segunda-feira, 27 de novembro de 2017

06:11

Importância da Psicomotricidade na Educação Infantil

Nesses novos tempos, o desafio é estimular a criança na Educação Infantil sem perder a ludicidade, levando à criança atividades adequadas e prazerosas, respeitando sempre as características individuais. A Educação Infantil tem como propósito o desenvolvimento integral da criança, numa linguagem que consente que as crianças ajam sobre o físico. Por isso, é de extrema importância a abordagem da Psicomotricidade nessa etapa do desenvolvimento infantil, possibilitando que ela compreenda o seu corpo e as maneiras de se expressar por meio dele, localizando-se no tempo e no espaço.

Compreende-se a importância da psicomotricidade para o desenvolvimento infantil, vê-se a necessidade de conhecer as etapas do desenvolvimento humano, mais especificamente os desenvolvimentos infantis, delimitando fatores que faz a ligação da criança com o meio. Neste aspecto, observa-se que as primeiras percepções corporais da criança irão expressar suas sensações, sentimentos e, é a partir do movimento que a criança passa a se conhecer melhor.

Desenvolver o esquema corporal e a psicomotricidade é parte fundamental para uma boa aprendizagem e uma ótima preparação futura perante a sociedade. O autor Seber (1997) afirma que: "É preciso entender que, o domínio de uma atividade não é conquistada de imediata. Só o funcionamento de uma ação pode conduzir a um aprimoramento dos movimentos".

Conhecer o próprio corpo significa ter uma compreensão global do seu desenvolvimento. Isso implica conhecer e entender o seu desenvolvimento motor, sua lateralidade, saber orientar-se no espaço, ter uma memória sinestésica desenvolvida, fazendo com que haja uma interação entre corpo e aprendizagem.

Avaliando que a criança, desde sua concepção, já possui movimentos, e se os mesmos não forem bem trabalhados durante sua infância, trarão sérios problemas na vida adulta, cabe ao educador, detectar as dificuldades de aprendizagem, que pode ser constatado durante o período escolar, e investigar as causas de forma ampla. Sabendo-se que tais dificuldades, podem muitas vezes ser de aspecto orgânicos, neurológicos, mentais, psicológicos, adicionados a problemática ambiental em que a criança vive.

Sendo este um ser social, com cultura e linguagem adquiridas durante sua vida até o momento, trás consigo todo o conhecimento que já adquiriu. Ele faz parte da sociedade e é um ser único, individual e precisa ser trabalhado em sua totalidade, aí entra a importância do desenvolvimento psicomotor do processo ensino aprendizagem.

O processo educativo não deve basear-se somente em teorias, mas também na força das relações afetivas; quando as crianças vivem em um ambiente que as compreende, elas se tornam mais autoconfiantes. Dessa forma, a qualidade na relação entre professor e aluno é fundamental no processo pedagógico.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

10:15

9 brincadeiras pra tirar uma criança do computador


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Entreter as crianças exige muita criatividade. Além das viagens e dos passeios de final de semana, a programação precisa incluir atividades para os momentos em casa. Quando os pais têm disposição, há muita coisa a se fazer. Muitas crianças são mal acostumadas por causa do comodismo dos pais, que acham mais fácil deixá-las em frente ao computador.

Mas nem sempre o problema está na falta de vontade. Muitos adultos esquecem facilmente os tempos de pequenos e precisam de uma ajudinha para bolar recreações. Abaixo, você confere uma série de dicas  para ocupar o tempo do seu filho de forma saudável e, claro, aproveitar a ocasião para também dar muitas risadas com ele.

1. Gincanas

Se você tiver espaço no quintal ou no jardim, esconda objetos e vá soltando pistas para crianças encontrá-los. É como uma caça ao tesouro e vale até pensar numa recompensa no final. Na falta de um quintal espaçoso, use os cômodos da casa para a brincadeira, tomando cuidado com a mobília e com objetos que se quebram facilmente.

2. Tiro ao alvo

Elejam um alvo e, com aquelas arminhas de água, montem um campeonato. Que tal pais contra filhos? Uma idéia é pôr anilina na água para diferenciar os jatos de um time e de outro.

3. Pular elástico

A brincadeira é adorada pelas meninas que passam horas trançando as pernas nas tramas dos elásticos. A diversão é tanta que, na falta de um quintal, não custa experimentar na rua, mesmo.

4. Bolinhas de gude

Um campeonato com elas rende até horas de muito entretenimento. A idéia é trombar umas nas outras ou formar casas, encaçapando as bolinhas do adversário.

