Curso online de O Brincar e o Aprender na Educação Infantil

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

04:32

5 dinâmicas para o 1º dia de aula de Educação Física em escolas



O primeiro dia de aula é fundamental para o entrosamento entre aluno e professor, seja de qualquer nível, ensino fundamental, ensino médio ou ensino superior, da rede pública ou privada, o relacionamento entre professor e aluno está diretamente relacionado com o aproveitamento e aprendizado da turma.

Então, vamos a 5 dinâmicas que podem ser feitas nesse primeiro dia de aula.

"Tudo sobre mim"

Objetivos dessa dinâmica para primeiro dia de aulas é conhecer o participante, promover o auto-conhecimento e conhecimento do outro além de promover o relacionamento interpessoal e a autoconfiança.
.
Materiais: Uma folha contendo o formulário abaixo:

a. O que eu mais gosto de fazer?
b. O que menos gosto de fazer?
c. Uma qualidade minha é:
d. Um defeito meu é:
e. Pretendo chegar a ser:

Procedimento: Cada participante receberá uma folha contendo o "formulário".
Os participantes terão 15 minutos para responder.
Depois dos 15 minutos cada um se apresentará ao grupo, lendo o que escreveu.

Dica: Promover um ambiente agradável e descontraído para que todos possam se apresentar.


"Qual seu nome?"

s dinâmicas de integração para o primeiro dia de aula têm como objetivo que os participantes se apresentem, que memorizem os respectivos nomes, que iniciem um relacionamento amistoso e que se desfaçam as inibições que falem de suas expectativas para o início do ano letivo ou do curso.
O professor ou educador começa com a apresentação e depois pede que os alunos se apresentem da seguinte maneira:
Formar uma roda, tomando o cuidado de verificar se todas as pessoas estão sendo vistas pelos demais colegas.
Combinar com o grupo para que lado a roda irá girar.
O educador inicia a atividade se apresentando e passa para outro. Por exemplo: "Eu sou João, e você, quem é?" "Eu sou Márcia, e você, quem é?" "Eu sou Lívia, e você quem é"?
A dinâmica de integração pode ser feita com o grupo de alunos ou estudantes sentados sem a roda girar.


"Tiro pela Culatra"

Nessa dinâmica deve-se fazer uma roda e estipular uma ordem para que o colega do lado diga uma tarefa para que o colega execute.
Quando todos tiverem escolhido a tarefa, Coordenador dá um novo comando:
- Cada pessoa deverá praticar a tarefa, exatamente como foi escolhida para o colega da direita.
É uma dinâmica bem engraçada e é muito utilizada como "quebra gelo ".


"Dinâmica do Emboladão"

Esta dinâmica propõe uma maior interação entre os participantes e proporciona observar-se a capacidade de improviso e socialização, dinamismo, paciência e liderança dos integrantes do grupo.
Faz-se um círculo de mãos dadas com todos os participantes da dinâmica.
O Coordenador deve pedir que cada um grave exatamente a pessoa em que vai dar a mão direita e a mão esquerda.
Em seguida pede que todos larguem as mãos e caminhem aleatoriamente, passando uns pelos outros olhando nos olhos (para que se despreocupem com a posição original em que se encontravam). Ao sinal, o Coordenador pede que todos se abracem no centro do círculo" bem apertadinhos". Então, pede que todos se mantenham nesta posição como estátuas, e em seguida dêem as mãos para as respectivas pessoas que estavam de mãos dadas anteriormente (sem sair do lugar).
Então pedem para que todos, juntos, tentem abrir a roda, de maneira que valha como regras: Pular, passar por baixo, girar e saltar.


"Dinâmica da Escultura"

Esta dinâmica estimula a expressão corporal e criatividade.  2 x 2 ou 3 x 3, os grupos devem fazer a seguinte tarefa:
Um participante trabalha com escultor enquanto os outro (s) ficam estátua (parados). O escultor deve usar a criatividade de acordo com o objetivo esperado pelo Coordenador, ou seja, pode buscar:
-estátua mais engraçada
-estátua mais criativa
-estátua mais assustadora
-estátua mais bonita, etc.
Quando o escultor acabar (estipulado o prazo para que todos finalizem), seu trabalho vai ser julgado juntamente com os outros grupos. Pode haver premiação ou apenas palmas.

