quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

07:36

Feliz Ano de 2009


Um excelente ano de 2009 para vocês e suas respectivas familias e amigos. Que a paz possa reinar e que todos os desejos profissionais ou não se concretizem. Vamos agir!!!!
 
Abraço pra todos voces!!!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

06:31

Lei prevê redução de aulas de EF escolar


Flávio de Campos, da USP, diz que reduzir carga horária de uma disciplina para incluir outra deixará ensino "capenga". Para ele, lei que exige inclusão de filosofia e sociologia no ensino médio não foi debatida de forma adequada com o meio acadêmico

Márcio Pinho
Da reportagem local

A decisão do governo de São Paulo de reduzir o número de aulas de história no ensino médio para compensar a inclusão de sociologia e a ampliação de filosofia, exigências previstas em lei federal, é parte de "um conjunto de barbaridades" que mostra a falta de um projeto geral para educação pública no Brasil. A opinião é do historiador Flávio de Campos, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

Autor de livros como "Escrita da História" e "Ritmos da História", Campos lecionou por 15 anos no ensino básico e é doutor em história social pela USP.
Para ele, a lei sancionada em junho não foi adequadamente debatida com o meio acadêmico.

Cabe aos Estados decidir como adotá-la. Em São Paulo, alunos da rede pública perderão, nos três anos, 80 aulas de história no ensino diurno e 120 no noturno. Também haverá redução em educação física, geografia e língua estrangeira.

FOLHA - Como o sr. vê a lei?
FLÁVIO DE CAMPOS - Uma sucessão de equívocos, um conjunto de barbaridades. Começou pelo estabelecimento de disciplinas por meio de uma lei. É o caminho exatamente inverso do que se espera para a discussão da educação no país. Qual caminho imagino ser correto? Primeiro, uma discussão de projetos por parte de educadores, professores e pesquisadores para envio ao Congresso. Uma discussão ampla, transparente e com uma agenda. Nada contra filosofia e sociologia, mas a discussão tem que passar pela base, pelos professores.

FOLHA - E a atitude em SP?
CAMPOS - A segunda grande barbaridade é retirar história e geografia. Mal se consegue cumprir a programação de história e estabelecer um desenvolvimento razoável de competência e habilidades com a carga que já existe.
Duvido que filosofia e sociologia consigam ser ministradas com essa carga também reduzida. Não vai se conseguir ministrar essas disciplinas com um mínimo de aceitabilidade e vai tornar ainda mais capenga do que já são os ensinos de história e geografia.

FOLHA - Que outras implicações essa alteração na grade pode ter?
CAMPOS - Ela obriga a repensar a área de ciências humanas como um todo - e não pensando especificamente numa disciplina ou outra-, elaborando projetos pedagógicos que reestruturem a programação curricular da área. Isso remete ao que seria outra barbaridade: a falta de um projeto geral para educação pública no Brasil. Há alguma iniciativas até positivas, o que não é o caso dessa.

FOLHA - O prejuízo é maior por ser em história?
CAMPOS - A matéria de história tem um significado fundamental. É dotar os alunos de habilidades e competências para que ele possa analisar diversas formações sociais ao longo do tempo, inclusive a nossa. Sou historiador. Mas não faria uma discussão mesquinha de que, se fosse em física, o corte seria menos criminoso. Todas as disciplinas, mais que a transmissão de saberes, têm que transmitir um conjunto de habilidades e competências que permita aos meninos descortinar o mundo em que vivem.

FOLHA - Por que acha que história figura nas disciplinas com cortes?
CAMPOS - Por detrás disso existe um certo preconceito de que as disciplinas fundamentais são português e matemática. As ciências naturais são ciências.
E a área de humanidades é algo meio decorativo, no duplo sentido: é superficial, supérfluo; e basta decorar. Isso já está disseminado na sociedade.

06:30

Educação Física Escolar e a inclusão social: novas perspectivas para a Educação

 

Este trabalho discute a Educação Física praticada na escola, partindo de uma análise de sua origem na Europa do final do século XVIII e início do século XIX, onde surgiu com o nome de Ginástica e, retrata seu percurso histórico ao longo dos séculos aqui no Brasil. Salienta ainda, as influências e tendências sofridas por essa disciplina em nosso país, o que pode ter causado à Educação Física uma crise de identidade, desvalorização de sua prática e importância no processo de ensino e aprendizagem do aluno para sua formação plena como cidadão crítico e consciente. Essa retrospectiva do processo histórico da Educação Física Escolar Brasileira visa compreender seu momento atual nas escolas, a fim de melhorar sua prática educacional, mostrando alternativas para aulas dinâmicas e inclusivas. Dessa forma a Educação Física será respeitada e valorizada no contexto escolar. GESIEL MARTINS  RENATO VALONY FERREIRA PINTO (ORIENTADOR)

Clique aqui para o download

06:28

Aulas de EF escolar começam a ser cancelados por causa de lei


A grade curricular dos alunos do terceiro ano do Ensino Médio da rede estadual terá um buraco em 2009. Resolução da Secretaria da Educação cancelou a disciplina de Educação Física para o curso da manhã. A justificativa é que o governo está obrigado, por lei, a oferecer Filosofia e Sociologia e, diante da falta de espaço, optou por retirar a disciplina. Além disso, "os jovens têm outras preocupações nesta época, como o vestibular", informou a assessoria de comunicação. Cerca de 35 mil estudantes podem ser afetados na região.

A decisão causa indignação entre os professores, já que na mesma programação há seis aulas semanais reservadas a disciplinas de apoio curricular, não especificadas pelo Estado. Há ainda outro ponto controverso. Segundo a lei estadual 11.361/2003, as aulas de Educação Física são componentes obrigatórios em todas as séries da rede. Há professores concursados para a função. A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) movimenta a classe para a adoção de medidas contrárias ao estabelecido.

A diretora Vera Lucia Zinberger afirma que a secretaria não pode sobrepor uma resolução a uma lei estadual. "É ilegal. Estamos em contato com os diretores das escolas para orientá-los. Eles devem montar a grade com Educação Física. Não há motivos para tirar a disciplina diante da reserva para apoio curricular. Nem sabemos o que é isso,"

O sindicato defende que as próprias escolas adaptem seu espaço com todas as disciplinas. Os alunos do período noturno, por exemplo, farão as atividades físicas aos sábados. "Por que essa possibilidade não é dada também a quem estuda de manhã? Temos de conseguir um acordo para que ninguém saia prejudicado", reclama a supervisora de ensino do CPP (Centro de Professorado Paulista), Maria Lúcia de Almeida.

