quinta-feira, 4 de julho de 2019

10:19

Jogos e Atividades para Educação Física Escolar


Nesta apostila você irá encontrar diversos jogos e atividades para serem desenvolvidas na Educação Física Escolar ou também para outros meios recreativos;

Todas as atividades são de forma lúdica, possuindo objetivos das atividades e podendo ser adaptada de forma que você consiga trabalhar com qualquer idade e também buscar alcançar os seus objetivos.

Caso tenha qualquer dúvida sobre o material, você poderá entrar em contato via e-mail (que estará em meu perfil e abaixo do produto) e eu enviarei a você exemplos e também esclareço qualquer dúvida a respeito do material.

O material é constituído por atividades encontradas na internet e de outros materiais; assisto vídeos e descrevo as atividades em e-book, e também adapto muitas atividades minhas e estou disponibilizando aqui neste material.

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quarta-feira, 26 de junho de 2019

11:42

Objetivos da Educação Física Escolar + 4 atividades



A Educação Física tem uma vantagem educacional que poucas disciplinas têm: o poder de adequação do conteúdo ao grupo social em que será trabalhada. Esse fato permite uma liberdade de trabalho, bem como uma liberdade de avaliação – do grupo e do indivíduo – por parte do professor, que pode ser bastante benéfica ao processo geral educacional do aluno.

O objetivo da educação física deve ser a organização da motricidade da criança, por meio de um programa educacional que atenda a seus interesses, buscando a harmonia entre as necessidades individuais e do grupo, por meio de atividades lúdicas, desenvolvendo a consciência corporal, de espaço e tempo. Dessa forma, a criança poderá ser capaz de realizar movimentos considerados fundamentais, como a manipulação, a locomoção, a estabilização, entre outros.

Objetivos gerais

Dizem respeito ao desenvolvimento da criança como um todo, não apenas no que se refere à atividade física, mas, desde aspectos do aprendizado na escola, até questões do convívio social. São eles:

 
Obter desenvolvimento corporal harmônico (físico- mental)
Adquirir controle corporal;
Desenvolver a habilidade motora;
Condicionar os sistemas orgânicos a suprir demandas diárias e de emergência;
Assumir a responsabilidade do seu próprio bem-estar;
Desenvolver a habilidade de utilização do movimento como instrumento de comunicação e expressão;
Utilizar sadiamente as horas de lazer;
Adquirir comportamentos e valores referentes ao ajustamento pessoal e social;
Desenvolver atitudes favoráveis à atividade física.

Objetivos específicos

Aqui estão listados os objetivos que a educação física terá, especificamente, sobre aspectos ligados ao desenvolvimento físico da criança, influenciando, diretamente, os objetivos gerais. São eles:

No início da educação infantil, é importante proporcionar o maior número possível de experiências à criança

Quanto ao esquema corpora

Reconhecer as possibilidades sinestésicas do corpo, por meio de movimentos que o afetam, como uma totalidade;
Reconhecer o corpo, no seu todo, e diferenciar cada uma de suas partes, por meio do movimento;
Realizar movimentos independentes e interdependentes, como os diversos segmentos do corpo;
Definir sua dominância lateral.
Quanto à orientação espaço-temporal
Orientar-se no espaço, discriminando localização, direção e dimensão;
Movimentar-se, discriminando diferentes momentos do tempo, seu curso regular e seu fracionamento;
Identificar e efetuar movimentos, discriminando as diferentes velocidades e trajetórias, no deslocamento do corpo e dos objetos.

Quanto às qualidades físicas

Estruturar movimentos que requeiram coordenação geral e seletiva;
Equilibrar-se em diferentes situações, com ou sem deslocamento, controlando sua postura;
Melhorar seu desempenho na execução de atividades que requeiram força, resistência, flexibilidade, agilidade e velocidade;
Adquirir controle progressivo dos movimentos que evidenciem os graus de tensão muscular.

Quanto à expressão corporal

Representar, com movimentos corporais, elementos e objetivos do meio circundante;
Reproduzir, com movimentos corporais, posturas e comportamentos de animais e de pessoas;
Movimentar-se, adaptando-se a diferentes ritmos;
Expressar-se, compondo a movimentação com um companheiro ou com o grupo;
Criar sua própria sequência de movimentos em atividades de respostas livres, vivenciando pensamentos e sentimentos;
Dramatizar, por meio do movimento, fatos, histórias e fantasias;
Conhecer e executar formas de expressões tradicionais do nosso povo e de outros povos.

Quanto à recreação

Participar de jogos e brinquedos cantados, dramatizações e mímicas;
Cooperar nas atividades de grupos, aceitando diversos papéis;
Utilizar, nos movimentos de lazer, habilidades motoras adquiridas;
Desenvolver habilidade de modificar jogos e atividades para atender aos problemas surgidos, em relação ao espaço, material e tempo disponíveis.

