quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

05:40

Planos de Aula na Educação Física Escolar

   

O ensino de Educação Física auxilia na formação do caráter, assim como proporciona maior rendimento intelectual dos alunos. Por isso, o plano de aula é uma ferramenta fundamental na vida escolar, pois norteia as atividades a serem feitas com os alunos, da Educação Infantil ao Ensino Médio.

Na Educação Física, ter planos de aulas para facilitar planejamento é essencial para estudantes e professores. O plano de aula de Educação Física deve ser conciso e prático. Ele visa nortear os comandos do professor e deve ser elaborado tendo-se em consideração o projeto pedagógico da instituição de ensino.

Conheça o guia que mudou minha vida de professora de Educação Física.

O bom plano de aula de Educação Física prioriza as necessidades e as limitações dos alunos, variando de acordo com a faixa etária e as características intrínsecas a cada um deles.

Seja durante o Ensino Médio, Fundamental ou Educação Infantil, sem dúvida alguma o planejamento de Educação Física contribui para a melhoria da qualidade do tempo das aulas. Além do mais, influencia positivamente a saúde física e emocional dos alunos.

Pelo que podemos ver, a organização do plano de aula de acordo com cada faixa etária dos alunos demonstra a importância da Educação Física no currículo de todos os níveis da Educação Básica.




segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

12:11

Importância da Psicomotricidade até os 3 anos da criança


A escola ainda mantém o caráter mecanicista instalado na Educação Infantil, ignorando a psicomotricidade também nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Os professores, preocupados com a leitura e a escrita, muitas vezes não sabem como resolver as dificuldades apresentadas por alguns alunos, rotulando-os como portadores de distúrbios de aprendizagem. Na realidade, muitas dessas dificuldades poderiam ser resolvidas na própria escola e até evitadas precocemente se houvesse um olhar atento e qualificado dos agentes educacionais para o desenvolvimento psicomotor.

Entendemos hoje que a psicomotricidade, oportunizando as crianças condições de desenvolver capacidades básicas, aumentando seu potencial motor, utilizando o movimento para atingir aquisições mais elaboradas, como as intelectuais, ajudaria a sanar estas dificuldades.

Neuropsiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos têm insistido sobre a importância capital do desenvolvimento psicomotor durante os três primeiros anos de vida, entendendo que é nesse período o momento mais importante de aquisições extremamente significativas a nível físico. Aquisições que marcam conquistas igualmente importantes no universo emocional e intelectual.

Aos três anos as aquisições da criança são consideráveis e possui, então, todas as coordenações neuromotoras essenciais, tais como: andar, correr, pular, aprender a falar, se expressar, se utilizando de jogos e brincadeiras. Estas aquisições são, sem dúvida, o resultado de uma maturação orgânica progressiva, mas, sobretudo, o fruto da experiência pessoal e são apenas parcialmente, um produto da educação. Estas foram obtidas e são complementadas progressivamente ao tocar, ao apalpar, ao andar, ao cair, ao comparar, por exemplo, e a corticalização, em si mesma, "é uma estreita função das experiências vivenciadas". (Koupernik)

Esta ligação estreita entre maturação e experiência neuromotora, segundo Henri Wallon passa por diferentes estados:

• Estado de impulsividade motora – onde os atos são simples descargas de reflexos;

• Estados emotivos – as primeiras emoções aparecem no tônus muscular. As situações são conhecidas pela agitação que produzem, evidenciando uma interação da criança com o meio;

• Estado sensitivo-motor – coordenação mútua de percepções diversas (adquire a marcha, a preensão e o desenvolvimento simbólico e da linguagem);

• Estado projetivo – mobilidade intencional dirigida para o objeto. Associa à necessidade do uso de gestos para exteriorizar o ato mental (inteligência prática e simbólica).

Do ato motor à representação mental, graduam-se todos os níveis de relação entre o organismo e o meio (Wallon). O desenvolvimento para Wallon é uma constante e progressiva construção com predominância afetiva e cognitiva.

Na educação infantil, a prioridade deve ser ajudar a criança a ter umapercepção adequada de si mesma, compreendendo suas possibilidades e limitações reais e ao mesmo tempo, auxiliá-la a se expressar corporalmente com maior liberdade, conquistando e aperfeiçoando novas competências motoras.

