quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

07:36

Feliz Ano de 2009


Um excelente ano de 2009 para vocês e suas respectivas familias e amigos. Que a paz possa reinar e que todos os desejos profissionais ou não se concretizem. Vamos agir!!!!
 
Abraço pra todos voces!!!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

06:31

Lei prevê redução de aulas de EF escolar


Flávio de Campos, da USP, diz que reduzir carga horária de uma disciplina para incluir outra deixará ensino "capenga". Para ele, lei que exige inclusão de filosofia e sociologia no ensino médio não foi debatida de forma adequada com o meio acadêmico

Márcio Pinho
Da reportagem local

A decisão do governo de São Paulo de reduzir o número de aulas de história no ensino médio para compensar a inclusão de sociologia e a ampliação de filosofia, exigências previstas em lei federal, é parte de "um conjunto de barbaridades" que mostra a falta de um projeto geral para educação pública no Brasil. A opinião é do historiador Flávio de Campos, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

Autor de livros como "Escrita da História" e "Ritmos da História", Campos lecionou por 15 anos no ensino básico e é doutor em história social pela USP.
Para ele, a lei sancionada em junho não foi adequadamente debatida com o meio acadêmico.

Cabe aos Estados decidir como adotá-la. Em São Paulo, alunos da rede pública perderão, nos três anos, 80 aulas de história no ensino diurno e 120 no noturno. Também haverá redução em educação física, geografia e língua estrangeira.

FOLHA - Como o sr. vê a lei?
FLÁVIO DE CAMPOS - Uma sucessão de equívocos, um conjunto de barbaridades. Começou pelo estabelecimento de disciplinas por meio de uma lei. É o caminho exatamente inverso do que se espera para a discussão da educação no país. Qual caminho imagino ser correto? Primeiro, uma discussão de projetos por parte de educadores, professores e pesquisadores para envio ao Congresso. Uma discussão ampla, transparente e com uma agenda. Nada contra filosofia e sociologia, mas a discussão tem que passar pela base, pelos professores.

FOLHA - E a atitude em SP?
CAMPOS - A segunda grande barbaridade é retirar história e geografia. Mal se consegue cumprir a programação de história e estabelecer um desenvolvimento razoável de competência e habilidades com a carga que já existe.
Duvido que filosofia e sociologia consigam ser ministradas com essa carga também reduzida. Não vai se conseguir ministrar essas disciplinas com um mínimo de aceitabilidade e vai tornar ainda mais capenga do que já são os ensinos de história e geografia.

FOLHA - Que outras implicações essa alteração na grade pode ter?
CAMPOS - Ela obriga a repensar a área de ciências humanas como um todo - e não pensando especificamente numa disciplina ou outra-, elaborando projetos pedagógicos que reestruturem a programação curricular da área. Isso remete ao que seria outra barbaridade: a falta de um projeto geral para educação pública no Brasil. Há alguma iniciativas até positivas, o que não é o caso dessa.

FOLHA - O prejuízo é maior por ser em história?
CAMPOS - A matéria de história tem um significado fundamental. É dotar os alunos de habilidades e competências para que ele possa analisar diversas formações sociais ao longo do tempo, inclusive a nossa. Sou historiador. Mas não faria uma discussão mesquinha de que, se fosse em física, o corte seria menos criminoso. Todas as disciplinas, mais que a transmissão de saberes, têm que transmitir um conjunto de habilidades e competências que permita aos meninos descortinar o mundo em que vivem.

FOLHA - Por que acha que história figura nas disciplinas com cortes?
CAMPOS - Por detrás disso existe um certo preconceito de que as disciplinas fundamentais são português e matemática. As ciências naturais são ciências.
E a área de humanidades é algo meio decorativo, no duplo sentido: é superficial, supérfluo; e basta decorar. Isso já está disseminado na sociedade.

06:30

Educação Física Escolar e a inclusão social: novas perspectivas para a Educação

 

Este trabalho discute a Educação Física praticada na escola, partindo de uma análise de sua origem na Europa do final do século XVIII e início do século XIX, onde surgiu com o nome de Ginástica e, retrata seu percurso histórico ao longo dos séculos aqui no Brasil. Salienta ainda, as influências e tendências sofridas por essa disciplina em nosso país, o que pode ter causado à Educação Física uma crise de identidade, desvalorização de sua prática e importância no processo de ensino e aprendizagem do aluno para sua formação plena como cidadão crítico e consciente. Essa retrospectiva do processo histórico da Educação Física Escolar Brasileira visa compreender seu momento atual nas escolas, a fim de melhorar sua prática educacional, mostrando alternativas para aulas dinâmicas e inclusivas. Dessa forma a Educação Física será respeitada e valorizada no contexto escolar. GESIEL MARTINS  RENATO VALONY FERREIRA PINTO (ORIENTADOR)

Clique aqui para o download

06:28

Aulas de EF escolar começam a ser cancelados por causa de lei


A grade curricular dos alunos do terceiro ano do Ensino Médio da rede estadual terá um buraco em 2009. Resolução da Secretaria da Educação cancelou a disciplina de Educação Física para o curso da manhã. A justificativa é que o governo está obrigado, por lei, a oferecer Filosofia e Sociologia e, diante da falta de espaço, optou por retirar a disciplina. Além disso, "os jovens têm outras preocupações nesta época, como o vestibular", informou a assessoria de comunicação. Cerca de 35 mil estudantes podem ser afetados na região.