Agora tem as 4 atividades:

Agarre a bola

Agarre a bola é uma atividade que une todos os aspectos competitivos e atléticos de uma atividade de Educação Física mas é projetada especificamente para a sala de aula. Os professores adoram este jogo porque os alunos devem permanecer completamente focados.

Já os alunos adoram porque eles ficam sentados em suas carteiras e se divertem na sala de aula. Este jogo permite que os alunos pratiquem seu foco, objetivo e precisão. Quando a bola é atirada para um aluno, ele deve pegá-la e jogá-la para outro aluno que está sentado.

Se o apanhador soltar a bola, ele está fora. Se o lançador joga a bola muito alta ou muito longe para um aluno pegá-lo, ele está fora. Os alunos que estão fora devem se sentar em uma cadeira e permanecer em silêncio. O vencedor é o último aluno sentado em uma carteira.

Quatro cantos

Outro jogo que funciona bem em uma sala de aula ou numa quadra é chamado de quatro cantos. Para brincar, o professor e os alunos numeram os cantos da sala de aula. Uma pessoa, geralmente o professor, conta a partir de 30, e um aluno fica no meio da sala de aula com os olhos fechados.

Enquanto o professor conta, todos os alunos, exceto o do meio, caminham até um dos cantos e ficam lá esperando.

Quando o professor para de contar e cada aluno está em um canto, a pessoa no meio chama um número e abre os olhos. Alunos de pé naquele canto devem retornar às suas mesas e sentar-se. Continue a jogar até que uma pessoa permaneça de pé.

Charadas Animais

Um jogo ativo voltado para crianças mais novas é o charadas de animais, também conhecido como "Que tipo de animal você é?" Esta atividade encoraja os alunos a usar a imaginação e o corpo tentando se mover como certos animais.

Este jogo pode ser jogado de várias maneiras diferentes. Você pode colocar música e se mover como animais diferentes ou um grupo ou selecionar um aluno para representar um animal enquanto o restante dos alunos tenta adivinhar qual é.

O líder diz

Um jogo clássico que funciona bem em quadras e salas de aula. O líder diz pode ser jogado sem adereços ou equipamentos. Neste jogo, uma pessoa – geralmente o professor – é responsável por dar comandos de movimento que os alunos seguem.

Você deve se mover somente quando o professor diz "O líder diz" antes da instrução. Se você se mover quando o professor não diz, você está fora e deve retornar ao seu lugar. É recomendado transformar essa atividade em um jogo com exercícios.

Para fazer isso, dê comandos como "O líder diz para dar 10 pulos" ou "O líder diz para fazer cinco flexões".

MAIS ATIVIDADES PARA PLANO DE AULA

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sexta-feira, 21 de junho de 2019

05:46

Atenção à Escoliose Infantil na Escola



A má postura e o próprio estirão de crescimento são as principais causas da escoliose na coluna na infância. O sobrepeso, também cada vez mais frequente nas crianças, também é um fator de risco para a escoliose porque muda o centro de gravidade do corpo, forçando a curvatura da coluna. Resta aos pais ficarem atentos aos hábitos alimentares e verificar qual é a postura da criança ao se sentar, ao carregar peso e se há queixas frequentes de dores nas costas. O professor de Educação Física na Escola também pode ajudar neste processo de identificação e encaminhamento para o melhor tratamento.

A identificação do problema ainda na infância e de forma precoce é fundamental para que o desvio seja revertido e a criança volte a ter a coluna alinhada. Quando a escoliose não é estrutural a coluna ainda possui flexibilidade para restaurar sua condição. Já quando ela passa a ser estrutural significa que as articulações já sofreram um severo desgaste e, nestes casos, não há cura.

Quando houver suspeita de escoliose é importante que a criança passe por uma minuciosa avaliação médica, com a observação da parte estética e de exames de imagem. Só assim será possível iniciar um tratamento que seja adequado ao quadro clínico da criança e alcance os resultados esperados. Uma das formas de tratamento que pode ser utilizado é a Reeducação Postural Global, a RPG. Essa técnica restaura toda a morfologia da coluna porque diminui a rigidez e libera as articulações. Uma grande vantagem desta terapia é tratar o corpo de forma global, como o próprio nome diz. Para isso, é feito um trabalho de consciência corporal para que o(a) paciente aprimore seu autoconhecimento e incorpore mudanças de atitude no dia a dia que vão potencializar os princípios adquiridos durante as sessões de RPG.

Outra forma de atuação é o Pilates. O Pilates é um ótimo Método para a reabilitação da Escoliose, pois ele age sobre o controle da postura e possui movimentos projetados que permitem que os praticantes mantenham a posição neutra da coluna vertebral. Desta forma, ele minimiza os movimentos musculares desnecessários, prevenindo a fadiga precoce e melhorando a estabilidade corporal.

Praticando o método Pilates, a criança adquire vários benefícios como a flexibilidade, o alinhamento postural e a coordenação motora, além de aumentar a força muscular que tem uma relação direta com o processo de reeducação postural.

