sexta-feira, 30 de setembro de 2011

14:44

Dores do crescimento

É uma das causas mais comuns de consultas em reumatologia pediátrica. Cerca de 25% das crianças que procuram o reumatologista pediátrico, queixam-se de dores nas pernas, e as chamadas "Dores do Crescimento" são certamente a causa mais comum dessas dores. É uma situação também comum ao pediatra, que se depara com uma criança absolutamente normal, saudável e ativa , que refere ter episódios repetitivos de dores nas pernas. Essas crises podem ser diárias ou esporádicas, podendo estar presentes por longos períodos antes de desaparecerem. Em geral, a dor é bilateral, descrita pela criança como profunda, intensa e principalmente no final do dia ou à noite. Uma história típica é a da criança que vai dormir bem e acorda chorando com dor, solicitando a presença da mãe que usa analgésicos ou massagens, que acabam levando ao alívio. A criança volta a dormir e acorda bem no dia seguinte, reassumindo suas atividades normais.

Não ocorre sinais de "inflamação" articular: junta inchada, vermelha e quente são sinais que estão ausentes nos momentos de crise. Costuma acometer meninos e meninas em proporções parecidas, cerca de 12,5%, não havendo uma concordância entre os autores sobre o período mais comum dessas dores durante a infância, ou seja, pode acometer crianças em qualquer idade.

Causas

Essa entidade não tem ainda causa conhecida. Na verdade não existe consenso entre os pesquisadores nem sobre o termo "Dores do crescimento", que dá a idéia de que o crescimento em peso ou em altura pode gerar dor. Na verdade, não se verificou qualquer relação desse quadro com o ganho de estatura , que ocorre de maneira muito lenta para provocar dor. Já se tentou modificar o nome dessa doença para "Dores nos Membros" mas a expressão anterior já estava de tal modo consagrada e já era compreendida pelas pessoas que não se conseguiu modificar sua denominação.

Apesar de não ter causa conhecida, existe uma série de hipóteses que tentam explicar a origem dessas dores. É muito comum encontrarmos distúrbios emocionais ou simplesmente uma situação de crise própria da idade ( nascimento de um irmão, ingresso na escola, mãe que começa a trabalhar). Também se viu que essas crianças são, em geral, filhas de pais que também tiveram quadros semelhantes durante a infãncia e nas próprias crianças são encontradas outras situações de dor crônica como dor de cabeça ou dor abdominal, ou seja, parece haver uma combinação de fatores emocionais associados a uma " tendência" a dor crônica.

Tratamento

A primeira coisa a ser feita é a exclusão de outras possibilidades diagnósticas o que é feito durante a consulta e através da avaliação laboratorial. Após confirmado o diagnóstico, é fundamental que se tranqüilize a família, já que se trata de uma patologia benigna e auto-limitada, que não trará seqüelas e limitações e que não terá impacto no crescimento da criança. Durante as crises, mantém-se a conduta de usar analgésicos, massagens e calor. Não há indicação para limitar a criança em qualquer aspecto: alimentação e atividades físicas estão liberadas e devem, inclusive, ser estimuladas. Creio que deve haver o enfoque de retirar o rótulo de "criança doente" e que a família passe a administrar as crises dentro de uma atmosfera de tranqüilidade para a criança.

Em certas situações é necessária uma abordagem mais enfocada nos aspectos emocionais da criança, trazendo para o tratamento auxílio de um psicoterapeuta.

Concluindo, voltamos a enfatizar a natureza benigna dessa doença, que tende a desaparecer com o passar do tempo e que não traz qualquer tipo de seqüela, não predispondo o paciente a outras doenças reumáticas no futuro.


Fonte: ABC da saúde

08:02

O estilo motivacional de professores de Educação Física


A aprendizagem envolve a integração de fatores contextuais e internos do aluno e, no ambiente escolar, esses elementos exercem uma influência maior no processo, pois eles podem favorecer ou afetar de maneira negativa o processo de aprender. Sendo assim, a motivação dos estudantes aparece como um dos grandes desafios enfrentados pelos educadores e, esse tem sido um dos motivos que faz com que as práticas pedagógicas no ensino formal necessitem ser constantemente (re) pensadas.

A disciplina da educação física como componente curricular obrigatório da Educação Básica assume importantes funções na sociedade contemporânea, entre elas: introduzir e integrar o aluno na cultura corporal de movimento (BETTI; ZULIANE, 2002; DARIDO, 2004) e proporcionar a crianças e adolescentes vivências motoras que podem favorecer, ao longo do tempo, a adoção de um estilo de vida fisicamente ativo (KOKA; HEIN, 2003; STANDAGE; DUDA; NTOUMANIS, 2003).

Desse modo, motivar os estudantes nas aulas de educação física, especificamente com relação à sua motivação intrínseca, representa um grande desafio, sobretudo porque a qualidade da interação entre professores e alunos, influenciada em grande parte pelo estilo motivacional dos primeiros, revela-se a fonte principal de satisfação ou frustração dos estudantes (GUIMARÃES; BORUCHOVITCH, 2004).

