segunda-feira, 29 de abril de 2013

05:55

Expectativas de aprendizagem em Educação Física do 1º ao 9º ano


As Orientações Curriculares da prefeitura de São Paulo prevêem que os alunos de 5º ano sejam capazes de:

- Identificar, explicar e demonstrar corporalmente brincadeiras, esportes, danças, lutas e ginásticas vivenciados no contexto da comunidade.

- Buscar a participação de todos, independentemente de gênero, sexualidade, raça, etnia ou biótipo.

- Analisar e comentar em diversas situações o desempenho dos participantes, compreendendo-o como fruto das características pessoais e da diversidade da prática.

- Respeitar o direito de expressão dos colegas, aceitando diferentes graus de participação.

- Reconhecer as atividades que ocorrem em outros grupos culturais e vivenciá-las.

- Identificar as relações de poder presentes nas vivências esportivas.

- Apropriar-se da terminologia específica da modalidade.

O mesmo documento prevê que os estudantes de 9º ano saibam:

- Ser críticos perante a tentativa de imposição da indústria cultural.

- Reconhecer a intencionalidade de políticas esportivas públicas e do terceiro setor.

- Analisar os programas televisivos, as crônicas e a publicidade e seus efeitos.

- Identificar as características das brincadeiras vivenciadas (regras, estratégias, conteúdo e forma).

- Elaborar formas variadas de textos.

- Adaptar formas de participação, facilitando a atuação dos colegas.

- Conhecer e relacionar os tipos de modalidade com os espaços sociais onde ocorrem.

- Compreender a construção do mito do atleta.

- Identificar as práticas discursivas presentes nos esportes que reforçam pejorativamente a identidade de raça, gênero, sexualidade e idade.
03:53

Planejamento anual na Educação Física no ensino fundamental


Apresentação

Atento a importância de dinamizar e otimizar o tempo e o espaço de uma instituição educacional, este trabalho visa possibilitar maior diversidade de atividades esportivas, culturais e recreativas, para assim despertar nos aluno um sentimento de satisfação e realização e dispor uma gama maior de possibilidades de lazer.

Tem- se a intenção de promover atividades esportivas, recreativas e educacionais no horários regular de aula, enfatizando o contexto educacional, lúdico e participativo, sem exigências e limitações, com a perspectiva de motivar e atingir o maior numero de aluno. Assim, demonstrar, possibilitar e desenvolver os vários benefícios físicos, cognitivos, psicomotores e sócio- afetivo.


Diagnóstico

A prática esportiva é incentivada pelos pais. Em estudo, Durand (1988), constatou que 95% dos pais mostram-se favoráveis a que seus filhos realizem atividades, 86% acreditam ter essas atividades uma importância às intelectuais. Os dados apresentados pelo autor, são ainda mais significativos ao relatarem que 67% dos entrevistados entendem que deveriam ocorrer nas escolas a prática de atividades físicas diariamente e que 99% dos pediatras consideram positivas as praticas esportivas das crianças.

Na busca de possíveis informações sobre as possíveis contribuições que a prática de atividade física, dessa forma estruturada e organizada, pode promover para o aluno, encontra-se em Matsudo (2001), uma relação de benefícios proporcionados pelas atividades realizadas em turmas de treinamento (ACD).

Biológicos: Diminuição da pressão arterial, controle do peso corporal, resistência física, aumento da densidade óssea e melhora da força muscular.
Psicológicos: Aumento da auto- estima, diminuição da depressão, redução do isolamento social, aumento do bem- estar e alivio do stress.
Escolares: Aumento da freqüência nas aulas, aumento da responsabilidade, redução de distúrbios de comportamento, diminuição do uso de drogas e melhora na relação com os pais.
Para Vargas Neto e Voser (2001), a aventura esportiva é uma experiência enriquecedora e insubistituível, pois o esporte fomenta nas crianças a maturidade, o crescimento e o desenvolvimento. O outro fator relatado pelos autores como contribuição das atividades é o combate à degeneração hipocinética, ao cada vez maior sedentarismo das crianças, com horas de inatividade frente a televisão, computadores, e jogo eletrônicos, atividades que podem entre outros problemas de saúde, gerar deformação na coluna vertebral ( Manné, Codina, 1992).