O Pilates oferece uma grande variedade de exercícios, inteiramente adaptáveis às necessidades de todos os públicos, incluindo crianças. Mas como a técnica possui como um de seus princípios a concentração máxima do aluno, crianças muito pequenas, que não conseguem obviamente se concentrar por completo, não devem praticar os exercícios. Com um ganho um pouco mais da capacidade de foco, a técnica pode ser liberada para o público infantil, garantindo uma vasta quantidade de benefícios através do grande repertório de movimentos possíveis.

Curso sobre Pilates na Escoliose

Os benefícios da prática do Pilates ao paciente com escoliose são variados, mas o conhecimento prévio de algumas características da patologia é indispensável. Nesse curso sobre Pilates na Escoliose, você vai aprender o que é, como avaliar e como tratar um paciente com escoliose através do método Pilates. Clique aqui e saiba mais!

segunda-feira, 20 de maio de 2019

07:02

Deficiência Física Neuromotora





Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir, sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas (Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, 2007)

O termo neuromotora reporta-se às deficiências ocasionadas por lesões nos centros e vias nervosas que comandam os músculos. Podem ser causadas por infeções ou por lesões ocorridas em qualquer fase da vida da pessoa ou por uma degeneração neuromusculares cujas manifestações exteriores consistem em fraqueza muscular, paralisia ou falta de coordenação.

Dentre os principais quadros motores apresentados pela pessoa com algum tipo de deficiência física, torna-se difícil encontrar uma classificação que inclua todos os possíveis distúrbios motores. Sendo assim, elencamos os quadros neuromotores de maior incidência em alunos matriculados na Educação Básica e Educação de Jovens Adultos que requerem um apoio mais intenso.
    • Lesão cerebral (paralisia cerebral ou deficiência neuromotora)
    • Lesão medular (paraplegia/tetraplegias)
    • Deficiências neuromusculares - Miopatias (distrofias musculares)
O estudante que apresenta este tipo de deficiência requer um ambiente escolar organizado e adequado à suas necessidades, para que o mesmo tenha acesso ao currículo, eliminando as barreiras que o impedem de exercer seu direito a educação. Possuem a garantia por lei um professor/a especializado/a (Professor de Apoio à Comunicação Alternativa- PAC), que atua no contexto da sala de aula, nos estabelecimentos de Ensino Fundamental, Médio e Educação de Jovens e Adultos que vai auxiliar no trabalho de mediação da comunicação entre o estudante e grupo social e no processo de ensino e aprendizagem que é diferente do convencional. Também possuem a garantia por lei de um funcionário/a operacional que vai auxiliar no ambiente escolar, mas fora do ambiente da sala de aula.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

11:04

Iniciação ao Jogo de Futebol



A coordenação óculo pedal é muito importante para a iniciação do futebol e esse é o tema do post de hoje.

Nesse tema, é importante desenvolver a dissociação dos movimentos, trabalhar os movimentos com os pés a fim de estabelecer a precisão e atuar em diferentes grupos e respeitar os colegas.

Abaixo segue a sugestão de uma atividade que dura 50 minutos

Nesta aula faremos uma abordagem de inclusão ao jogo de futebol. Em nossas aulas de educação física escolar devemos contextualizar todos os temas e, o futebol para alguns alunos não se mostra atraente, sendo muitas vezes excludente. Nesta aula apresentaremos algumas atividades que podem facilitar a inclusão dos alunos.

Nessa aula utilizaremos materiais alternativos para dar um tratamento ao jogo com bola.

Materiais: barbante, bexiga (balão de ar), bola de futsal, cones pequenos.

ATIVIDADE 1 - Atividades com Bexigas

Cada aluno receberá um pedaço de barbante e uma bexiga. Deverá encher o balão de ar, amarrá-lo ao barbante e prender o barbante no tornozelo.

Divida a turma em 4 times. Cada aluno deverá deslocar-se por um espaço pré determinado levando a bola presa ao pé sempre na frente do corpo, sem estourá-la.

Além do aluno controlar a sua bola ele deverá desviar de outros alunos para que a sua bola não estoure com facilidade.

Dica - A critério do(a) professor(a) esta atividade pode ser transformada em um mini conteste, por exemplo: organize 4 colunas onde os alunos deverão correr até um ponto determinado, voltar (controlando a sua bola) e, tocar na mão do colega do seu grupo que dará prosseguimento a atividade. O grupo que terminar em primeiro sem estourar nenhuma bola ganha o jogo.

ATIVIDADE 2 -  Boliche com os pés:

Professor, separe diversos cones pequenos e coloque-os na linha que divide a quadra no meio.

O objetivo deste jogo é que os alunos derrubem os cones chutando a bola de futsal neles.

Divida a turma em 4 times. Irão jogar 2 times por vez. Cada time terá uma área pré determinada limitando de onde podem chutar a bola. Um time começará com todas as bolas e terá sua vez de chutar. As bolas passarão para o outro lado da quadra, consequentemente para o outro time, assim determinando a vez do outro time de chutar.

Ganha o time que derrubar mais cones. Fica a critério do professor quantas vezes cada time poderá chutar.

