sábado, 28 de fevereiro de 2009

04:32

Importancia da mudança

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

15:32

Livro: Ensino de Educação Física



O livro discute as quatro principais abordagens da Educação Física escolar, considerando a autonomia conferida pela LDB para a elaboração da proposta pedagógica de cada unidade escolar, no que proporciona condições para construções curriculares diferenciadas do componente Educação Física, desencadeando métodos de ensino diferenciados. O texto da obra fundamenta cada abordagem e sugere métodos adequados a cada uma delas. A obra apresenta uma sólida fundamentação teórica e foi elaborada a partir de estudos de campo na modalidade pesquisa-ação em escolas da rede pública e privada. Os casos foram retirados dos estudos de campo realizados pelo Grupo de Pesquisa em Educação Física Escolar da Faculdade de Educação da USP (FEUSP).

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Esse post é um Publieditorial, o que não sigifica que esse livro não seja uma excelente indicação
14:37

Conhece o cd de educação física escolar?

Um profissional de Educação Física atualizado é primordial para que nossa profissão seja mais valorizada pela sociedade, inclusive nossos alunos.

Livros, artigos, cursos, dvds, e cds de conteúdo se fazem essenciais para nossa atualização.

Por isso, os Cds Universitarios disponibilizam uma gama de cds e dvds para professores se atualizarem em vários assuntos, inclusive em educação física escolar.

Sobre esse assunto, há um cd com uma reunião de artigos que falam da atuação e da importancia desta área da educação física assim como exemplos de brincadeiras e aulas. Vale a pena porque o preço é muito bom.

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Esse post é um publieditorial

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

19:02

A Importância da Recreação Para Crianças de 6 a 8 Anos


Introdução

O presente artigo veio ressaltar a importância e o verdadeiro sentido da recreação. Mostrando os significado das palavras mais usados por crianças e também por adultos, como brincadeiras, jogos, diversão....Enfoca a importância de se trabalhar de forma a dar significado e objetivos em tudo que for realizado, com crianças de 6 a 8 anos, na qual está iniciando seu repertório motor mais apurado.

O que é recreação?

A palavra recreação vem do latim recreare e significa "criar novamente"no sentido positivo, ascendente e dinâmico (Ferreira 2003).

Silva 1959 informa que a definição de recreação pode ser achada no termo inglês "PLAY" significado que o homem encontra uma verdadeira satisfação e alegria no que esta fazendo. Representa uma atividade que é livre e espontânea na qual o interesse se mantém por si só, sem nenhuma compulsão interna ou externa de forma obrigatória ou opressora.

Para Mian 2003 recreação significa satisfação e alegria naquilo que faz.Retrata uma atividade que é livre e espontânea e na qual o interesse se mantém por si só, sem nenhuma coação interna ou externa de forma obrigatória ou opressora, afora e prazer.

SCHMIT apud FRIETZEN define a recreação como sendo o relaxamento do organismo e da mente. É diversão, renovação, recuperação. È a atividade livremente escolhida exercida nas horas de lazer ativa ou passiva, individualmente ou em grupo, organizada ou espontânea.

A recreação tem o objetivo de criar condições ótimas para o desenvolvimento integral das pessoas, promovendo a sua participação individual e coletivas em ações que melhorem a qualidade de vida a preservação da natureza e afirmação dos valores essências da humanidade.

Segundo Gouvêa 1963 recrear é educar, pois a recreação permite criar e satisfazer o espírito estético do ser humano ricas possibilidades culturais, permite escapar do desagradável, utilizando excesso de energia ou diminuindo tensão emocional; é experiência, complementa atividade compensadora, descarrega impulsos agressivos, fuga de pressão social que provoca frustração, monotonia ou ansiedade.

Já Kishimoto (1997) define recreação como atividade física ou mental a que o indivíduo é naturalmente impelido para satisfazer as necessidades físicas, psíquicas, ou sociais, de cujas realizações lhe advém prazer, e que é aprovada pela sociedade.

O entretenimento em si mesmo não é, sempre recreação. Muitas diversões, muitos passatempos catalogados ou tidos como recreadores, não passam de atividades destruídas, nocivas a formação do caráter, responsáveis por grande número de problemas morais e sociais. A verdadeira recreação contém todos elementos citados - entretenimento, diversões, passatempos e distração- mas em um nível construtivo. Atividades feitas apenas com o sentido de "matar o tempo" não podem ser classificadas como recreação relata Silva 1959.

Infelizmente, nossas crianças na maioria das escolas recebemregras prontas, não significações. Elas devem aceitá-las para poder transformar num bom adulto. E o mesmo acontece com os professores. (Mian 2003)

Nem todo passatempo é recreação, nem toda diversão é uma atividade recreativa cita Ferreira 2003.

JOGOS E BRINCADEIRAS

Os jogos surgiram na Grécia como forma de diversão passando mais tarde a serem aperfeiçoados e estudados por grandes mestres a fim de tomá-lo parte do desenvolvimento educacional da criança. Depois da segunda guerra mundial e com a criação da ACM. Associação Cristã de Moços em vários países, o jogo como um fator educacional, começou a ocupar espaço (Ferreira 2003).

Segundo Zacharias e Cavallari (2008) se uma atividade recreativa permite alcançar vitória, ou seja, pode haver um vencedor, estamos tratando de um jogo.O jogo busca um vencedor,

Ferreira (2003) jogo é uma atividade física, e/ ou mental que favorece a sociabilização obedecendo a um sistema de regras, visando um determinado objetivo, sendo uma atividade que tem começo, meio e fim, regras a seguir e um provável vencedor. O jogo educativo é um elemento de observação e conhecimento metodológico da psicologia da criança, suas tendências, qualidades, aptidões, lacunas e defeitos.

