quarta-feira, 18 de outubro de 2017

12:56

Educação Física dentro da sala de aula


Dar aula de educação física em sala de aula requer um pouco mais de preparação da aula, mas você pode desenvolver um trabalho muito interessante, já pensou em trabalhar o raciocínio lógico com os seus alunos? Falar sobre a anatomia do sistema locomotor também é interessante, você não precisa se aprofundar na matéria, mas é um tema importante. Também é possível trabalhar temas como:

  • Cooperativismo;
  • Desporto Individual;
  • Regras de Esportes;
  • Cidadania;
  • História da Educação Física;
  • Fisiologia do Exercício;
  • Projetos Sociais, entre outros.

As opções são muitas, basta criar um projeto interessante para ensinar aos alunos tudo o que citamos e muito mais.

Já é sabido que a Educação física é muito mais que colocar os alunos para jogar bola, eles precisam sim se exercitar, isso é importante e também pode ser discutido em sala de aula, mas essa aula pode ser melhor aproveitada.

Converse também com seus alunos, descubra o que eles gostariam de aprender nessa aula, se preferem aprender um pouco sobre educação física ou aprender como jogar um esporte e suas regras. Se você conversar com eles e combinar as aulas que serão dentro da sala, pode ter certeza que não vai ouvir reclamações, eles vão curtir muito esse novo estilo de aula.

Um tipo de aula legal são os jogos educativos que podem ser realizados dentro da sala como o xadrez, esse é um jogo muito antigo, que pode ajudar a desenvolver várias áreas do cérebro. Esse é apenas um exemplo de jogo que pode ser feito dentro da sala de aula, perfeito para os dias de chuva em que os alunos não podem ir para a quadra.

As opções são muitas, basta criar um projeto interessante para ensinar aos alunos tudo o que citamos e muito mais. Educação física é muito mais que colocar os alunos para jogar bola, eles precisam sim se exercitar, isso é importante e também pode ser discutido em sala de aula, mas essa aula pode ser melhor aproveitada.

Sei bem que para a maioria dos alunos, se um professor de educação física avisa em sala de aula que vai dar aula ali mesmo é motivo para muita reclamação. Se é professor de educação física e dá aulas em sala de aula, provavelmente já passou por isso inúmeras vezes. Esses alunos não sabem o quanto é importante ter aulas de educação física em sala de aula, por mais que seja um momento para eles de recreação, essa aula é importante e eles podem aprender muito.

Tenho dois guias em VÍDEO de aulas de Educação Física para te indicar.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

04:24

5 cursos online para quem trabalha com Educação Física Inclusiva


O professor de Educação Física tem o papel essencial na inclusão de alunos com algum tipo de dificuldade dentro da escola. Os desafios a enfrentar são inúmeros e toda e qualquer investida no sentido de ministrar um ensino especializado aos alunos depende de se ultrapassarem as condições atuais de estruturação do ensino escolar para deficientes.

A Educação Especial na política educacional brasileira, desde o final da década de cinquenta deste século, até os dias atuais, tem sido vista como uma parte indesejável e, muitas vezes, atribuída como assistência aos deficientes e não como educação de alunos que apresentam deficiência.

Sabendo que as características de cada dificuldade apresentada pelos alunos, o trabalho do professor será facilitado. Por isso, separei 5 cursos online, de assuntos diferentes, para facilitar o aprendizado do professor:

Curso Online de Distúrbios de Aprendizagem e a Educação Inclusiva

Descrição do curso: O curso Distúrbios de aprendizagem e a Educação Inclusiva oferece todos os interessados o conhecimento a cerca dos distúrbios que afetam a aprendizagem...

Curso Online de Pedagogia Lúdica

Descrição do curso: Aperfeiçoe seus conhecimentos sobre a pedagogia lúdica. Aprenda os melhores caminhos para uma pedagogia afetiva, lúdica e motivadora, capaz de promover a uma...

Curso Online de Psicomotricidade na Educação Infantil

Descrição do curso: A educação infantil precisa estimular o desenvolvimento psicomotor da criança. Faça o curso de Psicomotricidade na Educação Infantil do Portal Educação...

Curso Online de Distúrbios de Aprendizagem e a Inclusão da Criança com Síndrome de Down

Descrição do curso: O curso Distúrbios de aprendizagem e a inclusão da criança com síndrome de Down, por meio da Educação a Distância, oferece a todos os interessados o conhecimento...

