sexta-feira, 27 de março de 2009

19:03

A Educação Física escolar: a base de tudo

A Educação Física escolar: a base de tudo


A Educação Física, pela suas possibilidades de desenvolver a dimensão psicomotora das pessoas, principalmente nas crianças e adolescentes, conjuntamente com os domínios cognitivos e sociais, deve ser disciplina obrigatória nas escolas primárias e secundárias, devendo fazer parte de um currículo longitudinal. Não se deve tratar a Educação Física com descaso. É vergonhoso ver jogos, gincanas e competições substituírem verdadeiras aulas de Educação Física. Isso é muito bom para privilegiar quem tem habilidades motoras acima da média privilegiando uns em detrimento de outros. Onde fica a grande maioria que não possui essa tal habilidade? Na torcida? Aplaudindo?

A qualidade nas aulas de educação física

Para que as Instituições de Ensino possam zelar pela qualidade de suas aulas, num primeiro momento necessitam realmente acreditar que a Educação Física escolar deve ter o mesmo grau de importância das demais disciplinas que compõe o ensino. Devem compreender a real contribuição da Educação Física para a formação dos jovens. Num segundo momento, contratar profissionais que além de se enquadrarem a proposta pedagógica da escola, privilegiem uma educação física onde o movimento humano seja um meio de crescimento e, não um fim em sí mesmo.

De modo que a Educação Física possa contribuir para a melhoria da nossa sociedade, existem algumas referências, pelas quais deve:

- Promover os seus beneficiários com o desenvolvimento de habilidades motoras, atitudes, valores e conhecimentos, procurando levá-los a uma participação ativa e voluntária em atividades físicas e esportivas ao longo de suas vidas;
- Ser ministrada numa ambiência de alegria, em que as práticas corporais e esportivas sejam prazerosas;
- Propiciar vivências e experiência de solidariedade, cooperação e superação;
- Valorizar práticas esportivas, danças e jogos nos conteúdos dos seus programas, inclusive as atividades que representam a tradição e a pluralidade do patrimônio cultural do país e das suas regiões;
- Ser meio de desenvolvimento da cidadania nos beneficiários e de respeito ao meio ambiente.

A importância do Conselho Regional da Educação Física

Os Conselhos Regionais de Educação Física como nossos representantes bem próximos, são de extrema importância para a melhoria da qualidade da nossa Educação Física, não só das academias, mas também nas escolas. Todas as profissões devem ser disciplinadas e ter uma entidade forte para trazer conquistas para a categoria.

A Educação Física por muito tempo ficou relegada ao segundo plano nos currículos escolares. Com o fortalecimento da Entidade que nos rege, sem sombra de dúvidas a Educação Física será fortalecida e mais valorizada.

O profissional da Educação Física - um profissional da saúde

A Educação Física no exercício da Educação para a saúde tem como função desenvolver hábitos nas pessoas de prática regular de atividades físicas. Atuando preventivamente na redução de enfermidades relacionadas com a obesidade, diabetes, a hipertensão, patologias cardio-respiratórias, osteoporose, algumas formas de câncer e depressões, contribuindo para a qualidade de vida de seus participantes.

Através do respeito a leis biológicas de individualidade, do crescimento, do desenvolvimento e da maturação humana, a Educação Física vai desenvolver em seus alunos o respeito pela sua corporeidade e das outras pessoas, percebendo e compreendendo assim, o papel real da atividade física realizada desde a infância na escola como meio de promoção e manutenção da saúde.

A Educação Física, LDB e os parâmetros curriculares nacionais

A Educação Física dentro dos novos parâmetros curriculares, contribui como elemento fundamental na formação de cidadãos críticos, participativos e com responsabilidade social.

Uma das metas da Educação Física no momento atual é promover a autonomia dos grupos e, no jogo, valorizar o universo da cultura lúdica. A cooperação, a inclusão social, a participação de todos, a criatividade e a diversidade cultural, aprendizagem e lazer, prazer e qualidade de vida são temas que estão sendo discutidos dentro das novas abordagens da Educação Física.

Sem dúvida nenhuma, passamos por um momento de ebulição teórica, com diversas propostas, contudo o que realmente importa, é que o professor esteja aberto às mudanças e que tenha a coragem de vivenciá-las juntamente com seus alunos.

Autores: Dr. Rogério da Cunha Voser e Esp. João Gilberto Giusti
Material retirado do Livro “O Futsal e a Escola: uma perspectiva pedagógica” da Editora Artmed.

quinta-feira, 26 de março de 2009

06:38

Educação Física Escolar é tema de discussões em 2009


Princípios como inclusão social, individualidade, cidadania, universalização, solidariedade e respeito são passados a alunos de escolas brasileiras, graças a obrigatoriedade de atividade física nas escolas. Além da prevenção de doenças a prática orientada de exercícios contribui para a formação psicossocial de crianças e adolescentes. O Conselho Regional da Educação Física do Paraná (CREF9/PR), ciente dessa importância para a sociedade, formalizará a abertura de discussões sobre "Educação Física Escolar", na próxima sexta-feira, dia 27 de março, junto a inauguração de sua nova sede, localizada na rua na Rua Amintas de Barros, 581. A solenidade de inauguração da nova sede será às 17 horas, na presença de autoridades, profissionais de educação física e convidados especiais.

Segundo o presidente do Conselho Regional da Educação Física do Paraná, Antonio Eduardo Branco, a atividade física nas escolas deve ser discutida no âmbito social, físico e mental. "A prática constante de exercícios é imprescindível para ter uma boa qualidade de vida, no entanto, a atividade vai muito além. Ela proporciona também o desenvolvimento da capacidade afetiva e social desses estudantes". Para Branco, os valores éticos transmitidos juntamente com a prática de atividade é o que contribui com a formação cidadã dessas pessoas.

Branco também fala da expectativa para o evento de abertura das discussões sobre Educação Física escolar no estado. Segundo ele, o evento deve reunir profissionais da área e representantes sociais interessados em fazer uma reflexão sobre o processo educacional e a atividade física nas escolas. "Essas discussões devem sensibilizar a sociedade para refletir sobre o papel do profissional da educação física na educação corporal e cultural de crianças e adolescentes", diz.

Há dez anos o Conselho Federal de Educação Física e os conselhos espalhados por todo o Brasil elegem um tema para ser amplamente discutido a cada ano. O objetivo é permitir uma reflexão sobre a atividade física em âmbito social, físico e mental.

SERVIÇO:

  • Abertura das discussões da Atividade Física Escolar no Paraná
  • Data: 27 de março – sexta-feira
  • Horário: A partir das 17 horas
  • Local: nova sede do CREF9/PR (Rua Amintas de Barros, 581 – Centro)
  • Informações no Conselho: 41 3363-8388

quarta-feira, 25 de março de 2009

16:26

Educação realiza 1º Seminário sobre Educação Física Escolar

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SED), realiza nos dias 27 e 28 de março e nos dias 03 e 04 de abril o 1º Seminário sobre Educação Física Escolar, em Campo Grande.


O seminário discutirá temas relativos à educação física e à prática de esporte pelos alunos. Participarão todos os professores de Educação Física das escolas estaduais de Campo Grande.


O seminário acontece em dois locais. No dia 27, será no Centro de Educação Profissional Ezequiel Ferreira Lima (Cepef) e no dia 28, na Escola Estadual Joaquim Murtinho. O evento acontece em período integral.

04:54

Curso de A Inclusão de Crianças com Síndrome de Down

Conteúdo:
A Síndrome de Down;
Histórico;
Tipos de comprometimento cromossômicos;
Aspectos citogênicos da síndrome de Down;
Amamentação de Bebês;
Principais características da criança;
Atividades para estimulação precoce;
Estágio sensório-motor;
Atividades do estágio pré-operatório;
Como a fisioterapia pode ajudar;
A etiologia da Síndrome de Down;
O Desenvolvimento do sistema nervoso;
Deficiência mental e síndrome de Down;
Aspectos Gerais;
Avaliação do Crescimento;
Avaliação do Desenvolvimento;
As dificuldades de aprendizagem na Síndrome de Down;
Política Nacional de Educação Especial;
Enfoques da intervenção pedagógica junto à criança Down;
A Educação Básica;
Proposta Educacional para portador de Down;
Educação da Criança com Síndrome de Down;
Estágios de Reação dos pais;
Atividades de vida diária;
Erros Educacionais;
Papel do Educador em relação à família;
Inclusão Escolar de Crianças com Síndrome de Down;
Jogos na Aprendizagem;
O jogo como estratégia de ensino;
Habilidades operatórias e os jogos;
Inteligência lingüística;
Inteligência lógica – matemática;
Educação Especial – Concepções;
Declarações Mundiais;
Acompanhamento Clínico;
Malformações cardiovasculares;
Alterações endócrinas;
Anomalias Gastrointestinais;
Alterações Hematológicas;
Problemas oftalmológicos;
Anomalias urogenitais;
Dificuldades alimentares;
Rotina da avaliação neonatal;
Acompanhamento clínico na infância;
Acompanhamento clínico na adolescência;
Puberdade e sexualidade;
Acompanhamento clínico na idade adulta;
Perspectivas atuais.

Saiba maiores informações clicando aqui

sexta-feira, 20 de março de 2009

08:55

A Importância dos Jogos para o Desenvolvimento Psicológico da Criança

Resumo

Este estudo traz a importância de atividades lúdicas exercida na escola, para trabalhar com a criança o aspecto psicológico. Ensinando a mesma a interagir com o próximo, respeitar regras, desenvolver a imaginação, cooperação e com isso promover uma boa auto-estima. Fazendo com que aprendam de forma simples e natural a resolver problemas, pensar, criar e desenvolver o senso crítico. Através da melhoria do entendimento sobre o efeito que os jogos podem trazer, enriquecendo interações humanas.

Introdução

O artigo analisa a importância do jogo e o brincar no aspecto psicológico da criança. O jogo é uma ferramenta que contribui na formação corporal, afetivo e cognitivo, por ter uma característica lúdica se torna mais atrativa e eficiente em seu desenvolvimento,preparando sua inteligência e caráter, tendo conhecimento de quantidade e de espaço.O objetivo deste trabalho é fomentar a importância das atividades lúdicas no processo psicológico das crianças, promover o respeito pelas pessoas e pelas regras. Por intermédio do jogo e do brincar a criança expressa suas fantasias, seus desejos e suas experiências reais de um modo simbólico, onde a imaginação e a criatividade fluem por conta da ludicidade. A metodologia desse trabalho foi por base de revisão bibliográfica.

