segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

12:28

Propostas metadológicas para o Esporte Escolar

As reflexões apontam para um nível de compreensão do esporte a partir da perspectiva histórico-crítica, onde a busca dos gestos esportivos performáticos não sejam o essencial na nossa ação educativa. Um elemento tão rico em significados, não deveria ser colocado em um plano tão reduzido.

No cotidiano das aulas de educação física, é perceptível uma prática reprodutora do esporte de rendimento que é vivenciado na mídia televisiva: esgota-se em cada aula para ser, na próxima, mais uma vez reproduzida, sempre com um fim si mesma. E é no sentido de superação dessa realidade, que se propõem alguns temas na intenção de subsidiar as aulas.

As propostas que serão apresentadas aqui, foram estabelecidas a partir de discussões com alguns colegas da área, em cursos que tive a oportunidade de ministrar e no cotidiano escolar:

Permitir a exploração de gestos e movimentos diversos na resolução de problemas apresentados pelo professor. 

Exemplo: 

1- O que é arremesso? 

2- Quais os tipos de arremessos que podem ser feitos? 

3- Existem outras formas de arremessar? 

4- Em que outras situações do cotidiano utilizamos o arremesso?;


Partindo do esporte já normatizado, perguntar: 

1- Todos podem fazer parte desse esporte? 

2- O que impossibilita a participação de todos? 

3 - Podemos mudar as regras?;

Dentro da perspectiva de que os alunos trazem consigo histórias próprias de movimentos esportivos, permitir que eles proponham a sua forma de utilização;

Abordar os fenômenos esportivos e as questões mais amplas que envolvem o esporte, tais como: a violência das torcidas organizadas, o papel dessas torcidas no espetáculo esportivo, a "charanga", as músicas cantadas, os subornos, o doping , a discriminação racial entre outros em forma de seminários, envolvendo toda a escola;

Abordar as mudanças que o esporte sofreu ao longo do tempo. Se possível, vivenciar essas mudanças;

Experimentar a vivência de diferentes materiais em atividades semelhantes, observando e discutindo as dificuldades sentidas pelo grupo;

Elaborar seminários, através de pesquisas sobre diversos temas relativos ao esporte;

Desenvolver painéis alusivos ao tema que estiver sendo trabalhado em aula, espalhando pela escola;

Desenvolver olimpíadas inter-salas e/ou escolares onde os alunos participem na estruturação das mesmas, inclusive nas modificações das regras dos jogos onde a tônica deverá ser a participação de todos.

Fonte

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

05:16

A luta nas aulas de Educação Física Escolar

Tenho quase certeza de que o assunto a ser trabalhado neste texto é bastante estranho para muitas pessoas. Isso porque as lutas raramente são trabalhadas no contexto escolar. Sob um olhar mais próximo ao senso comum, as lutas costumam ser sinônimos de brigas e de derramamento de sangue. A intenção deste texto é desmistificar essa ideia e mostrar de que modo a luta se constitui como uma prática de atividade física interessante para a escola.

É importante dizer que as lutas são um conteúdo oficial da disciplina de Educação Física, apresentado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais. Esse documento não apenas mostra as lutas como um conteúdo a ser trabalhado, como também aponta alguns caminhos para que o professor leve essa proposta ao aluno.

Entretanto, existem alguns argumentos que impedem que o professor incite essa prática. O primeiro deles é a falta de vivência da maioria dos professores com as lutas, ou seja, são poucos os que já lutaram antes; o segundo é a preocupação com a violência que se imagina que as lutas possam gerar. Uma coisa que alunos e professores precisam tomar consciência, é que o professor não precisa saber fazer para saber ensinar. Existem meios para que o professor possa trabalhar as lutas com os alunos sem tê-las praticado antes.

É disso que falaremos agora: em primeiro lugar, é interessante citar alguns tipos de lutas: judô, sumô, caratê, greco-romana, jiu-jitsu e capoeira. É claro que existem outras lutas que não estão listadas aqui, mas optei por restringir a lista apenas com o intuito de exemplificar. Para o olhar mais leigo, como já disse, todas parecem iguais, mas se analisarmos cada uma delas, perceberemos que elas têm objetivos diferentes. Enquanto algumas pretendem derrubar o adversário, outras procuram a imobilização e umas até o deslocamento do oponente de uma área delimitada. Ou seja, você pode perceber que nenhuma delas tem a violência como finalidade.

Você também pode pensar a violência como consequência do trabalho com as lutas, já que as crianças manteriam contato corporal intenso durante a prática. Será que isso é verdade? Alguns estudiosos da área, como Nascimento e Almeida em "A tematização das lutas na Educação Física escolar" afirmam que a violência pode sim se apresentar como consequência das lutas, mas também pode se apresentar durante a prática do futebol e do basquetebol, por exemplo. Tudo depende de como o professor conduzirá a aula. Por isso, violência não é desculpa para que as lutas não sejam trabalhadas na sua escola.