5. Construir instrumentos

Não precisa de muito. Com uma garrafa plástica e punhados de areia, você já consegue um chocalho. Uma tira de couro e um pedaço de madeira rendem um batuque. Depois, é só entrar no ritmo da festa.

6. Faça pipas

A diversão começa na escolha dos papéis e na confecção do brinquedo. Não bastasse, ainda tem a delícia que é empinar no quintal ou num parque.

7. Decore uma camiseta

Pode separar uma peça e encher com tina para tecido e purpurina, retalhos e botões. Ela pode virar o uniforme da brincadeira nas férias ou até servir como presente para alguém especial.

8. Modele argila

A brincadeira faz sujeira, mas agrada crianças de todas as idades. Dá para fazer vasos, copinhos e porta-trecos. Além de modelar, as crianças adoram pintar as criações.

9. Monte um balanço

Dá para pendurar na árvore ou até mesmo num pedaço de telhado que fique à mostra. Você só precisa de um pneu velho e de um pedaço de corda reforçado para conseguir montar o brinquedo favorito das crianças nos parquinhos.

Publicado em 12/04/12 e revisado em 08/11/17

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

04:21

Plano de aula para ritmos brasileiros

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Objetivos
- Conhecer as diferentes nuances que compõem o ritmo musical (duração, intensidade e tonalidade).
- Interpretar corporalmente os diferentes ritmos brasileiros.
- Criar ritmos e expressões corporais com base nas canções escolhidas.

100 planos de aulas + 100 atividades + bônus

Conteúdo 

- A dança, o ritmo e suas nuances: forte e fraco, simétrico e assimétrico, agudo e grave e rápido e lento.

Anos
3º a 6º.

Tempo estimado
Três aulas.

Material necessário
Instrumentos musicais (tambor, berimbau, pandeiro, flauta, atabaque etc.), CDs de músicas brasileiras (samba, maracatu, frevo etc.), DVDs de apresentações musicais e de dança, aparelhos de som e de DVD.

Desenvolvimento 

1ª etapa
 
Depois de realizar um levantamento sobre os ritmos e as danças mais presentes na cultura do local, da escola e da comunidade, retome-os numa roda de conversa. Apresente aos alunos dois ritmos ou duas danças que fazem parte desse universo. É interessante trabalhar com exemplos bem diferentes nas variáveis musicais - letra, melodia, intensidade, tonalidade etc. Leve para a sala fotos de alguns instrumentos utilizados nessas manifestações artísticas e, em seguida, exiba fotos e vídeos de espetáculos pertencentes aos temas selecionados. Deixe que os alunos escolham um. Com base no eleito por eles, proponha a realização de uma vivência rápida. Sugira uma interpretação livre da música e faça algumas paradas e perguntas do tipo: como é caracterizado esse ritmo na nossa cultura? De que manifestação da dança estamos falando? Quais os instrumentos utilizados? Como são os movimentos dessa dança? Vocês conhecem esse ritmo? Como podemos descrevê-lo?
Flexibilização de tempo 
Acrescente para todos a experiência tátil de sentir as vibrações. Proponha que coloquem as mãos sobre as caixas de som e distingam o tempo musical por meio de vibrações mais fortes e mais fracas. Dê atenção individual para ajudar o aluno surdo na atividade. Assim ele poderá dançar sentindo as vibrações e não apenas copiando os gestos dos demais.
Flexibilização de recursos
As imagens, tanto de fotos como de vídeos, facilitam a compreensão por parte dele. O intérprete de Libras pode transmitir as discussões e os comentários sobre as imagens.

2ª etapa
 
Tenha em mãos alguns instrumentos musicais utilizados na dança escolhida pelos estudantes. Eles serão convidados a se expressar corporalmente com base nas nuances de sons e ritmos sugeridas pelos instrumentos: graves e agudos, fortes e fracos, rápidos e lentos e simétricos e assimétricos. Estimule a garotada a perceber a relação entre eles e os tipos de movimento e de expressão corporal. Exemplo: quais os movimentos que se relacionam com os sons fortes? Como nos expressamos (dançamos) quando o ritmo é lento? Como dançar em músicas com progressões bastante assimétricas?
Flexibilização de conteúdos 
As associações são priorizadas pelo movimento e não pelo som. Inclua questões que valorizem a identificação visual.
Flexibilização de recursos
O aluno surdo pode receber as explicações em Libras. Utilize imagens e cenas de dança.

