segunda-feira, 30 de junho de 2014

05:27

O ensino do voleibol na Educação Fisica Escolar

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A educação física na escola é a disciplina que os alunos normalmente mais gostam, pois eles se sentem livre fora do ambiente de sala. Neste momento o professor pode propiciar além do aprendizado, descontração, interação, entre outros. Porém deve estar atento aos valores, para que todos aprendam a ter o espírito da cooperação, no qual um ajude o outro incentivando a cada vez mais melhorar o desempenho da equipe, pois o voleibol é um esporte com grande potencial para desenvolver a socialização e espírito coletivo em seus praticantes. O contato direto com o adversário não existe, o que permite a interação entre as pessoas de diferentes faixas etárias na mesma equipe.

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O ensino do voleibol tem seus desafios por suas características de precisão e movimentação, pois ao receber a bola tem que haver uma resposta eficiente e tática. O objetivo do jogo é fazer com que a bola caia na quadra adversária, através de toque com as mãos por cima da rede. Com o saque a bola é colocada em jogo, cada equipe pode dar três toques, para não deixar a bola tocar seu próprio chão. O jogador não pode dar dois toques consecutivos, com exceção se estiver no bloqueio (BIZZOCHI, 2000). O esporte faz parte da história da humanidade desde os jogos olímpicos da antiguidade que tiveram início na Grécia. No entanto, muitos avanços são verificados ao analisar as competições atuais em que as mais diversas modalidades são prestigiadas pelo nível de performance dos atletas que influenciam as pessoas, independente da fase da vida, a buscar a prática esportiva. As aulas de educação física escolar possibilitam a iniciação ao esporte durante a infância e adolescência, inclusive a participação nos jogos escolares nos quais se observa a presença de competitividade.

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   Para a educação física e para seus profissionais, o desenvolvimento e o sucesso com o voleibol, dependem do comprometimento e da qualidade da sua prática pedagógica, que devem reconhecer a importância do jogo como um veículo para o desenvolvimento social, emocional e intelectual dos alunos.

    O professor tem a responsabilidade no aprendizado do aluno, devendo atuar como mediador, mostrando a real diferença entre os jogos competitivos e cooperativos, para saber qual o momento certo de aplicá-los. Os professores têm experiências variadas com os jogos competitivos, aliados no desenvolvimento dos indivíduos, favorecendo e melhorando suas potencialidades, porém poucos procuram uma alternativa com os jogos cooperativos que proporciona o bem estar, prazer e qualidade de vida. É preciso divulgar e estabelecer as regras visando o aprendizado.

Fonte

segunda-feira, 23 de junho de 2014

05:04

Artigo: O papel do professor diante da indisciplina na Educação Infantil

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O conceito de indisciplina apresenta uma complexidade que precisa ser considerada. Um entendimento suficientemente amplo do conceito de indisciplina escolar, precisa integrar diversos aspectos. É preciso, por exemplo, superar a noção arcaica de indisciplina como algo restrito à dimensão comportamental. Ainda, é necessário pensá-la em consonância com o momento histórico desta virada de século.

Mas este modo de conceituação situa a indisciplina como uma disposição em relação a algum referencial. Assim, o conceito engloba um duplo movimento. Também do lado da escola pode ocorrer alguma incongruência em relação aos referenciais assumidos, de tal forma que também ela pode ser eventualmente considerada "indisciplinada".

É papel da escola, considerar o quadro concreto das condições e desenvolvimento dos alunos e de suas necessidades, bem como garantir as condições apropriadas ao processo de ensino-aprendizagem. Assim, as expectativas da escola, por exemplo, devem refletir não uma disposição autoritária elaborada por um determinado grupo responsável por processos decisórios na escola, mas uma orientação de base consensual que reflita a contribuição de toda a comunidade ligada à escola, e não apenas dos profissionais da educação que nela atuam.

Em tempos modernos, certos princípios estão em pauta gerando preocupação sobre a ação docente perante os valores que devem ser construídos no processo educativo. Destacamos em especial a indisciplina na Educação Infantil e como o professor está lidando com a falta de limites em sala de aula. Para Rheta De Vries e Betty Zan, "o ambiente sócio-moral é toda a rede de relações inter-pessoais em uma sala de aula. Essas relações permeiam todos os aspectos das experiências da criança na escola". (1998, p.11).

Dar limites às crianças na Educação Infantil é iniciar o processo de compreensão e apreensão do outro, ninguém pode respeitar seus semelhantes se não aprender quais são os seus limites, e isso inclui compreender que nem sempre se pode fazer tudo que se deseja na vida, começando então a combater a indisciplina. O professor nas aulas de Educação Infantil constrói conhecimentos, firma habilidades, estrutura significações, desperta potencialidades assim também estabelecendo limites.

Nos dias atuais o que observamos é que nossas crianças se apresentam hiperativas, com linguagem agressiva, rebeldes, sem educação e indisciplinadas. Os professores de hoje se sentem preocupados com essa realidade, pois estes fatores terminam influenciando no processo ensino-aprendizagem e até mesmo na formação cidadã dos alunos.

2 Justificativa

Podemos afirmar que o papel do adulto frente ao desenvolvimento infantil dentro da teoria sócio interacionista é de uma importância ímpar, pois permite que sejam proporcionadas experiências diversificadas e enriquecedoras, que venha desenvolver as suas capacidades cognitivas, despertando confiança em si, se sentir amado, respeitado. Porém tudo isso é um processo longo, que deve ser feito de forma contínua e dinâmica, daí a importância de se iniciar na infância.