Dica:

1 - Peça para que todos chutem ao mesmo tempo. Deixem que eles se organizem, mas caso isso não ocorra, o professor pode dar o comando de quando chutar;

2 - Poderão ser utilizados cones com as letras do alfabeto ou numéricos e assim, poderá ser solicitado que os alunos formem pequenas palavras ou sequência numérica;

3 - Professor, solicite que os alunos deem sugestões para incorporar esta atividade.

ATIVIDADE 3 - Futebol de duplas.



Professor, divida a turma em 4 equipes. Dentro de cada time, os alunos deverão formar duplas.

Peça que as duplas deem as mãos. Eles participarão do jogo de futebol onde os alunos estarão em duplas e só poderão tocar na bola enquanto estiverem de mãos dadas. Caso eles soltem as mãos, será considerado "falta". Na verdade essa atividade não determinará um gol, mas o(a) professor(a) poderá formar equipes que se enfrentarão com a marcação de gol pequeno inicialmente ocupando o espaço de meia quadra e, posteriormente, a quadra inteira.

DICA - Professor, esta é uma atividade recreativa para socializar os alunos com o tema futebol. Pode ser em duplas, em trincas, de acordo com sua avaliação e a organização dos alunos.

ATIVIDADE 4 - PEBOLIM HUMANO

Professor, esta atividade é associada ao jogo de pebolim (conhecido como jogo de totó em algumas localidades). Organize duas equipes mistas, onde os alunos deverão formar grupos de: defesa, meio campo e ataque e, cada formação dessa não pode andar para frente, nem para trás, apenas para os lados (assim como no jogo de pebolim).

DICA 1 - Professor, para esta atividade os alunos podem dar as mãos; podem ser utilizadas cordas para cada posição (os alunos representantes de cada posição deverão segurar numa corda para não se soltarem)

DICA 2 - Lembre-os que o objetivo é evitar gol e fazer gol na outra equipe, mas que cada equipe deverá organizar a sua estratégia.

DICA3 - Professor, realize um rodízio nas posições do pebolim para que os alunos vivenciem todas as posições do jogo.

FINALIZANDO A AULA

Professor, ao final da aula realize um debate e avalie, juntamente com os alunos, a forma que o futebol foi abordado nesta aula; se todos os alunos se sentiram incluídos nas atividades e, que outras formas podem ser desenvolvidas para trabalhar com o tema futebol.

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quarta-feira, 17 de abril de 2019

08:55

Artigo: A Importância dos Jogos para o Desenvolvimento Psicológico da Criança

Resultado de imagem para jogo brincadeira

Este estudo traz a importância de atividades lúdicas exercida na escola, para trabalhar com a criança o aspecto psicológico. Ensinando a mesma a interagir com o próximo, respeitar regras, desenvolver a imaginação, cooperação e com isso promover uma boa auto-estima. Fazendo com que aprendam de forma simples e natural a resolver problemas, pensar, criar e desenvolver o senso crítico. Através da melhoria do entendimento sobre o efeito que os jogos podem trazer, enriquecendo interações humanas.

Introdução

O artigo analisa a importância do jogo e o brincar no aspecto psicológico da criança. O jogo é uma ferramenta que contribui na formação corporal, afetivo e cognitivo, por ter uma característica lúdica se torna mais atrativa e eficiente em seu desenvolvimento,preparando sua inteligência e caráter, tendo conhecimento de quantidade e de espaço.O objetivo deste trabalho é fomentar a importância das atividades lúdicas no processo psicológico das crianças, promover o respeito pelas pessoas e pelas regras. Por intermédio do jogo e do brincar a criança expressa suas fantasias, seus desejos e suas experiências reais de um modo simbólico, onde a imaginação e a criatividade fluem por conta da ludicidade. A metodologia desse trabalho foi por base de revisão bibliográfica.

Palavra-Chave: jogos, criança, psicológico.

Desenvolvimento

Lúdico do latim ludus significa jogo, segundo Nunes (1998).

Segundo Huizinga (1995) o jogo pode ser considerado como uma atividade livre, conscientemente tomada como "não-séria" e exterior à vida habitual, mas ao mesmo tempo capaz de absorver o jogador de maneira intensa e total. É uma atividade desligada de todo e qualquer interesse material, com a qual não se pode obter lucro, praticada dentro de limites espaciais e temporais próprios, segundo uma certa ordem e certas regras. Promove a formação de grupos sociais com tendências a rodearem-se de segredo e a sublinharem sua diferença em relação ao resto do mundo por meio de disfarces ou outros meios semelhantes.

Para Platão e outros pensadores da Grécia antiga era importante que as crianças em seus primeiros anos de vida e ambos os sexos deveriam ser educados com jogos educativos e deveria começar aos sete anos. Era contra os jogos competitivos, pois não valorizavam o caráter e a personalidade fazendo com que as crianças acabassem tendo uma formação danificada. (NUNES DE ALMEIDA, 1998).