Nesse sentido, algumas pesquisas (NTOUMANIS, 2005; VIERLING; STANDAGE; TREASURE, 2007; TAYLOR; NTOUMANIS; STANDAGE, 2008; GUIMARÃES, 2005) ressaltam que a motivação em contextos escolares tem sido avaliada como um fator determinante do nível de qualidade da aprendizagem e do desempenho escolar. O indivíduo motivado reage de forma diferenciada, se envolvendo no processo, engajando-se e persistindo em tarefas desafiadoras, despendendo esforços, usando estratégias adequadas, buscando desenvolver novas habilidades de compreensão e domínio além de demonstrar maior entusiasmo no envolvimento de suas atividades (GUIMARÃES; BORUCHOVITCH, 2004). Outrossim, indivíduos intrinsecamente motivados apresentarão atitudes positivas em relação a uma determinada prática resultando em maiores chances de se manterem engajados na atividade (NTOUMANIS, 2001).

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

10:25

Crianças com obesidade são mais propensas ao isolamento social

A obesidade aumenta as chances de uma criança ser socialmente isolada na escola, segundo uma pesquisa da University of Adelaide's Women's and Children's Hospital, na Austrália.

O estudo analisou mais de 3.300 estudantes australianos por quatro anos - desde a pré-escola. As famílias foram recrutadas em 2004 e analisadas novamente em 2008. Durante esse tempo, foram tiradas medidas de altura e peso das crianças.

Cuidadores primários (que podem ser pais, avós ou quem tiver mais contato com a criança) foram entrevistados sobre detalhes da vida da criança. Pais e professores ainda foram convidados a preencher um questionário adicional, que fez um balanço dos problemas de saúde mental e da qualidade de vida dos pequenos.

Aos quatro e cinco anos de idade, 13% dos meninos e 16% das e meninas estavam com sobrepeso e aproximadamente 5% de ambos os sexos eram obesos.

Os pesquisadores descobriram que essas crianças com obesidade, quando comparadas aos seus colegas de classe de mesma idade e peso normal, eram 20% mais propícias a ter dificuldades de relacionamento aos oito e nove anos.

As dificuldades relatadas pelos pais e professores incluem provocações, rejeições, problemas em fazer amigos e não ser incluído em atividades sociais, como festas de aniversário. Vale ressaltar que essas dificuldades só foram encontradas quando as crianças já estavam na faixa dos oito e nove anos, sendo que o fenômeno não foi observado naqueles em idade pré-escolar. 

Para combater a obesidade infantil

Pequenos hábitos podem ajudar seu filho a se alimentar de maneira mais saudável. Confira as dicas abaixo:

- Prato do tamanho certo: durante o crescimento do bebê, é normal observar mudanças na quantidade de alimentos ingerida. No primeiro ano de vida, a criança apresenta um rápido desenvolvimento. Após completar um ano, a velocidade de crescimento diminui e, consequentemente, a quantidade de alimentos ingerida tende a ser menor. Por isso, não vale ficar preocupada se o seu filho começa a ingerir menos alimentos do que você espera.

- Horários regrados: se o almoço na sua casa é ao meio-dia, nem pense em dar uma mamadeira para a criança perto desse horário. Claro que o apetite vai sumir. As refeições realizadas junto à família incentivam a criança a comer e despertam o apetite dela para alimentos diferentes. Por isso, é importante incluir sempre sabores novos no cardápio e experimentá-los na companhia do seu filho.

- Dê exemplo: os hábitos alimentares da família servem de exemplo para a criança. Se as pessoas ao redor consomem refrigerante, frituras, salgadinhos e, oferecem à criança frutas, sucos e legumes, certamente, ela terá mais resistência para aceitar esses alimentos que não são hábitos da família.

- Espante a preguiça: parece loucura, mas algumas crianças têm preguiça de comer. Entretidas com outras atividades, elas não sentem a menor vontade de interromper a brincadeira para exercitar a mastigação ainda mais quando o prato está muito cheio e o tempo perdido pode ser grande. Para ajudar nesse problema é ideal usar o aumento gradual na quantidade de comida e gratificações logo após as refeições. Brincadeiras também são bem vindas.

- Cozinhem juntos: prepare o menu com a ajuda da criança. Peça sugestões para ela, mas não deixe de direcionar o cardápio. Use a oportunidade para mostrar a importância balancear as refeições, consumir alimentos saudáveis e restringir aqueles mais calóricos e com menor qualidade nutricional. 


10:23

Convivendo com a dislexia

De acordo a Associação Nacional de Dislexia (AND), pesquisas mostram que de 5% a 17% da população mundial apresenta dislexia, que é um distúrbio ou transtorno de aprendizado na área de leitura, escrita e soletração. Apesar de ser o distúrbio de maior incidência nas salas de aula, um estudo apresentado na Associação Britânica de Dislexia afirma que cerca de 70% dos profissionais das áreas de saúde e educação têm pouco conhecimento sobre ele.

Muitas vezes, os pais também não conseguem identificar a dificuldade. Pensando nisso, conversamos com profissionais especializados no assunto, que explicaram como identificar a dislexia e como pais e professores podem agir para ajudar a criança. 

dislexia - Foto Getty Images

Como identificar?
Por se tratar de um transtorno de linguagem, a dislexia só se manifesta no final da alfabetização e nos primeiros anos escolares (1ª e 2ª ano). A criança começa a apresentar dificuldades inesperadas de aprendizagem de leitura, apesar de ter outras habilidades.

