segunda-feira, 28 de outubro de 2013

06:09

Recreação: uma alternativa para as aulas de Educação Física



A Recreação oportuniza ao aluno a formação necessária a sua personalidade, possibilitando-o a integrar novos grupos sociais de forma produtiva, equilibrada e consciente, também procura atender dentro das práticas educativas, os interesses das comunidades e das escolas. Tem por objetivo geral da área de expressão e comunicação desenvolver uma comunicação eficiente e expressão criadora para a auto-realização e integração social.

Segundo afirmações de Medeiros e Gouveia apud Cavallari, (2001, p. 43), a Recreação contribui para a saúde geral, desenvolvimento da força, resistência e coordenação motora do indivíduo. Possibilitando também aos jovens a prevenção de comportamentos anti-sociais, contribuindo também na conduta de valores morais, conforme os padrões da sociedade. Torna-se oportuno mencionar que:

A palavra Recreação provém do verbo Latino Recreare, que significa recrear, reproduzir, renovar. A Recreação, portanto, compreende todas as atividades espontâneas, prazerosas e criadoras, que o indivíduo busca para melhor ocupar seu tempo livre. Deve atender aos diferentes interesses das diversas faixas etárias e da liberdade de escolha das atividades, para que o prazer seja gerado. A sua versatilidade, a possibilidade de variar de acordo com o momento, faculta uma participação ativa e tranqüila as crianças e aos adultos. (GUERRA, 1982, p.11)

O aprender e a Recreação contribuem para a produção do conhecimento, podem ser relacionadas com toda a vivência social. A Recreação na escola é apontada como a mais antiga forma de Recreação que se tem conhecimento. Porém, cada vez mais, vem tomando um aspecto diferente, pois, o ambiente escolar está constantemente se transformando.

Pensar a Recreação como estratégia da Educação Física Escolar possibilitando a intervenção na realidade, é uma forma de busca por alternativas pedagógicas, a escola não pode ser pensada como algo estanque no processo social, mais integrada a ele, aberta e atenta as possibilidades do desenvolvimento da sociedade. A Recreação no Renascimento revive a ciência, faz renascer as artes e desperta a educação. É neste período que a criança passa a ter liberdade de ação. Corre, salta, grita, participa, pois tudo deixa de ser pecado. É nesse período que surge a Recreação Educacional, sendo vista como forma de recuperação de crianças e adultos. Surgem os grandes filósofos. Ressaltam a liberdade, valorizam a educação moderna e criticam a tradicional. E inclui-se a Educação Física no contexto educacional. (MIRADOR, 1976, p.14).

A Educação Física faz parte do currículo escolar, mas infelizmente parece que essa disciplina não tem tanta importância como às demais, e porque será que isso vem acontecendo? São vários os fatores, professores que não se atualizam, falta de material e de incentivo tanto da escola para as aulas de Educação Física quanto do professor para o aluno.

Falta de espaço apropriado para a prática entre outros, os professores saem da universidade cheios de vontade de mudar essa realidade, mas chegam a escola e percebem que isso é muito difícil pelos itens citados acima, por esse motivo eles fazem com que as aulas de Educação Física se tornem monótonas e repetitivas, em todas as aulas seguem sempre a mesma seqüência, futebol para os meninos, voleibol para as meninas, dispensando ainda os alongamentos e aquecimento.

Esquecem ainda que cada criança precisa fazer a atividade física de acordo com sua idade, pois é de extrema importância que desde a Educação Infantil se tenha Educação Física com professores especializados, a criança precisa ter uma atividade física desde cedo e de acordo com seu desenvolvimento, para que ela chegue ao ensino médio e a sua vida adulta gostando da prática e tenha benefícios ao longo dos anos.

Mas para que isso aconteça faz-se necessário aprender que a Educação Física não se limita em apenas futebol e voleibol, existem inúmeras práticas e atividades que podem ser aplicadas nas escolas, até mesmo não dispondo do material necessário, os quais em sua maioria podem ser confeccionados com materiais até mesmo recicláveis, então, a criança já vai aprendendo a fazer seu próprio brinquedo e aprendendo a preservar o meio ambiente.