Palavra-Chave: jogos, criança, psicológico.

Desenvolvimento

Lúdico do latim ludus significa jogo, segundo Nunes (1998).

Segundo Huizinga (1995) o jogo pode ser considerado como uma atividade livre, conscientemente tomada como "não-séria" e exterior à vida habitual, mas ao mesmo tempo capaz de absorver o jogador de maneira intensa e total. É uma atividade desligada de todo e qualquer interesse material, com a qual não se pode obter lucro, praticada dentro de limites espaciais e temporais próprios, segundo uma certa ordem e certas regras. Promove a formação de grupos sociais com tendências a rodearem-se de segredo e a sublinharem sua diferença em relação ao resto do mundo por meio de disfarces ou outros meios semelhantes.

Para Platão e outros pensadores da Grécia antiga era importante que as crianças em seus primeiros anos de vida e ambos os sexos deveriam ser educados com jogos educativos e deveria começar aos sete anos. Era contra os jogos competitivos, pois não valorizavam o caráter e a personalidade fazendo com que as crianças acabassem tendo uma formação danificada. (NUNES DE ALMEIDA, 1998).

Para os egípcios, maias, romanos, os jogos eram passados para os jovens de geração a geração pelos mais velhos onde aprenderiam através de seus ensinamentos valores e conhecimento para as normas sociais do padrão de vida. 'Com a ascensão docristianismo, os jogos foram perdendo seu valor, pois eram considerados profanos e imoraise sem nenhuma significação. ' (NUNES ALMEIDA, 1998).

No brincar, a criança lida com sua realidade interior e sua tradição livre da realidade exterior. (MARCONDES, MARINA, 1994)

Segundo Marcondes Marina (1994), o brincar com o seu próprio corpo significa descobrir a si mesmo. O que para uma criança é uma festa, pois começa a inventar joguinhos, como fechar e abrir os olhos como se estivesse achando algo ou escondendo-se.

A criança que brinca livremente do seu jeito, a sua maneira acaba transmitindo seus sentimentos, idéias, fantasias.

Brincar é também raciocinar, descobrir, persistir e perseverar; aprender a perder percebendo que haverá novas oportunidades para ganhar; esforçar-se, ter paciência, não desistindo facilmente. Brincar é viver criativamente no mundo.Ter prazer em brincar é ter prazer em viver; (MARCONDES ,MARINA,1994)

Brincar sem imposições de regras rígidas e impostas torna o ato de brincar mais espontâneo e acaba que a criança por seu próprio pensar, cria, recria e modifica. Essa vasta possibilidade que o jogo possibilita no momento do brincar proporciona o momento da aprendizagem aguçando sua criatividade, seu pensar e seu modo de agir com o meio.

Segundo Marcondes Marina (1994), brincar para criança pequena é fonte de autodescoberta, prazer e crescimento.

Segundo Piaget (1975b), os jogos estão diretamente ligados ao desenvolvimento mental da infância; tanto a aprendizagem quanto as atividade lúdicas constituem uma assimilação do real. Almeida (1995) diz que a brincadeira simboliza a relação pensamento-ação da criança, e, sendo assim, constitui-se provavelmente na matriz formas de expressão da linguagem (gestual, falada e escrita). Os jogos têm um papel no desenvolvimento psicomotor e no processo de aprendizado de domino do social da criança, através dos jogos é possível exercitar os processos mentais e o desenvolvimento da linguagem e hábitos sociais. (DINELLO, 1984 AUPD SERAPIÃO, JOÃO, 2004).

O jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação do real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função de suas necessidades múltiplas do eu. (PIAGET APUD SERAPIÃO, JOÃO, 2004).

Através de jogos é possível que a criança tenha uma dimensão de tempo (antes - depois), quantidade (pouco - muito), compreensão da seqüência (inicio-fim). (HARTLEY, 1971).

Para Pettry (1988) o jogo é uma atividade própria da criança e esta centrada no prazer que proporciona a ela. Brincadeiras com o corpo em movimento auxiliam as crianças a compreender e a relacionar conceitos de: perto, longe, atrás, mais perto, em cima, na frente, ou seja, ela sustenta o que Hartley já havia dito sobre a importância da criança brincar ou jogar. É possível desenvolver relacionamentos, pois o ato de brincar, jogar é necessário que haja uma interação, pois assim o aprendizado torna-se mais eficaz para ambas as crianças, pois a troca de conhecimento é vasta.

Bijou (1978) faz uma distinção entre o jogo estruturado e o livre (espontâneo), onde o jogo estruturado é aquele em que a criança se engaja em um determinado ambiente onde os matérias, instruções, ajudas implícitas e explicitas são feitas para ajudarem a criança a alcançar seu objetivo, ou seja é induzida na forma 'certa' de brincar e de chegar ao destino desejado da brincadeira. Já no jogo livre (espontâneo) é onde o objetivo e o brinquedo são escolhidos naturalmente pela criança, para Piaget sua importância a esse tipo de jogo é incentivado e motivador no processo da aprendizagem, já que este dá a criança uma razão própria que faz exercer de maneira significativa sua inteligência e sua necessidade de investigação ( PIAGET, 1994, apud GIOCA, MARIA INEZ, 2001).

Segundo o Referencial Curricular Nacional (1998) a criança precisa brincar, ter prazer e alegria para crescer, precisa do jogo como forma de equilíbrio entre ela e o mundo e através do lúdico a criança desenvolve.

Segundo Gilles (1998), o jogo se inscreve num sistema de significações que nos leva, por exemplo, a interpretar como brincar, em função da imagem que temos dessa atividade.

É a construção do conhecimento, principalmente, nos períodos sensório motor e pré-operatório. Agindo sobre os objetos, as crianças, desde pequenas

estruturam seu espaço, seu tempo, desenvolvem a noção de casualidade chegando a representação e, finalmente a lógica (PIAGET, 1994 apud GIOCA, MARIA INEZ, 2001).

Trabalhando o imaginário

Segundo Gallahue (2008) a criança através do jogo trabalha o imaginário, joga como se tal coisa fosse o que não é, como se estivesse em tal sitio onde não está, como se visse tal paisagem que não vê. As coisas no jogo não são o que são, mas como se fossem outra coisa. E as outras crianças que entram no jogo não são o que são, mas como se fossem outras crianças, incorporando personagens. A linguagem do jogo é a do modo condicional: isto seria uma casa, tu serias a cozinheira, eu seria a mãe e, um pouco depois, todas aquelas coisas já o são. Na sua imaginação, a criança forjou uma nova realidade.

Segundo Samulski (2005) o jogo é o melhor caminho que encontra para mostrar a sua personalidade. O pai que queira saber como é o seu filho, que o deixe jogar e, respeitando o seu jogo, observe-o como é. Se preferir os jogos de composição ou os que se desmancham, daí poderá deduzir o seu espírito de construção ou de conquista, se preferir os de invenção ou os de análise, poderá deduzir uma tendência para a vida ativa ou para a especulação; se preferir os jogos sossegados ou os violentos poderá deduzir a tendência para a vida contemplativa ou ativa; se joga com ordem ou desordenadamente, se é constante nos seus jogos ou se os varia a cada momento, se prefere jogar acompanhado ou quer jogar sozinho, se jogando oferece a vitória ou a retém se manda ou obedece. Através do jogo passa toda a psicologia da criança; e a personalidade do adulto na hora do trabalho ou do convívio social, é ainda o reflexo da personalidade que demonstrou com os seus jogos quando era menino.

Conclusão

Concluímos que através dos jogos as crianças desenvolvam um melhor relacionamento com outras crianças e com adultos e por meio dos jogos poderem interagir com o meio em que estão inseridas lhes proporcionando um auto-conhecimento de si próprias tendo vista que essas descobertas as fascinam, pois um mundo novo é inserido e descoberto

Retirado de: http://www.webartigos.com/articles/13771/1/a-importancia-dos-jogos-para-o-desenvolvimento-psicologico-da-crianca/pagina1.html

quarta-feira, 18 de março de 2009

15:18

Dica de Livro: 3000 Exercícios e Jogos para Educação Física Escolar




Descrição: Exercicios de: ? Futsal ? Voleibol ? Basquetebol ? Handebol ? Corrida de Velocidade e resistência ? Natação ? Lançamento e Arremesso ? Salto Triplo e Altura ? Water-Polo ? Ginástica Olimpica ? Frisbee ? Peteca ? Atividades Recreativas ? Exercícios e Jogos para voltar à calma: ? Individual ? Em dupla ? Em grupo


Editora: Sprint
Autor: PEDRO ANTONIO DA SILVA
ISBN: 8573321660
Origem: Nacional
Ano: 2003
Edição: 1
Número de páginas: 265
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Volume: 3


Saiba mais sobre esse livro

terça-feira, 17 de março de 2009

10:12

A utilização do jogo esportivo na Educação Física




A Educação Física está experimentando um amplo desenvolvimento nos diversos modos de praticar exercícios devido aos avanços da ciência, da tecnologia, da psicologia e da pedagogia e ao impacto dos Jogos Olímpicos da Era Moderna e à transformação do esporte em fenômeno sociocultural.
A influência exercida por esses fatores nos profissionais de Educação Física favoreceu o desenvolvimento de diversas correntes ou tendências pedagógicas, que se constituem em diferentes maneiras de entender a Educação Física. Por isso, temos que buscar um caminho que nos permita encontrar a pertinência da disciplina, independentemente dos modismos.

A partir das Olimpíadas da Era Moderna, o esporte tem tido uma poderosa difusão e influência na Educação Física. Vemos isso nos programas de Educação Física escolar: crianças de ensino fundamental já convivem com jogos como voleibol, basquetebol, futebol, entre outros. Esses programas despertam um elevado interesse nos alunos, constituindo um instrumento pedagógico de grande valor educativo.

