terça-feira, 30 de junho de 2009

04:16

Unemat oferece especialização em Educação Física Escolar


O Núcleo de Estudos sobre Corpo, Educação e Cultura (Coeduc/Unemat) oferece especialização lato sensu em Educação Física Escolar: a educação do corpo na cultura escolar. O curso, desenvolvido no campus da Unemat em Cáceres, é voltado para a formação continuada de graduados em Educação Física, Pedagogia e áreas afins, que atuam na Educação Básica.

São 50 vagas. As aulas terão início em agosto deste ano, com carga horária de 480 horas, na modalidade semi-presencial.

A pré-inscrição pode ser realizada até o mês de julho e a matrícula, de 3 a 18 de agosto. É necessário apresentar cópias de RG, CPF, título de eleitor, certificado de reservista, certidão de casamento, diploma ou atestado de conclusão de curso superior (autenticado), do histórico escolar (autenticado), currículo, além de ficha de inscrição (disponível no site: www.unemat.br).

Investimento - Valor da pré-matrícula R$ 30,00 das e mensalidades R$ 200,00.

Para outras informações, acesse o site www.unemat.br ou pelo telefone (065) 3221 0519, no Departamento de Educação Física.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

05:28

Teorias e Exercícios em Psicomotricidade

ESQUEMA CORPORAL
Conhecimento intuitivo imediato que a criança tem do próprio corpo, conhecimento capaz de gerar as possibilidades de atuação da criança sobre as partes do seu corpo, sobre o mundo exterior e sobre os objetos que a cercam.

Exercício 1 : Reconhecendo as partes essenciais do corpo - O profissional diz os nomes das seguintes partes do corpo: cabeça, peito, barriga, braços, pernas, pés, explorando uma parte por vez. A criança mostra em si mesma a parte mencionada pelo profissional, respeitando o nome que designa. Primeiramente o trabalho deverá ser realizado de olhos abertos, e a seguir de olhos fechados.
Olhos abertos: Aprendizado.
Olhos fechados: Quando dominar as partes do corpo.

Exercício 2: A criança deverá reconhecer também as partes do rosto: nariz, olhos, boca, queixo, sombrancelhas, cílios, trabalhar também com os dedos com a mão apoiada sobre a mesa a criança deverá apresentar o pulso, o dedo maior e o dedo menor, os nomes dos dedos são ensinados a criança pedindo que ela levante um a um dizendo os respectivos nomes dos dedos.

Exercício 3: Trabalhar com os olhos - Em pé ou sentado a criança acompanha com os olhos sem mexer a cabeça, a trajetória de um objeto que se desloca no espaço.

Exercício 4: Sentir os rins - Deitada com as pernas estendidas e as mãos sobre os rins a criança dobra os joelhos e encosta-os no peito. Comentar com a criança que a parte do corpo que se apoia com força sobre suas mãos chama-se rins.

Exercício 5: Automatizando a noção de direita e esquerda
Conhecendo a direita e a esquerda do próprio corpo mostrar a criança qual é a sua mão direita e qual é a sua mão esquerda. Dominando este conceito, realizar o exercício em etapas:
- fechar com força a mão direita;
- depois a esquerda;
- Levantar o braço direito;
- depois o esquerdo;
- bater o pé esquerdo;
- depois o direito;
- mostrar o olho direito;
- depois o esquerdo;
- mostrar a orelha direita;
- depois a esquerda;
- levantar a perna esquerda;
- depois a direita.
Trabalhar com os olhos abertos, e quando a criança estiver dominando o exercício trabalhar com os olhos fechados.

Exercício 6: Localizando elementos na sala de aula. A criança deverá dizer de que lado está a porta, a janela, a mesa da sala de aula, etc. em relação a si mesma. Durante a realização do exercício, não deixar a criança cruzar os braços, pois isso dificulta sua orientação espacial.

COORDENAÇÃO ÓCULO-MANUAL
A finalidade dos exercícios de coordenação óculo-manual têm como finalidade o domínio do campo visual, associada a motricidade fina das mãos.
Exercício - Realizar este jogo em duas etapas:
A criança bate a bola no chão, apanhando-a inicialmente com as duas mãos, e depois ora com a mão direita, ora com a mão esquerda. No início a criança deverá trabalhar livremente. Numa segunda etapa o professor determinará previamente com qual das mãos a criança deverá apanhar a bola.
A criança joga a bola para o alto com as duas mãos, apanhando-a com as duas mãos também. Em seguida, joga a bola para o alto com uma só mão, apanhando-a com uma só mão também.
Variar o uso das mãos. Ora com a direita ora com a esquerda.
Jogo de Pontaria no Chão - Desenhar um círculo no chão ou utilizar um arco. As crianças deverão jogar a bola dentro do círculo. Aumentar gradativametne a distância. Variar jogando a bola na frente, atrás, do lado esquerdo, do lado direito do círculo.

COORDENAÇÃO DINÂMICA GERAL
Estes exercícios possuem a função de equilíbrio que é a base essencial da coordenação dinâmica geral que possuem a finalidade de melhorar o comando nervoso, a precisão motora e o controle global dos deslocamentos do corpo no tempo e no espaço. Constituem-se de exercícios de marchas e saltos. Apresentamos exercícios em que a criança a nível de experiências vividas, manipula conceitos espaciais importantes para o seu preparo para a alfabetização.
Os conceitos espaciais: direita, esquerda, atrás, na frente, entre, perto, longe, maior, menor; são vivenciados através de movimentos específicos. A partir daí propomos exercícios com maior intensidade. Se coloca a medição de um raciocínio, de uma reflexão sobre os dados vivenciados no primeiro nível. Dessa forma permite a criança passar para a etapa de estruturação temporal requerida para o aprendizado da leitura e da escrita.

