terça-feira, 29 de março de 2011

17:18

Desenvolva cooperação e respeito na aula de Educação Física

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Nesses dias malucos, em que ficamos preocupados com a falta de companheirismo, em que a individualidade cresce cada vez mais e nossos alunos têm muita dificuldade para trabalhar em equipe, aceitar as diferenças e respeitar as decisões tomadas em grupo, é importante desenvolvermos neles a cooperação e o respeito.

Para que um grupo possa se constituir, é fundamental que se estabeleça uma relação de respeito mútuo, na qual o professor é o maior exemplo. Respeitar significa aceitar a individualidade de cada um, sua forma de expressão e sua aparência, sua origem, suas escolhas e opiniões, seus limites e sentimentos. Respeitar não implica em concordar com o outro ou elogiar qualquer tipo de conduta, mas em não desqualificar, menosprezar, ridicularizar ou impor opiniões.

O professor deve ter consciência de que os alunos têm ritmos diferenciados e seguem processos distintos em seu desenvolvimento, e que o ritmo de seu grupo não é a somatória de todos os ritmos individuais, mas algo que foi construído através das experiências adquiridas por aqueles que o constituem.

O respeito dentro de um grupo é alcançado e se consolida quando vínculos são estabelecidos e limites são preestabelecidos. Ele não brota rapidamente. É como uma planta que precisa ser posta em solo fértil, regada e cuidada para que floresça e dê frutos.

A melhor forma de desenvolvermos a cooperação é através de atividades em que os alunos vivenciem situações em que dependam uns dos outros. A troca de experiências e a ajuda mútua fazem com que o laço de amizade entre os participantes se consolide cada vez mais.

MÃO-AMIGA

Um bom exemplo desse tipo de atividade é a mão-amiga.
O professor monta um circuito no qual os alunos têm de passar por cima de bancos, por baixo de cordas, saltar sobre objetos, etc.

Nessa atividade, os alunos formam duplas. Um deles está de olhos vendados e o outro é seu guia, levando-o pela mão e dando-lhe indicações do que deve fazer. Ao final do circuito, os papéis são invertidos (o aluno que era o guia tem os olhos vendados e vice-versa). Após todas as duplas concluírem o circuito, os alunos, sentados, expõem todas as sensações que tiveram enquanto estavam realizando a atividade. Essa troca de sentimentos é muito positiva para desenvolver a cooperação.

Depois que todos relataram o que sentiram durante a atividade, o professor deve resgatar esse princípio: devemos ajudar as pessoas que estão à nossa volta.

Fonte



segunda-feira, 21 de março de 2011

05:08

Aprendendo com brincadeira de criança


Quem é que não se lembra com saudade das brincadeiras de ciranda, amarelinha, cabra-cega e de tantas outras travessuras que fazem da infância um momento mágico?

Para a criançada, as brincadeiras são atividades obrigatórias na rotina e ai de quem tentar impedi-las de viver as aventuras e emoções sentidas durante cada jogo. Mas não é só isso.

Quando brincam de passatempos que fazem parte do universo infantil, as crianças aprendem noções de espaço e tempo, aprendem a dividir com os outros coleguinhas, memorizam sequências e muito mais.

Por isso, as brincadeiras durante esta fase tão bonita da vida são mais do que bem-vindas e devem ser incentivadas por pais e familiares.

"Cada uma destas brincadeiras promove um aprendizado motor e cognitivo diferente. O ideal é que os pais acompanhem de perto a participação dos filhos nestas atividades e percebam se eles têm alguma dificuldade de executar algum movimento ou de captar a lógica do jogo", explica a psicóloga Cida Lessa. 
ciranda
"Quando brinca, a criança aprende a treinar sua agilidade, força e equilíbrio, além de aguçar ainda mais seus reflexos. Mas cada idade exige um exercício específico, o que não exclui a prática de outros. O ideal é despertar estas aptidões até os sete anos de idade quando a criança começa a aprimorar os movimentos que aprendeu até então", explica o fisiologista da Unifesp Renato Romani.