Os jogos, em sua origem e desenvolvimento, estão estreitamente ligados às relações socioculturais, constituindo-se, assim, em um fenômeno histórico. Eles ocupam um lugar de destaque nas aulas, por sua contribuição ao desenvolvimento de uma juventude culta, vigorosa e saudável. Seu grande valor biológico e pedagógico está convertendo-os em um meio indispensável para a formação da personalidade dos nossos alunos. Eles também ajudam no desenvolvimento do organismo das crianças pela sua prática sistemática.

O caráter educacional dos jogos é muito importante nas aulas de Educação Física. Por meio deles, pode-se desenvolver qualidades e capacidades físicas e morais, representadas nas mais diversas situações que surgem nos jogos. Além disso, eles aumentar a motivação, o interesse e, com isso, a participação dos alunos nas aulas.

Com a realização de jogos nas aulas de Educação Física, além de aprimorarmos em nossos alunos as capacidades físicas necessárias para a sua prática, estaremos ajudando no seu desenvolvimento como cidadãos, pois o jogo nos possibilita trabalhar a disciplina, a honestidade, a colaboração e o companheirismo, pontos importantes na formação de nossos alunos.

O jogo também estimula o trabalho individual em prol do coletivo, o respeito às regras e o espírito de luta e participação.

O jogo não deve ser realizado somente pelo ato de jogar em si. A cada partida, devemos resgatar os pontos positivos e negativos da atividade para, assim, conversando com os nossos alunos, ajudarmos não só no seu desenvolvimento físico, mas no seu desenvolvimento integral.

Fonte: www.educacional.com.br

por Gilson Brun

domingo, 15 de março de 2009

06:56

Apenas as aulas de Educação Física na escola são suficientes?

Hoje em dia, o cotidiano é muito agitado. Pelo menos em um turno, há aulas; depois, são as tarefas de casa, as aulas de língua estrangeira, a família, as brincadeiras, os amigos, os programas favoritos de televisão, enfim... É bastante coisa para se fazer em um único dia. Assim, com tantos compromissos e tarefas diárias, muitas vezes não sobra tempo para a prática de alguma atividade física. Mas será que essa atividade é mesmo tão importante? Até porque, existe uma matéria dedicada somente a isso.

As aulas de Educação Física escolar realmente objetivam o desenvolvimento pessoal do aluno. Por meio do movimento, são ensinados valores múltiplos que vão desde o desenvolvimento físico, passando pelo caráter lúdico - através dos jogos e brincadeiras -, e atingindo até a conscientização de valores morais, como o respeito e o trabalho em grupo. Entretanto, a principal função das aulas de Educação Física é propiciar aos alunos condições de saúde e qualidade de vida melhores.

No entanto, a freqüência dessas aulas varia de uma a três vezes por semana, dependendo da escola. É muito pouco tempo para que os objetivos sejam atingidos. Por isso, o professor de Educação Física precisa da colaboração do aluno, que deve agir em benefício de sua própria saúde.

O processo deve acontecer da seguinte forma: o professor passa conteúdos variados para os alunos - incluem-se aí os jogos, as atividades pré-esportivas, as brincadeiras, etc. - e os alunos, por sua vez, devem realizar as atividades sugeridas, apreendendo e, principalmente, contribuindo para a melhora de sua saúde. Mas só isso não basta! Os alunos também devem escolher as atividades que mais lhes agradam e procurar complemento para elas fora do horário de aula.

Existem as mais variadas atividades. São recomendáveis as "escolinhas" esportivas - que às vezes são oferecidas pela própria escola -, as escolas de natação e as academias de ginástica. A vantagem desses locais é que, na maioria deles, existem profissionais capacitados na área de Educação Física que garantem a continuidade do trabalho que o professor da escola está desenvolvendo. Mesmo que a opção seja outra atividade, sem a presença de um professor, é importante que ela seja feita sistematicamente. Caminhadas, prática de esportes com os amigos e esportes radicais - skate, surfe, etc. - também são válidos se feitos regularmente.

Conclui-se, portanto, que a Educação Física escolar ajuda bastante na obtenção de saúde, mas ela não é a solução para todos os problemas. Assim, mesmo que o dia-a-dia esteja bastante ocupado, é importante encontrar um "tempinho" para prática de alguma atividade física, o que garante uma vida mais saudável e, conseqüentemente, mais ativa e produtiva.

sábado, 14 de março de 2009

10:15

OS BENEFÍCIOS DE UMA COMPETIÇÃO SAUDÁVEL

por Gilson Brun

Vivemos numa sociedade altamente competitiva, que cobra das pessoas cada dia mais preparação e conhecimento. Apesar de a escola fazer parte desse contexto social, deve estar atenta e refletir sobre o papel da competição no processo pedagógico.

Desde os tempos mais primitivos, o homem traz consigo a necessidade de competir. O próprio instinto de sobrevivência fez com que ele se habituasse a enfrentar desafios. Sem isso a espécie humana poderia até ter desaparecido.

Nas aulas de Educação Física a competição também é importante, até porque, do contrário, teríamos que excluir o esporte dos conteúdos da disciplina. O problema não é a competição em si, mas a maneira como se lida com ela. A disputa doentia estimulada por nossa sociedade, em que vencer está acima de tudo, tem um efeito destruidor. Geralmente, há uma supervalorização dos vencedores em detrimento dos vencidos e, como conseqüência, surgem o desestímulo e a discriminação.

Devemos, como educadores, ir contra essa cultura que só valoriza os vencedores, cuja velha máxima é "ser vice e ser último é a mesma coisa". Temos que trabalhar com os nossos alunos a idéia de que não existiria vencedor se não houvesse os outros participantes, que o primeiro lugar só está lá porque existe o segundo e o terceiro. Peça a eles que imaginem como seria uma corrida se ninguém, à exceção de uma pessoa, participasse. Não iria haver corrida e, portanto, nem competição.

Também é importante que em nossas aulas cuidemos para que os vencedores não sejam sempre os mesmos alunos ou a mesma equipe. A melhor forma de garantir isso é através da variação das atividades, privilegiando as diversas competências. Desse modo, todos poderão ser valorizados de acordo com as suas capacidades.

A competição, quando assume uma forma mais lúdica e educativa, traz vários benefícios: há mais sociabilização entre os alunos, eles aprendem a lidar com diversas situações e vivem diferentes papéis.

Vale a pena ainda ressaltar que as aulas de educação física são uma excelente oportunidade para desenvolver nos alunos valores como respeito, cooperação e solidariedade.

Fonte: www.educacional.com.br

sexta-feira, 13 de março de 2009

19:04

A Capoeira na Educação Infantil

O presente estudo tem como intuito principal discutir as bases históricas e ideológicas que fundamentam a capoeira na Educação Infantil, a partir da analise do processo de inserção da mesma no contexto escolar, suas modificações adaptativas e suas possibilidades enquanto instrumento revolucionário ou conformador para edificação de uma pedagogia social. Faremos esta abordagem estabelecendo uma analise do processo histórico de introdução da capoeira na Educação Infantil, seguido de uma discussão sobre a potencialidade pedagógica ,revolucionaria ou conformadora, da capoeira a partir do diálogo com alguns autores, culminando com algumas considerações que propõem uma reflexão sobre a pratica pedagógica na Educação infantil para construção de uma sociedade mais justa, com indivíduos mais críticos, criativos e autônomos.

A capoeira, esta arte de origem controversa e que ainda desperta muita polêmica, emergiu no bojo das camadas populares e adentra as instituições públicas e privadas de forma arrebatadora e efusiva, sendo capaz de em pouco mais de quatrocentos anos de trajetória estar presente na maior parte das escolas, clubes, universidades, academias, dentre outros, se firmando com força em vários países do mundo, força esta, que ora estamos precisando verificar, os interesses ideológicos que estão sendo defendidos nas entrelinhas de sua expansão pelo mundo e, em particular, na Educação Infantil.

Segundo dados fornecidos por Sérgio Luís de Souza Vieira, presidente da Confederação Brasileira de Capoeira (CBC), a capoeira hoje é praticada oficialmente em cento e trinta e dois países, tendo como instituições para administrar a modalidade atualmente, no Brasil, oitenta e quatro Ligas Regionais e Municipais, vinte e quatro Federações Estaduais, uma Confederação Brasileira, uma Associação Brasileira de Árbitros, uma Associação Brasileira de Capoeira para Portadores de Necessidades Especiais. No âmbito internacional existe a Federação Internacional de Capoeira (FICA), que coordena trabalhos das Federações Nacionais de Capoeira existentes no Canadá, Portugal, Argentina, França, dentre outros países.

É importante se lembrar que este fenômeno, chamado capoeira, não surgiu de forma instantânea, ou seja, ao longo de sua história inúmeras barreiras foram rompidas para que a mesma se transformasse "de luta marginal a uma alternativa educacional", e é justamente sobre o processo de inserção da capoeiranas instituições de ensino, em particular as de Educação Infantil, que discutiremos neste artigo. Analisando as possibilidades da capoeira enquanto ferramenta metodológica na construção de uma pedagogia social ou sua utilização como instrumento alienador para manutenção da lógica capitalista.

A escola e a capoeira.

Partindo dos princípios de que a capoeira, ao longo de sua história, passou por uma série de transformações para firmar seu espaço no ambiente escolar e que a escola funciona, na maioria das vezes, como um aparelho ideológico do estado, que por sua vez estará sujeito aos ditames do capital, tentaremos aqui traçar um painel desta dialética relação entre a capoeira e a escola.