Diante da problemática discutida até então e por dar ênfase nas reclamações de professores atuantes nesta modalidade de ensino sobre o comportamento de seus alunos, chegou-se ao seguinte problema: De que forma, nós docentes, podemos contribuir para amenizar a indisciplina na Educação Infantil de modo a favorecer um ambiente facilitador no processo ensino-aprendizagem?

A princípio percebe-se a indisciplina como um dos principais obstáculos enfrentados pelos professores de Educação Infantil, entretanto, há uma significativa persistência dos mesmos no sentido de amenizar o problema através da união de forças em pais e professores, mas que isso, é preciso buscar pontos de convergências desses esforços, dar a eles uma certa lógica no sentido de solucionar o problema.

Nesse contexto, a indisciplina na Educação Infantil faz-se necessária à discussão sobre qual o papel do professor no sentido de compreender o seu objeto de estudo que é de formular uma metodologia que venha reduzir a indisciplina na Educação Infantil, possibilitando assim melhoria no processo educacional.

Outro aspecto a ser considerado são as colocações de apelidos pejorativos nas crianças: agressivo, burro, dengoso, maluco, traquino, etc. É necessário que os profissionais dos Centros de Educação Infantil tenham o compromisso ético ao dar limites à criança não a exponha em situações ridículas e nem constrangedoras.

Não podemos deixar de citar outro aspecto referente às preferências, o profissional deve tratar todos com igualdade, portanto, não tecer elogios e fazer comparações entre as crianças, para que não se sintam rejeitadas, todas, sem exceções, devem receber o mesmo tratamento. Diante disso, se faz necessário que todos profissionais de Educação Infantil ofereça às crianças um ensino de qualidade tendo como base os direitos conquistados e dedicados às crianças e às famílias.

Entendemos que a Educação Infantil é a salvação, a nossa esperança, portanto, uma educação que forme homens para transformá-los em agentes da sua história, cidadãos de bom caráter, e futuramente profissionais humanitários, líderes capazes de defender a comunidade.

A pesquisa caracteriza-se por um estudo do caso descritivo, explicativo, bibliográfico e ex post facto (cf Taxionomia de Vergadura, 2003). Descritivo porque visa descrever a indisciplina na Educação Infantil; explicativo porque busca um método eficaz para amenizar a indisciplina da mesma; bibliográfica, face à necessidade de se recorrer a uma vasta literatura, livros, revistas, hipertextos, entre outros, para elaboração do marco teórico do trabalho.

Os sujeitos envolvidos na pesquisa são professores, pai e alunos que participam ativamente do processo ensino-aprendizagem. As ações implementadas constituem-se de grande relevância porque permitem expandir a reflexão como as interações de idéias, esforços coletivos entre todos os segmentos citados, podem ser úteis no sentido de buscar soluções alternativas que permitem amenizar este problema.

3 Uma análise da literatura contemporânea sobre a indisciplina na Educação infantil

3.1 História da Educação Infantil

No Brasil, o surgimento das creches foi um pouco diferente do restante do mundo. Enquanto no mundo a creche servia para as mulheres terem condição de trabalhar nas indústrias, no Brasil, as creches populares serviam para atender não somente os filhos das mães que trabalhavam na indústria, mas também os filhos das empregadas domésticas. As creches populares atendiam somente o que se referia à alimentação, higiene e segurança física. Eram chamadas de Casa dos Expostos ou Roda.

Em 1919 foi criado o Departamento da Criança no Brasil, cuja responsabilidade caberia ao Estado, mas foi mantido na realidade por doações, que possuía diferentes tarefas: realizar histórico sobre a situação da proteção a infância no Brasil; fomentar iniciativas de amparo à criança e à mulher grávida pobre; publicar boletins, divulgar conhecimentos; promover congressos; concorrer para a aplicação das leis de amparo à criança; uniformizar as estatísticas brasileiras sobre mortalidade infantil.

Da década de 60 e meados de 70, tem-se um período de inovação de políticas sociais nas áreas de educação, saúde, assistência social, previdência etc. Na educação, o nível básico é obrigatório e gratuito, o que consta a Constituição. Há a extensão obrigatória para oito anos esse nível, em 1971. Neste mesmo ano, alei 5692/71 traz o princípio de municipalização do ensino fundamental. Contudo, na prática, muitos municípios carentes começaram esse processo sem ajuda do Estado e da União.

As carências culturais existem porque as famílias pobres não conseguem oferecer condições, para um bom desenvolvimento escolar o que faz com que seus filhos repitam o ano. Faltam-lhes requisitos básicos que não foram transmitidos por seu meio social e que seriam necessários para garantir seu sucesso escolar. E a pré-escola irá suprir essas carências. Contudo, essas pré-escolas não possuíam um caráter formal; não havia contratação de professores qualificados e remuneração digna para a construção de um trabalho pedagógico sério.

Nos anos 80, os problemas referentes à educação pré-escolar são: ausência de uma política global e integrada; a falta de coordenação entre programas educacionais e de saúde; predominância do enfoque preparatório para o primeiro grau; insuficiência de docente qualificado, escassez de programas inovadores e falta da participação familiar e da sociedade.Através de congressos, da ANPEd e da Constituição de 88, a educação pré-escolar é vista como necessária e de direito de todos, além de ser dever do Estado e deverá ser integrada ao sistema de ensino (tanto creches como escolas). A partir daí, tanto a creche quanto a pré-escola são incluídas na política educacional, seguindo uma concepção pedagógica, complementando a ação familiar, e não mais assistencialista, passando a ser um dever do Estado e direito da criança.