Exercício: Andando, saltando e equilibrando-se.
1. Andando de cabeça erguida
A criança anda com um objeto sobre a cabeça ( pode ser um livro de capa dura). Dominada esta etapa a criança para, levanta uma perna formando um angulo de noventa graus e coloca-se lentamente no chão. O mesmo trabalho deverá ser feito com a outra perna.
2. Quem alcança ?
O professor segura um objeto a uma determinada altura (pode ser um lápis, uma bola ) a criança deverá saltar para alcança-lo . Inicialmente fazer o exercício em pé, depois de cócoras.

MOTRICIDADE FINA DAS MÃOS E DOS DEDOS
Os exercícios de motricidade fina são muito importantes para a criança, na medida em que educam é gesto requerido para a escrita, evitando a apreensão e a prisão inadequados que tanto prejudicam o grafismo, tornando o ato de escrever uma experiência aversiva a criança.


CUIDANDO DAS MÃOS
Exercício de Motricidade Fina :
Trabalhando só com os braços - Este exercício tem como objetivo desenvolver a independência segmentar do braço em relação ao tronco, o que beneficia e facilita o trabalho da mão no ato de escrever. Apresentamos uma série de gráficos (traçados) que o professor deverá reproduzir em tamanho grande no quadro de giz ou programá-los em cartões. As crianças por sua vez deverão reproduzí-los com gestos executados no ar.


AMASSANDO A MASSA
Fazendo Bolas de Massa - O professor distribui a classe bolas de massa de tamanhos variados (usar massa para modelar) sentada, com o cotovelo apoiado sobre a carteira, a mão para o alto, a criança aperta as bolas de massa com força, amassando-as. Orientar a criança para que trabalhe com dois dedos por vez. Trabalhar primeiro uma das mãos, depois com a outra e, finalmente, com as duas juntas.
Fazendo as bolas de massa - Realizar o mesmo trabalho do exercício anterior, neste caso, porém a massa é apresentada em forma de disco, com a qual a criança deverá fazer uma bola.


ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO TEMPORAL
Esse mediador trabalha com noções importantes para o aprendizado da escrita e particularmente da leitura, favorecem o desenvolvimento da atuação da memória. A estruturação temporal fornecerá as possibilidades de alfabetizar-se.
Exercício: Reproduzindo ritmos com as mãos. O professor executa um determinado ritmo, seguindo algumas estruturas rítmicas (.. ... ...) por exemplo, batendo a mão sobre a carteira, durante um certo tempo, a criança apenas escuta, depois reproduz o rítmico executado pelo professor, batendo a mão sobre a carteira também. Variar o ritmo. Lento, normal e rápido.

Fazer o exercício inicialmente com os olhos abertos e em seguida, de olhos fechados.

EXERCÍCIO DE ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO ESPACIAL
Deslocando um objeto no espaço, a criança coloca um objeto qualquer ora a sua frente, ora atrás, ora a direita, ora a esquerda, segundo o comando do professor.

DADOS IMPORTANTES PARA APLICAÇÃO DE EXERCÍCIOS DE PSICOMOTRICIDADE

Para aplicação desses mediadores através de exercícios psicocinéticos é preciso que o profissional lembre-se que as crianças não conseguem trabalhar no início com excesso de informações e explicações, deixe a criança buscar seus próprios recursos buscando soluções a seu nível, permitindo que a criança descubra e sinta-se satisfeita com suas próprias descobertas. Dê a criança apenas o modelo de como se executa. Conversar sempre com a criança sobre o que foi sentido, sobre as suas impressões a respeito dos movimentos executados, sempre que o exercício permitir orientar a criança a fazê-lo de olhos fechados, favorecendo assim a interiorização do que foi vivido, exigindo maior atenção e concentração.
Quando realizado um exercício, elogiar a todas as crianças igualmente, pois aquelas que não atingiram o objetivo do exercício e que não foi elogiada pode levá-la a um estado de ansiedade e frustração.

domingo, 21 de junho de 2009

13:44

Pedagogia no ensino da educacao física na escola

terça-feira, 16 de junho de 2009

10:21

Educação Física na 1ª a 4ª série

A Educação Física foi vista como meio de preparar a juventude para a defesa da nação, fortalecer o trabalhador ou buscar novos talentos esportivos que representassem a pátria internacionalmente. Hoje, seu reconhecimento como componente curricular da Educação Básica na Lei de Diretrizes e Bases de 1996 mostra o caráter essencial de sua prática, que é o de integrar-se com outras disciplinas do ensino básico. A Educação Física deve propiciar uma aprendizagem que mobilize aspectos afetivos, sociais, éticos e da sexualidade. A proposta é que os alunos sejam capazes de participar de atividades corporais, respeitar o próximo, repudiar a violência, adotar hábitos saudáveis de higiene e alimentação e
ter espírito crítico em relação à imposição de padrões de saúde, beleza e estética.

Exercícios para ser feitos na escola e em casa

As aulas de Educação Física dos alunos da 2a série da Escola Municipal Henfil, em Recife (PE), não se limitam às quadras esportivas. Quando voltam para a classe, fazem redações sobre as situações vividas nas quadras. Empolgados, eles produzem textos mais vivos e ricos. Em casa, as tarefas continuam. As crianças pesquisam brincadeiras, danças e
jogos que os pais e avós praticavam quando pequenos.

Segundo propõem os PCN, os alunos devem desenvolver as seguintes habilidades ao longo das oito primeiras séries:

 Participar de atividades corporais. Ou seja, os alunos devem manter relações equilibradas e construtivas com os colegas, respeitando as características físicas e o desempenho de cada um.
 Manter uma atitude de respeito e repudiar a violência. Situações lúdicas e esportivas devem desenvolver a solidariedade.
 Aprender com a pluralidade. Conhecer diferentes manifestações de cultura corporal é uma forma de integrar pessoas e grupos sociais.
 Ser capaz de reconhecer-se como integrante do ambiente. Os alunos devem adotar hábitos saudáveis de higiene, alimentação e atividades corporais, percebendo seus efeitos sobre as próprias condições de saúde e sobre a melhoria da saúde de todos.
 Praticar atividades de forma equilibrada. A regularidade e a perseverança, regulando e dosando o esforço de acordo com as possibilidades de cada um, permitem o aperfeiçoamento das competências corporais.
 Reconhecer as condições de trabalho

As melhores atividades para as quatro séries iniciais

Quando chegam à escola, as crianças trazem algum conhecimento sobre o corpo e o movimento. Se puderam conviver e brincar com amigos e irmãos ou explorar diversos
espaços, elas já conhecem muitos jogos e brincadeiras. Mas, mesmo com pouca experiências desse tipo, elas podem viver, na escola, novas situações de desafios corporais. Veja o que se espera do aluno e algumas sugestões para facilitar seu trabalho:


No primeiro ciclo
 Conhecer seus limites e possibilidades para estabelecer as próprias metas.
 Compreender, valorizar e saber usufruir as diferentes manifestações culturais.
 Organizar jogos, brincadeiras e outras atividades lúdicas.