A seguir, veja as vantagens de praticar cada atividade. 
pique esconde
Ciranda
Além da noção de espaço e o equilíbrio, a ciranda revive as cantigas lúdicas que têm papel importante na formação da garotada na medida em que despertam a imaginação e ajudam na desenvoltura na hora de falar com outras pessoas.

"Na ciranda, as crianças cantam, dançam e interagem entre si estreitando laços, o que faz com que fiquem mais extrovertidas além do domínio do equilíbrio e da linguagem, já que fazem todas estas atividades simultaneamente", explica Cida Lessa.  
Cabra-cega
Este é um exercício bastante complexo porque exige da criança equilíbrio, noção de espaço e estimula todos os sentidos. "Para compensar a ausência da visão, a criança aguça a audição, olfato e percepção, daí a eficiência cognitiva e motora da brincadeira", explica Renato Romani.

"Ao privar as crianças da visão, a cabra-cega desperta a imaginação para monstros e fadas que podem aparecer a qualquer momento sem que a criança possa ver, já que está com os olhos vendados. É uma viagem que proporciona adrenalina e medo, mas que faz com que a molecada sinta o prazer das descobertas e a possibilidade da incerteza", explica Cida. 
Esconde-esconde
Velocidade, equilíbrio, competição, noção de espaço e resistência física. Estas são apenas algumas das aptidões desenvolvidas nesta brincadeira.

"A criança é estimulada a correr, disputar espaço e superar seus limites. É um excelente exercício de resistência física e integração ao grupo", afirma Cida. "Qual criança não gosta de competição? As atividades, quando competitivas por vontade da criança e não por imposição dos pais, se tornam prazerosas e ensinam as crianças a superarem as perdas", explica Romani.

"Se a atividade for condicionada pelos pais, ela sai do limite e perde o efeito. O corpo só responde positivamente a estímulos compatíveis com a resistência de cada um. Quando a criança é pressionada a trazer resultados ou a praticar uma atividade que não gosta, descarrega em seu corpo um estresse maior do que consegue suportar e a brincadeira perde a graça", continua.  
bolinha de gude
Amarelinha
E quem não fica craque em equilíbrio pulando com um pé só? Brincar de amarelinha fortalece os músculos das pernas e confere noção de espaço, mas deve-se tomar cuidado para não forçar demais o movimento e jogar toda a carga em uma das pernas causando distensões ou fraturas:

"o corpo se adapta as novas funções, mas tem seu limite, por isso, nada de extrapolar na dose", diz Renato Romani.

Bolinha de gude
Basta uma jogada e lá vai a bolinha do adversário para o seu bolso causando uma sensação de vitória e superioridade tão gostosa que não dá nem para explicar.

Além da competitividade, o jogo ensina a respeitar a vez do amigo e a lidar com a derrota sem reações agressivas. "Na hora do jogo, as bolinhas coloridas de vidro valem fortunas e cada tacada certeira no alvo gera uma explosão de alegria e adrenalina que torna a criança ainda mais competitiva, sem tirar da brincadeira a essência lúdica que faz dela uma diversão e não uma batalha", explica Cida Lessa.  
Vídeo-game
O jogo desenvolve o raciocínio lógico e a habilidade motora das mãos, porém, se não houver moderação, pode comprometer as habilidades sociais como integração em grupo e exposição ao público, assim como ocorre com o computador.

"A criança fica com raciocínio mais rápido e com as mãos mais ágeis, mas é preciso um meio termo para não fazer dele uma muleta e deixar as brincadeiras de rua e o exercício físico de lado", explica a psicóloga.  
Fonte: Minha Vida

quarta-feira, 16 de março de 2011

10:37

Que foi Friedrich Fröbel?

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Friedrich Wilhelm August Fröbel foi um pedagogo (escola Pestalozzi) alemão.