Jogo é uma das experiências mais ricas e polivalentes e, uma necessidade básica para a idade infantil. A revalorização do tempo livre, nos últimos tempos e a continuidade do ensino de expressão dinâmicas vão despertando uma renovada atenção em direção ao aspecto lúdico, a psicomotricidade e suas grandes possibilidades (SILVA, 1999).

Cavallari e Zacharias 2005 diz que todo jogo apresenta uma evolução regular, ele tem começo meio e fim. Conseqüentemente existem maneiras formais de se proceder.

A maneira como se joga pode tornar o jogo mais importante o que imaginamos, pois significa nada menos que a maneira como, estamos no mundo.Os jogos de que as crianças participam tornam-se seus jogos de vida.Participando destes jogos tocamos uns aos outros pelo coração. Desfazemos a ilusão de sermos separados e isolados. E percebemos o quanto é bom e importante será gente mesmo e respeitar a singularidade do outro (BROTO, 2003).

O professor tem seu papel nos jogos, ele representa e projeta a maneira de jogar, ele é quem comunicar -se através de voz audível e gestos harmoniosos, afim de promover uma atmosfera agradável sua experiência é fundamental, pois através de seus exemplos conquista a confiança e cria uma relação de atividade criativa e amigável (SILVA, 1959).

BRINCADEIRAS

Desde a civilização o brincar é uma atividade das crianças naquela época a brincadeira não era considerado um elemento cultural, do riso, do folclore e do carnaval (VELASCO, 1996).

Cavallari e Zacharias define como a principal diferença entre jogo e brincadeira é o vencedor, na brincadeira não há como ter um vencedor. Ela simplesmente acontece e segue-se se desenvolvendo enquanto houver motivação e interesse por ela.

Para a criança brincar é a coisa mais séria do mundo, é tão necessária ao seu desenvolvimento quanto o alimento e o descanso. É o meio que a criança tem de travar conhecimento com o mundo e adaptar-se ao que rodeia (FRITZEN, 1995).

É por meio de brincar que a criança torna-se intermediária entre a realidade interna e externa, participando, entendendo e percebendo-se como membro integrante do seu meio social. É brincando também, que a criança deixa de ser passiva para tornar-se responsável pela a ação realizada, decidindo os rumos das situações socioculturais por ela criadas é vivenciada sentimentos diversos, que contribui para a formação da sua personalidade (MIAN, 2002).

MARCELLINO (1990) informa que através do prazer, o brincar possibilita a criança a vivência de sua faixa etária e ainda contribui de modo significativo para sua formação como ser humano, participando da cultura da sociedade que vive, e não apenas como mero indivíduo requeridos pelos padrões de produtividade social. Sendo assim a vivência do lúdico é imprecendível em termos de participação cultural e crítica e, principalmente criativa. Marcellino descreve também o quanto é fundamental assegurar a criança o tempo e o espaço para que o lúdico seja vivenciado com intensidade capaz de formar a base sólida da criatividade e da participação cultural e, sobretudo para o exercício do prazer de viver. São os conteúdos e a forma (produtos e processo) da cultura da criança, que representam o antídoto a aceitação do "jogo" pré-estabelecido, da sociedade e mesmo a camuflagem das colocações individuais, justificando sua impotência frente a estrutura do mundo que receberam e são obrigadas a produzir.

A criança que brinca vive a sua infância torna se um adulto muito mais equilibrado física e emocionalmente suportara muito melhor as pressões das responsabilidades adultas e terá maior criatividade para solucionar os problemas que lhe surgem, sendo assim, a brincadeira é uma atividade não apenas natural, mas, sobretudo sócio-cultural já que muitas crianças a cada dia tem menos tempo para brincar, pois os pais se matriculam no maior número possível de atividades e como conseqüência elas são vítimas de estresse bem mais cedo. O brinquedo por sua vez tem seu papel importante nas brincadeiras sendo para criança uma passaporte para o reino mágico de brincadeira (KISHIMOTO, 1997).

Infelizmente, nossas crianças na maioria das escolas recebemregras prontas, não significações. Elas devem aceitá-las para poder transformar num bom adulto. E o mesmo acontece com os professores (MIAN, 2003).

Observa-se cada vez mais que o contato das crianças com jogos brinquedos e brincadeiras tradicionais vem perdendo espaço, possivelmente como conseqüência dos processos de urbanização e de produção consumo de equipamentos de alta tecnologia (videogames, computadores, televisores e brinquedos de controle remoto). (Schwartz, 1958).

Segundo NETO apud VELASCO é um fato inquestionável que as oportunidades de jogo e atividade física tem vindo a degradar- se de forma considerável nas ultimas décadas aumentando substancialmente o sedentarismo na infância.A infância é uma época importante para a prática de várias atividades físicas e o desenvolvimento de habilidades motoras diversas a fim de promover atitudes saudáveis.melhorias na proficiênciamotora, maiores possibilidades de aderência a um estilo de vida ativo e melhor auto-estima e confiança.

Uma possível dinâmica de aula, em algumas ocasiões é iniciar conversando com os alunos, perguntando-lhes do que gostariam de brincar. Trata-se de uma forma de estimular a participação da criança e fazê-la sentir toda importância que tem favorecendo ainda, a rica troca de experiência entre elas e seu respectivos universos de jogos. Outra possibilidade é resgatar jogos, brinquedos e brincadeiras tradicionais, que os pais ou responsáveis e familiares dos alunos desenvolviam quando crianças pedindo ao aluno conversem com eles, perguntando-lhes a respeito de que e como brincavam na infância trazendo referências por escrito ou desenhada representação de uma pequena exposição (organizada pelos próprios alunos, professores, pais ou responsáveis familiares e comunidade, na escola, artística...) da memória da cultura de jogos, brinquedos e brincadeiras infantis (Schwartz,1958).

