Curso online de O Brincar e o Aprender na Educação Infantil

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

10:20

10 atividades físicas e os benefícios para crianças


natação; criança; atividade física (Foto: Thinkstock)

A violência urbana e o magnetismo da televisão e dos tablets atraem as crianças para o mesmo centro de gravidade: dentro de casa. Assim, não é raro que muitas troquem a brincadeira na rua por tardes inteiras entre os games de celular e a programação da TV a cabo. A consequência mais grave da falta de exercícios ainda é obesidade. Doenças vinculadas ao excesso de peso, como câncer, diabetes, doenças respiratórias e doenças no coração, causam 60% das mortes no mundo todo e têm exigido providências drásticas por parte das autoridades da área da saúde.

Para romper a barreira do sedentarismo, é importante que o seu filho tenha atividade física com hora marcada, pelo menos três vezes na semana. Escolha uma modalidade que desperte o interesse dele e deixe a competição para mais tarde: por enquanto, é hora de gastar energia e se divertir! Veja algumas atividades bacanas e os benefícios que elas trazem:

BALÉ
O balé expressa os sentimentos por meio da dança. O que é ótimo para crianças mais introvertidas, como uma ferramenta para vencer a timidez. Os movimentos trabalham alongamento, flexibilidade, postura, fortalecimento muscular e criam consciência corporal. As coreografias desenvolvem noção espacial, criatividade, musicalidade e coletividade, já que é preciso acompanhar os movimentos dos demais. As aulas podem começar a partir dos 3 anos de idade, no entanto, a regularidade do uso da sapatilha de ponta só pode acontecer aos 12. Isso porque os pés das crianças pequenas crescem com mais velocidade e o calçado pode alterar a formação dos pés.

CAPOEIRA
Apesar de ser uma luta, quase não há contato físico. Além de jogar, os capoeiristas aprendem a cantar e tocar, desenvolvendo ritmo e musicalidade. Defesa, alongamento, bons reflexos e coordenação motora estão entre os maiores benefícios, assim como tônus muscular e equilíbrio, graças aos movimentos com apoio nos membros superiores e inferiores. Sem falar é que uma maneira bacana e interativa de conhecer a cultura brasileira. A partir dos 5 anos, está liberado.

CIRCO
As atividades são lúdicas, despertam o lado criativo e treinam habilidades, como jogo de cintura e improviso. Sim, há movimentos mais desafiadores, como as manobras nos tecidos e os saltos no trapézio, que garantem fortalecimento muscular e flexibilidade. Por isso, é uma atividade que estimula a coragem e o desafio pessoal e requer orientação e equipamentos de segurança. O circuito acrobático, onde se aprende a dar cambalhotas, pode começar a partir dos 3 anos, mas é só depois dos 6 que as aulas com contorcionismos e saltos acontecem pra valer.

FUTEBOL
Coordenação motora, lateralidade, noção espacial, velocidade de reação e agilidade estão entre os maiores ganhos. Por causa das possíveis colisões, é importante que a criança jogue com outras da mesma faixa etária (que tenham o mesmo tamanho). Como os meninos e meninas crescem com uma grande pressão para terem bom desempenho no esporte-paixão-nacional, não estimule a competição, nem pressione por vitórias. Os maiores ganhos são o sentimento de pertencer a um time, de fazer um bom trabalho em equipe e de se divertir. A criança já pode calçar as chuteiras a partir dos 4 anos.

JUDÔ
Ele é mais do que um esporte: é uma filosofia de vida. Além de proporcionar uma série de benefícios físicos, como ganho de força muscular, alongamento e bons reflexos, também estimula o respeito pelo adversário e a disciplina. Crianças que são mais agitadas ou que ainda não sabem como usar a força da maneira correta ganham maior concentração e autocontrole.  A prática é recomendada a partir dos 5 anos, quando a criança está apta a aprender a maneira correta de cair, sem se machucar.