O movimento e sua aprendizagem abrem um espaço para desenvolver:

• Habilidades motoras além das dimensões cinéticas, que levem a criança aprender a conhecer seu próprio corpo e a se movimentar expressivamente;

• Um saber corporal que deve incluir as dimensões do movimento, desde funções que indiquem estados afetivos até representações de movimentos mais elaborados de sentidos e idéias;

• Oferecer um caminho para trocas afetivas;

• Facilitar a comunicação e a expressão das idéias;

• Possibilitar a exploração do mundo físico e o conhecimento do espaço;

• Apropriação da imagem corporal;

• Percepções rítmicas, estimulando reações novas, através de jogos corporais e danças;

• Habilidades motoras finas no desenho, na pintura, na modelagem, na escultura, no recorte e na colagem, e nas atividades de escrita.

Os materiais que colaboram para as experiências motoras podem incluir:

• Túneis para as crianças percorrerem;

• Caixas de madeira;

• Móbiles;

• Materiais que rolem e onde as crianças possam entrar;

• Instrumentos musicais ou geradores de som (bandinhas de diversos objetos etc.);

• Cordas;

• Bancos, sacos de diversos tamanhos, pneus, tijolos;

• Espelhos, bastões, varinhas;

• Papéis de todos os formatos;

• Giz, lápis, canetas hidrográficas (de diversos tamanhos);

• Elásticos e outros.

Estimular atividades corporais, para além da sala de aula, propiciando experiências que favorecerão a motricidade fina, auxiliariam os alunos de ritmo normal e os de aprendizagem lenta a vencer melhor os desafios da leitura e da escrita.

Além disso, pode ser destacado o fato de que as brincadeiras e os jogos são importantes no mundo da fantasia da criança, que torna possível transcender o mundo imediatamente disponível, diretamente perceptível. O mundo perceptível das pessoas é sempre um mundo significativo, isto é, sempre um mundo interpretado por alguém e, portanto, singular e subjetivo tal como a escrita.

As crianças estão sempre em movimento, se deslocando entre ações incertas, aleatórias, em função de sua curiosidade com o mundo, para a construção de interesses próprios mais claros. A escola pode aproveitar esse movimento ou, então, pode inibi-lo de tal modo que desencoraje a criança em sua pesquisa com o meio.

A atitude da escola frente à espontaneidade do movimento de cada criança poderá senão determinar, pelo menos influenciar fortemente o rumo do processo de aprendizagem da criança. A escola que trabalha com especial atenção para o desenvolvimento psicomotor da criança tende a contribuir no bom aprendizado.

Para facilitar o seu trabalho, indico o TOP 100 Psicomotricidade, com 100 atividades de Psicomotricidade para aplicação imediata.
12:09

7 metas da Psicomotricidade na criança




A Psicomotricidade existe nos menores gestos e em todas as atividades que desenvolve a motricidade da criança, visando ao conhecimento e ao domínio do seu próprio corpo. É um fator essencial e indispensável ao desenvolvimento global e uniforme da criança. A estrutura da Educação Psicomotora é a base fundamental para o processo intelectual e de aprendizagem da criança. O desenvolvimento evolui do geral para o específico; quando uma criança apresenta dificuldades de aprendizagem, o fundo do problema, em grande parte, está no nível das bases do desenvolvimento psicomotor.

A psicomotricidade, como estimulação aos movimentos da criança, tem como meta:

- Motivar a capacidade sensitiva através das sensações e relações entre o corpo e o exterior (o outro e as coisas).

- Cultivar a capacidade perceptiva através do conhecimento dos movimentos e da resposta corporal.

- Organizar a capacidade dos movimentos representados ou expressos através de sinais, símbolos, e da utilização de objetos reais e imaginários.

- Fazer com que as crianças possam descobrir e expressar suas capacidades, através da ação criativa e da expressão da emoção.

- Ampliar e valorizar a identidade própria e a auto-estima dentro da pluralidade grupal.

- Criar segurança e expressar-se através de diversas formas como um ser valioso, único e exclusivo.

- Criar uma consciência e um respeito à presença e ao espaço dos demais.