A alegria tem um efeito estimulante sobre o sistema nervoso e, sendo este o sistema que controla toda a atividade química que se processa no íntimo dos tecidos, é indiscutível os profundos efeitos das emoções de prazer sobre o organismo em geral e a estreita correlação entre saúde e bem estar. O treino nas diferentes atividades que se entrega a criança que se dispõe de espaço e estímulos naturais, promove crescimento muscular, presteza em agir de acordo com a vontade, reserva de energia nervosa e maior resistência ao esforço físico. Cada momento de atividade recreativa envolve um estado emocional: de simples prazer ou alegria promovido pela satisfação de agir, de medo diante ao insucesso, da identificação real com um personagem mais fraco, ou ainda do perigo que possa enfrentar, de raiva na luta contra obstáculos ou na personificação de elementos destruidores (Gouvêa apud KISHIMOTO, 1997).

CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS DE 6 A 8 ANOS.

A criança de 6 a 7 anos para Ferreira 2003 pode serdefinida como estando no estágio pré- operatório sendo a de 6 a 7onde aparece à linguagem oral. Pensamentos egocêntricos, rígidos, centrado em si mesma e com características de animismo (ciosas e animais). Não possui noção de conservação, quantidade, volume, massa, peso e não consegue retornar ao ponto de partida mentalmente (condição básica para a realização de operações).

No período pré - operatório a assimilação, (isto é, a interpretação de novas formações baseada em interpretações presentes) é uma tarefa suprema para a criança.Nesta fase, a ênfase no porquê e no "como" torna-se uma ferramenta básica para que a adaptação ocorra (GALLAHU e OZMUN, 2005).

Brincar serve como um importante meio de assimilação e ocupa maior parte das horas que a criança passa acordada. As brincadeiras imaginárias e as paralelas são importantes ferramentas para o aprendizado. Brincar também serve para demonstrar as regras e os valores dos familiares mais velhos do indivíduo. A ampliação do interesse social por seu mundo é característica da fase do pensamento pré – operatório da criança. Como resultado o egocentrismo é reduzido e a participação social aumenta. A criança começa a exibir interesse nos relacionamentos entre as pessoas. A compreensão dos papéis sociais de "mamãe", "irmã" e "irmão" e seu relacionamento uns com os outros é importante para a criança nesta fase. A criança pequena demonstra crescente pensamento simbólico pela ligação do seu mundo com palavras e imagens. A assimilação é avançada usando a atividade física para realizar os processos cognitivo, cita Gallahue e Ozmun (2005).

Na fase operatória-concreta de 7 a 11 anos para Ferreira (2003) a criança começa a ter um pensamento mais lógico, menos egocêntrico, ações mentais mais reversíveis, móveis e flexíveis. Apesar de o pensamento basear-se mais no raciocínio, ainda precisa de materiais e exemplos concretos. Não pode ordenar, seriar e classificar.

Nesta fase, as percepções são mais precisas, e a criança aplica a interpretação dessas percepções ambientais sabiamente. Ela examina as partes para obter conhecimento do todo e estabelece meios de classificação para organizar as partes em um sistema hierárquico. A criança brinca para compreender seu mundo físico.Regras e regulamento são de interesse da criança quando aplicadas a brincadeira. A criança raciocina logicamente sobre eventos concretos e consegue classificar objetos de seu mundo em vários ambientes, existindo a reversibilidade com experimentação intelectual através da brincadeira ativa. (Gallahue e Ozmun 2005).

JOGOS E BRINCADEIRAS

Pega-Pega

Jogadores dispersos pelo terreno, havendo um perseguidor. Os jogadores fugirão ao perseguidor, que tentar apanhar um. Aquele que for apanhado passará a ser o perseguidor (Rabelo e Pimentel, 1991).

Objetivo: Trabalhar a habilidade de correr, desviar, rapidez de reação,

Morto x Vivo

Objetivo específico: agilidade na reação, atenção, obediência, a ordens, flexibilidade.

As pessoas em círculo, de costas, com o professor no centro. As ordens dadas podem ser: "morto", "vivo", ou "sentar", "levantar" etc... (Ferreira, 2003).

História do meu nome

Todos sentados formando um grande círculo, o objetivo é que cada participante conte a história do seu nome. Por que colocaram o seu nome? Como gostaria de se chamar? De que nome você mais gosta? Vamos criar um nome para o nosso grupo? Que tal utilizarmos as inicias de todos os nomes do grupo?

Objetivo: integrar-se ao meio social, enfatizar a necessidade de escutar o que o outro tem a dizer, desinibir e descontrair o grupo (Soler 2003).

Chamada da roda

Os jogadores em círculo, numerados, um no centro, com uma bola leve. O do centro, com a bola na mão, chama um número e lança a bola para o alto. O jogador chamado deve apanhá-la, vinda do alto ou picada no chão, pela primeira vez. Se o conseguir, ganhará um ponto e irá para o centro repetir a ação do companheiro anterior. A vitória é do que, no final do jogo obtiver mais pontos (Ferreira 2003).

Gato doente

As crianças dispersas pelo campo, dado o sinal pelo professor, uma delas, previamente indicada para iniciar o jogo, persiguirá as companheiras tentando tocá-las. A que for, por exemplo tocada no ombro, aí colocará a mão esquerda e, aliando-se a primeira, procurará também alcançar as outras crianças. Todas as que forem apanhadas "gatos doentes"-deverão correr com a mão no ponto partido, perseguindo as que acharem ainda livres.

Objetivo: trabalhar a habilidade de correr em grupo, atacar e defender (Rabelo e Pimentel 1991).

Pega-Pega

Jogadores dispersos pelo terreno, havendo um perseguidor. Os jogadores fugirão ao perseguidor, que tentar apanhar um. Aquele que for apanhado passará a ser o perseguidor (Rabelo e Pimentel 1991).