Para quem lida com os jovens no dia-a-dia, trata-se de mais uma decisão imposta, sem diálogo. "A Educação Física é um componente curricular como qualquer outro. Temos a responsabilidade de levar aos alunos a cultura de movimento. Não é só esporte, mas uma relação de corpo. Para se ter idéia do absurdo, recebemos um caderno da secretaria com sugestões de atividades para todos as séries, inclusive o terceiro ano do Ensino Médio", diz o professor Bruno Oliveira.

Procurada, a secretária Maria Helena Guimarães não atendeu ao pedido de entrevista feito pela reportagem.

Para especialistas, resolução é descaso

Descaso e falta de conhecimento curricular. Para a coordenadora do curso de Pedagogia da PUC (Pontifícia Universidade Católica), Maria Estela Graciani, a decisão tomada pela Secretaria de Estado da Educação chega a ser ridícula. "É difícil até de acreditar. Uma matriz curricular integrada exige ponderação entre os diferentes saberes de que os alunos necessitam para sua formação ao longo da vida que, particularmente nessa faixa de idade, requer ações de lazer e cultura. A falta desses elementos, muitas vezes, leva o jovem ao tráfico, ao crime organizado."

Para a especialista, o governo está tirando do estudante entre 16 e 17 anos a chance de extravasar de maneira saudável. "É uma ação contrária a qualquer política pública direcionada ao jovem. Todos defendem a prática de esportes como forma de socialização. Na escola isso é muito forte. É em torno das atividades físicas que se formam as amizades. Além disso, quem definiu que uma matéria é mais importante do que a outra? Não há priorização no conhecimento. O que se busca é a interdisciplinaridade", afirma.

Para os principais atingidos, a notícia parece não ter sentido. O estudante William Alves Rodrigues, 16 anos, vai cursar o terceiro ano do Ensino Médio em 2009 e não entende o motivo do cancelamento das aulas de Educação Física. "Todo mundo da minha escola freqüenta. Temos um time de futebol montado. Sempre foi um momento legal, até porque saíamos da sala um pouco", diz.

Professor da disciplina, Bruno Oliveira se considera atacado. "Os professores vão ter de brigar pelas aulas agora. Há muita gente que prestou concurso para trabalhar na rede estadual. O que a secretaria vai fazer com eles?", questiona. Segundo a assessoria de comunicação, os profissionais da matéria serão remanejados, sem qualquer prejuízo. A Pasta só não mencionou de que maneira, já que o número de aulas cairá em todo o Estado.

A medida ainda contraria as tradicionais dicas dadas a quem está em fase pré-vestibular. Além de estudar, os alunos são incentivados a praticar atividades que proporcionem relaxamento. "A Educação Física é ponto estratégico para o desenvolvimento do caráter. Muitas vezes delineia uma identidade, na vida profissional ou pessoal", completa a pedagoga Maria Estela Graciani.

Para revogar a determinação, a classe precisa aprovar nova grade curricular, mas a probabilidade, segundo o governo, é nula.

Montanaro descobriu o talento para o vôlei em escola estadual

Foi um professor, de uma escola estadual, que apresentou o vôlei a José Montanaro Júnior. O ex-craque da seleção brasileira - medalha de prata dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984 - cursava exatamente o terceiro ano do Ensino Médio. Tinha 17 anos, quando passou a reconhecer o valor do esporte. "Olha só no que deu. Minha vida mudou graças à Educação Física", afirma.

Apesar do talento nato, o atual diretor de vôlei do Santander pensou em resistir ao convite. "Naquela época, era considerado esporte de menina. Mas não deu, o professor me obrigou. Ainda bem. Nessa idade, praticar exercício é muito importante. Não sei como podem tirar da grade curricular. Está totalmente errado, demonstra a falta de cultura em relação até ao conteúdo da matéria, já que o esporte é apenas uma parte da Educação Física", diz.

Para o atleta, tirar a disciplina da escola é como deixar de ensinar Matemática ou Português e declarar total descaso ao profissional. "A Educação Física tem a ver com saúde, principalmente nesses tempos em que os jovens estão cada vez mais sedentários. É uma maneira de tirá-los de frente da televisão, da internet, de fazer com que se socializem e fujam do lazer estático."

Se levada adiante, a medida trará resultados negativos a longo prazo, segundo Montanaro. "Vai fazer falta, com certeza, principalmente nos grandes centros, onde a violência cresce entre os jovens. Se não dermos importância a isso na escola, ninguém dará. Exercícios físicos são as melhores ferramentas educacionais de convivência. Ensinam a saber ganhar, perder, treinar e conviver com a dor. Sem dúvida, é um erro gravíssimo."

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

05:35

Falecimento do Dr. Tubino


Com extremo pesar comunico o falecimento do Dr. Tubino. O sepultamento será
hoje, às 16h, na Capela 1 do Memorial do Carmo - Caju/Rj.


Breve Curriculo:

Possuia graduação em Educação Física pela Escola de Educaçâo Física do Exercito (1968) , graduação em Ciências Navais pela Escola Naval do Rio de Janeiro (1960) , especialização em Ensino Programado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1969) , mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1976) , doutorado em Educação Física pela Universite Libre de Bruxelles (1982) e doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988) . Atualmente é Presidente da Fédération Internationale d Education Physique, Conselho da Assoaciation Internationale Des Ecoles Superieures D` Education Physique, Menbro da Assoaciation Internationale Des Ecoles Superieures D` Education Physique, Membro da Comissão de Assessoria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Board Member da Inatrenational Council For Sport Science And Physical Education, Board Member da International Council Of Sport Pedagogy, da Prince Faissal Prize, Professor Titular da Universidade Castelo Branco, Professor visitante do Centro Universitário Augusto da Mota e Membro da Academia Brasileira de Ciências Sociais. Tem experiência na área de Educação Física. Atuando principalmente nos seguintes temas: Treinamento Desportivo, PERFORMANCE ESPORTIVA, ESPORTE PARTICIPATIVO.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

06:24

Especialistas destacam importância do esporte nas escolas

Em audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), nesta terça-feira (2), especialistas destacaram a importância do investimento em esporte nas escolas. A reunião foi realizada para debater o desempenho da delegação brasileira nas Olimpíadas de Pequim, realizadas em agosto passado, e as políticas públicas para o esporte olímpico.

