quinta-feira, 31 de maio de 2012

12:33

Fundamentos e prática do handebol

Handebol

Objetivos
- Conhecer a origem do handebol (distinguir ano e país de origem, quem a criou, onde e por quem era praticada).
- Aprender as regras básicas da modalidade e suas estratégias.
- Praticar o handebol com todos os alunos.
- Aprender estratégias como: postura individual defensiva,
deslocamentos com e sem a bola, paradas bruscas, mudanças de direção, identificação de companheiro desmarcado, utilização racional do drible, adaptação à bola e recepção, passe e arremesso.
- Aprender a trabalhar em equipe.

Conteúdos

- Origem e evolução do handebol.
- Fundamentos da modalidade.
- Regras e definições das estratégias ofensivas e defensivas do esporte.
- Trabalho em equipe, comunicação e respeito à diversidade.

Anos
8º e 9º anos.

Tempo Estimado

Quatro aulas.

Materiais necessários

- Coletes, bolas de borracha ou de iniciação esportiva, bolas de handebol, cones, bambolês ou giz.
- Computadores com acesso à internet, ou jornais e revistas para pesquisa.

Flexibilização
Para alunos com deficiência física (sem mobilidade nos membros inferiores)
Para incluir o aluno cadeirante na prática esportiva, a atividade com o cone pode ser feita com toda a turma sentada em cadeiras com rodinhas. Peça que os alunos sugiram estratégias de defesa e ataque nesta posição e valorize os movimentos dos membros superiores. As cadeiras com rodinhas podem ser usadas também durante a aula 3, na condução da bola entre os membros da equipe.

Desenvolvimento

Aula 1
Comece descobrindo o que os alunos já sabem sobre handebol. Pergunte se alguém já jogou antes ou se sabe como jogar. Sugira comparações com modalidades mais conhecidas, como futebol, indicando as semelhanças, como o gol e a presença da rede. E mostre também as diferenças, como o ritmo de jogo e a prática de lançar a bola com as mãos. Aproveite para questionar se conhecem algum jogador de handebol ou se já assistiram alguma partida antes.
Encaminhe os alunos à biblioteca ou à sala de informática e peça para pesquisarem a origem e evolução da modalidade. Se não houver computadores disponíveis, faça uma pesquisa prévia e leve revistas e jornais para os alunos. Uma sugestão é o site da Federação Paulista de Handebol, que conta a história do esporte. Antes do fim da aula, peça que todos compartilhem o que descobriram.

Aula 2

Inicie propondo um aquecimento chamado "Quadrado de fogo". Delimite uma área, pode ser com quatro cones, e explique que todos os alunos devem ficar dentro deste quadrado, exceto um, que começará com a bola do lado de fora. Explique as regras para todos os alunos. Diga que o jogo funciona como uma queimada. Quem está fora do quadrado tenta "queimar" um jogador de dentro. Caso a bola seja agarrada por alguém dentro do quadrado ou que permaneça nesta região, deverá ser lançada para fora. Quando o primeiro aluno for "queimado", ele irá para fora do quadrado e o aluno que o "queimou" entrará no quadrado. A partir daí, ninguém mais entrará. Cada aluno que for "queimado" sairá do quadrado e ajudará a "queimar" os que lá dentro estão até que reste apenas um - o sobrevivente. O desafio final será a turma toda tentar queimá-lo. Se a turma for muito grande, uma ou mais bolas podem ser, gradativamente, acrescentadas ao jogo.

Em seguida, converse com os alunos sobre a importância do alongamento para a prática esportiva. Oriente a execução correta e uma sequência adequada focada nos membros inferiores, ombros e costas, partes do corpo solicitadas durante a aula e nos jogos de handebol.

Para treinar algumas estratégias de defesa e ataque, forme uma roda ao redor de um cone posicionado dentro de um bambolê ou em uma área delimitada com giz no centro da quadra. Dois alunos devem ficar na posição de defesa, se deslocando para proteger o cone, enquanto quem está na roda tenta arremessar a bola e derrubar o cone. Quem derrubar o cone irá para o centro da roda com quem havia feito a tentativa anterior e ambos se tornarão defensores. Os que defendiam assumem uma posição na roda, passando a atacantes. Conforme o desenvolvimento da atividade acrescente mais uma ou duas bolas ao jogo. Finalize alongando mais uma vez.

Aula 3
Em quadra, conduza o alongamento com foco nos membros inferiores, ombros e costas. Divida os alunos em duas equipes. As redes deverão ser ocupadas, cada uma por dois alunos, um de cada equipe. Os demais ficam espalhados ao longo da quadra. O objetivo é fazer no mínimo dez passes entre os companheiros, a partir do centro. Feito isso, o grupo marcará um ponto. Avise que o drible não será permitido. Quem conseguir continuar com a posse da bola e fazê-la chegar até o companheiro de equipe que está dentro de qualquer uma das áreas, marca um ponto adicional.

O aluno que receber a bola dentro da área terá direito a um tiro de 7 metros (uma espécie de pênalti no handebol) e o integrante da equipe adversária que ocupa a mesma área tentará defendê-lo. Se o tiro de sete metros for convertido, a equipe marcará mais um ponto. No caso de as possibilidades de pontuar se esgotarem, o jogo será reiniciado no centro da quadra pela equipe que sofreu o ponto. Se a equipe defensora recuperar a bola devido a uma infração do ataque, o jogo prosseguirá com a cobrança da infração no ponto mais próximo em que esta ocorrer. Termine com o alongamento.

Aula 4
Comece orientando o alongamento da turma, com foco nos membros inferiores, ombros e costas. Então, proponha um jogo em que a cada 5 ou 6 pontos marcados pelo ataque ou pela defesa, as funções se invertam. Os gols contam pontos para o ataque, enquanto que as defesas feitas pelo goleiro sem possibilidade de um novo arremesso e as bolas recuperadas, contam pontos para a defesa. Pode-se combinar um esquema para o rodízio dos goleiros como, por exemplo, o atacante que perdeu a última bola ou realizou um último arremesso defendido pelo goleiro assume esta função. No final, sugira que os alunos que terminaram o último jogo na função de goleiros conduzam o alongamento, com supervisão do professor. Corrija possíveis erros e destaque a importância de alongar corretamente para evitar dores e lesões.

Avaliação
Observe a participação de todos os alunos durante as etapas de pesquisa, discussão em sala e nas atividades práticas propostas. Espera-se que, ao final da sequência, eles saibam mais sobre a origem e as regras do handebol, aprendam alguns fundamentos e jogadas da modalidade e aprimorem suas estratégias de jogo.

 

Autora: Fabiana Pinheiro

quarta-feira, 30 de maio de 2012

14:57

Atividades lúdicas estimulam o cérebro


 
Gonçalo Viana


A maioria das crianças se assemelha àquele coelhinho que bate tambor no comercial da pilha que "duuura": parecem ter uma energia sem fim, que usam para fazer coisas aparentemente sem muito sentido. Por que passar tanto tempo correndo, pulando uns sobre os outros, ou brincando de morto-vivo ou batatinha-frita? Parecem brincadeiras bobas que servem apenas para divertir as crianças e fazê-las correr. Mas esses jogos fazem muito mais: oferecem um enorme playground para o cérebro aprender por tentativa e erro e ainda são um grande treinamento social para os futuros estresses da vida adulta.