NATAÇÃO
Aposto que você cansou de ouvir que a natação é o esporte mais completo de todos. E é verdade. O exercício trabalha todos os grupos musculares na mesma proporção, sem impacto, melhora o alongamento e aumenta a capacidade pulmonar, já que o controle da respiração é imprescindível. A única contraindicação é para crianças com alergia ou otites (nesse último caso, tampões feitos sob medida devem resolver). Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, as crianças já podem aproveitar as aulas na piscina a partir dos 6 meses.

PATINAÇÃO NO GELO
Não tem tradição no Brasil (por motivos óbvios), mas vem ganhando espaço. Auxilia no desenvolvimento da coordenação motora, trabalha flexibilidade, agilidade, força e, sobretudo, equilíbrio. A alta velocidade e a superfície escorregadia podem acarretar quedas espetaculares, por isso é indispensável o uso de equipamentos de segurança, como joelheiras, cotoveleiras e capacete. Melhor esperar até os 7 anos.

PAREDE DE ESCALADA
Força, coordenação motora, determinação e um bocado de autocontrole são necessários para chegar até o topo. Como é preciso desenvolver uma estratégia, planejando o melhor caminho a fazer de acordo com disponibilidade de apoios para os pés, é ideal para crianças maiores, a partir dos 7 anos. Antes disso, pode causar um estresse desnecessário.

TÊNIS
A raquete trabalha os reflexos, a força e a coordenação motora. Os jogos podem até ajudar no aprendizado da matemática, já que a criança tem que saber contar os games. O único cuidado é exercitar também os membros inferiores, para evitar desproporções. A raquete deve acompanhar o tamanho da criança, que pode fazer sua estreia no esporte a partir dos 7 anos.

IOGA
Algumas academias já têm aulas direcionadas para crianças. Além do baixo risco de lesão, as diferentes posturas trabalham com alongamento, concentração e flexibilidade, fazendo com que se crie uma consciência corporal. A respiração também é treinada para acompanhar os movimentos. A partir dos 5 anos dá para ensaiar as primeiras saudações ao sol.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

04:58

Video: A importância da Educação Física Escolar

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

08:40

Como avaliar as habilidades motoras de um aluno

http://img.youtube.com/vi/ZzRAPXFE0rY/0.jpg

O professor que trabalha com Educação Fisica Escolar tem que reconhecer o estágio se encontra o padrão de desenvolvimento motor da criança. Böhme, 1988, propõe a descrição e problemas de alguns padrões de movimento como: andar, correr, salto horizontal, arremessar, receber. A esses, serão também relacionados outros como: chutar, volear, aparar e driblar (descritos conforme GALLAHUE, 2001) pela importância que apresentam para a prática de esportes culturalmente identificados em nossa sociedade.

    Andar: ato de se transportar de um local para outro sempre com um pé no solo. A criança no estágio maduro apresenta:

  1. Balanço alternado dos braços;

  2. Limitação da área de apoio para equilíbrio;

  3. Andar alongado e relaxado;

  4. Calcanhar e dedos com contato bem definidos ao pisar o solo.

    Problemas mais freqüentes:

  1. Caminhar na ponta dos pés sobre os dedos;

  2. Andar com os dedos voltados para dentro;

  3. Andar com os dedos voltados para fora;

  4. Coordenação imperfeita e arrítmica de pernas e braços;

  5. Postura e alinhamentos corporais deficientes;

  6. Elevação vertical excessiva;

  7. Área de apoio para equilíbrio muito larga.

    Para a superação dos problemas acima citados é sugerido o fortalecimento das musculaturas envolvidas, exercícios de coordenação e equilíbrio dinâmico.

    Corrida: modo excessivo de andar. Caracteriza-se por haver momentos em que os dois pés perdem o contato com o solo (fase aérea da corrida).

    Estágio maduro:

  1. A dimensão da passada é maior possível;

  2. As passadas são rápidas;

  3. Fase aérea definida;

  4. Perna de impulsão estendida;

  5. Braços balançam em oposição às pernas;

  6. Antebraços flexionados.

    Problemas mais freqüentes:

  1. Oscilação de braços inibidos ou exagerados;

  2. Os braços ultrapassam a linha média do corpo;

  3. Posição imprópria do pé;

  4. Inclinação exagerada do tronco à frente;

  5. Torção de tronco;

  6. Ação sem ritmo;

  7. Base total do pé no solo.

    Os problemas encontrados devem ser corrigidos através dos elementos componentes da aptidão física relacionadas à saúde e desempenho necessários para o movimento da corrida, como por exemplo: coordenação dos membros superiores e inferiores, flexibilidade, velocidade, agilidade de membros inferiores; resistência geral e tempo de reação.


