terça-feira, 24 de março de 2015

05:02

Saiba quando um aluno pode ser liberado da Educação Física

http://veja.abril.com.br/assets/images/2012/3/72574/educacao-fisica-size-598.jpg?1332953076

A lei que tornou facultativa a disciplina preferida da maioria da garotada é de 1996. Mas ainda hoje nem todo mundo sabe que, apesar de todo colégio ser obrigado a oferecer aulas de Educação Física, nem todo aluno precisa assisti-las. Mas não basta uma dorzinha de barriga para liberar os mais preguiçosos da aula. As dispensas são mais comuns entre adultos, estudantes já empregados ou em casos de restrições de saúde.

Segundo a lei 9.394/96, as aulas de Educação Física são facultativas para alunos que cumpram uma jornada de trabalho de seis ou mais horas, tenham mais de 30 anos e prestem serviço militar ou estejam obrigados à prática física semelhante. Também entram nesse grupo adolescentes e crianças que tenham alguma condição de saúde que não permita a execução frequente de exercícios e estudantes grávidas ou que tenham filhos.

Contudo, quem opta por não participar das atividades físicas ainda tem obrigações no período: os dispensados devem receber outras tarefas para que seu desenvolvimento e sua avaliação no final do ano não sejam prejudicados.

Porém, os pontos positivos da participação nas aulas de educação física são diversos. O aumento da capacidade motora, de coordenação e a melhora do raciocínio rápido, usado no momento de fazer uma jogada mais complicada, por exemplo, são alguns dos fatores positivos. Fazer esportes não apresenta vantagens somente sob o ponto de vista físico. Ao participar de um time e entrar em contato com os colegas em um jogo, o aluno aprimora sua capacidade de se relacionar. Saber a hora de ouvir o outro e ceder a sua vez, ter aquele diálogo positivo. Para as pessoas que não têm esse convívio, fica mais difícil criar essa relação. A rapidez de pensar em estratégias de jogo melhora o pensamento lógico, que beneficia o aluno em outras áreas do ensino, como ciência e matemática.

quarta-feira, 18 de março de 2015

07:51

Exemplo de plano de aula com dança para Educação Infantil


http://colegiomarista.org.br/joaopauloii/arq/img/Imagem%20070.jpg

A dança é um recurso que pode ser muito bem-vindo na educação infantil. E procurando um plano de aula e uma forma para trabalha-la da melhor forma possível, vi esse plano de aula da Revista Escola que compartilharei com vocês:

Objetivo(s) 
  • Conhecer e valorizar as possibilidades expressivas do próprio corpo
  • Comunicar, através do movimento, emoções e estados afetivos
Conteúdo(s) 
  • Expressividade / Dança
Ano(s) 
Creche
Tempo estimado 
1 aula
Material necessário 
  • Pedaços de tecido leve (quadrados de 50x50 cm)
  • Aparelho de som

Espaço

Uma sala grande. Se não houver um espaço sem móveis, prepare a sala antes, afastando mesas e cadeiras, privilegiando o espaço central. A música é muito importante e a cada momento da atividade vamos apresentar uma sugestão.

 
Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução

Não há dúvida que as crianças pequenas adoram se movimentar. Elas vivem e demonstram seus estados afetivos com o corpo inteiro: se estão alegres, pulam, correm e brincam ruidosamente. Se estão tímidas ou tristes, encolhem-se e sua expressão corporal é reveladora do que sentem. Henri Wallon nos lembra que a criança pequena utiliza seus gestos e movimentos para apoiar seu pensamento, como se este se projetasse em suas posturas. O movimento é uma linguagem, que comunica estados, sensações, idéias: o corpo fala. Assim, é importante que na Educação Infantil o professor possa organizar situações e atividades em que as crianças possam conhecer e valorizar as possibilidades expressivas do próprio corpo.

As crianças e você também - devem estar descalças e usando roupas confortáveis!