Considere, por exemplo, as brincadeiras tradicionais da infância. Estas são um excelente exercício para o córtex pré-frontal em formação, aquela parte do cérebro que organiza nossas ações, faz planos, elabora estratégias e, sobretudo, diz "não" às respostas impulsivas do cérebro. Crianças pequenas ainda não fazem nada disso muito bem, com seu pré-frontal imaturo, de modo que qualquer "aula" de organização é bem-vinda, a começar pelo bê-á-bá: escolher a resposta certa para cada estímulo. Brincando de lenço atrás, o cérebro aprende que deve responder a um objeto atrás das costas fazendo a criança correr atrás da outra. Enquanto aprende, o cérebro de quebra se diverte com seus erros, o que garante muitas horas de brincadeira – e aprendizado.

Se escolher a resposta certa é importante, não responder quando não se deve também é fundamental, mas já exige um nível de elaboração maior do pré-frontal. Aos 3 anos, meu filho brincava de morto-vivo sem o menor problema, mas o cérebro dele ainda apanhava nas brincadeiras de "nível 2", que exigem que não se faça alguma coisa ao ouvir um comando. No esconde-esconde, bastava perguntar "Cadê você?" que ele se entregava, lá do seu esconderijo: "Tô aqui!". Com tempo, prática e muita brincadeira, o córtex pré frontal vai aprendendo que às vezes a ação correta é a não ação.

O passo seguinte é elaborar estratégias que juntam ação e não ação. Quando morto-vivo e batatinha-frita se tornam triviais, brincadeiras como pique-bandeira e depois os esportes organizados dão ao cérebro o desafio de monitorar várias pessoas ao mesmo tempo, decidir quando é o momento de correr e, ainda, driblar o adversário.

O prazer e motivação das brincadeiras da infância vêm da ativação nas alturas do sistema de recompensa, que premia o cérebro que faz algo que dá certo, e assim faz qualquer coisa parecer interessante. Daí vem o "modo de auto-entretenimento" talvez universal em filhotes, capazes de passar horas em seu próprio mundo. Pois é: filhotes de ratos brincam; filhotes de elefante rolam na lama; cachorrinhos e filhotes de leão se amontoam, mordendo-se na nuca ou nas orelhas, em brigas de mentira.

Além de aprender na prática a controlar a si mesmo, o cérebro de quem brinca aprende formas mais saudáveis de regular suas respostas ao estresse. Ratinhos criados em isolamento ou com irmãos sedados demais para brincar tornam-se adultos ansiosos e estressados: em situações ameaçadoras, os animais que não brincaram na infância são mais dados a arroubos de agressividade ou, ao contrário, a se esconder. O mesmo acontece com primatas, entre eles os humanos. A brincadeira bruta expõe os filhotes a pequenos estresses, com os quais eles vão aprendendo a lidar desde cedo. Assim quem sabe um dia eles possam considerar seus problemas adultos "brincadeira de criança"...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

06:06

Brincadeiras: Amarelinha em Caracol


Amarelinha em caracol. Foto: Danny Yin

A diversão já começa na hora de desenhar no chão a amarelinha em forma de caracol. Em seguida, as crianças se posicionam em fila. A primeira joga uma pedrinha no espaço marcado com o número um. Ela deve saltar essa casa, cair na seguinte com um pé só e percorrer todas as outras pulando com esse mesmo pé.
Quando chegar ao centro, pode colocar os dois pés no chão, dar meia-volta e voltar pulando em um pé só.

Em seguida, brinca o segundo da fila e assim por diante. Na próxima rodada, todos devem jogar a pedra no número dois. Quem pisa na linha ou na casinha em que está a pedra sai do jogo. Se jogar a pedra no número errado, também sai. A brincadeira termina quando só houver uma criança.

Variações Há no Brasil diversos tipos de amarelinha, desenhados com giz, tijolo, terra ou tinta. Os nomes variam dependendo do lugar. Amarelinha de caco, academia e macaca são alguns exemplos. Conheça algumas delas.

domingo, 27 de maio de 2012

07:38

Estímulo infantil na medida certa é desafio

Entender como funciona o desenvolvimento cognitivo das crianças é fundamental para garantir os estímulos certos para cada idade. Se elas forem exigidas em tarefas para as quais ainda não estão preparadas, podem desenvolver um quadro de ansiedade e depressão infantil. Por outro lado, caso sejam pouco estimuladas, podem apresentar um déficit de autonomia. O segredo para encontrar a medida certa está no conhecimento e no bom senso, defende Fabio Barbirato, chefe da psiquiatria infantil da Santa Casa da Misericórdia e autor do livro "A mente do seu filho: como estimular crianças e identificar distúrbios psicológicos na infância" (Editora Agir).

— Cada criança se desenvolve de forma diferente, influenciada pelo ambiente em que ela cresce. É importante conhecer o seu limite e ter bom senso. O ideal é não hiperexplorar, mas dar à criança espaço para fazer o que é necessário para se desenvolver.

Uma criança com déficit de autonomia tende a se tornar um adolescente com pouca capacidade de planejamento e de execução de metas. O conhecimento a que Barbirato se refere é sobre o desenvolvimento neurobiológico do ser humano e como ele se reflete no nosso processo de aprendizagem e nas interações sociais. Um bebê recém-nascido, por exemplo, tem a capacidade de desenvolver empatia e comunicação visual, o que se manifesta por sorrisos.

— Isso deve ser estimulado desde cedo. Por isso, a amamentação é importante, não apenas pela saúde, mas pela empatia e o afeto entre mãe e filho — explica Barbirato.

O ser humano começa a se desenvolver cognitivamente no primeiro dia de vida e só encerra esse processo quando morre. A convivência com outras crianças é importante, inclusive as mais velhas, para garantir os estímulos sociais. Mas os pais precisam se lembrar de não sobrecarregar seus filhos ou exigir que eles se comportem como adultos em miniatura.

A capacidade da criança de prestar atenção também evolui com o tempo. Até os 2 anos, a atenção é controlada por estímulos do mundo externo. Entre 2 e 5 anos, ela passa a ser voluntária, mas ainda muito voltada para o que está a seu redor. Só a partir dos 6 anos é que a criança passa a ter total controle para decidir no que vai focar sua atenção.

Fundamental para as relações sociais, a forma como percebemos a existência das outras pessoas também muda conforme amadurecemos. Nas primeiras idades, os bebês se dão conta da existência de outras pessoas e estabelecem relações de empatia. Até os 4 anos, sabem que os outros também têm consciência de sua presença. E, a partir dos 5 anos, se tornam capazes de entender o que as pessoas dizem a seu respeito — nesta idade as crianças reagem à implicância dos colegas, por exemplo. Por isso, não adianta querer que seu filho de 2 anos controle o impulso de morder o amiguinho que o machuca: ele só será capaz de conter o comportamento agressivo a partir dos 4 anos.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

05:17

Ludicidade: contribuições no processo de desenvolvimento e aprendizagem infantil



APRESENTAÇÃO

Ao desenvolver a docência na educação infantil, percebemos nitidamente a presença do lúdico no universo das crianças pequenas, pois não há nada que as crianças façam que não se tenha o ato de brincar presente, seja representado pelo corpo, imaginário ou no próprio objeto (brinquedo). A nitidez lúdica a qual nos referimos se dá em momentos variados como por exemplo: as crianças brincam as vezes em grupo, outras sozinhas, ora com objetos (brinquedos) outras sem ou substituídos por qualquer outro objeto que em seu imaginário se tornava o brinquedo desejado.