Junto a confecção já se explica sobre a importância de ajudar o meio ambiente além de propiciar uma aula diferente e que atrai as crianças. Outro exemplo é a Recreação, que é muito bom para todas as idades, para as crianças que ainda não tem muita coordenação, não sabem sobre regras de jogos e para adolescentes do ensino médio porque no jogo sempre há exclusão por não saber jogar direito, já na Recreação isso não acontece, todos participam sem que haja exclusão. Como cita Freire (1994, p. 24):

Talvez não se tenha atentado para o fato de que jogos, como amarelinha, pegador, cantigas de roda, têm exercido, ao longo da história, importante papel no desenvolvimento das crianças. Lamentável é o fato de que não tenham sido incorporados ao conteúdo pedagógico das aulas de Educação Física. Aprender a trabalhar com esses brinquedos poderia garantir um bom desenvolvimento das habilidades motoras sem precisar impor ás crianças uma linguagem corporal que lhes é estranha. Assim como a linguagem verbal falada pela professora em sala de aula, é por vezes, incompreensível para os alunos, também a linguagem corporal pode sê-lo, se não se referir, de início, á cultura que é própria dos alunos.

Pelo pensamento que Freire (1994) entende-se que para a criança chegar na adolescência faz-se necessário trabalhar com ela de acordo com sua cultura, a partir de seus conhecimentos, seus saberes e fazeres, como já dito no texto de acordo com sua idade, por exemplo, as crianças da Educação Infantil até a 4ª série tem poucas aulas de Educação Física e desde cedo não é trabalhado de forma adequada.

Porque acreditam que brincadeiras recreativas não vão ajudá-la em seu desenvolvimento, pelo contrário a Recreação trabalha e muito o desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo, social, psicológico, além de ajudar no desenvolvimento ela se diverte, aprende brincando, ai a criança cresce sem a base necessária e chega ao ensino médio sem saber coisas básicas, ai não sabe jogar direito pelo fato de não se ter passado o que era importante para ela de forma agradável e divertida, começa a exclusão de si mesmo e dos colegas mais habilidosos.

Por isso acredita-se que a Recreação deve ser inserida no contexto escolar como uma alternativa nas aulas de Educação Física, porque há a inclusão de todos os participantes, os mesmos aprendem a aprender, aprendem a fazer e principalmente aprendem a ser, crescem valorizando essa atividade, tornando-se adultos ativos, com bom desenvolvimento, com melhor qualidade de vida.

Entretanto, constata-se que tudo isso deve partir primeiramente dos professores e da escola, para que os alunos aprendam e se divirtam de forma adequada. Com interesse e incentivo tanto dos professores como dos alunos as aulas de Educação Física tendo a Recreação como alternativa serão valorizadas e bem aproveitadas. Pois, no dia-a-dia das aulas de Educação Física tem se observado a falta de motivação dos alunos, para à prática das aulas de Educação Física.

Vários fatores desencadeiam o desinteresse pelas aulas de Educação Física. Sabendo que o professor é o maior responsável em motivar o aluno a praticar as aulas, fazendo com que o aluno leve este hábito para toda vida. Será que a recreação pode ajudar a motivar os alunos a praticarem as aulas de educação física? Segundo Tosseti (1997, p.14)

A recreação é muito importante para o ser humano não só para a criança. Todos nós precisamos dos nossos momentos de lazer. A palavra recreação vem do latim, recreare, cujo significado é recrear. Portanto as atividades recreativas devem ser espontâneas, criativas e que nos traga prazer. Devem ser praticadas de maneira espontânea, diminuindo as tensões e preocupações

Pois de uma forma ou de outra os problemas pela falta de motivação dos alunos é uma realidade escolar que existe; e faz-se necessário trabalhar com isso; procurando incentivar os alunos à prática. A educação física pode ter várias finalidades e trabalhada de várias formas e maneiras que motivem o aluno a participar com frequência das aulas, e uma dessas formas é a recreação desenvolvida junto às aulas de educação física.