Comece reunindo as crianças. A música pode ser alegre, como A Canoa Virou (Palavra Cantada, CD Cantigas de Roda). Sentados no chão numa grande roda, com as pernas estendidas, proponha que brinquem de massa de pés: todos devem chegar para a frente arrastando o bumbum até que os pés de todos se toquem. Os pés se agitam se acariciam, ora mais lentamente, ora mais rapidamente. Você pode enriquecer a brincadeira, sugerindo:

  • O meio da roda é uma piscina!
  • O meio da roda é uma grande gelatina!
  • O meio da roda é um tapete de grama!
2ª etapa 

Peça que todos se deitem no chão. Coloque uma música no aparelho de som. É importante que seja uma música alegre, que estimule as crianças a se movimentar, porém sem excitá-las demais. Sugestão: Loro (Egberto Gismonti, CD Circense).

Não se esqueça que, para as crianças pequenas, o entorno simbólico é muito importante para a atividade. Diga a eles que a sala vai se transformar numa grande floresta e todos serão habitantes dela...

Todos os bichos estão dormindo. Aos poucos, vão acordar.

Primeiro todos serão aranhas, que andarão com o apoio dos pés e das mãos no chão...

Depois se transformarão em minhocas, arrastando-se pelo chão com a lateral do corpo...

Logo serão cobras, arrastando-se pelo chão com o apoio da barriga...

Tatus-bola, que com um movimento de abrir e fechar sua casca percorrerão a floresta...

Leões, tigres, leopardos, de quatro patas pelo chão...

Coelhos que andam pelo espaço com pulos pequenos e cangurus que percorrem a floresta com pulos grandes e largos...

Passarinhos que batem suas asas bem pequeninas e águias que voam lá do alto com suas asas enormes e bem abertas...

3ª etapa 

Distribua para as crianças os pedaços de tecido coloridos, um para cada um. É importante que eles sejam leves e que produzam movimento ao serem agitados pelas crianças. Deixe que elas explorem a sala manipulando os pedaços de tecido. Sugira que as crianças pintem a sala com os tecidos, como se fossem pincéis. A sala toda tem que ficar pintada o chão, as paredes, o teto. Diga às crianças que nenhum pedaço da sala pode ficar sem pintar. Sugestão de música: Peixinhos do Mar (Milton Nascimento, CD Sentinela).

4ª etapa 

Sempre ao som de uma música (por exemplo Fome Come, da Palavra Cantada, CD Canções de Brincar), sugira uma brincadeira que as crianças adoram: peça que joguem os tecidos para cima e a os peguem, a cada vez, com uma parte diferente do corpo:

  • com a cabeça
  • com a barriga
  • com o braço
  • com o cotovelo
  • com os pés
  • com as costas
  • com o bumbum
  • com as palmas das mãos etc.
5ª etapa 

Para terminar, um gostoso relaxamento. Sugestão de música: Palhaço (Egberto Gismonti, CD Circense).

Organize as crianças em duplas e ofereça a elas uma bolinha de algodão ou mesmo um rolinho de pintura, como os usados nas atividades de Artes Visuais.
Enquanto uma criança fica deitada, a outra deve acariciar seu rosto e partes do seu corpo com o algodão ou o rolinho. Isso deve ser feito com suavidade e cuidado, e possibilita uma interação muito especial das crianças, que, assim, cuidam umas das outras após uma atividade movimentada.

Avaliação 

O recém-publicado documento Orientações Curriculares Expectativas de Aprendizagens e Orientações Didáticas para a Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo observa que a avaliação que mais deve interessar o professor não é aquela que compara diferentes crianças, mas a que compara uma criança com ela mesma, dentro de certo período de tempo. Assim, o professor tem na observação o melhor instrumento para avaliar a aprendizagem dos pequenos: eles participaram da atividade? Em qual momento se envolveram mais? O que foi mais desafiador para cada criança? E para o grupo? Essas e outras perguntas ajudam inclusive o professor a planejar as próximas atividades, mantendo ou modificando suas propostas dentro do campo de experiências do Movimento para as crianças.

* Imagem do Google Imagens


quinta-feira, 12 de março de 2015

05:41

O que ensinar na Educação Física Escolar?

http://marista.edu.br/piox/files/2010/07/ESPORTE006.jpg

O ano letivo já começou mas diante de mil concepções, idéias e formas milagrosas de ensinar na escola, nos deparamos com um dilema: o que ensinar nas aulas de Educação Física? Esporte, lazer aprendizado?