De modo geral percebemos que a aplicação do lúdico não pode ser tímida por parte dos educadores, pois não podemos pensar em desenvolver um trabalho na educação infantil sem temos em nosso planejamento uma proposta lúdica. Sentimos o desejo de aprofundarmos um pouco mais teoricamente em relação ao lúdico e suas contribuições no processo de aprendizagem infantil, ou seja, como o educador poderá se pautar nessa ferramenta enquanto recurso pedagógico, pois sabemos que o brincar pelo brincar dentro da instituição de ensino não há valor significativo, na perspectiva da aprendizagem educacional. Faremos aqui, um estudo bibliográfico acerca do lúdico, buscando fundamentos e contribuições para prática pedagógica.

1- ALGUMAS CONSIDERAÇÕES DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM

Educar ludicamente é uma proposta que se bem aplicada e compreendida, contribuirá concretamente para a melhoria do ensino. Entendendo que a importância do brinquedo no desenvolvimento da espécie humana já é reconhecida pela maioria daqueles que hoje pensam sobre educação e ousam registrar este pensamento, afirmamos que o resgate lúdico como opção por um modo mais feliz de ensinar e aprender é de responsabilidade do professor. A sala de aula deve ter um dinamismo próprio que facilite a criança o relacionamento social.

O aprender brincando apresenta características próprias de dinamismo que envolve fundamentalmente a linguagem oral, dando oportunidades a criança de questionar, ser questionada, se ajudar na procura de nomes de objetos, categorias as quais pertencem, os significados dos mesmos e a possibilidade de através das relações sociais, transformar suas esferas afetivo-motivacional em cognitiva, facilitando desta forma a aprendizagem. Vygotsky (1989), afirma que: é enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma criança. É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva, ao invés de numa esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências internas, e não por incentivos fornecidos por objetos externos. (Vygotsky, 1989: 109)

As brincadeiras que são oferecidas à criança devem estar de acordo com a zona de desenvolvimento em que ela se encontra e estimular para o desenvolvimento do ir além; desta forma, pode-se perceber a importância do professor conhecer a teoria de Vygotsky.

2 - A IMPORTÂNCIA DA BRINCADEIRA E DOS JOGOS NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL 

A brincadeira e o jogo são processos que envolvem o individuo e a sua cultura, adquirindo especificidades de acordo com cada grupo. Eles têm um significado cultual marcante, pois é através do brincar que a criança vai conhecer, aprender e se construir como ser pertencente ao grupo, ou seja, o jogo e a brincadeira são meios para a construção de sua identidade cultural. Quando a criança brinca, muitas coisas sérias acontecem. Quando ela mergulha em sua atividade lúdica, organiza-se todo o seu ser em função da sua ação. O interesse provoca o fenômeno, reúnem-se potencialidades num exercício mágico e prazeroso. (Cunha, 1995:7)

Ao brincar a criança deixa fluir suas emoções, seus sentimentos, seus conflitos e permeando todas estas situações, está a aprendizagem como resultado de um processo natural, prazeroso, positivo e satisfatório. A criança ao brincar e jogar, fica tão envolta com o que está fazendo, que coloca em sua ação o seu sentimento e emoção. Ela entrega-se a um mundo particular que atende as suas necessidades mais prementes. Assim, através do brinquedo, ela busca resolver questões que lhes são importantes. Por isso, quanto mais a criança tiver a oportunidades de brincar, mais facilmente conseguirá resolver suas questões internas.

O papel do jogo no ensino ou na aprendizagem é explorado por grandes teóricos como ROUSSEAU, FROEBEL, DEWEY E PIAGET, apesar das divergências teóricas entre alguns desses autores, o jogo é para todos eles uma atividade fundamental para o desenvolvimento humano e para educação infantil. (Rosa & Di Nisio, 1999). A idéia de aplicar o jogo na educação difundiu-se, principalmente a partir do movimento da Escola Nova e da adoção dos chamados "métodos ativos". No entanto, esta idéia não é tão nova nem tão recente quanto possa parecer. Froebel pregava uma pedagogia da ação, e mais particularmente do jogo. Ele dizia que a criança para se desenvolver, não devia apenas olhar e escutar, mas agir e produzir. Essa necessidade de criação, de movimento, de jogo produtivo deveria encontrar seu canal de expansão através da educação.

O pensador considerava que os jogos e os brinquedos infantis tinham uma função educativa básica: é através dos jogos e brincadeiras que a criança adquire a primeira representação do mundo e, por meio deles, ela também penetra no mundo das relações sociais, desenvolvendo um senso de iniciativa e auxilio mútuo.

 2.1- O uso de jogos requer conhecimento

De acordo com a fase de desenvolvimento da criança, existem certa características que lhe são peculiares, isto requer determinadas atitudes por parte do educador para que não haja constrangimento durante a ação pedagógica. A visão de que brincar é uma atividade infantil, normalmente vista para passar tempo, não atribuindo a esta atividade a importância que realmente tem para o desenvolvimento infantil, deve ser repensada seriamente por nós educadores, pois a criança vai conhecendo o mundo a partir da sua ação sobre ele. Brincadeiras e jogos são considerados fatos universais, pois sua linguagem pode ser compreendida por todas as crianças do mundo. Se quisermos conhecer bem as crianças, devemos conhecer seus brinquedos e brincadeiras.

Atividades significativas, prazerosas, integradas e lúdicas devem vir ao encontro da realidade em que a criança está inserida, e dentro de um contexto, gerar e ser fonte de prazer, provocando motivação e busca de enriquecimento constante. O brinquedo em diferentes situações aparentemente descompromissadas podem oportunizar o desenvolvimento em todas as áreas do conhecimento, principalmente para introduzir a construção de novos conceitos.

Fica para nós enquanto educadores, o desafio de resgatar o espaço das brincadeiras na vida das crianças, que vem progressivamente se perdendo e comprometimento de forma preocupante o desenvolvimento infantil como um todo. Precisamos oferecer as nossas crianças oportunidades de exercer o direito de brincar. Esses espaços devem incentivar a brincadeira de faz - de conta, a dramatização, a construção e a solução de problemas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Percebemos que através da ludicidade é possível que o ser humano desfaça todos os conflitos internos e frustrações, o qual reconstrói as energias, idéias e pensamentos, uma vez que a brincadeira, o lúdico desperta o conhecimento, e é brincando que a criança desenvolve as potencialidades, as habilidades motoras, as qualidades, o espírito de iniciativa e de equipe, a coragem, a sociabilidade, a capacidade criadora, a disciplina, a gentileza, enriquecendo-se assim de valores morais, afetivos e intelectuais na aparente descontração na hora do brincar.