Para compreender os conflitos desta relação, precisamos lembrar que o surgimento da escola teve suas bases associadas a uma estratégia de manutenção da diferença entre a classe operária e a classe burguesa, sendo esta última beneficiada pela manutenção ideológica garantida pela escola, pois ali estariam garantidos os princípios de construção da separação entre ¨fazer e pensar¨, ¨corpo e mente¨ e etc..., princípiosestes que resistem até os dias atuais. Segundo Dangeville (1978):

Todo sistema de ensino da sociedade capitalista assenta no racionalismo burguês, ou seja um idealismo ou iluminismo que esclarece os espíritos, a massa e a matéria. Neste sentido, o princípio de ¨revelação¨ esta no seio das escolas burguesas tanto laicas como religiosas. Toda a sociedade dividida em duas classes é necessariamente idealista: a elite esclarecida dita as normas, e a massa bruta deve segui-las sem discussão. (p.35)

A partir da análise deste contexto acima, fica fácil compreender o tamanho do ¨desafio¨ e das transformações, que foram ¨necessárias¨ para enquadrar a capoeira na lógica escolar, pois a capoeiragem historicamente foi também símbolo de contestação da lógica vigente e sua fundamentação filosófica, centra-se em uma simbologia que extrapola o conceito de educação escolar, ratificando o verdadeiro conceito de educação, que não estabelecem fronteiras, nem limites para as relações de ensino-aprendizagem. Segundo Brandão (1981):

Quando a escola é a aldeia, a educação existe onde não há escola e por toda parte pode haver redes e estruturas sociais, de transferência de saber de uma geração a outra, onde ainda não foi sequer criada a sombra de um modelo de ensino formal e centralizado. Porque a educação aprende com o homem a continuar o trabalho da vida. Á vida que transporta de uma espécie para outra, dentro de historia da natureza, e de uma geração a outra de viventes, dentro da historia da espécie, os princípios através dos quais a própria vida aprende a ensinar a sobreviver e a evoluir em cada tipo de ser. (p.13)

Deste conceito mais amplo de educação surgem às bases filosóficas dos ensinamentos da simbologia da capoeiragem. Assim fica fácil compreender o tamanho do abismo entre a matriz norteadora da capoeira e a forma na qual ela se apresenta hoje nas escolas de Educação Infantil, ou seja, algumas das adaptações que permearam estes anos de transformações da capoeira pela sobrevivência, esterilizaram a possibilidade revolucionária de construção de uma pedagogia social que está impregnada em algumas sociedades do continente africano que acabaram por influenciar a estruturação e reelaboração de práticas em território brasileiro, tais como a própria capoeira. Nesta perspectiva tentaremos, a partir de um diálogo com os teóricos e reflexões sobre a filosofia da capoeira transmitida oralmente pelos grandes mestres desta arte, organizar um breve levantamento histórico da capoeira e analisar algumas possibilidades de intervenção da capoeira para uma pedagogia social na Educação Infantil.

Sobre a idéia de pedagogia social, queremos dialogar com o pensamento de Pistrak, que nos traz uma lógica que aponta para a construção de uma escola educadora do "povo", que transforme a vida escolar numa extensão dinâmica da problematizarão das questões sociais, vinculando não só seus conteúdos, mas principalmente o método de ensino a serviço de uma transformação social que minimize as injustiças sociais e atenda os interesses dos "excluídos" e menos favorecidos, a partir do estimulo da auto-organizaçao dos estudantes, organização do ensino em complexos temáticos e das relações entre escola e trabalho.

Da luta marginal a uma alternativa educacional

Por volta da década de trinta, através da criação e oficialização legal da Luta Regional Baiana (Capoeira Regional), estruturada por Manoel dos Reis Machado (Mestre Bimba) e seus discípulos, a capoeira ganha uma nova roupagem que abre a possibilidade de institucionalização da mesma, pois pela primeira vez a sociedade reconhecia e decodificava os símbolos que fundamentavam a prática de ensino da capoeira, por meio de um método sistematizado e escrito que poderia facilmente ser implantado em diversas instituições, fato este que aliado a uma conjuntura política que estimulava ideais nacionalistas pela forte influência do "Estado Novo" de Vargas na defesa de um modelo de ginástica que pudesse ser genuinamente brasileiro, impulsionaram um grande crescimento e divulgação da capoeira. Um outro fator que contribuiu muito para a expansão da capoeira institucionalizada foi à condição desta alternativa apresentar-se como uma possível tentativa de cooptação e controle de uma arte que insurgiasse de forma subversiva em alguns pontos do território nacional, a exemplo das maltas do Rio de Janeiro e de outros pequenos movimentos de contestação da estrutura social vigente, que tinham na capoeira um "braço" de luta, ou seja, é importante lembrar que esta aceitação teve um preço alto, pois, a necessidade de atender os anseios de uma classe social dominante, enquadrou e remodelou a capoeira em um perfilalienador, que em última instância desarticulava sua simbologia metodológica revolucionária e a colocava a serviço do sistema.

Sobre as maltas podemos citar um relatório do ministro e secretário dos negócios da justiça referente ao ano de 1878, revelando toda a preocupação do estado com a capoeira:

Uma das mais estranhas enfermidades morais desta grande e civilizada cidade é a associação de capoeiras. Associação regularmente organizada, com seus chefes, sua subdivisão em maltas, que denominam badernas, com sinais e gírias próprias. Grupos de turbulentos, ávidos de assuadas, de lutas e de sangue, concorrem à voz de seus chefes das grandes reuniões populares e festividades públicas, para o fim de decidirem por meios violentos as suas contendas e rivalidades. (FILHO e LIMA, citado por ARAÚJO, 1997, p.175)

A partir desta transformação, a capoeira gradativamente vai inserindo-se no contexto escolar, podendo-se atribuir ao Mestre Bimba um papel importante neste processo, pois através de seu contato com estudantes universitários de Salvador, que o convidaram para ensinar na pensão onde residiam, o mestre pode ter acesso a uma camada social e a códigos e símbolos do conhecimento científico que possibilitaram a criação e sistematização deste novo modelo de ensino da capoeira. A partir daí a Capoeira inicia seu processo de institucionalização. Segundo o Mestre Itapoã, citado por Vieira (1990):

Quando o Mestre foi parar lá, os estudantes começaram a conversar com ele, que a capoeira não podia ser uma coisa perseguida pela polícia. Isso foi em 1934, quando os caras foram para Salvador estudar Medicina. O Nordeste todo ia estudar lá. Foi assim que ele começou a ter contato com a sociedade da época. (p.123)

O novo modelo de capoeira criado por Bimba e seus discípulos passa a ser reconhecido paulatinamente pela sociedade civil, sendo inclusive o Mestre Bimba agraciado com o título de Instrutor de Educação Física, mediante diploma oficial assinado por Dr. Gustavo Capanema, o então Ministro de Educação, no ano de 1957 pelo enquadramento do ensino da capoeira na legislação vigente (DECÂNIO, 1997, p.118). Apesar dos avanços proporcionados por Bimba, o mesmo só teve acesso a uma única instituição, que foi o CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva), na qual ministrou aulas de capoeira para os aspirantes da reserva. Este fato denota que a capoeira institucionalizada inicia-se com M. Bimba, mas só vem se firmar com o passar dos anos, através de outras iniciativas promovidas por seus alunos.

As transformações sofridas no processo de ensino da capoeira iniciaram a aproximação da mesma ao ambiente escolar, favorecendo seu reconhecimento e ampliando suas perspectivas com vista a se firmar como ferramenta pedagógica no processo educativo alienador do modelo capitalista. Conforme Abreu (2003, p. 20) "Sobre a oitiva: era na roda, sem a interrupção do seu curso que se dava à iniciação, com o mestre pegando nas mãos do aluno para dar uma volta com ele. Diferentemente de hoje em dia, quando é mais freqüente iniciar o aprendizado através de séries repetitivas de golpes e movimentos, antigamente o lance inicial poderia surgir de uma situação inesperada, própria do jogo: um balão boca de calça, por exemplo. A partir dele se desdobravam outras situações inerentes ao jogo, que o aprendiz vivenciava orientado pelos "toques" do mestre...".

No Brasil, por volta do final da década de 70 e início da década de 80, tivemos um grande crescimento no número de instituições de ensino da capoeira, fato este que contribuiu muito para a pulverização da capoeira em escolas, universidades e creches, acrescentando a estes ambientes de trato com o conhecimento um toque de cultura e inúmeras possibilidades de intervenção no que se refere à atividade física, que acabam sendo respaldadas por leis e sugerida por diversos instrumentos informativos que orientam a educação escolar (RCN, PCN`s e etc).

Dentre as possibilidades de trato da capoeira no universo da Educação Infantil, destacaremos algumas faces desta arte que representam alternativas reais e concretas de intervenção pedagógica com crianças de 0 a 6 anos, que se otimizam a partir de suas interlocuções, contextualização e intencionalidade pedagógica. Dentre estas a musicalidade, o movimento, o ritual e as relações interpessoais. Vale a pena ressaltar que em nossa análise destacaremos a potencialidade na construção da pedagogia social, contudo esta só se firmará na prática a partir de uma apropriação crítica por parte dos educandos e educadores, pois a capoeira poderá facilmente estar servindo tanto à "revolução" quanto à "conformação alienada".

A capoeira e sua musicalidade

A musicalidade na capoeira tem papel fundamental, pois dela se desencadeia boa parte do processo ritualístico da capoeira, ou seja, é a partir da musicalidade que os movimentos são executados, os instrumentos são tocados e as cantigas entoadas. Portanto, toda a contribuição da musicalidade no processo pedagógico infantil poderá facilmente ser transportado para a intervenção da capoeira neste contexto, haja vista que a mesma é condição fundamental para a prática da capoeira.

O ritmo, elemento potencialmente explorado na musicalidade da capoeira, tem o poder gerador de impulso e movimento no espaço, desenvolvendo a motricidade e a percepção sensorial, além de induzir estados afetivos, contribuindo para algumas aquisições, tais como: Linguagem, leitura, escrita e lógica matemática.

Sobre cirandas e danças cantadas, segundo Lê Boulch (1982, p.182) "A associação do canto e do movimento permite a criança sentir a identidade rítmica, ligando os movimentos do corpo e os sons musicais. Estes sons musicais cantados, emitidos pelas crianças e ligados a própria respiração, não têm o caráter agressivo que pode revestir um tema musical no qual a criança deve adaptar-se aos exercícios de sincronização sensório-motora. Esta atividade representa um estágio prévio ao ajustamento e um suporte musical imposto à criança".

O trabalho musical da capoeira proporciona o ajustamento rítmico da criança correlacionando a noções de tempo-espaço, o que favorece um maior equilíbrio emocional da mesma, melhorando as relações com os outros colegas a partir do respeito do ritmo do outro e de si mesmo.