O primeiro ponto que não devemos nos esquecer é de que a Educação Física é uma área de conhecimento, está inserida no currículo escolar e, portanto, tem um objetivo pedagógico. Assim, entendendo a Educação Física como "disciplina", ela deverá possuir seus próprios objetivos, conteúdos, expectativas de aprendizagem e seu objetivo deverá ser o de estudar o  universo das manifestações culturais corporais.

Algumas pessoas afirmam  que as aulas de Educação Fisica devem priorizar a diversão e o lazer. Se a disciplina está inserida no currículo da escola, como citado anteriormente, não faz sentido essa afirmativa. Existem outros locais onde as crianças podem freqüentar com  o unico objetivo de diversão e certamente a escola não é este espaço. Lembremos que ao afirmar isso estamos negando o direito da criança a adquirir conhecimento.

Ao escolher uma manifestação corporal presente no cotidiano da comunidade,  para ser estudada nas aulas de Educação Física, estamos garantindo o respeito ao aluno, respeito a sua cultura, aos seus conhecimentos e uma aprendizagem significativa que faça sentido para a criança.

A Educação Física deveria garantir aos alunos o direito de conhecer mais profundamente os esportes, as danças, as lutas, as ginásticas, enfim, as práticas pertencentes ao universo corporal presentes em seu cotidiano. Garantir o direito a esses aprendizados é um dever do professor e da escola, respeitar esses conhecimentos também.

Mas como funciona isso na prática?  Como exemplo, cito a tematização de um esporte como o vôlei. A partir dos conhecimentos dos alunos a respeito desta manifestação podemos propor algumas atividades onde os alunos experimentem jogar de varias maneiras, adaptando os movimentos, o espaço, os materiais, incluindo as pessoas com deficiência. Outra ação didática seria mediar algumas atividades onde os alunos descubram  como o esporte surgiu, quem são os atletas, onde e por quem  é praticado, enfim, a criança deve entender que essas manifestações são culturalmente construídas e constantemente modificadas de acordo com alguns interesses.

É importante lembrar que respeitar os conhecimentos dos alunos não significa que devemos nos limitar a tematizar somente os que eles conhecem e vivenciam. Ao contrario disso, devemos proporcionar momentos onde esses conhecimentos sejam ampliados, trazendo para a escola tudo o que diz respeito a seu cotidiano e também outras formas de ver e pensar esses saberes que fazem parte do patrimônio cultural da sociedade.

A partir daí, saem de cena as aulas "treinamento", que exclui os não habilidosos, a descoberta de novos atletas, excluem os deficientes e outros que não se encaixam nessa pratica e entram em cena todos aqueles alunos que tem o direito de a vivenciar essas manifestações. Isso não significa que a Educação Fisica deva se transformar em aulas "ditas" teóricas, mas sim, a partir das práticas, uma aula onde a satisfação de aprender e participar estejam presentes através de atividades que levante questionamentos, aprofundem o conhecimento, ressignifiquem a pratica e ampliem as formas de ver, pensar e estar no mundo.

05:38

Plano de Aula: Atletismo na Educação Física Escolar

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Objetivo(s) 

- Conhecer alguns elementos do atletismo como modalidade esportiva olímpica.
- Refletir sobre a questão do gênero nas modalidades esportivas.

Conteúdo(s) 

- Conceituação do atletismo.
- Jogos e situações próximas às da modalidade oficial.
- Competições oficiais e as diferenças de gênero.

 

Ano(s) 
Tempo estimado 
Sete aulas.
Material necessário 

Cordas, garrafas PET com um pouco de água, giz, bambolês, cones, fita crepe, jornal, fita adesiva grossa, cabos de vassouras, caixas de papelão, barbante, cartolina ou papel pardo.

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Pergunte aos alunos o que eles conhecem sobre o atletismo. Em seguida passe um vídeo que mostre imagens de diversas provas, como esse e esse. Discuta o vídeo com os alunos, buscando construir um conceito sobre esse esporte. Deixe que se manifestem, complemente, corrija equívocos e responda às perguntas que surgirem. É importante ressaltar que a modalidade engloba diversas provas, a maioria individual. Agrupe-as para melhor entendimento dos alunos: corridas, saltos, arremessos e lançamentos, explicando que existem variações. As corridas, por exemplo, incluem as de velocidade de 100 e 200 metros, de revezamento, de obstáculos, com barreiras, maratona etc.