No segundo ciclo
 Nas atividades corporais, respeitar o
desempenho do colega, sem discriminações de
nenhuma natureza.
 Manter o respeito mútuo, a dignidade e a
solidariedade em situações lúdicas e esportivas,
resolvendo conflitos de forma pacífica.
 Saber que organizar jogos e brincadeiras é
um modo de usufruir o tempo disponível.

 Conhecer seus limites e possibilidades para controlar atividades corporais com autonomia,
entendendo que esta é uma maneira de manter a saúde.
 Analisar os padrões de estética, beleza e saúde como parte da cultura que os produz e criticar o consumismo.
 entender as diferentes manifestações da cultura corporal sem discriminação nem preconceito, valorizando e participando delas.


Dica
Todas as crianças aprendem, com a família, com amigos ou pela televisão, jogos ou brincadeiras que envolvem movimentos. Durante as aulas de Educação Física, crie portunidades para que elas possam compartilhar essas experiências com os colegas.
Dica
Debata com os estudantes como os meios de comunicação apresentam tais padrões e peça relacionem os tipos físicos exibidos nas propagandas
com o consumo de produtos.
Dica
Mostre um vídeo ou leve seus alunos para assistir a uma apresentação de dança, de capoeira ou a um jogo de futebol. Eles poderão observar a beleza dos movimentos e avaliar as técnicas empregadas. É importante que percebam as várias opções de atividades corporais e a diversidade de manifestações.

sábado, 13 de junho de 2009

05:23

Movimentos da Psicomotricidade

A psicomotricidade reflete um estado da vontade, que corresponde a execução de movimentos. Os movimentos podem ser voluntários ou involuntários.

Dos movimentos involuntários temos os automatismos elementares inatos e os adquiridos. Os inatos são aqueles que nascem conosco e são representados pelos reflexos, que são respostas caracterizadas pela invariabilidade qualitativa de sua produção e execução. Estes reflexos podem ser agonistas, antagonistas ou deflexos (alternantes) que são mais hierarquizados que os reflexos puros, permitindo certo grau de variabilidade, conforme a adaptabilidade individual. Refere-se a necessidades orgânicas. Influindo nestas respostas temos os instintos, responsável pela auto-conservação individual. No Homem ele é misturado com o afeto produzindo tendências ou inclinações.

Os automatismos adquiridos são os reflexos condicionados, que ocorrem devido a aprendizagem e nos forma hábitos, que, quando bons, nos poupam tempo e esforço, porém se exagerados, eliminam nossa criatividade e nos deixam embotados. Os hábitos podem ser passivos (adaptação biológica ao seu ecossistema) ou ativos (comer, andar, tocar instrumentos, etc...). Os reflexos condicionados são produzidos desde as primeiras semanas de vida. Esses reflexos condicionados geralmente começam como atividade voluntária e depois, por já estarem aprendidos, são mecanizados.

Os atos voluntários estão relacionados e dependem da inteligência e do afeto. O ato volitivo envolve 4 etapas:

1- intenção ou propósito- inclinações e tendência que fazem com que surja interesse em determinado objeto;

2- deliberação- onde ponderamos os motivos (razões intelectuais) e os móveis (atração ou repulsão, vindas do plano afetivo);

3- decisão- demarca o começo da ação, inibindo os móveis e motivos vencidos;

4- execução- há os movimentos físicos;

Vamos, adiante, citar alguns dos quadros encontrados no campo das alterações de psicomotricidade:

Estupor (ou acinesia) é a perda da atividade espontânea englobando simultaneamente, a fala, a mímica, os gestos, a marcha etc...Vem e vai bruscamente em crises de agitação psicomotora. É o caso do estupor catatônico (nos esquizofrênicos) e o depressivo (na depressão). Na neurologia este mesmo termo, "Estupor", é utilizado para designar redução do nível de consciência, que na psiquiatria designamos como "Torpor" ou "entorpecimento".
Agitação e Inibição Psicomotora são graus de determinado estado psicomotor. Quando há pequeno aumento ou diminuição dos movimentos são designados como inquietação e lentificação psicomotoras, respectivamente. Quando são alterações mais acentuadas, representam a agitação e inibição motora propriamente ditos. Podem ocorrer alterações da psicomotricidade em indivíduos normais, como por exemplo, após experimentar forte tensão emocional ou preocupações que levam a vontade de andar ou levam a imobilidade. A agitação patológica pode ocorrer com caráter uniforme e estruturado como na mania, ou desordenadamente e de forma improdutiva como na catatonia esquizofrênica, epilepsia e psicoses infecciosas e tóxicas (como no delirium tremens). A inibição ocorre por exemplo na depressão, estupor, estados confusionais e amenciais. Um grau ainda mais elevado de agitação é o furor, que se caracteriza por uma extrema agitação necessitando intervenção imediata para impedir danos aos outros ou ao próprio paciente.

Maneirismos ocorrem em esquizofrênicos, oligofrênicos e histéricos, e são caracterizados por gestos artificiais, ou linguagem e escrita rebuscada, com uso de preciosismo verbal, floreados estilísticos e caligráficos, etc...