3ª etapa
 
Divida a sala em grupos de quatro ou cinco alunos e peça que cada um deles construa uma minicoreografia com base nas vivências realizadas. Deixe os instrumentos, o aparelho de som e os CDs ao alcance de todos para que possam explorar movimentos em função da música. Sorteie um ou dois grupos para apresentar as coreografias.
Flexibilização recursos 
Para marcar os passos, utilize gestos e conte o tempo com palmas. Observando os colegas ouvintes e com a ajuda deles, o aluno surdo dança também.
Flexibilização de tempo
A atividade pode ser repetida ou reforçada na sala de recursos no contraturno.
Avaliação
Numa roda de conversa, verifique se a turma identifica as nuances que compõem os ritmos das diferentes danças e se compreende as características das manifestações da cultura local. Em termos de conteúdo, os alunos devem saber que existem diferentes formas de expressão corporal para cada um dos ritmos e que há coerência entre os movimentos e as nuances de ritmos das diferentes danças.

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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

12:13

Vídeos de Educação Física Escolar



A Educação Física, como componente curricular obrigatório da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio), deve contribuir, e por que não dizer, "interferir" para que as pessoas adotem um estilo de vida fisicamente ativo, pois a orientação por professores qualificados e capacitados fará a diferença na vida dessas pessoas, evitando o sedentarismo e, consequentemente, o surgimento de doenças, como hipertensão, diabetes e obesidade. Elas poderiam ser evitadas, como também o controle da agressividade.

A Educação Física deveria garantir aos alunos o direito de conhecer mais profundamente os esportes, as danças, as lutas, as ginásticas, enfim, as práticas pertencentes ao universo corporal presentes em seu cotidiano. Garantir o direito a esses aprendizados é um dever do professor e da escola, respeitar esses conhecimentos também.

Portanto, para os professores, quanto mais atividades forem aplicadas, melhor será para os alunos. Para ter essa variedade, tenho das dicas: o guia 100 planos de aula + 100 atividades para Educação Física Escolar e as 200 atividades de Educação Física Escolar em Vídeo.

Para aulas cada vez melhores, o professor precisa se motivar. Entender que a Educação Física é de extrema necessidade e importância na escola. Entendendo isso, pode motivar os alunos por meio de aulas diversificadas, interessantes e planejadas. O planejamento para as aulas de Educação Física deve respeitar o contexto social dos alunos, a complexidade dos conteúdos, a inclusão e o nível de desenvolvimento e crescimento motor e cognitivo dos alunos. E, com certeza, ter vídeos de aulas e atividades pré-determinadas ajudam nesse processo.

É importante lembrar que respeitar os conhecimentos dos alunos não significa que devemos nos limitar a tematizar somente os que eles conhecem e vivenciam. Ao contrario disso, devemos proporcionar momentos onde esses conhecimentos sejam ampliados, trazendo para a escola tudo o que diz respeito a seu cotidiano e também outras formas de ver e pensar esses saberes que fazem parte do patrimônio cultural da sociedade.



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

10:14

3 motivos para uso do Atletismo na escola


O atletismo é chamado de esporte base para os outros esportes.   É importante os alunos reconhecerem a importAncia dessa atividade. Afinal de contas, ações como correr, saltar, arremessar e lançar já faziam parte da vida do homem pré-histórico e foram fundamentais para a sobrevivência dele. Portanto, vo te dar 3 motivos para uso do Atletismo na escola:
  • Estimula a compreensão de que ações como correr e saltar fazem parte do cotidiano e de brincadeiras.
  • Mostra que o esporte individual pode estimular o trabalho em equipe.
  • Serve de base para a iniciação em esportes coletivos.

Além de trabalhar as caracteristicas de salto, corrida e etc, o prfessor pode focar na própria competição do atletismo. Assim, o professor deve deixar que os alunos experimentem antes de começar a corrida (e outras provas) de uma forma mais competitiva, sempre lembrando que o objetivo da aula é diferente do relativo ao esporte oficial.

Conheça o guia que vai te dar 100 atividades para Atletismo na Escola. E você ainda ganhará bônus.

Sequência didática para trabalhar os elementos do atletismo  como modalidade esportiva olímpica

Objetivos
- Conhecer alguns elementos doatletismocomo modalidade esportiva olímpica.
- Refletir sobre a questão do gênero nas modalidades esportivas.

Conteúdos
- Conceituação doatletismo.
- Jogos e situações próximas às da modalidade oficial.
- Competições oficiais e as diferenças de gênero.