Para os egípcios, maias, romanos, os jogos eram passados para os jovens de geração a geração pelos mais velhos onde aprenderiam através de seus ensinamentos valores e conhecimento para as normas sociais do padrão de vida. 'Com a ascensão docristianismo, os jogos foram perdendo seu valor, pois eram considerados profanos e imoraise sem nenhuma significação. ' (NUNES ALMEIDA, 1998).

No brincar, a criança lida com sua realidade interior e sua tradição livre da realidade exterior. (MARCONDES, MARINA, 1994)

Segundo Marcondes Marina (1994), o brincar com o seu próprio corpo significa descobrir a si mesmo. O que para uma criança é uma festa, pois começa a inventar joguinhos, como fechar e abrir os olhos como se estivesse achando algo ou escondendo-se.

A criança que brinca livremente do seu jeito, a sua maneira acaba transmitindo seus sentimentos, idéias, fantasias.

Brincar é também raciocinar, descobrir, persistir e perseverar; aprender a perder percebendo que haverá novas oportunidades para ganhar; esforçar-se, ter paciência, não desistindo facilmente. Brincar é viver criativamente no mundo.Ter prazer em brincar é ter prazer em viver; (MARCONDES ,MARINA,1994)

Brincar sem imposições de regras rígidas e impostas torna o ato de brincar mais espontâneo e acaba que a criança por seu próprio pensar, cria, recria e modifica. Essa vasta possibilidade que o jogo possibilita no momento do brincar proporciona o momento da aprendizagem aguçando sua criatividade, seu pensar e seu modo de agir com o meio.

Segundo Marcondes Marina (1994), brincar para criança pequena é fonte de autodescoberta, prazer e crescimento.

Segundo Piaget (1975b), os jogos estão diretamente ligados ao desenvolvimento mental da infância; tanto a aprendizagem quanto as atividade lúdicas constituem uma assimilação do real. Almeida (1995) diz que a brincadeira simboliza a relação pensamento-ação da criança, e, sendo assim, constitui-se provavelmente na matriz formas de expressão da linguagem (gestual, falada e escrita). Os jogos têm um papel no desenvolvimento psicomotor e no processo de aprendizado de domino do social da criança, através dos jogos é possível exercitar os processos mentais e o desenvolvimento da linguagem e hábitos sociais. (DINELLO, 1984 AUPD SERAPIÃO, JOÃO, 2004).

O jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação do real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função de suas necessidades múltiplas do eu. (PIAGET APUD SERAPIÃO, JOÃO, 2004).

Através de jogos é possível que a criança tenha uma dimensão de tempo (antes - depois), quantidade (pouco - muito), compreensão da seqüência (inicio-fim). (HARTLEY, 1971).

Para Pettry (1988) o jogo é uma atividade própria da criança e esta centrada no prazer que proporciona a ela. Brincadeiras com o corpo em movimento auxiliam as crianças a compreender e a relacionar conceitos de: perto, longe, atrás, mais perto, em cima, na frente, ou seja, ela sustenta o que Hartley já havia dito sobre a importância da criança brincar ou jogar. É possível desenvolver relacionamentos, pois o ato de brincar, jogar é necessário que haja uma interação, pois assim o aprendizado torna-se mais eficaz para ambas as crianças, pois a troca de conhecimento é vasta.

Bijou (1978) faz uma distinção entre o jogo estruturado e o livre (espontâneo), onde o jogo estruturado é aquele em que a criança se engaja em um determinado ambiente onde os matérias, instruções, ajudas implícitas e explicitas são feitas para ajudarem a criança a alcançar seu objetivo, ou seja é induzida na forma 'certa' de brincar e de chegar ao destino desejado da brincadeira. Já no jogo livre (espontâneo) é onde o objetivo e o brinquedo são escolhidos naturalmente pela criança, para Piaget sua importância a esse tipo de jogo é incentivado e motivador no processo da aprendizagem, já que este dá a criança uma razão própria que faz exercer de maneira significativa sua inteligência e sua necessidade de investigação ( PIAGET, 1994, apud GIOCA, MARIA INEZ, 2001).

Segundo o Referencial Curricular Nacional (1998) a criança precisa brincar, ter prazer e alegria para crescer, precisa do jogo como forma de equilíbrio entre ela e o mundo e através do lúdico a criança desenvolve.

Segundo Gilles (1998), o jogo se inscreve num sistema de significações que nos leva, por exemplo, a interpretar como brincar, em função da imagem que temos dessa atividade.

É a construção do conhecimento, principalmente, nos períodos sensório motor e pré-operatório. Agindo sobre os objetos, as crianças, desde pequenas

estruturam seu espaço, seu tempo, desenvolvem a noção de casualidade chegando a representação e, finalmente a lógica (PIAGET, 1994 apud GIOCA, MARIA INEZ, 2001).

