segunda-feira, 26 de outubro de 2009

10:17

Educação motora na formação esportiva



(...) "Nas suas origens, o esporte tem um caráter lúdico, estando, em seu cerne, o prazer do homem em brincar"(...) (Gonçalves, 1997, p.161).

Este caráter lúdico do esporte descrito na citação acima passou a inexistir nos dias atuais, tendo o rendimento esportivo ocupado este lugar pertencente ao lúdico. Este fato pode provocar conseqüências prejudiciais ao processo de desenvolvimento motor do homem em si e, principalmente, à fase de infância pela qual todos passam, devido a fatores tais como uma formação esportiva inadequada a educação motora da criança e uma conseqüente especialização precoce desta, o que pode acarretar a mesma alguns inconvenientes físicos, psíquicos e sociais. O presente artigo propõe-se a mostrar como a formação esportiva pode ser realizada respeitando a educação motora da criança e com isso evitar conseqüências que possam vir a prejudicá-la, pois assim entendemos que a realização do mesmo trará grande contribuição para profissionais de educação física que estejam pré-dispostos a trabalhar com crianças e, particularmente, com o processo de formação esportiva. 

Tenha 100 atividades para Atletismo

1) O inicio da atividade esportiva:

A idade de início na atividade esportiva por parte da criança envolve problemas de ordem orgânica da mesma, sendo que a maior preocupação na determinação dessa idade reside no fato de que ela deve corresponder a uma boa adaptação orgânica da criança como resposta às exigências impostas pelo esforço físico competitivo, ou seja, não existe uma determinada idade específica para a criança começar a praticar esportes; tudo depende do seu grau de desenvolvimento e sua adaptação orgânica ao esforço físico.

Normalmente existem dois períodos que abrangem o processo de formação esportiva: o primeiro deles trabalha os movimentos básicos e fundamentais de variados esportes, enquanto que o segundo consiste em uma especialização esportiva com trabalhos direcionados ao desenvolvimento de atos técnicos e táticos.

Este primeiro período normalmente abrange crianças com idades entre 2 e 12 anos sendo que esta abrangência não é rígida e pode variar de acordo com o nível de desenvolvimento de cada criança. Neste período percebe-se um crescimento em peso e altura e uma visível evolução na psicomotricidade do indivíduo, o que permite ao mesmo participar e progredir rapidamente em todas as atividades físicas naturais como andar, correr e saltar, e com isso já apresentar possibilidades de realizar algumas modalidades esportivas tais como as corridas longas (em campos e bosques), jogos motores de equipes (jogos cooperativos - ex. gincanas) etc., visando sempre ao aprendizado esportivo (fundamentos das várias modalidades esportivas), uma boa eficiência das grandes funções orgânicas e o gosto e o prazer pela vida ao ar livre em contato com a natureza, o que nos leva a adquirir e a manter um perfeito equilíbrio orgânico e psíquico. É válido frisar que nesta fase, ao realizar uma tarefa motora que lhe é solicitada, a criança apresenta algumas deficiências na realização de tal ato, sendo que isto não significa necessariamente que esta atividade esteja acima do grau de desenvolvimento motor da criança, pois em muitos casos a disposição e motivação para aprender o esporte, e principalmente a forma de atuação do professor, também exercem significativa influência na realização da atividade por parte da mesma. Outro ponto que merece destaque é que o esporte, quando adequadamente ministrado nesta fase, contribui significativamente para determinar um conveniente desenvolvimento orgânico e funcional além de um favorecimento ao desenvolvimento psíquico e intelectual por parte da criança, proporcionando-lhe maior desembaraço mental e de comunicação.

Portanto, concluímos que neste período de iniciação esportiva a criança deve desenvolver suas qualidades físicas básicas, recebendo também os fundamentos das várias modalidades esportivas adequadas ao seu desenvolvimento morfofuncional. Outra importante conclusão é de que nesta fase não deve haver uma preocupação determinante pela competição esportiva, cabendo apenas a aplicação de pequenos jogos motores.