O técnico da Seleção Brasileira Masculina de Voleibol, Bernardo Rezende - o Bernardinho -, destacou a importância do investimento e do incentivo da prática do esporte nas escolas. Para ele, ao praticarem esportes, os jovens aprendem várias lições, como por exemplo, o valor da disciplina como forma de alcançar objetivos.

- Em relação ao resultado [do Brasil nas Olimpíadas de Pequim], precisamos criar os nossos critérios de avaliação. Até que ponto o número de medalhas significa mudança na abrangência da prática de esportes no Brasil? Serão apenas os ouros que têm valor? Vamos nos tornar uma monocultura de fábrica de ouro? Não é por aí, queremos ampliar questões de cunho nacional - afirmou Bernardinho.

Na opinião do técnico, a audiência da CE serviu como um fórum de debate sobre essas questões. Ele considerou relevante o fato de que, entre os debatedores, é consenso que o esporte é um meio de transformação e tem que ser usado no processo mais importante, que é "o processo de educação dos nossos jovens". Após essa afirmação, o presidente da CE, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), pediu palmas para Bernardinho.

- O Brasil não dá certo porque não é um time. Ainda não conseguimos fazer do Brasil um time de duzentos milhões de pessoas com interesses diferentes, mas com um objetivo em comum: ganhar algumas copas, como a da educação - disse Cristovam.

A importância da educação física nas escolas também foi defendida, na audiência pública, pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman. Para ele, tudo tem que começar pela base.

- A educação física nas escolas deve ser exigida e fiscalizada para que possamos dar oportunidade às crianças deste país de mostrarem seu talento e, assim, seguirem em um processo de formação para o esporte - afirmou.

O senador João Pedro (PT-AM) questionou o presidente do COB sobre os critérios usados na distribuição de recursos para as confederações de esporte. Carlos Nuzman afirmou que os presidentes das confederações é que estabelecem os critérios, de acordo com as necessidades.



sábado, 29 de novembro de 2008

15:10

Autismo

Autismo é uma desordem na qual uma criança jovem não pode desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo e ritualista, e geralmente não desenvolve inteligência normal.

O autismo é uma patologia diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas doenças.

Sinais de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes dos três anos de idade. A desordem é duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.

Causas

A causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).

Sintomas e diagnóstico

Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir - por não poder ou não querer - falar nada. Quando falamos com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela (ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.

Sintomas de autismo em uma criança levam o médico ao diagnóstico, que é feito através da observação. Embora nenhum teste específico para autismo esteja disponível, o médico pode executar certos testes para procurar outras causas de desordem cerebral.

A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do que 70).

Entre 20 e 40 por cento das crianças autistas, especialmente aquelas com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes da adolescência.

Algumas crianças autistas apresentam aumento dos ventrículos cerebrais que podem ser vistos na tomografia cerebral computadorizada. Em adultos com autismo, as imagens da ressonância magnética podem mostrar anormalidades cerebrais adicionais.

Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ou autismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade.

Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições.

Prognóstico e tratamento

Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida.

Muitos especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência subnormal - por exemplo, aquelas com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão - provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo integral quando adultos.

Crianças autistas na faixa de Q.I. próximo ao normal ou mais alto, freqüentemente se beneficiam de psicoterapia e educação especial.

Fonoterapia é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia.

A linguagem dos sinais às vezes é utilizada para a comunicação com crianças mudas, embora seus benefícios sejam desconhecidos. Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil quando uma criança autista testar a paciência de até mesmo os pais mais amorosos e os professores mais dedicados.

Lista de Checagem do Autismo

A lista serve como orientação para o diagnóstico. Como regra os indivíduos com autismo apresentam pelo menos 50% das características relacionadas. Os sintomas podem variar de intensidade ou com a idade.
 

Dificuldade em juntar-se com outras pessoas,
Insistência com gestos idênticos, resistência a mudar de rotina,
Risos e sorrisos inapropriados,
Não temer os perigos,
Pouco contato visual,
Pequena resposta aos métodos normais de ensino,
Brinquedos muitas vezes interrompidos,
Aparente insensibilidade à dor,
Ecolalia (repetição de palavras ou frases),
Preferência por estar só; conduta reservada,
Pode não querer abraços de carinho ou pode aconchegar-se carinhosamente,
Faz girar os objetos,
Hiper ou hipo atividade física,
Aparenta angústia sem razão aparente,
Não responde às ordens verbais; atua como se fosse surdo,
Apego inapropriado a objetos,
Habilidades motoras e atividades motoras finas desiguais, e
Dificuldade em expressar suas necessidades; emprega gestos ou sinais para os objetos em vez de usar palavras.
15:07

Prevençao de acidentes com brinquedos


A cada ano, aproximadamente 111.000 crianças com menos de 14 anos de idade são atendidas em emergências hospitalares por lesões relacionadas a brinquedos.

Em 1996, mais de 450.000 crianças com menos de 14 anos de idade procuraram atendimento de emergência por lesões devidas ao uso de bicicletas, skates ou patins. Ao comprar brinquedos desse tipo, não esqueça de comprar também capacetes, roupas refletivas, buzina, joelheiras, cotoveleiras e protetores de pulso.

Algumas dicas para comprar brinquedos Gastrite - Ilustração Gerson Berr

Ao comprar brinquedos para crianças, pense GRANDE. Todas as partes do brinquedo devem ser maiores do que o pulso da criança para prevenir o sufocamento. Se um brinquedo passar por dentro do tubo de papelão de um rolo de papel higiênico, ele é muito pequeno para crianças pequenas.

Leia com atenção as instruções, indicação de idade e cuidados do fabricante antes de comprar. As recomendações de faixa etária levam em consideração as habilidades cognitivas da criança, bem como os aspectos de segurança do brinquedo, que se for indicado para uma idade muito superior ou muito inferior a da criança, pode ser usado inadequadamente, causando lesões.

Oriente a criança quanto ao uso adequado do brinquedo.

Evite dardos, brinquedos autopropelidos ou que emitem som de alto volume, pois podem causar danos aos olhos ou ouvidos.

Procure brinquedos de construção robusta. Peças pequenas (como os olhos) em animais de pelúcia devem ser firmemente costuradas e não somente coladas ou fixadas com grampos.

Evite brinquedos com cordas, alças ou fitas maiores do que 15 cm, pois podem resultar em estrangulamento.

Escolha uma caixa de brinquedos cuja tampa permaneça aberta em várias posições para evitar lesões pela queda da tampa sobre a criança.