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    Salto horizontal: movimento explosivo de pernas que se caracteriza por saltar o mais distante possível, retirando o apoio dos pés simultaneamente do solo.

    Estágio maduro:

  1. Os braços estendem-se para trás na fase preparatória;

  2. Tronco flexionado na fase preparatória;

  3. Durante o salto os braços oscilam para frente e para cima, auxiliando na impulsão;

  4. Extensão dos ângulos do quadril, joelho e tornozelo, durante o salto;

  5. Ênfase dada na distância horizontal;

  6. O peso do corpo é levado para frente e joelhos flexionam na aterrissagem.

    Problemas mais freqüentes:

  1. Uso impróprio dos braços;

  2. Torção do corpo;

  3. Inabilidade para impulsionar os pés simultaneamente;

  4. Fase preparatória deficiente

  5. Movimento restrito de pernas e braços;

  6. Falha na extensão do quadril, joelhos e tornozelos no salto;

  7. Falha no equilíbrio do corpo na aterrissagem.

    Retificação e aperfeiçoamento do salto devem ser simultâneos ao desenvolvimento de fatores de aptidão relacionados com o movimento. Portanto devem ser trabalhadas coordenações de tronco, membros superiores e inferiores, flexibilidade, força explosiva e reação de membros inferiores.

    Arremessar: corresponde a habilidade de a criança jogar ou lançar algo com a mão.

    Estágio maduro:

  1. O abraço de arremesso é levado para trás na preparação;

  2. Perna e braços opostos são colocados à frente do corpo na preparação;

  3. Cotovelo do braço de arremesso é elevado e estendido horizontalmente para frente, no arremesso;

  4. O tronco inicia a rotação do lado do braço de arremesso para o lado oposto;

  5. O braço de arremesso gira e termina o movimento estendido para baixo e para frente;

  6. O ombro de arremesso desliza para frente;

  7. Tornozelos, pernas, coluna e ombros fazem rotação durante o arremesso;

  8. O peso do corpo na fase de preparação esta sobre a perna de trás e depois do arremesso na perna da frente.

    A eficiência do movimento dependerá da correção do movimento, conjuntamente com o desenvolvimento dos fatores de aptidão física necessários, como: coordenação óculo/manual, equilíbrio, força e potência de membros inferiores.

    Receber: compreende o uso das mãos de aparar objetos arremessados.

    Estágio maduro:

  1. Não impedir a recepção da bola;

  2. Olhos acompanham o trajeto da bola até as mãos;

  3. Braços ao longo do corpo e antebraços flexionados a frente do corpo;

  4. Os braços absorvem o impacto da bola;

  5. Os polegares estão opostos um ao outro;

  6. Mãos seguram a bola simultaneamente;

  7. Os dedos seguram mais efetivamente.

    Problemas mais freqüentes;

  1. Não controlar o objeto;

  2. Não conseguir apanhar o objeto;

  3. Manter os dedos estendidos e direcionados ao objeto;

  4. Não conseguir posicionar as mãos a altura da trajetória da bola;

  5. Inabilidade para variar o padrão de recebimento para objetos de diferentes pesos e tamanhos;

  6. Aproximar as mãos mais cedo ou mais tarde ao receber o objeto.

    Chutar: ato de fornecer força a um objeto dando a mesma uma trajetória.