2) Especialização esportiva:

Ao atravessar adequadamente o primeiro período de sua formação esportiva, um período caracteristicamente preparatório, a criança agora estará apta a iniciar o processo de especialização esportiva com todas as decorrências e implicações a ele inerentes. Esta iniciação especializada normalmente abrange crianças com idades entre 12 e 14 anos e, às vezes, esta abrangência baixa um pouco, dependendo da aptidão demonstrada pelo indivíduo para a prática esportiva, seu grau de desenvolvimento físico e sua maturação psicológica. Nesta fase de iniciação especializada há um rápido crescimento em peso e altura com um relativo aumento da força muscular, sem contar que ocorrem também alterações psicológicas com a instalação de pequenos conflitos emocionais, o que torna esta fase bastante conturbada emocionalmente, sendo este um dos principais momentos onde percebe-se a importância de profissionais graduados em educação física que trabalhem nesta área e que, dependendo do seu empenho em orientar suas aulas de treinamento voltadas para objetivos como a autoconfiança, a cooperação e a sociabilidade, tornem tais aulas prazerosas para as crianças que estão sendo submetidas a determinados treinamentos e assim elimine o caráter penoso e adestrador que a formação esportiva possui na atualidade. É importante frisar também que devido ao seu adequado desenvolvimento orgânico a criança já possui capacidades motoras suficientemente desenvolvidas para realizar variados atos técnicos com satisfatória eficiência tais como o arremesso tipo jumping no basquetebol, a passagem de bastão no atletismo etc., sendo que a melhor ou pior execução de tal ato técnico dependerá de fatores como o grau de especialização e a intensidade de treinamento a qual a criança está sendo submetida, ressaltando que este treinamento deve ser aumentado gradativamente a medida que a criança for atingindo resultados técnicos significantes.

3) Inconvenientes causados pela especialização precoce:

Apenas como aspecto adicional, entendemos ser válido destacar alguns inconvenientes causados pela especialização esportiva precoce, pois como profissionais de educação física temos a obrigação de saber respeitar os limites físicos e psicológicos que cada indivíduo possui, já que somente assim poderemos proporcionar experiências motoras realizadas de modo a não ultrapassar tais limites e com isso não prejudicar o desenvolvimento orgânico-motor da população que estará sendo submetida a determinadas atividades.

Sabe-se perfeitamente que a atividade esportiva deve estar presente desde a infância, porém orientada criteriosamente de tal maneira que possa agir como estímulo propício ao perfeito desenvolvimento físico e psicológico do organismo. Quando isto não ocorre, ou seja, a prática esportiva é realizada mal orientada ou até mesmo sem orientação alguma, surgem conseqüências negativas ao indivíduo tanto no aspecto físico como também no aspecto psicológico. Segundo Pini (1978):

(...) " O trabalho muscular intenso e excessivo, associado à sobrecarga emocional que a competição provoca, pode ocasionar perturbações no desenvolvimento normal da criança, principalmente no ritmo do crescimento em altura e no desenvolvimento somático, funcional e intelectual" (...) (p.230)

Assim percebemos que quando o treinamento esportivo é realizado precocemente de forma intensa e sistemática podem instalar-se perturbações no aparelho locomotor representadas pela resistência desproporcional entre a parte óssea e a hipertrofia muscular instalada; surgem também conseqüências psicossomáticas relacionadas à dificuldades no aprendizado, dificuldades de memorização e o conseqüente desinteresse pela vida escolar. Além destes danos físicos e psicológicos a especialização esportiva precoce pode causar uma patologia conhecida como "síndrome da saturação esportiva", sendo esta caracterizada, principalmente, por apatia, indiferença ou até aversão pela prática esportiva ou pelos fatos a ela relacionados exatamente no momento em que deveriam ser intensamente praticadas.

Considerações finais:

Dentre as principais conclusões que podemos tirar do presente artigo destaca-se o fato de sabermos que é muito importante realizar um processo de formação esportiva respeitando as diferentes fases que a criança atravessa em seu desenvolvimento orgânico morfofuncional já que, como visto anteriormente, se estas fases não forem respeitadas será instalado um processo conhecido como "especialização esportiva precoce" o qual pode acarretar problemas de ordem física e psíquica na criança.


Assim sendo, podemos sugerir aos profissionais militantes na área que não se limitem apenas ao ensino de gestos técnicos e táticos de esportes para as crianças em período escolar, pois o esporte ensinado aos adultos não pode ser o mesmo esporte ensinado para as crianças e adolescentes, visto que muitos elementos motores contidos na prática esportiva adulta não se encaixam no nível orgânico funcional que, crianças de 5 anos por exemplo, apresentam.





