmas de treinamento (ACD).

  • Biológicos: Diminuição da pressão arterial, controle do peso corporal, resistência física, aumento da densidade óssea e melhora da força muscular.
  • Psicológicos: Aumento da auto- estima, diminuição da depressão, redução do isolamento social, aumento do bem- estar e alivio do stress.
  • Escolares: Aumento da freqüência nas aulas, aumento da responsabilidade, redução de distúrbios de comportamento, diminuição do uso de drogas e melhora na relação com os pais.

Para Vargas Neto e Voser (2001), a aventura esportiva é uma experiência enriquecedora e insubistituível, pois o esporte fomenta nas crianças a maturidade, o crescimento e o desenvolvimento. O outro fator relatado pelos autores como contribuição das atividades é o combate à degeneração hipocinética, ao cada vez maior sedentarismo das crianças, com horas de inatividade frente a televisão, computadores, e jogo eletrônicos, atividades que podem entre outros problemas de saúde, gerar deformação na coluna vertebral ( Manné, Codina, 1992).


Objetivos Gerais

  • Desenvolvimento corporal harmônico;
  • Aquisição do controle corporal;
  • Desenvolvimento das habilidades motoras;
  • Condicionamento dos sistemas orgânicos a suprir demandas diárias e de emergência;
  • Desenvolvimento de habilidades de utilização dos movimento como instrumento de comunicação e expressão;
  • Utilização sadia das horas de lazer;
  • Aquisição de comportamentos e valores referentes ao ajustamento pessoal e social;


Objetivos Específicos

Referentes a Esquema Corporal

  • Reconhecer as possibilidades cinéticas do corpo, através de movimentos que o afetam com uma totalidade;
  • Reconhecer o corpo no seu todo e diferenciar cada uma de suas partes por meio do movimento;
  • Realizar movimentos independentes e interdependentes, com diversos segmentos do corpo;
  • Definir sua dominância lateral;

Referentes a orientação Espaço- Temporal

  • Orientar-se no espaço, discriminando localização, direção e dimensão;
  • Movimentar-se, discriminando diferentes momentos do tempo, seu curso regular e fracionamento;
  • Identificar e efetuar movimentos, discriminando as diferentes velocidades e trajetórias no deslocamento do corpo e objetos.

Referentes a Qualidades Físicas

  • Estruturar movimentos que requeiram a coordenação geral;
  • Estruturar movimentos que requeiram coordenação seletivas;
  • Equilibrar-se em deferentes situações, com ou sem deslocamento, controlando e ajustando sua postura;
  • Melhorar seu desempenho na execução de atividades que requeiram força;
  • Melhorar seu desempenho na execução de atividades que requeiram resistência;
  • Melhorar seu desempenho na execução de atividades que requeiram flexibilidade, agilidade e velocidade;
  • Adquirir controle progressivo dos movimentos que evidenciam os graus de tensão muscular.

Referentes a Expressão Corporal

  • Representar, com movimentos corporais, elementos e objetos do meio circundante;
  • Movimentar-se, adaptando-se a diferentes ritmos;
  • Expressar-se compondo a movimentação com um companheiro ou com o grupo;
  • Cria sua própria seqüência de movimentos, em atividades de respostas, vivenciando pensamentos e sentimentos;

Referentes a Recreação

  • Cooperar nas atividades em grupos;
  • Utilizar, nos movimentos de lazer, habilidades motoras adquiridas;
  • Desenvolver habilidades de modificar jogos a atividades para atender aos problemas sugeridos em relação ao espaço, material e tempo disponíveis.

Conteúdo Programático 2006

Basquetebol ( 1º bimestre)

Desporto atraente pela maneira de se jogar, o basquetebol faz com que as pessoas sintam prazer em pratica-lo.

Este modalidade esportiva permite ao praticante o desenvolvimento de habilidades no manejo de bola e potencialidades como velocidade, a força, a agilidade e a destreza. Contribui para a melhoria da resistência orgânica. O basquetebol é, sobretudo, um desporto atlético.

O basquetebol possui regras simples, facilmente assimiláveis pelos alunos. Exige constante movimentação proporciona considerável melhora na condição física do aluno. No basquetebol, a bola é jogada com as mãos, por isso esse desporto desenvolve as habilidades atléticas e permite que os alunos tenham um bom desempenho.