Objetivos Gerais

Desenvolvimento corporal harmônico;
Aquisição do controle corporal;
Desenvolvimento das habilidades motoras;
Condicionamento dos sistemas orgânicos a suprir demandas diárias e de emergência;
Desenvolvimento de habilidades de utilização dos movimento como instrumento de comunicação e expressão;
Utilização sadia das horas de lazer;
Aquisição de comportamentos e valores referentes ao ajustamento pessoal e social;

Objetivos Específicos

Referentes a Esquema Corporal

Reconhecer as possibilidades cinéticas do corpo, através de movimentos que o afetam com uma totalidade;
Reconhecer o corpo no seu todo e diferenciar cada uma de suas partes por meio do movimento;
Realizar movimentos independentes e interdependentes, com diversos segmentos do corpo;
Definir sua dominância lateral;
Referentes a orientação Espaço- Temporal

Orientar-se no espaço, discriminando localização, direção e dimensão;
Movimentar-se, discriminando diferentes momentos do tempo, seu curso regular e fracionamento;
Identificar e efetuar movimentos, discriminando as diferentes velocidades e trajetórias no deslocamento do corpo e objetos.
Referentes a Qualidades Físicas

Estruturar movimentos que requeiram a coordenação geral;
Estruturar movimentos que requeiram coordenação seletivas;
Equilibrar-se em deferentes situações, com ou sem deslocamento, controlando e ajustando sua postura;
Melhorar seu desempenho na execução de atividades que requeiram força;
Melhorar seu desempenho na execução de atividades que requeiram resistência;
Melhorar seu desempenho na execução de atividades que requeiram flexibilidade, agilidade e velocidade;
Adquirir controle progressivo dos movimentos que evidenciam os graus de tensão muscular.
Referentes a Expressão Corporal

Representar, com movimentos corporais, elementos e objetos do meio circundante;
Movimentar-se, adaptando-se a diferentes ritmos;
Expressar-se compondo a movimentação com um companheiro ou com o grupo;
Cria sua própria seqüência de movimentos, em atividades de respostas, vivenciando pensamentos e sentimentos;
Referentes a Recreação

Cooperar nas atividades em grupos;
Utilizar, nos movimentos de lazer, habilidades motoras adquiridas;
Desenvolver habilidades de modificar jogos a atividades para atender aos problemas sugeridos em relação ao espaço, material e tempo disponíveis.
Conteúdo Programático 2006

Basquetebol ( 1º bimestre)

Desporto atraente pela maneira de se jogar, o basquetebol faz com que as pessoas sintam prazer em pratica-lo.

Este modalidade esportiva permite ao praticante o desenvolvimento de habilidades no manejo de bola e potencialidades como velocidade, a força, a agilidade e a destreza. Contribui para a melhoria da resistência orgânica. O basquetebol é, sobretudo, um desporto atlético.

O basquetebol possui regras simples, facilmente assimiláveis pelos alunos. Exige constante movimentação proporciona considerável melhora na condição física do aluno. No basquetebol, a bola é jogada com as mãos, por isso esse desporto desenvolve as habilidades atléticas e permite que os alunos tenham um bom desempenho.

Além disso, por ser um desporto coletivo, com força específica de se jogar, faz com que o aluno desenvolva um bom domínio corporal.

É um jogo fácil de aprender, mas o aluno deve seguir uma boa disciplina no treinamento técnico e tático. Atenção deve ser dispensado ao jogo em conjunto para que o aluno possa perceber a necessidade de jogar coletivamente, isto é, em equipe.