Retirado daqui

terça-feira, 20 de outubro de 2009

03:50

Ofertas Imperdíveis no Submarino!!! Não Perca!!!

sábado, 17 de outubro de 2009

08:42

Amarelinha na Educação Físca Infantil

Resultado de imagem para professor de educação amarelinha 

Amarelinha ou Academia, jogo ginástico infantil muito antigo e muito espalhado por todo o Brasil. No Brasil é dividida em corpo (ABC), asas, braços ou descanso (DD), pescoço ou inferno (E) e cabeça, céu ou lua (F). Também pode ser com casas numeradas e no topo (Céu), descanso, etc.
Jogam impelindo com um único pé uma pedra chata até a Lua e volvendo ao princípio do corpo, a primeira casa, sem socorrer-se do outro pé. Apenas no descanso é permitido pôr um pé de cada lado. A outra forma de jogar a amarelinha é colocar a pedra na primeira casa e ir saltando num só pé através de todo o desenho e voltar. Passa a pedrinha para a segunda casa e assim sucessivamente até a Lua e regresso ao princípio. Perde a vez de jogar quem tica (toca) o solo com os dois pés ou pisa na linha do gráfico.

Acesse o blog da Educação Física

A academia ou cademia é conhecida como amarelinha ou marelinha no Rio de Janeiro, maré em minas Gerais, e avião no Rio Grande do Norte.

Na Bahia dizem pular macaco.

Em Portugal: jogo da macaca ou pular macaca, jogar macaca (Norte). Pela Extremadura é jogo do homem.

Na Espanha: cuadrillo, infernáculo, reina mora, pata coja.

No Chile é a rayuela, assim como no Peru. No Chile a conhecem também por luche. Na Colômbia é coroza ou golosa.

Na França é marelle de onde provém os nossos amarelinha e maré.

Nos Estados Unidos é jogo de Elementary and Junior High School, e
tem nome de hop scotch.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

16:55

Educação Física no Twitter


Twitter.com



Para facilitar a vida dos profissionais de educação física, criei uma conta no twitter para alimentar profissionais e pessoas interessadas no assunto de links e notícias.  Esses links vem de blogs que eu atualizo e de alguns que eu acho interessante. 

Twitter é um serviço de microblog que as pessoas se comunicam com apenas 140 caracteres.  Quer se inscrever no Twitter? Clique aqui

Se você tem twitter, siga-nos que terá notícias, matérias e atuação da educação física na sociedade. Muito bacana! 


Se for profissional ou estudante de educação física, indique para os seus colegas e coloque o @educacaofisicaa sempre no #FF (que é o friday follow. Toda sexta você indica pessoas a serem seguidas.)

E se você quiser seguir a pessoa que atualiza e que passa informações para esse blog acidione:www.twitter.com/danisouto

domingo, 11 de outubro de 2009

11:34

Promoção "Tá na Mão"



Portal Educação, parceiro da Chakalat.net e seus blogs, está com uma promoção excelente você tem que participar. Você pode ganhar notebook, netbook, smartphone.  Para participar basta você fazer algum curso ou palestra no portal. E como eles oferecem cursos interessantes e com excelente qualidade, não é difícil de participar!  


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Educação a Distância


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sábado, 10 de outubro de 2009

10:20

Pra que existe conselho então?


De acordo com decisão judicial, o Conselho Regiode Educação Física da 11ª Região (Cref11/MS-MT) está impedido de exigir o registro dos professores de Educação Física que acompanham os alunos nas atividades esportivas educacionais.

O professor desta disciplina numa escola em Várzea Grande, Jonas Sebastião da Silva, foi autuado recentemente. "Durante jogos escolares em Poconé (104 km da Capital), me notificaram de maneira arbitrária. Procurei, então, a assessoria jurídica do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT)", contou.

A assessora jurídica do Sintep/MT, Ignez Linhares, explicou que a autuação não era devida. "O ênfase da atividade esportiva na escola não é o treinamento, mas o desenvolvimento psicomotor, o trabalho em equipe, a interpretação de regras, o que a difere das atividades físicas de uma academia", exemplificou.