A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal e tem como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança. Por meio das atividades, as crianças, além de se divertirem, criam, interpretam e se relacionam com o mundo em que vivem. Por isso, cada vez mais os educadores recomendam que os jogos e as brincadeiras ocupem um lugar de destaque no programa escolar desde a Educação Infantil.

Portanto, observe essas 7 metas, introduza na Educação Infantil. Para facilitar o seu trabalho, indico o TOP 100 Psicomotricidade, com 100 atividades de Psicomotricidade para aplicação imediata.

Bons exemplos de atividades físicas são aquelas de caráter recreativo, que favorecem a consolidação de hábitos, o desenvolvimento corporal e mental, a melhoria da aptidão física, a socialização, a criatividade; tudo isso visando à formação da sua personalidade.

sábado, 30 de dezembro de 2017

15:12

Estudo da ONU destaca a falta de atividade física nas escolas públicas

 

Segundo levantamento inédito feito pela ONU, no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), somente 0,58% das escolas brasileiras é considerada Escolas Ativas, que tem a distribuição do tempo e espaço apropriada para a prática das atividades físicas.

Atividades físicas nas escolas brasileiras
 

O estudo considera Escola Ativa um ambiente escolar com práticas variadas de esporte, infraestrutura propícia e participação ativa dos pais. Além de estrutura e incentivo à prática do esporte como rotina, essas escolas são vitoriosas para além das quadras.

Já sabemos que o esporte escolar funciona como um bom incentivo para o desenvolvimento do aluno na sala de aula.

Entre as escolas públicas, mostra o estudo, que quase metade (42%) se demonstra insuficiente para a prática de exercícios físicos, possuindo apenas uma quadra ou pátio. Entre as particulares, 24% estão neste nível.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

06:38

Educação Física Infantil



A questão da Educação Infantil hoje é bastante voltada ao interesse de estar preparando o aluno para o futuro. A ênfase dada a esta questão, tanto por parte governamental como no âmbito da própria instituição (a escola), se preocupa (na sua maioria) com a questão do desenvolvimento intelectual. Visam um objetivo perto do "ideal", em que o ensino infantil dê um suporte para a aprendizagem da criança que se formará para atuar na sociedade.

Infelizmente a Educação Física obtém um espaço no meio escolar apenas voltado para fins recreacionais e de lazer. Atualmente, o papel da Educação Física na escola é de difícil aceitação quanto à sua importância, em ser assumida prática pedagógica na escola.

Sobre esta questão temos o art. 26 da nova LDB em que está descrito que a Educação Física, integrada à proposta pedagógica da escola, é um componente obrigatório da Educação Básica que é constituída por três etapas: educação infantil, ensino fundamental e médio. Esta obrigatoriedade se encontra explícita no Parecer n.376/97, de 11/6/97, do Conselho Nacional de Educação, que reafirma o artigo 26 da nova LDB.

Assim, a Educação Física está inserida como componente curricular, no entanto, sua realização não é garantida, alegando-se que as condições do ensino infantil são precárias.

O que temos visto é que as instituições de ensino infantil, para estarem de alguma forma contemplando esta obrigatoriedade, assumem convênios com escolinhas de esporte para garantir que esta prática aconteça, ou até mesmo incluem aulas de dança, judô, natação que não se caracterizam como educação física escolar abrangendo o aspecto de prática pedagógica.

Fica fácil entender e explicar o porquê desta exclusão: a educação física não tem muito claro qual seu papel, sua importância e qual deveria ser sua aplicação na escola. Esta dificuldade, como nos diz Oyana (1998), surge no passado histórico da Educação Física, nas diferentes épocas em que assume vários papéis, caracterizando-se por um fazer exclusivamente prático e, por isso hoje não possui um embasamento científico/filosófico legitimado.

Segundo os novos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998), existem concepções vigentes em relação ao movimento: o não movimento (em que o movimento não faz parte da prática pedagógica), o movimento ligado à idéia de prontidão (através de exercícios mecânicos e sistemáticos que visam preparar as crianças para agirem sobre o meio físico) e a educação motora para o esporte (abordagem de movimentos ligados somente ao modelo esportivo). São estas concepções que também ajudam a prejudicar a Educação Física, pois, se entendidas desta forma, saem do contexto de prática pedagógica principalmente no período infantil.