O alemão Friedrich Froebel foi um dos primeiros educadores a considerar o início da infância como uma fase de importância decisiva na formação das pessoas – idéia hoje consagrada pela psicologia, ciência da qual foi precursor. Froebel viveu em uma época de mudança de concepções sobre as crianças e esteve à frente desse processo na área pedagógica, como fundador dos jardins-de-infância, destinado aos menores de 8 anos. O nome reflete um princípio que Froebel compartilhava com outros pensadores de seu tempo: o de que a criança é como uma planta em sua fase de formação, exigindo cuidados periódicos para que cresça de maneira saudável.

Esses princípios e sua crença determinaram alguns de seus postulados tais como:

  • o educador é obrigado a respeitar o discípulo em toda sua integridade;
  • o educador deve manifestar-se como um guia experimentado e amigo fiel que com mão flexível, mas firme, exija e oriente. Não é somente um guia, mas também sujeito ativo da educação: dá e recebe, orienta mas deixa em liberdade, é firme mas concede;
  • o educador deve conhecer os diversos graus de desenvolvimento do homem para realizar sua tarefa com êxito, sendo três as fases de desenvolvimento: vão desde que o homem nasce até a adolescência.

Suas ideias reformularam a educação. A essência de sua pedagogia são as ideias de atividade e liberdade.

Trabalhou com Pestalozzi, e embora influenciado por ele, foi totalmente independente e crítico, formulando seus próprios princípios educacionais. Seus ideais educacionais foram considerados politicamente radicais e, durante alguns anos, foram banidos da Prússia.

Em 1837 Fröebel abriu o primeiro jardim de infância, onde as crianças eram consideradas como plantinhas de um jardim, do qual o professor seria o jardineiro. A criança se expressaria através das atividades de percepção sensorial, da linguagem e do brinquedo. A linguagem oral se associaria à natureza e à vida.

Frobel foi um defensor do desenvolvimento genético. Para ele o desenvolvimento ocorre segundo as seguintes etapas:

  • a infância
  • a meninice
  • a puberdade
  • a mocidade
  • a maturidade

Todas estas fases eram igualmente importantes. Observava portanto a gradação e a continuidade do desenvolvimento, bem como a unidade das fases de crescimento. Enfim, a educação da infância se realiza através de três tipos de operações:

  • a ação,
  • o jogo
  • o trabalho.

Fröebel foi o primeiro educador a enfatizar o brinquedo, a atividade lúdica, a apreender o significado da família nas relações humanas.

Idealizou recursos sistematizados para as crianças se expressarem : blocos de construção que eram utilizados pelas crianças em suas atividades criadoras, papel, papelão, argila e serragem. O desenho e as atividades que envolvem o movimento e os ritmos eram muito importantes. Para a criança se conhecer, o primeiro passo seria chamar a atenção para os membros de seu próprio corpo, para depois chegar aos movimentos das partes do corpo. Valorizava também a utilização de histórias, mitos, lendas, contos de fadas e fábulas, assim como as excursões e o contato com a natureza.

Fröebel afirma em sua obra A educação do homem (1826) que "a educação é o processo pelo qual o indivíduo desenvolve a condição humana autoconsciente, com todos os seus poderes funcionando completa e harmoniosamente, em relação à natureza e à sociedade. Além do mais, era o mesmo processo pelo qual a humanidade, como um todo, originariamente se elevara acima do plano animal e continuara a se desenvolver até a sua condição atual. Implica tanto a evolução individual quanto a universal".

Esse conceito de parte-todo foi um dos mais bem desenvolvidos por Fröbel. Cada objeto é parte de algo mais geral e é também uma unidade, se for considerado em relação a si mesmo. No campo das relações humanas, o indivíduo é, para ele, uma unidade, quando considerado em si mesmo, mas mantém uma relação com o todo, isto é, incorpora-se a outros homens para atingir certos objetivos.

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