    Estágio maduro:

  1. Braços oscilam em oposição um ao outro;

  2. Tronco se inclina durante acompanhamento;

  3. Movimento da perna que chuta se inicia no quadril;

  4. Perna de apoio se inclina e flexiona durante o contato;

  5. Aumento da extensão da oscilação da perna;

  6. Pé de sustentação fica sobre os dedos ou deixa a superfície totalmente.

    Problemas mais freqüentes:

  1. Inclinação do tronco para trás restrita ou ausente;

  2. Falha ao dar o passo à frente com a perna oposta;

  3. Tendência a perder o equilíbrio;

  4. Inabilidade com qualquer dos pés;

  5. Inabilidade de alterar a velocidade da bola chutada;

  6. Oposição de braços e pernas insuficiente;

  7. Falha ao usar a força do corpo para auxilio a força do chute;

  8. Falha ao tocar a bola ou não conseguir;

  9. Falha em posicionar a uma distância adequada da bola.

    Volear: ato de tocar na bola, utilizando um padrão manual acima da cabeça.

    Estágio maduro:

  1. Colocar-se sob a bola;

  2. Contato com a ponta dos dedos;

  3. Punhos mantêm-se firmes e braços acompanham;

  4. Conjunção de forças e utilização de braços e pernas;

  5. Capacidade de controlar a direção e trajetória pretendida da bola.

    Problemas mais freqüentes:

  1. Dificuldade em manter os olhos na bola;

  2. Dificuldade de acompanhar a trajetória da bola e de adequar os movimentos do corpo;

  3. Dificuldade para manter os dedos e pulsos firmes;

  4. Falha em estender todas as articulações ao tocar a bola;

  5. Dificuldade para tocar a bola com ambas as mãos concomitantemente;

  6. Dar tapas na bola;

  7. Posição inadequada do corpo sob a bola.

    Drible: quicar a bola com uma das mãos.

    Estágio maduro:

  1. Pés com pequeno afastamento, e o oposto posicionado a frente;

  2. Leve inclinação do tronco à frente;

  3. Controle de bola até a altura da cintura;

  4. Bola empurrada em direção ao solo com acompanhamento de braços, pulsos e dedos;

  5. Acompanhamento visual desnecessário;

  6. Controle direcional do drible.

    Problemas mais freqüentes:

  1. Dar tapas na bola;

  2. Aplicar força desnecessária ao tocar na bola;

  3. Falha em visualizar e acompanhar a trajetória da bola;

  4. Dificuldade em quicar com ambas as mãos;

  5. Dificuldade em quicar a bola sem visualizá-la;

  6. Acompanhamento insuficiente da bola;

  7. Dificuldade em movimentar-se com a bola sob controle.

Habilidades motoras relacionadas ao esporte

    As habilidades motoras relacionadas ao esporte são etapas de aperfeiçoamento dos movimentos fundamentais (estendem-se dos 7 (sete anos) aos 14 (quatorze anos)), espera-se que as os padrões de movimento da criança encontrem-se na sua maioria no estágio maduro, momento em que as habilidades motoras são refinadas, combinadas e elaboradas. São dividas em três estágios por apresentarem uma seqüência de desenvolvimento:

  • Estagio geral ou transitório (7 a 10 anos) - período em que a criança inicia a combinar e aplicar as habilidades motoras fundamentais para o desempenho futuro das habilidades relacionadas ao esporte.
  • Estagio de habilidades motoras específicas (11 a 13 anos) – aumenta a atividade cognitiva, e o adolescente apresenta maior interesse em práticas mais complexas. Condiz ao período de iniciação esportiva, com regras e estratégias onde os jovens deveriam entrar em contato com um grande número de esportes.
  • Estágio das habilidades motoras especializadas (14 anos em diante) – período em que o jovem já deveria ter vivenciado todos os tipos de habilidades motoras, de modo geral e específicas, apresentando condição de escolher entre diversos tipos de esporte e atividades físicas existentes os que mais lhe motivam a prática esportiva prazerosa.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

06:29

Plano de aula para atletismo na Educação Física Escolar

http://revistaescola.abril.com.br/img/ed-fisica/202-atletismo1.JPG

Objetivo(s) 

- Conhecer alguns elementos do atletismo como modalidade esportiva olímpica.
- Refletir sobre a questão do gênero nas modalidades esportivas.