A fonoaudióloga e psicopedagoga da Associação Nacional de Dislexia Clélia Estill afirma que o principal indicador escolar é a criança não ler com a mesma desenvoltura dos colegas e a escrita apresentar muitas falhas e trocas de letras. "As resistências aos trabalhos de leitura e escrita vão se evidenciando cada vez mais, substituindo o entusiasmo inicial, como consequência das frustrações que ela começa a vivenciar, e não por preguiça ou desinteresse", ressalta Clélia.

Porém, de acordo com Clélia, é fundamental lembrar que nem todas as dificuldades de aprendizagem são da ordem da dislexia. Por isso, o diagnóstico precoce é necessário, seja ele de dislexia ou de outro distúrbio de aprendizado.  

Quanto mais tarde é feito o diagnóstico, mais a criança fica com a autoestima baixa, podendo ser excluída pelos amigos

Feito o diagnóstico, é importante que o professor se junte ao profissional que tratará a criança e, dessa forma, combine uma maneira de aprendizado diferente. A psicoterapeuta de crianças e adolescentes Mirian Barros conta que não é só o psicólogo quem faz o diagnóstico, e sim o conjunto professor, pais, fonoaudiólogo, psicopedagogo etc.

Quanto mais tarde é feito o diagnóstico, mais a criança fica com a autoestima baixa, podendo ser excluída pelos grupos de amigos, e isso vai acarretando em diversos problemas. Estudos mostram, inclusive, que as taxas de suicídio infantil estão relacionadas à escola e, principalmente, à dislexia, por conta do bullying. Às vezes, até o professor pode influenciar a baixa autoestima, uma vez que não consegue identificar o problema.  

dislexia - Foto Getty Images

O papel do professor
Quanto mais são destacadas as habilidades positivas do disléxico, mais é fortalecida a sua autoestima. O professor não deve chamar a atenção para as a dificuldades da criança, e sim para os seus sucessos.

Clélia conta que o ideal é que crianças com qualquer tipo de necessidade especial sejam incluídas naturalmente nas atividades do grupo, não perdendo de vista as suas dificuldades específicas. "Contando com bom senso pedagógico, sensibilidade e formação do professor, ele saberá distribuir as tarefas de acordo com as possibilidades de cada um", diz a especialista.

Provas e trabalhos escolares
Feito o diagnóstico de dislexia e identificado o seu grau (leve, médio ou severo), é preciso entender que a criança pode necessitar de mais tempo para execução dos trabalhos.

É importante que o professor leia as questões em voz alta para toda a sala e, depois, revise essa leitura individualmente com o disléxico, atendendo a dúvidas que ele possa ter na compreensão dos enunciados, como afirma Clélia. Também pode ser permitido ao aluno responder oralmente as questões, uma vez que ele saiba o conteúdo das respostas, mas tenha dificuldade em redigi-las. Outros métodos podem ser utilizados na realização das provas e trabalhos em classe, dependendo das dificuldades e habilidades da criança. 

dislexia - Foto Getty Images

Pais e alunos: como lidar com o preconceito
Para que haja uma boa convivência dentro da sala de aula, é de extrema importância que o professor não individualize o disléxico, mas, sim, cuide para inseri-lo no grupo. Ele deve explicar à classe a noção de diferença: "Se as crianças da escola estiverem acostumadas a perceber que essas diferenças existem e que alguns precisam de mais atenção do que outros, os alunos não sofrem", diz a psicoterapeuta Miriam.

O professor deve explicar para a classe o que é dislexia, contar que pessoas famosas e bem sucedidas foram e são disléxicas - como Albert Einstein e Bill Gates - e conversar com os alunos sobre as diferentes condições de aprendizagem que existem. Clélia diz que o educador não deve nunca apelar para a piedade, e sim para o conhecimento e entendimento. "Isso é educar!", afirma. E essa ação acontece em conjunto com os pais, tanto do disléxico quanto dos colegas, que devem reforçar esse aprendizado. 

A psicopedagoga Clélia alerta que, na maioria das vezes, o preconceito chega através dos pais, que sentem o seu filho injustiçado pelo fato de receber um tratamento diferente. "Nesses casos, é sempre interessante realizar uma reunião de pais para discutir o tema, explicando que cada um tem uma necessidade especial que deve ser atendida", aconselha a profissional.

Os pais da criança com dislexia devem entender que o que eles consideram um tratamento diferente, no sentido de "facilitar" para a criança, na verdade é atender às suas necessidades. "É igual a uma família de muitos filhos, na qual cada um é atendido de acordo com o que precisa", diz Clélia. 

dislexia - Foto Getty Images

O que os pais podem (e devem!) fazer
O papel dos pais é essencial para a plena formação da criança. "Eles devem incentivar cada sucesso que ela tiver, tendo sempre muita paciência, lendo e se informando sobre o assunto", diz Miriam. Ela conta que, na medida em que os pais se informam, eles encaram o distúrbio de outra forma. "Os pais devem conhecer a doença e entender que isso não é um bicho de sete cabeças", afirma a psicoterapeuta.