Com a Constituição de 88 tem-se a construção de um regime de cooperação entre estados e municípios, nos serviços de saúde e educação de primeiro grau. Há a reafirmação da gratuidade do ensino público em todos os níveis, além de reafirmar serem a creche e a pré-escola um direito da criança de zero a seis anos, a ser garantido como parte do sistema de ensino básico. Neste período, o país passa por um período muito difícil, pois aumentam-se as demandas sociais e diminuem-se os gastos públicos e privados com o social. O objetivo dessa redução é o encaminhamento de dinheiro público para programas e público-alvo específico.

Com a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, lei 8069/90, os municípios são responsáveis pela infância e adolescência, criando as diretrizes municipais de atendimento aos direitos da criança e do adolescente e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, criando o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Conselho Tutelas dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Nos anos 90, o Estado brasileiro vê na privatização das empresas estatais o caminho para resolver seu problema de déficit público, não tentando resolver com um projeto mais amplo de ampliação industrial. Com essa situação, na educação tem-se aumentado a instituição de programas de tipo compensatório, dirigido para as classes carentes. Esse programa requer implementação do sistema de parceria com outras instituições, já que o Estado está se retirando de suas funções.

Concluindo, a educação infantil é muito nova, sendo aplicada realmente no Brasil a partir dos anos 30, quando surge a necessidade de formar mão-de-obra qualificada para a industrialização do país. E a educação infantil pública é muito ineficiente devido à politicagem existente no governo brasileiro, que está favorecendo a privatização da educação, como a de outros setores também.

3.2 Indisciplina na Educação Infantil

Naturalmente, o professor não deve permitir que somente as crianças participem do processo de estabelecimento de regras, mas sim discutir o que é o estabelecimento de regras, oferecem idéias de como criá-las, fixa-las por escrito na sala de aula e envolve-las no cumprimentos destas.

É importante que os professores adotem um padrão básico de atitudes perante as indisciplinas mais comuns, como se todos vestissem o mesmo uniforme comportamental. Tal ideal protege a individualidade do professor. Quando um aluno ultrapassa os limites, não está simplesmente desrespeitando um professor em particular, mas as normas da escola. Portanto faz necessário o professor ter a mentalidade aberta e acompanhar o processo de construção do conhecimento, agindo como agente entre objetos do saber e a aprendizagem, ser para o aluno seu decifrador de códigos e receptor de suas muitas linguagens. Para Ferreira Júnior (2006), a autoridade é tudo que faz com que as pessoas obedeçam, sem buscar a imposição e sim no diálogo; e o autoritarismo é uma autoridade sem limite, e com exagero, que torna outro passivo ou submisso às regras.

Diante da confusão em relação aos conceitos mencionados, os pais optam por não colocar limites. Outros alegam que a geração de pais recebe outro tipo de modelo através da mídia e acaba sofrendo sua influência. Para essa abordagem liberal os pais estão sendo influenciados em modelos liberais e terminam por assumir um papel mais "moderno" de educar.

Sendo assim são corretos os seguintes ensinamentos do professor Içami Tiba (1996, p. 43):

Cabe aos pais delegar ao filho tarefas que ele já é capaz de cumprir. Essa é a medida certa do seu limite. É por isso que os pais nunca devem fazer tudo pelo filho, mas ajudá-lo somente até o exato ponto em que ele precisa, para que depois, realize sozinho suas tarefas. É assim que o filho adquire auto-confiança, pois está construindo sua auto-estima. O que ele aprendeu é uma conquista dele.

4 Fatores relacionados à causa da indisciplina na Educação Infantil

Continuando a discussão sobre a indisciplina na educação infantil e qual o papel do professor diante da mesma, podemos ressaltar a falta de acompanhamento dos pais no que diz respeito a limites e as normas estabelecidas pela escola e sociedade.

Segundo o livro "Escola seus conflitos: parceria com os pais", Tânia Zagury (2002, p.192) relata que:

Hoje, a punição é cada vez mais rara, tanto na escola como em casa. Os pais têm larga parcela de culpa no que diz respeito à indisciplina dentro da classe. É uma situação cada vez mais comum: eles trabalham muito e tem menos tempo para dedicar a educação das crianças. Sentir-se culpados pela omissão, evitam dizer não aos filhos e esperam que a escola assuma a função que deveria ser deles, a de passar para a criança os valores éticos e de comportamento básico.

Uma solução possível seria revitalizar a confiança da família no seu papel de formadora e trazê-la cada vez mais para dentro da instituição. Quando os pais passaram a se sentir inseguros e culpados por não estar tão próximo dos filhos, a escola tenta ocupar esse espaço; mas ela não tem condições de fazer bem as duas coisas. Os conteúdos estão mudando rapidamente. Ao levar os pais a participarem de encontros, palestras, reuniões e troca de experiências com outros pais, eles saem fortalecidos e sentem que não estão sozinhos nesta luta educacional e social.

A escola vem estruturada com uma série de regras diferentes da disciplina da família, e querendo enquadrar todos nesta mesma regra. A escola torna a disciplina como regra e não como objetivo educacional, como deveria. Pois como diz FREIRE (1998): "Disciplina pronta não existe, é preciso que todos os sujeitos envolvidos no processo educacional participem da construção do sistema de disciplina".

De acordo com a nossa realidade, o excesso de indisciplina na escola sugere que a instituição não está cumprindo seu papel como deveria. A indisciplina afeta a vida escolar porque perturba a relação pedagógica, impactando negativamente o aprendizado dos alunos.

4.1 Ausência dos pais no desenvolvimento

A ausência paterna principalmente no período de dois a cinco anos, traz conseqüências graves, pois é nesta fase que a criança identifica-se com o pais, e quando há uma falta de acompanhamento, todo o princípio educacional desta criança estará comprometido psicologicamente.

