quarta-feira, 18 de agosto de 2010

10:44

Normatização da Educação Física nas escolas


As aulas de Educação Física nas escolas estaduais de ensino médio ocorrem no mesmo período das outras disciplinas, como os outros componentes curriculares. No entanto, conta hoje com a participação de um número baixo de alunos e com a falta de interesse deles pela disciplina. Esse fato despertou-nos o interesse pela pesquisa, já que pouco se estudou sobre o assunto. Os atuais professores de Educação Física enfrentam esses problemas e esperamos, através deste trabalho, minimizá-los, contribuindo para o trabalho dos educadores da área e para o desenvolvimento da disciplina.

A normatização escolar vigente não vem ao encontro de nossas expectativas, chega inclusive a se colocar como obstáculo quando, por exemplo, dispensa das aulas o aluno trabalhador por amparo legal ou por determinação médica, cabendo a pergunta: a lei dispensa os alunos das aulas de História, Geografia, Matemática ou língua Portuguesa? A facultatividade aos alunos trabalhadores do curso noturno deve ser encarada como punição a esta população específica, impedindo-lhes o acesso a essa prática pedagógica ou a área de conhecimento (SOARES et al., 1992).

Além desses entraves os alunos têm que conviver com as regras impostas por professores nas quais o esporte é iniciado e desenvolvido predominando a aprendizagem das técnicas esportivas, perpassando, portanto, a busca pelo rendimento atlético com a exacerbação do espírito competitivo do esporte escolar (MATTOS e NEIRA, 2007).

Segundo Soares et al. (1992), observa-se como norma, dentro das aulas de Educação Física, a avaliação, predominando esta, para atender exigências burocráticas expressas pela escola, atender a legislação vigente e selecionar alunos para competições e apresentações dentro e fora da escola. Muitas vezes, esses fatores são utilizados como fonte de aprovação e reprovação. O aluno, muitas vezes, não tem acesso a informações sobre seu desempenho, e, quando as tem, são vagas e imprecisas, negligenciando referências qualitativas do processo ensino-aprendizagem.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

18:08

Caminhar até a escola reduz estresse infantil e doenças


Caminhar até a escola reduz o estresse que as aulas podem causar, seja por conta de provas, da necessidade de falar em frente aos colegas, de se enturmar. De acordo com um estudo da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, esse exercício físico ainda inibe o aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, que podem levar a doenças cardiovasculares no futuro.

A equipe analisou 20 meninos e 20 meninas, de 10 a 14 anos. Para simular uma carona, metade se sentou em uma cadeira confortável e conferiu uma apresentação de dez minutos, com imagens de um bairro até chegar a uma escola. O outro grupo caminhou na esteira, com uma mochila contendo 10% de seu peso corporal, enquanto assistia às mesmas cenas.

Após um período de 20 minutos de descanso, todas as crianças passaram por um teste. Tiveram de identificar nomes de cores impressos em tons diferentes (por exemplo, a palavra azul impressa em tinta verde). Segundo o site Science Daily, em média, durante a atividade de raciocínio, a frequência cardíaca teve acréscimo de três batimentos por minutos nos voluntários que andaram e de 11 nos que permaneceram sentados. A elevação da pressão sistólica foi três vezes maior nos que simularam uma ida de carro e, a percepção do estresse, duas vezes. 

Fonte; Terra


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

08:19

Situações didáticas da Educação Física


Na contramão da ditadura dos esportes coletivos com bola, a tendência dos currículos modernos é tornar a Educação Física mais ref lexiva. Todo movimento é carregado de sentido. Por isso, é preciso discutir a história e a inserção de cada um deles na sociedade atual, afirma Marcelo Barros da Silva, formador de professores e consultor de programas em Educação Física, de São Paulo. Pensando assim, Jussara Ladeia de Andrade, Marluza Secchin Malacarne e Iara Francisca Croce Tedesco, que lecionam para turmas de 1ª a 4ª série na rede municipal de Vitória, organizam cursos temáticos. Neste ano, o tema é a cultura afro-brasileira, que permite vivenciar e discutir a capoeira, o maracatu, o hip-hop e a inserção do negro em diversos esportes como o futebol, escolhido para ser tratado pelos estudantes da EMEF Éber Louzada Zippinotti. De tempos em tempos o jogo é interrompido para o grupo se manifestar e propor modificações nas regras. O objetivo é fazer com que meninos e meninas, inclusive os que têm deficiência física, participem, explica Jussara. É uma maneira de aplicar os princípios que devem nortear a disciplina (veja a seguir). A perspectiva é atender todos e ajudar a respeitar a multiculturalidade e a diversidade de práticas corporais, afirma Marcos Garcia Neira, coordenador do Grupo de Pesquisas em Educação Física da Universidade de São Paulo.

1. Leitura de práticas corporais

O que é 
Ao ter contato com atividades físicas por meio de vídeos, apresentações ao vivo etc. , a turma interpreta o que vê. Assistir a partidas de futebol, a apresentações de dança e às Olimpíadas é uma forma de apresentar diferentes manifestações de cultura corporal, com a possibilidade de comentá-las e analisá-las. 