Dificuldades de leitura e escrita se desenvolvem através da ação de ler e escrever, conta a fonoaudióloga Clélia, que recomenda auxiliar a leitura dos filhos. Mas é preciso levar em conta, no entanto, a diferença entre ler para os filhos e ler com os filhos: é importante visitar livrarias ou bibliotecas com os filhos e escolher um livro adequado para que leiam juntos, trocando impressões sobre os livros. "Os pais devem se sentar ao lado do filho, para acompanhar a leitura com ouvidos, olhos e coração", diz. 

Feita a leitura, os pais podem propor jogos de perguntas e respostas sobre cada parágrafo do texto, pedir para que o filho conte o que leu e o que ouviu, buscar na memória assuntos relacionados com o tema da leitura atual, descobrir palavras no texto, entre outras coisas que tornem a leitura uma atividade familiar, uma leitura compartilhada.

Além da leitura, existem jogos de tabuleiro que envolvem conhecimentos gerais e podem auxiliar na assimilação, como palavras cruzadas. Eles tornam a leitura e a escrita uma coisa prazerosa, e não um simples "dever de casa". 

Fonte: Minha Vida


terça-feira, 20 de setembro de 2011

07:47

Paulo Freire completaria 90 anos hoje

Em 2011, no dia 19 de setembro, o educador Paulo Freire (1921-1997) completaria 90 anos. Durante todo o ano acontecem ações em comemorações a data, devido a importante contribuição de Paulo Freire para a educação no país e no mundo.

Nascido em 19 de setembro de 1921, em Recife (PE), Paulo Reglus Neves Freire é considerado um dos mais importantes educadores do século XX. Aos 22 anos, ingressou na Faculdade de Direito do Recife. Período em que conheceu a professora primária Elza Maia Costa Oliveira, com quem se casou em 1944 e teve 5 filhos.

Em 1947, Paulo Freire assumiu o cargo de Diretor do Setor de Educação do SESI do Recife – Serviço Social da Indústria, onde estudando as relações entre alunos, mestres e pais de alunos, conheceu a realidade dos trabalhadores e as particularidades da sua linguagem. Sua primeira experiência como professor universitário foi na Escola de Serviço Social, lecionando Filosofia da Educação. Doutorou-se em Filosofia e História da Educação em 1959, com a tese "Educação e Atualidade Brasileira".

No início dos anos 60 engajou-se nos movimentos de educação popular, entre eles o Movimento de Cultura Popular (MCP), a campanha "De Pé no Chão Também se Aprende a Ler" e a Campanha de Alfabetização de Angicos (alfabetização de 300 trabalhadores rurais em 45 dias), ambas no Rio Grande do Norte, e coordenou o Programa Nacional de Alfabetização, do Governo Goulart.

Premiado e reconhecido internacionalmente, Paulo Freire dedicou-se às experiências no campo da educação de adultos e do processo de democratização do ensino, na construção de uma sociedade democrática, por meio do diálogo crítico, a fala e a convivência. Revelou ao mundo uma educação para além da sala de aula, da educação formal, capaz não só de ensinar conteúdos e comportamentos socialmente esperados e aceitos, mas também capaz de conscientizar a todos e a todas. Mais objetivamente pensou nos jovens e adultos trabalhadores, homens do campo e da cidade para abrir-lhes a possibilidade de enfrentarem a opressão e as injustiças.

O educador participou de fóruns e debates. Realizou milhares de palestras e conferências. Envolveu-se nos movimentos sociais progressistas, entre muitas outras atividades como militante e como intelectual. Recebeu prêmios, títulos e homenagens em todo o mundo, entre estas 39 títulos de Doutor Honoris Causa, dos quais 5 entregues à sua viúva. A partir de 2000, a sua viúva Ana Maria Araújo Freire, na qualidade de sucessora legal da obra de Paulo Freire, organizou seus textos inéditos, nomeou-os e publicou na "Série Paulo Freire".

Hoje o Instituto Paulo Freire (IPF) criado por sugestão do próprio Paulo Freire no dia 12 de abril de 1991, tem a missão de manter vivo e reinventar o seu legado. Tem o compromisso com a educação popular e o sonho da cidadania planetária. Educar para um outro mundo possível.

Podemos dizer que Paulo Freire nos deixou um legado de imensa contribuição para a educação, com reflexos em áreas como a filosofia, a arte, a física, a matemática, a geografia, a história, a literatura, entre outras.

Até hoje continua sendo a grande referência de uma educação como prática da liberdade. Nos ensinou que aprender e ensinar são atos inseparáveis, que a história é possibilidade, não fatalidade. O que ele escreveu faz parte inseparável da vida de toda uma geração que aprendeu a sonhar com ele sonhos possíveis.