Objetivos Específicos da Temporada da Basquetebol

Área Cognitiva

transmitir noções sobre o basquetebol;
conhecer regras e técnicas de basquetebol;
conhecer táticas do basquetebol;
Área Motora

executar diferentes tipos passes, condução de bola e arremesso;
jogar basquetebol dentro de um esquema tático ( defensivo/ ofensivo ).
Voleibol (2º bimestre)

É um desporto diferente dos outros, sendo um dos mais difíceis de ser jogado. Pela maneira de ser jogado, faz com que o aluno se concentre durante todo tempo, desenvolve rapidez de movimento e raciocínio.

Exige pouco material e espaço e é excelente recreação para jovens e crianças.

Objetivos Específicos da Temporada de Voleibol

Área Cognitiva

transmitir noções de voleibol;
conhecer técnicas, táticas, regras e penalidades do Voleibol;
Área Motora

jogar Voleibol de maneira técnica;
executar os fundamentos do Voleibol;
executar os fundamentos através de exercícios combinados;
usar a prática do Voleibol para seu prazer e integração social;
entender, respeitar, e interpretar as regras do Voleibol;
Futsal (3º bimestre)

Esse desporto é muito atraente, despertando interesse em todos os praticantes e atendendo assim à necessidade de competição e lazer.

Por ser uma atividade intensa, desenvolvida numa quadra com espaços menores do que o campo de futebol, exige uma preparação muito eficiência na parte técnica e tática, já que nesse desporto a velocidade, a precisão e a decisão nas jogadas interferem diretamente no resultado da partida.

Objetivos Específicos da Temporada de Futsal

Área Cognitiva

transmitir noções sobre futsal;
conhecer técnicas e táticas do futsal;
conhecer regras e penalidades do futsal;
Área Motora

jogar futsal;
realizar os fundamentos do Futsal;
reconhecer a tática do Futsal e saber organizar uma equipe em quadra;
entender, respeitar e interpretar regras de Futsal;
saber aplicar as penalidades do Futsal.
Handebol (4º bimestre)

Desporto atraente pela maneira de se jogar, o Handebol faz com que as pessoas sintam prazer em pratica-lo.

Muito parecido com o Futebol, o Handebol permite ao praticante o desenvolvimento de habilidades no manejo de bola e potencialidades como velocidade, a força, a agilidade e a destreza. Contribui para a melhoria da resistência orgânica. O Handebol é, sobretudo, um desporto atlético.

O Handebol possui regras simples, facilmente assimiláveis pelos alunos. Exige constante movimentação proporciona considerável melhora na condição física do aluno. No Handebol, a bola é jogada com as mãos, por isso esse desporto desenvolve as habilidades atléticas e permite que os alunos tenham um bom desempenho.

Além disso, por ser um desporto coletivo, com força específica de se jogar, faz com que o aluno desenvolva um bom domínio corporal.

É um jogo fácil de aprender, mas o aluno deve seguir uma boa disciplina no treinamento técnico e tático. Atenção deve ser dispensado ao jogo em conjunto para que o aluno possa perceber a necessidade de jogar coletivamente, isto é, em equipe.

Objetivos Específicos da Temporada da Handebol

Área Cognitiva

transmitir noções sobre o handebol;
conhecer regras e técnicas de handebol;
conhecer táticas do handebol;
Área Motora

executar diferentes tipos passes, condução de bola e arremesso;
jogar Handebol dentro de um esquema tático ( defensivo/ ofensivo ).

Considerações

Como meio de educação e fonte de ricas experiências individuais e grupais, com inúmeras atividades que possibilitam o desenvolvimento das qualidades necessárias ao bem estar do ser humano, a Educação Física necessita seguir um planejamento seqüenciado que atinja o interesse e as reais necessidades das comunidades escolares.