Curso Online de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) Completo

Descrição do curso: Seja mais uma pessoa capacitada na linguagem que os deficientes auditivos utilizam. Além de aprender a linguagem dos sinais, o curso transmite todo...

Ao longo do tempo, houve uma evolução na Educação Física no sentido de melhorar a prática pedagógica que supre as necessidades de pessoas com deficiências, especificadas com definições distintas para o mesmo termo a qual passou a ser denominada EF Adaptada. Porém, a tendência é que a Educação Física tenha uma importância cada vez maior na assistência a esses alunos.

Até a próxima.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

06:21

Atividades para tirar crianças do sedentarismo



Para romper a barreira do sedentarismo, é importante que o seu filho tenha atividade física com hora marcada, pelo menos três vezes na semana. Escolha uma modalidade que desperte o interesse dele e deixe a competição para mais tarde: por enquanto, é hora de gastar energia e se divertir! Veja algumas atividades bacanas e os benefícios que elas trazem:

BALÉ
O balé expressa os sentimentos por meio da dança. O que é ótimo para crianças mais introvertidas, como uma ferramenta para vencer a timidez. Os movimentos trabalham alongamento, flexibilidade, postura, fortalecimento muscular e criam consciência corporal. As coreografias desenvolvem noção espacial, criatividade, musicalidade e coletividade, já que é preciso acompanhar os movimentos dos demais. As aulas podem começar a partir dos 3 anos de idade, no entanto, a regularidade do uso da sapatilha de ponta só pode acontecer aos 12. Isso porque os pés das crianças pequenas crescem com mais velocidade e o calçado pode alterar a formação dos pés.

CAPOEIRA
Apesar de ser uma luta, quase não há contato físico. Além de jogar, os capoeiristas aprendem a cantar e tocar, desenvolvendo ritmo e musicalidade. Defesa, alongamento, bons reflexos e coordenação motora estão entre os maiores benefícios, assim como tônus muscular e equilíbrio, graças aos movimentos com apoio nos membros superiores e inferiores. Sem falar é que uma maneira bacana e interativa de conhecer a cultura brasileira. A partir dos 5 anos, está liberado.

CIRCO
As atividades são lúdicas, despertam o lado criativo e treinam habilidades, como jogo de cintura e improviso. Sim, há movimentos mais desafiadores, como as manobras nos tecidos e os saltos no trapézio, que garantem fortalecimento muscular e flexibilidade. Por isso, é uma atividade que estimula a coragem e o desafio pessoal e requer orientação e equipamentos de segurança. O circuito acrobático, onde se aprende a dar cambalhotas, pode começar a partir dos 3 anos, mas é só depois dos 6 que as aulas com contorcionismos e saltos acontecem pra valer.

FUTEBOL
Coordenação motora, lateralidade, noção espacial, velocidade de reação e agilidade estão entre os maiores ganhos. Por causa das possíveis colisões, é importante que a criança jogue com outras da mesma faixa etária (que tenham o mesmo tamanho). Como os meninos e meninas crescem com uma grande pressão para terem bom desempenho no esporte-paixão-nacional, não estimule a competição, nem pressione por vitórias. Os maiores ganhos são o sentimento de pertencer a um time, de fazer um bom trabalho em equipe e de se divertir. A criança já pode calçar as chuteiras a partir dos 4 anos.

JUDÔ
Ele é mais do que um esporte: é uma filosofia de vida. Além de proporcionar uma série de benefícios físicos, como ganho de força muscular, alongamento e bons reflexos, também estimula o respeito pelo adversário e a disciplina. Crianças que são mais agitadas ou que ainda não sabem como usar a força da maneira correta ganham maior concentração e autocontrole.  A prática é recomendada a partir dos 5 anos, quando a criança está apta a aprender a maneira correta de cair, sem se machucar.

NATAÇÃO
Aposto que você cansou de ouvir que a natação é o esporte mais completo de todos. E é verdade. O exercício trabalha todos os grupos musculares na mesma proporção, sem impacto, melhora o alongamento e aumenta a capacidade pulmonar, já que o controle da respiração é imprescindível. A única contraindicação é para crianças com alergia ou otites (nesse último caso, tampões feitos sob medida devem resolver). Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, as crianças já podem aproveitar as aulas na piscina a partir dos 6 meses.

PATINAÇÃO NO GELO
Não tem tradição no Brasil (por motivos óbvios), mas vem ganhando espaço. Auxilia no desenvolvimento da coordenação motora, trabalha flexibilidade, agilidade, força e, sobretudo, equilíbrio. A alta velocidade e a superfície escorregadia podem acarretar quedas espetaculares, por isso é indispensável o uso de equipamentos de segurança, como joelheiras, cotoveleiras e capacete. Melhor esperar até os 7 anos.