Comunicação
Instituto Paulo Freire
imprensa@paulofreire.org
07:19

9 motivos para seu filho aprender a dançar

O homem usa o próprio corpo de modo a ocupar o espaço e interagir com o outro desde que o mundo é mundo. No início, seguiu o instinto; aos poucos, descobriu o prazer; e há séculos aproveita técnicas e estilos especialmente desenvolvidos pela dança para explorar a riqueza de possibilidades inerente ao corpo humano. Porque dançar é muito mais do que movimentar braços e pernas sob o estímulo de um ritmo. "A dança permite conhecer o próprio corpo e, com isso, ampliar a capacidade de se expressar e de se comunicar do indivíduo, criando a autoestima que vai servir de base por toda a sua vida", realça Carmen Orofino, professora de dança no Atelier-Escola Viva, de São Paulo.

O simples ato de andar já é poderoso o suficiente para servir de alimento ao cérebro e, de tabela, contribuir para a nossa saúde. A dança? "Seus movimentos são mais refinados, o que determina a qualidade de alimentação que proporciona ao nosso corpo", garante o coreógrafo Ivaldo Bertazzo, há mais de 35 anos trabalhando com dança. A conclusão é uma só: quanto mais cedo uma criança aprende a dançar, mais possibilidades ela tem de tornar seu corpo "inteligente".

Dançar também ajuda a desenvolver emocionalmente quem tem pouca idade, combatendo inseguranças e estimulando a partilhar experiências com o grupo a que pertence. Crianças podem se exercitar em Dança desde os primeiros anos da Educação Infantil - e assim aprimorar habilidades motoras fundamentais para a evolução. Com a ajuda dos especialistas Carmen Orofino e Ivaldo Bertazzo, destacamos os principais benefícios da atividade. Conheça a seguir:

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Desenvolve habilidades típicas do ser humano

2. Alimenta o funcionamento da máquina cerebral

3. Ajuda a manter a saúde do corpo

4. Estimula a coordenação motora e outras aptidões

5. Colabora na formação do indivíduo

6. Serve de ferramenta para se expressar

7. Valoriza a linguagem pessoal

8. Estimula o conhecimento estético

9. Incentiva o controle emocional

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

03:48

7 benefícios da Capoeira

Foi no século 16 que a Capoeira surgiu pela primeira vez em terras brasileiras. Mistura de forma de luta e culto religioso, ela veio junto dos negros que, originários da África, foram trazidos aos milhares para o trabalho escravo. Naturalmente, eles não tinham liberdade alguma de praticar suas tradições, por isso, a Capoeira era então apresentada de modo disfarçado, como se fosse uma dança com canto e mais nada. Aos poucos, porém, ela acabou por vingar em todo o Nordeste do País, ganhando diversidade de estilos - um dos mais populares (e antigos) é chamado de Capoeira Angola, caracterizado por golpes baixos, rentes ao chão, e animado pela música de ritmo lento.

A criança que pratica Capoeira aprende não apenas a jogar como também a cantar (o que tem sido transmitido oralmente há séculos, cantos africanos especialmente criados para esse tipo de atividade) e a tocar (entre os instrumentos mais tradicionais, destaque para o berimbau, o pandeiro e o caxixi, um chocalho feito de sementes). O jogo de Capoeira também aprimora o controle emocional, estimulando a observação e a defesa, quando necessária, ao contrário de incentivar a agressividade e a violência. "No caso do estilo Angola de Capoeira, ele consegue traduzir com ritmo e movimento corporal as ideias da educação humanista", reforça Ana Cristina Marotto, orientadora educacional e pedagógica do Colégio Equipe, em São Paulo. "É ótima ferramenta para a formação moral, física e cognitiva."

Recomendado para alunos de 3 a 11 anos, o jogo de Capoeira ajuda de inúmeras maneiras o desenvolvimento tanto de meninos quanto de meninas. Veja os benefícios a seguir.

Para ler, clique nos itens abaixo:

1. Difunde o valor da defesa - e não do ataque
A Capoeira é um jogo que faz clara distinção entre defesa e ataque - diferenciação essa que pode influenciar um estilo de comportamento e um modo de pensar por toda a vida. Quem pratica Capoeira não é, portanto, estimulado a sair atacando para depois ver no que vai dar, mas sim olhar, refletir e, se for realmente necessário, saber agir de modo a cuidar da própria defesa. Quanto mais cedo a criança souber fazer essa distinção, mais rápido será o seu entendimento de como a violência não vale a pena.

2. Ajuda na formação moral
A aula de Capoeira normalmente começa com uma roda de conversa, onde são discutidas as regras de convívio e de participação de cada um etc. É uma atividade que desenvolve o respeito, a tolerância. Porque as crianças estão sempre interagindo entre si para realizar o mais simples gesto - cada uma delas precisa, por exemplo, ter cuidado com o movimento que pretende fazer para não machucar o outro, assim como conviver com o jeito de ser de cada colega, entendendo que o jogo acontece entre todos, independentemente do talento ou da ausência dele. Todos são iguais - e, em lugar de apontar os melhores (e os piores) jogadores, o que se incentiva é a parceria, ensinar o que já sabe de modo a que o colega possa evoluir também.

3. Desenvolve e amplia a cognição
Quem pratica Capoeira recebe informação sobre a cultura popular, a origem do jogo em si, as tradições celebradas em músicas e canções, os instrumentos que animam a atividade e por aí afora. É um conhecimento transmitido a cada roda de conversa, no início da aula, aumentando o repertório dos alunos sobre a formação do povo brasileiro, enfim, a história do próprio País. Não se trata de um tipo de informação feito para decorar, mas sim atiçar o interesse da criança pela nossa identidade cultural.