Primeiramente é preciso explicar que finalidade é definida como o fim último para qual uma determinada atividade existe. Nesse sentido, a finalidade da educação física é contribuir para a educação integral da criança, por meio da pratica de atividades físicas racionais e variadas, de acordo com suas necessidades, ou seja, o desenvolvimento, em seu grau mais elevado, nos planos físico, mental, e social (HURTADO, 1987, p.22).

A recreação constitui um processo eficiente de educação. É um meio de favorecer o desenvolvimento psicossocial e psicomotor de uma criança, um fator de integração, de solidariedade e cooperação entre os colegas. “As atividades recreativas devem ser espontâneas, criativas e que nos tragam prazer. Para a criança, a recreação é uma maneira de liberar energias, já que seu espaço para o lazer nas grandes cidades é cada vez mais restrito.” (TOSSETI, 1997, p.14) Cabe salientar, que os procedimentos didáticos do professor, também influenciam sobre a qualidade das aulas e, consequentemente, sobre a motivação do aluno.

O professor que leva a sério o que faz que alie à sua competência técnica ao compromisso de ensinar, que desperta a criatividade e conduz os alunos à reflexão, certamente não terá alunos desinteressados ou desanimados, mesmo porque, o professor leva grande vantagem sobre os demais componentes curriculares, pois a Educação Física, por si só é uma prática motivadora.

Assim sendo, defende-se a recreação como uma alternativa para às aulas de educação física; simplesmente, por esses motivos, descritos e citados acima; pois acredita-se que à partir daí se motiva os alunos a participarem mais das aulas com frequência; pois tudo depende da dinâmica da atividade proposta, e da maneira que o professor aplica esta dinâmica. Maneira lúdica, e motivadora incluindo então todos à atividade proposta e dando enlace de entrosamento à recreação como parte das atividades de educação física, como uma alternativa para as aulas de Educação Física. Há que se considerara ainda que tendo em vista hoje o alto índice de sedentarismo, a educação física (educador físico) traz como proposta a recreação, pois é um exercício que pode e deve ser praticada por todos , sem restrição de idade ou sem ser necessário o praticante ter (possuir) algum tipo de habilidade física. A recreação por ser de fácil acessibilidade pode ser praticada em escolas, acampamentos, hotéis, cruzeiros, sem limites de idade. Dentro da recreação ou jogos recreativos pode-se desenvolver algumas habilidades de forma prazerosa, tais habilidades as vezes deixada de lado por outras formas ou temáticas utilizadas em aulas de Educação física.

A recreação serve também (ou principalmente) para a inclusão dos alunos que gostam de brincar/jogar e por sempre encontrarem obstáculos para participar com outros alunos mais habilidosos que sempre excluem os menos habilidosos que por sua vez acabam perdendo a vontade de participar das aulas assim consequentemente perdendo gradualmente a vontade e o habito de praticar estas atividades, decidindo por fim fazer outras coisas como conversar ou apenas assistir seus colegas de sala jogarem.

A importância da promoção da recreação como pratica de ensino ou até mesmo como alternativa para as aulas de educação física é conscientizar a todos os seus praticantes que a atividade física não se caracteriza apenas pela pratica esportiva, o prazer esportivo, as quais exigem o mínimo de habilidades de seus praticantes, a recreação cobra de seus colaboradores, participantes, a vontade de participar, papel importantíssimo para a interação/integração de alunos e pessoas.

A recreação não tem um local certo para ser praticado, podendo ser praticada em colégios, hotéis, navios, camping, salas, ginásios, enfim, onde aja um espaço adequado ou ambiente onde as atividades possam ser praticadas, ou adaptadas para seu devido fim. A recreação tem por si um caráter lúdico, onde seus praticantes o praticam com prazer, ou seja, divertem-se. A tese de que A Recreação Como Alternativa para as Aulas de Educação Física é uma ótima (pratica) de ensino, deixando de lado a exclusão de alunos, o que sempre ou quase sempre acaba acontecendo em jogos e brincadeiras esportivas principalmente quando se tem a intenção de se ter um vencedor.