Objetivo: Trabalhar a habilidade de correr, desviar, rapidez de reação,

CONCLUSÂO

È de extrema importância a recreação na vida da criança, tanto no seu desenvolvimento motor, afetivo e social. E são os jogos e brincadeiras que tornam um facilitador para que tudo aconteça de forma natural e melhor ainda de forma "PRAZEROSA". È necessário ter um objetivo a ser trabalhado, para que assim elas se desenvolvam e mostrem seu potencial, não simplesmente "brincar" e sim educar, com essas ferramentas tão úteis e significativas que trazem sorrisos e mudam a vida das crianças. O brincar de forma construtiva abre a portas para a educação, e depende de nós deixá-la aberta.
 
15:34

Dica de livro: Os Jogos e o Lúdico na Aprendizagem Escolar




Descrição: Há 14 anos, os integrantes do Laboratório de Psicopedagogia (LaPp), do Instituto de Psicologia da USP, estudam e fazem pesquisas com jogos, visando contribuir para o professor aprender a utilizá-los como um importante instrumento em seu dia-a-dia. O trabalho com jogos aqui proposto permitirá criar e gerir situações de aprendizagem mais condizentes com a diversidade e a tornar realidade a tão necessária avaliação formativa, porque faz da observação e da regulação uma nova e melhor forma de se atribuir valor e promover as produções de cada criança. Trata-se de um subsídio ricamente ilustrado que, assim como o Aprender com jogos e situações-problema, título anterior, será de grande ajuda para a qualificação do cotidiano pedagógico.


Editora: Artmed
Autor: LINO DE MACEDO & ANA LUCIA SICOLI PETTY & NORIMAR CHRISTE PASSOS
ISBN: 8536304634
Origem: Nacional
Ano: 2005
Edição: 1
Número de páginas: 110
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Complemento: Nenhuma



Saiba mais sobre esse livro aqui
05:50

Artigos IV: Novos artigos

Continuo pedindo o compartilhamento de arquivos. Só assim poderemos fazer uma Educação Fisica escolar mais concreta e realizadora.

Os artigos de hoje são:


Educação Física no ensino médio: uma proposta pedagógica

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EDUCAÇÃO FÍSICA, CULTURA E SOCIEDADE

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EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO MÉDIO: O SUCESSO DE UMA PROPOSTA SEGUNDO OS ALUNOS

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domingo, 22 de fevereiro de 2009

17:51

O Brincar terapeutico


Segundo Piaget, a criança no período compreendido entre 0 e 2 anos apresenta uma evolução significativa no desenvolvimento nos aspectos físicos, cognitivos e principalmente sociais, onde recebe grande influência do ambiente. Para que esse desenvolvimento ocorra adequadamente e saudavelmente, o brincar é um fator indispensável e fundamental.

Através do brincar a criança inicia o processo de auto conhecimento, da sua relação com o outro e com o meio, criando assim relações necessárias para interagir com o mundo. O brinquedo torna-se um instrumento de exploração e desenvolvimento de suas capacidades.

Na prática, o brincar, atividade informal e espontânea, pode ser utilizada de maneira formal, como recurso terapêutico pelos profissionais que trabalham com crianças, por ser a maneira delas se relacionarem com o mundo externo.

Na Terapia Ocupacional com crianças e adolescentes, o brincar é proporcionado ao paciente de forma livre e criativa, conforme a sua vontade. Ela escolhe, dentre materiais existentes no ambiente terapêutico, aqueles que mais se assemelham com a sua vontade, preferÊncia e com aquilo que necessita expressar.

Com o brincar a criança elabora seus problemas, tensões e conflitos, possibilitando um crescimento mental, que ao meu ver ocorre quando a criança pode vivenciar e aprender a lidar com novas situações.

Ao possibilitar o espaço de brincar, o profissional impulsiona-se a criança a fazer sua brincadeira acontecer, ou seja, torna-la realidade, pois estará concretizando situações próprias, conflitantes ou não. E permite-se com que venham à tona determinadas situações e fatores que de outra forma seriam muito difícil de captar e detectar.

A confecção dos brinquedos também traz uma sensação de muito prazer à criança,aumentando a sua auto-estima, bem como vários outros enfoques que podem ser trabalhados e avaliados nessa construção.

Acredito que a Terapia Ocupacional com o brincar oportuniza a criança à aquisição do conhecimento, de ser capaz de um saber físico e mental que poderá dispor a seu favor, sem a necessidade de alcançar algo determinado e preestabelecido.
08:12

Curso de Educação Especial

Conteúdo Programático:

Atendimento educacional aos portadores de necessidades especiais
Progressão sócio-histórica
História da Educação Especial no Brasil
Iniciativas oficiais e particulares isoladas
Iniciativas oficiais de âmbito Nacional
Política Nacional de Educação Inclusiva
Legislação e normas
Planos nacionais de Educação
Procedimentos didáticos especiais
Projeto de brinquedoteca
Jogos e atividades lúdicas
Sensório motor
Educação infantil
Sugestões de brincadeiras

Maiores informações, clique aqui
08:09

Curso de Educação Infantil On line

Conteúdo:

Concepções Teóricas e Históricas da Ed. Infantil.
História
Pensadores
A Trajetória da Ed. Infantil no Brasil
Primeiras iniciativas (1875 - 1964)
A Ed. Infantil de 1970 ao dias atuais
Legislação
O Desenvolvimento Social da Criança
A construção do desenvolvimento humano
Perspectiva sociointeracionista
Organização Curricular da Educação Infantil
Currículo
Objetivos
O Trabalho Pedagógico

Maiores informações, clique aqui

sábado, 21 de fevereiro de 2009

16:55

Motivação para o esporte

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

15:31

Por que estudar Educação Física na escola?

Ainda não existe uma resposta simples para isso, mas muitos pesquisadores já se debruçaram em respondê-la anteriormente. Contundo, atualmente ainda não temos uma grande quantidade de trabalhos que buscam responder a questão. Isso deve ter ocorrido pelo fato dos trabalhos anteriores, não necessariamente se concretizaram em mudanças no paradigma da Educação Física escolar.