Para que seja assumida e caracterizada no contexto escolar como importante, é necessário que se inicie esta busca de identidade e que cada profissional da área comece a desenvolver um trabalho que a justifique .

Desta forma, este estudo buscou enfocar como a Educação Física pode se utilizar de outros conhecimentos como meios para atingir seus própositos. A criança na idade da Educação Infantil, ao iniciar seu processo de escolarização, começa a viver uma nova realidade em sua vida. O papel do professor de Educação Física neste momento é "dar conta" de todos os aspectos que se relacionam com a criança e que estão envolvidos direta ou indiretamente no processo ensino-aprendizagem. É necessário que se saiba quais são as mudanças ocorridas tanto no intelecto quanto no físico e no aspecto comportamental neste período.

Durante esta pesquisa foram citados dois autores que bastante utilizados quando me referi aos processos de desenvolvimento e aprendizagem: Piaget e Vygotsky. Após ter estudado a teoria de ambos, assumo aqui a posição de estar me direcionando mais para o segundo. O porquê deta opção se refere ao fato de que Piaget teve seus estudos relacionados ao desenvolvimento cognitivo, afinal ele foi um psicólogo que estudou como se constrói o conhecimento. Já Vygotsky tem seu estudo mais voltado para a questão da aprendizagem relacionado com a prática pedagógica e consequentemente com o presente trabalho. Isto não quer dizer que serão descartadas as teorias de Piaget, porém a colocação feitas irão justificar as conclusões atribuídas.

Uma vez que a aprendizagem está ligada à relação do sujeito com o objeto, é preciso que se saiba como este processo ocorre e como, em nossas aulas, podemos promover a construção do conhecimento.

A criança, ao "entrar" na escola, possui um conhecimento prévio, denominado por Vygotsky de conhecimento cotidiano, que deve ser levado em conta quando o professor (assumindo o papel de mediador) inicia o processo de construção do conhecimento escolar, denominado de conhecimento científico.

Diante disto, não podemos considerar a criança como um ser vazio, que ao iniciar sua vida escolar vai ser "preenchido" em nossas aulas e que tudo que vai ser ensinado é novo ou possui necessariamente uma finalidade. Ao contrário disso, para a criança, algo que possa ser acrescentado à sua vida e que possua finalidade concreta, que seja adequada a ela, terá maior valor e poderá ser melhor aprendido.

A questão do que ensinar nas aulas de Educação Física de forma estabelecida e fragmentada (como correr, saltar, práticas esportivas, noções de regras), não faz parte deste estudo, pois estaria contradizendo o meu propósito, (não que estes conteúdos devam ser ignorados). O necessário aqui é enfatizar que o bom educador, ao ministrar aulas de Educação Física, não precisa somente conhecer o saber científico da sua área, mas também o processo de desenvolvimento em que se encontra seu aluno, principalmente na fase da educação infantil que possui muitas mudanças e que compreende a base deste desenvolvimento.

Além disso, Piaget nos descreve um conceito que anteriormente já foi dito, referente à reversibilidade (capacidade que a criança tem de seguir um raciocínio, sendo que nesta fase a criança é incapaz de reverter operações), que é de fundamental importância para o que estamos dizendo. Assim, tendo o conhecimento desta questão, o professor deve estar atendo também aos tipos de exercícios que irá propor aos seus alunos.

Dentro dos aspectos de desenvolvimento e aprendizagem, a criança, neste período, que por Piaget é denominado de pré-operatório, encontra-se num mundo do "faz de conta", em que o brinquedo e a situação imaginária é de seu interesse. Nestas atividades dedicam-se bastante, exercendo sua criatividade, realizando suas vontades e muitas vezes projetando no brinquedo sua realidade. Sendo assim, nesta fase o brinquedo é um dos métodos a serem utilizados e que podem estar garantindo uma motivação das crianças em sua aula e tornando o aprendizado mais efetivo e agradável.

Através do brinquedo a criança começa a relacionar-se com outras, começa a trabalhar com regras, com situações em grupos. Assim, o professor de Educação Física pode estar desenvolvendo seus conteúdos, utilizando-se da situação da brincadeira para atingir seus objetivos.