Boa volta às aulas!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

14:16

Diferença entre a Educação Física e as outras matérias




Uma grande diferença entre a Educação Física e as outras matérias está na extrema vinculação das outras ao conteúdo teórico. Tanto que se exige um determinado ambiente - os alunos têm que fazer silêncio, tem que ficar quietos inclusive para não distrair os demais. Mas em Educação Física todos se movem, se mexem, agem. Na hora do jogo o professor não age, como os professores das outras disciplinas agem. Na Educação Física os alunos interagem, cooperam, se conflitam, sentem emoções, criam, desafiam. É neste tipo de ações dos alunos que está a riqueza da Educação Física. Por isto a ação do professor de Educação Física deve ser diversa das dos outros professores. Os outros estão interessados em conduzir as atividades na direção do aprendizado de determinado conhecimento. O professor de Educação Física pode observar a ação e interação dos alunos nos jogos e pensar em como melhorar o comportamento social, emocional, como incentivar a cooperação, fazer os alunos mais conscientes de si e dos seus pares, entender melhor o grupo e assim por diante.

Para combater o sedentarismo a maioria das atividades físicas é suficiente, afinal não é objetivo da educação produzir super-atletas ou super-homens. Pode-se garantir o objetivo de hábitos de atividade física com muitas atividades. Isto inclusive facilita, pois temos liberdade de escolher aquelas que os alunos gostam. Se um aluno não gosta de fazer análise gramatical ou em aprender raiz quadrada ele tem que aprender a conviver com isto. Mas na Educação Física, uma vez que a maioria das atividades servem para produzir os benefícios físicos, porque escolher atividades não bem aceitas pelos alunos? Não faz sentido.

Qual então a diferença entre um recreio dinâmico e uma aula de Educação Física?  Se não houver diferença será mais eficiente (inclusive mais barato) abolir a Educação Física e aumentar os tempos de recreio. A diferença está justamente naquilo que o professor de Educação Física pode observar e bem nos seus alunos: como agem, como interagem, como se conflitam e resolvem estes conflitos, como se emocionam. Os professores em sala de aula não podem fazer estas observações: estão presos aos conteúdos a serem passados.

Se o propósito da Educação Física é criar hábitos sadios de atividade física e recreação na verdade o que ela está propondo é que as pessoas aprendam a se recrear. Portanto se a Educação Física melhora a "qualidade do recreio" ela está fazendo o seu papel. Se os alunos melhorarem a qualidade do recreio porque passam pelas aulas de Educação Física podemos dizer que pelo menos este objetivo foi alcançado.

Por isto creio que a riqueza e a justificativa da Educação Física está no que pode o professor de Educação Física fazer porque ele é talvez o único professor a ver os alunos em atividade livre. Ele pode ajudar os alunos a ganharem experiência de vida, porque os alunos são livres na sua aula. Há espaço para que os alunos se experimentem nos jogos e atividades.  Pode usar a aula como um laboratório social, onde os alunos aprendam a cooperar, aprendam a ter responsabilidade social, aprendam a decidir, a resolver conflitos. Aprendam a viver democraticamente. Pode usar as aulas como um laboratório de emoções, onde o aluno pode aprender a controlá-las, dirigi-las, expressá-las e as compreender.

Este talvez seja o maior desafio da nossa profissão: elaborar justificativas sólidas e bem justificadas para a inserção da Educação Física como disciplina obrigatório a de todos os cursos em todos os níveis.
04:21

Plano de aula para ritmos brasileiros

http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/montecristo/biblio/2008/leitura/imagem/ritmos.jpg
   
Objetivos
- Conhecer as diferentes nuances que compõem o ritmo musical (duração, intensidade e tonalidade).
- Interpretar corporalmente os diferentes ritmos brasileiros.
- Criar ritmos e expressões corporais com base nas canções escolhidas.


Conteúdo 

- A dança, o ritmo e suas nuances: forte e fraco, simétrico e assimétrico, agudo e grave e rápido e lento.

Anos
3º a 6º.

Tempo estimado
Três aulas.

Material necessário
Instrumentos musicais (tambor, berimbau, pandeiro, flauta, atabaque etc.), CDs de músicas brasileiras (samba, maracatu, frevo etc.), DVDs de apresentações musicais e de dança, aparelhos de som e de DVD.