Trabalhando o imaginário

Segundo Gallahue (2008) a criança através do jogo trabalha o imaginário, joga como se tal coisa fosse o que não é, como se estivesse em tal sitio onde não está, como se visse tal paisagem que não vê. As coisas no jogo não são o que são, mas como se fossem outra coisa. E as outras crianças que entram no jogo não são o que são, mas como se fossem outras crianças, incorporando personagens. A linguagem do jogo é a do modo condicional: isto seria uma casa, tu serias a cozinheira, eu seria a mãe e, um pouco depois, todas aquelas coisas já o são. Na sua imaginação, a criança forjou uma nova realidade.

Segundo Samulski (2005) o jogo é o melhor caminho que encontra para mostrar a sua personalidade. O pai que queira saber como é o seu filho, que o deixe jogar e, respeitando o seu jogo, observe-o como é. Se preferir os jogos de composição ou os que se desmancham, daí poderá deduzir o seu espírito de construção ou de conquista, se preferir os de invenção ou os de análise, poderá deduzir uma tendência para a vida ativa ou para a especulação; se preferir os jogos sossegados ou os violentos poderá deduzir a tendência para a vida contemplativa ou ativa; se joga com ordem ou desordenadamente, se é constante nos seus jogos ou se os varia a cada momento, se prefere jogar acompanhado ou quer jogar sozinho, se jogando oferece a vitória ou a retém se manda ou obedece. Através do jogo passa toda a psicologia da criança; e a personalidade do adulto na hora do trabalho ou do convívio social, é ainda o reflexo da personalidade que demonstrou com os seus jogos quando era menino.

Conclusão

Concluímos que através dos jogos as crianças desenvolvam um melhor relacionamento com outras crianças e com adultos e por meio dos jogos poderem interagir com o meio em que estão inseridas lhes proporcionando um auto-conhecimento de si próprias tendo vista que essas descobertas as fascinam, pois um mundo novo é inserido e descoberto

Retirado de: http://www.webartigos.com/articles/13771/1/a-importancia-dos-jogos-para-o-desenvolvimento-psicologico-da-crianca/pagina1.html

Publicado em 20/03/09 e revisado em 17/04/19

terça-feira, 2 de abril de 2019

16:12

Escolha os Objetivos no Plano de Aula



Sempre que você for fazer um plano de aula, uma das primeiras perguntas que tem que se fazer é qual é a sua intenção? O que você pretende nessa aula? Quais são os seus objetivos? Esses questionamentos são a base do meu entendimento sobre a importância e o fazer de um plano de aula.

Os objetivos são as metas estabelecidas que se pretende alcançar. Vale refletir: Qual a sua meta nessa aula? O que espera que os alunos aprendam? Quais habilidades precisam ser desenvolvidas?
Lembrete: Antes de estabelecer os objetivos, é recomendável ter realizado uma avaliação diagnóstica para saber o que os alunos já sabem.

Tipos de objetivo

Os objetivos e conteúdos devem ser articulados, pois relacionam-se entre si. Segundo César Coll, os conteúdos se agrupam em conceituais, procedimentais e atitudinais, ou seja, o que os alunos devem saber, fazer e ser.

Conceituais – Aprender a conhecer (conhecimento e diferenciação entre conceitos, informações, princípios, etc). Compreender, analisar, refletir, comparar, etc.

Procedimental – Aprender a fazer (O aluno experimenta, realiza ações na busca do conhecimento, etc.). Escrever, ler, desenhar, usar técnicas, etc.

Atitudinal - Aprender a ser (relacionados aos comportamentos esperados dos alunos). Cooperar, ser solidário, respeitar, etc.

Como planejar aulas e treinos em Educação Física

A Educação Física requer um cuidado muito especial na elaboração de como planejar aulas e treinos em Educação Física or isso foi elaborado este material para ser uma ferramenta de trabalho para professores de Educação Física, acadêmicos, treinadores esportivos e instrutores de academias que queiram trabalhar com atividades físicas e treinamento funcional. Clique aqui e saiba mais

segunda-feira, 18 de março de 2019

07:31

5 atividades para uso imediato nas Aulas de Educação Física Escolar



A Educação Física na escola é responsável, dentre muitos aspectos, pelo desenvolvimento motor das crianças, vale ressaltar também a importância do exercício físico para a saúde, uma vez que combate ao sedentarismo, obesidade, diabetes e problemas cardíacos.

Abaixo, 5 atividades explicadas para aplicação imediata nas aulas de Educação Física Escolar

Começou a chover...

Tema: atenção; integração; imaginação.

Duração: 15 minutos.

Público: crianças, mínimo 8 pessoas.

Material: giz para riscar o chão.

Peça que as crianças se espalhem numa determinada área. Depois peça que cada uma desenhe um círculo ao redor dos pés (não colado aos pés, mas grande, em volta); estas serão as casas. Deve haver uma "casa" a menos que o total de participantes (ou seja, não desenhe um círculo ao redor dos seus próprios pés).

Comece a brincadeira: saia andando pelo pátio, contando uma história qualquer e as crianças devem seguí-lo fazendo gestos e movimentos de acordo com a história. Procure se afastar das "casas" enquanto anda.