Brinquedos apropriados para cada idade

Recém-nascido a 1 ano de idade

Escolha brinquedos vistosos, que atraiam o olhar, a audição e o toque do seu bebê. Brinquedos adequados incluem: tapetes de atividade, animais de pelúcia sem olhos ou nariz de botão, brinquedos para o banho, bonecos macios, móbiles, livros de pano, blocos de madeira ou plástico de tamanho grande, chocalhos.
1 a 3 anos de idade

Crianças desta idade são curiosas e sem noção de perigo. Gostam de escalar, pular, atirar coisas e jogos de empurrar. Brinquedos adequados incluem: livros, blocos, jogos de encaixar, bolas, jogos de puxar e empurrar, brinquedos que imitam painel de automóveis, telefones de brinquedo, brinquedos de formas, brinquedos de bater, bonecos mais robustos.
3 a 5 anos de idade

Estas crianças gostam de testar sua força física, gostam de jogos de experimentação ou aqueles que imitam atividades de crianças mais velhas ou dos pais. Brinquedos adequados incluem: material de artes não tóxico (tintas, massa de modelar...), vídeos, instrumentos musicais, quadro negro e giz, martelo e bancada, brinquedos de casa (vassoura, fogão...), brinquedos de transporte (triciclos, carros, caminhões), toca-fitas ou fitas, fantasias, utensílios para chá, brinquedos de pátio (tabela de basquete, balanço, goleira, caixa de areia...).
5 a 9 anos de idade

Estas crianças são mais criativas e fisicamente ativas do que as mais novas. Sabem escrever, fazer artesanato e artes e usar brinquedos mecânicos simples como trens e carros. Brinquedos adequados são: material de artesanato, corda de pular, marionetes, livros, trens elétricos (após os 8 anos), bicicletas, patins, jogos de mesa, equipamento esportivo. Verifique toca-fitas e brinquedos a pilha periodicamente quanto a presença de fios soltos.
9 a 14 anos de idade

Estas crianças já gostam de desenvolver hobbies e de atividades científicas. Presentes apropriados incluem: computador, microscópio, jogos de mesa e de tabuleiro, equipamento para esportes coletivos.
Jogos eletrônicos são adequados para todas as idades, as preocupações com estes brinquedos se restringem à adequação do tema à capacidade crítica da criança e ao tempo despendido sem atividade física pela criança.
15:07

Coqueluche

É uma doença infecciosa altamente contagiosa que atinge o trato respiratório causando intensa bronquite. Tem como agentes etiológicos bactérias chamadas Bordetella pertussis e Bordetella parapertussis

Que se sente?

A coqueluche se manifesta classicamente em três estágios.

Estágio catarral

As queixas iniciais são de sintomas semelhantes aos do resfriado comum: febre moderada, coriza, espirros e tosse irritativa

Estágio paroxístico

Cerca de duas semanas após a tosse se torna paroxística, com espasmos (paroxismos) de tosse. A tosse caracteriza-se por acessos repetidos, vinte a trinta tossidas sem inalação seguidas de um ruído inspiratório característico(guincho). A face se torna pletórica a cada acesso de tosse ou repentinamente fica azulada (cianótica). A criança pode perder momentaneamente a consciência ao final de uma crise de tosse. Durante essa fase, existe uma intensa produção de muco e as crises de tosse podem induzir ao vômito. Estes acessos geralmente são acompanhados de sudorese e vômitos. Estágio de convalescença. Os sintomas começam a regredir progressivamente. A duração total da doença pode alcançar seis a dez semanas.

Como se adquire?

A infecção é disseminada pelo ar por meio de gotículas respiratórias (fomites) de uma pessoa infectada. O homem é o único hospedeiro da Bordetella pertussis ou da Bordetella parapertussis.

Incubação

O período de incubação é de seis a vinte e um dias.

Complicações

As complicações mais frequentes incluem: convulsões, pneumonias, encefalopatias e morte. A taxa de mortalidade é mais elevada até o segundo mês de vida diminuindo gradativamente até um ano de idade.

Diagnóstico

Na maioria dos casos o diagnóstico é baseado em evidências clínicas. O hemograma com leucocitose, linfocitose e sedimentação normal ou baixa aliado ao quadro clínico é de valia. O Rx com espessamento brônquico não é suficiente para confirmação diagnóstica. Os exames culturais são tecnicamente difíceis. Os testes de amplificação do DNA são válidos, mas nem sempre estão disponíveis, PCR (reação em cadeia de polimerase).

Prevenção

A imunização de rotina contra a coqueluche impede ou atenua de forma considerável o surgimento da doença, sendo considerada ótima a aplicação de cinco doses de vacina entre os quarto ou sexto anos de idade. O uso sistemático de vacina acelular (DTaP) ao invés da vacina total (DTP) proporciona a mesma cobertura imunológica com diminuição da incidência de reações adversas. O uso de Paracetamol antes da vacinação e seis a oito horas após reduz o número de reações febris sem diminuir a eficácia da imunização. O emprego da quimioprofilaxia deve ser orientado por profissional de saúde.
15:05