Para que isso seja produtivo do ponto de vista produtivo para o desenvolvimento da criança e jovens, em termos educacionais, de saúde e sociais, assim como da realização profissional de que trabalha e dos órgãos

Educacionais que nelas investem, é fundamental que a Educação Física esteja organizada numa estrutura, com divisões de responsabilidades e funções.

A estrutura e o planejamento ideal para a realidade nacional, com objetivos atingidas devem ser procurados a cada etapa do progresso, aperfeiçoando-os sempre, para que possamos ter progressivamente mais crianças e jovens praticando atividades físicas saudáveis.

Autor: MARCELO DOS SANTOS ALOISE

segunda-feira, 22 de abril de 2013

11:53

Metodologias mais comuns na Educação Física Escolar

Até 1980, os professores eram técnicos que exploravam a repetição dos movimentos para desenvolver a capacidade física do aluno. Depois disso, diversas correntes surgiram e convivem até hoje.

Saúde
Desde 1990, o sedentarismo e a alimentação inadequada se tornaram comuns entre crianças e a Educação Física passou a refletir sobre a questão.
Foco Ensinar hábitos e comportamentos saudáveis e a prática autônoma de exercícios físicos.
Estratégias de ensino Atividades práticas para exercitar o corpo e aulas expositivas sobre sexualidade, alimentação e estresse.

Psicomotricidade
As pesquisas chegaram ao Brasil por volta de 1960 e cresceram em 1980.
Foco Garantir o conhecimento corporal e suas relações com os objetos, o espaço e o outro - que contribuem para o desenvolvimento integral.
Estratégias de ensino No desenvolvimento espacial e temporal, são usados bambolês, cordas, bolas de diferentes tamanhos, tecidos e bastões.

Cultural
Cada aluno deve ser visto dentro do contexto em que vive, com sua bagagem cultural e seus interesses próprios. O professor é o mediador dos conteúdos e a criança colabora na construção das aulas por meio de discussões.
Foco Integrar alunos com habilidades diversas (inclusive aqueles com diferentes deficiências) e variar as atividades praticadas.
Estratégias de ensino O aluno pratica movimentos variados, lê, registra e reflete sobre seus aprendizados.

Desenvolvimentista
A intenção é entender como se dá o movimento ao longo do Desenvolvimento, analisando a construção da experiência de bebês, crianças e jovens.
Foco É a ação motora com intenção, significado e contexto. Os alunos são sujeitos do próprio desenvolvimento e devem ser considerados as relações internas ao organismo e o que acontece ao seu redor.
Estratégias de ensino As aulas devem proporcionar condições para que o comportamento motor seja desenvolvido justamente pelo aumento da diversificação e pela complexidade dos movimentos

segunda-feira, 15 de abril de 2013

08:52

Curso online de Avaliação Física Escolar


Curso Avaliação Física Escolar

O curso Avaliação Física Escolar por meio da Educação a Distância oferece ao profissional de Educação Física o conhecimento sobre Medidas e avaliação em educação física, antropométrica, Testes de agilidades, Capacidade respiratória e muito mais.

Turma disponível: 02/04/2013
Carga horária: 60 horas
Duração: 30 dias



Conteúdo:


  • Medidas e avaliação em educação física;
  • Medidas antropométricas;
  • Testes de agilidades;
  • Capacidade respiratória;
  • Cineantropometria;
  • IMC;
  • Orientação nutricional - A quem cabe;
  • Somatotipo;
  • Análise postural;
  • Resistência anaeróbica total;
  • PROESP-BR;
  • Relatório da avaliação física;
  • Bibliografia Consultada.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

04:00

Aspectos motivadores da Educação Fisica Escolar


A Educação Física escolar tem como um de seus objetivos atuar no sentido de criar uma interação e socialização entre seus alunos visando uma vida saudável.


Atualmente, o ambiente na maioria das aulas se transformaram em verdadeiros treinamentos desportivos que somente visam colocar os alunos como máquinas de alto rendimento para apenas obter os melhores resultados em competições internas e entre escolas.