Anos

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

12:56

Educação Física dentro da sala de aula


Dar aula de educação física em sala de aula requer um pouco mais de preparação da aula, mas você pode desenvolver um trabalho muito interessante, já pensou em trabalhar o raciocínio lógico com os seus alunos? Falar sobre a anatomia do sistema locomotor também é interessante, você não precisa se aprofundar na matéria, mas é um tema importante. Também é possível trabalhar temas como:

  • Cooperativismo;
  • Desporto Individual;
  • Regras de Esportes;
  • Cidadania;
  • História da Educação Física;
  • Fisiologia do Exercício;
  • Projetos Sociais, entre outros.

As opções são muitas, basta criar um projeto interessante para ensinar aos alunos tudo o que citamos e muito mais.

Já é sabido que a Educação física é muito mais que colocar os alunos para jogar bola, eles precisam sim se exercitar, isso é importante e também pode ser discutido em sala de aula, mas essa aula pode ser melhor aproveitada.

Converse também com seus alunos, descubra o que eles gostariam de aprender nessa aula, se preferem aprender um pouco sobre educação física ou aprender como jogar um esporte e suas regras. Se você conversar com eles e combinar as aulas que serão dentro da sala, pode ter certeza que não vai ouvir reclamações, eles vão curtir muito esse novo estilo de aula.

Um tipo de aula legal são os jogos educativos que podem ser realizados dentro da sala como o xadrez, esse é um jogo muito antigo, que pode ajudar a desenvolver várias áreas do cérebro. Esse é apenas um exemplo de jogo que pode ser feito dentro da sala de aula, perfeito para os dias de chuva em que os alunos não podem ir para a quadra.

As opções são muitas, basta criar um projeto interessante para ensinar aos alunos tudo o que citamos e muito mais. Educação física é muito mais que colocar os alunos para jogar bola, eles precisam sim se exercitar, isso é importante e também pode ser discutido em sala de aula, mas essa aula pode ser melhor aproveitada.

Sei bem que para a maioria dos alunos, se um professor de educação física avisa em sala de aula que vai dar aula ali mesmo é motivo para muita reclamação. Se é professor de educação física e dá aulas em sala de aula, provavelmente já passou por isso inúmeras vezes. Esses alunos não sabem o quanto é importante ter aulas de educação física em sala de aula, por mais que seja um momento para eles de recreação, essa aula é importante e eles podem aprender muito.

Tenho dois guias em VÍDEO de aulas de Educação Física para te indicar.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

04:24

5 cursos online para quem trabalha com Educação Física Inclusiva


O professor de Educação Física tem o papel essencial na inclusão de alunos com algum tipo de dificuldade dentro da escola. Os desafios a enfrentar são inúmeros e toda e qualquer investida no sentido de ministrar um ensino especializado aos alunos depende de se ultrapassarem as condições atuais de estruturação do ensino escolar para deficientes.

A Educação Especial na política educacional brasileira, desde o final da década de cinquenta deste século, até os dias atuais, tem sido vista como uma parte indesejável e, muitas vezes, atribuída como assistência aos deficientes e não como educação de alunos que apresentam deficiência.

Sabendo que as características de cada dificuldade apresentada pelos alunos, o trabalho do professor será facilitado. Por isso, separei 5 cursos online, de assuntos diferentes, para facilitar o aprendizado do professor:

Curso Online de Distúrbios de Aprendizagem e a Educação Inclusiva

Descrição do curso: O curso Distúrbios de aprendizagem e a Educação Inclusiva oferece todos os interessados o conhecimento a cerca dos distúrbios que afetam a aprendizagem...

Curso Online de Pedagogia Lúdica

Descrição do curso: Aperfeiçoe seus conhecimentos sobre a pedagogia lúdica. Aprenda os melhores caminhos para uma pedagogia afetiva, lúdica e motivadora, capaz de promover a uma...

Curso Online de Psicomotricidade na Educação Infantil

Descrição do curso: A educação infantil precisa estimular o desenvolvimento psicomotor da criança. Faça o curso de Psicomotricidade na Educação Infantil do Portal Educação...

Curso Online de Distúrbios de Aprendizagem e a Inclusão da Criança com Síndrome de Down

Descrição do curso: O curso Distúrbios de aprendizagem e a inclusão da criança com síndrome de Down, por meio da Educação a Distância, oferece a todos os interessados o conhecimento...