Conteúdo(s) 

- Conceituação do atletismo.
- Jogos e situações próximas às da modalidade oficial.
- Competições oficiais e as diferenças de gênero.

 

Ano(s) 
4º e 5º

Tempo estimado Sete aulas.

Material necessário 

Cordas, garrafas PET com um pouco de água, giz, bambolês, cones, fita crepe, jornal, fita adesiva grossa, cabos de vassouras, caixas de papelão, barbante, cartolina ou papel pardo.

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Pergunte aos alunos o que eles conhecem sobre o atletismo. Em seguida passe um vídeo que mostre imagens de diversas provas, como esse e esse. Discuta o vídeo com os alunos, buscando construir um conceito sobre esse esporte. Deixe que se manifestem, complemente, corrija equívocos e responda às perguntas que surgirem. É importante ressaltar que a modalidade engloba diversas provas, a maioria individual. Agrupe-as para melhor entendimento dos alunos: corridas, saltos, arremessos e lançamentos, explicando que existem variações. As corridas, por exemplo, incluem as de velocidade de 100 e 200 metros, de revezamento, de obstáculos, com barreiras, maratona etc.

Escolha uma das provas em conjunto com os alunos ou faça uma sugestão, como a corrida de velocidade, que pode ser feita de uma extremidade à outra da quadra. Primeiramente, separe meninos e meninas explicando que nas modalidades de corridas oficiais essa é regra (esse será o único momento em que eles estarão separados). Depois, coloque-os para correr juntos, divididos em grupos mistos menores. Quem estiver esperando a vez fica responsável por marcar os tempos ou observar e anotar quem chega primeiro.

Em seguida, proponha um jogo no qual os estudantes são colocados em duplas. Cada dupla receberá uma folha de jornal que deverá ser levada ao colega parceiro - que se posicionará à sua frente, em sentido contrário ao dele e a uma distância que pode ser de uma lateral a outra da quadra (ou de uma linha de fundo a outra). A folha deve ser colocada em contato com o corpo, sem ser dobrada, ou segurada pelas mãos. Vence a dupla que conseguir fazer o trajeto primeiro. (neste caso, quem está com a folha leva para o parceiro, chegando ao lado oposto à sua posição inicial. O parceiro então, pega a folha e a leva para o outro lado, de onde saiu seu companheiro). A dupla que conseguir fazer essa troca de lugar levando a folha de jornal junto ao corpo andando rápido, mas sem correr, vencerá. Esse mesmo jogo poderá ser feito com mais estudantes, assim, a equipe que trocar de lugar primeiro, levando o jornal desse mesmo modo, vence o jogo.

Concluídas as duas atividades, organize uma roda de conversa e incentive todos a comentar as vivências, identificando o que foi aprendido e de que forma, ou a apresentar dúvidas. Fale sobre as diversas provas de corrida de velocidade e as características básicas delas: distâncias curtas, saídas baixas (com blocos de partida, para dar impulso) e velocidade como capacidade física fundamental. Incentive a discussão sobre a questão do gênero, sempre mostrando um olhar crítico, e incentive a superação de preconceitos. Comente sobre a corrida individual, por gênero e depois mista, perguntando como foi para os alunos essa vivência. Exponha as questões fisiológicas que permeiam as competições olímpicas que separam os atletas dessa forma.

2ª etapa 

Retome as atividades da aula passada, relembrando as características básicas das corridas de velocidade, e proponha a prática de um jogo - que deve ser comparado aos realizados anteriormente. Divida a turma em grupos mistos com aproximadamente oito integrantes cada. Se as equipes ficarem com o número desigual basta um aluno participar duas vezes. Organize-os em colunas distantes 2 metros uma das outras numa das laterais da quadra.

Um aluno do grupo fica do lado oposto da quadra e, ao seu sinal, sai em busca do colega que está no inicio da coluna à sua frente. Lá chegando, ele segura esse colega pela mão e os dois voltam para lado oposto da quadra. Os dois dão meia volta e buscam o próximo da fila, sem soltar as mãos. Ganha a equipe que se transferir mais rapidamente para o outro lado da quadra.