A obtenção desses resultados pode transferir para o aluno uma responsabilidade não ideal para sua idade a fim de satisfazer apenas seu professor.

Desta forma, o educador deve levar aos seus alunos atividades que permitam uma movimentação variada e exploradora do corpo e do próprio ambiente em que estão situados. Sempre adequados ao grau de desenvolvimento em cada etapa da vida escolar e faixa etária dando-lhes plena liberdade e espontaneidade de movimentos como saltar, correr, girar, arremessar, etc. Permitindo assim, vários benefícios como desinibição para participação das aulas, descarga de agressividade, manutenção da saúde e até corrigindo equívocos de atitude (Barros; Barros,1972).

Essas questões tornam-se cada vez mais pertinentes já que a educação física presente nos currículos escolares, é muitas vezes o momento em que a criança tem para a pratica de uma atividade física. Pois, cada vez mais a maioria das crianças vivem isolados em apartamentos, em frente à televisão, ao computador e rodeado de guloseimas e frituras, tornando-se um hábito, contribuindo para o surgimento de futuros sedentários.

Desta forma levanta-se o seguinte questionamento, será que a Educação Física presente nas escolas corresponde a aquilo que ela propõem? E as atividades propostas pelo professor é realmente o que necessitam os alunos?

Neste contexto, entre outros inúmeros questionamentos, vimos a necessidade de um embasamento teórico que aprofunda-se quanto o papel da educação física no âmbito escolar e de seu profissional.

A Educação

A educação segundo Gonçalves (1994) é uma prática sistematizada que busca atuar sobre indivíduos e grupos sociais, com a intenção de possibilitar a formação de sua personalidade e sua participação ativa na sociedade. Portanto, um fenômeno inerente ao homem como um ser social e histórico, cuja existência fundamenta-se na necessidade de formar as gerações mais novas, transmitindo-lhes seus conhecimentos, valores e crenças e abrindo-lhes possibilidades para novas realizações.

Na visão de Kunz (1991) a educação jamais pode ser neutra, já que, ou conduz à domesticação ou à libertação. Há sempre uma influência mútua entre educação e contexto social, o que faz com que na relação educador/educando exista sempre uma dialética de "adaptação e resistência". Desta forma, a ação educacional configura-se uma determinada relação de poder, enquanto existirem diferenças entre adulto-educador e jovem-educando. Ou seja, enquanto uma interação na qual a educação é entendida como uma reação social ao simples fato de que crianças e jovens estão em fase de desenvolvimento.

O autor enfatiza ainda que a educação não é apenas uma qualificação de indivíduos no sentido individual. Mas, uma qualificação de sujeitos capazes de atuarem através de uma "ação comunicativa" competente, visando também à Emancipação da Sociedade.

Portanto, a essência da educação é fazer com que "os homens sejam capazes de realizar as tarefas sociais e profissionais que lhes couberem, e de pôr-se à altura das possibilidades do desenvolvimento cultural e pessoal que é possível alcançar mediante sua participação". Tornando assim comprometidos com a humanização e com a transformação da sociedade, independente do âmbito especifico de conhecimento (Gonçalves, 1994).

Educação física sua origem e influência no Brasil

Ao analisarmos o processo histórico da Educação Física no Brasil, percebemos que a mesma teve várias tendências que foram mudando no decorrer dos anos, sob a influência de várias áreas como: a médica, a militar e a esportiva (Parâmetros Curriculares Nacionais, 1997).

No inicio da implantação da Educação Física, ela esteve sob influência médica, assumindo uma função higienista, que buscava modificar os hábitos de saúde e higiene da população. Acreditava-se que através dela era possível formar indivíduos fortes e saudáveis que preservariam a hegemonia da raça (Gallardo, 2000).

Nos anos 70, a educação física passa a ser caracterizada como esporte, considerada como fator que poderia colaborar na melhoria da força de trabalho da economia brasileira. Neste período estreitaram-se os vínculos entre o esporte e nacionalismo, influenciados pela Copa do Mundo de 1970 (Parâmetros Curriculares Nacionais, 1997).