Conclui-se que a aprendizagem se processa a partir do sujeito, que este aprende em contato físico, interpessoal, e psicossocial com o meio em que vive e em que está inserido. Pois como sabemos o sujeito não é algo acabado e pronto, mais se constrói no dia a dia e o seu conhecimento não é herdado geneticamente, mas se dá justamente no contato com o meio. Assim por ser o jogo/brincadeira essencial na formação da criança propõe-se que todas as pessoas que estão direta ou indiretamente ligadas á infância deve fazer o uso do mesmo, mas de uma maneira consciente, organizada e com objetivos, metas claramente definidas, pois de nada vale "saber fazer sem compreender seu real sentido". Ao pensarmos na prática pedagógica esta deve ser transformada no dia a dia de forma crítica e consciente, com o qual teremos condições de afirmar sempre que a criança é um ser integrado dentro de uma óptica universal.

 Assim através da confecção e aplicação de jogos e brincadeiras, conclui-se que os professores possam ensinar, fazer e brincar com seus alunos de maneira desejável, tornando assim o aluno um sujeito ativo no processo ensino-aprendizagem, onde estarão vindos ao encontro das necessidades do aluno. Portanto o que cada professor tido como educador deve buscar não é que a criança aprenda a brincar com este ou aquele brinquedo, mas que através dele ela possa se desenvolver plena e saudavelmente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CUNHA, N. H. S. Brincar, pensar e conhecer. Cidade: Maltese, 1997.
PIAGET, J. Seis estudos de psicologia. Rio de janeiro: Forenze, 1969.
Rosa, A. P. & Di Nisio, J. Atividades lúdicas: sua importância na alfabetização. 1ª ed. Curitiba, Juruá, 1999.
VYGOTSKY, Lev.S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

Autoras: Clarize Auxiliadora Miranda Prado - Graduada em Matemática e Pedagogia - Pós graduação em Psicopedagogia - Professora de Educação Infantil II (5 anos) no Centro Educacional Profº Oscar da Costa Ribeiro. Várzea Grande/MT.

Maria Rita de Barros Arruda -  Pedagogia - Pós graduação em Psicopedagogia - Professora de Educação Infantil II (5 anos) no Centro Educacional Profº Oscar da Costa Ribeiro. Várzea Grande/MT.
Autor: clarize prado

quinta-feira, 24 de maio de 2012

06:50

Evitando problemas ortopédicos - Como deve ser uma boa mochila?

Evitando problemas ortopédicos - Como deve ser uma boa mochila?

 

O ortopedista pediátrico Weverley Valenza reuniu algumas indicações para que os pais escolham um bom modelo e orientem seus filhos quanto à maneira correta de usar uma mochila.

Tiras largas e acolchoadas

Tiras estreitas causam compressão nos ombros, podendo causar dor e restringir a circulação; as tiras devem estar tensionadas para que a mochila fique bem junto ao corpo e aproximadamente 5cm acima da linha da cintura.

Tiras para os dois ombros

Mochilas com tira única para o ombro não distribuem o peso uniformemente; as tiras devem ser utilizadas uma em cada ombro.

Acolchoamento posterior

Um forro acolchoado e resistente protege as costas contra objetos pontiagudos, evitando desconforto.

Tira lombar

Uma tira na região lombar (da cintura) ajuda a distribuir o peso de uma mochila pesada mais uniformemente.

Peso

A própria mochila deve ser o mais leve possível; o peso total da mochila carregada não deve exceder 10% do peso corporal.

Mochilas com rodinhas

Boa escolha para aqueles que necessitem carregar muito peso; lembrar que, ao subir escadas, ela terá de ser carregada.

04:12

Plano de Aula: Atividade Corporal



Conteúdos: movimento do corpo; equilíbrio; manipulação e locomoção.

Objetivos:
· Estruturar movimentos que requeiram coordenação geral;
· Equilibrar-se em diferentes situações, com ou sem deslocamento;
· Melhorar o desempenho na execução de atividades que requeiram agilidade, velocidade e flexibilidade.

Atividades:

Bola do túnel: divididas em igual número, os alunos formam duas colunas. Manter-se-ão com tronco flexionado para frente e com as pernas ligeiramente afastadas. Ao primeiro jogador de cada coluna entrega-se uma bola.
Dado o sinal de início, o primeiro jogador de cada grupo passará a bola por entre as pernas, entregando-a ao seu companheiro imediato ou fazendo-a rolar. Os demais ao receberem a bola irão passando-a do mesmo modo. Em chegando ao último jogador, este segura-a, sai correndo e vai ocupar o lugar à frente da coluna. Assim sucessivamente.

Bola em posição: dispõem-se as crianças em círculo.
Dado o sinal de início, o professor no centro do círculo atira a bola ao alto, chamando o nome de um aluno presente no círculo. O aluno deverá agarrar a bola antes de cair no chão ou não. Este após pegar a bola terá que executar o mesmo que o professor fez, chamando um colega.

Lá vai a bola: os alunos a linha de partida com as mãos sobre o joelho. O professor coloca-se por trás dos alunos com uma bola. Inopidamente lança-a, rasteira, na frente da turma. O primeiro aluno que alcançá-la será o novo lançador e dará continuidade ao jogo.

Abrir a porta: os jogadores de mãos dadas formam um círculo, exceto um que ficará fora.
Dado o sinal, o jogador que está fora do círculo correrá e gritará: janelinha, janelinha, portinha campainha. Nesse momento ele bate nas costa de um dos colegas, este terá que sair e tentar pegá-lo enquanto ele tenta pegar o lugar deixado pelo colega.

O osso do cachorro: os alunos em círculo em silencio, menos um que ficará afastado escondido.
O professor escolherá um aluno para ser o cachorro, quando o aluno afastado retornar ele pegará um objeto dado pelo professor simbolizando um osso e passará mostrando um a um. Ao chegar ao aluno escolhido (cachorro) este terá que imitar um latido de cão bem alto, fazendo o colega se assustar. Logo o aluno toma o lugar e a brincadeira continua até todos participarem.

Brinquedo livre: liberar os alunos para brincar livremente no pátio.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

06:05

Segurança na Escola

Tudo o que acontece dentro de uma unidade escolar, independente de qual é o nível de ensino oferecido, é de responsabilidade da direção da Escola, até mesmo pelo transporte dos alunos no itinerário entre casa/escola e vice e versa, onde a Lei 10.154/86 que regulamenta o transporte escolar e prevê punições inclusive para as instituições de educação que usam o serviço. No tocante a Segurança não é diferente, pois a essa instituição adiciona-se total responsabilidade sobre a integridade física e psíquica de todos seus alunos. Hoje por esse motivo, a Segurança Escolar, é tratada por instituições de ensino, com o mesmo peso das atividades pedagógicas.

Na efetivação de um evento contrário a normalidade do dia a dia escolar, como uma ocorrência de crime dentro da Escola, os prejuízos ao psíquico do aluno e aos cofres da instituição de ensino são imensuráveis, principalmente se a instituição for privada.