Outra questão a ser considerada neste contexto é a afetividade da criança: nesta fase ela é bastante egocêntrica tendo, portanto, dificuldades em se sociabilizar.Tais valores vão se modificando à medida em que ela se relaciona com outras pessoas e inicia um processo de troca de valores.

Todos estes fatores interferem no processo de desenvolvimento e aprendizagem, inclusive na internalização de conceitos que podem ocorrer com ou sem a presença de um mediador. Vygotsky relaciona o nível de desenvolvimento real, o nível de desenvolvimento proximal e a zona de desenvolvimento proximal ou potencial. Neste aspecto, o professor deve valorizar não só a capacidade do seu aluno em realizar tarefas sem intervenção (ajuda de alguém) como também quando ele é capaz de realizá-las com ajuda, assim como todo o processo que possibilita esta passagem.

Sendo assim, uma Educacão Física escolar como prática pedagógica deve relacionar-se ao mover-se de modo que haja aprendizado destes conhecimentos, conscientização e incorporação da importância do movimento para a vida destas crianças bem como a positividade de se executar movimentos de forma mais consciente, intencional e prazeirosa (Oyana, 1998), pois o movimento é essencial e muito significativo para a criança. É através de seus movimentos que ela se expressa e interage com o mundo. (P.C.N. 1998).

Infelizmente os novos Parâmetros Curriculares Nacionais contradizem-se em sua proposta, pois ao mesmo tempo em que enfatizam o movimento e o brincar como questão essencial na educação infantil, considerando as características das crianças e sua "bagagem", determinam padrões de conteúdos que vão ao encontro da idéia de formar para.

Como foi verificado através da revisão bibliográfica, parece que o objetivo maior não é estar formando crianças. Se estamos considerando os conhecimentos que as crianças já possuem, como trabalhar com padrões de conteúdos, principalmente relacionados ao movimento?

Parece ficar claro que os novos Parâmetros Curriculares Nacionais dão a devida importância a estas questões, porém, como não há um profissional e nem um espaço específico que permita que a Educação Física aconteça enquanto prática pedagógica, o que é descrito parece servir como "manual para os professores da educação infantil".

A Educação Física Escolar deve objetivar o desenvolvimento global dos alunos procurando torná-los mais criativos, independentes, responsáveis, críticos e conscientes. A ação metodológica do professor pode criar estas condições e não apresentar conteúdos de forma rígida e condicionada. Assim poderemos ter uma relevância do papel da Educação Física no processo educativo (Piccolo, 1995). É necessário que se identifique a importância do desenvolvimento de uma motricidade global e harmoniosa. Deve-se compreender as possibilidades e limitações das crianças proporcionando a elas uma percepção adequada de si e a conquista e o aperfeiçoamento de novas capacidades motoras. Dentre as diversas possibilidades de movimentos podemos citar as lutas, subir e descer em árvores, jogar bola, dançar e outras, evitando modelos estereotipados. (P.C.N. 1998).

De fato são muitos os aspectos a serem considerados em relação à aplicação da Educação Física no ambiente infantil. Mas o que procurou-se deixar claro é que o professor possa saber como seu aluno aprende, se desenvolve, internaliza os conhecimentos, quais são as mudanças que ocorrem com ele, bem como quais suas necessidades e interesses nesta faixa etária.

CONCLUSÃO

Podemos concluir que o profissional de Educação Física não deve possuir somente conhecimentos específicos de sua área e sim somá-los aos conhecimentos da criança com a qual esta trabalhando. Deve-se então, estar considerando e valorizando seus aspectos de desenvolvimento, sua maneira de aprender, seus conhecimentos prévios, e ter consciência do papel da escola, que está baseado em viver o presente e proporcionar vivências que tenham finalidades concretas para o cotidiano da criança.

Assim, o professor, com estes conhecimentos como base, poderá elaborar um planejamento de ensino qualitativo, em que suas aulas terão realmente um significado e uma função para a criança e, conseqüentemente, estarão mostrando a real importância desta prática de Educação Física como parte indissociável do processo de educação Infantil.

BIBLIOGRAFIA

DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL Governo do estado de São Paulo, Lei 9.394, Editora do Brasil S/A, 1998.

NISTA-PICCOLO, V.L.. (org). Educação Física Escolar: ser... ou não ter? Campinas, São Paulo: Editora da UNICAMP, 1995.