Na utilização dos instrumentos da capoeira (berimbau, pandeiro, atabaque e outros) podemos estar dando significativa contribuição no que tange ao desenvolvimento da coordenação motora fina, pois a partir do manuseio desses instrumentos a criança perceberá as implicações de gestos menores (finos), relacionados aos objetos, o que possibilitará uma melhoria no processo de escrita, dentre outros em que esta habilidade é necessária. Ainda podemos perceber o importante papel dos instrumentos musicais, como objeto material, no trabalho com crianças a partir do segundo ano de idade, pois segundo Lê Boulch (1982, p.39) "A investigação no mundo dos objetos traduz-se por uma atividade percepto-motora que vai permitir a aquisição rápida das práxis, assegurando o desenvolvimento da função de ajustamento, dando um suporte à organização perceptiva. Por outro lado, a ação sobre o objeto permite a criança experimentar o peso e a resistência do real".

Um outro aspecto importante sobre a musicalidade é que a capoeira tem, tradicionalmente, sua difusão pautada na oralidade, que tem nas cantigas um mecanismo importante de desenvolvimento fisiológico da fala, bem como de transmissão da cultura de geração para geração, ou seja, as letras das cantigas são carregadas de ditos populares e parábolas que traduzem posturas morais, cívicas e afetivas, que quando bem orientadas por uma intenção pedagógica crítica e com nexos na totalidade, podem servir de estratégia na construção de uma sociedade mais justa e humana.

O "movimento" e a capoeira

O "movimento" tem papel de grande relevância no desenvolvimento de crianças de 0 a 6 anos, sendo fundamental na construção da cultura corporal humana. Por tudo isso, é papel preponderante das instituições de Educação Infantil criar possibilidades materiais, estruturais e pedagógicas para a construção de um universo que possibilite o trato com situações-problema no campo do movimento, pois desta forma serão potencializadas as suas propriedades benéficas na edificação de melhorias no campo afetivo, motor, cognitivo e social.

Por em sua essência, a capoeira ser uma atividade eminentemente prática, enfocando no jogo da roda de capoeira um de seus momentos mais sublimes e característicos, e por este jogo se consolidar a partir de movimentos corporais, a capoeira funciona como importante agente facilitador no trato com o movimento na Educação Infantil. Através da atividade com a capoeira a criança poderá facilmente familiarizar-se com a imagem do próprio corpo, pois os exercícios que permeiam a prática da capoeira envolvem todas as partes do corpo, inclusive contando com a aquisição de gestos que são associados a uma cadência rítmica em dinâmicas que fortalecem a integração dos envolvidos, ajudando no amadurecimento das noções tempo-espaço, além de desenvolver, cada vez mais, uma atitude de interesse e cuidado com o próprio corpo.

A capoeira auxiliará na ampliação das diferentes qualidades físicas e dinâmicas do movimento, pois são freqüentes as situações em que os alunos são convidados a simularem movimentos que começarão de naturais, a exemplo da ginga, que nada mais é do que uma variação do ato de andar, até situações de maior elaboração técnica, melhorando a condição do andar, correr, pular, trepar, equilibrar, rolar, além de trabalhar força, velocidade, resistência e flexibilidade, aliado a um suporte lúdico, que é fator preponderante para a prática da capoeira e nas intervenções pedagógicas com crianças de 0 a 6 anos. Segundo Rego (1968, p.359) que compartilha da idéia de que luta e brincadeira são componentes da capoeira: "primitivamente a capoeira era o folguedo que os negros inventaram para os instantes de folga e divertirem a si e os demais nas festas de largo, sem, contudo deixar de utilizá-la como luta no momento preciso para sua defesa".

O ritual da capoeira e as relações interpessoais

Neste item temos um elo fundamental entre toda a parte técnica descrita acima e as possibilidades da capoeira enquanto ferramenta pedagógica da classe operária, pois, estas relações interpessoais, no ambiente da capoeira, são regadas por símbolos ritualísticos que reforçam a "produção" coletiva para o coletivo, com uma relação de ensino-aprendizagem horizontalizada que só funciona a partir da participação democrática dos envolvidos na ação pedagógica, ou seja, quando abordada nesta perspectiva, a capoeira estará firmando as bases da revolução social. Segundo Pistrak (2000):

Se quisermosdesenvolver a vida coletiva, os restaurantes coletivos, os clubes, etc, devemos formar entre os jovens não somente a aptidão para este tipo de vida, mas também a necessidade de viver e trabalhar coletivamente, na base da ajuda mútua, sem constrangimentos recíprocos. Este é o único terreno que podemos escolher se quisermos obter resultados positivos na luta que se trava por um novo modo de vida. (p.54)

Uma das grandes lições que a capoeira encerra em seu arcabouço ritualístico é a questão do "aprender fazendo" atrelado à contextualização do conteúdo, ou seja, esta herança que herdamos da sociedade africana nos ensina que não devemos dicotomizar a ação prática do aprendizado teórico, isto é, boa parte de tudo que aprendemos na capoeira acontece por uma experimentação prática, que geralmente é catalisada por um ambiente que mescla indivíduos com diferentes experiências, mediados pela intervenção do mestre para a produção de um bem comum a todos. O ensino da capoeira aponta para uma relação democrática entre educandos e educadores, fortalecendo a zona de desenvolvimento proximal, apresentada por Rêgo (1995, p.73) como "à distância entre aquilo que ele é capaz de fazer de forma autônoma (nível de desenvolvimento real) e aquilo que ela realiza em colaboração com os outros elementos do seu grupo social (nível de desenvolvimento potencial) caracterizando aquilo que Vygotsky chamou de "zona de desenvolvimento proximal ou potencial" ".

Ainda segundo Rego (1995, p.74) "o aprendizado é o responsável por criar a zona de desenvolvimento proximal na medida em que, em interação com outras pessoas, a criança é capaz de colocar em movimento vários processos de desenvolvimento que, sem a ajuda externa, seriam impossíveis de ocorrer".

É importante lembrar que todo este processo de construção do conhecimento está sempre permeado, na capoeira, por uma forte relação de respeito mútuo e parceria, pois o conceito de coletividade ("irmandade") prevalece durante todo o ritual da capoeira, apesar da mesma ser freqüentemente confundida com o jogo atlético e competitivo, negando o objetivo natural desta arte que é "jogar com" e não contra o outro, ratificando a unidade da dupla sob o signo de parceria, que prevalece também dentre os outros componentes da roda.

No trabalho de capoeira com crianças pequenas, podemos perceber nitidamente uma melhoria nas relações interpessoais, ajudando desde crianças muito introspectivas até aquelas com problemas de hiperatividade, equilibrando as relações e promovendo uma sensível melhora da auto-estima, pois a constante necessidade de realização coletiva garantida pelo ritual da capoeira possibilita o exercício de se lidar com o outro e suas diferenças, fato este que se firma como importante mecanismo para resolução de possíveis situações emergentes das relações sociais cotidianas, contribuindo com a formação de indivíduos mais críticos, criativos e autônomos.

Considerações Finais

A partir da análise deste estudo, podemos inferir que a capoeira possui elementos que potencializam ações para a construção de uma pedagogia social e, conseqüentemente, de um modelo escolar infantil revolucionário, com nexos na totalidade que responderá aos problemas da classe operária buscando as raízes das injustiças sociais, garantindo pensar e fazer uma escola que seja educadora do povo superando a visão de que a escola é apenas um lugar de ensino, ou de estudo dos conteúdos, por mais revolucionários que eles sejam, pois segundo Pistrak (2000, p.11) "... é preciso passar do ensino à educação, dos programas aos planos de vida. Ou seja, em sua proposta pedagógica a escola somente atinge os objetivos de educação do povo, se consegue interligar os diversos aspectos da vida das pessoas...". Sendo a capoeira, um reflexo micro da sociedade, com possibilidades reais de transformação, proponho a capoeirização da escola, que em esfera macro representará a proposta de educação com base nos interesses da classe operária.

Uma outra questão que precisamos ressaltar sobre a capoeira, é que a mesma em seu ritual poderá desenvolver o processo de auto-organização dos educandos como base no desenvolvimento pedagógico da escola estimulando a cooperação infantil para a edificação de uma participação igualmente consciente e ativa.

Retirado de http://www.webartigos.com/articles/9585/1/a-capoeira-na-educacao-infantil-/pagina1.html
18:53

A Importância da Psicomotricidade na Educação Física Escolar

Resumo

Este estudo traz a importância dos diversos fatores influenciam o desenvolvimento motor, foram discutidos e fornecem pistas para aspectos de mudanças na infância.

A consideração desses fatores é primordial quando selecionamos os movimentos, utilizamos comportamentos específicos de ensino da Educação Física.

A Educação Física Desenvolvimentista concentra-se na aprendizagem da habilidade motora. As crianças provavelmente adquirem um repertório mais rico de movimento quando suas experiências de aprendizagem são organizadas com a finalidade aprendizagem da habilidade motora e a internalizarão de importantes conceitos de movimentos. O repertório de movimentos das crianças é expandido conforme elas adquirem habilidades motoras e aprendem a modificá-las.

Introdução

O artigo analisa a importância da psicomotricidade na Educação Física escolar, o processo de crescimento de desenvolvimento motor na infância é previsível em termos de princípios universais e progressões seqüenciais enquanto as crianças as crianças desenvolvem níveis mais altos de funcionamentos.

Psicomotricidade é a área que se ocupa do corpo em movimento. Mas não podemos esquecer que o cor Este estudo traz a importância é um dos instrumentos mais poderosos que o sujeito tem para expressar conhecimentos, idéias, sentimentos e emoções. É ele que une o indivíduo com o mundo que lhe dá as marcas necessárias para que se constitua como sujeito.

O corpo em movimento transforma-se em expressão de desejo e, posteriormente, em linguagem. A partir daí, a criança é capaz de reproduzir situações reais, fazendo imitações que se transformam em faz-de-conta. Assim, a criança consegue separar o objeto de seu significado, falar daquilo que está ausente e representar corporalmente.

Durante as aulas de educação física se podem trabalhar todos os conceitos da motricidade humana como uma conseqüência de um trabalho que tem como prioridade desenvolver o gosto pela atividade física de forma prazerosa, lúdica e autônoma, onde os educandos fazem o que mais lhes dão prazer, que é andar, saltar, correr, rastejar, rebater, equilibrar, esquivar-se, quicar, equilibrar, chutar, passar, receber, transportar.