PAREDE DE ESCALADA
Força, coordenação motora, determinação e um bocado de autocontrole são necessários para chegar até o topo. Como é preciso desenvolver uma estratégia, planejando o melhor caminho a fazer de acordo com disponibilidade de apoios para os pés, é ideal para crianças maiores, a partir dos 7 anos. Antes disso, pode causar um estresse desnecessário.

TÊNIS
A raquete trabalha os reflexos, a força e a coordenação motora. Os jogos podem até ajudar no aprendizado da matemática, já que a criança tem que saber contar os games. O único cuidado é exercitar também os membros inferiores, para evitar desproporções. A raquete deve acompanhar o tamanho da criança, que pode fazer sua estreia no esporte a partir dos 7 anos.

IOGA
Algumas academias já têm aulas direcionadas para crianças. Além do baixo risco de lesão, as diferentes posturas trabalham com alongamento, concentração e flexibilidade, fazendo com que se crie uma consciência corporal. A respiração também é treinada para acompanhar os movimentos. A partir dos 5 anos dá para ensaiar as primeiras saudações ao sol.

Para quem lida com aulas de Educação Física, uma das coisas mais importantes que tem é a variedade nas atividades. Tendo a variedade em mãos, chegar ao objetivo proposto da aula fica mais fácil, além de manter os alunos sempre motivados. Conheça o guia que tem 800 atividades esportivas para serem aplicadas em Escolas ou Escolinhas.  Clique aqui.