4.2 Nível cultural dos pais no desenvolvimento

O nível cultural dos pais também influencia a criança, pois ela sempre quer imitá-los. Tal imitação depende muito do nível em que ela vive. Havendo uma imitação negativa, por exemplo, falar errado ou expressa-se de forma diferente, trará como conseqüência o processo de construção da identidade e consequentemente na formação da personalidade do indivíduo no ambiente social que está inserido. Paro (1973) diz: "A criança é considerada indisciplinada quando apresenta privação cultural. Quando não freqüenta pré-escola como prevenção dos problemas infantis. Seria, portanto, aquela criança sem orientação, que fica o dia todo, na rua sem fazer absolutamente nada".

Apoiaremos na educação construtiva, onde o ambiente sócio-moral deve ser cultivado e o respeito continuamente praticado. Isso porque o ambiente sócio-moral é toda a rede de relações inter-pessoais em sala de aula. Essas relações permeiam todos os aspectos das experiências da criança na escola.

O termo ambiente sócio-moral sugere as relações das crianças com seus professores ou familiares e entre elas mesmas, tendo assim um impacto sobre experiências e seu desenvolvimento social moral dependem da ação dos adultos, dos pais e dos professores.

5 Uma proposta metodológica de superação da indisciplina na educação infantil

Metodologia é um campo que procura descrever, pesquisar e justificar os melhores métodos e técnicas de determinada área. Sendo assim, cada área tem a sua metodologia específica. A palavra "Metodologia de Ensino" está voltada para a área de ensino e procura descrever os melhores métodos e técnicas para que o ensino-aprendizagem possam serem desenvolvidos com maior qualidade e motivação.

Os métodos podem ser aplicados a todas as áreas tendo conceitos específicos para as diversas ciências em particular. Já as técnicas estão relacionadas sempre com a prática, ação em que o objetivo é a compreensão do ensino.

Com a intenção de buscar um espaço de reflexão que possibilite um avanço de conhecimento e um aprofundamento de investigações sobre a Educação Infantil, temos que ressaltar sempre, as desigualdades entre as crianças, o seu contexto de vida etc.

Conhecer as teorias e metodologias da Educação Infantil não é um fator isolado. Ela faz presente de um processo que se caracteriza fundamentalmente pela sua pessoalidade. Cada criança faz a sua própria construção, mas em constante troca com o outro, com o mundo em que vive com todo o contexto sócio-cultural que o cerca.

Este artigo procura apresentar a construção de conhecimento que se refere ao ensino na Educação Infantil através de reflexão de criticada prática e de avaliação, ressaltando a importância do vínculo específico professor-aluno, no processo da aprendizagem, que compreende o aprender, o ensinar, o conhecer e o ouvir, através de uma pedagogia onde se exerce o desejo e a decisão.

 Segue algumas propostas metodológicas para redução indisciplinar na modalidade de educação infantil:

1 - Estabeleça regras claras

2 - Faça com que seus alunos as compreendam

3 - Determine uma sanção para a quebra das mesmas

4 - Determine uma recompensa para seu cumprimento

5 - Estabeleça estratégias em conjunto com a equipe

6 - Respeite seus alunos

7 - Ouça-os

8 - Responda ao que lhe for perguntado com educação e paciência

9 - Elogie boas condutas

10-Seja claro e objetivo em suas intervenções

11-Deixe claro que o que é errado é o comportamento, não o aluno

12-Seja coerente em suas expectativas

13-Reconheça os sentimentos de seus alunos e respeite-os

14-Não lhes diga o que fazer; permita que cheguem às suas próprias conclusões

15-Não descarregue a sua metralhadora de mágoas em cima deles

16-Encoraje sempre

17-Acredite no potencial de cada um e no seu

18-Trabalhe crenças negativas transformando-as em positivas

19-Seja afetuoso(a)

Por fim apresentamos sugestões metodológicas baseadas na concepção de FROEBEL, pois segundo o educador e fundador dos jardins de infância (1782 – 1852), a infância é a fase mais importante e decisiva na formação de pessoas e comparava-as a uma planta em sua fase de formação, exigindo cuidados periódicos para que cresça de maneira saudável. As técnicas utilizadas até hoje em Educação Infantil devem muito a Froebel, onde para ele as brincadeiras são os primeiros recursos no caminho da aprendizagem minimizando a indisciplina.

É no período pré-escolar, que as crianças têm a oportunidade de trabalhar com conteúdos adequados para sua idade, sendo manipulados de forma correta para serem absorvidas por elas, trabalhar com atividades lúdicas, de forma com que esta contribua com o seu desenvolvimento, auxiliando com a construção do conhecimento, e assim, na formação da criança, pois, já se sabe que a criança não aprende apenas com atividades formais e sistematizadas, mas com atividades que priorizam o desenvolvimento social, cultural, psíquico, motor-sensorial e cognitivo.

5.1 Reflexão sobre a prática

A reflexão do educador infantil referente à escola, as crianças e a sua prática é fundamental para o aperfeiçoamento e, principalmente, a conscientização a respeito da importância deste artigo.

Visando sempre a análise, sugerem-se algumas mudanças e/ou passos a serem adotados em um processo de reflexão do trabalho deste educador e a sua convivência com a criança. Além disto, mostra-se a importância que nem sempre os métodos adotados são eficientes para que a criança possa assimilar e com isto, acontecer a aprendizagem, buscando um caminho para que se possa atingir o objetivo da educação.