Escolha uma das provas em conjunto com os alunos ou faça uma sugestão, como a corrida de velocidade, que pode ser feita de uma extremidade à outra da quadra. Primeiramente, separe meninos e meninas explicando que nas modalidades de corridas oficiais essa é regra (esse será o único momento em que eles estarão separados). Depois, coloque-os para correr juntos, divididos em grupos mistos menores. Quem estiver esperando a vez fica responsável por marcar os tempos ou observar e anotar quem chega primeiro.

Em seguida, proponha um jogo no qual os estudantes são colocados em duplas. Cada dupla receberá uma folha de jornal que deverá ser levada ao colega parceiro - que se posicionará à sua frente, em sentido contrário ao dele e a uma distância que pode ser de uma lateral a outra da quadra (ou de uma linha de fundo a outra). A folha deve ser colocada em contato com o corpo, sem ser dobrada, ou segurada pelas mãos. Vence a dupla que conseguir fazer o trajeto primeiro. (neste caso, quem está com a folha leva para o parceiro, chegando ao lado oposto à sua posição inicial. O parceiro então, pega a folha e a leva para o outro lado, de onde saiu seu companheiro). A dupla que conseguir fazer essa troca de lugar levando a folha de jornal junto ao corpo andando rápido, mas sem correr, vencerá. Esse mesmo jogo poderá ser feito com mais estudantes, assim, a equipe que trocar de lugar primeiro, levando o jornal desse mesmo modo, vence o jogo.

Concluídas as duas atividades, organize uma roda de conversa e incentive todos a comentar as vivências, identificando o que foi aprendido e de que forma, ou a apresentar dúvidas. Fale sobre as diversas provas de corrida de velocidade e as características básicas delas: distâncias curtas, saídas baixas (com blocos de partida, para dar impulso) e velocidade como capacidade física fundamental. Incentive a discussão sobre a questão do gênero, sempre mostrando um olhar crítico, e incentive a superação de preconceitos. Comente sobre a corrida individual, por gênero e depois mista, perguntando como foi para os alunos essa vivência. Exponha as questões fisiológicas que permeiam as competições olímpicas que separam os atletas dessa forma.

2ª etapa 

Retome as atividades da aula passada, relembrando as características básicas das corridas de velocidade, e proponha a prática de um jogo - que deve ser comparado aos realizados anteriormente. Divida a turma em grupos mistos com aproximadamente oito integrantes cada. Se as equipes ficarem com o número desigual basta um aluno participar duas vezes. Organize-os em colunas distantes 2 metros uma das outras numa das laterais da quadra.

Um aluno do grupo fica do lado oposto da quadra e, ao seu sinal, sai em busca do colega que está no inicio da coluna à sua frente. Lá chegando, ele segura esse colega pela mão e os dois voltam para lado oposto da quadra. Os dois dão meia volta e buscam o próximo da fila, sem soltar as mãos. Ganha a equipe que se transferir mais rapidamente para o outro lado da quadra.

Terminado o jogo, reúna os estudantes num roda de conversa e peça que exponham suas reflexões sobre a prática e a construção do conhecimento acerca dela. Faça um comparativo com as características das corridas de velocidade e as de resistência, buscando levantar os elementos que caracterizam essa última: distâncias longas, saída alta (em pé) e resistência aeróbica como capacidade física principal.

3ª etapa 

Resgate as vivências realizadas nas aulas anteriores e, em seguida, pergunte o que as crianças sabem sobre o espaço onde ocorrem as competições de atletismo. Discuta o tema e proponha que todos juntos construam uma pista na quadra. Você pode propor a utilização de giz ou fita crepe para contornar o espaço e construir pelo menos duas raias. Outra opção é o uso de cones ou garrafas PET com água. Feitas as raias, explique que há diferença no comprimento da interna e que, por isso, quem está nela tem de largar de uma marca localizada mais atrás.

Proponha, então, uma corrida de velocidade entre os alunos nesse espaço. Se não for possível fazer várias raias, peça que alguns alunos marquem os tempos dos outros e anotem os nomes numa cartolina ou papel pardo para posterior análise. Nesse período, os que não estiverem participando devem realizar outra atividade. Depois, organize uma corrida de revezamento utilizando cabos de vassouras cortados ou canudos de jornal. Coloque-os em grupos mistos e ressalte a importância do trabalho em equipe.