Curso Online de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) Completo

Descrição do curso: Seja mais uma pessoa capacitada na linguagem que os deficientes auditivos utilizam. Além de aprender a linguagem dos sinais, o curso transmite todo...

Ao longo do tempo, houve uma evolução na Educação Física no sentido de melhorar a prática pedagógica que supre as necessidades de pessoas com deficiências, especificadas com definições distintas para o mesmo termo a qual passou a ser denominada EF Adaptada. Porém, a tendência é que a Educação Física tenha uma importância cada vez maior na assistência a esses alunos.

Até a próxima.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

06:21

Atividades para tirar crianças do sedentarismo



Para romper a barreira do sedentarismo, é importante que o seu filho tenha atividade física com hora marcada, pelo menos três vezes na semana. Escolha uma modalidade que desperte o interesse dele e deixe a competição para mais tarde: por enquanto, é hora de gastar energia e se divertir! Veja algumas atividades bacanas e os benefícios que elas trazem:

BALÉ
O balé expressa os sentimentos por meio da dança. O que é ótimo para crianças mais introvertidas, como uma ferramenta para vencer a timidez. Os movimentos trabalham alongamento, flexibilidade, postura, fortalecimento muscular e criam consciência corporal. As coreografias desenvolvem noção espacial, criatividade, musicalidade e coletividade, já que é preciso acompanhar os movimentos dos demais. As aulas podem começar a partir dos 3 anos de idade, no entanto, a regularidade do uso da sapatilha de ponta só pode acontecer aos 12. Isso porque os pés das crianças pequenas crescem com mais velocidade e o calçado pode alterar a formação dos pés.

CAPOEIRA
Apesar de ser uma luta, quase não há contato físico. Além de jogar, os capoeiristas aprendem a cantar e tocar, desenvolvendo ritmo e musicalidade. Defesa, alongamento, bons reflexos e coordenação motora estão entre os maiores benefícios, assim como tônus muscular e equilíbrio, graças aos movimentos com apoio nos membros superiores e inferiores. Sem falar é que uma maneira bacana e interativa de conhecer a cultura brasileira. A partir dos 5 anos, está liberado.

CIRCO
As atividades são lúdicas, despertam o lado criativo e treinam habilidades, como jogo de cintura e improviso. Sim, há movimentos mais desafiadores, como as manobras nos tecidos e os saltos no trapézio, que garantem fortalecimento muscular e flexibilidade. Por isso, é uma atividade que estimula a coragem e o desafio pessoal e requer orientação e equipamentos de segurança. O circuito acrobático, onde se aprende a dar cambalhotas, pode começar a partir dos 3 anos, mas é só depois dos 6 que as aulas com contorcionismos e saltos acontecem pra valer.

FUTEBOL
Coordenação motora, lateralidade, noção espacial, velocidade de reação e agilidade estão entre os maiores ganhos. Por causa das possíveis colisões, é importante que a criança jogue com outras da mesma faixa etária (que tenham o mesmo tamanho). Como os meninos e meninas crescem com uma grande pressão para terem bom desempenho no esporte-paixão-nacional, não estimule a competição, nem pressione por vitórias. Os maiores ganhos são o sentimento de pertencer a um time, de fazer um bom trabalho em equipe e de se divertir. A criança já pode calçar as chuteiras a partir dos 4 anos.

JUDÔ
Ele é mais do que um esporte: é uma filosofia de vida. Além de proporcionar uma série de benefícios físicos, como ganho de força muscular, alongamento e bons reflexos, também estimula o respeito pelo adversário e a disciplina. Crianças que são mais agitadas ou que ainda não sabem como usar a força da maneira correta ganham maior concentração e autocontrole.  A prática é recomendada a partir dos 5 anos, quando a criança está apta a aprender a maneira correta de cair, sem se machucar.

NATAÇÃO
Aposto que você cansou de ouvir que a natação é o esporte mais completo de todos. E é verdade. O exercício trabalha todos os grupos musculares na mesma proporção, sem impacto, melhora o alongamento e aumenta a capacidade pulmonar, já que o controle da respiração é imprescindível. A única contraindicação é para crianças com alergia ou otites (nesse último caso, tampões feitos sob medida devem resolver). Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, as crianças já podem aproveitar as aulas na piscina a partir dos 6 meses.