Risco da musculação na infância

Os adolescentes de ambos os sexos estão entrando numa fase em que o corpo avantajado e com os músculos bem delineados são "lindos" nos dois sexos. Este fato tem levado para as academias de ginástica legiões de crianças ainda não completamente desenvolvidas para praticarem exercícios massacrantes para ficarem "bem" perante a "turma". Este fato por si só já seria contra-indicado, pois o aumento exagerado da massa muscular na fase de crescimento, atrapalha o crescimento dos membros, fazendo com que o menino ou a menina fiquem um pouco aquém da altura prevista geneticamente. Isto não é tudo, pois existe o risco dos anabolizantes, as chamadas "bolinhas", as "bombas" para tornar o menino ou a menina num HULK patrício em 2 a 3 meses.
O uso destas bombas acaba por acarretar nos meninos: afinamento da voz, desenvolvimento dos seios, queda de cabelo. Nas meninas poderemos encontrar aparecimento de pêlos, engrossamento da voz, masculinização no andar e no agir.
Porque os adolescentes apelam para os anabolizantes? Muitos destas crianças não querem malhar 6 meses para adquirir aquele "corpo", preferem usar as "bombas" e adquiri-lo em dois meses.
Infelizmente estes meninos e meninas não sabem que o aumento da massa muscular obtida desta maneira, desaparece em poucos meses se as "bombas" pararem de serem ingeridas. Não podemos esquecer também da profilaxia da AIDS. Em muitas destas "academias", a aplicação destes anabolizantes é feita em conjunto , compartilhando seringas e o risco da AIDS e Hepatite.
Em alguns relatos encontramos pessoas recebendo mais de 30 vezes os teores normalmente produzidos do hormônio por um homem saudável.
Para os meninos gostaríamos de lembrar que o uso continuado do anabolizante, leva a uma semi-atrofia testicular com afinamento da voz e queda dos pêlos e diminuição do desejo sexual. A pele destes adolescentes se torna áspera, as estrias são mais freqüentes, a calvície surge ou se acentua, nas mulheres aparece queda dos cabelos. A agressividade aumenta tanto nos homens como nas mulheres e nestas costuma haver aumento no clitóris e alterações no ciclo menstrual. A pressão arterial se eleva um pouco e aumenta o depósito de gordura nas artérias. Gradativamente os homens vão apresentando aumento das mamas. Quando em fase de crescimento leva ao fechamento precoce das cartilagens dos ossos do crescimento bloqueando o mesmo e fazendo com que o adolescente fique com menor estatura.
Existe uma predisposição destes usuários de desenvolverem tumores hepáticos. Nunca se iludir, pois no início do uso do anabolizante, pode haver um ligeiro estímulo ao apetite sexual, mas com o tempo a queda é importante.
Alem dos anabolizantes costumam usar também o hormônio de crescimento, que terá efeitos semelhantes, mas como o seu custo é muito elevado poucos terão condições de usá-lo.
Enfim um conselho aos jovens: pratiquem esportes, façam exercícios, "malhem" a vontade, mas não façam uso de droga para obter a falsa impressão de que estão saudáveis e "fortes".

13:19

Ajude o povo de Santa Catarina, mesmo de longe.


Impossível olhar diante das imagens da TV ou até mesmo fotos em reportagens de jornal ou site e não se comover com o drama das pessoas que, por causa de um fenomeno natural, perderam casa, roupa, bens e etc.

E, com essa globalização louca, fica bem mais fácil ajudar mesmo que de longe.

A defesa civil de Santa Catarina facilitou o trabalho de quem está longe e quer ajudar: abriu ao público várias contas para arrecadar fundos.

Essas contas servirão para arrecadar dinheiro para compra de medicamentos, comidas e outras coisas que se façam necessárias. Segue as contas abaixo:

Banco/SICOOB SC - 756 - Agência 1005, Conta Corrente 2008-7 
Caixa Econômica Federal - Agência 1877, operação 006, conta 80.000-8 
Banco do Brasil
– Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7 
Besc – Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0.
Bradesco S/A - 237 Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1
Itaú S/A - 341, Agência 0289, Conta Corrente 69971-2
SICREDI - 748, Agência 2603, Conta Corrente 3500-9
SANTANDER - 033, Agência 1227, Conta Corrente 430000052 
Nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual de Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57.

IMPORTANTE:

Defesa Civil de SC alerta sobre ação de golpistas pela Internet.
 
A Defesa Civil não envia mensagens eletrônicas com pedidos de auxílio
.

Link que mostra a lista de óbitos dessa tragédia até a data de hoje.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

01:30

Em audiência na Câmara, COB defende educação física nas escolas

Investir na base e na formação esportiva das crianças desde a escola, fazendo com que a Educação Física seja valorizada na grade escolar. Este foi um dos caminhos apontados pelo Comitê Olímpico Brasileiro para criar uma cultura esportiva no país e fazer do esporte uma ferramenta de educação e socialização no Brasil. A defesa do COB ocorreu nesta quinta-feira, dia 27, durante audiência na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, que se reuniu para falar sobre as Olimpíadas Estudantis, que integram as Olimpíadas Escolares e as Olimpíadas Universitárias. Na audiência, o COB esteve representado pelo presidente, Carlos Arthur Nuzman, pelo superintendente executivo de esportes, Marcus Vinícius Freire, e pelo gerente do departamento de eventos, Edgar Hubner.

"Precisamos valorizar o professor de Educação Física e a prática esportiva nas escolas, de forma a permitir que as crianças e jovens possam conhecer e praticar os valores do Olimpismo. Este é o início de tudo. Não adianta a Educação Física ser obrigatória por lei e não ser cumprida, seja pela escola não ter instalação esportiva ou por ser praticada de forma inadequada e que não atenda aos anseios do esporte e da educação", explicou Nuzman.

As Olimpíadas Estudantis foram criadas em 2005 a partir de um convênio com o Ministério do Esporte e com as Organizações Globo e tem como objetivo recuperar e incentivar a prática esportiva nas escolas, estimular a prática do esporte escolar com fins educativos e ampliar o ambiente para o desenvolvimento dos talentos esportivos. É um projeto que vai até 2012, podendo ser renovado até 2020. De forma a permitir o equilíbrio técnico da competição, as Olimpíadas Escolares são divididas nas categorias de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos. O evento conta com nove modalidades: atletismo, basquete, futsal, handebol, judô, natação, tênis de mesa, vôlei e xadrez. Além disso, a cada ano as Olimpíadas Escolares vêm proporcionando aos participantes uma série de atividades paralelas relacionadas à cultura, ao meio-ambiente e ao turismo, bem como palestras de técnicos e de atletas olímpicos.

Em 2005, o COB arcou com 100% das despesas das equipes que disputaram a fase final das Olimpíadas Escolares, tendo como fonte de recursos o percentual (10%) da Lei Agnelo/Piva que o COB é obrigado por lei a investir no esporte escolar. Como os valores oriundos da lei não seriam suficientes para manter a competição ao longo dos anos, a partir de 2006, conforme informado na época às secretarias estaduais, o COB diminuiu gradativamente o subsídio ao transporte. Já em 2008 esse item foi coberto integralmente pelas secretarias estaduais, cabendo ao COB os custos com a organização do evento, aquisição e aluguel de equipamentos, alimentação, hospedagem em hotel (padrão três estrelas) e arbitragem. As cidades-sede entram com uma contrapartida em termos de serviços, como, por exemplo, transporte interno das equipes, segurança, montagem do comitê organizador e atendimento médico. Hoje, exceto os custos de transporte entre os estados e a cidade-sede, cada edição das Olimpíadas Escolares custa aproximadamente R$ 3,5 milhões para o COB.