O educador, por causa disto, às vezes, tem que modificar esses métodos no momento certo, instigando a  curiosidade de diversas formas, redefinir uma ação pedagógica que possa alcançar o desenvolvimento da criança, sendo sempre coerente ao "mundo" em que esta criança convive.

Devemos sempre incentivar a criança, para que os objetivos possam ser sempre alcançados e acima de tudo, termos um conhecimento claro das mesmas. Se ocorrerem estes aspectos, estaremos cada vez mais próximos das crianças, acompanhando-as o ato da aprendizagem e da construção constante do seu conhecimento.

6 Considerações finais

Com a concepção de educação infantil, as creches e pré-escolas passam a ser também um espaço de educação. A mesma atende uma clientela especial: crianças pobres, geralmente com comportamento indisciplinado e que por isso precisa de professores com competência adequada para lhe dar com suas características peculiares.

Esses professores que não devem usar sua autoridade em forma de autoritarismo, e sim como forma de controle para disciplinar, pois a criança não se educa sozinha. Além disso, deve-se primar por um planejamento adequado à turma.

Dessa maneira se exigirá do educador o conhecimento das reações das crianças, percebendo suas tentativas, limites e possibilidades, planejando a ação pedagógica a partir dessas observações e reflexões.

Concebemos a aprendizagem como resultado de uma construção pessoal e coletiva, que resulta em compreender, manipular e reconstruir os objetos do mundo físico e social que cercam as curiosidades e as relações que as crianças estabelecem entre si.

Para tanto, a tarefa educativa precisa ser considerada um processo que necessita ser amplamente documentado e analisado. Isto porque, neste processo cada sujeito tem um percurso pessoal e independente, e seu acompanhamento é a única forma de não valorizar apenas o produto final.

E, finalmente, não existe como o trabalho do educador não esteja inserido dialeticamente na prática e na teoria, e sempre, em busca constante de reformulação e construção de seu próprio pensar e fazer, para que aconteça a aprendizagem, vinculada necessariamente às experiências e vivências das crianças.

Bibliografia

BRASIL, Leio. 9394/96. Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Setembro 1996. Editora do Brasil.

DE VRIES, Rheta &' ZAN, Betty. A Ética  na Educação Infantil: O Ambiente Sócio Moral na  Escola. Porto Alegre, RS. 1998.

PARO, Vitor Henrique. Qualidade do ensino: a contribuição dos pais. S.1: Ed. Xamã, 2000.

TIBA, I. Disciplina, Limite na Medida Certa.  38ª Ed. São Paulo: Gente 1996.

VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2000. 92 p.

ZAGURY, Tânia. Escola sem conflito: Parceria com os pais. Rio de Janeiro-RJ, Record, 2002.

AUTOR:

BARROSO, Jorge Eduardo Maia

Instituto de Ensino Superior Franciscano – IESF

segunda-feira, 16 de junho de 2014

05:53

10 dicas para plano de aula com tema de Copa do Mundo

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A Copa do Mundo como tema pedagógico deve ser encarada para além da competição... Não deve-se perder os objetivos estabelecidos nos planejamentos, mobilizando reflexões, encaminhamentos e intervenções necessárias.

Abaixo 10 dicas de como desenvolver um trabalho pedagógico com o tema COPA DO MUNDO:

1. Criar jogos cooperativos entre os grupos da escola: tão necessários para refletir sobre solidariedade, num jogo em que todos ganham com a cooperação mútua.

2. Criar novas regras para o esporte a ser desenvolvido na escola, com mais ou menos alunos e adaptados para atender todos os alunos, considerando as questões da educação inclusiva.

3. Promover o futebol como cultura de Paz, desenvolvendo condições de combater a violência e valorizar sentimentos de harmonia e respeito.

4. Refletir sobre a violência nos estádios de futebol, violência doméstica e violência escolar, defendendo a liberdade de expressão e explorando as formas dialógicas de interação.

5. Pesquisar informações sobre a Copa do Mundo: questões históricas, midiáticas e raciais, desenvolvendo o espírito investigativo.

6. Trabalhar sentimentos e emoções: paixão, empolgação, expectativa, frustração.

7. Trabalhar valores como o multiculturalismo, a convivência e a paz, ressignificando conceitos.

8. Analisar a realidade local antes e depois desse evento e as mudanças na vida dos alunos.

9. Ampliar as brincadeiras com bolas de diversos tamanhos, com ou sem regras, onde sentimentos, criatividade e o lúdico sejam respeitados, de modo ainda a privilegiar as manifestações corporais.

10. E por último, discutir sobre a importância da Copa ser realizada no nosso país, as vantagens e desvantagens que o acontecimento poderá trazer para todos os brasileiros.

Fonte

segunda-feira, 9 de junho de 2014

05:14

A postura do professor como influência nos alunos

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Um professor,  pode ter a crença que é importante incrementar o conteúdo de determinada disciplina por valores de saúde, respeito, conhecimento, paz, liberdade e responsabilidade social crítica face ao mundo competitivo que se vive. Na sua prática educativa ensina valores com base de concepção de mundo, de pessoa, de trabalho e respeito ao próximo. No entanto, percebe que os alunos e, até mesmo colegas, julgam insignificante tal atitude de ensinar valores, além do conteúdo da disciplina. Ante a este dilema, algumas vezes predomina, com mais força, um tipo de crença: ora do professor e outras dos alunos ou colegas, ou ainda, entre os valores percebidos, transmitidos, vividos e idealizados.

Vygotsky muda o foco da analise psicológica: não é o que o individuo é, a priori, que explica seus modos de se relacionar com os outros, mas são as relações sociais nas quais ele está envolvido que podem explicar seus modos de ser, de agir, de pensar, de relacionar-se. De fato, o individuo se desenvolve naquilo que ele é através daquilo que ele produz para os outros. Este processo de formação do individuo (...). Na sua esfera particular, privada, os seres humanos retêm a função da interação social (Vygotsky,1981,pp.162,164).