A recreação caracteriza-se não apenas em jogos que incitem a corrida, caminhada, sendo que a mesma utiliza-se também de atividades, jogos, que podem até mesmo ser praticado e executado em salas de aula, com os alunos sentados no chão ou até mesmo em cadeiras, não necessitando que o aluno se desloque de seu lugar em caminhada ou mesmo correndo, estes seriam jogos e brincadeiras lúdicas que incentivam a busca pelo conhecimento, como as chamadas gincanas do conhecimento, utilizando-se alguns dos materiais discutidos em sala de aula aulas esta ministradas por professores de outras matérias, como por exemplo matérias como: ciências, história, geografia, português, enfim, conhecimentos gerais dos alunos auxiliando o aprendizado em sala de aula.

O exemplo acima cita jogos recreativos que se pode e deve incluir alunos portadores de necessidades especiais, o que em jogos desportivos ou praticas desportivas, por exemplo, dificilmente seria atingido o objetivo de inclusão de todos os alunos. O aprender e a recreação devem sempre caminhar juntos em busca da produção de conhecimento

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

11:24

4 atividades para iniciação do Handebol para Educação Infantil

O que o aluno poderá aprender com esta aula

- Trabalhar alguns fundamentos do handebol através de adaptações de brincadeiras tradicionais.

- Coordenar os diferentes movimentos dos fundamentos do handebol com o espaço, os objetos e os colegas.

- Desenvolver a percepção do seu próprio corpo em relação ao tempo e espaço em que se realiza os movimentos, aliados às interações proporcionadas pelas brincadeiras.

Duração das atividades
Cada atividade terá duração de 25 minutos compreendendo um total de 100 minutos.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Por se tratar de uma aula introdutória ao tema não serão necessários conhecimentos prévios ao tema da aula.

Estratégias e recursos da aula

Atividade 1 – Corre-cutia com bola

Duração: 25 minutos

Material: bola de handebol

Local: quadra

             A dinâmica dessa brincadeira desenrolar-se igual a tradicional brincadeira do corre-cutia. Entretanto, a criança que colocará o objeto atrás de seus colegas carregará duas bolas. Uma servirá como objeto que será colocada atrás dos colegas de olhos fechados e a outra ficará com ela. Quando o colega perceber que está com a bola atrás de si, terá que tentar pegar o outro quicando a bola. Igualmente, o colega que sair correndo terá quicar a bola que estará em suas mãos. Essa brincadeira tem como objetivo trabalhar a condução do handebol.

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Atividade 2 – Bobinho

Duração: 25 minutos

Material: bola de handebol

Local: quadra

            A tradicional brincadeira do "bobinho", também conhecida como "peruzinho", é muito utilizada como exercícios de "aquecimento" do futebol, mas executada com as mãos, serve como um bom aprendizado para os fundamentos de passe, marcação e desmarcação no handebol. A brincadeira pode ser alterada colocando-se mais de um "bobinho" ou "peru"  aumentando sua dificuldade e aproximando a brincadeira da dinâmica do jogo do handebol propriamente dito.

Regra tradicional do bobinho: http://pt.wikiversity.org/wiki/Portal:Forma%C3%A7%C3%A3o_B%C3%A1sica/Educa%C3%A7%C3%A3o_F%C3%ADsica/Jogos_pr%C3%A9-desportivos/Bobinho

Atividade 3 – Queimada

Duração: 25 minutos

Material: bola penalty de iniciação nº10

Local: quadra

            A queimada é uma brincadeira que pode ser utilizada como um exercício educativo para o fundamento do arremesso no handebol. Entretanto, sugeri-se utilizar uma bola com o tamanho aproximado ao da bola de handebol, mas que não seja tão densa quanto a mesma, para evitar de acidentes e machucad os (Ex.: bola penalty de iniciação nº10).

