segunda-feira, 18 de março de 2019

07:31

5 atividades para uso imediato nas Aulas de Educação Física Escolar



A Educação Física na escola é responsável, dentre muitos aspectos, pelo desenvolvimento motor das crianças, vale ressaltar também a importância do exercício físico para a saúde, uma vez que combate ao sedentarismo, obesidade, diabetes e problemas cardíacos.

Abaixo, 5 atividades explicadas para aplicação imediata nas aulas de Educação Física Escolar

Começou a chover...

Tema: atenção; integração; imaginação.

Duração: 15 minutos.

Público: crianças, mínimo 8 pessoas.

Material: giz para riscar o chão.

Peça que as crianças se espalhem numa determinada área. Depois peça que cada uma desenhe um círculo ao redor dos pés (não colado aos pés, mas grande, em volta); estas serão as casas. Deve haver uma "casa" a menos que o total de participantes (ou seja, não desenhe um círculo ao redor dos seus próprios pés).

Comece a brincadeira: saia andando pelo pátio, contando uma história qualquer e as crianças devem seguí-lo fazendo gestos e movimentos de acordo com a história. Procure se afastar das "casas" enquanto anda.

Num determinado momento diga "Então, começou a chover!"

As crianças devem então procurar a "casa" mais próxima e aí ficar. (explique isso antes de começar a brincadeira). Quem ficar sem "casa" recomeça o jogo, contando uma nova história.

Cruzado ou Aberto?

Tema: concentração, descobrir a senha.

Duração: 5 minutos.

Público: adolescentes, mínimo 10 pessoas.

Material: duas canetas, lápis ou varetas; cadeiras.

Todos sentam-se em cadeiras arrumadas em círculo, deixando o centro livre. O orientador pega uma vareta em cada mão e explica para o grupo que o jogo consiste em passar as varetas (uma em cada mão) para o vizinho da direita:

Cada pessoa ao passar deve optar por cruzar as varetas, colocando uma sobre a outra e formando um "X" ou deixá-las abertas, mantendo-as separadas, uma em cada mão.

Ao passar as varetas para o seu vizinho, se as suas varetas estiverem cruzadas, diga "Eu passo cruzado". Se as suas varetas estiverem abertas, diga "Eu passo aberto".

O orientador - que no início é a única pessoa que sabe a senha - observa a posição das pernas de cada um, e responde "Sim" ou "Não" de acordo (se as pernas do participante estão cruzadas ele precisa passar as varetas cruzadas; se as pernas estão descruzadas, ele deve passar as varetas abertas). Atenção que as pessoas às vezes mudam de posição durante o jogo e precisam mudar a forma como passam as varetas de acordo. O orientador não explica porque sim ou não; o jogo se torna mais engraçado a medida em que alguns jogadores descobrem a senha e participam no coro do "Sim" e do "Não".

Quando a maioria já souber a senha e antes que o grupo perca interesse no jogo, finalize-o, fazendo uma rodada em que aqueles que já conhecem a senha, procuram mostrar aos demais como acertar a senha.

Rede Humana

Atividade: Minivoleibol
Conteúdo: Voleibol Adaptado – Passes: manchete e toque
Material: Bolas de voleibol

- Organização: Separe a turma em três grupos iguais, sendo que dois deles participam do jogo, tendo o 3o grupo entre eles, com os braços estendidos acima da cabeça, como se fosse a rede de voleibol.

- Desenvolvimento: Os dois grupos que se confrontam passam a bola através de manchete ou toque por cima da rede humana até que a bola seja interceptada por algum componente da rede. O grupo que perde a posse da bola passa à função de rede humana e assim sucessivamente.

Pode-se contar um ponto para o grupo toda vez que ele ganhar a posse de bola e aquele que somar mais pontos será o vencedor.

- Socialização da atividade: O professor incentiva os estudantes a se expressarem e registrarem em seu caderno os sentimentos em relação ao jogo coletivo, a sua respiração, aos seus batimentos cardíacos, à solidariedade e à cooperação para com os colegas, às facilidades e às dificuldades encontradas na atividade proposta.

Faça uma abordagem das recriações sociais do jogo para possibilitar a participação de muitos, para poder jogar em lugares diversos e para tornar o jogo mais emocionante.

Seguindo o chefe: CAV (Ciclo de Aprendizagem Vivencial)

Objetivo: fazer um desenho em grupo onde cada participante esteja em uma situação especial.

Propósito: trabalhar a cooperação, a comunicação, planejamento, raciocínio lógico, confiança e a empatia.