Porém, esta questão central, qual seria o objetivo de se estudar no mínimo por 12 ou 13 anos Educação Física na educação infantil, no ensino fundamental e médio, perfazendo um total aproximado de 1.040 aulas?

Será que poderia dizer que o seu objetivo é desenvolver habilidades motoras? Mas como poderia sustentar esse objetivo, se as aulas de Educação Física duram em média 45 ou 50 minutos duas vezes por semana, e as crianças, mesmo ironicamente contra a vontade da escola, se movimentam em outros ambientes por meio de estímulos e necessidades? As crianças necessitam das aulas de Educação Física para completar o seu desenvolvimento motor? Se pesquisas mostrarem que sim, seriam apenas 100 minutos por semana suficientes?

Ou as aulas de Educação Física se justificariam pelo fato de se caracterizar como o único momento que seria permitido às crianças se movimentarem, nas cinco horas que passam confinadas dentro da escola?

Nesse sentido, o objetivo seria apenas recrear as crianças? Apenas para ocupar o tempo em atividades descontextualizadas dirigidas por adultos? Então o professor seria apenas um monitor e não um especialista na área?

Por outro lado, será que a Educação Física deveria ser responsável por selecionar atletas para abastecer o cenário olímpico nacional? E se esse é o caso, por que os esportes ensinados são apenas futsal, basquete, vôlei e handebol?

É incontestável que qualquer disciplina deva ensinar o aluno a viver em sociedade. Por isso, as ações pedagógicas devem ser voltadas para encontrar problemas para as soluções do mundo. A escola e a Educação Física devem ser vistas como uma prática primordial para o desenvolvimento do individuo num ambiente humano, cultural e social.

Sendo assim, a Educação Física só se justifica na escola se propor realizar um projeto integrado com as demais disciplinas, almejando desenvolver a consciência sobre a experiência humana e autonomia, por meio de práticas corporais.

As aulas de Educação Física não devem exclusivamente possibilitar o desenvolvimento motor, mesmo porque, não é aceitável o fato de que somente duas aulas semanais sejam suficientes para potencializar o desenvolvimento motor.

São poucas as pessoas que algum dia visitarão as quatro maiores ilhas que compõe o Japão, ou que utilizarão conscientemente um anacoluto, uma prosopopéia, ou uma oração subordinada adverbial, mas todos assistem e continuarão a assistir cada vez mais, filmes sobre futebol americano, beisebol, chorando e se emocionando com as cenas. Porém não compreendendo nada, nem de lógica do jogo, nem muito menos seu componente ideológico.

Porém, não quer dizer que a Educação Física seja mais importante que as outras disciplinas, mas mostra que ela deveria ter o mesmo grau de importância dado às outras disciplinas, já que também faz parte do processo de formação dos cidadãos.

MORERIA, Wagner Wey (org.). Educação Física: intervenção e conhecimento científico. Editora Unimep, 2004
08:08

Curso de Avaliação Física Escolar On Line

Conteúdo:

Medidas e avaliação em educação física
Medidas antropométricas
Testes de agilidades
Capacidade respiratória
Cineantropometria
IMC
Orientação nutricional - A quem cabe
Somatotipo
Análise postural
Resistência anaeróbica total
PROESP-BR
Relatório da avaliação física
Bibliografia Consultada

Maiores informações:

Clique aqui!
04:49

A quem compete a Educação Física Escolar?

Tendo como referência a minha experiência profissional - atuando com iniciação e como auxiliar Técnica em Natação, por cinco anos; com iniciação e como Técnica em Basquetebol, durante os últimos 12 anos e, como professora de Educação Física também na mesma média dos últimos anos - e a minha formação em Educação Física, na Licenciatura (1986), observei que é comum a compreensão de que o indivíduo que trabalha com a "iniciação esportiva" tem um perfil profissional diferente daquele que trabalha com o "treinamento esportivo".

Porém, fazendo um paralelo entre a minha formação, atuação no campo esportivo e escolar e a atual legislação, da "Regulamentação Profissional em Educação Física" no Brasil, pude comprovar que o conteúdo do curso que fiz foi suficiente para trabalhar com a "iniciação esportiva". Na época em que estudei, sob a égide da Resolução CFE 69/69 - currículo mínimo, os cursos ofereciam conteúdos específicos relacionados às modalidades esportivas mais difundidas, bem como os procedimentos necessários para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem deste conteúdo, entre outros aspectos e fundamentos.

Da mesma forma, nestes últimos 16 anos, após a criação do Bacharelado, convivi com outros licenciados da região leste, região central e do Vale do Paraíba, interior de São Paulo, que atuam com "iniciação" de natação, handebol e basquetebol, podendo-se colocar que eram profissionais conceituados dentro de seus campos.

A presença da "iniciação esportiva", no campo escolar, tem sido referendada por diferentes documentos que fazem menção ao "esporte" como conteúdo da Educação Física escolar, podendo-se assinalar que:

A Portaria MEC 148/67 considera que "Artigo 1º - O programa de Educação Física constituir-se-á em um conjunto de ginástica, jogos, desportos, danças e recreação (...)". (SÃO PAULO, 1985: 158).

Para o Decreto-Lei 69450/71 - "Artigo 2º - A educação física, desportiva e recreativa integrará, como atividade escolar regular, o currículo dos cursos de todos os graus de qualquer sistema de ensino" e Artigo 3º, ao colocar no tomo III, parágrafo 2º que a "partir da quinta série de escolarização, deverá ser incluída na programação de atividades, a iniciação desportiva" (p. 118).

A "Educação Física no Ciclo Básico" (SÃO PAULO, 1989) - da Coordenadoria de Ensino e Normas Pedagógicas da Secretaria Estadual de São Paulo, subsídio curricular que privilegiou as primeiras séries do ensino fundamental (denominado neste período de ensino de 1º grau), propôs "fundamentos esportivos" a partir da 5ª série, incluindo os desportos individuais os desportos coletivos, suas regras e arbitragem como conteúdo para o 3º Ciclo (6ª, 7ª e 8ª séries).