Em três edições (2005, 2006 e 2007), as Olimpíadas Escolares já reuniram cerca de 4,3 milhões de alunos nas seletivas municipais e estaduais (fases classificatórias) e na fase nacional das duas categorias. Somente na fase nacional, que corresponde à fase final da competição, em 2008 foram 2.755 atletas na categoria de 12 a 14 anos, realizada em Poços de Caldas (MG) e 2.854 atletas entre 15 e 17 anos, cuja competição aconteceu em João Pessoa (PB). No total, 18.650 escolas (13.845 públicas e 4.815 privadas) participaram das Olimpíadas Escolares em 2008, sendo 1.623 na fase final. A competição envolveu um total de 1.869 municípios (33,6%). Já as Olimpíadas Universitárias 2008, realizada em Maceió, reuniram 2.766 alunos e 190 instituições de ensino superior dos 27 estados. "Vários dos participantes de hoje das Olimpíadas Escolares serão os futuros representantes do Brasil a partir de 2016 nos campeonatos mundiais e nos Jogos Olímpicos. Este projeto foi apresentado recentemente na Malásia, durante um congresso do Comitê Olímpico Internacional, e foi considerado inédito em todo o mundo", revelou Edgar Hubner.



sexta-feira, 14 de novembro de 2008

07:42

A importancia de um não, o não de Eloá



Criando um Monstro.

O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por... Nada? Será que é índole?

Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência?

Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade?
O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?

O rapaz deu a resposta: 'ela não quis falar comigo'.

A garota disse não, não quero mais falar com você.
E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não.
Seu desejo era mais importante.

Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão.

Que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados.

Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único.

Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.

Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19.

Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha.

Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida.

Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá.

Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal sequestrador converssasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.

Simples assim. NÃO.

Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça. O mundo está carente de nãos.

Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças.

Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos.

Noras que não conseguem dizer não às sogras.

Chefes que não dizem não aos subordinados.

Gente que não consegue dizer não aos próprios desejos.

E assim são criados alguns monstros.Talvez alguns não cheguem a sequestrar pessoas.

Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco.

Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal.

Os pais dizem, 'não posso traumatizar meu filho'. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos.

Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes.

Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer:Não, você não pode bater no seu amiguinho.

Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos.

Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei.

Não, você não vai passar a madrugada na rua.

Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação.

Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos.

Não, essas pessoas não são companhias pra você.

Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate.

Não, aqui não é lugar para você ficar.

Não, você não vai faltar na escola sem estar doente.

Não, essa conversa não é pra você se meter.

Não, com isto você não vai brincar.

Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.

Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles.

E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam.

Usam drogas.

Compram armas.

Transam sem camisinha.

Batem em professores.

Furam o pneu do carro do chefe.

Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.

Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário.

Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranquilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade.

E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso.

Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem.

O não protege, ensina e prepara. Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento.

Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor.

E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.


ARTIGO PUBLICADO NO JB, DA DRª MARIA ISABEL, PROFESSORA DE PSICOLOGIA,


terça-feira, 11 de novembro de 2008

13:52

Psicólogo na Escola


Regina Célia de Souza

(...) sou a favor dos psicólogos práticos, a favor do trabalho prático e, portanto, em sentido amplo, a favor da ousadia e do aprofundamento de nosso ramo da ciência na própria vida.(Vygotsky,1968)

O que consiste este trabalho prático do psicólogo na educação?

Num primeiro momento, relacionar os conhecimentos específicos da Psicologia com os conhecimentos educativos. Para isso é necessário conhecer os temas da educação e o funcionamento da escola enquanto instituição característica para que estes conhecimentos possam ser articulados.

Cabe ressaltar que o trabalho prático, a que se refere Vygotsky, não é um trabalho afastado da teoria, nem uma superposição do campo psicológico sobre o educacional, e sim um trabalho de reflexão da prática a partir da teoria.

Assim, apoiado em seus pressupostos teóricos e estes, por sua vez, já articulado ao conhecimento educativo, a grande contribuição do psicólogo escolar reside nos bastidores da instituição, isto é, sua ação deve desenvolver-se prioritariamente com os professores e não com os alunos, contribuindo para que eles estejam cada vez mais fortalecidos e instrumentalizados para uma atuação de qualidade junto ao alunado.

Hoje não temos dúvidas de que o trabalho mais importante que um psicólogo possa desenvolver nas instituições de educação é a formação em serviço de seus educadores.

Neste sentido, sua contribuição pode apontar algumas direções:

Ajudar o educador a refletir sobre sua infância, para melhor compreender a infância de seus alunos;
Contribuir para que o educador infantil possa rever sua identidade enquanto profissional, encontrando um sentido cada mais significativo par seu fazer pedagógico;
Auxiliar o educador no convívio das relações grupais; - nas relações de equipe e na construção da turma enquanto grupo;
Ajudar o educador a refletir sobre sua família para melhor compreender a dinâmica familiar de seus alunos e novo perfil familiar ;
Ajudar o educador a refletir e conhecer sobre o desenvolvimento humano e os processos ensino/aprendizagem com base nos fundamentos teóricos que sustentam sua prática, possibilitando que ele possa compreender e encaminhar, com clareza, o percurso de escolarização de seus alunos evitando os excessivos encaminhamentos a sessões psicopedagógicas.
Além disso, não se deve perder de vista algumas questões éticas e políticas:

É preciso que o psicólogo compreenda que no cenário escolar, da mesma forma que outros técnicos presentes na escola, ele não é o protagonista da cena. Seu trabalho é nos bastidores, buscando promover o educador em suas necessidades de reflexão e de construção de conhecimento. Para isso é fundamental que tenha uma visão integrada desse educador-sujeito, pois seu trabalho é ajudá-lo a se descobrir, a se desvelar, alcançando segurança, autonomia na sala de aula. E isso só é possível através do respeito – respeito por um conhecimento que o professor construiu referente ao cotidiano da sala de aula e que é o objetivo primeiro da escola; e respeito pela pessoa do educador, não lhe lançando interpretações que não está preparado para ouvir – a escola não espaço para clínica psicológica.

Mas, além disso o que pode fazer o psicólogo escolar?