Num determinado momento diga "Então, começou a chover!"

As crianças devem então procurar a "casa" mais próxima e aí ficar. (explique isso antes de começar a brincadeira). Quem ficar sem "casa" recomeça o jogo, contando uma nova história.

Cruzado ou Aberto?

Tema: concentração, descobrir a senha.

Duração: 5 minutos.

Público: adolescentes, mínimo 10 pessoas.

Material: duas canetas, lápis ou varetas; cadeiras.

Todos sentam-se em cadeiras arrumadas em círculo, deixando o centro livre. O orientador pega uma vareta em cada mão e explica para o grupo que o jogo consiste em passar as varetas (uma em cada mão) para o vizinho da direita:

Cada pessoa ao passar deve optar por cruzar as varetas, colocando uma sobre a outra e formando um "X" ou deixá-las abertas, mantendo-as separadas, uma em cada mão.

Ao passar as varetas para o seu vizinho, se as suas varetas estiverem cruzadas, diga "Eu passo cruzado". Se as suas varetas estiverem abertas, diga "Eu passo aberto".

O orientador - que no início é a única pessoa que sabe a senha - observa a posição das pernas de cada um, e responde "Sim" ou "Não" de acordo (se as pernas do participante estão cruzadas ele precisa passar as varetas cruzadas; se as pernas estão descruzadas, ele deve passar as varetas abertas). Atenção que as pessoas às vezes mudam de posição durante o jogo e precisam mudar a forma como passam as varetas de acordo. O orientador não explica porque sim ou não; o jogo se torna mais engraçado a medida em que alguns jogadores descobrem a senha e participam no coro do "Sim" e do "Não".

Quando a maioria já souber a senha e antes que o grupo perca interesse no jogo, finalize-o, fazendo uma rodada em que aqueles que já conhecem a senha, procuram mostrar aos demais como acertar a senha.

Rede Humana

Atividade: Minivoleibol
Conteúdo: Voleibol Adaptado – Passes: manchete e toque
Material: Bolas de voleibol

- Organização: Separe a turma em três grupos iguais, sendo que dois deles participam do jogo, tendo o 3o grupo entre eles, com os braços estendidos acima da cabeça, como se fosse a rede de voleibol.

- Desenvolvimento: Os dois grupos que se confrontam passam a bola através de manchete ou toque por cima da rede humana até que a bola seja interceptada por algum componente da rede. O grupo que perde a posse da bola passa à função de rede humana e assim sucessivamente.

Pode-se contar um ponto para o grupo toda vez que ele ganhar a posse de bola e aquele que somar mais pontos será o vencedor.

- Socialização da atividade: O professor incentiva os estudantes a se expressarem e registrarem em seu caderno os sentimentos em relação ao jogo coletivo, a sua respiração, aos seus batimentos cardíacos, à solidariedade e à cooperação para com os colegas, às facilidades e às dificuldades encontradas na atividade proposta.

Faça uma abordagem das recriações sociais do jogo para possibilitar a participação de muitos, para poder jogar em lugares diversos e para tornar o jogo mais emocionante.

Seguindo o chefe: CAV (Ciclo de Aprendizagem Vivencial)

Objetivo: fazer um desenho em grupo onde cada participante esteja em uma situação especial.

Propósito: trabalhar a cooperação, a comunicação, planejamento, raciocínio lógico, confiança e a empatia.

Recursos: papel, canetas, vendas.

Número de Participantes: grupos de 5 pessoas

Duração: a tarefa de desenhar o barco deve ser cumprida em cinco minutos.

Descrição: dividir a turma em grupos de cinco pessoas, colocando-as sentados no chão. Cada grupo terá como tarefa desenhar um barco utilizando uma folha de papel e canetas coloridas. Cada participante fará uma ação de cada vez, passando em seguida o desenho para o outro participante e assim por diante passando por todos um traço de cada vez até que o desenho esteja concluído ou tempo encerrado. Exemplo: o primeiro participante faz um traço, para e a próxima ação é de outro participante.

Os participantes terão também de obedecer as seguintes características individuais:

Participante 1 - é cego e só tem o braço direito;
Participante 2 - é cego e só tem o braço esquerdo;
Participante 3 - é cego e surdo;
Participante 4 - é cego e mudo;
Participante 5 - não tem os braços;

Portanto, para desenvolverem esses papéis, o focalizador pede que os grupos escolham quem será 1,2,3,4 e 5 entregando vendas par os olhos e tiras de pano para amarrar os braços que não deverão utilizar.
Quando os grupos estiverem prontos, começar a contar o tempo, deixando que os grupos façam a atividade sem interrupção. Neste momento o facilitador fica em silêncio, apenas observando o trabalho. Caso alguém solicite ajuda ou informações, reforce as instruções já ditas sem dar outras orientações. Caso algum participante faça perguntas do tipos está certo? Pode fazer assim? Deixe o grupo decidir. Não interfira. Estas situações poderão ser retomadas no momento de debate, para análise e como ilustração para outros comentários.