4. Desperta a curiosidade infantil
Quem pratica Capoeira tem sua percepção sonora estimulada pelo uso de instrumentos musicais, assim como a consciência do próprio corpo é alimentada por movimentos pouco usuais. Trata-se de uma atividade que abre um leque de oportunidades - meninas e meninos podem descobrir, ao jogar Capoeira, o gosto por danças populares, outros, por canto, todos eles indo atrás de cursos específicos. Em suma: um despertar de aptidões, fonte valiosa de conhecimento e amor próprio.

5. Promove o desenvolvimento físico
O jogo de Capoeira explora dois caminhos antagônicos, o equilíbrio e o desequilíbrio - como é que se leva um tombo e depois se recupera o prumo -, situações essas de valor semelhante, afinal, o desequilíbrio também pode afetar e desestruturar emocionalmente, daí ser preciso assumir estratégias para recuperar o equilíbrio e seguir no jogo. Tudo isso diz respeito aos golpes típicos da Capoeira - entre eles, a ginga, o rabo de arraia, a meia lua e a estrela. Movimentos que exigem equilíbrio e tônus muscular, trabalhando com as pernas, os braços, o tronco, a cintura etc. O aluno precisa ganhar elasticidade, equilíbrio e autoconfiança para se lançar no espaço sem medo de se esborrachar no chão. É desse modo que as crianças aprendem a reconhecer os limites do corpo, adquirindo segurança sobre o próprio desempenho.

6. Estimula o controle emocional
Mexer com o corpo significa lidar com algumas das nossas emoções mais primitivas - a agressividade, por exemplo. É verdade que o jogo da Capoeira expõe cada aluno perante o grupo, mas ele também consegue reforçar o controle sobre situações delicadas, caso de ficar envergonhado por não fazer direito uma estrela, não ter ritmo para gingar etc. Como? Aulas de Capoeira valorizam o potencial de cada um, o que já conquistou e sabe fazer bem - afinal, todas as crianças têm competências garantidas e outras, a serem desenvolvidas. Ou ainda: todas têm capacidades para aprender e desenvolver, cada um em seu tempo de aprendizado que deve ser respeitado.

7. Combate as inibições
Na aula de Capoeira, a criança é insistentemente estimulada a dançar, jogar, tocar e cantar. Não há, portanto, espaço para timidez - e ela entende que terá de se expor ao grupo com todas as suas imperfeições. Aos poucos, o medo ou qualquer outro tipo de insegurança perde a força, até porque essa criança se sente cada vez mais à vontade no universo dominado pelo respeito, como é o da Capoeira.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

06:06

Meu filho bateu no amiguinho. E agora?

O amiguinho foi tirar o brinquedo do Otávio, que como resposta, deu um tapa no colega de classe. A babá negou a chupeta à Mariana, que se vingou com uma mordida. Histórias como estas afligem cuidadores e rendem alguma choradeira entre os pequenos, mas são comuns no universo das crianças de um a dois anos. Ainda assim, poucos pais sabem conduzir a situação.

A pedagoga Marilene de Macedo Monteiro, diretora do Jardim Escola Esquilinho, na Vila Madalena, recebe crianças de um a cinco anos e conta que as respostas físicas são frequentes no início da primeira infância. "Sempre tem ao menos um em cada turminha que morde os demais", conta. Marilene enxerga o ato como uma manifestação dos desejos ou da frustração, usado quando a criança ainda não domina o vocabulário e, logo, não conhece uma maneira melhor de se expressar.

Às vezes, a educadora observa uma brincadeira por trás da ação. "Em alguns casos de crianças que mordem, os pais ou outras pessoas da família brincam de dar mordidas de carinho, nos pezinhos, por exemplo, e a criança repete o comportamento com os colegas sem medir a força, mas sem intenção de machucar".

Do lado dos pais, principalmente para aqueles de primeira viagem, sobram dúvidas ao ver ou ficar sabendo que o filho está batendo ou mordendo outras pessoas. A primeira preocupação é de a criança ser agressiva ou do ato ser um indício de que ela pode se tornar um adulto violento. Mas a psicóloga e psicoterapeuta antroposófica Adriana Venuto tranquiliza os mais preocupados.

Segundo ela, nessa faixa de idade não é possível rotular a criança de agressiva. "A criança de um a dois anos não domina a linguagem verbal e, nessa fase, muitas vezes já está em um contexto de vida que exige muita socialização", diz. "Então as mordidas e tapas acabam acontecendo mesmo".

Revidar, nunca

Mesmo sendo um comportamento típico da idade, não se pode ignorar o ato. Na escola, Marilene orienta as professoras a agirem antes sempre que possível, impedindo que a agressão aconteça. Para os pais consternados com a atitude dos filhos, costuma aconselhar a repreensão sem muito estardalhaço. "Sugiro que os pais falem firmemente que aquilo não pode, ou impeçam fisicamente que o tapa seja dado, mas de maneira breve", recomenda.