Pode:

desenvolver trabalhos de Orientação Vocacional e Profissional com os alunos;
desenvolver ações preventivas junto com o corpo docente no que se refere à uso de drogas ;
desenvolver ações esclarecedoras junto com o corpo docente para os alunos sobre sexualidade, ética, agressividade...
desenvolver ações esclarecedoras junto com o corpo docente para as famílias sobe desenvolvimento humano, prevenção do uso de drogas, sexualidade, agressividade, ética...
desenvolver ações esclarecedoras junto com o corpo docente para as famílias sobre o desenvolvimento acadêmico dos alunos;
desenvolver ações esclarecedoras junto com o corpo docente para famílias e alunos sobre a metodologia e os objetivos da escola;
participar com toda equipe da escola da construção de seu projeto político pedagógico;
desenvolver trabalho de relações grupais para que a equipe da escola possa cada dia melhorar suas relações interpessoais.
* artigo adaptado do texto: "O psicólogo e a educação – uma relação possível" publicado no livro "A práxis na formação de educadores infantis" da mesma autora. Ed. DP&A. 2002. RJ.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

12:55

PSICOMOTRICIDADE

PSICOMOTRICIDADE 

Introdução

            Este trabalho tem como tema a psicomotricidade que age de forma atuante e com uma visão de ciência e técnica, tendo como foco a Educação Física a partir de uma visão mais ampla em que o homem cada vez mais deixa de ser percebido como um ser essencialmente biológico para ser concebido, segundo uma visão mais abrangente, na qual se considera os processos sociais, históricos e culturais.

            O ser humano é um complexo de emoções e ações propiciadas por meio contato corporal nas atividades psicomotoras que também favorece o desenvolvimento afetivo entre as pessoas, o contato físico, as emoções e ações.

            Com a educação psicomotora a educação física passa a ter como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança.

            Psicomotricidade é uma disciplina educativa, reeducativa e terapêutica, ou seja, a psicomotricidade quer destacar a relação existente entre a motricidade, a mente e a afetividade e facilitar a abordagem global da criança por meio de uma técnica. A psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal o que facilitará a orientação espacial.

1.       ÁREAS DE ATUAÇÃO DA PSICOMOTRICIDADE 

§          Educação Psicomotora :

É a ação educativa baseada e fundamentada no movimento natural consciente e espontâneo com a finalidade de normalizar, completar ou aperfeiçoar a conduta global da criança. 

§          Reeducação Psicomotora:

Abrange sujeitos desde a infância a idade adulta. Pode ser desenvolvida tanto em caráter profilático quanto terapêutico. 

§          Terapia Psicomotora : 

Realizada através de uma programação de exercícios que envolvem atividades motoras, viso-motoras e emocionais. O trabalho visa melhorar o desenvolvimento corporal da criança, bem como a aprendizagem, afetividade, social, tornando-a estruturada para que possa se sentir segura e feliz.

2.       ASPECTOS TRABALHADOS NA PSICOMOTRICIDADE 

§         Qualidade física: força, flexibilidade, agilidade, velocidade, coordenação motora, equilíbrio, noções de espaço e tempo  e lateralidade.

§         Aspecto afetivo e social: socialização e desenvolvimento de traços de personalidade como organização, disciplina, responsabilidade, coragem e solidariedade.

§         Características cognitivas: capacidade de análise e desenvolvimento de memória. 

1.       ESTRUTURAS PSICOMOTORAS DE BASE 

§          Locomoção: Quando nos deslocamos de um lugar ao outro.

Exemplo de atividade: macaquinho mandou. 

§          Manipulação:  Habilidade de manuseio.

Exemplo de atividade: cobra cega. 

§          Tono Corporal: Ajustamento da postura.           

Exemplo de atividade: dançar com a bola na testa.

§          Lateralidade: Noção de direita e esquerda, é importante para a orientação  espacial.

Exemplo de atividade: brinquedo cantado rock pop

§          Coord. Fina:    Quando se trabalha com as extremidades dos segmentos.

Exemplo de atividade: bola de gude, nariz de ferro. 

§          Coord. Grossa:            Quando se trabalha com a totalidade das mãos ou do corpo.

                                               Exemplo de atividade: queimado.

 §          Coord. da dinâmica geral: É a atuação conjunta do sistema nervoso central e da musculatura esquelética, na execução do movimento. Temos a coordenação motora ampla e seletiva.                    

                                               Exemplo de atividade: carniça.

 

§          Equilíbrio:       É a capacidade de manter-se sobre uma base, pode ser estático e                                        dinâmico.         

                                         Exemplo de atividade: amarelinha.

 

§          Esquema Corporal: é o conhecimento que temos do corpo em movimento ou em posição estática, em relação aos objetos e o espaço que o cerca. É através do desenvolvimento do esquema corporal que a criança toma consciência de seu corpo e das possibilidades de expressar-se por meio desse corpo. Exemplo de atividade: raposa que gostava de comer capim. 

 

§          Compartimentos do esquema corporal:

§          Auto –imagem

§          Orientação espaço temporal

§          Coordenação óculo-segmentar

§          Direcionalidade

§          Miraocular

  

Conclusão

      Concluímos que a psicomotricidade é a relação entre o pensamento e a ação, envolvendo a emoção. A psicomotricidade favorece a criança uma relação consigo mesma, com o outro e com o mundo que a cerca, possibilitando-a um melhor conhecimento do seu corpo e de suas possibilidades.

      Pode-se afirmar então, que a Educação Física, através de atividades afetivas, psicomotoras e sócio-psicomotoras, constitui-se num fator de equilíbrio na vida das pessoas, expresso na interação entre o espírito e o corpo, a afetividade e a energia, o indivíduo e o grupo promovendo a totalidade do ser humano.



12:53

Desenvolvimento da Criança


A atividade física é um fator imprescindível para que a criança tenha um desenvolvimento saudável. São inúmeros os estudos que têm enfatizado os benefícios de programas que envolvem atividades motoras, tanto para o crescimento e a maturação quanto para o desenvolvimento de capacidades cognitivas e sociais1, 2, 3. No entanto, a gama de atividades físicas na infância é bastante extensa, incluindo desde as brincadeiras espontâneas, com intensa carga lúdica, até os programas esportivos orientados para o alto rendimento, rotulados como especialização precoce. Avaliar as conseqüências que essas práticas mais organizadas possam ter para a vida futura de seus praticantes é tarefa difícil e foi motivo do surgimento, nas últimas décadas, de uma nova área de estudo, a fisiologia pediátrica do exercício.

A investigação de aspectos negativos e positivos do engajamento de crianças em programas de esporte organizado vem sendo realizada pelo professor Ruy Jornada Krebs, doutor em educação física e professor da Universidade do Estado de Santa Catarina, que apresentou a palestra "Atividade Física na Criança e no Adolescente", durante o Congresso Nacional de Pediatria, realizado em Aracaju.

A fisiologia e as implicações metabólicas do exercício para crianças são os fatores que têm recebido mais atenção dos pesquisadores e os resultados dessas pesquisas têm levado a considerações positivas. "Mas não devem ser analisados isoladamente dos fatores psicológicos, biomecânicos e dodesenvolvimento motor", afirma o professor Krebs, que salienta: "Um modelo de esporte para crianças baseado exclusivamente na fisiologia pediátrica do exercício mostraria apenas parte do complexo fenômeno da prática esportiva infantil".