Desenvolvimento 
 
1ª etapa
 
Depois de realizar um levantamento sobre os ritmos e as danças mais presentes na cultura do local, da escola e da comunidade, retome-os numa roda de conversa. Apresente aos alunos dois ritmos ou duas danças que fazem parte desse universo. É interessante trabalhar com exemplos bem diferentes nas variáveis musicais - letra, melodia, intensidade, tonalidade etc. Leve para a sala fotos de alguns instrumentos utilizados nessas manifestações artísticas e, em seguida, exiba fotos e vídeos de espetáculos pertencentes aos temas selecionados. Deixe que os alunos escolham um. Com base no eleito por eles, proponha a realização de uma vivência rápida. Sugira uma interpretação livre da música e faça algumas paradas e perguntas do tipo: como é caracterizado esse ritmo na nossa cultura? De que manifestação da dança estamos falando? Quais os instrumentos utilizados? Como são os movimentos dessa dança? Vocês conhecem esse ritmo? Como podemos descrevê-lo?
Flexibilização de tempo 
Acrescente para todos a experiência tátil de sentir as vibrações. Proponha que coloquem as mãos sobre as caixas de som e distingam o tempo musical por meio de vibrações mais fortes e mais fracas. Dê atenção individual para ajudar o aluno surdo na atividade. Assim ele poderá dançar sentindo as vibrações e não apenas copiando os gestos dos demais.
Flexibilização de recursos
As imagens, tanto de fotos como de vídeos, facilitam a compreensão por parte dele. O intérprete de Libras pode transmitir as discussões e os comentários sobre as imagens.

2ª etapa
 
Tenha em mãos alguns instrumentos musicais utilizados na dança escolhida pelos estudantes. Eles serão convidados a se expressar corporalmente com base nas nuances de sons e ritmos sugeridas pelos instrumentos: graves e agudos, fortes e fracos, rápidos e lentos e simétricos e assimétricos. Estimule a garotada a perceber a relação entre eles e os tipos de movimento e de expressão corporal. Exemplo: quais os movimentos que se relacionam com os sons fortes? Como nos expressamos (dançamos) quando o ritmo é lento? Como dançar em músicas com progressões bastante assimétricas?
Flexibilização de conteúdos 
As associações são priorizadas pelo movimento e não pelo som. Inclua questões que valorizem a identificação visual.
Flexibilização de recursos
O aluno surdo pode receber as explicações em Libras. Utilize imagens e cenas de dança.

3ª etapa
 
Divida a sala em grupos de quatro ou cinco alunos e peça que cada um deles construa uma minicoreografia com base nas vivências realizadas. Deixe os instrumentos, o aparelho de som e os CDs ao alcance de todos para que possam explorar movimentos em função da música. Sorteie um ou dois grupos para apresentar as coreografias.
Flexibilização recursos 
Para marcar os passos, utilize gestos e conte o tempo com palmas. Observando os colegas ouvintes e com a ajuda deles, o aluno surdo dança também.
Flexibilização de tempo
A atividade pode ser repetida ou reforçada na sala de recursos no contraturno.
Avaliação
Numa roda de conversa, verifique se a turma identifica as nuances que compõem os ritmos das diferentes danças e se compreende as características das manifestações da cultura local. Em termos de conteúdo, os alunos devem saber que existem diferentes formas de expressão corporal para cada um dos ritmos e que há coerência entre os movimentos e as nuances de ritmos das diferentes danças.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

19:21

Dança criativa e jogos na pré-escola: da solidez à fluidez


http://escolasininho.com/wp-content/uploads/2015/09/pre-escola-sininho-butanta.png
Objetivos
- Ampliar o repertório de brincadeiras tradicionais e jogos de criação em dança;
- Pesquisar entre os adultos que trabalham na creche (ou na escola) brincadeiras com pedras por meio de entrevistas;
- Aprender a fazer registro audiovisual;
- Conhecer diversas brincadeiras e transformá-las em dança;
- Conhecer um grupo de artistas contemporâneos que usam pedras e água em suas obras;
- Explorar as formas corporais, o volume, as direções, os caminhos e as trajetórias no espaço a partir das imagens das obras de arte e dos elementos água e pedra;
- Construir uma dança a partir das brincadeiras com as pedras.

Conteúdos
- Pesquisa sobre brincadeiras;
- Elementos da dança: os espaços cênicos, as trajetórias espaciais, a construção de formas corporais e as ações corporais;
- criação e composição de gestos e movimentos expressivos;
- contato com alguns artistas contemporâneos.

Faixa etária
5 a 7 anos.

Tempo estimado
4 a 6 meses, com uma atividade semanal.

Material necessário

- pedrinhas de diferentes tamanhos e cores.
- máquina fotográfica digital com câmera de vídeo.
- aparelho de som.
- computador com um programa de edição de vídeo.
- CDs com músicas diversas (tanto para dançar quanto aquelas mais tranquilas, para relaxamento).
- música Pedrinha Miudinha, de Mestre Ambrósio, no CD Fuá na Casa de Cabral.
- música Pé com pé, de Palavra Cantada.
- música Cello Suites, de Bach, com o violoncelista Yo Yo Ma.
- Som da Chuva - Para Dormir e Relaxar.

Popular

Arquivo do blog