Quando propor 
Antes do início de uma nova prática e sempre que a turma for espectadora de alguma atividade física. 

O que a criança aprende 
Conhecendo mais sobre a cultura corporal de um grupo, ela passa a valorizá-la. Percebe ainda a ligação entre o movimento e as condições históricas, sociais e culturais que o originaram. Em uma apresentação de hip-hop, por exemplo, é possível identificar as semelhanças com outros ritmos afro e analisar as mudanças que a cultura de massa introduziu na manifestação.

2. Atividades práticas

 O que é 
Brincadeira, dança, esportes ou ginástica, com a adaptação da manifestação corporal às necessidades materiais, espaciais, de aprendizagem etc. A classe rediscute as regras para perceber que a adaptação faz parte da história dos esportes modalidades como o futebol de salão ou o de areia nasceram assim. Em uma brincadeira de roda, por exemplo, é possível perguntar: todo mundo está conseguindo participar? Pode ser melhor se fizermos rodas menores? É essencial intervir para garantir que, a seu modo, todos estejam inseridos. Também é a hora de questionar alguns rótulos: ginástica rítmica é coisa só de menina? 

Quando propor 
Semanalmente. O ideal é apresentar ao longo do ano letivo um conjunto diversificado de exercícios para que as habilidades do grupo sejam contempladas em vez de privilegiar apenas os bons no esporte. 

O que a criança aprende 
Além da função lúdica, a prática do movimento ajuda na criação de regras de convivência para que todos participem (leia o quadro acima). Jogos, esportes e brincadeiras também estimulam o raciocínio estratégico e de códigos de comunicação. 

3. Aprofundamento dos conhecimentos

O que é 
A parte reflexiva das aulas. O aluno lê e realiza pesquisas e entrevistas sobre o movimento corporal. Vale pedir os resultados em painéis fotográficos, debates, seminários e produções escritas. 

Quando propor 
Após a parte prática, quando todos já tiveram a oportunidade de vivenciar as diferentes atividades. 

O que a criança aprende 
O papel da história, das condições sociais e da cultura de cada grupo nas práticas corporais.

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domingo, 1 de agosto de 2010

18:31

A importância dos esportes para as crianças


O filho que está entrando na puberdade, entre 9 e 12 anos, pode começar a torcer o nariz para as coisas do mundo infantil. A mudança costuma surgir com clareza nos esportes. "A criança não quer mais jogar em meia quadra e sem o gostinho de competir, em situações que todo mundo ganha", observa a professora de educação física Márcia Maria Matsubara, do Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo (USP). "O interesse se volta para modalidades bem definidas, com regras e competições como as de adulto", acrescenta. Interessa também nessa fase, lembra a professora, a influência do ambiente. "A escolha por praticar um esporte para valer,nesse período, está muito associada às preferências dos amigos." A história de Anderson, 12 anos, confirma a percepção da professora. Ele começou a ser motivado cedo, aos 6 anos, para o futebol. "Meu marido foi jogador amador desse esporte e queria que o filho também jogasse. Colocou-o numa escolinha, mas Anderson não gostava muito. Ele se sentiu atraído mesmo aos 9 anos, quando os amigos passaram a jogar e participavam de campeonatos", conta a mãe, a funcionária pública Alaydes Machado. 

Escolha própria 
Para o presidente da Sociedade Sul-Americana de Psicologia do Esporte, Benno Becker Júnior, a criança de 9 a 12 anos já tem condições de fazer suas escolhas quando o assunto é esporte. "Não convém forçá-la a praticar isto ou aquilo. Os pais devem oferecer informação sobre várias modalidades para que ela decida e faça com prazer aquilo de que realmente se sente capaz e gosta, sem pressão ou cobranças de resultados olímpicos. " Segundo ele, essa postura é fundamental para o filho aproveitar os benefícios do esporte. "Quando a escolha é da criança, ela ganhará não apenas habilidade e desenvolvimento físico, mas principalmente confiança e auto-estima. O esporte mal conduzido pode provocar depressão, ansiedade e até lesões físicas", alerta.

Não quero mais 
Se é a criança que faz a escolha, também pode desistir dela sem entrar em conflitos familiares. De acordo com o psicólogo Becker, apesar do entusiasmo em fazer um esporte mais a sério por volta dos 10 anos, a maioria das crianças larga a atividade aos 13 anos. "Acredita-se que o motivo seja a entrada na adolescência, fase de uma série de mudanças corporais e psicológicas em que surgem outros interesses, como namorar." 

Qualidade de vida 
A finalidade principal do esporte, ressaltam os especialistas, é a melhoria da qualidade de vida e não transformar a criança num atleta. "Por mais esforço que os pais façam, como pagar um treinador extra, a criança não se destacará numa atividade se não tiver talento. E são poucas que o possuem", diz o psicólogo Becker Júnior. Por isso é importante escolher bem o profissional que ensinará o esporte. "Ele deve valorizar mais o aprendizado e menos os resultados", recomenda a professora Márcia Matsubara. 

Fonte; Revista Crescer

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