sábado, 30 de setembro de 2017

10:31

Educação Física Escolar para além do esporte


http://cdn1.mundodastribos.com/495320-treinador-futebol-criancas-4.jpg 

Nestes últimos anos o Brasil foi e nos próximos será "contemplado" com alguns grandes eventos esportivos de nível internacional e, para nós professores de Educação Física, isso não pode passar despercebido. O esporte espetáculo, as variedades de manifestações da cultura corporal, as políticas públicas esportivas, o marketing esportivo, o incentivo ao consumismo esportivo e os significados de todos estes elementos fazem parte das nossas discussões e vivências enquanto profissionais da área e acima de tudo como educadores e formadores. 
Se no período da ditadura militar o esporte ganhou imensa importância com sua prática voltada para o rendimento e de forma acrítica, fico me perguntando se não corremos o risco de entrar nesta mesma lógica na preparação dos nossos alunos e alunas para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Não especificamente no quesito treinamento e rendimento, mas no afunilamento de conteúdos focados nos esportes, nas suas habilidades físicas e na apreciação do espetáculo esportivo de forma acrítica. Há quem diga que em alguns currículos escolares a Educação Física já foi re-organizada para trabalhar somente com os conteúdos esportivos.
As pessoas que minimamente acompanharam os "bastidores" das notícias de preparação dos atletas para as Olimpíadas de Pequim se chocaram com fotografias de treinamentos exaustivos de crianças e adolescentes chineses. Talvez este seja um caso excepcional e que não aconteceria numa cultura como a nossa e muito menos nas aulas de Educação Física das escolas, principalmente por sequer termos condições dignas para trabalhar. Acredito que não sejamos responsáveis diretamente por estas atrocidades, mas será que a nossa omissão não dá suporte para outras atrocidades?
Educação Física escolar e nossas responsabilidades
Há alguns anos um fato me indignou muito e por isso sempre o cito como exemplo quando vou falar do nosso papel profissional. Muitos devem se lembrar de uma jogadora de basquete brasileira que descobriu estar grávida três dias antes de dar a luz. Como é possível uma mulher passar toda a gestação sem saber que carregava uma outra vida dentro dela? Fiz este questionamento algumas vezes em aulas dos cursos de Educação Física e tive a surpresa de ouvir alguns outros casos semelhantes de amigos e familiares dos alunos. Então eu me pergunto o que foi que esta atleta e essas tantas outras pessoas aprenderam sobre si mesmas, sobre suas sensações, sensibilidades e percepções no decorrer da vida? 
É exatamente nesta questão que quero chegar e desenvolver o meu pensamento. Qual é a nossa função enquanto professores de Educação Física nas escolas? Como contribuímos para que nossos alunos tenham consciência, autonomia e opinião crítica sobre o consumo das atividades físicas, seja de forma ativa ou passiva? De que adianta a Educação Física ensinar o chute, o drible, o passe, o arremesso se sequer o próprio corpo se conhece? Como é a minha respiração? Onde acumulo minhas tensões? Qual a sensação de um movimento sendo feito assim ou assado? Como é minha pele? Como sinto cada um dos meus músculos? Como toco o meu corpo? O que gosto de tocar, de ser tocado ou mesmo o que eu não gosto? De que me serviu as aulas de Educação Física se sequer consigo me perceber, me conhecer, me sentir? Não é a Educação Física o único componente curricular que trabalha especificamente com o corpo em movimento? E por que não com o corpo parado também?
A eficiência dos movimentos, a visão de jogo, o trabalho árduo dos treinos diários tornou aquela atleta do basquete uma profissional de nível internacional, mas parece que todo este trabalho corporal diário se esqueceu de um corpo que não é só eficiência de movimento, também é vida, sensação, percepção e sentimento.
Freire (2002) coloca que além de repensar a reforma do ensino, também é necessário repensar a reforma do conhecimento, afinal, não basta aprender para o jogo, para o teste ou para prova, é preciso aprender para a vida. O autor ainda acrescenta
(...) Aprendemos a agir apenas racionalmente, só sabemos pensar individualmente, passamos a confiar cegamente que alguém irá sempre resolver o problema por nós, e descartamos os sentimentos, a sensibilidade, a beleza como componentes do conhecimento necessário à superação dos problemas cotidianos e planetário. (idem, p. 95).
O educar para a sensibilidade
No capítulo "Educação dos sentidos e a escola da Dona Clotilde", Freire (2001) expõe a importância da educação dos sentidos para a formação do aluno universitário. É necessário cheirar, degustar, ouvir, tocar, falar e sentir para dentro, ou seja, criar para si o que foi vivido, experimentado e quais são estes significados. Esta seria uma das funções da educação: formar o cidadão para a vida (pessoal, profissional e social).
Assim como a "pedagogia da cooperação" está ganhando adeptos e importância no meio educacional (o assunto foi discutido nesta revista em janeiro de 2010), acredito que as "práticas corporais alternativas" (PCA´s) devem fazer parte deste rol de conteúdos abordados nas escolas. Entende-se por PCA´s aquelas que são alternativas aos movimentos mecânicos, estereotipados, que buscam performance e visam a competição. Enfim as PCA´s são práticas sutis, de conscientização e sensibilização corporal, com o intuito do autoconhecimento e o conhecimento e respeito do outro, tais como: yoga, meditação, massagem, danças circulares, reflexologia, antiginástica, tai chi chuan, lian gong, entre outras. 