Além disso, por ser um desporto coletivo, com força específica de se jogar, faz com que o aluno desenvolva um bom domínio corporal.

É um jogo fácil de aprender, mas o aluno deve seguir uma boa disciplina no treinamento técnico e tático. Atenção deve ser dispensado ao jogo em conjunto para que o aluno possa perceber a necessidade de jogar coletivamente, isto é, em equipe.

Objetivos Específicos da Temporada da Basquetebol

Área Cognitiva

  • transmitir noções sobre o basquetebol;
  • conhecer regras e técnicas de basquetebol;
  • conhecer táticas do basquetebol;

Área Motora

  • executar diferentes tipos passes, condução de bola e arremesso;
  • jogar basquetebol dentro de um esquema tático ( defensivo/ ofensivo ).

Voleibol (2º bimestre)

É um desporto diferente dos outros, sendo um dos mais difíceis de ser jogado. Pela maneira de ser jogado, faz com que o aluno se concentre durante todo tempo, desenvolve rapidez de movimento e raciocínio.

Exige pouco material e espaço e é excelente recreação para jovens e crianças.

Objetivos Específicos da Temporada de Voleibol

Área Cognitiva

  • transmitir noções de voleibol;
  • conhecer técnicas, táticas, regras e penalidades do Voleibol;

Área Motora

  • jogar Voleibol de maneira técnica;
  • executar os fundamentos do Voleibol;
  • executar os fundamentos através de exercícios combinados;
  • usar a prática do Voleibol para seu prazer e integração social;
  • entender, respeitar, e interpretar as regras do Voleibol;

Futsal (3º bimestre)

Esse desporto é muito atraente, despertando interesse em todos os praticantes e atendendo assim à necessidade de competição e lazer.

Por ser uma atividade intensa, desenvolvida numa quadra com espaços menores do que o campo de futebol, exige uma preparação muito eficiência na parte técnica e tática, já que nesse desporto a velocidade, a precisão e a decisão nas jogadas interferem diretamente no resultado da partida.

Objetivos Específicos da Temporada de Futsal

Área Cognitiva

  • transmitir noções sobre futsal;
  • conhecer técnicas e táticas do futsal;
  • conhecer regras e penalidades do futsal;

Área Motora

  • jogar futsal;
  • realizar os fundamentos do Futsal;
  • reconhecer a tática do Futsal e saber organizar uma equipe em quadra;
  • entender, respeitar e interpretar regras de Futsal;
  • saber aplicar as penalidades do Futsal.

Handebol (4º bimestre)

Desporto atraente pela maneira de se jogar, o Handebol faz com que as pessoas sintam prazer em pratica-lo.

Muito parecido com o Futebol, o Handebol permite ao praticante o desenvolvimento de habilidades no manejo de bola e potencialidades como velocidade, a força, a agilidade e a destreza. Contribui para a melhoria da resistência orgânica. O Handebol é, sobretudo, um desporto atlético.

O Handebol possui regras simples, facilmente assimiláveis pelos alunos. Exige constante movimentação proporciona considerável melhora na condição física do aluno. No Handebol, a bola é jogada com as mãos, por isso esse desporto desenvolve as habilidades atléticas e permite que os alunos tenham um bom desempenho.

Além disso, por ser um desporto coletivo, com força específica de se jogar, faz com que o aluno desenvolva um bom domínio corporal.

É um jogo fácil de aprender, mas o aluno deve seguir uma boa disciplina no treinamento técnico e tático. Atenção deve ser dispensado ao jogo em conjunto para que o aluno possa perceber a necessidade de jogar coletivamente, isto é, em equipe.

Objetivos Específicos da Temporada da Handebol

Área Cognitiva

  • transmitir noções sobre o handebol;
  • conhecer regras e técnicas de handebol;
  • conhecer táticas do handebol;

Área Motora

  • executar diferentes tipos passes, condução de bola e arremesso;
  • jogar Handebol dentro de um esquema tático ( defensivo/ ofensivo ).


Considerações

Como meio de educação e fonte de ricas experiências individuais e grupais, com inúmeras atividades que possibilitam o desenvolvimento das qualidades necessárias ao bem estar do ser humano, a Educação Física necessita seguir um planejamento seqüenciado que atinja o interesse e as reais necessidades das comunidades escolares.