Recursos: papel, canetas, vendas.

Número de Participantes: grupos de 5 pessoas

Duração: a tarefa de desenhar o barco deve ser cumprida em cinco minutos.

Descrição: dividir a turma em grupos de cinco pessoas, colocando-as sentados no chão. Cada grupo terá como tarefa desenhar um barco utilizando uma folha de papel e canetas coloridas. Cada participante fará uma ação de cada vez, passando em seguida o desenho para o outro participante e assim por diante passando por todos um traço de cada vez até que o desenho esteja concluído ou tempo encerrado. Exemplo: o primeiro participante faz um traço, para e a próxima ação é de outro participante.

Os participantes terão também de obedecer as seguintes características individuais:

Participante 1 - é cego e só tem o braço direito;
Participante 2 - é cego e só tem o braço esquerdo;
Participante 3 - é cego e surdo;
Participante 4 - é cego e mudo;
Participante 5 - não tem os braços;

Portanto, para desenvolverem esses papéis, o focalizador pede que os grupos escolham quem será 1,2,3,4 e 5 entregando vendas par os olhos e tiras de pano para amarrar os braços que não deverão utilizar.
Quando os grupos estiverem prontos, começar a contar o tempo, deixando que os grupos façam a atividade sem interrupção. Neste momento o facilitador fica em silêncio, apenas observando o trabalho. Caso alguém solicite ajuda ou informações, reforce as instruções já ditas sem dar outras orientações. Caso algum participante faça perguntas do tipos está certo? Pode fazer assim? Deixe o grupo decidir. Não interfira. Estas situações poderão ser retomadas no momento de debate, para análise e como ilustração para outros comentários.

Após o jogo, o facilitador deve realizar o CAV (Ciclo de Aprendizagem Vivencial), abordando as dificuldades encontradas os desafios superados e as formas de cooperação colocadas em prática.

Dicas: pode-se jogar em dois tempos. Primeiro deixar que eles sintam o jogo que a princípio parece fácil e depois normalmente percebendo as dificuldades. Após minutos, alguns podem não ter terminado a tarefa e muitos poderiam certamente tê-la realizado com melhor qualidade. Por isso deixe que os grupos discutam como poderiam melhorar sua performance e depois peça que joguem novamente para colocarem em prática as alternativas que poderão ser encontradas.

Após todo o processo abra uma discussão geral onde todos os grupos poderão expor dificuldades e soluções, impressões etc.

Vai e vem

Material: 2 garrafas de refrigerante, tampas coloridas de xampu ou de material de limpeza (lavadas e secas), fio de varal (2 pedaços de 3m) e fita crepe.

Como fazer: corte cada garrafa no meio. Você vai utilizar as metades de cima, isto é, as que têm gargalo. Passe os dois fios por dentro de uma metade, do gargalo para o centro. Em seguida, passe os fios pela outra metade, do centro para o gargalo. Encha as metades com as tampinhas coloridas, para dar um visual bonito, e passe fita crepe para juntar as duas partes das garrafas, formando um cilindro. Dê um nó nas extremidades de cada fio. Duas crianças participam dessa brincadeira, cada uma fica de um lado, segurando uma ponta do fio em cada mão. Conforme elas abrem e fecham os braços, o cilindro desliza pelo fio de um lado para o outro.

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quarta-feira, 13 de março de 2019

13:01

Saiba mais sobre Esquema corporal




Você sabe, exatamente, o que é esquema corporal? Conceitualmente, é a consciência do corpo como meio de comunicação consigo mesmo e com o meio. O esquema corporal é um elemento básico indispensável para a formação da personalidade da criança. É a representação relativamente global, científica e diferenciada que a criança tem de seu próprio corpo

O esquema corporal resulta das experiências que possuímos provenientes do corpo e das sensações que experimentamos. Não é um conceito aprendido e que depende de treinamento. Ele se organiza pela experienciação do corpo da criança. É uma construção mental que a criança realiza gradualmente, de acordo com o uso que faz de seu corpo.

Segundo Le Boulch (1981. p. 74), o esquema corporal é dividido em etapas:

1ª Etapa: Corpo vivido (até 3 anos de idade) - Corresponde à fase de inteligência sensório-motora de Piaget. O bebê sente o meio ambiente como fazendo parte dele mesmo. À medida que cresce, com maior amadurecimento de seu sistema nervoso, vai ampliando suas experiências e passa, pouco a pouco a se diferenciar do meio ambiente. Nesse período a criança tem uma necessidade muito grande de movimentação e através desta vai enriquecendo a experiência subjetiva de seu corpo e ampliando a sua experiência motora. Suas atividades iniciais são espontâneas.