São poucos os cursos de Educação Física que oferecem este tipo de abordagem durante a formação profissional, por isso, muitas pessoas podem pensar que o trabalho com estas práticas não seria viável a menos àqueles que tiveram ampla formação nas mesmas. Lorenzetto e Matthiesen (2008), autores do livro Práticas Corporais Alternativas, escrevem sobre algumas dessas práticas e as exemplificam de maneira bastante simples e interessante, onde as várias atividades podem ser feitas com as mais diversas faixas etárias. Porém, aconselha-se que primeiramente o (a) professor (a) experimente em si mesmo (a), sinta o que é se perceber, como é entrar em contato com si mesmo, qual é a importância de reservar uns minutinhos do dia para si.
O stress, o bullying, a bulimia, a anorexia, a depressão, a violência e o desrespeito são alguns dos problemas que lidamos na sociedade e no nosso dia a dia nas salas de aula. Inserir um pouco mais de conTATO nas nossas aulas seria um ótimo caminho para minimizar alguns desses desafios.
Este tipo de conteúdo não deve permear somente o currículo oculto, ele pode/deve ser explícito e para isso deve ser planejado e muito bem organizado. O toque carrega significados diferentes para cada uma das pessoas. Apesar de ser algo concreto, em cada uma das peles o tocar e o ser tocado é carregado de lembranças e significados, que podem ser bons caso tenha vivenciado toques agradáveis ou podem ser carregados de sensações negativas, caso as lembranças de toque estejam relacionadas à violência, abuso, desprezo ou indiferença (MONTAGU, 1988).
Iniciar um trabalho com massagem, por exemplo, nas aulas de Educação Física, requer preparação e planejamento. Nas faixas etárias menores a aceitação é mais rápida e o lúdico é sempre bem vindo quando se quer introduzir o abraço, o toque em si mesmo e o toque no outro até que possamos chegar a experimentar o exercício da respiração, do silêncio, da automassagem e da massagem. 
Tive experiências bastante interessantes ao trabalhar com o "tocar" com crianças, adolescentes e adultos. Se dar as mãos já é uma dificuldade, tratar o próprio corpo e o corpo do outro com carinho e respeito no ambiente escolar passa a ser um grande desafio, mas com certeza possível de ser conquistado.
Assim como no trabalho com qualquer outro assunto se deve ter claro quais são os objetivos, o público, quais os conteúdos, os procedimentos, a avaliação (diagnóstica, formativa e somativa), além, é claro, da importância do trabalho nas três dimensões dos conteúdos: conceitual, procedimental e atitudinal, conforme abordados nos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998). Enfim, é importante que os conteúdos sejam tratados de forma ampla, aprofundada e significativa.
Sensibilizar os sentidos é uma forma bastante importante de se iniciar um trabalho com o toque corporal. Em silêncio, ouvir a própria respiração, perceber como ela se comporta; deitar, sentir como o corpo toca o chão, o que toca e o que não toca; perceber a sintonia entre o corpo, o tocar o chão e a respiração; ouvir uma música tranquila e perceber quais sensações e lembranças ela traz; estar num ambiente próximo à natureza e perceber como o ar toca a pele, quais são os odores, os barulhos, as sensações; estar num ambiente agitado, por exemplo, o pátio na hora do recreio, fechar os olhos e perceber quais são as sensações que este ambiente proporciona; permanecer de olhos fechados e deixar-se ser levado por um colega por diferentes lugares, sentir os diferentes pisos, texturas, iluminações e sensações (medo, insegurança, tranquilidade, calma); após perceber o próprio corpo, experimentar tocá-lo com objetos diversos (bexiga, almofada, bolas de diferentes tamanhos e texturas, colheres de pau, objetos de massagem, as próprias mãos, etc.); descobrir diferentes formas de tocar os locais tensos do corpo e aplicar estes toques em grupos; formar duplas e aplicar estes toques no colega; pesquisar diferentes terapias que envolvem o toque e a massagem; compartilhar com os colegas as descobertas; aprofundar os assuntos de maior interesse; buscar profissionais da área que possam fazer uma vivência/palestra com os alunos; aplicar os conhecimentos adquiridos em outras pessoas/familiares, contar a experiência. Enfim, o trabalho é gradativo, do silenciar, ao se perceber, perceber o outro, se conhecer, conhecer o outro, respeitar, ser respeitado, até tocar, acariciar e massagear sem malícias é um longo caminho, que nós, professores, somos responsáveis por ajudar a guiar.
A cultura corporal, se não for trabalhada de forma crítica, reflexiva e sensível, terá sob os olhos de seus profissionais e da sociedade os casos de distorção da imagem corporal, bulimia, anorexia e vigorexia dos jovens; a especialização precoce e suas consequências; o dopping e as condutas antiéticas e antidesportivas; enfim, entre tantos outros problemas, colocaremos em cheque os valores permeados na nossa sociedade e a nossa função enquanto profissionais que lidamos diretamente com a "educação corporal".
Frei Betto expõe de maneira bastante sensível uma percepção sobre o corpo no dias de hoje: "Nunca se falou tanto em corpo como neste tempo que tanto o profana. Nas fábricas, o corpo do operário atrela-se ao ritmo da máquina, como Chaplin critica em 'Tempos Modernos'. Por que agricultores, que fazem tantos trabalhos físicos, não possuem corpos atléticos? Seus corpos, em geral, são duros, rígidos, contraídos, porque usados apenas como ferramentas e não como expressão do ser que somos nessa indivisível unidade corpo-espírito." 
Se não repensarmos nossa função enquanto EDUCADORES físicos, também seremos responsáveis pelo cultivo dos corpos rígidos, contraídos e insensíveis que permeiam as ruas. Felizes, permaneceremos sentados assistindo aos espetáculos esportivos e desconhecendo seus bastidores mais cruéis.