Para que isso seja produtivo do ponto de vista produtivo para o desenvolvimento da criança e jovens, em termos educacionais, de saúde e sociais, assim como da realização profissional de que trabalha e dos órgãos

Educacionais que nelas investem, é fundamental que a Educação Física esteja organizada numa estrutura, com divisões de responsabilidades e funções.

A estrutura e o planejamento ideal para a realidade nacional, com objetivos atingidas devem ser procurados a cada etapa do progresso, aperfeiçoando-os sempre, para que possamos ter progressivamente mais crianças e jovens praticando atividades físicas saudáveis.

Autor: MARCELO DOS SANTOS ALOISE

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

06:11

10 erros mais comuns nas festas escolares


Durante o ano, temos 11 feriados nacionais - na média de um a cada cinco semanas -, um monte de datas para lembrar pessoas (Dia das Mães, dos Pais, das Crianças, do Índio) e fatos históricos (Descobrimento do Brasil, Proclamação da República). Sem contar os acontecimentos de importância regional. Nada contra eles. O problema é que muitas vezes a escola usa o precioso tempo das aulas para organizar comemorações relacionadas a essas efemérides. O aluno é levado a executar tarefas que raramente têm relação com o currículo. Muitos professores acreditam que estão ensinando alguma coisa sobre a questão indígena no Brasil só porque pedem que a turma venha de cocar no dia 19 de abril - o que, obviamente, não funciona do ponto de vista pedagógico. 

Festas são bem-vindas na escola, mas com o simples - e importante - propósito de ser um momento de recreação ou de finalização de um projeto didático. É a oportunidade de compartilhar com os colegas e com os familiares o que os alunos aprenderam (leia mais no quadro abaixo). No entanto, não é isso que se vê por aí. A seguir, os dez principais equívocos dos eventos escolares.

1 - Usar as datas festivas como base para o currículo
2 - Desrespeitar a liberdade religiosa
3 - Confundir o currículo com o tema da festa
4 - Subaproveitar as aulas de Arte
5 - Estereotipar os personagens
6 - Obrigar todos a participar
7 - Não ter uma finalidade certa para os recursos arrecadados
8 - Ter como objetivo principal apenas atrair os pais
9 - Usar as festas como única maneira de socializar a aprendizagem
10 - Jogar tempo fora

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

06:10

Educação Física Escolar e o trato dos conteúdos



    A Educação Física entendida como área de conhecimento primordial no desenvolvimento do ser humano, sobretudo no âmbito escolar, constitui um papel imprescindível no desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e afetivo-social do sujeito.

    Conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), Lei nº 9394/96, art. 26, inciso 3º: "A Educação Física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular da educação básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos."

    Seu trabalho denota suma importância à medida que possibilita aos alunos terem desde cedo "a oportunidade de desenvolver habilidades corporais e de participar de atividades culturais, como jogos, esportes, lutas, ginásticas e danças, com a finalidade de lazer, expressão de sentimento, afetos e emoções" (Brasil, 1997, p.15).

    Enquanto disciplina pedagógica e componente curricular obrigatório visa

    "desenvolver uma reflexão pedagógica sobre o acervo de formas de representação do mundo que o homem tem produzido no decorrer da história, exteriorizadas pela expressão corporal: jogos, danças, lutas, exercícios ginásticos, esporte, malabarismo, contorcionismo, mímica e outros, que podem ser identificados como forma de representação simbólica de realidades vividas pelo homem, historicamente criadas e culturalmente desenvolvidas" (COLETIVO DE AUTORES, 1992, p.38)

    Libâneo (1994); Coletivo de Autores (1992); Picollo (1995); Pereira (1994) e outros profissionais da área, têm manifestado em revistas especializadas, livros, encontros, congressos e outros eventos do gênero explanações e argumentações acerca da seleção de conteúdos e as formas de organização do ensino desses. Em Santa Maria, várias pesquisas desenvolvidas em escolas de Ensino Médio (MENDONÇA 2002; CORREA 2005; MENEZES FILHO 2002; POSSEBON, 2001) acenam que a grande maioria dos professores de Educação Física dá ênfase, em suas atividades pedagógicas, aos jogos desportivos. Salientam que em mais de 70% das escolas públicas do município as aulas de Educação Física acontecem através de clubes desportivos, os quais se configuram pela prática e treinamento de uma única modalidade esportiva durante o ano letivo.