OYANA,E.R.. Educação Física Escolar: Para quê? Jornal da Udemo, caderno único, 09/98, p. 4.

PIAGET, J.. Seis Estudos de Psicologia. Rio de Janeiro: Firense Universitária, 13. ed., 1985.

REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL para a Educação Infantil Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria da Educação Fundamental, vol. 2-3, Brasília: MEC/SEF,1998.

VIGOTSKI, L. S.. Pensamento e Linguagem (tradução de Jeferson Luiz Camrgo) São Paulo: Martins Fontes, 6. ed.,1993.

VYGOTSK, L.S.. A Formação Social da Mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores, São Paulo: Martins Fontes,1994.

Publicado em 08/06/08 e revisado em 21/12/17

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

06:11

Importância da Psicomotricidade na Educação Infantil

Nesses novos tempos, o desafio é estimular a criança na Educação Infantil sem perder a ludicidade, levando à criança atividades adequadas e prazerosas, respeitando sempre as características individuais. A Educação Infantil tem como propósito o desenvolvimento integral da criança, numa linguagem que consente que as crianças ajam sobre o físico. Por isso, é de extrema importância a abordagem da Psicomotricidade nessa etapa do desenvolvimento infantil, possibilitando que ela compreenda o seu corpo e as maneiras de se expressar por meio dele, localizando-se no tempo e no espaço.

Compreende-se a importância da psicomotricidade para o desenvolvimento infantil, vê-se a necessidade de conhecer as etapas do desenvolvimento humano, mais especificamente os desenvolvimentos infantis, delimitando fatores que faz a ligação da criança com o meio. Neste aspecto, observa-se que as primeiras percepções corporais da criança irão expressar suas sensações, sentimentos e, é a partir do movimento que a criança passa a se conhecer melhor.

Desenvolver o esquema corporal e a psicomotricidade é parte fundamental para uma boa aprendizagem e uma ótima preparação futura perante a sociedade. O autor Seber (1997) afirma que: "É preciso entender que, o domínio de uma atividade não é conquistada de imediata. Só o funcionamento de uma ação pode conduzir a um aprimoramento dos movimentos".

Conhecer o próprio corpo significa ter uma compreensão global do seu desenvolvimento. Isso implica conhecer e entender o seu desenvolvimento motor, sua lateralidade, saber orientar-se no espaço, ter uma memória sinestésica desenvolvida, fazendo com que haja uma interação entre corpo e aprendizagem.

Avaliando que a criança, desde sua concepção, já possui movimentos, e se os mesmos não forem bem trabalhados durante sua infância, trarão sérios problemas na vida adulta, cabe ao educador, detectar as dificuldades de aprendizagem, que pode ser constatado durante o período escolar, e investigar as causas de forma ampla. Sabendo-se que tais dificuldades, podem muitas vezes ser de aspecto orgânicos, neurológicos, mentais, psicológicos, adicionados a problemática ambiental em que a criança vive.

Sendo este um ser social, com cultura e linguagem adquiridas durante sua vida até o momento, trás consigo todo o conhecimento que já adquiriu. Ele faz parte da sociedade e é um ser único, individual e precisa ser trabalhado em sua totalidade, aí entra a importância do desenvolvimento psicomotor do processo ensino aprendizagem.

O processo educativo não deve basear-se somente em teorias, mas também na força das relações afetivas; quando as crianças vivem em um ambiente que as compreende, elas se tornam mais autoconfiantes. Dessa forma, a qualidade na relação entre professor e aluno é fundamental no processo pedagógico.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

10:15

9 brincadeiras pra tirar uma criança do computador


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Entreter as crianças exige muita criatividade. Além das viagens e dos passeios de final de semana, a programação precisa incluir atividades para os momentos em casa. Quando os pais têm disposição, há muita coisa a se fazer. Muitas crianças são mal acostumadas por causa do comodismo dos pais, que acham mais fácil deixá-las em frente ao computador.

Mas nem sempre o problema está na falta de vontade. Muitos adultos esquecem facilmente os tempos de pequenos e precisam de uma ajudinha para bolar recreações. Abaixo, você confere uma série de dicas  para ocupar o tempo do seu filho de forma saudável e, claro, aproveitar a ocasião para também dar muitas risadas com ele.