PATINAÇÃO NO GELO
Não tem tradição no Brasil (por motivos óbvios), mas vem ganhando espaço. Auxilia no desenvolvimento da coordenação motora, trabalha flexibilidade, agilidade, força e, sobretudo, equilíbrio. A alta velocidade e a superfície escorregadia podem acarretar quedas espetaculares, por isso é indispensável o uso de equipamentos de segurança, como joelheiras, cotoveleiras e capacete. Melhor esperar até os 7 anos.

PAREDE DE ESCALADA
Força, coordenação motora, determinação e um bocado de autocontrole são necessários para chegar até o topo. Como é preciso desenvolver uma estratégia, planejando o melhor caminho a fazer de acordo com disponibilidade de apoios para os pés, é ideal para crianças maiores, a partir dos 7 anos. Antes disso, pode causar um estresse desnecessário.

TÊNIS
A raquete trabalha os reflexos, a força e a coordenação motora. Os jogos podem até ajudar no aprendizado da matemática, já que a criança tem que saber contar os games. O único cuidado é exercitar também os membros inferiores, para evitar desproporções. A raquete deve acompanhar o tamanho da criança, que pode fazer sua estreia no esporte a partir dos 7 anos.

IOGA
Algumas academias já têm aulas direcionadas para crianças. Além do baixo risco de lesão, as diferentes posturas trabalham com alongamento, concentração e flexibilidade, fazendo com que se crie uma consciência corporal. A respiração também é treinada para acompanhar os movimentos. A partir dos 5 anos dá para ensaiar as primeiras saudações ao sol.

Para quem lida com aulas de Educação Física, uma das coisas mais importantes que tem é a variedade nas atividades. Tendo a variedade em mãos, chegar ao objetivo proposto da aula fica mais fácil, além de manter os alunos sempre motivados. Conheça o guia que tem 800 atividades esportivas para serem aplicadas em Escolas ou Escolinhas.  Clique aqui.