Podemos notar através desta passagem o quanto o professor pode interagir e intervir no mundo infantil. Após ter adotado uma postura ética o professor passa a projetar estes mesmos valores para seus alunos que acabam assim por apoderar-se  deles e transformando a realidade em que vivem. Muitos seriam os sentimentos criados por um professor que possui tal postura perante seus alunos como : Afeto, felicidade ,respeito,entre vários outros. A seguir veremos mais detalhadamente quais seriam estas mudanças ocorridas nos alunos em cada um dos sentimentos citados anteriormente.

Existe uma grande divergência quanto à conceituação dos fenômenos afetivos. Na literatura encontra-se, eventualmente, a utilização dos termos afeto, emoção e sentimento, aparentemente como sinônimos. Entretanto, na maioria das vezes, o termo emoção encontra-se relacionado ao componente biológico do comportamento humano, referindo-se a uma agitação, uma reação de ordem física. Já a afetividade é utilizada com uma significação mais ampla, referindo-se às vivências dos indivíduos e às formas de expressão mais complexas e essencialmente humanas.

Os aspectos afetivos e cognitivos reagiriam, portanto, a estímulos do meio externo e interno. Está claro para nós entendermos como afeta o fato um professor chegar  à  sala de aula estimulado, feliz , carinhoso com seu alunos, se a parte afetiva é tão estimulada pelo meio exterior no caso o professor .  É  preciso trazer a vontade de lecionar para junto de seus alunos , conseguindo assim conquistar seus corações estimulando-os cada vez mais para uma aprendizagem eficaz. O professor novato deve ter consciência deste papel e saber como sua postura irá influenciar seus educandos, para cada vez mais aperfeiçoar-se nas questões éticas e até mesmo profissionais.

Um outro sentimento que acaba se tornando presente com estas intervenções pedagógicas seria a felicidade,  a felicidade é um momento só nosso mas ao mesmo tempo nos envolveríamos totalmente com o outro num dado momento tornando este momento tão inesquecível para algumas crianças que hoje em dia nem conhecem mais este tipo de sentimento. Segundo Aristóteles, para ser feliz o homem precisa de amigos virtuosos, esse seria o professor na vida da criança.

A  felicidade é todo empenho direcionado à busca da realização. Um fato que expressa bem esta afirmação é  ver uma criança de apenas 1 ano de idade , em uma turma de Berçário sentir a felicidade de dar os primeiros passinhos, conseguir comer a comida sozinha, entender o funcionamento do seu próprio corpo, a forma como ela tenta encontrar nossos olhos para ver a satisfação que sentimos com a realização pessoal dela e também não deixa de ser para nós também uma satisfação.  Também segundo Aristóteles, a conquista da felicidade é a realização definitiva de uma trajetória humana, mas, como a busca e a persistência perduram por toda a existência, a busca pela felicidade é diária, constante.  O nosso grande desafio é manter esta chama acesa em todos os educandos que passam ao longo do tempo por nós, mas, acredito que o principal seria conservar esta chama em nós mesmo professores assim seria mais fácil passarmos este sentimento aos nossos alunos. O autor  Anselm Grün nos deixa uma frase para refletirmos sobre o poder do sentimento felicidade: "Para quem sente alegria/ felicidade em seu íntimo as coisas correm com mais facilidade na vida. Sua vida ganha novo sabor"(Grün,2006,p.7).

Sabendo que estes sentimentos são tão importantes em nossa vida social devemos recordar também do respeito. É necessário ter respeito aos nossos educandos para que  estes também exerçam tal valor com nós.

Percebemos neste momento, que após termos todos estes valores incorporados em nossa postura humana ,profissional basta deixarmos  fluir para o meio que nos cerca para que todos que estão a nossa volta sejam atingidos, já que os estímulos são eficazes.

A Postura do professor x ambiente escolar

A escola está inserida no contexto de mundo a  compreensão do ambiente escolar considera, então, o mundo a partir das pessoas que organizam o espaço escolar.

Para haver ambiente favorável aos educadores, se faz necessário o cumprimento das normas estabelecidas pela escola, valorizando a profissão e incentivando o intercambio entre todo o corpo diretivo, docente e demais funcionários da escola. O trabalho faz parte da formação humana e para aprender a sobreviver neste mundo a  humanidade precisa de trabalhadores capazes de transformar a natureza para o próprio bem respeitando as dimensões bioéticas.

Assim, todos estão interligados, professor, funcionários da escola, toda a estrutura educacional, é inevitável que a postura fora da sala de aula do professor irá  afetar todo o entorno educacional.  Segundo Abbagnano,

Para grande parte do pensamento antigo e até Aristóteles, o diálogo não é somente uma das formas pelas quais se podem exprimir o discurso filosófico, mas a sua forma própria e privilegiada, porque esse discurso não é feito pelo filósofo a si mesmo, mas é um conversar, um discutir, um perguntar e responder entre pessoas associadas pelo interesse comum da pesquisa (Abbgnano,1982,p.257).

Bom,a escola é um ambiente de constante diálogo, onde todos nós devemos  debater as melhores formas de educar, e é neste momento que as idéias, os valores ganham destaque principal, da mesma forma como os alunos sofreram influência os demais colegas de educação também sofrerão. Não seria difícil até mesmo pensar que estes após perceberem as conquistas obtidas pelo professor como alunos mais sociáveis , que compreendem a matéria cm maior facilidade devido a atenção dada a ele, conquistas que facilitariam todo o processo de aprendizagem então  os outros colegas de profissão  também adotariam  esta postura mais positiva com valores éticos, pensem em mudar a sua postura perante os seus colegas e também seus alunos.