O Agente de Segurança que presta seus serviços em uma instituição de ensino deve sempre privar pela boa aparência, ser agradável com o público interno e externo, pois esse profissional acaba sendo uma referência no local. Em situações que exijam desse profissional uma atitude enérgica, deve fazê-la com operacionalidade e, se possível, discrição.

Cabe ainda ao Agente de Segurança entender, usando a seu beneficio, a posição social de cada usuário da instituição escolar, uma vez que cada classe de usuários pertence a um grupo dentro da instituição. Os professores, os funcionários e alunos,além de  pais e namorados de alunos e pessoas, em geral adolescentes, que sempre gostam de freqüentar portas de instituições escolares.

Além da Segurança Patrimonial das instalações é muito importante a adequação do prédio para com o tipo de público que irá freqüentá-lo, dando-lhes um local seguro e sem riscos de acidentes pessoais, como escadas com corrimão, piso antiderrapante, torneiras e descarga do vaso sanitário com acionamento mecânico por pedal para evitar a contaminação das mãos, entre outros tantos cuidados necessários estabelecidos pela Segurança do Trabalho.

"Segurança Escolar é a unificação de procedimentos e normas voltados à prevenção de delitos internos e externos além de prevenção de acidente e incidentes, integrando profissionais de Segurança, corpo docente e dicente e em uma cultura de Segurança."

quinta-feira, 17 de maio de 2012

10:28

Como explorar a dança e suas variações rítmicas com "Vem Dançar"



Introdução
O protagonista desta história, vivido pelo ator espanhol Antonio Banderas, é um dançarino de salão profissional na cidade de Nova York que dá aulas de dança como voluntário numa escola pública. Lá ele enfrenta a resistência dos alunos, amantes do hip-hop. Desse embate, surgem novas formas de expressão. Para a professora Joice Mayumi Nozaki, da EMEF Professor Mario Marques de Oliveira, na capital paulista, além de trabalhar a questão técnica, o filme é interessante para quebrar o receio que a dança causa. "Os alunos podem ver que é possível se abrir para novos conhecimentos e para a criação nessa área."

Objetivo
Compreender a dança como atividade física e ampliar as possibilidades de criação nessa área.

Conteúdos
Elementos básicos da dança e variações rítmicas.

Trechos selecionados
Quando o professor vê um aluno quebrando o carro da diretora, ele propõe fazer um trabalho com os alunos suspensos (25m59s a 31m30s). Trecho em que ele apresenta aos alunos a sua proposta, sugerindo que as dificuldades impostas pela realidade do cotidiano dentro e fora da escola podem ser superadas e eles "contraatacam" com seu hip-hop (32m12s a 31m30s).

Atividade
Exiba as cenas e peça que reflitam se é possível identificar no filme elementos relacionados à expressão corporal já trabalhados nas aulas. Pergunte também se os jovens mostrados no filme têm dificuldade com a dança e se as atitudes dos alunos do filme são parecidas com a da turma. Peça então para àqueles que já conhecem dança que demonstrem o que sabem e estimule que os outros repitam.

Avaliação
Analisar as relações estabelecidas pelos alunos entre as cenas do filme e as aulas de Educação Física e avaliar o interesse deles segundo a participação na atividade de dança.

Professora Joice Mayumi Nozaki - professora da EMEF Professor Mario Marques de Oliveira

segunda-feira, 7 de maio de 2012

05:01

Resgatando Brincadeiras Antigas



Antigamente as crianças não tinham tantos brinquedos como as de hoje e, por isso, tinham que usar mais a criatividade para criá-los.

Usavam tocos de madeira, pedrinhas, legumes e palitos para fazer animais, além de brincadeiras como amarelinha, cinco Marias, bolinha de gude, cantigas de roda, passa anel, roda pião, empinar pipa, dentre várias outras e, assim, se divertiram por décadas e décadas.

Com os avanços da modernidade, a tecnologia trouxe brinquedos que não exigem a criatividade das crianças, pois elas já encontram tudo pronto.

Uma boa sugestão para comemorar o dia das crianças é a família fazer um levantamento das brincadeiras do tempo de seus pais e de seus avós, aproveitando para se distraírem com seus filhos, ensinando-os outras formas de diversão e as possibilidades de se criar jogos e brincadeiras. O mais importante disso? Ensiná-los que para brincar não precisamos gastar.

Assim, apresentamos aqui algumas sugestões de jogos e brincadeiras antigas.

- Cinco Marias: essa brincadeira constitui em, primeiramente, procurar cinco pedrinhas que tenham tamanho aproximado ou confeccionar saquinhos e recheá-los com arroz ou areia. Primeira rodada: jogue todas as pedrinhas no chão e tire uma delas (normalmente se tira a pedrinha que está mais próxima de outra). Depois, com a mesma mão, jogue-a para o alto e pegue uma das que ficaram no chão. Faça a mesma coisa até pegar todas as pedrinhas. Segunda rodada: jogue as cinco pedrinhas no chão, depois tire uma e jogue-a para o alto, porém, desta vez, pegue duas pedrinhas de uma vez, mais a que foi jogada para o alto. Repita. Terceira rodada: cinco pedrinhas no chão, tira-se uma e joga-se para o alto pegando desta vez três pedrinhas e depois a que foi jogada. Última rodada: joga-se a pedrinha para o alto e pega-se todas as que ficaram no chão.

 

- Roda: em roda, cantem canções antigas e façam os gestos e representações delas. Lembramos de algumas músicas como atirei o pau no gato, ciranda-cirandinha, a linda rosa juvenil, a galinha do vizinho, a canoa virou, eu entrei na roda, cachorrinho está latindo, o meu chapéu tem três pontas, pai Francisco, pirulito que bate bate, samba lelê, se esta rua fosse minha, serra serra serrador, etc.

- Escravos de Jó: dois participantes cantam a música "escravos de jó, jogavam caxangá, tira, põe, deixa ficar, guerreiros com guerreiros fazem zigue, zigue zá". Cada um com uma pedrinha na mão vai trocando-as e fazendo o que diz a música.

- Amarelinha: risca-se a amarelinha no chão, de 1 a 10, fazendo no último número um arco para representar o céu. Pula-se com um pé só, dentro de cada quadrado.

- Pião: um pião de madeira enrolado num barbante. Puxa-se a ponta do barbante e este sai rodopiando. A grande diversão é observar o pião rodando.

- Passar anel: os participantes ficam com as mãos juntas e um deles com um anel escondido. A pessoa que está com o anel vai passando suas mãos dentro das mãos dos outros participantes até escolher um deles e deixar o anel cair em suas mãos, sem que os outros percebam. Depois escolhe uma pessoa e pergunta-se "fulano, com quem está o anel?" e a pessoa escolhida deve acertar.

- Pula corda: duas pessoas batem a corda e outra pula. Durante a execução da brincadeira os batedores vão cantando "um dia um homem bateu na minha porta e disse assim: senhora, senhora, põe a mão no chão; senhora, senhora, pule de um pé só; senhora, senhora, dê uma rodadinha e vá pro meio da rua". Ao final, o pulador deve sair da corda sem errar.