Em relação à legislação de 1971, a educação física ganha espaço como atividade que, por seus meios, processos e técnicas, desenvolve e aprimora forças físicas, morais, cívicas, psíquicas e sociais do educando. Sendo que a ênfase dada à aptidão física, a torna referência fundamental para planejar, controlar e avaliar (GALLARDO, 2000).

Mas, na década de 80 começaram a haver contestações a respeito desta aptidão física, pois o Brasil não se tornou uma nação olímpica nem aumentou o número de praticantes de atividades físicas. Isto acarretou uma crise de identidade na Educação Física escolar, fazendo com que a mesma que prioriza o ensino de 5a a 8a série, ampliasse e priorizasse o ensino a partir da pré-escola (Parâmetros Curriculares Nacionais, 1997).

Atualmente, a educação física busca uma nova estruturação, baseada em estudos das influências que o meio físico e social têm sobre o desenvolvimento humano (GALLARDO, 2000).

Conforme enfatizado por Guirardelli Junior (1988), a educação física é de fundamental importância ao ser humano, já que pode contribuir para a autodisciplina, desenvolver os valores estéticos, os valores cooperativos, o raciocínio, a presteza mental e a saúde.

Além disso, a educação física é sobretudo Educação, envolvendo o homem como uma unidade em relação dialética com a realidade social. Pois, como ato educativo, está voltada para a formação do homem, tanto em sua dimensão pessoal como social (GONÇALVES, 1994).

O homem é movimento, o movimento que se torna gesto, o gesto que fala, que instaura a presença expressiva, comunicativa e criadora. Aqui, justamente neste espaço está a Educação Física, a qual terá maior identidade e maior autonomia quando se aproximar mais do homem e menos das antropologias. Quando deixar de ser instrumento ou função, para ser arte; quando se afastar da técnica e da mecânica e se desenvolver criativamente, pois, deve ser gesto criador (SANTIN, 1987).

Educação Física Escolar

A vida, nos grandes centros urbanos, impõe enormes restrições à atividade física espontânea da criança. Essas restrições acabam por induzir a hábitos extremamente sedentários, tornando iminente o risco de graves conseqüências para a saúde física e mental. A prática regular de atividade física se torna uma necessidade para as crianças e uma fonte preciosa de saúde, a qual promove o melhor crescimento e desenvolvimento do praticante BARROS NETO,1997).

No atual cenário escolar, a Educação Física é identificada como componente curricular integrado ao projeto político-pedagógico da escola (Kunz, 2001).

Pois, se apresenta na escola como manifestação pedagógica de uma área de conhecimento: "ela é uma propriedade e um produto do ambiente escolar: a ele pertence, por ele se define, nele se constitui e se realiza – é então que se pode falar de uma cultura escolar de Educação Física" (KUNZ, 1991).

Se dissemos que a Educação Física é parte da escola e reconhecemos que existe uma cultura escolar de movimento, como uma das "entidades culturais" que a compõe, também é verdade que sua presença no mundo da escola legitima-se pela pedagogização de práticas corporais assumidas como manifestações do movimento humano, construídas a partir das inter-relações estabelecidas em diferentes momentos e contextos sócio-históricos (Kunz, 2001).

A escola realmente abriu pouco espaço para a Educação Física, especialmente nos níveis de formação superior. Nos níveis inferiores ela se apresenta ou se apresentou mais como treinamento através de exercícios mecânicos. Assim, pode-se dizer que, quando a escola abriu as portas para a Educação Física, foram as portas do fundo, cedendo espaços sobrados e os horários rejeitados pelas outras disciplinas. Raras são as excessões (SANTIN, 1987).

