Em audiência na Câmara, COB defende educação física nas escolas







Investir na base e na formação esportiva das crianças desde a escola, fazendo com que a Educação Física seja valorizada na grade escolar. Este foi um dos caminhos apontados pelo Comitê Olímpico Brasileiro para criar uma cultura esportiva no país e fazer do esporte uma ferramenta de educação e socialização no Brasil. A defesa do COB ocorreu nesta quinta-feira, dia 27, durante audiência na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, que se reuniu para falar sobre as Olimpíadas Estudantis, que integram as Olimpíadas Escolares e as Olimpíadas Universitárias. Na audiência, o COB esteve representado pelo presidente, Carlos Arthur Nuzman, pelo superintendente executivo de esportes, Marcus Vinícius Freire, e pelo gerente do departamento de eventos, Edgar Hubner.

"Precisamos valorizar o professor de Educação Física e a prática esportiva nas escolas, de forma a permitir que as crianças e jovens possam conhecer e praticar os valores do Olimpismo. Este é o início de tudo. Não adianta a Educação Física ser obrigatória por lei e não ser cumprida, seja pela escola não ter instalação esportiva ou por ser praticada de forma inadequada e que não atenda aos anseios do esporte e da educação", explicou Nuzman.

As Olimpíadas Estudantis foram criadas em 2005 a partir de um convênio com o Ministério do Esporte e com as Organizações Globo e tem como objetivo recuperar e incentivar a prática esportiva nas escolas, estimular a prática do esporte escolar com fins educativos e ampliar o ambiente para o desenvolvimento dos talentos esportivos. É um projeto que vai até 2012, podendo ser renovado até 2020. De forma a permitir o equilíbrio técnico da competição, as Olimpíadas Escolares são divididas nas categorias de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos. O evento conta com nove modalidades: atletismo, basquete, futsal, handebol, judô, natação, tênis de mesa, vôlei e xadrez. Além disso, a cada ano as Olimpíadas Escolares vêm proporcionando aos participantes uma série de atividades paralelas relacionadas à cultura, ao meio-ambiente e ao turismo, bem como palestras de técnicos e de atletas olímpicos.

Em 2005, o COB arcou com 100% das despesas das equipes que disputaram a fase final das Olimpíadas Escolares, tendo como fonte de recursos o percentual (10%) da Lei Agnelo/Piva que o COB é obrigado por lei a investir no esporte escolar. Como os valores oriundos da lei não seriam suficientes para manter a competição ao longo dos anos, a partir de 2006, conforme informado na época às secretarias estaduais, o COB diminuiu gradativamente o subsídio ao transporte. Já em 2008 esse item foi coberto integralmente pelas secretarias estaduais, cabendo ao COB os custos com a organização do evento, aquisição e aluguel de equipamentos, alimentação, hospedagem em hotel (padrão três estrelas) e arbitragem. As cidades-sede entram com uma contrapartida em termos de serviços, como, por exemplo, transporte interno das equipes, segurança, montagem do comitê organizador e atendimento médico. Hoje, exceto os custos de transporte entre os estados e a cidade-sede, cada edição das Olimpíadas Escolares custa aproximadamente R$ 3,5 milhões para o COB.

Em três edições (2005, 2006 e 2007), as Olimpíadas Escolares já reuniram cerca de 4,3 milhões de alunos nas seletivas municipais e estaduais (fases classificatórias) e na fase nacional das duas categorias. Somente na fase nacional, que corresponde à fase final da competição, em 2008 foram 2.755 atletas na categoria de 12 a 14 anos, realizada em Poços de Caldas (MG) e 2.854 atletas entre 15 e 17 anos, cuja competição aconteceu em João Pessoa (PB). No total, 18.650 escolas (13.845 públicas e 4.815 privadas) participaram das Olimpíadas Escolares em 2008, sendo 1.623 na fase final. A competição envolveu um total de 1.869 municípios (33,6%). Já as Olimpíadas Universitárias 2008, realizada em Maceió, reuniram 2.766 alunos e 190 instituições de ensino superior dos 27 estados. "Vários dos participantes de hoje das Olimpíadas Escolares serão os futuros representantes do Brasil a partir de 2016 nos campeonatos mundiais e nos Jogos Olímpicos. Este projeto foi apresentado recentemente na Malásia, durante um congresso do Comitê Olímpico Internacional, e foi considerado inédito em todo o mundo", revelou Edgar Hubner.





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