Ecopraxia também ocorre em esquizofrênicos, oligofrênicos e histéricos (principalmente nos primeiros), onde ha imitação de um comportamento, sem propósito (gestos, atitudes etc...). Pode haver ecolalia (sons), ecomimia (mímica) e ecografia (escrita).

Estereotipias sãoao características do catatonismo onde há repetição automática de movimentos, frases, e palavras (verbigeração), ou busca de posições e atitudes, sem nenhum propósito. As estereotipias cinéticas são confundidas com os tiques nervosos, porém esses são elementares, de fundo neurótico. É mais difícil de distingui-las dos cerimoniais compulsivos porém estes são atos complicados que servem para aliviar a tensão nervosa da pessoa que a realiza. Alguns acham que as estereotipias cinéticas são atos que eram compreensíveis e motivados , que perderam sua causa.

Negativismo é a oposição ativa ou passiva às solicitações externas. Na passiva a pessoa simplesmente deixa de fazer o que se pede sen do característico o mutismo e a sitiofobia (medo de se comprometer, de ser internado, de ser envenenado). Na ativa, a pessoa faz tudo ao contrário do que se pediu, e as vezes quando desistimos eles o fazem sendo isso a "reação de última momento". O negativismo verbal pode se apresentar na forma das pararespostas (ou seja, o paciente entende a pergunta do entrevistador, porém não responde algo compatível com a pergunta, e sim algo "ao lado", ou próximo). O negativismo faz parte da série catatônica e representa ação imotivada e não deliberada.

Obediência Automática que é o oposto ao negativismo, onde o paciente tem extrema sugestionabilidade e faz tudo o que é mandado. Ocorre na esquizofrenia e quadros demenciais.

Catalepsia, Pseudo-Flexibilidade Cérea ocorre devido a hipertonia do tônus postural. Ocorre na histeria, esquizofrenia e parkinsonismo. A flexibilidade cérea é a conservação de uma posição, ocorrendo no parkinsonismo, enquanto que nos esquizofrênicos e histéricos há pseudo-flexibilidade cérea, devido a influência de fatores psicogênicos.

Extravagâncias Cinéticas, comum da conduta esquizofrênica. Pode ser descrito como a perda da gracilidade ou seja da naturalidade, espontaneidade, proporcionalidade dos gestos e atitudes; como a rigidez facial (o pregueamento da testa em "M" é característico da catatonia); paratimias (a mímica não esta em concordância com o pensamento verbalizado); focinho catatônico (protusão permanente dos lábios); interceptações cinéticas (interrupção brusca de um gesto apenas esboçado), etc...

Há ainda as dicinesias que são movimentos involuntários e repetitivos anormais. Pode ocorrer em quadros catatônicos ou após o uso de neurolépticos (em 20% dos pacientes) por longo tempo, dando a discinesia tardia (principalmente a síndrome buco-lingomastigatória).

quarta-feira, 10 de junho de 2009

13:42

Jogos Cooperativos

segunda-feira, 8 de junho de 2009

10:18

5 atividades legais para aula de educação física

Essa é com certeza a aula mais esperada pela garotada, mas, muitas vezes, acaba virando só um grande corre-corre no pátio. Isso pode mudar: o programa da disciplina para turmas de 1ª a 4ª série tem tudo para ser tão divertido quanto um recreio livre - e produtivo também. Claro, você não é especialista, mas pode assumir essa tarefa e propor diversas atividades. Nos primeiros anos do Ensino Fundamental, o currículo da matéria sugere ensinar a cooperação entre os colegas e a criação de regras para brincadeiras em equipe. "Durante qualquer jogo coletivo, os alunos aprendem esses conceitos, que serão aplicados em diferentes situações da vida", afirma João Batista Freire, professor de Educação Física da Universidade do Estado de Santa Catarina. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, a disciplina pode ajudar os pequenos a entender também, entre outras questões, as diferenças culturais e individuais. Isso inclui perceber, por exemplo, que meninos e meninas têm potenciais distintos, mas que todos são capazes.
Na hora de fazer seu planejamento é importante ficar atento à faixa etária dos estudantes. Com as turmas de 1ª e 2ª séries, o trabalho com brincadeiras tradicionais é perfeito. O objetivo, nesse caso, é valorizar a cultura popular e dar autonomia aos pequenos na construção de regras. Para 3ª e 4ª séries, o enfoque se volta para os jogos pré-desportivos, que exigem a compreensão de normas mais complexas. A seguir, você confere três sugestões de atividades.

1. Pinobol: atividade aeróbica para trabalhar em equipe

O Pinobol é indicado pela professora Priscilla Voss, da Fundação Gol de Letra, do Rio de Janeiro, para 3ª e 4ª séries. É um jogo que desenvolve a capacidade cardiorrespiratória das crianças e a cooperação. Para começar, a professora providencia alguns cones de plástico, daqueles de trânsito - de sete a 15 -, que são espalhados aleatoriamente pelo pátio. Se não houver esses cones, a dica é usar baldes ou banquinhos e cadeiras pequenas de plástico. "Quanto maior o número de cones, mais difícil fica o jogo. Por isso, o melhor é ir aumentando a quantidade de forma gradual", explica Priscilla.

Ela divide os estudantes em duas equipes, que ficam em fila indiana, uma ao lado da outra. Apenas dois alunos - um de cada equipe - competem de cada vez. O jogador da equipe A precisa "queimar" o adversário com uma bola. O jogador da B tem como objetivo derrubar os cones - o mais rápido possível e com qualquer parte do corpo. Priscilla dá a partida e cronometra cada etapa. Quando o aluno da B é atingido, ele é substituído pelo próximo da fila. O mesmo acontece com o jogador da equipe A assim que arremessa a bola. Quando a fila termina, os papéis se invertem. Ganha a equipe que derrubar todos os cones em menor tempo.