Terminado o jogo, reúna os estudantes num roda de conversa e peça que exponham suas reflexões sobre a prática e a construção do conhecimento acerca dela. Faça um comparativo com as características das corridas de velocidade e as de resistência, buscando levantar os elementos que caracterizam essa última: distâncias longas, saída alta (em pé) e resistência aeróbica como capacidade física principal.

3ª etapa 

Resgate as vivências realizadas nas aulas anteriores e, em seguida, pergunte o que as crianças sabem sobre o espaço onde ocorrem as competições de atletismo. Discuta o tema e proponha que todos juntos construam uma pista na quadra. Você pode propor a utilização de giz ou fita crepe para contornar o espaço e construir pelo menos duas raias. Outra opção é o uso de cones ou garrafas PET com água. Feitas as raias, explique que há diferença no comprimento da interna e que, por isso, quem está nela tem de largar de uma marca localizada mais atrás.

Proponha, então, uma corrida de velocidade entre os alunos nesse espaço. Se não for possível fazer várias raias, peça que alguns alunos marquem os tempos dos outros e anotem os nomes numa cartolina ou papel pardo para posterior análise. Nesse período, os que não estiverem participando devem realizar outra atividade. Depois, organize uma corrida de revezamento utilizando cabos de vassouras cortados ou canudos de jornal. Coloque-os em grupos mistos e ressalte a importância do trabalho em equipe.

No fim, forme uma roda de conversa para todos exporem as reflexões sobre as vivências e o que aprenderam com elas. Retome o cartaz com os nomes e os tempos para uma análise conjunta dos melhores tempos e equipes. Levante as razões dos resultados e a questão de ganhar e perder. Aponte se houve mais meninas que meninos com tempos melhores, incentivando o debate. Cada turma terá um cenário diferente. O importante é levar os alunos a analisar os resultados de forma crítica, observando as inúmeras questões que envolvem a competição e as diferenças de gênero. É possível que apareça uma menina mais rápida que todos os meninos ou não. A discussão é válida em ambos os casos para acabar com os preconceitos.

4ª etapa 

Recorde o que foi abordado nas aulas anteriores, comparando os dois tipos de corrida e suas características principais. Aponte para a importância da vivência na pista construída e proponha o uso dela para as corridas de resistência. Como seria possível utilizá-la tomando por base as características desse tipo de competição? Em cada turma surgirão ideias diferentes. Uma possibilidade é o jogo do mensageiro. Divida os alunos em dois ou três grupos, que deverão numerar seus participantes. O número 1 de cada equipe receberá uma mensagem a ser levada ao rei tendo que, para isso, dar três voltas na pista. Depois, ele passará a mensagem para o próximo mensageiro do seu grupo (número 2) até que ela chegue ao rei. O grupo que levar a mensagem ao rei primeiro vence o jogo. No fim do jogo, discuta com todos sobre o que sentiram e aprenderam. Em seguida, conte a história da maratona, de forma a despertar a curiosidade e a imaginação da garotada.

5ª etapa 

Faça uma revisão do que foi aprendido até então, sempre com base no que os alunos mencionarem. Inicie a construção do conceito de marcha atlética, questionando-os a respeito da única prova de atletismo que se faz andando. Proponha o jogo pega congela andando. Dois ou mais pegadores devem encostar a mão nos demais para congelá-los e quem está livre tem de descongelá-los da mesma maneira - mas ninguém pode correr, somente andar. Mude os pegadores a cada 2 a 3 minutos. Após esse jogo, converse sobre os movimentos necessários durante a brincadeira e incentive as discussões sobre o tema buscando construir o conceito de marcha atlética. Em seguida, explique a diferença entre essa prova e as anteriores, como a inexistência da fase aérea (presente na corrida).