Fonte

segunda-feira, 2 de junho de 2014

17:54

Copa do mundo de futebol na aula de educação física

http://www.multitour.tur.br/wp-content/uploads/2014/05/Oportunidades-de-Neg%C3%B3cios-Para-a-Copa-do-Mundo-00-e1400952853940.jpg

Atualmente o Brasil está envolvido na organização dos dois maiores eventos esportivos da esfera mundial. Em 2014 o Brasil sediará a Copa do Mundo de Futebol e em 2016 será sede das Olimpíadas.

Os efeitos já são sentidos por toda a população, que acompanha pelos meios de comunicação as expectativas, projeções e os reais impactos desses eventos em nossa sociedade. Nosso país é conhecido como a "Pátria de Chuteiras" e o "País do Futebol", o que faz com que sejamos um dos favoritos ao título de campeão. Para além dos impactos sobre as diferentes áreas envolvidas nos grandes eventos como a economia, por exemplo, como podemos pensar a relação da Educação com a realização da Copa do Mundo de Futebol, mais especificamente, como a disciplina de Educação Física pode tratar disso em suas aulas?

Muito embora a escola seja espaço para o desenvolvimento humano e formação cidadã, não é raro encontrarmos quem ainda pense ser tarefa da escola e da Educação Física, incentivar o esporte de rendimento, revelando os nossos futuros campões no esporte. Em tempos de Copa do Mundo de Futebol, os holofotes viram-se para dentro da escola, em especial, para as aulas de Educação Física com essa preocupação. Será mesmo essa a função dessa disciplina?

O objetivo deste texto é abordar a Copa do Mundo de Futebol como um conhecimento que deve ser ensinado para os alunos durante as aulas de Educação Física. Para tanto, apresentaremos uma aula para 9º ano do Ensino Fundamental.

DESENVOLVIMENTO
Ainda que uma série de transformações tenha ocorrido na Educação Física, esta disciplina convive atualmente com alguns equívocos os quais interferem diretamente na definição de seu papel pedagógico no processo educativo.

Durante muito tempo (predominantemente no século XX) a Educação Física foi compreendida como área de atividade, sendo o esporte seu sinônimo. Pautava-se em atividades com fim nelas mesmas, ou seja, estas atividades não estabeleciam relação com os objetivos pretendidos pela educação. Nessa perspectiva, o esporte era praticado tendo em vista a melhora do rendimento físico individual, tomando como referência o esporte de rendimento e a maior preocupação estava na execução do movimento (técnicas).

Observamos então que a Educação Física identificou-se em nosso país, até a década de 1970, com a reprodução mecânica dos movimentos, tendo nesta prática uma inspiração tecnicista. Acreditava-se que o ser humano seria educado à medida que os seus movimentos fossem treinados. Este processo era garantido pela prática da ginástica e do esporte e estruturava-se na preparação, recuperação e manutenção da força de trabalho. O desempenho físico converteu-se em mais uma mercadoria a ser negociada no mercado capitalista. Prevalecia ainda a visão do corpo máquina, que atendendo aos comandos, realizava suas tarefas de forma mecânica, como se não houvesse nenhuma relação entre o movimento e o pensamento. (SALADINI, 2006)

Atualmente, compreendemos que essa disciplina é uma área de conhecimento e, como tal, apresenta conteúdos específicos a serem ensinados por meio de suas propostas metodológicas e avaliativas, tendo como objetivo geral a construção e compreensão da motricidade humana. Nessa concepção, todo o movimento é apresentado de uma forma sistematizada e organizada, ou seja, toda ação feita pelo homem __ entendida como uma ação pensada, refletida e intencional __ enquanto sistema de movimento é um fato cultural, uma das formas de expressão cultural. Essa maneira de se conceber o movimento como parte da organização cultural realizada pelo homem pode ser compreendida por meio de uma análise histórica que nos revela como o homem tornou-se corporalmente operativo. (FOGAÇA JR, 2009)

Podemos traduzir essa construção cultural do movimento humano pautado em ações motoras como: ações laborais, lúdicas, cotidianas e também esportivas. Tais ações indicam possibilidades de construção da cultura de movimento humano apontando a necessidade daqueles que também consideram as dimensões sociais, culturais, políticas, éticas, morais e afetivas, presentes no homem que interage e se movimenta como sujeito social.

E como área de conhecimento, a Educação Física deve possibilitar aos educandos a compreensão de sua realidade. Para tanto estrutura-se tendo em vista os conteúdos específicos da área. A compreensão destes conteúdos só será possível se pensarmos em um processo de ensino que permita ao sujeito compreender estes conhecimentos, relacionando-os com o contexto no qual vivemos. Com isto, torna-se explícito a necessidade de organização e sistematização destes saberes. Os Parâmetros Curriculares Nacionais para a Educação Física (1997), apontam cinco eixos ou blocos de conhecimento, sendo: esportes, jogos, ginásticas e atividades rítmicas e expressivas. Palma et al (2010), apresenta núcleos de conhecimento sendo: o movimento e a corporeidade, o movimento e os jogos, o movimento e os esportes, o movimento em expressão e ritmo e o movimento e a saúde. Sejam os documentos oficiais ou autores da área, vemos que a preocupação de organização e a apropriação de conhecimento por parte do alunado passa a ser o objetivo principal desta disciplina escolar.