1. Gincanas

Se você tiver espaço no quintal ou no jardim, esconda objetos e vá soltando pistas para crianças encontrá-los. É como uma caça ao tesouro e vale até pensar numa recompensa no final. Na falta de um quintal espaçoso, use os cômodos da casa para a brincadeira, tomando cuidado com a mobília e com objetos que se quebram facilmente.

2. Tiro ao alvo

Elejam um alvo e, com aquelas arminhas de água, montem um campeonato. Que tal pais contra filhos? Uma idéia é pôr anilina na água para diferenciar os jatos de um time e de outro.

3. Pular elástico

A brincadeira é adorada pelas meninas que passam horas trançando as pernas nas tramas dos elásticos. A diversão é tanta que, na falta de um quintal, não custa experimentar na rua, mesmo.

4. Bolinhas de gude

Um campeonato com elas rende até horas de muito entretenimento. A idéia é trombar umas nas outras ou formar casas, encaçapando as bolinhas do adversário.

5. Construir instrumentos

Não precisa de muito. Com uma garrafa plástica e punhados de areia, você já consegue um chocalho. Uma tira de couro e um pedaço de madeira rendem um batuque. Depois, é só entrar no ritmo da festa.

6. Faça pipas

A diversão começa na escolha dos papéis e na confecção do brinquedo. Não bastasse, ainda tem a delícia que é empinar no quintal ou num parque.

7. Decore uma camiseta

Pode separar uma peça e encher com tina para tecido e purpurina, retalhos e botões. Ela pode virar o uniforme da brincadeira nas férias ou até servir como presente para alguém especial.

8. Modele argila

A brincadeira faz sujeira, mas agrada crianças de todas as idades. Dá para fazer vasos, copinhos e porta-trecos. Além de modelar, as crianças adoram pintar as criações.

9. Monte um balanço

Dá para pendurar na árvore ou até mesmo num pedaço de telhado que fique à mostra. Você só precisa de um pneu velho e de um pedaço de corda reforçado para conseguir montar o brinquedo favorito das crianças nos parquinhos.

Publicado em 12/04/12 e revisado em 08/11/17

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

04:21

Plano de aula para ritmos brasileiros

http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/montecristo/biblio/2008/leitura/imagem/ritmos.jpg
   
Objetivos
- Conhecer as diferentes nuances que compõem o ritmo musical (duração, intensidade e tonalidade).
- Interpretar corporalmente os diferentes ritmos brasileiros.
- Criar ritmos e expressões corporais com base nas canções escolhidas.

100 planos de aulas + 100 atividades + bônus

Conteúdo 

- A dança, o ritmo e suas nuances: forte e fraco, simétrico e assimétrico, agudo e grave e rápido e lento.

Anos
3º a 6º.

Tempo estimado
Três aulas.

Material necessário
Instrumentos musicais (tambor, berimbau, pandeiro, flauta, atabaque etc.), CDs de músicas brasileiras (samba, maracatu, frevo etc.), DVDs de apresentações musicais e de dança, aparelhos de som e de DVD.

Desenvolvimento 

1ª etapa
 
Depois de realizar um levantamento sobre os ritmos e as danças mais presentes na cultura do local, da escola e da comunidade, retome-os numa roda de conversa. Apresente aos alunos dois ritmos ou duas danças que fazem parte desse universo. É interessante trabalhar com exemplos bem diferentes nas variáveis musicais - letra, melodia, intensidade, tonalidade etc. Leve para a sala fotos de alguns instrumentos utilizados nessas manifestações artísticas e, em seguida, exiba fotos e vídeos de espetáculos pertencentes aos temas selecionados. Deixe que os alunos escolham um. Com base no eleito por eles, proponha a realização de uma vivência rápida. Sugira uma interpretação livre da música e faça algumas paradas e perguntas do tipo: como é caracterizado esse ritmo na nossa cultura? De que manifestação da dança estamos falando? Quais os instrumentos utilizados? Como são os movimentos dessa dança? Vocês conhecem esse ritmo? Como podemos descrevê-lo?
Flexibilização de tempo 
Acrescente para todos a experiência tátil de sentir as vibrações. Proponha que coloquem as mãos sobre as caixas de som e distingam o tempo musical por meio de vibrações mais fortes e mais fracas. Dê atenção individual para ajudar o aluno surdo na atividade. Assim ele poderá dançar sentindo as vibrações e não apenas copiando os gestos dos demais.
Flexibilização de recursos
As imagens, tanto de fotos como de vídeos, facilitam a compreensão por parte dele. O intérprete de Libras pode transmitir as discussões e os comentários sobre as imagens.