"Se todo mundo da casa para o que está fazendo para prestar atenção na criança quando ela bate, aquilo vira uma forma muito eficiente de chamar a atenção", alerta ela, completando que o recurso é muito usado por crianças cujos pais trabalham fora o dia todo. "Muitas mães que trabalham fora relatam esse comportamento dos filhos na presença delas, apesar de não agredirem ninguém na escola. É uma nítida maneira de chamar a atenção da mãe", relata.

Conduzir a situação de maneira eficaz pode parecer um desafio, mas, como quase tudo nesta fase, depende mais da persistência. Alguns pais preferem dar um tapinha de volta, para a criança perceber o quanto aquilo é desagradável. Outros ainda preferem ignorar. Para Marilene, ambas as respostas são um erro.

"Quando o pai ou a mãe bate de volta está reforçando a agressão como linguagem. E ignorar quer dizer que aquilo é aceito", analisa ela. Para a terapeuta Adriana, além de reagir somente de forma verbal, os pais devem conter a intensidade da bronca. "Cabe aos pais transmitir que aquele comportamento é inaceitável, mas a intervenção deve ser amorosa. Dessa forma a criança percebe os limites, mas também o interesse por ela", diz.

A hora de se preocupar

Segundo as especialistas, casos pontuais de tapinhas e mordidas, quando bem conduzidos, não persistem por muito tempo, nem devem ser motivo de grandes preocupações. Mas a manifestação de um comportamento agressivo prolongado, especialmente próximo à faixa entre dois e três anos, merece maior atenção.

"Nessa fase a criança já sabe falar e se expressar de outras formas, além de ter mais noção do outro. Se seguir agredindo na escola ou em casa, os pais devem observar melhor", sugere Adriana. Para a terapeuta, agressões repetidas nesta fase também podem representar algum pedido de ajuda da criança.

É importante saber contextualizar o comportamento. Mudança de escola, perda de algum ente querido e a chegada de um irmão podem ocasionar esse tipo de ação.

No entanto, se não há uma razão circunstancial, é hora dos pais fazerem uma análise da vida em família. "Eles devem se perguntar se têm sido muito permissivos ou muito rígidos, se são indiferentes e se a criança tem espaço na casa para se sentir acolhida", explica Adriana. "Uma criança nessa faixa precisa de um ninho sustentável que possa acolhê-la e ensinar limites. Filhos que podem se desenvolver contando com isso dificilmente vão apresentar um comportamento agressivo fora do normal", conclui.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

20:14

Cuidar e educar na educação infantil


Cuidar, educar as crianças realmente não é uma atividade nada fácil, especialmente quando estes cuidados precisam ser redobrados, pois nunca poderão ser deixados de lado, como é o caso dos pequenos na educação infantil. Sim, e esta missão, certamente é uma das mais belas, e acima de tudo importante para todos os educadores que trabalham com crianças pequenas. Assim como sabemos, as crianças não são nada simples de cuidar, olhar, educar, pois exigem muita paciência, e atenção, por isso, não são quaisquer pessoas que podem exercer o papel de educadores na educação infantil. Ou seja, na educação infantil são necessárias pessoas, e profissionais capacitados a desenvolver as habilidades nos pequenos, para que futuramente eles não tenham lacunas, em suas vidas, especialmente nos estudos futuros, e na convivência em sociedade.

A educação, e os cuidados apropriados na educação não podem ser "jogados" nas crianças, pois os educadores desta categoria precisam conhecer a fundo, quais são as necessidades, como vive a criança, como é a família de seus alunos, enfim para educar corretamente, e adequadamente os professores têm que possuir cuidados extremos, e apropriados. Pois é durante a educação infantil que os pequenos aprendem seus estudos iniciais, sendo por este motivo, a educação precisa ser muito embasada em fundamentos pedagógicos, que tragam benefícios presentes, e futuramente. E para saber inserir corretamente os ensinamentos nas crianças da educação infantil é que existem as faculdades em licenciaturas, voltadas para esta vocação. Ou seja, para que os professores saibam transmitir, e entender completamente todo espaço, e desenvolvimento das crianças. E não são somente os professores que podem cuidar e educar na educação infantil, todos os colaboradores da escola podem e devem ajudar e auxiliar os alunos, mesmo que indiretamente, em especial, colaborar com os educadores, nesta árdua missão.

Portanto para cuidar e educar na educação infantil é preciso muito conhecimento. Mas não apenas conhecimento nos estudos, acima de tudo no coração, pois educar, cuidar das crianças realmente é um belíssimo dom, que poucos possuem.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

06:26

Educação Física no ensino médio

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O Ensino Médio encerra a educação básica e tem por finalidade consolidar os conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental por meio da construção de competências básicas que situem o aluno como produtor de conhecimento e cidadão participante.

Existe a necessidade de integrar a aula de Educação Física às demais disciplinas, buscando alcançar os objetivos com base nos conhecimentos que lhe são próprios. Por isso, o trabalho interdisciplinar é muito bem aceito nesse nível.

Segundo os PCN, as competências e habilidades que os alunos possuem possibilitam conhecimento, informações e aprendizagens individuais que fundamentam o aluno para o autogerenciamento das atividades corporais, capacitando-o para uma análise crítica dos programas de atividade física e para o estabelecimento de critérios para julgamento, escolha e realização de atividades corporais saudáveis.