 

- Bolinha de gude: essa brincadeira tem várias formas de se jogar, como box, triângulo, barca e jogo do papão, onde os participantes devem percorrer determinados caminhos, batendo uma bolinha na outra e, ao final, acertar as caçapas.

- Empinando pipa: escolha um local adequado e amplo, onde não tenha fios de energia elétrica. A pipa vai subindo com o vento e os participantes ficam observando-a ao longe. Algumas pessoas usam cerol, uma mistura de cola com caco de vidro, para cortar os fios das outras pipas. Porém, a brincadeira dessa forma torna-se perigosa, podendo causar acidentes graves. Assim, use-a apenas para se divertir evitando usar o cerol, mesmo que alguém lhe dê o preparado.

- Batata quente: os participantes sentam-se em círculo e uma pessoa fica de fora. Vão passando uma bola, bem rápido, de mão em mão e o que está de fora, de costas para o grupo, grita "batata quente, quente, quente, ..., queimou!". Quem estiver com a bola quando o colega disser 'queimou', é eliminado da brincadeira. O vencedor será aquele que não for eliminado.

 Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia

quinta-feira, 3 de maio de 2012

06:28

Implantação do handebol na escola: um pequeno modelo de projeto político-pedagógico


1. Introdução

Atualmente o handebol é um dos esportes mais praticados no mundo. Cada vez mais popular, esta modalidade esportiva, como conhecemos hoje, foi criada na última metade do século XIX na Alemanha com o nome de "Raftball". Inicialmente se popularizou em campos com medidas do futebol porém, devido as dificuldades encontradas com o rigoroso inverno europeu, foi substituído pelo "Handebol de salão" tal qual o praticado atualmente. No Brasil, o esporte foi trazido por volta de 1930 pelos imigrantes alemães após a I Grande Guerra Mundial. Inicialmente, seu maior desenvolvimento ocorreu na cidade de São Paulo quando em 1940 foi fundada a primeira federação de handebol do país: a federação paulista. A oficialização do esporte se deu somente em 1954 quando foi disputado o I Torneio Aberto de Handebol do país (Confederação Brasileira de Handebol, s.d.).

Considerando o quadro atual da modalidade, o handebol, assim como os demais esportes coletivos, é caracterizado principalmente pelo esporte de rendimento. Nas escolas, o que se observa é o treinamento altamente especializado - unilateral - precocemente em crianças e adolescentes, levando a conseqüências como desarmonias no desenvolvimento acompanhadas de um abandono precoce do esporte antes mesmo de se ter chegado ao alto nível de rendimento, fenômeno este conhecido por "Drop Out" (Kroger e Roth, 2002). Porém, sabe-se que este esporte pode assumir um importante papel educacional frente a realidade social, principalmente quando levamos em conta o seu caráter pedagógico em detrimento do caráter de espetáculo.

A intenção deste artigo é apresentar nas próximas linhas um pequeno projeto de ensino do handebol na escola que assuma como área de aplicação o "Esporte Educação", refletindo sobre a ação dos professores no processo ensino-aprendizagem. Inicialmente, daremos uma breve justificativa para a implantação do projeto considerando as características, necessidades e contribuições para a população a que se destina a prática do handebol. Em seguida, delimitaremos os objetivos que se pretende alcançar com tal projeto. Posteriormente, apresentaremos os conteúdos e atividades dispostos em etapas/fases, delimitando o início e o fim de cada etapa e enfatizando a metodologia adotada para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem, assim como também a sistemática de avaliação para este processo. Por fim, faremos breves considerações sobre o suporte para o financiamento do projeto destacando os recursos humanos e a infra-estrutura necessárias ao bom desenvolvimento do mesmo.

2. Justificativa

A implantação do handebol na escola através de uma prática educativa justifica-se pelo fato de possibilitar à criança a preservação de suas características, necessidades e interesses, onde cada uma delas terá a oportunidade de, através das experiências vivenciadas com a atividade esportiva, construir seu próprio conhecimento. Assim a escola assumirá um papel educacional visando a "Construção do conhecimento" e não a simples "Transferência do conhecimento". Deste modo queremos, baseados nos princípios do esporte educacional, dar condições favoráveis para que durante sua vida escolar a criança passe adequadamente por um desenvolvimento integral de sua personalidade esportiva, evitando restringir a prática do esporte apenas como uma possibilidade de formação de atletas, assim como também evitando a especialização precoce.

3. Objetivos

3.1 - Objetivo Geral

O objetivo geral do projeto de implantação do handebol na escola é permitir que a criança tenha uma passagem satisfatória em sua vida esportiva escolar, orientada por uma planificação com base científica e metodológica adequada a cada faixa etária de desenvolvimento humano, contribuindo assim para a formação de indivíduos preparados para raciocinar rapidamente em qualquer situação dentro do contexto esportivo, com conduta crítica e ética, com objetividade e coerência de pensamento (Cunha, 1986).

3.2 - Objetivos Específicos

Para atingir o objetivo geral acima citado, alguns objetivos específicos foram traçados. São eles:

* Auxiliar, por meio de atividades adequadas ao grau de desenvolvimento das crianças, o avanço técnico/tático das mesmas no handebol com o intuito de dotá-las de uma capacidade geral de jogo.

* Proporcionar o desenvolvimento das habilidades motoras básicas.

* Proporcionar o desenvolvimento das habilidades motoras específicas.

* Evitar a especialização precoce.

* Proporcionar um ambiente físico que seja agente estimulador para o desenvolvimento da personalidade esportiva da criança no sentido da qualidade de contato que a criança tem com o seu meio.

* Através da prática do handebol, estimular a socialização entre as crianças.

* Proporcionar atividades que despertem toda a capacidade imaginativa e investigativa da criança com o intuito de futuramente torná-la uma atleta criativa no esporte que desejar praticar

* Evitar a seletividade e a hipercompetitividade na prática do handebol, com o intuito de "alcançar o desenvolvimento integral do indivíduo e a sua formação para o exercício da cidadania e a prática do lazer" (Decreto n.º 2574,1998).

4. Conteúdos e atividades

O modelo de estruturação temporal que constitui o sistema de formação e treinamento desportivo sugerido por Greco, Benda e Ribas (1998) será tomado como base para que possamos apresentar os conteúdos e atividades que devem ser desenvolvidos com a prática do handebol na escola.

4.1 - Fase Pré-escolar

Segundo Greco, Benda e Ribas (1998) a fase pré-escolar engloba crianças com idades entre 2 e 5 anos, ou seja, crianças que normalmente estão entre as séries do maternal e do jardim II. Nesta fase os principais objetivos são estimular e promover um primeiro contato da criança com o handebol. Isto pode ser conseguido através da exploração de bolas com variados tamanhos e pesos. Aqui as principais atividades oferecidas são as de deslocamentos, exploração do ambiente, equilíbrio, esquema corporal, acoplamento, relação espaço-temporal entre outras, preferencialmente apresentadas através de jogos de imitação e perseguição envolvendo bolas e materiais diversos (idem).