Ainda há uma pergunta a se fazer: como trabalhar os diferentes tipos de luta com os alunos, se o professor não sabe a técnica? Ora, há recursos pedagógicos que permitem que isso seja feito. A pesquisa teórica sobre os diferentes tipos de lutas pode fazer alunos e professor aprenderem as técnicas e objetivos das lutas; vídeos das diferentes lutas podem apresentar e demonstrar a prática da luta e, a partir dela, o professor pode trabalhar brincadeiras que se pareçam com a prática feita sob regras oficiais; por último, as discussões sobre a teoria, a prática e os materiais audiovisuais são fundamentais para o crescimento do aluno e para um retorno para o professor.

Portanto, deve-se pensar que um professor de Educação Física não sabe todas as regras e nem todos os movimentos fundamentais de todos os esportes. Isso parece óbvio, já que são muitos os conteúdos para trabalhar com os alunos, mas não é: como a maioria das aulas de Educação Física é ministrada a partir da prática, muitos conteúdos interessantes não são trabalhados com os alunos, porque o professor não sabe fazer. Por isso, não cobre que seu professor saiba fazer tudo: o que ele precisa é saber ensinar!

Autora: Paula Rondinelli

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

10:11

Importância da Educação Física nos Anos Iniciais

A totalidade do ser humano se diferencia no transcurso da evolução humana. A medida que se desenvolve o homem acentua suas predisposições e as influência do mundo circundante na estrutura holística do ser, e a Educação Física como participante deste processo tem como objetivo desenvolver e estimular o lado biológico do homem, suas aptidões corporais e sensoriais, concomitante com o lado emocional, oferecendo-lhe estímulos ao desenvolvimento em seu campo de ação (Padrão Referencial de Currículo, 1996).

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais de 1997 (PCNs), o trabalho de Educação Física nas séries iniciais do Ensino Fundamental é importante, pois possibilita aos alunos terem desde cedo, a oportunidade de desenvolver habilidades corporais e de participar de atividades culturais, como jogos, esportes, lutas, ginásticas e danças, com a finalidade de lazer, expressão de sentimentos, afetos e emoções.

A área de Educação Física fundamenta-se nas concepções de corpo e movimento. Isto é, a natureza do trabalho desenvolvido nesta área tem íntima relação com a compreensão que se tem desses dois conceitos.

A Educação Física nos anos iniciais, segundo a Legislação, tem recebido sempre uma acentuação global do desenvolvimento integral da criança. De acordo com Rosamilha (1979) no Edital nº20 de 04/04/61, da cidade do Rio de Janeiro, tomamos o conhecimento de que:

"A Educação Física nas escolas primárias terá por fim [ ...] promover, por meio de atividades físicas adequadas, o desenvolvimento integral da criança, permitindo que cada uma atinja o máximo de sua capacidade física e mental, contribuindo na formação de sua personalidade e integração no meio social, [...]" (p.74).

Assim, percebe-se que a Educação Física desde décadas atrás tem como objetivo possibilitar prazer funcional, com base fundamental no movimento. Ela deve oportunizar ao educando a multiplicidade de suas possibilidades cinéticas, ampliando seu mundo disponível. Entretanto, algo mais que todos os exercícios físicos, ela é educação, pois através da seleção e ordenamento das atividades o educador busca cumprir seus objetivos educacionais.

Esta afirmação continua tão atual que os PCNs de 1997 nos colocam também, que a prática da Educação física na escola poderá favorecer a autonomia dos alunos para monitorar as próprias atividades, regulando o esforço, traçando metas, conhecendo as potencialidades e limitações, sabendo distinguir situações de trabalho corporal que podem ser prejudiciais a sua saúde. A iniciação precoce, a performance e o imediatismo desconsideram a individualidade de cada aluno, único em suas potencialidades e limitações. Os movimentos são estereotipados, gerando conformismo pela ausência do exercício da crítica e do espaço da criação.

"Em oposição a uma Educação Física mantenedora do "status quo" propõe-se uma ação onde o homem seja o agente ativo da construção de sua história pela sua ação consciente" (Padrão Referencial de Currículo, p.67)

Fazendo-se necessário que os profissionais de Educação Física conheçam o corpo teórico que sustenta a visão da Ciência, a conceituação específica do seu campo de conhecimento e valorizem o saber popular como parte do pensar e do fazer da Ciência, visto que

"(...) as respostas que o homem dá aos problemas do mundo da vida, ou do mundo e suas práticas, são, ao menos, tão racionais e são teóricas, como as suas indignações sobre a natureza do mundo físico."(Padrão Referencial de Currículo, p. 102)

Propor ao aluno uma participação ativa no próprio aprendizado, a pesquisa em grupo, a experimentação e atividades que estimulem o questionamento e o raciocínio, contribuindo assim, no processo de resgate de uma Educação Física inserida no contexto escolar, como uma prática social, alicerçada na participação coletiva, que promova autonomia, criatividade e socialização, e não apenas como um componente, que desenvolve sua atividade fora da sala de aula.