sábado, 30 de setembro de 2017

10:31

Educação Física Escolar para além do esporte


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Nestes últimos anos o Brasil foi e nos próximos será "contemplado" com alguns grandes eventos esportivos de nível internacional e, para nós professores de Educação Física, isso não pode passar despercebido. O esporte espetáculo, as variedades de manifestações da cultura corporal, as políticas públicas esportivas, o marketing esportivo, o incentivo ao consumismo esportivo e os significados de todos estes elementos fazem parte das nossas discussões e vivências enquanto profissionais da área e acima de tudo como educadores e formadores. 
Se no período da ditadura militar o esporte ganhou imensa importância com sua prática voltada para o rendimento e de forma acrítica, fico me perguntando se não corremos o risco de entrar nesta mesma lógica na preparação dos nossos alunos e alunas para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Não especificamente no quesito treinamento e rendimento, mas no afunilamento de conteúdos focados nos esportes, nas suas habilidades físicas e na apreciação do espetáculo esportivo de forma acrítica. Há quem diga que em alguns currículos escolares a Educação Física já foi re-organizada para trabalhar somente com os conteúdos esportivos.
As pessoas que minimamente acompanharam os "bastidores" das notícias de preparação dos atletas para as Olimpíadas de Pequim se chocaram com fotografias de treinamentos exaustivos de crianças e adolescentes chineses. Talvez este seja um caso excepcional e que não aconteceria numa cultura como a nossa e muito menos nas aulas de Educação Física das escolas, principalmente por sequer termos condições dignas para trabalhar. Acredito que não sejamos responsáveis diretamente por estas atrocidades, mas será que a nossa omissão não dá suporte para outras atrocidades?
Educação Física escolar e nossas responsabilidades
Há alguns anos um fato me indignou muito e por isso sempre o cito como exemplo quando vou falar do nosso papel profissional. Muitos devem se lembrar de uma jogadora de basquete brasileira que descobriu estar grávida três dias antes de dar a luz. Como é possível uma mulher passar toda a gestação sem saber que carregava uma outra vida dentro dela? Fiz este questionamento algumas vezes em aulas dos cursos de Educação Física e tive a surpresa de ouvir alguns outros casos semelhantes de amigos e familiares dos alunos. Então eu me pergunto o que foi que esta atleta e essas tantas outras pessoas aprenderam sobre si mesmas, sobre suas sensações, sensibilidades e percepções no decorrer da vida? 
É exatamente nesta questão que quero chegar e desenvolver o meu pensamento. Qual é a nossa função enquanto professores de Educação Física nas escolas? Como contribuímos para que nossos alunos tenham consciência, autonomia e opinião crítica sobre o consumo das atividades físicas, seja de forma ativa ou passiva? De que adianta a Educação Física ensinar o chute, o drible, o passe, o arremesso se sequer o próprio corpo se conhece? Como é a minha respiração? Onde acumulo minhas tensões? Qual a sensação de um movimento sendo feito assim ou assado? Como é minha pele? Como sinto cada um dos meus músculos? Como toco o meu corpo? O que gosto de tocar, de ser tocado ou mesmo o que eu não gosto? De que me serviu as aulas de Educação Física se sequer consigo me perceber, me conhecer, me sentir? Não é a Educação Física o único componente curricular que trabalha especificamente com o corpo em movimento? E por que não com o corpo parado também?
A eficiência dos movimentos, a visão de jogo, o trabalho árduo dos treinos diários tornou aquela atleta do basquete uma profissional de nível internacional, mas parece que todo este trabalho corporal diário se esqueceu de um corpo que não é só eficiência de movimento, também é vida, sensação, percepção e sentimento.
Freire (2002) coloca que além de repensar a reforma do ensino, também é necessário repensar a reforma do conhecimento, afinal, não basta aprender para o jogo, para o teste ou para prova, é preciso aprender para a vida. O autor ainda acrescenta
(...) Aprendemos a agir apenas racionalmente, só sabemos pensar individualmente, passamos a confiar cegamente que alguém irá sempre resolver o problema por nós, e descartamos os sentimentos, a sensibilidade, a beleza como componentes do conhecimento necessário à superação dos problemas cotidianos e planetário. (idem, p. 95).
O educar para a sensibilidade
No capítulo "Educação dos sentidos e a escola da Dona Clotilde", Freire (2001) expõe a importância da educação dos sentidos para a formação do aluno universitário. É necessário cheirar, degustar, ouvir, tocar, falar e sentir para dentro, ou seja, criar para si o que foi vivido, experimentado e quais são estes significados. Esta seria uma das funções da educação: formar o cidadão para a vida (pessoal, profissional e social).
Assim como a "pedagogia da cooperação" está ganhando adeptos e importância no meio educacional (o assunto foi discutido nesta revista em janeiro de 2010), acredito que as "práticas corporais alternativas" (PCA´s) devem fazer parte deste rol de conteúdos abordados nas escolas. Entende-se por PCA´s aquelas que são alternativas aos movimentos mecânicos, estereotipados, que buscam performance e visam a competição. Enfim as PCA´s são práticas sutis, de conscientização e sensibilização corporal, com o intuito do autoconhecimento e o conhecimento e respeito do outro, tais como: yoga, meditação, massagem, danças circulares, reflexologia, antiginástica, tai chi chuan, lian gong, entre outras. 