2. Brincadeiras de rua adaptadas para a escola

Valorizar as brincadeiras de rua é um dos objetivos da professora Cindy Siqueira em suas aulas de Educação Física na Escola Anézio Cabral, em Osasco (SP). Para começar o trabalho com a turma da 1ª série, ela lançou a questão: do que vocês brincam com os amigos quando estão fora da escola? "De Balança Caixão", um dos alunos respondeu, explicando como era a brincadeira. Os colegas começaram, então, a discutir os detalhes das regras que seriam seguidas por eles quando fossem brincar no pátio.

O Balança Caixão começa quando uma criança é balançada por dois amigos que a seguram pelas mãos e pernas. Enquanto isso, os demais cantam: "Balança caixão, balança você. Dá um tapa nas costas e vai se esconder!" Terminada a música, a criança que estava suspensa é deixada no chão com cuidado (providencie um colchonete para evitar impacto das costas do aluno com o solo) e espera por alguns instantes até que todos - inclusive os colegas que a seguraram - se escondam. Na hora da brincadeira, contudo, os alunos de Cindy tiveram que adaptar as regras. "Perguntei às crianças o que fazer, já que não havia esconderijo suficiente para todos no pátio", conta. A garotada resolveu o problema dividindo a classe em dois grupos que se alternariam: o de pegadores e o de fujões.

Numa etapa seguinte, a professora pediu aos estudantes para perguntar aos pais e vizinhos se conheciam o Balança Caixão e quais eram as regras no tempo em que eram crianças. A idéia era fazer a garotada descobrir em que pontos a brincadeira coincidia ou se diferenciava em relação à atual. Para enriquecer mais ainda a atividade, Cindy levou para a classe uma reprodução do quadro Jogos Infantis, do pintor Pieter Bruegel. A pintura apresenta 84 atividades lúdicas do século 16. "Os alunos ficaram maravilhados ao descobrir que as crianças daquela época conheciam uma brincadeira semelhante ao Balança Caixão", conta Cindy.

3. Bola na Torre: um jogo para seguir e criar regras

Parece basquete, mas não é. No Bola na Torre, outra atividade proposta pela professora Priscilla, da Fundação Gol de Letra, a meninada precisa encestar a bola. Mas não é tão simples assim, porque a tabela se move! O jogo, indicado para estudantes de 3ª e 4ª séries, desenvolve habilidades corporais (como a pontaria) e sociais (como o trabalho em grupo). Na hora de formar as equipes, meninos e meninas se alternam. Assim, há um equilíbrio de forças e a garotada percebe as diferenças individuais.

As regras básicas são as seguintes: um aluno de cada equipe segura a cesta para seu time. Cada um dos cesteiros sobe em um dos bancos suecos colocados em extremos opostos do pátio e segura o balde na mão, tentando fazer com que a bola entre nele. Como o banco tem apenas 20 centímetros de altura, não há perigo de a criança se machucar caso caia. Todos se revezam na função de tentar fazer a bola entrar no balde. "Nessa posição, a criança desenvolve o equilíbrio e a coordenação motora", explica Priscilla. A garotada pode criar outras regras: é permitido andar com a bola na mão? Quantas vezes a bola pode quicar antes de ser arremessada?
Se a classe for numerosa, logo os estudantes vão perceber que não dá para todos jogarem ao mesmo tempo. Eles mesmos vão pedir para dividir os times. Depois, é só prestar atenção para que ninguém se esqueça do regulamento.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

05:52

A Educação Física foi vista como meio de preparar a juventude para a defesa da nação, fortalecer o trabalhador ou buscar novos talentos esportivos que representassem a pátria internacionalmente. Hoje, seu reconhecimento como componente curricular da Educação Básica na Lei de Diretrizes e Bases de 1996 mostra o caráter essencial de sua prática, que é o de integrar-se com outras disciplinas do ensino básico. A Educação Física deve propiciar uma aprendizagem que mobilize aspectos afetivos, sociais, éticos e da sexualidade. A proposta é que os alunos sejam capazes de participar de atividades corporais, respeitar o próximo, repudiar a violência, adotar hábitos saudáveis de higiene e alimentação e
ter espírito crítico em relação à imposição de padrões de saúde, beleza e estética.

Exercícios para ser feitos na escola e em casa

As aulas de Educação Física dos alunos da 2a série da Escola Municipal Henfil, em Recife (PE), não se limitam às quadras esportivas. Quando voltam para a classe, fazem redações sobre as situações vividas nas quadras. Empolgados, eles produzem textos mais vivos e ricos. Em casa, as tarefas continuam. As crianças pesquisam brincadeiras, danças e
jogos que os pais e avós praticavam quando pequenos.

Segundo propõem os PCN, os alunos devem desenvolver as seguintes habilidades ao longo das oito primeiras séries:

Participar de atividades corporais. Ou seja, os alunos devem manter relações equilibradas e construtivas com os colegas, respeitando as características físicas e o desempenho de cada um.
Manter uma atitude de respeito e repudiar a violência. Situações lúdicas e esportivas devem desenvolver a solidariedade.
Aprender com a pluralidade. Conhecer diferentes manifestações de cultura corporal é uma forma de integrar pessoas e grupos sociais.
Ser capaz de reconhecer-se como integrante do ambiente. Os alunos devem adotar hábitos saudáveis de higiene, alimentação e atividades corporais, percebendo seus efeitos sobre as próprias condições de saúde e sobre a melhoria da saúde de todos.
Praticar atividades de forma equilibrada. A regularidade e a perseverança, regulando e dosando o esforço de acordo com as possibilidades de cada um, permitem o aperfeiçoamento das competências corporais.
Reconhecer as condições de trabalho

As melhores atividades para as quatro séries iniciais

Quando chegam à escola, as crianças trazem algum conhecimento sobre o corpo e o movimento. Se puderam conviver e brincar com amigos e irmãos ou explorar diversos
espaços, elas já conhecem muitos jogos e brincadeiras. Mas, mesmo com pouca experiências desse tipo, elas podem viver, na escola, novas situações de desafios corporais. Veja o que se espera do aluno e algumas sugestões para facilitar  seu trabalho:


No primeiro ciclo
Conhecer seus limites e possibilidades para estabelecer as próprias metas.
Compreender, valorizar e saber usufruir as diferentes manifestações culturais.
Organizar jogos, brincadeiras e outras atividades lúdicas.