A Educação Física permite que se vivencie diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais que seja vista como uma variada combinação de influências onde é presente na vida cotidiana. A partir das danças, dos esportes, dos jogos que compõem um vasto patrimônio cultural que deve ser valorizado, conhecido e desfrutado.

Retirei daqui

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

08:15

Curso de Psicomotricidade e Desenvolvimento Humano

Psicomotricidade e Desenvolvimento Humano

Este curso é direcionado aos profissionais de diversas áreas do conhecimento e estudantes que procuram atualização no assunto, que estão em busca de novos desafios e querem obter maior aprendizado sobre Psicomotricidade do Desenvolvimento Humano.

Conteúdo Programático do curso online Psicomotricidade e Desenvolvimento Humano


  • Introdução;
  • A Psicomotricidade e o Desenvolvimento Humano;
  • Conteúdo Epistemológico da Psicomotricidade;
  • Origem, conceitos e definições de Psicomotricidade;
  • Filogênese, Ontogênese e Retrogênese do ser humano;
  • História da Psicomotricidade;
  • Teorias e Movimentos da Psicomotricidade;
  • Vertentes da Psicomotricidade;
  • Psicomotricidade Terapêutica;
  • Psicomotricidade Relacional;
  • Educação Psicomotora;
  • Currículo em Movimento;
  • A Ação do Psicomotricista;
  • Atuação do Psicomotricista;
  • Clientela e Mercado de Trabalho;
  • Diagnóstico, intervenção e avaliação;
  • Investigação e função do psicomotricista;
  • Bateria Psicomotora e Atividades;
  • Educação Psicomotora - Currículo em Movimento;
  • Introdução ao Desenvolvimento Humano;
  • Etapas do Desenvolvimento Humano;
  • Perspectivas Teóricas do Desenvolvimento Humano: psicanalítica, aprendizagem, cognitiva, etiológica, contextual;
  • Concepção e Influência da Hereditariedade e do Ambiente no Desenvolvimento Humano;
  • Desenvolvimento Físico Inicial e da Primeira Infância;
  • Nascimento e Desenvolvimento Inicial;
  • Desenvolvimento Motor;
  • Testes de Avaliação do Desenvolvimento;
  • Desenvolvimento Cognitivo Inicial e da Primeira Infância;
  • Teoria Behaviorista: aprendizagem do bebê;
  • Teoria Piagetiana: Etapas cognitivas;
  • Abordagem Psicométrica: Testagem da inteligência;
  • Abordagem Filosófica: percepção e simbolismo;
  • Desenvolvimento da Linguagem nos Primeiros Anos de Vida;
  • Linguagem Falada;

Matricule-se

* Parceiro
  • Linguagem Não-verbal;
  • Linguagem Escrita, Alfabetização e Leitura;
  • Desenvolvimento Psicossocial nos Primeiros Anos de Vida;
  • Introdução;
  • Neuropsicologia das Emoções;
  • Independência e Interdependência nas Relações Humanas;
  • O Brincar na Construção do Desenvolvimento da Criança;
  • Introdução ao Desenvolvimento Humano na Segunda, Terceira Infância e Adolescência;
  • Desenvolvimento Humano na Segunda e Terceira Infância;
  • Desenvolvimento Físico: Crescimento e Mudanças Fisiológicas;
  • Desenvolvimento Cognitivo: memória, linguagem, inteligência, pensamento;
  • O Brincar na Segunda e Terceira Infância;
  • Desenvolvimento Psicossocial: Relações com o EU, o outro, o meio ambiente;
  • Desenvolvimento Humano na Adolescência;
  • Etapas da Transformação: a puberdade;
  • Fenômenos psicológicos, físicos e sociais da adolescência;
  • Aspectos da Maturação Cognitiva;
  • Aspectos Educacionais;
  • Sexualidade;
  • Introdução ao Desenvolvimento Humano na Fase Adulta Jovem e na Terceira Idade;
  • Desenvolvimento do Adulto Jovem;
  • Aspectos Físicos: funcionamento sensório e psicomotor;
  • Aspectos Cognitivos: Transição para o Pensamento Pós-formal;
  • Aspectos Psicossociais;
  • Inteligência Emocional;
  • Aspectos Educacionais da Vida Adulta;
  • Desenvolvimento na Terceira Idade;
  • Aspectos Físicos do Envelhecimento Humano;
  • Aspectos Psicossociais na Velhice;
  • Aspectos Cognitivos: Memória, Atenção e Motivação;
  • Educação na Terceira Idade.

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