Na "Proposta Curricular de Educação Física para o 1º grau" também há a indicação para se trabalhar com a "iniciação esportiva" a partir da 5ª série (SÃO PAULO, 1991).

Para a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96 - item 2, do parágrafo único, do Art. 1º, o "esporte" aparece como conteúdo obrigatório no ensino fundamental e médio, pois "2) As práticas desportivas formais e não formais, direito de cada um e dever do Estado, serão ofertados no ensino fundamental, no ensino médio e em todos os cursos superiores" (BRASIL Apud CASTELLANI FILHO, 1998: 11-12).

Nos Parâmetros Curriculares Nacionais para Educação Física (BRASIL, 2000), Ensino Fundamental, consta que este deverá contemplar três blocos de conteúdo, sendo um deles "Esportes, jogos, lutas e ginásticas", considerando-se "esporte as práticas em que são adotadas regras de caráter oficial e competitivo, organizadas em federações regionais, nacionais e internacionais que regulamentam a atuação amadora e a profissional" (p.48). No âmbito desse encaminhamento observou-se que "os jogos pré-desportivos e os esportes coletivos e individuais" (p.72) do primeiro ciclo deverão ser desdobradas e aperfeiçoadas, no segundo ciclo.

Sobre a questão do esporte Korsakas (2002) observou, com base no Decreto nº 2574/98, que este vem sendo utilizado, nos tempos atuais, de duas formas: como alto rendimento e como "esporte-educação". Com relação ao último, Paes (2002) considerou o esporte na escola

"importante por várias razões: ser um dos conteúdos de educação física, de ser a escola uma agência de promoção e difusão da cultura e até mesmo por questão de justiça social, uma vez que em outras agências o acesso ao esporte será restrito a um número reduzido de crianças e de jovens associados de clubes esportivos ou clientes de academias e/ou de escolas de esportes".(p.95).

Entretanto, no âmbito da formação como fica a questão do conteúdo "esporte, modalidade esportiva ou fundamentos esportivos", bem como do profissional que vai trabalhar com estes conhecimentos/saberes?

Em 1987, uma nova legislação foi apresentada, no contexto das políticas públicas, com o Parecer CFE 215 e a Resolução CFE 03, provocando uma profunda mudança no âmbito da formação no campo da Educação Física. Foi criado o curso de Bacharelado e houve revisão da proposta da Licenciatura com o objetivo de melhorar a preparação profissional e delimitar os diferentes espaços da intervenção profissional.

A criação do Bacharelado provocou, além da proposta de se ter um corpo de conhecimento organizado para a Educação Física, a retomada do projeto de regulamentação profissional na área, tendo-se em vista os diferentes campos de intervenção. Embora a profissão docente já fosse regulamentada e referendada pela LDBEN 9394/96, em seu Artigo - 67, o que estava em pauta era uma nova orientação para o campo de atuação profissional - intervenção profissional.

Esta questão provocou um intenso debate na comunidade acadêmica, assumindo-se posições a favor e contra, pessoal ou coletiva (associações, conselho, entidade científica etc), acadêmica ou "senso comum".

Em 1998, no dia 1 de setembro, a "profissão" Educação Física foi regulamentada, com a promulgação da Lei 9696, significando que a médio e longo prazo deveria ocorrer um "divisor de águas", uma nova demarcação territorial. Para normatizar esta idéia, na proposta da Resolução CONFEF nº 046/2002, "Intervenção do Profissional de Educação Física", foi colocado que esta deverá ocorrer nas seguintes especificidades:

Regência/Docência em Educação Física;

Treinamento Desportivo;

Preparação Física;

Avaliação Física;

Recreação em Atividade Física;

Orientação de Atividades Físicas e;

Gestão em Educação Física e Desporto.

Em termos práticos o que se propõe é que o licenciado terá como campo de atuação "exclusivo" a educação formal, enquanto que ao bacharel (ou graduado) caberá os demais espaços. Porém, em se tratando de "iniciação esportiva" a quem competirá?

Neste contexto surgiram algumas questões de estudo, como por exemplo:

Nos currículos de formação do bacharel e do licenciado, qual preenche mais os indicativos da "iniciação esportiva" no que diz respeito a conteúdo, metodologia, prática pedagógica?

A "iniciação esportiva" seria uma exclusividade do bacharelado?

Para os dirigentes esportivos, qual o perfil profissional que julgam mais adequado para se trabalhar com esta faixa etária?

O que os profissionais (bacharelados e licenciados) pensam sobre este assunto?

Enfim, na opinião dos formadores desses profissionais, qual o perfil que estaria mais adequado, com base na proposta curricular desses cursos, a trabalhar com esta faixa etária?

Considerando as questões levantadas este estudo tem como objetivos:

averiguar, junto aos dirigentes esportivos, o perfil do profissional desejado para atuar no campo da iniciação esportiva e;

identificar na proposta curricular dos cursos de Bacharelado e Licenciatura, os conteúdos relativos à iniciação esportiva e perfil profissional proposto.

No âmbito deste segundo objetivo buscar-se-ia também verificar, junto aos egressos dos cursos de Bacharelado e Licenciatura, que trabalham com os fundamentos esportivos, como analisam a sua atuação na área da "iniciação esportiva", bem como, com os professores universitários desses cursos, as disciplinas do currículo que contribuem com a "iniciação esportiva".


As políticas públicas e o esporte na sociedade brasileira

O Esporte chega ao século XXI, impulsionado pela mídia, com a supervalorização do alto rendimento, como sendo este o único modelo de prática esportiva (KORSAKAS, 2002).

O ressurgimento dos Jogos Olímpicos foi de fundamental importância para a universalização da instituição esportiva, passando a ter não só um significativo valor esportivo, mas também político e econômico. Definiu-se num "modelo esportivo", padrões de funcionamento, regras e normas de conduta. Os Jogos Olímpicos transformaram-se num "(...) palco de confronto entre as grandes potências esportivas (e econômicas) mundiais." (BETTI, 1991, p.49), promovendo a elaboração de políticas esportivas.