Fonte
Janaina Demarchi Terra é graduada em licenciatura em Educação Física e mestre em Pedagogia da Motricidade Humana pela Universidade Estadual Paulista (UNESP- Rio Claro). Foi professora no ensino fundamental da Rede SESI (Rio Claro) e das Faculdades Integradas de Bebedouro (FAFIBE) até 2008. Atualmente é docente do curso de Educação Física da Universidade Federal de Alagoas (UFAL – Maceió).
E-mail:  janaterra@gmail.com 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

04:48

+ de 300 Exercícios de Voleibol




Voleibol 300+ Exercícios contém um grande conteúdo acerca de treinamentos e exercícios de voleibol, abrangendo todos os fundamentos e gestos técnicos de toque, manchete, saque, bloqueio, ataque, levantamento e defesa, e também os exercícios educativos para corrigir os erros básicos de todo iniciante. São mais de 300 exercícios para você montar os seus treinos de acordo com sua disponibilidade e tempo de trabalho.Você vai aprender como utilizar pouco material e fazer exercícios para uma grande quantidade de alunos. Um excelente ferramenta para acadêmicos de Educação Física, Professores, Atletas e Treinadores de Voleibol.


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Criado por  Giovani Soldera


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

13:30

Brincadeiras de rua adaptadas para a escola

 

Valorizar as brincadeiras de rua é uma das opções para enriquecer as aulas de Educação Física Escolar.  A pergunta para os alunos do que eles brincam com os amigos quando estão fora da escola?

Certa vez, ouvi a resposta "De Balança Caixão" e um dos alunos explicou como era a brincadeira. Os colegas começaram, então, a discutir os detalhes das regras que seriam seguidas por eles quando fossem brincar no pátio.

O Balança Caixão começa quando uma criança é balançada por dois amigos que a seguram pelas mãos e pernas. Enquanto isso, os demais cantam: "Balança caixão, balança você. Dá um tapa nas costas e vai se esconder!" Terminada a música, a criança que estava suspensa é deixada no chão com cuidado (providencie um colchonete para evitar impacto das costas do aluno com o solo) e espera por alguns instantes até que todos - inclusive os colegas que a seguraram - se escondam. Na hora da brincadeira, contudo, tiveram que adaptar as regras.

Outras brincadeiras citadas foram:

Queimada Maluca

Formação: A professora divide a turma em dois grupos ou equipes, delimita uma área da quadra onde uma das equipes ficará dentro da mesma, e os alunos da outra equipe, ficarão espalhados ao redor da mesma área tendo a posse de uma bola.
Desenvolvimento: A equipe que tem a posse da bola deverá tentar acertar nas penas dos alunos da equipe adversária. O jogador atingido sairá da quadra, o tempo de jogo será de cinco minutos para cada equipe, e ao seu término as equipes trocarão de posição, os que estavam jogando a bola passarão a fugir da mesma, os alunos que estão sendo perseguidos podem se defender agarrando a bola, e os que estão tentando acertar nos colegas podem passar a bola entre os componentes da sua equipe. Vencerá a equipe que ficar com um maior número de componentes no jogo.

Cola e Descola
Formação: Alunos dispersos no pátio em uma área delimitada pela professora, exceto dois alunos escolhidos pela professora e designados uma para ser o "cola" e o outro para ser o "descola", este terá a posse de uma bola.
Desenvolvimento: Ao sinal da professora, os alunos deverão tentar fugir do colega designado para ser o "cola", quando algum aluno for tocado, deve imediatamente parar de correr e afastar um pouco as pernas.
O "descola" por sua vez deverá tentar descolar os mesmos, rolando a bola por entre as pernas do aluno que estiver colado. Os que forem descolados continuam a brincadeira normalmente.
A brincadeira termina quando os alunos perdem o interesse pela mesma ou quando se observar o cansaço.
 
Os Caçadores
Formação: Alunos divididos em dois grandes grupos, dispersos na quadra de futsal, com uma bola.
Desenvolvimento: Ao sinal da professora os alunos que tiverem a posse da bola deverão lançar a mesma em direção a outra equipe, tentando acertar em um dos colegas da equipe adversária, enquanto os mesmos tentam fugir, o aluno que estiver com a bola só poderá dar três passos segurando a bola nas mãos, mas pode passar a bola para os outros companheiros de equipe. Quando algum aluno for acertado, deve sentar no chão, mas continua participando da atividade, pois pode continuar recebendo a bola de seus companheiros e acertar em outros colegas, se conseguir acertar o mesmo retorna a atividade normalmente. Quando alguém for acertado a posse da bola passa a ser da equipe do mesmo. A brincadeira termina quando uma das equipes se extinguir, ou quando os alunos perdem o interesse pela mesma.