No fim, forme uma roda de conversa para todos exporem as reflexões sobre as vivências e o que aprenderam com elas. Retome o cartaz com os nomes e os tempos para uma análise conjunta dos melhores tempos e equipes. Levante as razões dos resultados e a questão de ganhar e perder. Aponte se houve mais meninas que meninos com tempos melhores, incentivando o debate. Cada turma terá um cenário diferente. O importante é levar os alunos a analisar os resultados de forma crítica, observando as inúmeras questões que envolvem a competição e as diferenças de gênero. É possível que apareça uma menina mais rápida que todos os meninos ou não. A discussão é válida em ambos os casos para acabar com os preconceitos.

4ª etapa 

Recorde o que foi abordado nas aulas anteriores, comparando os dois tipos de corrida e suas características principais. Aponte para a importância da vivência na pista construída e proponha o uso dela para as corridas de resistência. Como seria possível utilizá-la tomando por base as características desse tipo de competição? Em cada turma surgirão ideias diferentes. Uma possibilidade é o jogo do mensageiro. Divida os alunos em dois ou três grupos, que deverão numerar seus participantes. O número 1 de cada equipe receberá uma mensagem a ser levada ao rei tendo que, para isso, dar três voltas na pista. Depois, ele passará a mensagem para o próximo mensageiro do seu grupo (número 2) até que ela chegue ao rei. O grupo que levar a mensagem ao rei primeiro vence o jogo. No fim do jogo, discuta com todos sobre o que sentiram e aprenderam. Em seguida, conte a história da maratona, de forma a despertar a curiosidade e a imaginação da garotada.

5ª etapa 

Faça uma revisão do que foi aprendido até então, sempre com base no que os alunos mencionarem. Inicie a construção do conceito de marcha atlética, questionando-os a respeito da única prova de atletismo que se faz andando. Proponha o jogo pega congela andando. Dois ou mais pegadores devem encostar a mão nos demais para congelá-los e quem está livre tem de descongelá-los da mesma maneira - mas ninguém pode correr, somente andar. Mude os pegadores a cada 2 a 3 minutos. Após esse jogo, converse sobre os movimentos necessários durante a brincadeira e incentive as discussões sobre o tema buscando construir o conceito de marcha atlética. Em seguida, explique a diferença entre essa prova e as anteriores, como a inexistência da fase aérea (presente na corrida).

Em seguida proponha uma atividade de pega-pega em duplas. Numa das laterais da quadra, os alunos são posicionados um na frente do outro, os dois voltados para a mesma direção. A distância entre eles deve ser de três passos. Ao seu sinal, a criança de trás tenta pegar a da frente, mas ambas só podem andar rápido. Ao chegarem à outra lateral as funções se invertem e o jogo se repete. A atividade pode ser retomada com a troca dos membros da dupla. Primeiro, proponha trajetos curtos para que a turma entenda a dinâmica da marcha. No entanto, é importante alterar o percurso a fim de que os estudantes fiquem mais tempo nessa movimentação. Se preferir, estabeleça um tempo para que consigam pegar o colega.

No fim da atividade volta-se à roda de conversa para que falem sobre o que sentiram e as dificuldades encontradas. Com base nisso, complemente os conceitos construídos anteriormente e trate das características dessa prova: distâncias longas, partidas altas e resistência aeróbica como capacidade física fundamental. Portanto ela se parece mais com as corridas de resistência. É importante que os alunos cheguem a essa conclusão.

6ª etapa 

Retome novamente o que os alunos aprenderam anteriormente e pergunte sobre as corridas com barreiras e obstáculos, incentivando a curiosidade e a descoberta. Após essa primeira sensibilização, mostre este vídeo. Os alunos vão relembrar os outros tipos de corrida e observar imagens da de obstáculos e da com barreiras. Pensar com os alunos na possibilidade de realizar essas corridas na escola torna-se importante para criar adaptações. Proponha a colocação de barreiras feitas com cones e cordas na pista construída na quadra ou de uma extremidade à outra da quadra. Pode-se usar barbante e garrafas PET, uma sobre a outra. Para isso, corte a boca de algumas garrafas e encaixe uma na outra até a altura desejada. Coloque água ou terra na garrafa de baixo. Prenda o barbante na boca da de cima.