Para ele, é necessário haver uma harmonia entre os vários aspectos. "A excessiva cobrança, bem como a exclusão de outras atividades mais prazerosas, tendem a causar frustração e baixa auto-estima. E o conceito de saúde não pode ser só físico, deve considerar também o bem estar no contexto social, o fato de a criança estar feliz", afirma. No aspecto biomecânico ele adverte para a necessidade de adequação dos materiais e equipamentos à estatura e força das crianças, sob pena de causarem males.

Outro aspecto abordado pelo professor Krebs foi a associação indireta de doenças (pulmonares, cardiovasculares, endócrinas, alimentares, etc.) ao exercício físico. "Muitos pais fazem dessas doenças motivo de exclusão das atividades físicas. Isso é um erro, pois o sedentarismo cria condições propícias para que as doenças se instalem de vez".

Segundo o professor Ruy Krebs, o correto é que essas crianças tenham restrições mas pratiquem o exercício, ainda que moderadamente, sob supervisão do professor e do médico, como forma de criarem condições de desenvolvimento e de controle das doenças.

 

A EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA E O SEU

COMPROMISSO DE QUALIDADE

Considerando

  • Que a Associação Européia de Educação Física (EUPEA), através da Declaração de Madrid (1991), estabeleceu como necessário que a Educação Física seja compulsória na Escola, devendo ser diária até os 11 ou 12 anos de idade e pelo menos três horas por semana para as crianças e adolescentes acima desta idade;

  • Que a mesma Associação Européia de Educação Física (EUPEA), ainda pela Declaração de Madrid (1991), ao defender a Educação Física como parte integrante do currículo escolar, estabeleceu como parâmetros de qualidade:

(a) manter ou incluir a Educação Física como matéria curricular no período de educação obrigatória;

(b) reconhecer que a formação em Educação Física está no nível de estudos superiores;

(c) garantir o suficiente peso curricular para a Educação Física Escolar;

(d) a Educação Física devera ter pelo menos uma hora diária na educação primária;

(e) garantir três horas semanais de educação Física para o ensino secundário;

(f) que os professores sejam altamente qualificados, como é o caso das outras disciplinas;

(g) deve-se promover estudos acadêmicos sobre Educação Física, de acordo com a crescente importância da disciplina;

(h) desenvolver um intercâmbio de informações sobre Educação Física na Europa, como meio de estabelecer critérios comuns que possam contribuir para a geração de idéias que possam ser assumidas pelos governos, autoridades e organizações européias;

  • Que o Documento "Uma Visão Global para a Educação Física na Escola", preparado conjuntamente pelo Forum do Comitê Regional Norte-Americano (NARFC) Associação Canadense para a Saúde, Educação Física, Recreação e Dança (CAHPERD) e Aliança Americana para a Saúde, Educação Física, Recreação e Dança (AAHPERD), apresentado no Forum Mundial sobre Atividade Física e Esporte (1995), registrou que uma Educação Física de Qualidade tem um impacto positivo no pensamento, conhecimento e ação, nos domínios cognitivo, afetivo e psicomotor na vida de crianças e jovens e que as crianças e jovens fisicamente educados vão para uma vida ativa, saudável e produtiva.

  • Que o Encontro denominado World Summit on Physical Education realizado pelo Conselho Internacional de Ciência do Esporte e Educação Física (ICSSPE/ Berlim/ 1999) ao reforçar a importância da Educação Física como um processo ao longo da vida e particularmente para todas as crianças, reiterou que uma Educação Física de Qualidade;

(a) é o mais efetivo meio de prover nas crianças, seja qualquer capacidade/ incapacidade, sexo, idade, cultura, raça, etnia, religião ou nível social, com habilidades, atitudes, valores e conhecimentos, o entendimento para uma participação em atividades físicas e esportivas ao longo da vida;

(b) ajuda as crianças chegarem a uma integração segura e adequado desenvolvimento da mente, corpo e equilíbrio;

(c) é a única alternativa escolar cujo foco principal é sobre o corpo, atividade física, desenvolvimento físico e saúde;

(d) ajuda as crianças a desenvolver padrões de interesse em atividade física, os quais são essenciais para o desenvolvimento desejável e constróem os fundamentos para um estilo de vida saudável na idade adulta;

(e) ajuda as crianças a desenvolver respeito pelo seu corpo e dos outros;

(f) desenvolve na criança o entendimento do papel da atividade física promovendo saúde;

(g) contribui para a confiança a auto-estima das crianças;

(h) realça o desenvolvimento social, preparando as crianças para enfrentar competições, vencendo e perdendo, cooperando e colaborando;

  • Que a Educação Física é um fim educacional em si mesmo, que se integra em outras áreas do currículo escolar, permitindo ações interdisciplinares que sempre favorecem o processo educativo; na busca da totalidade dos seus beneficiários;

  • Que a 3a. Conferência Internacional de Ministros e Altos Funcionários Encarregados da Educação Física III MINEPS, na Declaração de Punta del Este (1999), no seu art. 4o. evidenciou uma profunda preocupação com a redução dos programas de Educação Física, o que pode estar contribuindo para o aumento da delinqüência juvenil e da violência, assim como um incremento nos gastos médicos e sociais, mostrando que para cada dólar investido em atividades físicas corresponde a uma diminuição de 3,8 dólares em despesas médicas;

  • Que o Documento "A Indispensabilidade da Educação Física", divulgado pela Associação Internacional das Escolas de Educação Física (AIESEP/ 1999), esclareceu que as pesquisas mostram que a atividade física pode: (a) ser um meio de prevenção contra doenças físicas (cardiovasculares, diabetes, câncer no cólon, obesidade e osteoporose) e mentais (depressões e estresses); (b) exercer um papel de enriquecimento da vida social e de desenvolvimento das habilidades de interação social;

  • Que a Educação Física é a única disciplina na escola que atua diretamente com o físico, movimento, jogos e esporte, oferecendo oportunidades às crianças e adolescentes para, adquirir competências de movimentos, identidades, desenvolver conhecimentos e percepções necessárias para um engajamento independente e crítico na cultura física, e por isto deve ter o mínimo de 2-3 horas por semana e as aulas devem integrar um currículo longitudinal e ser dirigidas por professores de Educação Física preparados para esta função.

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