A decisão causa indignação entre os professores, já que na mesma programação há seis aulas semanais reservadas a disciplinas de apoio curricular, não especificadas pelo Estado. Há ainda outro ponto controverso. Segundo a lei estadual 11.361/2003, as aulas de Educação Física são componentes obrigatórios em todas as séries da rede. Há professores concursados para a função. A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) movimenta a classe para a adoção de medidas contrárias ao estabelecido.

A diretora Vera Lucia Zinberger afirma que a secretaria não pode sobrepor uma resolução a uma lei estadual. "É ilegal. Estamos em contato com os diretores das escolas para orientá-los. Eles devem montar a grade com Educação Física. Não há motivos para tirar a disciplina diante da reserva para apoio curricular. Nem sabemos o que é isso,"

O sindicato defende que as próprias escolas adaptem seu espaço com todas as disciplinas. Os alunos do período noturno, por exemplo, farão as atividades físicas aos sábados. "Por que essa possibilidade não é dada também a quem estuda de manhã? Temos de conseguir um acordo para que ninguém saia prejudicado", reclama a supervisora de ensino do CPP (Centro de Professorado Paulista), Maria Lúcia de Almeida.

Para quem lida com os jovens no dia-a-dia, trata-se de mais uma decisão imposta, sem diálogo. "A Educação Física é um componente curricular como qualquer outro. Temos a responsabilidade de levar aos alunos a cultura de movimento. Não é só esporte, mas uma relação de corpo. Para se ter idéia do absurdo, recebemos um caderno da secretaria com sugestões de atividades para todos as séries, inclusive o terceiro ano do Ensino Médio", diz o professor Bruno Oliveira.

Procurada, a secretária Maria Helena Guimarães não atendeu ao pedido de entrevista feito pela reportagem.

Para especialistas, resolução é descaso

Descaso e falta de conhecimento curricular. Para a coordenadora do curso de Pedagogia da PUC (Pontifícia Universidade Católica), Maria Estela Graciani, a decisão tomada pela Secretaria de Estado da Educação chega a ser ridícula. "É difícil até de acreditar. Uma matriz curricular integrada exige ponderação entre os diferentes saberes de que os alunos necessitam para sua formação ao longo da vida que, particularmente nessa faixa de idade, requer ações de lazer e cultura. A falta desses elementos, muitas vezes, leva o jovem ao tráfico, ao crime organizado."

Para a especialista, o governo está tirando do estudante entre 16 e 17 anos a chance de extravasar de maneira saudável. "É uma ação contrária a qualquer política pública direcionada ao jovem. Todos defendem a prática de esportes como forma de socialização. Na escola isso é muito forte. É em torno das atividades físicas que se formam as amizades. Além disso, quem definiu que uma matéria é mais importante do que a outra? Não há priorização no conhecimento. O que se busca é a interdisciplinaridade", afirma.

Para os principais atingidos, a notícia parece não ter sentido. O estudante William Alves Rodrigues, 16 anos, vai cursar o terceiro ano do Ensino Médio em 2009 e não entende o motivo do cancelamento das aulas de Educação Física. "Todo mundo da minha escola freqüenta. Temos um time de futebol montado. Sempre foi um momento legal, até porque saíamos da sala um pouco", diz.

Professor da disciplina, Bruno Oliveira se considera atacado. "Os professores vão ter de brigar pelas aulas agora. Há muita gente que prestou concurso para trabalhar na rede estadual. O que a secretaria vai fazer com eles?", questiona. Segundo a assessoria de comunicação, os profissionais da matéria serão remanejados, sem qualquer prejuízo. A Pasta só não mencionou de que maneira, já que o número de aulas cairá em todo o Estado.

A medida ainda contraria as tradicionais dicas dadas a quem está em fase pré-vestibular. Além de estudar, os alunos são incentivados a praticar atividades que proporcionem relaxamento. "A Educação Física é ponto estratégico para o desenvolvimento do caráter. Muitas vezes delineia uma identidade, na vida profissional ou pessoal", completa a pedagoga Maria Estela Graciani.

Para revogar a determinação, a classe precisa aprovar nova grade curricular, mas a probabilidade, segundo o governo, é nula.

Montanaro descobriu o talento para o vôlei em escola estadual

Foi um professor, de uma escola estadual, que apresentou o vôlei a José Montanaro Júnior. O ex-craque da seleção brasileira - medalha de prata dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984 - cursava exatamente o terceiro ano do Ensino Médio. Tinha 17 anos, quando passou a reconhecer o valor do esporte. "Olha só no que deu. Minha vida mudou graças à Educação Física", afirma.