Betti (1991) relata que o início da esportivização, no Brasil, ocorreu por volta dos anos 50 e 60 com a substituição de exercícios militares pelo jogo de competição, visando tornar as aulas mais prazerosas e alcançar os objetivos da Educação Física como saúde, desenvolvimento intelectual, desenvolvimento moral. Neste período as publicações de cunho político-ideológico foram substituídas por artigos de investigação científica. Portanto, é nesse momento que se enraíza o modelo esportivista ao se acreditar que através do jogo o aluno se desenvolve e se manifesta plenamente; o jogo propicia o senso de responsabilidade e de coletividade, preparando-o para a vida que nada mais é do que jogo e competição.

Este processo se perpetuou até meados dos anos 80, com diversas políticas públicas sendo desenvolvidas e objetivando a esportivização em massa; dando oportunidade a "todos", independente de classe social e condição econômica; transformando a escola em um celeiro de talentos. Um desses exemplos é a já citada Lei nº 6251/75, onde ao Poder Público caberia facilitar ações e recursos para a prática do desporto e a expansão do potencial existente.

No Estado de São Paulo esta proposta foi disseminada, particularmente, nas Resoluções SE nº 14, de 18 de fevereiro de 1971 e SE nº 11, de 18 de novembro de 1980 quando trataram da criação e regulamentação das "turmas de treinamento" na Educação Física das escolas públicas estaduais de ensino fundamental e médio, visando a participação dos alunos em campeonatos oficiais, olimpíadas estudantis, intercâmbios esportivos e outras formas de competição na rede escolar.

Esta idéia ganhou força com a reformulação do Desporto Nacional (Decreto 91452/85, regulamentado pela Portaria Ministerial 598/85), pois se considerou o Esporte como um dos fenômenos mais importantes do final do século XX, devendo constituir-se em DIREITO DE TODOS. Conceituou-se o Esporte no Brasil como uma "atividade predominantemente física, que enfatize o caráter formativo-educacional, seja obedecendo à regras pré-estabelecidas ou respeitando normas, respectivamente em condições formais ou não formais;", abrangendo três manifestações "esporte-educação, esporte-participação e esporte-performance". Considerando que o esporte-educação é aquele que abrange toda a população, indica que ele deva ser "um meio de descoberta e desenvolvimento de futuros participante do esporte-performance, propiciando todas as condições favoráveis para que suas capacidades psicomotoras sejam contempladas com programas efetivos e vivências desportivas de acordo com as indicações de suas faixas etárias". (BRASIL, 1985).

Porém, este processo suscitou questionamentos em sua "ideologia", ao considerar...

A concepção técnico-esportiva "(...) busca contribuir com o sistema esportivo no sentido mais geral, ou seja, na descoberta e fomento do talento esportivo, através da introdução e adaptação de todos à cultura esportiva. O interesse dos profissionais em desenvolver esta concepção, é claramente orientado no rendimento esportivo nos padrões do esporte de alto rendimento." (KUNZ, 1994, p.100);

"(...), podemos dizer que a socialização através do esporte escolar pode ser considerada, em nossa sociedade, como uma forma de controle social, pela adaptação do praticante aos valores e normas dominantes". (BRACHT, 1986, p.62);

"O fato é que em geral há a crença de que o esporte é apenas para quem tem talento, ainda que estes sejam minoria. Por conta disso, quantas crianças têm sido submetidas a um tipo de pedagogia que não respeita as diferenças, que elege os resultados em curto prazo como objetivo e apenas a competição como referencial de avaliação do aprendizado?" "(...), penso que uma pedagogia comprometida apenas em revelar talentos e formar campeões tende a não se comprometer com os fenômenos humanos, (...)" (SANTANA, 2002, p.176-180)

Por outro lado, o esporte também foi visto em outros dimensionamentos, buscando apresentar o seu significado enquanto uma prática social, uma "pedagogia social", pois...

"(...), nega-se a possibilidade de se olhar a competição como elemento passível de ser construído em outros patamares que não o existente, retirando-se, a priori, a possibilidade de tratá-la pedagogicamente. Tratamento pedagógico esse que venha nela particularizar o princípio do competir com, no lugar de competir contra; que contemple as diferenças sem camuflá-las, respeitando e valorizando-as igualmente. Dessa maneira, a competição esportiva presente no espaço escolar tende a distinguir-se daquela realizada em outros campos pois, diferentemente daquela, deve estar comprometida com os objetivos da instituição escolar e não com os da instituição esportiva, (...)" (CASTELLANI FILHO, 1998, p.55-56);

Para Paes (1997), preocupado com a competição precoce, a iniciação não é a especialização em uma determinada modalidade, "na iniciação não deve haver competição, pois neste primeiro momento a massificação deve estar presente, e não tem sentido o afunilamento existente" (p.54). Na faixa etária dos 07 aos 12 anos, dois seriam os momentos da iniciação: primeiramente, objetivando o desenvolvimento motor da criança e em um segundo momento, dar ao aluno a oportunidade de conhecer o maior número de modalidades, para em seguida, iniciá-lo na que ele escolher. Somente depois destes dois momentos é que se daria a preparação para a competição de uma modalidade específica.

Para Caparroz (2001, p. 35), com base em seus estudos, a "(...) reflexão sobre a constituição desta prática social (esporte) como forma cultural construída pelos homens que foi sendo assimilada e valorizada pela sociedade, tornando-se um elemento fundamental da cultura (corporal) e que, por isso, passa a ser apropriada, incorporada pela escola como um conhecimento a ser transmitido".

Para este autor há muitos mal-entendidos e equívocos provocados pelas críticas e interpretações exacerbadas sobre o esporte, pois o uso ou a absorção "radical" e/ou "simplista" podem ter provocado esses problemas, inclusive, como por exemplo "esporte bom e esporte mau".