O professor, ao fundamentar-se em uma pedagogia que objetiva a aprendizagem significativa, deve também organizar e sistematizar os conteúdos de sua disciplina para que ensino possa acontecer. Sem isso, ficaríamos a deriva na tarefa de educar, correndo o risco de nossa prática docente esvaziar-se de sentido e, consequentemente, distanciando-se do papel social da educação.

Todo conteúdo tem sua origem em nossa sociedade e precisa ser organizado dentro da escola. O mesmo acontece com as aulas de Educação Física que possui conhecimentos específicos a serem ensinados, neste caso a Copa do Mundo de Futebol. De acordo com o referencial apontado anteriormente (PALMA et al, 2010), este conhecimento é um dos elementos que compõem o núcleo de conhecimento "O movimento e os esportes", que segundo os autores deve tratar dos "aspectos socioculturais e biológicos do esporte, esporte e suas diferentes manifestações (tradicionais, olímpicos e não olímpicos, contemporâneos, de aventura ou radicais, as lutas e as relações com o esporte)". (p. 57)

Destacamos desse núcleo uma modalidade esportiva específica, o futebol. Em nosso país são vários os campeonatos que se organizam para que as equipes mostrem seu trabalho e disputem entre si os vários títulos. São campeonatos municipais, regionais e estaduais, além dos mais conhecidos como os de projeção nacional e internacional como é o caso da Copa do Mundo de Futebol. Observamos então que há uma sistematização do conteúdo que desejamos ensinar conforme apresentado no plano de aula que se segue. Destacamos que o plano de aula está a serviço do ensino e da aprendizagem e é composto por alguns elementos que se organizam em uma hierarquia a saber: núcleo, conteúdo, objetivo, estratégia e avaliação.

Plano de Aula¹

Série: 9º ano (Ensino Fundamental II)

Núcleo – O movimento e o esporte

Conteúdo – Campeonatos de Futebol

Objetivo – compreender a organização de campeonatos de futebol, relacionando-a com a Copa do Mundo de Futebol.

Estratégia (atividade) – Conversa inicial com os alunos a respeito das seguintes questões norteadoras: conhecem algum campeonato de futebol? Qual? Vocês têm alguma ideia de como são organizados? Por quais razões alguns campeonatos são mais importantes do que outros? Quem administra esses campeonatos? O que os clubes/equipes devem fazer para participarem? Posteriormente a turma deverá organizar-se em grupos os quais receberão materiais selecionados pelo professor, que mostrem como os campeonatos de futebol são organizados (municipal, estadual, nacional, internacional e Copa do Mundo de Futebol). Após a leitura e discussão do material, cada grupo apresentará aos demais a sua compreensão a respeito da organização do campeonato que ficou sob sua responsabilidade.

Ao final dessa aula destacaríamos a Copa do Mundo de Futebol e para o próximo encontro, considerando o objetivo apontado anteriormente, o professor poderia trazer as chaves de disputa e explicitar aos alunos como vão acontecendo as eliminações, até as disputas finais. Para prosseguirmos em outras aulas, analisaríamos com esses alunos quem foram os campeões das últimas Copas do Mundo, destacando outras questões, como por exemplo: o que mudou nesses países após sagrarem-se campeões do mundo de futebol? O que eles têm observado em nosso país sobre a Copa do Mundo de Futebol? Para quem ficam as despesas/lucros de eventos esportivos como esse? Quem tem acesso aos ingressos dos jogos? E outras perguntas que o professor e o grupo de alunos tenham como importantes e que possam auxiliar na compreensão do conteúdo que está sendo ensinado (Campeonatos de Futebol).

Avaliação – A primeira aula a respeito da Copa do Mundo e Futebol será um diagnóstico para que o professor possa conhecer o que os alunos sabem a respeito do conteúdo. Isso será feito à medida que os alunos forem respondendo aos questionamentos do professor e também forem elaborando suas ideias a respeito do texto que deverão ler e apresentar posteriormente para a turma. A partir daí o professor poderá dar prosseguimento em suas aulas, tendo em vista os conhecimentos apresentados pela turma.

Materiais – Textos sobre organização de campeonatos de futebol que poderão ser encontrados em livros, revistas e jornais, por exemplo.

Ao terminarmos o percurso de nosso texto, destacamos que nossa principal preocupação é mostrar que os esportes e suas modalidades, bem como os eventos esportivos devem ser tratados pela escola como um conhecimento que deve ser levado/oferecido aos nossos alunos para que compreendam tais manifestações, tendo em vista o cenário no qual vivemos. Não basta que em nossas aulas de Educação Física os alunos joguem futebol e, em algumas escolas, até organizem seus campeonatos no horário do intervalo. Quando se trata da disciplina de Educação Física é necessário que este professor tenha compromisso com a elucidação da realidade e, para isso, não nos interessa que os alunos repitam em nossas aulas as "peladas" que já fazem em outros momentos. Essa prática precisa estar revestida de um significado para o aluno que amplie sua compreensão a respeito do mundo, tornando-se um sujeito mais poderoso, pois conhece melhor a sua cultura. Nessa perspectiva, ensinar sobre o(s) esporte(s) também é um esforço para que nosso aluno compreenda melhor os determinantes históricos, políticos, sociais e econômicos, entre outros, e amplie seus conhecimentos enquanto cidadão.
Assim, a escola e a Educação Física contribuirão com uma população mais esclarecida a respeito de sua cultura, podendo transformá-la diante de suas reais necessidades.

Fonte

07:06

A atualização de professores de Educação Física Escolar

http://observatorio.esportes.mg.gov.br/wp-content/uploads/2014/05/300-340_amarelinha-II-300x180.jpg

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