O professor considerou esta vitória muito importante. "Esta conquista é um exemplo de que estamos atentos e continuamos organizados, o que é essencial, uma vez que os fiscais do Conselho são autoritários e já até mandaram prender professores que se recusaram a deixar a quadra durante a aula", complementou. 

Fonte

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Só uma observação importante:  "atividade esportiva na escola não é o treinamento, mas o desenvolvimento psicomotor, o trabalho em equipe, a interpretação de regras, o que a difere das atividades físicas de uma academia" E desde quando educação física só tem atuação em treinamento ou em academia?

Ora, faça-me o favor!!!!!!!!!!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

11:05

A punição pelo mau comportamento é válida?



Resultado de imagem para professor de educação física

É apenas natural que atletas se comportem mal. Como técnico, você pode reagir ao mau comportamento de um atleta com uma abordagem positiva ou negativa.

Uma abordagem positiva é ignorar o mau comportamento. Essa abordagem pode ser bem-sucedida apenas em certas situações, pois punir o mau comportamento do atleta o incentiva a desobedecer mais. Ignorar o mau comportamento não funciona quando o atleta provoca risco para si mesmo ou para os colegas e técnicos.


Acesse o blog da Educação Física

Nesse caso, ação imediata é necessária. Ignorar o mau comportamento também não apresenta sucesso quando o comportamento em si é auto-recompensante para o atleta

Punição também é uma forma de corrigir o mau comportamento do atleta. Abaixo, algumas sugestões para uso apropriado de punição.
Use punição quando as regras do grupo são violadas.
Quando possível dê uma advertência antes de punir.
Seja consistente ao aplicar punições.
Não escolha punições que o farão se sentir culpado ou chateado.
Uma vez que a punição é aplicada, não faça o atleta pensar que ainda está em apuros.
Use punição comedidamente, quando absolutamente necessário.


domingo, 4 de outubro de 2009

18:38

Modelos de aprendizado na escola



Sr técnico envolve mais do que o conhecimento sobre habilidades esportivas específicas. Técnicos bem-sucedidos devem ensinar adequadamente as aptidões e preparar mentalmente seus atletas para competir. Independente do bem-estar físico, mental, social e emocional, todo aluno aprende de forma diferente. Técnicos devem estar cientes do processo de aprendizado, de modo a criar uma experiência de aprendizado crescente para o atleta. Técnicos devem honrar o estilo de aprendizado do atleta; o modo de processamento e as razões para participar, ao avaliar e selecionar os níveis de competição dos atletas.
  • Atletas podem tender a processar visualmente.
  • Atletas podem tender a processar auditivamente.
  • Atletas podem tender a processar cinestesicamente.
  • Atletas podem tender a processar através de uma mistura de todos os itens acima.
Técnicos devem notar o modo pelo qual um atleta processa a informação que recebe. Após identificar como um atleta processa a informação, é sua função estabelecer metas para atletas que trarão oportunidades de maximizar a participação e seu potencial.
 
Perceber... não é (Série de programa nacional de educação - LPGA)

 
AnalisarJulgar Aconselhar
Encontrar falhasInterpretar Resistir
Comparar com outros RotularTentar mudanças
SugerirOpinar Descrever
 
Receber ... é aceitar sem julgamento o que estiver ocorrendo!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

12:15

O beneficio das Olimpiadas para professores de educação física


Acabamos de saber que o Brasil será sede das Olimpiadas de 2016. O Rio ganhou a disputa.

Lembro-me que na eleição para as Olimpiadas de 2004 e que o Rio participava, eu estava ainda na faculdade. Lembro-me do  Sergio Guida, professor de anatomia, falando dos benefícios em geração de empregos para treinamento desportivo tanto em atletas de alto rendimento quanto de inclusão social.

E nessa área, a educação física pode ter um grande crescimento. Precisaremos, mais do que nunca, de pessoas qualificadas para o treinamento de atletas que participarão dos jogos e para atletas que disputarão vagas para os jogos. Profissionais para laboratório, profissionais para execução, profissionais para orientação. Precisaremos de professores para incentivo da prática esportiva, para a inclusão social, e os profisisonais são essenciais para o crescimento do esporte universitário e do esporte escolar.  

Professores, agora é a hora. Hora de valorizar o esporte e quem trabalha com esporte, seja como técnico desportivo, seja como treinador físico é o profissional de educação física.


Visite o meu blog profissional.

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