2ª etapa
 
Tenha em mãos alguns instrumentos musicais utilizados na dança escolhida pelos estudantes. Eles serão convidados a se expressar corporalmente com base nas nuances de sons e ritmos sugeridas pelos instrumentos: graves e agudos, fortes e fracos, rápidos e lentos e simétricos e assimétricos. Estimule a garotada a perceber a relação entre eles e os tipos de movimento e de expressão corporal. Exemplo: quais os movimentos que se relacionam com os sons fortes? Como nos expressamos (dançamos) quando o ritmo é lento? Como dançar em músicas com progressões bastante assimétricas?
Flexibilização de conteúdos 
As associações são priorizadas pelo movimento e não pelo som. Inclua questões que valorizem a identificação visual.
Flexibilização de recursos
O aluno surdo pode receber as explicações em Libras. Utilize imagens e cenas de dança.

3ª etapa
 
Divida a sala em grupos de quatro ou cinco alunos e peça que cada um deles construa uma minicoreografia com base nas vivências realizadas. Deixe os instrumentos, o aparelho de som e os CDs ao alcance de todos para que possam explorar movimentos em função da música. Sorteie um ou dois grupos para apresentar as coreografias.
Flexibilização recursos 
Para marcar os passos, utilize gestos e conte o tempo com palmas. Observando os colegas ouvintes e com a ajuda deles, o aluno surdo dança também.
Flexibilização de tempo
A atividade pode ser repetida ou reforçada na sala de recursos no contraturno.
Avaliação
Numa roda de conversa, verifique se a turma identifica as nuances que compõem os ritmos das diferentes danças e se compreende as características das manifestações da cultura local. Em termos de conteúdo, os alunos devem saber que existem diferentes formas de expressão corporal para cada um dos ritmos e que há coerência entre os movimentos e as nuances de ritmos das diferentes danças.

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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

12:13

Vídeos de Educação Física Escolar



A Educação Física, como componente curricular obrigatório da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio), deve contribuir, e por que não dizer, "interferir" para que as pessoas adotem um estilo de vida fisicamente ativo, pois a orientação por professores qualificados e capacitados fará a diferença na vida dessas pessoas, evitando o sedentarismo e, consequentemente, o surgimento de doenças, como hipertensão, diabetes e obesidade. Elas poderiam ser evitadas, como também o controle da agressividade.

A Educação Física deveria garantir aos alunos o direito de conhecer mais profundamente os esportes, as danças, as lutas, as ginásticas, enfim, as práticas pertencentes ao universo corporal presentes em seu cotidiano. Garantir o direito a esses aprendizados é um dever do professor e da escola, respeitar esses conhecimentos também.

Portanto, para os professores, quanto mais atividades forem aplicadas, melhor será para os alunos. Para ter essa variedade, tenho das dicas: o guia 100 planos de aula + 100 atividades para Educação Física Escolar e as 200 atividades de Educação Física Escolar em Vídeo.

Para aulas cada vez melhores, o professor precisa se motivar. Entender que a Educação Física é de extrema necessidade e importância na escola. Entendendo isso, pode motivar os alunos por meio de aulas diversificadas, interessantes e planejadas. O planejamento para as aulas de Educação Física deve respeitar o contexto social dos alunos, a complexidade dos conteúdos, a inclusão e o nível de desenvolvimento e crescimento motor e cognitivo dos alunos. E, com certeza, ter vídeos de aulas e atividades pré-determinadas ajudam nesse processo.

É importante lembrar que respeitar os conhecimentos dos alunos não significa que devemos nos limitar a tematizar somente os que eles conhecem e vivenciam. Ao contrario disso, devemos proporcionar momentos onde esses conhecimentos sejam ampliados, trazendo para a escola tudo o que diz respeito a seu cotidiano e também outras formas de ver e pensar esses saberes que fazem parte do patrimônio cultural da sociedade.



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