Regra tradicional da queimada:http://pt.wikipedia.org/wiki/Queimada_%28jogo%29

Atividade 4 – Mãe-da-rua com bola

Duração: 25 minutos

Material: bola de handebol

Local: quadra

            Na brincadeira do mãe-da-rua as crianças devem atravessar a rua pulando de um pé só sem ser pegas pela mãe da rua. Nessa adaptação da brincadeira as crianças devem atravessar a rua utilizando os dois pés, mas conduzindo uma bola de handebol (cada criança deve ter a sua bola). Essa mudança proporciona uma vivência lúdica de alguns fundamentos do handebol tais como: condução e marcação e desmarcação.  

Regra tradicional do mãe-da-rua: http://revistaescola.abril.com.br/educacao-fisica/pratica-pedagogica/pega-pega-americano-mae-rua-fugi-fugi-coloque-meninada-correr-424352.shtml
Avaliação
O(A) professor(a) pedirá às crianças para realizar uma registro gráfico de uma das brincadeiras trabalhadas. Em seguida as crianças colaram seus desenhos em um cartaz intitulado: "Brincando de Handebol".

terça-feira, 15 de outubro de 2013

13:20

Estimule a concentração das crianças com essas brincadeiras


Os pais que nunca enlouqueceram porque o filho não parava quieto que atirem a primeira pedra. A hiperatividade é cada vez mais comum nos pequenos. Vivemos em um mundo em que várias coisas acontecem ao mesmo tempo e a criança convive com isso desde que nasce: é muito estimulada e impressionada a todo o momento. Essa pressão pode provocar dificuldade de concentração, agitação e até comportamento hiperativo.

O mestre em Psicologia pela Unesp de Assis Fábio Sagula conta que, ao brincar, a criança desenvolve recursos para lidar com os desafios da realidade. "Por isso, é muito importante que ela direcione esses sentimentos a uma atividade que 'segure' esse turbilhão", diz. Saiba quais são as brincadeiras mais recomendadas por especialistas para estimular a criatividade e o foco do pequeno.  

video game - foto Getty Images

Eletrônicos e brincadeiras na medida certa
A rapidez das novas tecnologias de entretenimento - como internet, videogame e televisão - é uma das maiores responsáveis por esse "super estímulo" nas crianças.

Segundo o psicólogo Fábio Sagula, o cérebro da criança que fica imersa em atividades muito rápidas começa a funcionar em um ritmo também acelerado. Isso dá a sensação de que focar a atenção em algo por um período mais prolongado é "perda de tempo", fazendo com que o pequeno não consiga passar horas se dedicando a apenas uma atividade.

O especialista afirma, no entanto, que games e internet não precisam ser abolidos da vida do filho, pois fazem parte dos artefatos de nossa cultura. "O que é necessário é utilizá-los com moderação", aconselha.  

amarelinha - foto Getty Images

Pular amarelinha
Por não exigir materiais caros ou nenhum tipo de tecnologia avançada, essa brincadeira pode ser feita em qualquer espaço ou situação. "Esse jogo auxilia a criança na coordenação motora, na socialização, no desenvolvimento de tolerância à frustração e no contato com limites e regras", conta o psicólogo Fábio Sagula. 

tabuleiro - foto Getty Images

Jogos de tabuleiro
Jogos que envolvam estratégias de raciocínio dão à criança a oportunidade de explorar o problema proposto de forma planejada, sistemática e ordenada. "Eles ajudam a criança a não agir de maneira impulsiva", conta a pedagoga Silvânia Assis, do Colégio Pitágoras.

"Alguns jogos, além de auxiliarem na concentração e tolerância à frustração, oferecem uma riqueza simbólica enorme, fazendo com que a criança experimente como é desempenhar papéis diferentes, como comandantes, princesas, reis, banqueiros etc.", afirma o psicólogo Fábio. 

teatro - foto Getty Images

Teatrinhos e faz de conta
Montar com seu filho um teatro de fantoches pode ocupar uma tarde inteira e ainda estimular o que a criança tem de sobra: a criatividade. "Nestas atividades, as crianças conseguem imitar situações reais sem fronteiras", explica a pedagoga Silvânia Assis.