4.2 - Fase Universal

A fase universal engloba crianças com idades entre 6 e 12 anos, ou seja, crianças que normalmente estão entre as etapas de alfabetização e 6º série do ensino fundamental. Nesta fase o principal objetivo é desenvolver todas as capacidades motoras e coordenativas de uma forma geral, criando um repertório variado de movimentações no contexto da recreação e ludicidade (idem). Baseando-se em Gallahue (1989, citado por Greco, Benda e Ribas, 1998) podemos dividir a fase universal em duas sub-fases: a fase de movimentos gerais ou transitórios e a fase de habilidades específicas. Na fase de movimentos gerais ou transitórios o objetivo primordial da prática do handebol será o de auxiliar o desenvolvimento das habilidades motoras básicas na criança. Para que isto seja conseguido os conteúdos abordados deverão ser prioritariamente constituídos por jogos, principalmente os jogos de perseguição, estafetas e os jogos de relevo, ou seja, atividades que envolvam ampla locomoção e manipulação com a bola, além de serem realizadas ressaltando o aspecto lúdico. Após passar por este desenvolvimento das habilidades motoras básicas a criança inicia o estágio das habilidades específicas. Como o próprio nome indica, o principal objetivo neste momento é o desenvolvimento das habilidades motoras específicas. Aqui a criança começará a utilizar suas capacidades dentro de estruturas esportivas do handebol tais como os passes, recepções, progressões, dribles, arremessos, dentre outros, porém deverá continuar praticando outras modalidades esportivas. Ehret et al. (2002) sugere como principais conteúdos para esta fase:

* Conteúdos defensivos: formas flexíveis e variadas de marcação individual; regras táticas de comportamento individual no jogo 1 x 1;

* Conteúdos ofensivos: formas básicas das técnicas (arremessos com apoio, passes, recepções, progressões e drible); formas simplificadas do jogo em conjunto;

Tudo isso, é claro, sendo realizado dentro do contexto da recreação e da ludicidade.

4.3 - Fase de Orientação

A fase de orientação engloba crianças com idades entre 13 e 14 anos, ou seja, crianças que normalmente estão entre as etapas de 7º a 8º séries do ensino fundamental. O principal objetivo desta fase é o aperfeiçoamento dos movimentos (capacidades físicas e técnicas). No caso do handebol, a criança deverá buscar uma automatização-estabilização de fundamentos como os arremessos, passes, dribles, progressões e recepções. É sempre válido lembrar também da grande importância que existe em praticar outras modalidades esportivas ainda nesta fase. Ehret et al. (2002) sugere como principais conteúdos para esta fase:

* Conteúdos defensivos: desenvolvimento da tática individual.

* Conteúdos ofensivos: troca de posições na largura e na profundidade; rápida troca defesa-ataque; desenvolvimento da técnica individual e tática de grupo.

4.4 - Fase de Direção

A fase de direção engloba adolescentes com idades entre 14 e 16 anos, ou seja, adolescentes que normalmente estão entre as etapas de 1º e 2º séries do ensino médio. Aqui o principal objetivo será o de transmitir e aplicar as regras gerais de ações táticas do handebol (Greco, Benda e Ribas, 1998). Como o próprio nome indica, nesta fase há um direcionamento para um esporte específico, no caso presente, o handebol. Os principais conteúdos sugeridos para esta fase são:

* Conteúdos defensivos: desenvolvimento da tática de grupo (cobertura, segurança e bloqueio).

* Conteúdos ofensivos: jogo posicional e troca de posições de forma variada; tática individual em posicionamento específico; tática de grupo posicional no contra-ataque.

Após a fase de direção o aluno provavelmente encerrará sua vida esportiva na escola com um amplo repertório motor que lhe permitirá, se assim desejar, ingressar no alto nível de rendimento para a prática do handebol em clubes e outras instituições esportivas de caráter competitivo.

5. Procedimentos metodológicos

Observamos no tópico anterior que a aprendizagem do handebol na escola deve ocorrer de forma sistemática e coerente com a estrutura temporal de desenvolvimento da criança, pois somente assim o processo ensino-aprendizagem colocará em evidência a necessidade de estímulos que permitirão à criança desenvolver ao máximo esquemas, imagens, percepções etc., de movimentos variados, apresentando a vivência destes como base de sustentação da aquisição e controle de novas habilidades motoras mais complexas (Greco, Vilani e Lima, 2001). A metodologia por nós adotada para que este processo se desenvolva corretamente não seguirá o modelo atual observado na maioria das escolas, onde o ensinamento do esporte se dá pela transmissão de conteúdos por intermédio da repetição e da memorização da resposta correta. Ao contrário disto, nos apoiamos em Korsakas (2002) para adotar uma metodologia onde o handebol, como conhecimento a ser construído, é ensinado a partir da indagação, da colocação de problemas, da estimulação do professor. Deste modo, acreditamos que a prática esportiva irá contribuir para a formação de cidadãos, abrangendo não só as características relacionadas ao desenvolvimento motor e físico saudável, mas também as esferas cognitiva e afetiva, essenciais para a educação de indivíduos pensada de forma integral (idem). Neste contexto, apontaremos abaixo três "pilares metodológicos" nos quais nosso trabalho se baseia.

* "Ao contrário de propor exercícios nos quais as crianças repitam incansavelmente os movimentos considerados corretos para determinado objetivo, apresenta-se como uma estratégia mais interessante oferecer atividades nas quais elas tenham metas a serem cumpridas com base em seu próprio repertório motor" (Korsakas, 2002, p.44).

* Promover a atuação dos alunos na elaboração dos objetivos e das estratégias da prática do handebol. Assim, por exemplo, em uma atividade onde o objetivo é a execução de movimentações de ataque para suplantar a defesa, deve-se orientar os alunos em busca das possíveis soluções que serão construídas em conjunto, bem diferente do que ocorre atualmente onde o professor é quem elabora as soluções e solicita aos alunos a simples repetição dos movimentos.

* Trabalhar com grupos heterogêneos, sem divisão por sexo, capacidades ou quaisquer outros critérios. O importante é oferecer atividades que valorizem a contribuição do outro e a união de seus esforços para a conquista de objetivos comuns.

Ao adotarmos estes procedimentos metodológicos acreditamos que a prática do handebol na escola atenderá aos objetivos de sua área de aplicação (Esporte Educação) tornando-se assim uma prática esportiva educativa.

6. Sistemática de avaliação

Como já foi dito no início deste artigo, a prática do handebol nas escolas hoje em dia é caracterizada pelo esporte de rendimento. Isto implica numa sistemática de avaliação onde o professor avalia seus alunos pela comparação de desempenhos. Os mais habilidosos são selecionados e escolhidos para integrar a equipe que representará a escola em competições estudantis. Os menos habilidosos são descartados e possuem como alternativa a prática de outros esportes ou da aula de recreação/Educação Física Escolar. Como nossa proposta se baseia em uma prática educativa do handebol, isto deve ser completamente deletado. Ao contrário disto, nossa sistemática de avaliação terá como preocupação fundamental o desenvolvimento individual de cada um dos praticantes. Assim sendo:

(...)"O progresso individual, os pequenos sinais de evolução da criança na execução de determinada tarefa serão os indicativos positivos de que ela está aprendendo, tornando-a, portanto, merecedora do reconhecimento do educador por meio de elogios e de instruções para que continue a progredir. A preocupação, nesse caso, está focada no processo de aprendizagem e não simplesmente em seu resultado"(...) (Korsakas, 2002, p.46).