Caçador
Formação: A professora divide a turma em duas equipes, equipe "A" e "B", as mesmas se colocarão uma de cada lado em uma área delimitada pela professora, separadas por uma linha central, a uns cinco ou seis metros da linha central, nas extremidades da quadra, o professor delimitará outra linha que será as "prisões". O professor decide quem inicia com a bola.
Desenvolvimento: Dado o sinal de início, os alunos que estiverem com a posse de bola deverão tentar lançar e mesma em direção da outra equipe, na tentativa de acertar um aluno (nos membros inferiores), se conseguir acertar algum aluno este deverá sair da quadra e dirigir-se para a "prisão" atrás da equipe adversária, caso tenha-se algum aluno na reserva este poderá substituí-lo, mas depois que o aluno for acertado, não pode mais sair da "prisão", mas pode-se trocar passem com os mesmos na tentativa de acertar um aluno da equipe adversária com maior facilidade. Será vencedora a equipe que acertar em todos os seus adversários primeiro.

Uma outra alternativa para as aulas de Educação Física são as atividades esportivas. Para isso, eu indico as 900 atividades de Educação Física Escolar para ter diversidades de atividades. Clique aqui e saiba mais!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

06:43

Aprenda a fazer a Avaliação Física Escolar

 

Avaliações periódicas e nos mais abrangentes aspectos são necessárias para podermos minimizar a ocorrência de uma identificação tardia de algum tipo de desordem no desenvolvimento humano de uma criança; algumas das características manifestadas por elas que as diferenciam das demais podem tanto ser qualidades ou habilidades relacionadas à individualidade biológica ou pode ser o início da manifestação de maiores proporções na vida adulta.

Uma das avaliações é a avaliação física, através de dados colhidos por esta, poderemos estabelecer a presença da normalidade ou não da curva de crescimento, estado nutricional e outros.

A escola, considerada por muitos como a "segunda casa" permite que a criança ou o adolescente seja assistido por diversos profissionais de cunho educacional, porém, muitas vezes na formação desses profissionais constitui o entendimento de alguns sinais e sintomas que são pertinentes de atenção e quando encontrados são instruídos a encaminhá-los ao profissional correto.

O dinamismo do ambiente escolar proporciona aos profissionais constituintes da mesma, assistirem seus alunos por tempo diário expressivo, a equipe pedagógica também é de significância devido ao fato de não ser um, mas sim, vários profissionais a visualizá-los nas mais diversas ações e situações, muitos delas, não reproduzíveis em casa ou na presença dos pais.

O professor de Educação Física que trabalha na escola pode ter acesso a todas as avaliações que devem ser feitas nas crianças a fim de saber como está o crescimento e desenvolvimento dos alunos.

O curso de Avaliação Física Escolar  oferece ao profissional de Educação Física o conhecimento sobre medidas e avaliação em educação física, antropometria, testes de agilidades, capacidade respiratória e muito mais.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

12:08

Como usar a recreação no Futsal + 6 atividades para aulas



A prática das atividades físicas na Educação Física escolar favorece aspectos como melhora dos processos mentais, a integração do indivíduo ao grupo, autoconhecimento, percepção corporal, temporal e espacial, domínio das habilidades e destrezas físicas entre outros.

Observamos como conteúdo nas aulas de Educação Física escolar a prática dos esportes. Faz-se extremamente necessária a oportunidade de vivência de diversos esportes por parte dos alunos a fim de um melhor desenvolvimento global da criança e do adolescente. Entre os esportes praticados o futsal é muito popular e ganhou a preferência de muitos. É um esporte que traz certa facilidade para ser executado visto que necessita apenas de uma bola, de um espaço e de jogadores.

Veja 6 exemplos de atividades para suas aulas:

1) Nome de atividade: "JOGO DOS 5 PASSES"

Objetivo: Jogo coletivo; Oferecer-se e orientar-se.

Materiais necessários: 1 bola e coletes para dividir as equipes.

Descrição: serão formadas duas equipes que deverão trocar passes. Quando alguma equipe conseguir trocar 5 passes, sem que nenhum adversário toque na bola, marcará um ponto.  

 
2) Nome de atividade: "HAND-FUT-GOL"

Objetivo: Acertar o alvo; Transportar a bola ao objetivo; Jogo coletivo; Superar o adversário.

Materiais necessários: 1 bola e coletes para dividir as equipes.

Descrição: serão formadas duas equipes que deverão trocar passes entre seus integrantes, com as mãos, para que, quando chegarem próximo ao gol, tentem um gol de cabeça ou de voleio.  Não é permitido correr com bola nas mãos, quicá-la ou tirá-la das mãos do adversário.