Dessa forma, as crianças que não conseguem satisfazer as suas necessidades no mundo dos adultos encontram o equilíbrio afetivo e intelectual nessas representações, que também são ótimas para ajudar na educação do pequeno.  

mímica - foto Getty Images

Jogos de mímica
Mímica também é outra brincadeira que pode render várias horas de diversão. Os especialistas explicam que esse jogo estimula a criança a pensar em representações e fazer associações de palavras, facilitando os processos cognitivos. "A questão é encontrar algo que faça sentido para a criança e, junto com isso, criar uma brincadeira", aconselha o psicólogo Fábio. "Personagens ou temáticas atuais podem ser utilizadas para a elaboração de brincadeiras e encenações."

blocos de montar - foto Getty Images

Jogos de montar
Os jogos de montar estimulam a agilidade, imaginação e comunicação. As crianças nessas situações têm a oportunidade de construir, montar, desfazer e analisar. Esses jogos desenvolvem competências, atitudes e habilidades de maneira lúdica e eficiente. 

crianças brincando - foto Getty Images

Brincadeiras em grupo
Envolver uma equipe é uma boa estratégia para estimular a criança a pensar de forma independente. "Os jogos em grupo propiciam agilidade mental, iniciativa e curiosidade, fazendo com que a criança tenha que discutir para decidir sobre regras de ganhar e perder", diz a pedagoga Sílvia.  

menina - foto Getty Images

Importante!
Lembre-se que o segredo é encontrar uma atividade que seja do interesse da criança, com algum tema que lhe agrade, sempre com muita interatividade e diversão. "Assim, ela passará horas empenhada em desenvolver a brincadeira, em vez de enjoar rapidamente e desistir de jogar", conta o psicólogo Fábio Sagula. 


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

06:18

5 atividades recreativas para o Voleibol

Rede Humana

Atividade: Minivoleibol
Conteúdo: Voleibol Adaptado – Passes: manchete e toque
Material: Bolas de voleibol

- Organização: Separe a turma em três grupos iguais, sendo que dois deles participam do jogo, tendo o 3o grupo entre eles, com os braços estendidos acima da cabeça, como se fosse a rede de voleibol.

- Desenvolvimento: Os dois grupos que se confrontam passam a bola através de manchete ou toque por cima da rede humana até que a bola seja interceptada por algum componente da rede. O grupo que perde a posse da bola passa à função de rede humana e assim sucessivamente.

Pode-se contar um ponto para o grupo toda vez que ele ganhar a posse de bola e aquele que somar mais pontos será o vencedor.

- Socialização da atividade: O professor incentiva os estudantes a se expressarem e registrarem em seu caderno os sentimentos em relação ao jogo coletivo, a sua respiração, aos seus batimentos cardíacos, à solidariedade e à cooperação para com os colegas, às facilidades e às dificuldades encontradas na atividade proposta.

Faça uma abordagem das recriações sociais do jogo para possibilitar a participação de muitos, para poder jogar em lugares diversos e para tornar o jogo mais emocionante.



Vôlei Guiado

Recursos: 1 bola de voleibol, rede de voleibol ou elástico ou cordão, pedaços de tecido (dois metros quadrados) e lenços.

Formação: dois grupos

Organização: os grupos formarão quartetos, sendo que dois participantes terão os olhos vendados. Cada quarteto com um pedaço de tecido. Os participantes de olhos vendados deverão estar em pontas opostas do tecido.

Desenvolvimento: O jogo seguirá a dinâmica do voleibol, sendo a bola lançada com o tecido. A bola poderá dar um toque no chão.

Nota: Juntos, monitores e participantes poderão incluir critérios para a dinâmica em dupla com os olhos vendados de um participante, para outras modalidades.
desenho de crianças jogando o volei guiado




Voleibol Divertido

Objetivo do jogo: jogar voleibol, modificando as regras para que se torne um jogo Cooperativo.

Propósito: este jogo permite o exercício da visão sistêmica, do voleibol, da cooperação e da alegria.

Recursos: uma corda elástica ou uma corda feita com tiras de tecido colorido e uma bola que poderá ser de voleibol ou outra mais leve, dependendo do grupo.

Número de Participantes: seis jogadores de cada lado da rede, podendo este número ser ampliado de acordo com os objetivos do facilitador.