Incentive os alunos que ficarem com medo de tropeçar ou mesmo de fracassar. Deixe que eles experimentem antes de começar a corrida de uma forma mais competitiva, sempre lembrando que o objetivo da aula é diferente do relativo ao esporte oficial. Forme dois ou três grupos. Cada integrante receberá um número. O primeiro realiza o trajeto, volta, dá o sinal para que o segundo vá e assim por diante. A ideia de formar grupos visa dinamizar a aula, pois o elemento competitivo é motivador. Além disso, estimula o trabalho em equipe e o respeito às diferenças de gênero, de habilidades e às pessoas com deficiências.

Em seguida construa com as crianças os obstáculos para outra modalidade de corrida. Podem ser usadas as mesmas barreiras da vivência anterior e também caixas de papelão grandes ou outros materiais disponíveis. Lembre-se de deixar a turma explorar os materiais antes da competição em grupos, de estabelecer um percurso mais longo ou indicar que os participantes passem duas ou mais vezes pelo percurso, apontando aí uma das diferenças entre as duas corridas. Depois, organize uma roda de conversa expondo as reflexões e os apontamentos e fazendo a construção de conceitos sobre os dois tipos de corridas e suas características.

Avaliação 

Em cada roda de conversa deve ser feita uma avaliação por meio da observação com relação à participação dos alunos e à compreensão deles em cada revisão realizada. Proponha uma avaliação documental sobre o que foi aprendido (por escrito ou com desenhos) para que os estudantes coloquem no papel o que aprenderam na prática sobre as diferenças entre as corridas, os elementos que cada uma delas apresenta, como eram realizadas etc.

Peça, ainda, uma autoavaliação individual para que eles reflitam sobre todo o processo de aprendizagem sobre as corridas do atletismo. Separe a autoavaliação dessa forma: 1) corridas de velocidade e resistência; 2) marcha atlética; 3) elaboração e construção do material e pista; 4) corridas com barreiras e obstáculos; e 5) Atribuição de uma nota de 0 a 5, com base em todo o trabalho, justificando os motivos da nota.

Em cada tópico os alunos irão pontuar o que foi mais e menos interessante, o que de fato aprendeu, de que momento mais gostou, como foi participar do processo e o que mudaria para melhorar a forma de trabalhar com o atletismo. Cada ponto tem de ser justificado. Lembre a todos que a autoavaliação fará parte do processo avaliativo, juntamente com a nota da avaliação documental. No fim, exponha a sua percepção sobre o desenvolvimento da turma durante o processo.

05:36

Faculdades não preparam professor de Educação Física para trabalhar na escola


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Professor assistente da Unicamp e pesquisador em Educação Física, o chileno Jorge Gallardo é um dos que advoga um novo papel para a disciplina nas escolas, que seria ainda muito ligada ao lúdico e ao lazer. Segundo Gallardo, a prática de atividades físicas poderia ser muito mais conectada à cultura de um país, estimulando brincadeiras, jogos interativos e até o trabalho voluntário.


Qual a importância da Educação Física na escola?

A Educação Física escolar hoje não leva em conta seu verdadeiro valor, está subordinada às diretrizes da área da saúde. E isso leva a procurar objetivos praticamente impossíveis de se alcançar, como a melhoria da saúde, a diminuição da obesidade, da criminalidade... As causas estão principalmente nas instituições de formação dos profissionais, que preparam o licenciado em Educação Física para trabalhar, principalmente, fora da escola (academias, clubes, etc.); mas não no âmbito do ensino básico. É praticamente impossível atingir êxitos desportivos e de saúde com apenas um encontro semanal de 50 a 60 minutos, com turmas numerosas, 35 a 40 alunos e com uma infraestrutura precária.

Mas o que a disciplina pode trazer de benéfico para o aluno?