Palavra –Chave: Psicomotricidade,infantil, lúdicas,escolar

Desenvolvimento

O desenvolvimento infantil ,segundo o Referencial Curricular Nacional (1998) a criança precisa brincar, ter prazer e alegria para crescer, precisa do jogo como forma de equilíbrio entre ela e o mundo e através do lúdico a criança desenvolve.

Segundo Serapião(2004) a infância é caracterizada por concentrar as aquisições fundamentais para o desenvolvimento humano, pois é nessa etapa da vida que o indivíduo forma a base motora para a realização de movimentos mais complexos futuramente.

O tempo toda a criança age descobrindo, inventando, resistindo, perguntando, retrucando, refazendo,socializando-se. Neste momento é importante que a criança tenha um bom acompanhamento no seu desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial.

Segundo Darido (2000) a criança, por meio da observação, imitação, vivências diversas, experiências físicas e culturais, constituindo, dessa forma o conhecimento a respeito do mundo.

A escola tem um papel muito importante como facilitar a aprendizagens, estimulando o desenvolvimento integral da criança, através do trabalho em torno de desafios,fazendo que ela explore,crie e desenvolva sua habilidade com objetivo de expandir o seu potencial.

A Educação Física escolar desenvolve um papel importantíssimo, Ela pode oferecer experiências que resultam uma grande auxiliar e promotora no desenvolvimento integrado do aluno, desenvolvendo suas habilidades motoras e sua socialização.

Segundo Catunda (2005) o principal instrumento da educação física é o movimento, por ser o dominador comum de diversos campos sensoriais,o desenvolvimento do ser humano se dá a partir da integração entrea motricidade,a emoção e o pensamento.

A psicomotricidade é um termo empregado para concepção de movimento organizado e integrado. Assim, a psicomotricidade consiste na unidade dinâmica dos gestos, das atitudes e das posturas enquanto sistema, expressivo, idealizador e representativo.

Segundo Borges (2002) o intelecto se constrói a partir da atividade física. As funções motoras (movimentos) não podem ser reparadas do desenvolvimento intelectual (a memória, a atenção e o raciocínio) nem da afetividade (as emoções e os sentimentos). Para que o ato de ler e escrever se processe adequadamente, é indispensável o domínio da habilidade são fundamentais manifestações psicomotoras.

Segundo Darido (2002) aprendizagem motora, podemos afirmar que a aquisição de uma habilidade motora no adulto é o resultado de uma transformação de uma modificação de habilidade anteriormente adquirido e que constituem o repertório do indivíduo.

A educação física, tem um papel fundamental no aprendizado e conseqüentemente no desenvolvimento dos indivíduos,trabalhando funções psicomotoras que formarão a base e darão sustentação para a correta aprendizagem,contribuindo assim o desenvolvimento global das crianças.

Segundo Gallahue (2005) um dos precursores da utilização da educação psicomotora nas aulas de educação física afirma que a corrente educativa da psicomotricidade surgiu na França, em 1966, pela fragilidade da educação física, pelo fato dos professores de educação física não conseguirem desenvolver uma educação integral do corpo. Para ele, muitos desses professores centravam sua prática pedagógica nos fatores ligados à execução dos movimentos, tendo como principal objetivo de sua ação educativa chegar à perfeição desses movimentos, de forma mecânica.

Segundo Nunes (1998) na Educação Infantil, a criança busca experiências em seu próprio corpo, formando conceitos e organizando o esquema corporal. A abordagem da Psicomotricidade irá permitir a compreensão da forma como a criança toma consciência do seu corpo e das possibilidades de se expressar por meio desse corpo, localizando-se no tempo e no espaço.

Atividade lúdica é todo e qualquer movimento que tem como objetivo produzir prazer quando de sua execução, ou seja, divertir o praticante. A atividade lúdica também é conhecida como brincadeira.

A criança que brinca livremente do seu jeito, a sua maneira acaba transmitindo seus sentimentos, idéias, fantasias.

Brincar é também raciocinar, descobrir, persistir e perseverar; aprender a perder percebendo que haverá novas oportunidades para ganhar; esforçar-se, ter paciência, não desistindo facilmente. Brincar é viver criativamente no mundo.Ter prazer em brincar é ter prazer em viver; (MARCONDES ,MARINA,1994)

As crianças, ao jogar, aprendem a lidar com símbolos, a fazer estimativas, a calcular estratégias possíveis e, inclusive, a criar regras e convenções. E estas atitudes frente ao jogo, fazem com que sejam favorecidas as relações sociais das crianças.

Segundo Murcia (2005) as atividades nas quais uma ou mais criança se envolve numa brincadeira cooperativa, colaborativa ou competitiva, com ou sem objeto, dentro de estruturas certas ou no limites.

Os jogos contêm os benefícios desde prática de habilidade motora e específica e o aprimoramento da aprendizagem social.

Conclusão

Concluí que através das atividades que envolvem a psicomotricidade na Educação Física escolar, contribui melhor para o melhor conhecimento da criança, além de desenvolver cooperação, interação, desibinição, socialização, significa recrear-se, porque é a forma mais completa que o indivíduo tem de comunicar-se consigo mesmo e com o mundo.

Retirado de: http://www.webartigos.com/articles/14140/1/a-importancia-da-psicomotricidade-na-educacao-fisica-escolar/pagina1.html

quarta-feira, 11 de março de 2009

15:26

Área desportiva

A área que há maior atuação do profissional de educação física escolar é a desportiva. Conhecer os principais fundamentos e regras dos esportes mais populares é importante para um bom desenvolvimento profissional.

Há um site que tem dvds com ensinamentos de vários esportes, inclusive para treinamento avançado. Tem uma parte bacana de dvds de educação física também para outras áreas.

Vale a pena dar um pulo nesta loja virtual, do DVDS SPORTS.

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Este post é um publieditorial

terça-feira, 10 de março de 2009

10:14

Educação Física e mídia

Muitas vezes, os profissionais que trabalham com o ensino negligenciam a forte influência que a mídia pode exercer no educando por meio de contínuos e variados modismos. Na área de Educação Física, esse poder é mais acentuado, pois os esportes foram transformados em grandes espetáculos; os clubes e selecionados, em grandes marcas; e os atletas, em “estrelas” com alto potencial para a venda de produtos esportivos. Um exemplo típico é o número de empresas que procuram fazer sua publicidade através dos jogadores de futebol, voleibol, basquetebol, etc., de acordo com a popularidade que esses esportes têm nos diferentes países em que são praticados.

É em virtude disso que as pessoas associam os ídolos a determinadas marcas. Assim, passam a consumir certos produtos não por sua qualidade, mas, sim, pela falsa impressão de que ela é fundamental para o sucesso do atleta. Esportistas de destaque, como Ronaldinho, Rivaldo, Giba, Gustavo Borges, Oscar, Paula, Hortência, Ayrton Senna e Guga já eram talentosos antes de assinarem contratos milionários com empresas de grande porte. Por sinal, os equipamentos com tecnologia de ponta usados pelos atletas profissionais trazem uma sutil melhora de performance, interferindo apenas nos resultados de competições de alto nível — como os campeonatos mundiais, Olimpíadas, ligas, etc. — e são insignificantes para o praticante amador. Exemplo disso foi o lançamento de uma bicicleta aparelhada com todos os equipamentos necessários para a realização de acrobacias. A propaganda desse produto mostrava um dos atletas de renome mundial fazendo várias peripécias com muita facilidade. Milhares de bicicletas foram vendidas, mas as crianças e jovens que as compraram acabaram frustrando-se, pois a dificuldade para realizar as manobras era muito grande, ao contrário do que era enfatizado na propaganda. Outro exemplo foi o marketing criado em torno do jogador Ronaldinho. O cognome “fenômeno”, como é chamado o jogador, não se refere somente à sua excelência em campo, mas à sua capacidade de aumentar as vendas do produto que anuncia: de bebidas lácteas a cerveja e de artigos esportivos a roupas clássicas. Há que se destacar que as chuteiras feitas de couro de canguru usadas pelo jogador, que pesam poucos gramas, têm um preço muito acima das chuteiras comuns, mas, mesmo assim, são um sucesso de vendas. Nada comprova que elas sejam responsáveis pelo bom futebol praticado por Ronaldinho e muito menos que elas possam fazer alguém jogar melhor.

Além dos esportes, a própria concepção de estética é construída com base nos meios de comunicação. Os atores, atrizes e outras personalidades de programas como novelas, jornais, seriados, de auditório, entre outros, mostram um perfil que não condiz com o da maioria da população. As pessoas exibidas pelos meios de comunicação são magras, altas e belas. Uma pesquisa constatou que a estatura média dos atores de novela é 1,88 m para homens e 1,76 m para mulheres, enquanto a média da população brasileira não ultrapassa 1,70 m e 1,60 m respectivamente. O contraste é muito grande e afeta diretamente a relação que o aluno tem com o próprio corpo. É só pensar nos meninos que praticam voleibol e que, aos 15 anos de idade, mesmo com 1,80 m, são rejeitados nas “peneiradas” dos grandes clubes brasileiros porque a altura mínima exigida é de 1,85 m. Esses jovens passam a se considerar baixos, apesar de se encontrarem muito acima da média da população.

Com a existência de casos tão variados, o professor não deve ignorar a constante influência que a mídia exerce sobre os alunos. A melhor forma de trabalhá-la é conduzir o estudante, através do debate, a entender que a mídia lança modismos que nem sempre devem ser incorporados pelo repertório dos educandos e que a concepção estética é baseada na auto-estima, ou seja, o conceito de beleza depende mais do autoconhecimento e da aceitação de si mesmo do que de medidas definidas pelos meios de comunicação.

Fonte: www.educacional.com.br

sexta-feira, 6 de março de 2009

18:50

2009 - o ano da educação física escolar

O ano de 2009 foi eleito como o ano da Educação Física Escolar pelo Conselho Federal de Educação Física (Confef). A Educação Física é um processo de Educação em Saúde, seja por vias formais ou não formais, pois ao promover uma educação efetiva para a saúde e uma ocupação saudável do tempo livre de lazer, constitui-se em um meio efetivo para a conquista de um estilo de vida ativo e, em conseqüência, favorece a obtenção de qualidade de vida. Assim é correta a afirmação de que a Educação Física possui um objetivo primordial: promover uma qualidade de vida favorável.