Duração: indefinida, enquanto os jogadores estiverem se divertindo e/ou enquanto o facilitador verificar ser importante continuar.

Descrição: o facilitador e um auxiliar, ou mesmo dois auxiliares seguram uma corda atravessada na quadra e os times se colocam um de cada lado da corda.

Seu objetivo agora, é não deixar a bola cair no chão. É um jogo de voleibol, respeitando-se as regras do jogo, os dois times juntos devem atingir os 25 pontos (como no voleibol infinito).

Ao mesmo tempo em que os participantes jogam, o facilitador e o auxiliar devem movimentar-se pela quadra afim de que a quadra se modifique a cada instante, ou seja, os jogadores além de se movimentarem pelo jogo, agora precisam estar atentos ás mudanças físicas que a quadra vai sofrendo á medida que a corda vai sendo movimentada.

Dicas: pode-se aumentar a pontuação, fazendo com que a meta seja maior a cada jogo. Pode-se ainda, modificar as regras do voleibol, colocando-se regras do tipo, todos tem que tocar na bola, meninos e meninas tem que tocar na bola alternadamente, ou outras regras que permitam a participação de todos.



Voleibol com Balões

Recursos: quadra ou pátio (manter a área livre), balões, rede de voleibol ou elástico ou cordão, aparelho de som.

Formação: dois grupos

Organização: solicitar ao grupo que se posicionem, cada um em uma área de jogo, separados pela rede. Cada participante de posse de um balão deverá enchê-lo.

Desenvolvimento: com o início da música, todos os participantes deverão passar o balão para o campo adversário, devolvendo os que passarem para o seu campo. A cada interrupção da música o monitor efetuará a contagem. No momento da interrupção o grupo que tiver menos balões em seu campo marca ponto.

Nota: O monitor deverá ir construindo as regras junto com os alunos, no momento em que forem ocorrendo as infrações.

desenho de crianças jogando o voleibol com balalões.


Volençol

Conteúdo: Voleibol – cooperação e trabalho coletivo
Material: Lençóis e bola de voleibol ou outra bola disponível

- Organização: Amarre um elástico, cordinha ou rede a aproximadamente 1,80 cm de altura, de forma a dividir o espaço em dois lados iguais. Aproveite a ocasião para esclarecer sobre a altura oficial da rede de voleibol, que na categoria feminina possui 2,24m de altura e no masculino 2,43m. Separe a turma em 4 grupos, sendo que dois grupos ficarão em quadra e outros dois ficarão na reserva, para entrar em seguida. A escolha dos dois grupos iniciantes poderá ser feita pela sorte ou utilizando alguma dinâmica, da forma como você professor, achar melhor.

Os grupos da reserva podem observar o comportamento dos colegas e dialogar sobre as melhores maneiras de se organizarem neste jogo.

- Desenvolvimento: Cada um dos grupos deverá segurar o lençol estendido, com a participação de todos os integrantes do grupo. A bola será lançada pelo grupo iniciante, através da organização coletiva, no intuito de arremessar a bola para o outro lado da quadra, como se fosse um saque. O grupo do outro lado deverá receber a bola com o lençol, sem deixá-la cair no chão, como acontece no voleibol. Se conseguirem receber a bola com o lençol, devem lançá-la de volta sempre por cima da rede ou corda, visando fazer com que a bola toque o chão do lado oposto. Qualquer um dos dois grupos que não conseguir receber a bola e deixar com que a mesma toque seu lado da quadra, trocará de lugar com o grupo da reserva, e assim sucessivamente, os grupos irão trocando de lugar. Aqueles que forem conseguindo cooperar com os colegas e trabalhar em equipe para atingir o objetivo do jogo vão permanecendo em quadra.

- Socialização: Ao final da brincadeira, convide os estudantes para avaliar coletivamente o jogo realizado, direcionando as perguntas.

- Em algum momento vocês sentiram dificuldades nessa prática? Por quê?
- Houve a presença dos princípios éticos, como por exemplo: companheirismo, solidariedade e respeito?
- Qual grupo permaneceu mais tempo em quadra? Por quê?
- Outras.

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