Em seguida proponha uma atividade de pega-pega em duplas. Numa das laterais da quadra, os alunos são posicionados um na frente do outro, os dois voltados para a mesma direção. A distância entre eles deve ser de três passos. Ao seu sinal, a criança de trás tenta pegar a da frente, mas ambas só podem andar rápido. Ao chegarem à outra lateral as funções se invertem e o jogo se repete. A atividade pode ser retomada com a troca dos membros da dupla. Primeiro, proponha trajetos curtos para que a turma entenda a dinâmica da marcha. No entanto, é importante alterar o percurso a fim de que os estudantes fiquem mais tempo nessa movimentação. Se preferir, estabeleça um tempo para que consigam pegar o colega.

No fim da atividade volta-se à roda de conversa para que falem sobre o que sentiram e as dificuldades encontradas. Com base nisso, complemente os conceitos construídos anteriormente e trate das características dessa prova: distâncias longas, partidas altas e resistência aeróbica como capacidade física fundamental. Portanto ela se parece mais com as corridas de resistência. É importante que os alunos cheguem a essa conclusão.

6ª etapa 

Retome novamente o que os alunos aprenderam anteriormente e pergunte sobre as corridas com barreiras e obstáculos, incentivando a curiosidade e a descoberta. Após essa primeira sensibilização, mostre este vídeo. Os alunos vão relembrar os outros tipos de corrida e observar imagens da de obstáculos e da com barreiras. Pensar com os alunos na possibilidade de realizar essas corridas na escola torna-se importante para criar adaptações. Proponha a colocação de barreiras feitas com cones e cordas na pista construída na quadra ou de uma extremidade à outra da quadra. Pode-se usar barbante e garrafas PET, uma sobre a outra. Para isso, corte a boca de algumas garrafas e encaixe uma na outra até a altura desejada. Coloque água ou terra na garrafa de baixo. Prenda o barbante na boca da de cima.

Incentive os alunos que ficarem com medo de tropeçar ou mesmo de fracassar. Deixe que eles experimentem antes de começar a corrida de uma forma mais competitiva, sempre lembrando que o objetivo da aula é diferente do relativo ao esporte oficial. Forme dois ou três grupos. Cada integrante receberá um número. O primeiro realiza o trajeto, volta, dá o sinal para que o segundo vá e assim por diante. A ideia de formar grupos visa dinamizar a aula, pois o elemento competitivo é motivador. Além disso, estimula o trabalho em equipe e o respeito às diferenças de gênero, de habilidades e às pessoas com deficiências.

Em seguida construa com as crianças os obstáculos para outra modalidade de corrida. Podem ser usadas as mesmas barreiras da vivência anterior e também caixas de papelão grandes ou outros materiais disponíveis. Lembre-se de deixar a turma explorar os materiais antes da competição em grupos, de estabelecer um percurso mais longo ou indicar que os participantes passem duas ou mais vezes pelo percurso, apontando aí uma das diferenças entre as duas corridas. Depois, organize uma roda de conversa expondo as reflexões e os apontamentos e fazendo a construção de conceitos sobre os dois tipos de corridas e suas características.

Avaliação 

Em cada roda de conversa deve ser feita uma avaliação por meio da observação com relação à participação dos alunos e à compreensão deles em cada revisão realizada. Proponha uma avaliação documental sobre o que foi aprendido (por escrito ou com desenhos) para que os estudantes coloquem no papel o que aprenderam na prática sobre as diferenças entre as corridas, os elementos que cada uma delas apresenta, como eram realizadas etc.

Peça, ainda, uma autoavaliação individual para que eles reflitam sobre todo o processo de aprendizagem sobre as corridas do atletismo. Separe a autoavaliação dessa forma: 1) corridas de velocidade e resistência; 2) marcha atlética; 3) elaboração e construção do material e pista; 4) corridas com barreiras e obstáculos; e 5) Atribuição de uma nota de 0 a 5, com base em todo o trabalho, justificando os motivos da nota.

Em cada tópico os alunos irão pontuar o que foi mais e menos interessante, o que de fato aprendeu, de que momento mais gostou, como foi participar do processo e o que mudaria para melhorar a forma de trabalhar com o atletismo. Cada ponto tem de ser justificado. Lembre a todos que a autoavaliação fará parte do processo avaliativo, juntamente com a nota da avaliação documental. No fim, exponha a sua percepção sobre o desenvolvimento da turma durante o processo.

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