2ª Etapa: Corpo percebido ou Descoberto (3 a 7 anos) - Corresponde à organização do esquema corporal devido à maturação da "função de interiorização" que é definida como a possibilidade de deslocar sua atenção do meio ambiente para seu próprio corpo a fim de levar à tomada de consciência. A função de interiorização permite a passagem do ajustamento espontâneo a um ajustamento controlado que, propicia maior domínio do corpo, culminando em maior dissociação dos movimentos voluntários.

A criança, com isso, passa a aperfeiçoar e refinar seus movimentos adquirindo maior coordenação dentro de um espaço e tempo determinado. Descobre sua dominância e com ela seu eixo corporal. O corpo passa a ser um ponto de referência para se situar e situar os objetos em seu espaço e tempo. Neste momento assimila conceitos como embaixo, acima, direita, esquerda e adquire também noções temporais como a duração dos intervalos de tempo e de ordem e sucessão, isto é, primeiro e último.

No final dessa fase, a criança pode ser caracterizada como pré-operatória, porque está submetida à percepção num espaço em parte representado, mas ainda centralizado sobre o próprio corpo.

3ª Etapa: Corpo representado (7 a 12 anos) - Nesta etapa observa-se a estruturação do esquema corporal. No início desta fase a representação mental da imagem do corpo consiste numa simples imagem reprodutora, isto é, uma imagem de corpo estática.

A criança só dispõe de uma imagem mental do corpo em movimento a partir de 10/12 anos, significando que atingiu uma representação mental de uma sucessão motora, com a introdução do fator temporal. Sua imagem de corpo passa a ser antecipatória, e não mais somente reprodutora revelando um verdadeiro trabalho mental devido à evolução das funções cognitivas correspondentes ao estágio preconizado por Piaget de operações concretas. Os pontos de referência não estão mais centrados no próprio corpo, mas são exteriores ao sujeito, podendo ele mesmo criar os pontos de referência que irão orientá-lo.

Atividades de Psicomotricidade Infantil

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11:00

Aspectos importantes na iniciação do Voleibol


O voleibol é caracterizado pela alternância de atividades dinâmicas acíclicas, normalmente realizadas através de esforços máximos, por intermédio, principalmente, de saltos verticais, corridas com mudança de direção, com breves períodos de descanso, que ocorrem entre os rallis e intervalos entre os sets.

Devido a esta complexidade, é necessário que os atletas tenham uma preparação física geral bem desenvolvida, o que deve ser propiciado por uma base sólida, conquistada nos primeiros anos de prática. A combinação das qualidades envolvidas é imprescindível para que seja alcançado o desempenho máximo nas ações de jogo. As habilidades físicas e motoras necessárias para a sua prática são muitas e diversificadas, sendo mais complexas à medida que é maior o nível técnico dos atletas envolvidos na disputa.

Fisiologicamente falando, devido ao tempo médio em que a bola permanece em jogo durante a realização dos rallis, há uma predominância dos sistemas anaeróbios, notadamente do ATP-PC, com o sistema aeróbias sendo importante para a recuperação necessária entre os rallis e nas demais interrupções do jogo.

Outro fator que caracteriza o voleibol é o fato de ser uma modalidade que necessita preponderantemente das habilidades motoras abertas, visto que constantemente o atleta precisa fazer ajustes de seu movimento a situações inesperadas. Estas habilidades devem ser treinadas através de atividades que proporcionem desafios que estimulem a capacidade cognitiva. Quanto melhor for a análise da situação de jogo, mais rápida pode ser a preparação da resposta adequada.

Dentre a gama de exercícios que podem ser utilizados, devem-se priorizar aqueles que possuem uma maior semelhança com o gesto esportivo. Desta forma, estaremos atendendo ao princípio da especificidade do treinamento desportivo e temos a possibilidade de haver uma maior transferência do trabalho físico para as situações de jogo.

O processo formativo de um jogador de voleibol seja fracionado em dois períodos: o primeiro visa à aquisição de uma formação física básica, crescimento harmonioso e com saúde, com um conteúdo abrangente que possibilite a construção de bases motoras que possam prolongar ao máximo o período produtivo dos praticantes. O segundo buscará a obtenção da aplicabilidade das capacidades necessárias para executar as habilidades fundamentais específicas ao voleibol.

Em todas as situações propostas devemos ressaltar a importância em se planejar um trabalho em longo prazo, que possa oferecer condições do praticante desenvolver por completo seu acervo motor.

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