 

3) Nome da atividade: "4 BALIZAS"

Objetivo: Jogo coletivo; Superar o adversário; Tirar Vantagem Tática.

Materiais necessários: 1 bola, 4 cones e coletes para dividir as equipes
Descrição: na quadra de futsal, além das balizas tradicionais, acrescentam-se mais 2 balizas nas

laterais, no meio da quadra, sem goleiro. Duas equipes enfrentam-se, sendo que cada equipe defende a baliza tradicional e a baliza da direita, enquanto ataca o gol da frente e a baliza da esquerda. Portanto cada equipe defende 2 balizas e ataca outras 2. Após a marcação de um gol a bola deverá sair do meio.

4) Nome da atividade: "5 BALIZAS"

Objetivo: Jogo coletivo; Superar o adversário; Tirar Vantagem Tática; Transportar a bola ao objetivo.

Materiais necessários: 1 bola, 10 cones e coletes para dividir as equipes.
Descrição: distribuem-se na quadra 5 balizas formadas por cones. As duas equipes em confronto podem fazer gol nas 5 balizas, porém o gol só é válido quando um jogador executa um passe entre os cones e outro jogador da mesma equipe recepciona a bola do outro lado. Obs.: Não é permitido fazer dois gols seguidos na mesma baliza.
 

5) Nome da atividade: "JOGO DOS 2 SETORES"
Objetivo: Transportar a bola ao objetivo; Jogo coletivo; Superar o adversário; Oferecer-se e orientar-se.

Materiais necessários: 1 bola e coletes para dividir as equipes.
 
Descrição: divide-se a quadra em 2 setores, onde duas equipes de 6 jogadores se enfrentam.

Em cada setor acontecerá um jogo de 3x3. O objetivo do jogo é fazer a bola passar para o outro setor. Cada vez que a bola é passada entre os setores a equipe marca 1 ponto. Porém, para poder passar a bola para o outro setor a equipe deverá ter trocado no mínimo 3 passes dentro do setor.
 

6) Nome da atividade: "ESCAPE"

Objetivo: Jogo coletivo; Superar o adversário; Acertar o alvo; Oferecer-se e orientar-se.
Materiais necessários: 1 bola e coletes para dividir as equipes.

Descrição: duas equipes de 12 jogadores jogam na quadra de futsal. 6 jogadores de cada equipe enfrentam-se dentro da quadra, podendo cada jogador dar apenas 2 toques na bola. Os outros 6 jogadores da mesma equipe serão distribuídos fora da quadra. Os "escapes" só podem dar 1 toque na bola.

Se você quiser ter mais atividades sobre Recreação no Futsal, este e-book possui 130 atividades recreativas para o futsal, são todas descritivas, onde você poderá acrescentar em seus planejamentos e também podendo fazer adaptações nas atividades. Clique aqui e saiba mais!


 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

16:49

Plano de Aula: Domínio de fundamentos no Voleibol

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Objetivo: Aperfeiçoar os fundamentos toque e manchete;

Duração: 40 minutos

Material: bolas de Voleibol, quadra ;

Faixa Etária: 14 a 17 anos

Parte Prática:
 
1- Aquecimento: corrida inicial de aproximadamente 10 minutos, ritmo moderado;
2- Alongamento geral: Membros superiores (ombros, braços, pulsos), membros inferiores (anterior e posterior da coxa, adutores e abdutores da coxa, panturrilha, tornozelos).
3- Velocidade: 10 piques de 20 metros, em ritmo intenso.
4- Aquecimento 2 a 2 com bola:
- toque de frente;
- toque lateral;
- toque em suspensão;
- toque "chutado";
- toque alto;
- manchete de frente;
- manchete lateral;
- jogador domina a bola de manchete, e volta a bola com toque;
- jogador domina a bola de toque, e volta com manchete;
- jogador domina a bola com toque de frente e volta com toque de costas;
- jogador domina a bola com toque de frente e volta com manchete de costas;
- jogador domina a bola com toque alto de frente, faz um giro de corpo de 360 graus e volta a bola com toque;
- jogador domina a bola com toque alto de frente, faz um giro de 360 graus e volta a bola com manchete;
- jogador domina a bola com manchete alta, gira 360 graus e volta a bola com toque;
- jogador domina a bola com toque alto de frente, toca as duas mãos no solo e retorna a bola com toque;
- jogador domina a bola com manchete, toca as duas mãos no solo e retorna com toque.

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 Todos os exercícios são feitos em duplas. O objetivo é aperfeiçoar o domínio de bola dos atletas.

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