São poucos os cursos de Educação Física que oferecem este tipo de abordagem durante a formação profissional, por isso, muitas pessoas podem pensar que o trabalho com estas práticas não seria viável a menos àqueles que tiveram ampla formação nas mesmas. Lorenzetto e Matthiesen (2008), autores do livro Práticas Corporais Alternativas, escrevem sobre algumas dessas práticas e as exemplificam de maneira bastante simples e interessante, onde as várias atividades podem ser feitas com as mais diversas faixas etárias. Porém, aconselha-se que primeiramente o (a) professor (a) experimente em si mesmo (a), sinta o que é se perceber, como é entrar em contato com si mesmo, qual é a importância de reservar uns minutinhos do dia para si.
O stress, o bullying, a bulimia, a anorexia, a depressão, a violência e o desrespeito são alguns dos problemas que lidamos na sociedade e no nosso dia a dia nas salas de aula. Inserir um pouco mais de conTATO nas nossas aulas seria um ótimo caminho para minimizar alguns desses desafios.
Este tipo de conteúdo não deve permear somente o currículo oculto, ele pode/deve ser explícito e para isso deve ser planejado e muito bem organizado. O toque carrega significados diferentes para cada uma das pessoas. Apesar de ser algo concreto, em cada uma das peles o tocar e o ser tocado é carregado de lembranças e significados, que podem ser bons caso tenha vivenciado toques agradáveis ou podem ser carregados de sensações negativas, caso as lembranças de toque estejam relacionadas à violência, abuso, desprezo ou indiferença (MONTAGU, 1988).
Iniciar um trabalho com massagem, por exemplo, nas aulas de Educação Física, requer preparação e planejamento. Nas faixas etárias menores a aceitação é mais rápida e o lúdico é sempre bem vindo quando se quer introduzir o abraço, o toque em si mesmo e o toque no outro até que possamos chegar a experimentar o exercício da respiração, do silêncio, da automassagem e da massagem. 
Tive experiências bastante interessantes ao trabalhar com o "tocar" com crianças, adolescentes e adultos. Se dar as mãos já é uma dificuldade, tratar o próprio corpo e o corpo do outro com carinho e respeito no ambiente escolar passa a ser um grande desafio, mas com certeza possível de ser conquistado.
Assim como no trabalho com qualquer outro assunto se deve ter claro quais são os objetivos, o público, quais os conteúdos, os procedimentos, a avaliação (diagnóstica, formativa e somativa), além, é claro, da importância do trabalho nas três dimensões dos conteúdos: conceitual, procedimental e atitudinal, conforme abordados nos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998). Enfim, é importante que os conteúdos sejam tratados de forma ampla, aprofundada e significativa.
Sensibilizar os sentidos é uma forma bastante importante de se iniciar um trabalho com o toque corporal. Em silêncio, ouvir a própria respiração, perceber como ela se comporta; deitar, sentir como o corpo toca o chão, o que toca e o que não toca; perceber a sintonia entre o corpo, o tocar o chão e a respiração; ouvir uma música tranquila e perceber quais sensações e lembranças ela traz; estar num ambiente próximo à natureza e perceber como o ar toca a pele, quais são os odores, os barulhos, as sensações; estar num ambiente agitado, por exemplo, o pátio na hora do recreio, fechar os olhos e perceber quais são as sensações que este ambiente proporciona; permanecer de olhos fechados e deixar-se ser levado por um colega por diferentes lugares, sentir os diferentes pisos, texturas, iluminações e sensações (medo, insegurança, tranquilidade, calma); após perceber o próprio corpo, experimentar tocá-lo com objetos diversos (bexiga, almofada, bolas de diferentes tamanhos e texturas, colheres de pau, objetos de massagem, as próprias mãos, etc.); descobrir diferentes formas de tocar os locais tensos do corpo e aplicar estes toques em grupos; formar duplas e aplicar estes toques no colega; pesquisar diferentes terapias que envolvem o toque e a massagem; compartilhar com os colegas as descobertas; aprofundar os assuntos de maior interesse; buscar profissionais da área que possam fazer uma vivência/palestra com os alunos; aplicar os conhecimentos adquiridos em outras pessoas/familiares, contar a experiência. Enfim, o trabalho é gradativo, do silenciar, ao se perceber, perceber o outro, se conhecer, conhecer o outro, respeitar, ser respeitado, até tocar, acariciar e massagear sem malícias é um longo caminho, que nós, professores, somos responsáveis por ajudar a guiar.
A cultura corporal, se não for trabalhada de forma crítica, reflexiva e sensível, terá sob os olhos de seus profissionais e da sociedade os casos de distorção da imagem corporal, bulimia, anorexia e vigorexia dos jovens; a especialização precoce e suas consequências; o dopping e as condutas antiéticas e antidesportivas; enfim, entre tantos outros problemas, colocaremos em cheque os valores permeados na nossa sociedade e a nossa função enquanto profissionais que lidamos diretamente com a "educação corporal".
Frei Betto expõe de maneira bastante sensível uma percepção sobre o corpo no dias de hoje: "Nunca se falou tanto em corpo como neste tempo que tanto o profana. Nas fábricas, o corpo do operário atrela-se ao ritmo da máquina, como Chaplin critica em 'Tempos Modernos'. Por que agricultores, que fazem tantos trabalhos físicos, não possuem corpos atléticos? Seus corpos, em geral, são duros, rígidos, contraídos, porque usados apenas como ferramentas e não como expressão do ser que somos nessa indivisível unidade corpo-espírito." 
Se não repensarmos nossa função enquanto EDUCADORES físicos, também seremos responsáveis pelo cultivo dos corpos rígidos, contraídos e insensíveis que permeiam as ruas. Felizes, permaneceremos sentados assistindo aos espetáculos esportivos e desconhecendo seus bastidores mais cruéis.

Fonte
Janaina Demarchi Terra é graduada em licenciatura em Educação Física e mestre em Pedagogia da Motricidade Humana pela Universidade Estadual Paulista (UNESP- Rio Claro). Foi professora no ensino fundamental da Rede SESI (Rio Claro) e das Faculdades Integradas de Bebedouro (FAFIBE) até 2008. Atualmente é docente do curso de Educação Física da Universidade Federal de Alagoas (UFAL – Maceió).
E-mail:  janaterra@gmail.com 

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