O verdadeiro valor da Educação Física escolar ficará em relevo quando ela se transformar em disciplina, ou seja, quando adquirir o mesmo valor das outras matérias do currículo, quando ela criar seu próprio conteúdo e tiver autonomia para aplicá-lo. O corpo de conhecimentos dessa disciplina, segundo o nosso grupo de estudos, são as manifestações da cultura corporal, que devem ser pedagógicas para levá-las para o ambiente escolar: esportes, conhecimentos sobre o corpo, anças, jogos, elementos das artes marciais, ginásticas, elementos das atividades de expressão corporal das artes cênicas, artes circenses, artes musicais e das artes plásticas.

As diretrizes curriculares de Educação Física propostas pelo MEC estão defasadas?

O problema das diretrizes curriculares é que elas ainda procuram o domínio técnico das manifestações da cultura corporal e não o domínio conceitual, que é o onde deveria focar. O domínio técnico exige muito tempo de prática e a aula não tem essa condição, só no espaço extra-aula seria possível. É fora da escola que se encontra a maior riqueza e possibilidades de praticar alguma manifestação cultural que tenha sido vista nas aulas de Educação Física, na forma de vivência. No entanto, esse espaço não pode ser utilizado apenas para a prática dos esportes tradicionais.

Qual a relação entre o voluntariado e a Educação Física? É possível que um estimule o outro?

O grande desafio para a Educação Física no ensino médio é formar agentes socioculturais. Todos os que em algum momento foram técnicos ou professores de alguma modalidade sabem muito bem que os participantes mais avantajados nos auxiliam, assumindo algumas responsabilidades com seus colegas de turma. Capacitar os alunos como agentes socioculturais nos permite a construção de uma cidadania autônoma e participativa. Assumir funções de liderança na escola e na comunidade é transformar o aluno em cidadão soberano, e este deve ser um dos papéis mais importantes da educação física escolar.

Como a cultura e o folclore brasileiro podem ser trabalhados pela Educação Física?

Todas as manifestações da cultura corporal devem ter um espaço nas aulas de Educação Física na escola. Os professores devem pesquisar cada uma das manifestações juntos com os alunos e escolher com quais eles serão analisados e vivenciados. Num pequeno desafio, pense quantos jogos de sua localidade você conhece, ou quantas danças. Mais interessante ainda: as escolas podem ver o mesmo conhecimento, mas o conteúdo ser diferente.

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O estímulo aos jogos eleva o desempenho acadêmico dos alunos?

Essa é ainda uma grande questão, já que tudo pode ser visto de forma lúdica e prazerosa e não necessariamente deverá ser um jogo. Para entender melhor o jogo, devemos pensar nos objetivos que estão por trás da atividade. Temos as brincadeiras, que são explorações de uma atividade de forma livre e criativa; temos o jogo consensual, que é uma atividade organizada por normas construídas pelos participantes, as que podem mudar, para adequar-se ao momento e as características do contexto. E finalmente temos os jogos com regras que devem ser assumidas para poder participar.

E qual é a mais importante do ponto de vista acadêmico?

A brincadeira e o jogo consensual são muito mais pedagógicos do que o jogo com regras, já que eles são construídos pelos participantes e adequadas às características do contexto físico e social no qual, nesse momento, o grupo se encontra. Por exemplo, brincar com cordas pode ser um excelente desafio para que os alunos em grupos inventem e criem diferentes brincadeiras, e que depois mostrem suas descobertas aos colegas. Também, pode-se escolher aquelas brincadeiras que sejam mais relevantes para a turma e mostrá-las à comunidade escolar, seja num festival ou evento escolar.

O senhor defende que universidades e escolas brasileiras concedam bolsas de estudo para alunos com bom desempenho em algum esporte, assim como já ocorre nos Estados Unidos? Além disso, o senhor concorda com a necessidade de teste físico no vestibular para Educação Física?

Não concordo com nenhuma das duas. As Universidades devem formar pesquisadores em suas respectivas áreas de atuação, sejam eles professores, engenheiros, advogados, médicos... O professor de Educação Física deve ser um pesquisador das manifestações da cultura corporal de seus alunos e um transformador dessas descobertas em material ou conteúdo para estruturar o currículo escolar. Veja bem, o professor estuda de 3 a 5 anos para se tornar professor pesquisador, com autonomia e poder para transformar seu espaço de intervenção. As escolas não são locais para treinamento, o local do treinamento é o clube ou centro esportivo; a escola deve facilitar o desenvolvimento de todo o potencial do aluno. Mas esse potencial não pode ser somente o esportivo, o artístico também deve ser considerado

quarta-feira, 4 de março de 2015

04:06

Aula de Pilates na Escola

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O Pilates é uma atividade que está sendo cada vez mais difundida na sociedade.  E é uma boa forma de se trabalhar flexibilidade em aulas de Educação Física no ensino médio, principalmente por causa da motivação envolvida. Afinal de contas, quem não vai querer praticar na escola uma atividade que está na moda?