Segundo o Confef (2002), o profissional de Educação Física é um especialista em atividades físicas, nas suas mais diversas manifestações, tendo como propósito prestar serviços que favoreçam o desenvolvimento da educação e da saúde, contribuindo para a capacitação e/ou restabelecimento de níveis adequados de desempenho e condicionamento fisiocorporal dos seus beneficiários, visando à consecução do bem-estar, da consciência, da expressão e estética do movimento, da prevenção de doenças, de problemas posturais, da compensação de distúrbios funcionais, contribuindo ainda para a consecução da autonomia, auto-estima, da solidariedade, da integração, da cidadania, das relações pessoais, da preservação do meio ambiente, visando enfim a consecução da qualidade de vida.

Portanto a Educação Física deverá ser conduzida como um caminho de desenvolvimento de estilos de vida ativos pelos brasileiros, para que possa contribuir para a qualidade de vida da população.

Queremos enfatizar que durante a prática da Educação Física na escola, a criança está realizando as mais diferentes formas de movimento, em conseqüência disso realiza uma atividade física que então proporcionará uma boa qualidade de vida por diversos aspectos, sejam eles relacionados a satisfação pessoal, diversão, alegria, condicionamento físico e relacionamento interpessoal.

Um estilo de vida ativo em crianças reduz a possibilidade de obesidade. Também é um fato que uma criança ativa se torne um adulto também ativo. Ao praticar a Educação Física Escolar e desta forma realizar atividade física, estaremos combatendo o sedentarismo na idade adulta. A finalidade da prática de atividades físicas na infância é fazer com que as crianças criem o hábito da prática e assim chegar a idade adulta compreendendo a importância desta atividade.

Não se deve pensar que a realização da Educação Física Escolar deve ser somente competitiva, visando a formação de atletas campeões. Muito além disso, a Educação Física visa abraçar todos os alunos, levar o prazer através da atividade física, incluindo e não excluindo aquelas crianças com menor aptidão física e motora.

Na prática da Educação Física Escolar, a criança tem a oportunidade de vivenciar diversos conteúdos, entre eles: jogos e brincadeiras, lutas, dança, ginástica, esportes e conhecimento sobre o corpo. Além disso, a criança recebe orientações sobre temas relacionados à saúde, ética, cuidados ao meio ambiente e pluralidade cultural, entre outros. Esta diversidade de conteúdos promove a amplitude de movimentos, assim é favorecido o desenvolvimento da força, velocidade, resistência, agilidade e flexibilidade.

É um fato que na escola, o professor de Educação Física é um dos únicos profissionais de saúde presente no dia a dia dos alunos, desta forma, o mesmo procura promover a saúde através de palestras e aulas sobre higiene, cuidados com o corpo e a postura, primeiros socorros, fisiologia e anatomia humana.

Assim, na escola, a atividade física, promotora da qualidade de vida, é claramente observável durante a prática ministrada pelo profissional de Educação Física. Esta prática pode ser indicada como um dos fatores comprovadamente importantes para a aquisição de um estilo de vida saudável, sendo um atenuante para a prevenção e combate aos agravos à saúde da nossa sociedade atual. Através do exposto, concluímos que a Educação Física Escolar deve ser valorizada como um importante meio de promoção e educação em saúde.

Heraldo Simões Ferreira é educador físico.

quinta-feira, 5 de março de 2009

18:49

Educar para o Pensar e o Pensar para Educar

O Mito da Caverna, contado pelo filósofo grego Platão (séc. VI aC) em seu livro VII de A República, ilustra bem a necessidade do ser humano buscar o conhecimento. É um constante sair em busca do educar.

O homem que corajosamente saiu da caverna, após livrar-se das amarras das correntes, enquanto os outros ficaram apreciando as sombras, libertou-se, quando viu a luz e quis segui-la. Toda saída nos leva ao encontro de algo. É na busca e no encontro que adquirimos o conhecimento. Em geral, o conhecimento é fruto do pensar.

Relembrando a explicação dada pelo filósofo grego, muitas vezes, a caverna, que é o nosso próprio corpo, nos amarra às paixões. Estas, nos acorrentam às aparências que enganam a realidade, porque a escuridão, ou seja, a falta de conhecimento, iludem o sujeito que vira às costas para a luz, que é o Conhecimento. Conhecimento para Platão era ter acesso ao Sumo Bem. Para conhecer é preciso entrar em intimidade com o real; é a busca da verdade, mesmo que seja, ainda, insatisfatória. Mas, é sempre um sair de si para ir em busca de. Por isso, pensar é um bem.

Esse mito, depois de muitos séculos, foi readaptado por Agostinho de Hipona (séc. IV dC), filósofo representante da escola Patrística, na Idade Média, cujo contexto sócio-cristão influenciou a educação e o pensar até os dias atuais, com algumas ressalvas. Acreditava-se que para alcançar o pleno conhecimento era preciso crer, ter fé. Assim, o homem gnóstico, era aquele sujeito que tendo acesso à verdade, educava-se libertando de suas paixões. Também, para Agostinho, a verdade era a própria Luz. E essa luz encontrava-se em Deus, criador de toda inteligência humana. O ser humano não procurava ou afastava-se dessa Luz, vivia nas trevas, que era o mal.

Mas, o que é educar? Educare significa: extrair as sementes de dentro, desenvolver a capacidade, ter uma meta dentro de si.

Educação, portanto, é caminho, é processo, é a busca do bem querer-se e do querer bem. Sócrates praticava a maiêutica com os jovens de sua época. Desse “parto das idéias” extraía reflexões que influenciavam, não só a vida pessoal (psicológica), mas também, o bem comum (sócio-política). Extrair, para quem provoca, é permitir que o outro lance para fora suas “sementes”, ou, por que não? sua “seiva”.

Essa “semente” ou “seiva” podemos chamar de Logos. Logos é pensar, raciocinar, refletir. Pensar no que vê, observa, ouve, sente, experimenta. Por conseguinte, é preciso sair de si e “estar com” o mundo, o outro, consigo, com o Ser Superior... e, assim, descobrir-se. Ao descobrir-se, o pensar vai educando o sujeito.

O objetivo da Educação é o amadurecimento humano. Amadurecimento este, que acontece de modo qualitativo no campo moral, tanto da dimensão psicológica quanto ontológica. O educando é único e sempre o mesmo. Contudo, diversos são os pontos de vista segundo os quais se pode considerar o amadurecimento.

A educação é um processo específico. Não se confunde com os outros processos, embora necessite deles (outros processos de crescimento) para alcançar o seu objetivo. Os mais importantes (destes processos) são: a libertação, a personalização e a socialização.

Em todos esses processos a gente percebe que há a idéia de caminho e de um desenvolvimento progressivo: alguma coisa que se vai fazendo às apalpadelas, ou seja, tateando, aos poucos, gradualmente. Por isso, a educação, de modo geral, é vista a longo prazo. Pois ao mesmo tempo, a gente percebe a presença de uma meta-ideal, um amadurecimento a atingir: a liberdade, a construção da pessoa, a relação social.

Voltando ao Mito da Caverna, depois que o homem saiu da caverna, ou seja, sua mente não fica presa só aos seus mesquinhos instintos, ele ao conhecer novos caminhos passa a escolher melhor o seu bem viver.

Vamos aprofundar, então, a análise de cada um desses processos, começando pelo último deles:

Socialização - nesse processo a educação é vista partindo de um “processo de socialização metódica das novas gerações”, podendo dizer que há em cada um de nós dois seres: Um constituído por todos aqueles estados mentais que não se relacionam a não ser conosco mesmos e com os acontecimentos da nossa vida pessoal; um outro, composto por um sistema de idéias, sentimentos e hábitos que se expressam, não na nossa personalidade, mas no grupo ou grupos diferentes dos quais fazemos parte. Ex: crenças religiosas, hábitos, práticas morais, tradições nacionais. Este conjunto permite educar o “ser social”, através de dois fatores: a assimilação de pautas de conduta que permitirão uma convivência positiva (culturação); e a inserção na rede de relações típicas da sociedade (família, escola, grupos).

A socialização, portanto, é o processo mediante o qual o indivíduo chega à maturidade do seu ser social e à integração ativa e crítica no sistema social concreto ao qual pertence. A educação escolar deveria ser um dos meios, através do qual o educando amplia sua visão social.

Contudo, cabe aqui ressaltar que o objetivo da educação não é só a sociedade, mas a pessoa. Se não houver a colaboração do educando, não há educação, mas apenas domesticação.
Personalização- Humanização

O processo de humanização considera a pessoa protagonista do mundo, sujeito da história. Esse processo comporta duas exigências: que a educação tenha como fim único a plenitude humana e não apenas a “domesticação” para uma determinada sociedade; que a educação tenha por referência o ser humano de forma integral, não esquecendo suas diversas dimensões.

Nesse processo, o crescimento psicológico consiste na atualização de potencialidades, na revelação da força ontológica, que se manifesta na criatividade, no desenvolvimento de aprender seu próprio potencial, tornando-se pessoa, ser humano.

Libertação

Diante da socialização do indivíduo e de sua personalização, a busca da libertação ocorre tanto na dimensão pessoal quanto na social.

Toda pessoa sofre a pressão de condicionamentos negativos durante o processo de seu amadurecimento. Em determinados momentos, esses condicionamentos aparecem de forma inerentes à pessoa: obstáculos, temores, complexos. Outras vezes, esses condicionamentos são infundidos no indivíduo pelo contexto social: alienação, consumismo, de forma que cria “total dependência” nas pessoas.

A educação, nesse caso, deve ser entendida como prática da liberdade, ou seja, conscientizar as pessoas e mostrar a necessidade de uma libertação; ter uma visão crítica e reflexiva da realidade, comparando esta realidade que se vive com uma outra que é proposta como ideal.