O professor de Educação Física

Professor de educação física é o transmissor determinante de uma nova teoria e prática do esporte para todos. O professor atua na escola freqüentada por todas as crianças e jovens, além de trabalhar com freqüência nos clubes e organizações que oferecem esporte. O educador é a figura-chave, mesmo porque, muitas vezes, integra também a administração nos vários níveis a quem cabe decidir (Dieckert,1984).

É bastante expressivo o número de professores de educação física diplomados existentes no Brasil. Este fato observado de um lado, o atendimento à comunidade é positivo, mas por outro, em termos de qualidade é complexo, pois o profissional teria que pensar em transformações através de ações orientadas que levassem o ser humano a participar, viver o lúdico de modo simples e prazeroso (SILVA, 1995).

Ainda, o referido autor enfatiza a importância da competência do professor de educação física, relacionando a mesma com o domínio do conhecimento próprio e da técnica decorrente; em outras palavras a importância do professor de educação física inter-relacionar a teoria com a prática, humanizando o processo.

Esporte na escola

O espaço e o sentido da Educação Física e dos Esportes são intensamente reavaliados no contexto do processo educacional brasileiro. Múltiplas são as iniciativas que buscam estudar e debater as questões que envolvem a educação física e o esporte em relação ao seu papel na vida individual, dentro das escolas e em todas as manifestações e instituições sociais (SANTIN, 1987).

No mundo atual observa-se a presença de uma realidade estimuladora da competitividade entre os homens e, infelizmente, a educação física também se enquadra neste contexto visto que hoje em dia parece assumir um caráter de treinamento ou adestramento do movimento corporal (Santin, 1987).

Ao contrário do que muitos pensam a educação física escolar não deve ser totalmente dissociada do esporte, já que um de seus objetivos consiste em promover a socialização e interação entre seus alunos, o que há de se reconhecer que o esporte proporciona. O grande questionamento que se faz a respeito do esporte na escola é que ele muitas vezes transfere para o aluno uma carga de responsabilidade muito alta quanto à obtenção de resultados, o que afeta a criança psicologicamente de uma forma negativa (Barros Neto, 1997).

Gonçalves (1994) nos fala da importância existente no fato de o professor proporcionar aos alunos movimentos portadores de um sentido para os mesmos. Uma vez que, movimentos mecânicos realizados abstratamente só contribuem para a inibição da criação e da participação dos alunos em aula e, por conseqüência, os torna indivíduos que deixam de interpretar o mundo por si próprios e passam a interpretá-lo pela visão dos outros.

Motivação na prática da Educação Física

A discussão sobre motivação é ampla e variada, pois existem várias disciplinas que trabalham especificamente com a motivação e possuem suas próprias concepções (BERLEZE, 2002).

A motivação pode ser definida como as causas que afetam o início, a manutenção e a intensidade de comportamento. O comportamento humano é movido por necessidades, interesses e estímulos vindos do meio ambiente. Uma pessoa motivada a realizar certa atividade poderá ter mudanças na compreensão da aprendizagem e de seu desempenho nas habilidades motoras (MAGILL, 1984).

Todos os motivos são considerados como estados internos, mas também são freqüentemente despertados por estímulos externos. O ideal seria que toda a criança estivesse motivada internamente a praticar alguma atividade, sem precisar de fatores externos, como, por exemplo, recompensas pela sua prática. Refere-se aos jovens e crianças que praticam esportes em escolinhas e que participam de competições valorizando mais a competição desportiva. Enquanto, crianças praticantes nas aulas de Educação Física valorizam mais os motivos relacionados com os aspectos relativos à saúde, à amizade e ao lazer. Percebe-se ainda que existem vários motivos que levam as pessoas à prática de certas atividades motoras. Esses motivos podem ser pela busca do prazer ou da diversão, pela melhoria da saúde, pela aprendizagem, para se manter em forma, pela afiliação e pelo alcance de níveis mais altos de desempenho (BERLEZE, 2002).