Com isso, cada vez mais surge a idéia de integrar à Educação Física o conceito de qualidade de vida, porque essa abordagem traz subsídios e informações para a conscientização da importância da atividade física como uma prática regular do dia-a-dia.

O aluno do Ensino Médio

Nessa fase, os alunos estão passando pelas transformações e turbulências típicas da adolescência. Existem várias definições que buscam caracterizar esse período em diferentes dimensões (psicológica, física, social, etc.), mas, de maneira geral, há um consenso de que essa fase se caracteriza por ser um momento de transição entre a infância e a juventude. De certo modo, os primeiros anos da adolescência têm muito em comum com os primeiros anos da infância.
Durante a puberdade, tanto os meninos quanto as meninas têm um aumento acelerado do peso, da altura e do desenvolvimento muscular e esquelético, o que pode afetar o desempenho do aluno nas aulas de Educação Física no que diz respeito à força física. Além das mudanças diretamente relacionadas à puberdade, há mudanças fisiológicas que influenciam o desempenho físico dos alunos de ambos os sexos.

As atividades para a aula de educação física

O aspecto cultural é um fator importante para determinar as atividades a serem selecionadas para as aulas de Educação Física. Cada adolescente tem um estilo próprio e identifica-se com as modalidades que vão ao encontro dos seus interesses e características. No eixo que norteia a proposta de conteúdos a serem trabalhados no Ensino Médio, temos esportes coletivos e individuais, danças, ginástica, lutas, além de outras atividades que, com a globalização, estão tendo destaque e fazem parte do cotidiano do adolescente. Abordar ainda temas como nutrição, fisiologia e outros ligados à saúde e à qualidade de vida ajuda os alunos a ter um desenvolvimento global.

Fonte

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

12:31

Atividade física na infância previne depressão na fase adulta

Um bom motivo para estimular os pequenos a não passarem o dia na frente do computador e da televisão: a atividade física durante a infância pode prevenir a depressão na fase adulta, segundo pesquisas feitas pela Universidade Deakin, na Austrália.

Os estudiosos analisaram 1.225 homens e mulheres, que responderam questionários sobre os níveis de atividade física que praticaram na infância. Essa atividade foi relacionada à tendência que esses indivíduos tinham à depressão na vida adulta. Como resultado, as pessoas que não praticaram atividade física quando crianças tinham 35% mais chances de sofrerem de depressão ao crescerem.

De acordo com os pesquisadores, a atividade física pode contribuir para o desenvolvimento de células cerebrais durante a infância, que auxiliariam o adulto a enfrentar melhor situações de estresse. Além disso, uma pessoa que não pratica muitos exercícios tem pouco apoio social, o que pode levá-la a ter maior chance de sofrer de depressão ao longo de sua vida.

Conheça o esporte certo para cada idade do seu filho
Muitos pais se perguntam qual a idade adequada para matricular seus filhos em determinados esportes. Para esclarecer melhor essa questão, especialistas de várias modalidades dizem qual a melhor atividade para cada faixa etária.

Natação
De acordo com o professor Fábio Mauro, atleta da seleção brasileira por oito anos e recordista brasileiro e sul-americano (200m peito), a natação pode ser praticada a partir da primeira infância, sem restrição de idade. Ou seja, com poucos meses, o bebê já pode se dedicar às atividades na piscina. O volume de treino deve ser adequado à faixa etária e aos níveis de desempenho de cada um.

- Até 9 anos, não devem treinar mais de 3.500 m por treino;
- De 10 a 12 anos no máximo 6.000 m;
- Acima de 13 anos, já pode nadar mais de 6.000 m.

Futebol
"Aos três anos de idade, já é possível ingressar numa escolinha de futebol para um trabalho mais lúdico", conta o proprietário da escolinha de futebol do São Paulo Futebol Clube. Ele explica que o treinamento mais específico, no qual serão passados os fundamentos do futebol, como chute a gol, passe e domínio de bola, começa por volta dos seis anos.

Ainda que essa criança não tenha o objetivo de subir de categoria e se tornar um profissional, inserir essa atividade na rotina dos pequenos traz diversos benefícios. Isso porque o futebol é um esporte coletivo que contribui para a sociabilização e pela formação do caráter do indivíduo, que precisa respeitar regras e a orientação de seu superior.

Artes marciais
As artes marciais na infância auxiliam no desenvolvimento disciplinar e psicomotor, trabalhando coordenação motora, equilíbrio e a condição cardiorrespiratória.

Todos os golpes são praticados para ambos os lados e esta bilateralidade trabalha o corpo da criança como um todo, equilibrando força, flexibilidade e coordenação.

Além dos benefícios físicos, essa atividade também promove a auto-estima, o controle emocional e a obediência. A melhor idade para iniciar a atividade é por volta dos sete anos de idade, sendo que até os 13 anos o treinamento deve ser menos intenso no que se diz respeito aos combates.

O treinador deverá impor os limites para evitar a sobrecarga de esforço que poderá ocasionar lesões nos pequenos, pois há uma grande ansiedade para as situações de luta. 

Fonte: Minha Vida - MSN


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