No segundo ciclo
Nas atividades corporais, respeitar o
desempenho do colega, sem discriminações de
nenhuma natureza.
Manter o respeito mútuo, a dignidade e a
solidariedade em situações lúdicas e esportivas,
resolvendo conflitos de forma pacífica.
Saber que organizar jogos e brincadeiras é
um modo de usufruir o tempo disponível.

Conhecer seus limites e possibilidades para controlar atividades corporais com autonomia,
entendendo que esta é uma maneira de manter a saúde.
Analisar os padrões de estética, beleza e saúde como parte da cultura que os produz e criticar o consumismo.
entender as diferentes manifestações da cultura corporal sem discriminação nem preconceito, valorizando e participando delas.


Dica
Todas as crianças aprendem, com a família, com amigos ou pela televisão, jogos ou brincadeiras que envolvem movimentos. Durante as aulas de Educação Física, crie portunidades para que elas possam compartilhar essas experiências com os colegas.
Dica
Debata com os estudantes como os meios de comunicação apresentam tais padrões e peça relacionem os tipos físicos exibidos nas propagandas
com o consumo de produtos.
Dica
Mostre um vídeo ou leve seus alunos para assistir a uma apresentação de  dança, de capoeira ou a um jogo de futebol. Eles poderão observar a beleza dos movimentos e avaliar as técnicas empregadas. É importante que percebam as várias opções de atividades corporais e a diversidade de manifestações.

05:50

A relação da aprendizagem motora com o desporto de alto rendimento


Introdução
 
Através deste estudo iremos analisar e entender o processo ensino aprendizagem que implica no conhecer as variadas fases da aprendizagem motora até chegar ao alto rendimento, onde estaremos falando dos domínios cognitivos e psicomotores da criança.

Desenvolvimento

Lucena (1994, pg. 03 e 06) diz em seu livro que as atividades desportivas e corporais embutidas nas práticas regulares de Educação física e na iniciação desportiva, aguçam de forma direta os domínios cognitivo e psicomotor da criança, e como sabemos, criança é " movimento". Sendo assim, nada mais adequado do que utilizar –se do movimento como meio de permitir a criança expressar-se livremente, pondo em prática toda a sua criatividade.

Aprender a praticar um desporto, seria aprender a utilizar técnicas corporais básicas adequadas ás características específicas de uma modalidade esportiva, sendo assim podemos considerar que a aprendizagem desportiva, é essencialmente uma aprendizagem corporal e motora.

Diz ainda que, "para que ocorra um aprendizado progressivo e bem fundamentado, é importante que a criança obtenha níveis mínimos de desenvolvimento de suas qualidades físicas, psíquicas e motoras, sendo capaz de exercer total dominío sobre técnicas corporais básicas, para então iniciá-la no aprendizado dos elementos das diferentes técnicas individuais específicas do futsal".

Segundo Voser e Giusti (2002, pg. 23) a atividade esportiva praticada na escola deve ter o intuito exclusivamente voltado para a iniciação e a orientação esportiva, jamais devendo enfocar a especialização e o treinamento.

o esporte praticado na escola será de grande importância para o desenvolvimento integral da criança, desde que sejam respeitadas as individualidades dos praticantes.

Na inicialização esportiva escolar, a criança dá seus primeiros passos para o aprendizado, praticando-o sem a rigidez e a seletividade que a especialização esportiva exige das equipes federadas de competição. A prática do futsal na escola envolve a adaptação e a familiarização aos seus elementos.

Como itens importantes a serem desenvolvidos, destacaríamos o contato com a bola, o espaço de jogo (quadra), a relação com os colegas e adversários e principalmente, os aspectos de aquisição motora, visando à utilização das técnicas que envolvem essa modalidade esportiva com menor gasto de energia e á seleção da técnica mais indicada para determinado momento do jogo.

Conforme expõem Malina e Bouchar (1991; citados por Vargas Neto e Voser, 2001, pg. 33), existem diferenças conceituais entre crescimento, amadurecimento e desenvolvimento.

Posteriormente, tais diferenças serão de extrema importância para a compreensão de como se estabelecem as aquisições motoras e de como se dá a especialização esportiva, respeitando os critérios individuais da criança.

Fonseca (1998, pg. 26 e 173) faz em seu livro treinamento para goleiros uma classificação das qualidades físicas e divide essas em duas formas (forma física e destreza motora). Na forma física ele coloca: flexibilidade, força, potência e resistência. Na destreza motora: coordenação motora, velocidade de reação / deslocamento, agilidade e equilíbrio.

Acredito que essas qualidades físicas não se aplicam  somente para os goleiros e sim para toda a equipe.

Fonseca diz ainda que na montagem de um planejamento devemos respeitar as etapas estipuladas para a equipe  como um todo, respeitando os aspectos físicos, técnicos e táticos. Entretanto, ele terá um enfoque diferenciado devido a especificidade e complexidade exigida pela posição.

Nicolino (1998, pg. 64) em seu livro aponta algumas pesquisas realizadas com profissionais que na teoria falavam uma coisa e na prática desenvolvia outra. Assim sendo, Nicolino diz que "diante desse quadro é que nasce a preocupação constante em estarmos atualizados com o aprendizado e fornecermos subsídios para que todos profissionais da área possam desenvolver um programa coerente com diferentes categorias do futsal.

Nicolino cita segundo Schroeterc (1975), a aprendizagem motora está intimamente ligada a aquisição, aperfeiçoamento, estabilização, emprego e conservação das habilidades motrizes.

Segundo Santos Filho (2000, Pg. 26 e 28), visto ser, na fase de iniciação e nas categorias menores, o momento em que serão formados os atletas, sendo também a etapa na qual os gestos esportivos vão sendo assimilados e fixados, os atletas necessitam ser bem-educados e formados, através da constante prática de todos os fundamentos do jogo, para a correta e precisa fixação dos mesmos.