Como podemos perceber, o critério principal de avaliação será a evolução individual de cada criança dentro de seu aprendizado no handebol. A utilização deste critério oferece oportunidades iguais a todas as crianças de serem recompensadas por seus esforços e dedicação, orientando-as para a busca da auto-superação. Com isso se permite que haja uma maior socialização entre todas as crianças praticantes do handebol, evitando isolá-las em grupos diferenciados tecnicamente.

7. Infra-estrutura humana e material

Sabe-se que para qualquer projeto que venha a ser implantado se faz necessário haver uma estrutura sócio-econômica da instituição capaz de suportar economicamente todo o processo que compreende a prática educativa. No caso da implantação da prática do handebol não poderia ser diferente. Em vista disso, listaremos abaixo os principais recursos humanos (equipe multidisciplinar) que serão utilizados no projeto assim como também os recursos materiais, e seu respectivo custo operacional, necessários ao bom desenvolvimento da prática do handebol. Afinal de contas, somente com o trabalho de profissionais qualificados e o uso de materiais adequados é que a criança vai se sentir motivada a realizar as atividades.

7.1 - Recursos Humanos

Os recursos humanos são representados pelos profissionais que irão contribuir para a completa obtenção de todos os objetivos do projeto. Abaixo a listagem de cada um deles e uma breve justificativa para sua presença.

7.1.1 - Psicólogo

Um psicólogo estará disponível para uma conversa com os alunos sempre que o professor achar que há necessidade. Sua presença é importante principalmente para aqueles casos em que o aluno passa mais a valorizar o esporte do que propriamente a educação, tendo uma queda em seu rendimento escolar.

7.1.2 - Médico e Enfermeiro

Um médico e um enfermeiro estarão disponíveis na enfermaria da escola durante os horários das aulas de handebol. Se faz necessária a presença deles em virtude da realização de um atendimento médico adequado de primeiros socorros sempre que ocorrer algum tipo de acidente durante a prática do handebol.

7.1.3 - Professor de Educação Física

As aulas de handebol na quadra de esportes da escola ficarão sob nossa responsabilidade (profissional de Educação Física graduado). A pretensão é dar aulas para turmas com, no máximo, 25 alunos os quais todos deverão participar integralmente da prática sem haver seleção por um ou por outro aluno, já que o objetivo aqui não é a participação em competições estudantis mas sim a realização de uma iniciação esportiva que transmita adequadamente à todos os alunos os fundamentos técnicos/táticos necessários ao bom desenvolvimento da modalidade esportiva praticada, sem realizar a especialização precoce.

7.2 - Recursos Materiais

Assim como os recursos humanos, os recursos materiais adequados também são indispensáveis ao bom desenvolvimento do projeto. Sabendo que para a prática do handebol não há, em termos quantitativos, uma grande necessidade da aquisição de materiais sofisticados, apresentaremos abaixo a listagem de cada um dos recursos materiais e o seu respectivo custo operacional.

7.2.1 - Para uso na quadra de esportes

Os recursos materiais que deverão estar disponíveis para utilização na quadra de esportes são: 25 bolas de handebol tamanho 1 da IHF e 25 bolas de handebol tamanho 2 da IHF, para que assim exista uma adequação as faixas etárias; 15 cones, extremamente úteis e de grande necessidade para uma boa variação das atividades propostas; 30 caixas de giz, necessárias para os casos em que a atividade proposta necessitar de desenhos no solo para sua realização; 12 pares de coletes em cores azul e vermelha, necessários em atividades onde se precisa dar destaque para um ou outro(s) aluno(s); bolas de variados tamanhos e pesos, necessárias principalmente no trabalho com os alunos das fases pré-escolar e universal; e, finalmente, materiais recreativos como cordas, bastões, balões de ar etc.

Custo operacional:

Acreditamos que com os recursos materiais acima listados será possível realizar um trabalho de grande qualidade e que atingirá todos os objetivos propostos para a implantação do handebol na escola como prática educativa.

8. Conclusão

O presente estudo teve como principal objetivo apresentar um pequeno modelo de projeto político-pedagógico para a implantação do handebol na escola. Neste projeto, o handebol foi visto como uma prática educativa que obedece a uma seqüência adequada dos processos de crescimento, desenvolvimento e aprendizagem motora da criança, proporcionando a compreensão e o avança adequado da lógica técnico/tática deste esporte, fazendo com que ao final de sua vida escolar o agora adolescente, se assim desejar, possa participar da prática esportiva de rendimento em instituições de caráter competitivo.

Em vista disso, concluímos então que a implantação de um projeto com estas características é plenamente possível e viável desde que os componentes da instituição trabalhem com seriedade e organização em torno do mesmo, formando uma estrutura política-institucional forte, dando todo o suporte material e humano para o bom desenvolvimento do processo que compreende a prática esportiva.

Por fim, acreditamos que a realização deste artigo contribuiu, principalmente, para deixar bem claro os reais princípios que devem ser seguidos na prática esportiva escolar. Fica evidente a preocupação em destacar uma aprendizagem que objetive a cooperação, emancipação, convivência e participação como fundamentais ao desenvolvimento da personalidade esportiva da criança, preocupando-se primordialmente com a formação, não de atletas, mas sim de cidadãos.

9. Referências bibliográficas

1) BRASIL. Presidência da República. Decreto - lei n.º 2574, 1998.

2) CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HANDEBOL. O handebol no mundo. [on line] Disponível na Internet. URL: http://www.brasilhandebol.com.br/historia/HisHandebol.htm 20. fev. 2004.

3) CUNHA, Maria Auxiliadora Versiani. Didática fundamentada na teoria de Piaget. 7º ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1986.

4) EHRET, Arno et al. Manual de Handebol: Treinamento de Base para Crianças e Adolescentes. Traduzido por Pablo Juan Greco. São Paulo: Phorte, 2002.

5) GRECO, Pablo Juan, BENDA, Rodolfo Novellino, RIBAS, João. Estrutura temporal. In: GRECO, Pablo Juan, BENDA, Rodolfo Novellino. Iniciação esportiva universal: da aprendizagem motora ao treinamento técnico. Belo Horizonte: UFMG, 1998.

6) GRECO, Pablo Juan, VILANI, Luiz Henrique Porto, LIMA, Fernando Vítor. A iniciação esportiva universal para os esportes de raquetes: uma proposta de um novo sistema de formação esportiva. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA, XVI., 2001, Foz do Iguaçu, PR. Anais... Foz do Iguaçu, PR: Federação Internacional de Educação Física, 2001.

7) KORSAKAS, Paula. Esporte infantil: as possibilidades de uma prática educativa. In: ROSE JR., Dante de. Esporte e atividade física na infância e na adolescência: uma abordagem multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002.

8) KROGER, Christian, ROTH, Klaus. Escola da bola: um ABC para iniciantes nos jogos esportivos coletivos. Traduzido por Pablo Juan Greco. São Paulo: Phorte, 2002.

Autor: Allan José Silva da Costa

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