Apesar do talento nato, o atual diretor de vôlei do Santander pensou em resistir ao convite. "Naquela época, era considerado esporte de menina. Mas não deu, o professor me obrigou. Ainda bem. Nessa idade, praticar exercício é muito importante. Não sei como podem tirar da grade curricular. Está totalmente errado, demonstra a falta de cultura em relação até ao conteúdo da matéria, já que o esporte é apenas uma parte da Educação Física", diz.

Para o atleta, tirar a disciplina da escola é como deixar de ensinar Matemática ou Português e declarar total descaso ao profissional. "A Educação Física tem a ver com saúde, principalmente nesses tempos em que os jovens estão cada vez mais sedentários. É uma maneira de tirá-los de frente da televisão, da internet, de fazer com que se socializem e fujam do lazer estático."

Se levada adiante, a medida trará resultados negativos a longo prazo, segundo Montanaro. "Vai fazer falta, com certeza, principalmente nos grandes centros, onde a violência cresce entre os jovens. Se não dermos importância a isso na escola, ninguém dará. Exercícios físicos são as melhores ferramentas educacionais de convivência. Ensinam a saber ganhar, perder, treinar e conviver com a dor. Sem dúvida, é um erro gravíssimo."

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

05:35

Falecimento do Dr. Tubino


Com extremo pesar comunico o falecimento do Dr. Tubino. O sepultamento será
hoje, às 16h, na Capela 1 do Memorial do Carmo - Caju/Rj.


Breve Curriculo:

Possuia graduação em Educação Física pela Escola de Educaçâo Física do Exercito (1968) , graduação em Ciências Navais pela Escola Naval do Rio de Janeiro (1960) , especialização em Ensino Programado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1969) , mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1976) , doutorado em Educação Física pela Universite Libre de Bruxelles (1982) e doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988) . Atualmente é Presidente da Fédération Internationale d Education Physique, Conselho da Assoaciation Internationale Des Ecoles Superieures D` Education Physique, Menbro da Assoaciation Internationale Des Ecoles Superieures D` Education Physique, Membro da Comissão de Assessoria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Board Member da Inatrenational Council For Sport Science And Physical Education, Board Member da International Council Of Sport Pedagogy, da Prince Faissal Prize, Professor Titular da Universidade Castelo Branco, Professor visitante do Centro Universitário Augusto da Mota e Membro da Academia Brasileira de Ciências Sociais. Tem experiência na área de Educação Física. Atuando principalmente nos seguintes temas: Treinamento Desportivo, PERFORMANCE ESPORTIVA, ESPORTE PARTICIPATIVO.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

06:24

Especialistas destacam importância do esporte nas escolas

Em audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), nesta terça-feira (2), especialistas destacaram a importância do investimento em esporte nas escolas. A reunião foi realizada para debater o desempenho da delegação brasileira nas Olimpíadas de Pequim, realizadas em agosto passado, e as políticas públicas para o esporte olímpico.

O técnico da Seleção Brasileira Masculina de Voleibol, Bernardo Rezende - o Bernardinho -, destacou a importância do investimento e do incentivo da prática do esporte nas escolas. Para ele, ao praticarem esportes, os jovens aprendem várias lições, como por exemplo, o valor da disciplina como forma de alcançar objetivos.

- Em relação ao resultado [do Brasil nas Olimpíadas de Pequim], precisamos criar os nossos critérios de avaliação. Até que ponto o número de medalhas significa mudança na abrangência da prática de esportes no Brasil? Serão apenas os ouros que têm valor? Vamos nos tornar uma monocultura de fábrica de ouro? Não é por aí, queremos ampliar questões de cunho nacional - afirmou Bernardinho.

Na opinião do técnico, a audiência da CE serviu como um fórum de debate sobre essas questões. Ele considerou relevante o fato de que, entre os debatedores, é consenso que o esporte é um meio de transformação e tem que ser usado no processo mais importante, que é "o processo de educação dos nossos jovens". Após essa afirmação, o presidente da CE, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), pediu palmas para Bernardinho.

- O Brasil não dá certo porque não é um time. Ainda não conseguimos fazer do Brasil um time de duzentos milhões de pessoas com interesses diferentes, mas com um objetivo em comum: ganhar algumas copas, como a da educação - disse Cristovam.

A importância da educação física nas escolas também foi defendida, na audiência pública, pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman. Para ele, tudo tem que começar pela base.

- A educação física nas escolas deve ser exigida e fiscalizada para que possamos dar oportunidade às crianças deste país de mostrarem seu talento e, assim, seguirem em um processo de formação para o esporte - afirmou.

O senador João Pedro (PT-AM) questionou o presidente do COB sobre os critérios usados na distribuição de recursos para as confederações de esporte. Carlos Nuzman afirmou que os presidentes das confederações é que estabelecem os critérios, de acordo com as necessidades.



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