Todos sabemos que o encurtamento muscular é uma realidade para adolescentes que estão em crescimento (e muitas vezes não fazem atividade física para melhorar!). Para conhecer o método do Pilates, bem como suas técnicas, de forma aprofundada e ser um professor habilitado é necessário fazer um curso e obter certificado. Entretanto, o profissional de Educação Física pode se utilizar de elementos presentes nesta modalidade para estimular seus alunos e incrementar suas aulas.

Na prática de Pilates, o aquecimento e o alongamento são realizados com o propósito de conscientizar o praticante das condições de seus músculos e articulações naquele momento, estimulando-o a identificar tensões e desequilíbrios, concentrar-se e assumir o controle de seu próprio corpo.

Como deve ser a aula:

Já no inicio da aula, trocar 'figurinha' sobre o método Pilates,estimulando a curiosidade dos alunos sobre a aula (ou aulas) que eles terão sempre  uma boa pedida. Como é uma atividade que está sendo falada, a facilidade de encontrar informações vai facilitar o trabalho do professor.  A partir daí, desafiar os alunos a tentarem executar alguns movimentos de Pilates é um bom inicio para a aula:

1. Pilback: Na posição de quatro apoios eleve o braço direito à frente na altura da cabeça e, simultaneamente, eleve a perna esquerda, alinhando-a na altura do quadril enquanto expira. Inspire retornando à posição de quatro apoios. 

Veja a imagem

2. Spine stretch forward: (Alongamento região da coluna lombar): sentado, com as pernas estendidas e afastadas um pouco além da largura do quadril. Com a cabeça alinhada à coluna e braços estendidos à frente na altura dos ombros, inspire pelo nariz inclinando o tronco à frente e expire pela boca para retornar à posição inicial.

Veja a imagem

3. Leg pull back: (Elevação da perna para trás): sentado com as pernas estendidas e unidas, bumbum contraído, mãos apoiadas ao lado do corpo com os dedos voltados para a frente. Eleve o quadril, chute uma das pernas para o alto e volte. Repita com a outra perna mantendo o quadril elevado. Inspire quando elevar uma perna e expire na outra. 

Veja a imagem 

4. Teaser: deitado de barriga para cima com as pernas estendidas e unidas para o alto, tronco e bumbum contraídos e braços estendidos ao longo do corpo. Inspire pelo nariz, expire elevando o tronco e os braços como se os dedos das mãos quisessem alcançar os pés. Inspire e volte lentamente para a posição inicial expirando.

Veja a imagem 

5. The hundred: deitado com a região lombar totalmente apoiada no solo e pernas flexionadas formando um ângulo de 90 graus, braços estendidos e apontando para o teto. Inspire profundamente pelo nariz enquanto eleva a parte alta do tronco do solo, estenda as pernas formando um ângulo de 45 graus com o chão e desça os braços ao longo do corpo (foto). Nessa posição, suba e desça os braços com movimentos curtos e vigorosos. Volte lentamente à posição inicial no solo.

Veja a imagem

6. Marmeid side bend: Sentada de lado com os joelhos semiflexionados, o pé da perna de cima (que está um pouco à frente) também apoiado no solo, bumbum contraído, cabeça no prolongamento da coluna, mão do braço de baixo apoiada no solo e o outro braço ao longo do corpo. Inspire profundamente pelo nariz, elevando ao mesmo tempo os quadris e o braço acima da cabeça. Volte lentamente expirando pela boca.

Uma vez dado o estimulo do método, é hora da avaliação do professor em cima da aula proposta. Avaliar o interesse, o desafio, a possivel continuação do tema são  orientadores para que haja feddbac ideal para esse tipo de aula.

Boa sorte!

Imagens retiradas do Google Images

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