Este é ainda o momento ideal para a detectação e correção de possíveis vícios e atitudes incorretas, que futuramente poderão intervir de forma negativa na perfeita execução dos movimentos e fundamentos que a modalidade requer.

Pois como temos visto, nessas equipes os atletas se apresentam totalmente desenvolvidos, gostam e se entusiasmam pelo trabalho mais aprofundado de esquematização tática, necessitando de variedade e diversidade nas jogadas ensaiadas, já que todas suas capacidades motoras, técnicas e intelectuais estão plenamente desenvolvidas e, acima de tudo, se envolvem ao assumirem responsabilidades dentro do grupo e da equipe.

...Segundo Magill (1987, Pg. 12) em seu livro que está orientado para a aprendizagem motora no capitulo 1, considerando tópicos e termos envolvidos na aprendizagem motora, mas não definiu ainda aprendizagem motora. Os problemas e as expressões consideradas até aqui foram apresentadas por serem importantes para seu uso, como pedras fundamentais na investigação da aprendizagem motora como matéria de estudo.

Primeiro, devemos considerar o termo aprendizagem. Mesmo que seja discutido mais detalhadamente no capitulo 2, vamos definí-lo aqui para nossas necessidades atuais. Aprendizagem pode ser definida como uma mudança interna no individuo, deduzida de uma melhoria relativamente permanente em seu desempenho, como resultado da prática.

Dada esta breve definição, simplesmente acrescentamos a palavra motora a palavra aprendizagem para indicar o tipo específico de aprendizagem que nos interessa.

Greco diz em seu livro (pg. 15 e 16) que segundo Martin (1991), alguns autores – Roth (1989), Schmidt (1982), Pohlmann (1986), Rieder (1983), entre outros – consideram a aprendizagem motora e a aquisição de habilidades e de técnicas como sinônimos.

É compreensível considerar a técnica como sinônimo de aprendizagem motora, já que a elaboração, a aprendizagem e o desenvolvimento de uma técnica estão muito relacionadas a aprendizagem motora, mas isto só pode servir de modelo explicativo em parte.

Voser (1999, Pg.22) diz que para Kunz (1994), o conceito de esporte, hoje, é restrito, pois se refere ao esporte que tem como conteúdo o treino, a competição, o atleta e o rendimento esportivo.

Diante destas perspectivas, fica claro não ser saudável que o esporte entre na vida de uma criança apenas com o referencial de competição e rendimento. A criança mantém uma relação com o esporte muito mais afetiva e prazerosa do que eficiente e utilitária.

Conclui-se, então, que o surgimento de uma cultura desportiva depende diretamente das experiências que a criança teve durante a sua vida de iniciação desportiva. Na verdade, à medida que a criança vai se independentizando das exigências impostas pelo esporte de alto rendimento, geralmente na segunda infância, ela tende a abandona-lo precocemente.

Dentro deste enfoque, desistindo do esporte na infância, a criança tenderá a não praticá-lo por toda a sua vida e tampouco irá incorporá-lo em sua cultura.

Segundo Mutti (2003, Pg. 08 e 09), a aprendizagem do futsal é uma aprendizagem motora, na qual a ação pedagógica visa oferecer amplas possibilidades de movimentação por meio de uma grande variedade de experiências, culminando num alto grau de habilidade e de eficiência nos gestos específicos do futsal, assim como no aprendizado do seu sentido e significado.

Diante do exposto, podemos definir a aprendizagem como a ação de aprender, adquirir uma nova conduta ou modificar uma conduta anterior. Com efeito, o significado de aprender é buscar informações, adaptar-se a mudanças, adquirir hábitos, modificar condutas e comportamentos, adquirir conhecimentos e habilidades, rever a própria experiência.

Conclusão

A evolução é o objetivo da vida. A busca do aperfeiçoamento é nossa grande meta. Ao concluir este trabalho, não pude deixar de perceber que todos os autores citam a aprendizagem motora que é a base desta revisão literária e portanto também da criança, que por sua vez participam de competições onde terão que desenvolver o seu alto rendimento, seja em campeonatos Escolares ou no Clube onde a cobrança é em sua vez bem maior.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Voser, Rogério da Cunha; Giusti, João Gilberto. O Futsal e a Escola uma Perspectiva Pedagógica – Porto Alegre: Artmed, 2002, Pg. 23

Lucena, Ricardo. Futsal e a Iniciação – Rio de Janeiro: Sprint, 1994, Pg. 03 e 06.    

Fonseca, Gerard Mauricio. Futsal -  Treinamento para Goleiros – Rio de Janeiro: Sprint, 1998, Pg. 26 e 173.

Junior, Nicolino Bello. A Ciencia do Esporte Aplicado ao Futsal – Rio de Janeiro: Sprint, 1998, Pg. 64.

Santos Filho, José Laudier Antunes dos. Manual de Futsal -  Rio de Janeiro: Sprint, 2000, Pg. 26 e 28..

Greco, Pablo Juan. Iniciaçao  Esportiva – Minas Gerais: Ufmg, Pg. 15 e 16.

Magill, Richard. Aprendizagem Motora Conceitos e Aplicações – São Paulo: Blucher, 1987, Pg. 12

Mutti, Daniel. Futsal da iniciação ao alto nível – São Paulo: Phorte, 2003, Pg. 08 e 09

Voser, Rogério da Cunha. Iniciação ao Futsal, abordagem recreativa _ Canoas: Ulbra, 1999, Pg. 22        

 
Profº. Ricardo Lucena

Autor: José Bento Eufrásio

quinta-feira, 4 de junho de 2009

10:17

Avaliação em Educação Física Escolar

Na Educação Física a avaliação é a chance de verificar se o aluno aprendeu a conhecer o próprio corpo e a valorizar a atividade física como fator de qualidade de vida. Portanto, nada de considerar apenas a freqüência às aulas, o uniforme ou a participação em jogos e competições — nem comparar os que têm "veia" de campeão com os que não têm. Não há uma única fórmula pronta para avaliar, mas é essencial detectar as dificuldades e os progressos dos estudantes. "O mais indicado é não utilizar um só padrão para todos, mas fazer um diagnóstico inicial para poder acompanhar o desenvolvimento de cada um", resume Alexandre Moraes de Mello, diretor da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Em fichas, a evolução