A educação pode ser assistemática e sistemática. Mas é fundamental a figura do educador. Segundo uma palestra de Sigmar Malvezzi, sobre Os desafios da educação na sociedade do conhecimento, a matéria-prima do educador é a condição humana, isto é

- Ser indeterminado (incompleto, instável frente ao ambiente);

- Encontra equilíbrio na ação (agindo, cria e exerce um papel no mundo, descobre suas potenticialidades e as do mundo; descobre sua interdependência);

- Apropria-se de sua história, estabelecendo e realizando propósitos (percebe-se capaz de crescer e direcionar seu crescimento, descobre-se sujeito);

- Pode alienar-se (perde a oportunidade de se autocriar, a alienação cria uma história à revelia do indivíduo);

- Encontra razão de vida no crescimento psicológico, explorando o seu potencial e o do mundo (cede às possibilidades do mundo);

- Atua através da reflexão, do enquadramento no tempo e no espaço, da linguagem simbólica, da produção de valores, representações e significados, da economia de pulsões, desejos, prazer e sofrimento.

Se a matéria-prima do educador é a condição humana, podemos, talvez afirmar que a matéria-prima do educar para pensar é a linguagem, instrumento fundamental para a reflexão humana.

Instrumentos do pensa

A linguagem é um dos instrumentos básicos para introduzir a educação e conseqüentemente o pensar. Os dois papéis básicos da linguagem são: construir a reflexão, e modelar a nossa identidade.

Para refletir, M. L. A. Aranha (1996), autora de Temas de Filosofia, diz que precisamos aprender a ler. Leitura tem um significado bastante amplo: “é efetuada toda vez que 'lemos' um significado em algum acontecimento, alguma atitude, algum texto escrito, comportamento, quadro, mapa e até as gracinha de um cachorro”. Podemos chamar isso de leitura do mundo. Para isso, é preciso saber observá-lo, utilizando todos os sentidos (visão, tato...), e assim, recolher as informações dos mais variados tipos.

A leitura de texto (que em latim quer dizer “tecido”), pode ser entendido como qualquer significado tecido ou articulado através de uma linguagem determinada. Ex: quadro, filme, livro.

Toda leitura depende de nossas experiências, idade, sexo, país e época em que vivemos, classe social a que pertencemos, enfim, de nossa história de vida.

A leitura de textos verbais são os mais freqüentes na vida escolar. Os textos verbais utilizam a palavra, incluem desde os livros e as apostilas usados em sala de aula, os artigos de jornal e de revista, os romances, os contos, as poesias, os artigos científicos até a parte falada de um filme, de uma propaganda ou programa de televisão.

Os textos, portanto, podem ser de ficção ou de não ficção. A leitura pode ser emocional ou racional.

Enquanto a leitura emocional é subjetiva, libera as emoções e a fantasia, a leitura racional é objetiva e tem como condição estar atento a: denotação das palavras, interpretação, crítica e problematização das mesmas. Para isso são feitos exercícios, por exemplo: fichamentos, seminários, dissertação. Surgiu, assim, o conhecimento ou a ciência que passou a ser registrada como “teoria” ou “invenção”.

O educador deve conhecer a realidade do educando, sua cidade, região, país, continente e, daí, partir para o conhecimento chamado específico (filosófico, científico, artístico, religioso).

A ciência antiga era contemplativa, era um “quadro preparatório” de encontro e convívio com a realidade. Na Idade Média, a vida contemplativa tornou-se um ideal para sustentar a vida, sendo os mosteiros o lugar para alcançar tal realidade na fórmula Ora et labora, originando a palavra “laboratório”.

Arcângelo Buzzi, ao fazer uma introdução ao pensar diz: “A palavra teoria tem hoje um sentido diferente. Não significa contemplação, cheia de espanto, do que aparece. Significa invenção de esquemas ou sistemas mediante os quais se calcula e se opera um universo de dados empíricos.” O autor ainda acrescenta que o cientista não investiga fatos, mas teorias. Mediante teorias produz objetos. A ciência não conhece fatos, mas objetos. “O mundo da ciência se compõe de objetos. Esses objetos não são os dados da empiria. São entes conjeturados pela razão a partir dos dados da empiria.”

No entanto, toda a ciência considerada científica, confronta-se com dimensões simbólicas, de representação que as ciências humanas tentam perceber com mais clareza. “O discurso científico presume o que o discurso mítico jamais presumia: apossar-se do poder do evento.” Quando a ciência consegue refutar teorias antigas, ela o faz através da autonomia humana de refletir. Assim, o ser humano, à medida que utiliza a razão como vontade de autonomia, ele prevê e providencia sua existência.

Portanto, educar para o pensar exige, não só, do educando que se sinta numa comunidade de investigação constante, descobrindo, com isso novas possibilidades de libertação, autoreprodução e transformação do social, mas também, do educador a busca constante do conhecimento renovado ou redescoberto pelas novas investigações. Estas buscam sempre pensar o agir humano, ou seja, pensar o educar. Pois o diálogo com a diversidade cultural faz-se necessário para haver uma convergência no modo de agir, de conduzir e relacionar-se com todo o universo que nos rodeia.

Retirado de: http://www.primeiraversao.unir.br/artigo97.html
10:16

Atividades para 7 a 10 anos na Educação Física Escolar


Todos nós sabemos como as crianças são: elas se arrastam, engatinham, correm, pulam, jogam, fantasiam, fazem e falam coisas que nós, adultos, nem sempre entendemos. De qualquer maneira, suas características mais marcantes são a intensidade da atividade motora e a fantasia.

Para aproveitar toda a energia que as crianças das séries iniciais têm, a aula de Educação Física deve conter jogos e exercícios bastante diversificados e elaborados com variados recursos materiais, como cordas, bolas, arcos, o próprio corpo, etc. Assim, além de estimular cada vez mais a participação dos alunos, pode-se aprimorar e desenvolver todas as suas capacidades para eles tenham uma base sólida e preparem-se para as situações que exigirão práticas mais elaboradas.

Um dos objetivos da Educação Física é o desenvolvimento motor da criança. Para que a criança se desenvolva sem perder o estímulo, não se deve enfatizar o erro, e sim considerar como válidas todas as suas tentativas. Outro ponto importante que não se pode esquecer é a fase em que as crianças estão. Dos 7 aos 10 anos, o crescimento físico é uniforme e lento, se comparado ao do adolescente, que cresce de forma acelerada.

Também é preciso considerar que, nessa fase, a criança demonstra concentração quando trabalha sozinha e colaboração afetiva quando trabalha em grupo, pois, após diversos anos aprendendo a se movimentar, a pensar, a sentir e a se relacionar, a criança se vê em condições de estabelecer com o mundo uma relação de igualdade. Ou seja, passará de um estado em que se coloca como o centro de todas as atenções (egocentrismo) para um estado onde não é mais o centro, e sim um ser relacionando-se com outros.

As atividades

A infância é a etapa mais importante no desenvolvimento do indivíduo, além de ser um momento de rápido aprendizado e de consolidação do crescimento físico e do desenvolvimento motor.
Nas aulas de Educação Física, deve haver uma grande variação nas atividades para desenvolver os aspectos individuais com os exercícios e os aspectos coletivos através dos jogos.
Os jogos, além de desenvolver os aspectos coletivos, possuem várias outras funções. Uma que se destaca é a adaptação. A criança, diante de uma nova situação, utiliza-se de recursos já aprendidos para poder resolver situações novas. Para aproveitar o potencial desse recurso, é importante que o jogo, independentemente de sua denominação — simbólico, de exercícios, de regras, de criação, entre outros —, seja atraente e estimule a participação de todos.

Conclusão

Devemos nos preocupar em desenvolver os nossos alunos de uma maneira harmoniosa e consciente. Portanto, a escolha da atividade deve ser coerente com as necessidades de nossos alunos e nada melhor que o dia-a-dia para sabermos o que eles estão precisando. Com esse conhecimento, fica muito mais fácil a seleção das atividades.

Fonte: www.educacional.com.br

quarta-feira, 4 de março de 2009

17:51

Calor requer cuidados com as atividades físicas nas escolas



O forte calor está alterando a rotina dos alunos nas escolas de todo o Estado. Com a temperatura atingindo os 30°C, e até ultrapassando essa marca em alguns dias, alguns cuidados devem ser tomados durante a prática de exercícios físicos.

Com temperaturas acima dos 30°C, o exercício físico só deve ser feito se houver atenção a certos cuidados, para que não haja danos irreparáveis à saúde, segundo os especialistas. A temperatura corporal tende a aumentar quando se pratica exercícios físicos, o que aumenta também a quantidade de suor e, consequentemente, o risco de desidratação. Durante o exercício, o organismo, que normalmente fica em 36°C, pode chegar 37,5°C, temperatura semelhante a um estado febril.

É recomendável a prática de exercícios leves em locais cobertos ou à sombra no pátio. É importante o bom senso do professor  para preservar a saúde das crianças.

Esportes como vôlei e futebol não são recomendados durante o período das 10h às 14h. Além disso, a hidratação é um item muito importante. Os professores devem privilegiar a hidratação das crianças. Pedimos que parem as atividades mais vezes para que os alunos possam beber água e, então, retomar o exercício.

O calor não deve fazer as aulas de educação física serem interrompidas. Mas é preciso tomar cuidados acima expostos. 
15:11

Livro: Psicomotricidade Escolar




Descrição:
Todos os artigos deste livro são absolutamente inéditos e fundamentais para a compreensão da Psicomotricidade na escola, em seu histórico e prática cotidiana atuais.
A obra se dirige a todas as áreas que abordem a corporeidade, o brincar, o desenvolvimento na infância e na adolescência, a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio. O público-alvo são psicomotricistas, professores de educação física e educadores em geral, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos, recreadores, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e outros profissionais da área da saúde e da educação.
Uma obra de suma importância que contribui para o fortalecimento das recentes legislações que incluem a Psicomotricidade no currículo obrigatório da educação escolar.


Editora: Wak
Autor: CARLOS ALBERTO DE MATTOS FERREIRA & ANA MARIA HEINSIUS & DARCYMIRES DO RÊGO BARROS
ISBN: 9788588081895
Origem: Nacional
Ano: 2008
Edição: 1
Número de páginas: 296
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Saiba mais sobre o livro aqui!

segunda-feira, 2 de março de 2009

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