    Assim, nessas escolas, o ensino da Educação Física escolar tem se caracterizado pela limitação a reprodução dos gestos motores, imitação de modalidades esportivas com todas as suas características competitivas, aperfeiçoamento de gestos, busca de performance e especialização destas manifestações.

    Apesar das evidências de que tais aspectos caracterizam a Educação Física escolar em boa parte das instituições escolares de ensino médio em Santa Maria, é pertinente salientar que o ensino nesta disciplina deve valer-se de explorar outras dimensões além da técnica, como a dimensão humana, a emoção, a social, a política e a cultural, o que permite o entendimento da existência de outras relações.

    Vários fatores balizam a opção de desenvolver esse tipo de trabalho: espaço físico, materiais, habilidade e preferência do professor por determinados conteúdos ou ainda, esses são "determinados" pela preferência dos alunos. Ao optar pelos conteúdos desportivos dando ênfase à técnica e ao rendimento o professor, muitas vezes, acaba sentenciando a exclusão de um grupo alunos de suas aulas. O esporte é apenas um segmento que, juntamente com as atividades rítmicas, lutas, ginástica e jogos compõe o repertório de conteúdos da Educação Física possíveis de serem trabalhados na Escola.

    Ao refletirmos sobre os pressupostos que devem orientar a seleção de conteúdos, concordamos com Libâneo (1985, p. 39), quando esse afirma que "o trato com o conhecimento reflete a sua direção epistemológica e informa os requisitos para selecionar, organizar e sistematizar os conteúdos de ensino". Os conteúdos culturais universais são a base para os conteúdos de ensino, dessa forma constituem-se em domínio de conhecimentos relativamente autônomos, incorporados pela humanidade e reavaliados, permanentemente, em face da realidade social.

    Para esse autor "os conteúdos são realidades exteriores ao aluno que devem ser assimilados e não simplesmente reinventados, eles não são fechados e refratários às realidades sociais" (LIBÂNEO, 1985 p. 39).

    Ressalta que não basta ensinar os conteúdos, pois por mais que os conteúdos sejam bem ensinados é necessário que estabeleçam uma ligação indissociável com a sua significação humana e social.

    A seleção e organização dos objetivos, conteúdos, métodos e processos avaliativos do ensino além de "explicitarem a intencionalidade da prática educativa tem implicações diretas no posicionamento crítico do educador que representa o elo fundamental no processo de formação cultural e científica dos educandos" (LIBÂNEO, 1998).

    A escola deve sim, trabalhar com os conteúdos sócio- historicamente construídos, todavia para além da perspectiva do desenvolvimento de competências e habilidades que garantam apenas subsistência do sujeito na sociedade atual. A educação escolar deve buscar promover, através de sua proposta pedagógica, a emancipação humana para que os sujeitos consigam se postar e articular ações em prol da transformação da sua realidade

Conteúdos da Educação Física Escolar: o jogo em evidência

    Dentre as formas ou temas que permitem encadear o processo educativo da Educação Física escolar, estão as práticas explicitadas como jogo. Esse, conforme Huizinga (1993), "é uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e de alegria." Caracteriza-se como atividade livre, alegre que encerra um sentido, uma significação; favorece o desenvolvimento corporal; estimula a vida psíquica e a inteligência; contribui para a adaptação do educando ao grupo.

    Quando a criança joga, ela opera com significado de suas ações, o que faz desenvolver sua vontade, ao mesmo tempo, tornar-se consciente das escolhas e decisões. "É nesse sentido que o jogo apresenta-se como um elemento básico para mudança das necessidades e da consciência" (Coletivo de Autores 1992, p.66).

    Num contexto de Educação Física escolar, o jogo deve ser proposto como uma forma de ensinar, educar e desenvolver no aluno o seu crescimento cognitivo, afetivo-social e psicomotor, permitindo a interação com o grupo.

    Partindo da premissa que os diferentes tipos de jogos (esportivos, cooperativos, tradicionais, culturais) são importantes conteúdos a serem trabalhados nas aulas de Educação Física, o jogo de Xadrez, entre tantos outros, apresenta-se como uma possibilidade pedagógica no âmbito escolar.

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