Silva avalia Karoline: em um semestre, evolução de 11 pontos no alongamentoCleverson da Silva, professor do Colégio Estadual Núcleo Social Yvone Pimentel, em Curitiba, sempre verifica a condição física de seus alunos. No começo de 2002 ele notou que Karoline Pialecki, da 6ª série, tinha pouca flexibilidade para a idade e as condições físicas. Silva deu alongamentos em todas as aulas e, em agosto, repetiu o teste (fotos ao lado). A menina tinha evoluído 11 pontos. "Hoje o passatempo dela e das amigas é fazer exercícios na hora do intervalo", diz. Para perceber os avanços de cada aluno, Silva criou fichas em que anota a evolução aula por aula. Outros instrumentos muito úteis são relatórios, dinâmicas, redações e auto-avaliações.


O caminho das pedras

Na Educação Física, como em todas as outras áreas, para avaliar bem é preciso definir os objetivos, pois eles determinam o conteúdo a ser trabalhado e os critérios para observar a evolução da aprendizagem. Exemplos: descobrir o próprio corpo para utilizá-lo melhor em atividades motoras básicas (correr, saltar) ou específicas (passes no basquete ou handebol, chutes no futebol) e compreender e respeitar as regras de um jogo e agir cooperativamente.

As primeiras aulas funcionam como referência, para que o professor faça a análise inicial da turma, observando e registrando as características de cada estudante. Independentemente de o grupo conhecer ou não a atividade, é preciso explicar, desde o início, os motivos pelos quais ela faz parte do programa, quais os movimentos, as capacidades e as habilidades que serão trabalhados e que aspectos serão avaliados, coletiva e individualmente. "O estudante precisa conhecer quando e como será julgado", explica Caio Martins Costa, consultor na área de Educação Física do Colégio Friburgo, em São Paulo.

Prazer de ver avançar quem tem pouca aptidão

É comum o professor de Educação Física encher os olhos quando vê alunos habilidosos nos esportes. Alexandre Moraes de Mello propõe olhar também de modo inverso.

"A criança com pouca vivência motora é a mais importante para o trabalho docente, justamente porque representa um desafio", diz. Com esse tipo de estudante é preciso aplicar métodos adequados para trabalhar suas dificuldades específicas. Mello afirma que agir dessa maneira compensa, pois o prazer de ver o crescimento do estudante não tem preço.

Os três focos

Os Parâmetros Curriculares Nacionais indicam três focos principais de avaliação na Educação Física:

Realização das práticas — É preciso observar primeiro se o estudante respeita o companheiro, como lida com as próprias limitações (e as dos colegas) e como participa dentro do grupo. Em segundo lugar vem o saber fazer, o desempenho propriamente dito do aluno tanto nas atividades quanto na organização das mesmas. O professor deve estar atento para a realização correta de uma atividade e também como um aluno e o grupo formam equipes, montam um projeto e agem cooperativamente durante a aula.

Valorização da cultura corporal de movimento — É importante avaliar não só se o educando valoriza e participa de jogos esportivos. Relevante também é seu interesse e sua participação em danças, brincadeiras, excursões e outras formas de atividade física que compõem a nossa cultura dentro e fora da escola.

Relação da Educação Física com saúde e qualidade de vida — É necessário verificar como crianças e jovens relacionam elementos da cultura corporal aprendidos em atividades físicas com um conceito mais amplo, de qualidade de vida.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

05:00

Exemplo de Treinamento da coordenação de movimentos


Treinamento da coordenação de movimentos


Estações:

1. Bloco de coordenação (pé de saída direito)
2. Saltos alternados
3. Deslocamento lateral/frontal em velocidade
4. Bloco de coordenação (pé de saída esquerdo)
5. Deslocamento lateral/frontal em velocidade
6. Saltos alternados
7. Tiros de 90 a 150 metros


Descrição das atividades:

Bloco de coordenação – é composto por 3 cones dispostos na forma de um triangulo eqüilátero, distantes 30 cm um do outro. O exercício consiste na movimentação coordenada dos membros inferiores do atleta em aceleração (como se fosse acelerar para alcançar a bola). Basicamente é composto por 5 momentos distintos:

1. pés juntos (posição inicial);
2. pé de saída (direito ou esquerdo) à frente (junto ao cone);
3. pé de apoio junto ao de saída;
4. pé de saída de volta à posição inicial;
5. pe de apoio de volta à posição inicial

A movimentação acima deverá ser realizada em todos os três cones, sendo que o deslocamento de um cone para o outro deverá ser feito, da posição inicial para o novo cone na diagonal, iniciando imediatamente o exercício.

- Saltos alternados
Este exercício baseia-se na teoria que a corrida é uma sucessão de pequenos saltos. Por meio deste procuramos aumentar o repertorio motor através da variação da distancia entre as passadas, chegando em alguns momentos a saltos de curta e media distancia.

O que guia esta variação é as marcações no chão (cordas, faixas, pintadas ou riscadas). A distância varia entre as marcas de 50 a 150cm (sugeridas na planilha 01 são 50cm (pequenas) 100 cm (médias) e 150 cm (grande)).

- Deslocamento lateral/frontal em velocidade
O deslocamento inicial é feito lateralmente de frente para os demais cones. Ao chegar neste realiza-se um sprint (ou tiro) a toda velocidade na diagonal até o outro cone. Repete-se até o final da estação

Tiros de 90 ou 150 metros – corridas em velocidade num circuito demarcado previamente pelo preparador físico ou responsável pelo treinamento. Não devendo ultrapassar a distancia prevista acima.

 2 a 3 séries
 8 a 15 passagens
 2 minutos de recuperação ativa ao final de cada séries

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