Magill (1984) destaca que a palavra motivo oriunda do latim motivum, significa "uma causa que põe em movimento", e pode ser definida como um impulso que faz com que se haja de certa forma. No entanto, a motivação não se demonstra na mesma intensidade em todas as pessoas, pois temos interesses diferenciados. Sendo assim, o professor deve estar consciente da busca por conteúdos diversificados, para que se consiga atender aos interesses contidos nas turmas, fazendo com que essa falta de previsão que a motivação manifesta, não venha lhe causar dúvidas no que diz respeito à motivação de seus alunos.

Assim, Campos (1986) acredita que o professor deve ser o mediador entre os motivos individuais e os legítimos alvos a serem alcançados pelos alunos. Pois, o professor como o formador de opinião, pode ser um grande mediador dos objetivos da escola para com seus alunos.

Considerações finais

Desta forma, as aulas programadas pelo professor devem fazer os alunos a passarem por experiências positivas adequadas às suas necessidades e capazes de serem executadas sempre respeitando as diferenças individuais para que os mais aptos não sejam privilegiados e os menos aptos não sejam desestimulados. Portanto, para que os menos aptos possam se beneficiar da prática dos exercícios propostos sem se desinteressarem, deve-se ter muita cautela e paciência já que em muitos casos não levam jeito para a prática.

O aluno deve sentir prazer no que está fazendo e também deve estar consciente que tudo o que está sendo realizado é para seu bem e não por ser uma simples disciplina da escola. É necessário que conheçam os conceitos relacionados à saúde e atividade física para que adquiram e desenvolvam habilidades para iniciar a prática de exercícios regulares ou para que sejam cada vez mais motivados, já que nos dias de hoje, o estilo de vida pode determinar como e quanto tempo ainda viverá.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

08:23

A Importância da Educação Física Escolar



Infelizmente muitos professores ainda desperdiçam o tempo da aula, dando uma bola aos alunos para que eles joguem futebol, vôlei, enfim, ou o que acharem melhor. Há muitos profissionais que não se preocupam em motivar os alunos. Não planejam as aulas e não tem um objetivo ou finalidade pré-determinada da aula. A educação física não se resume a correr, brincar, jogar bola, fazer ginástica...

A educação física deve sim, integrar o aluno na cultura corporal de movimento, mas de uma forma completa, transmitir conhecimentos sobre a saúde, sobre várias

modalidades do mundo dos esportes e do fitness, adaptando o conteúdo das aulas à individualidade de cada aluno e a fase de desenvolvimento em que estes se encontram. É uma oportunidade de desenvolver as potencialidades de cada um, mas nunca de forma seletiva e sim, incluindo todos os alunos no programa.

Os alunos não devem acreditar que a aula de educação física é apenas uma hora de lazer ou recreação, mas que é uma aula como as outras, cheia de conhecimentos que poderão trazer muitos benefícios se inseridos no cotidiano. Mas, para que estes benefícios sejam notados é essencial manter uma regularidade nas atividades e desta forma, a meu ver, a aula de educação física deveria ocorrer pelo menos 3x por semana.

As aulas devem ser dinâmicas, estimulantes e interessantes. Os conteúdos precisam ter uma complexidade crescente a cada série acompanhando o desenvolvimento motor e cognitivo do aluno. Precisa existir uma relação teórica-prática na metodologia de ensino.

O professor tem de inovar e diversificar, pois o campo de trabalho envolve muitas atividades que podem ser trabalhadas com os alunos como jogos, competições, dança, música, teatro, expressão corporal, práticas de aptidão física, jogos de mímica, gincanas, leituras de textos, trabalhos escritos e práticos, dinâmica em grupo, uso de tv, dvd, etc. O campo é muito amplo. Basta o professor ser responsável, ter seriedade e muita criatividade. Um trabalho bem feito deve estimular a longevidade com qualidade.

Por:
Valéria Alvin Igayara de Souza
CREF 7075/ GSP - Especialista em treinamento.

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