Após o jogo, o facilitador deve realizar o CAV (Ciclo de Aprendizagem Vivencial), abordando as dificuldades encontradas os desafios superados e as formas de cooperação colocadas em prática.

Dicas: pode-se jogar em dois tempos. Primeiro deixar que eles sintam o jogo que a princípio parece fácil e depois normalmente percebendo as dificuldades. Após minutos, alguns podem não ter terminado a tarefa e muitos poderiam certamente tê-la realizado com melhor qualidade. Por isso deixe que os grupos discutam como poderiam melhorar sua performance e depois peça que joguem novamente para colocarem em prática as alternativas que poderão ser encontradas.

Após todo o processo abra uma discussão geral onde todos os grupos poderão expor dificuldades e soluções, impressões etc.

Vai e vem

Material: 2 garrafas de refrigerante, tampas coloridas de xampu ou de material de limpeza (lavadas e secas), fio de varal (2 pedaços de 3m) e fita crepe.

Como fazer: corte cada garrafa no meio. Você vai utilizar as metades de cima, isto é, as que têm gargalo. Passe os dois fios por dentro de uma metade, do gargalo para o centro. Em seguida, passe os fios pela outra metade, do centro para o gargalo. Encha as metades com as tampinhas coloridas, para dar um visual bonito, e passe fita crepe para juntar as duas partes das garrafas, formando um cilindro. Dê um nó nas extremidades de cada fio. Duas crianças participam dessa brincadeira, cada uma fica de um lado, segurando uma ponta do fio em cada mão. Conforme elas abrem e fecham os braços, o cilindro desliza pelo fio de um lado para o outro.

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quarta-feira, 13 de março de 2019

13:01

Saiba mais sobre Esquema corporal




Você sabe, exatamente, o que é esquema corporal? Conceitualmente, é a consciência do corpo como meio de comunicação consigo mesmo e com o meio. O esquema corporal é um elemento básico indispensável para a formação da personalidade da criança. É a representação relativamente global, científica e diferenciada que a criança tem de seu próprio corpo

O esquema corporal resulta das experiências que possuímos provenientes do corpo e das sensações que experimentamos. Não é um conceito aprendido e que depende de treinamento. Ele se organiza pela experienciação do corpo da criança. É uma construção mental que a criança realiza gradualmente, de acordo com o uso que faz de seu corpo.

Segundo Le Boulch (1981. p. 74), o esquema corporal é dividido em etapas:

1ª Etapa: Corpo vivido (até 3 anos de idade) - Corresponde à fase de inteligência sensório-motora de Piaget. O bebê sente o meio ambiente como fazendo parte dele mesmo. À medida que cresce, com maior amadurecimento de seu sistema nervoso, vai ampliando suas experiências e passa, pouco a pouco a se diferenciar do meio ambiente. Nesse período a criança tem uma necessidade muito grande de movimentação e através desta vai enriquecendo a experiência subjetiva de seu corpo e ampliando a sua experiência motora. Suas atividades iniciais são espontâneas.

2ª Etapa: Corpo percebido ou Descoberto (3 a 7 anos) - Corresponde à organização do esquema corporal devido à maturação da "função de interiorização" que é definida como a possibilidade de deslocar sua atenção do meio ambiente para seu próprio corpo a fim de levar à tomada de consciência. A função de interiorização permite a passagem do ajustamento espontâneo a um ajustamento controlado que, propicia maior domínio do corpo, culminando em maior dissociação dos movimentos voluntários.

A criança, com isso, passa a aperfeiçoar e refinar seus movimentos adquirindo maior coordenação dentro de um espaço e tempo determinado. Descobre sua dominância e com ela seu eixo corporal. O corpo passa a ser um ponto de referência para se situar e situar os objetos em seu espaço e tempo. Neste momento assimila conceitos como embaixo, acima, direita, esquerda e adquire também noções temporais como a duração dos intervalos de tempo e de ordem e sucessão, isto é, primeiro e último.

No final dessa fase, a criança pode ser caracterizada como pré-operatória, porque está submetida à percepção num espaço em parte representado, mas ainda centralizado sobre o próprio corpo.

3ª Etapa: Corpo representado (7 a 12 anos) - Nesta etapa observa-se a estruturação do esquema corporal. No início desta fase a representação mental da imagem do corpo consiste numa simples imagem reprodutora, isto é, uma imagem de corpo estática.

A criança só dispõe de uma imagem mental do corpo em movimento a partir de 10/12 anos, significando que atingiu uma representação mental de uma sucessão motora, com a introdução do fator temporal. Sua imagem de corpo passa a ser antecipatória, e não mais somente reprodutora revelando um verdadeiro trabalho mental devido à evolução das funções cognitivas correspondentes ao estágio preconizado por Piaget de operações concretas. Os pontos de referência não estão mais centrados no próprio corpo, mas são exteriores ao sujeito, podendo ele mesmo criar os pontos de referência que irão orientá-lo.

Atividades de Psicomotricidade Infantil

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