Sobre o assunto, Tani el alli (1988) observou que a compreensão de como os fenômenos sociais agem sobre o ser humano e como este responde, detecta como a "competição pode ser percebida através dos tempos. (...) Esta competição pode ser pura, relativa, impessoal, criativa e direta."(p.131) e que ela pode apresentar um esforço do ser humano num sentido construtivo, ao mesmo tempo que pode ser também um processo destrutivo.

Nesta mesma perspectiva, Betti (1988) assinalará que as virtudes e os vícios da competição já estão presentes em sua origem, no desejo de fazer o melhor, para si mesmo e para testemunhas, tendo como referência padrões, objetivos ou o confronto com um adversário. Entretanto, citando Belbenoit (1976), lembrará "que há duas formas inadequadas de responder à questão: ver apenas os defeitos da competição de alto nível, sem considerar o que ela traz de bom ao atleta, ou atribuir todos os desvios a corrupções vindas de fora - a sociedade de consumo, o chauvinismo, etc" (p.50). Numa outra passagem buscará resposta para este problema ao colocar que...

"Parlebas (citado por Belbenoit, 1976), esclarece o caráter dialético do esporte:

O desporto não possui nenhuma virtude mágica. Ele não é em si nem socializante nem anti-socializante. É conforme: ele é aquilo que se fizer dele. A prática do judô ou do râguebi pode formar tanto patifes como homens perfeitos preocupados com o 'fair play'... (p.114)" (p.51)

Portanto, fazer da prática esportiva, ou do esporte, o "algoz" da sociedade ocidental sem uma reflexão mais pontual, significa ignorar o esporte enquanto um fenômeno social. Concorda-se com Parlebas e Betti, pois o "esporte" é aquilo que se faz dele nos projetos ou programas escolares.

No cenário nacional, políticas públicas, em 1985 as próprias entidades governamentais reconheceram, Decreto nº 91452/85 e Portaria Ministerial nº 598/85, que, historicamente, o esporte era entendido com uma visão limitada, numa perspectiva apenas do esporte de alta competição (BRASIL, 1985). Talvez seja este o grande equívoco, reduzir a "iniciação esportiva" apenas ao ensino especializado de uma modalidade esportiva.

Desta forma, não se pode negar a presença da "iniciação esportiva" ou do "esporte" como conteúdo escolar e não-escolar, afinal as modalidades esportivas constam, como já foi citado anteriormente, nas Legislações, Regimentos, Regulamentos, PCNs etc. que orientam e regulamentam as práticas esportivas dentro e fora da escola, bem como estão presentes na formação do próprio profissional que irá atuar nestes dois segmentos.


Material e método

Na busca de respostas escolheu-se, como caminho para a coleta desses dados, o construtivismo social, partindo de uma análise compreensivista ou interpretativa, significando que esta investigação parte do pressuposto de que as pessoas agem em função de suas crenças, percepções, sentimentos e valores, preconizando a entrada no universo conceitual dos participantes. Escolheu-se como técnica para a coleta de dados a entrevista, visando colher informações relevantes sobre o objeto de estudo.

Porém, visando verificar as potencialidades do tema de investigação procurou-se, realizar um estudo exploratório com dirigentes esportivos, três (participantes: 1 - clube esportivo; 2 - diretor de esportes de uma prefeitura; 3 - diretor de uma ONG), que, em suas instituições e/ou organizações, trabalhassem com crianças em programas de atividades físicas voltadas para a iniciação esportiva, procurando saber:

Que tipo de Profissional você contrataria para trabalhar com a Iniciação Esportiva?

Qual o perfil profissional que você exigiria para trabalhar com a Iniciação Esportiva, Aperfeiçoamento e Treinamento?

Que tipo de formação estes profissionais deveriam ter?

Qual é o perfil profissional de quem vai atuar com as crianças?

Para atuar com crianças há necessidade de se ter conhecimentos pedagógicos?

Assim, o que se procura, no bojo das questões de investigação, é saber se esta questão de estudo tem fundamento? É um problema real? Quais são os seus pressupostos?


Resultados e discussão

Os resultados obtidos da coleta de dados apresentaram respostas pontuais com relação às questões que foram formuladas.

Na primeira pergunta encontrou-se a seguinte descrição:

Quadro I. Perfil do Profissional para Trabalhar com Iniciação Esportiva




Predominou entre os participantes, entrevistados, o perfil de "Educador"; embora um dos sujeitos tenha preferido o perfil do "Profissional da Educação Física", não considerando que este deverá ser formado na área, mas não negando a imagem do educador, pois não se pode negar que a carga cultural do Profissional da Educação Física está ligada à escola e ao processo da educação, como observou-se na colocação de KORSAKAS (2002), sobre o esporte nos tempos atuais.

Na segunda, qual o perfil profissional que você exigiria para trabalhar com Iniciação Esportiva, Aperfeiçoamento e Treinamento?

Quadro II. Perfil Profissional para Trabalhar com Iniciação Esportiva, Aperfeiçoamento e Treinamento




Nesta questão ficou mais claro para os participantes entrevistados o perfil de quem vai atuar com iniciação esportiva e o daquele que vai vincular-se com o treinamento ou o aperfeiçoamento. O perfil do "educador" para a iniciação, confirma o posicionamento de PAES (1997) de que na iniciação o principal objetivo não é a competição. Porém, para um dos participantes há a necessidade de que o "técnico" seja também educador para atuar tanto no aperfeiçoamento quanto no treinamento.

Esta questão aparece contemplada no Decreto 91452/85 em virtude de considerar como uma das dimensões do "esporte" o seu caráter formativo-educacional.

Com relação à terceira pergunta: que tipo de formação estes Profissionais devem ter?

Quadro III. Formação Desejada para Trabalhar com Iniciação Esportiva




Pode-se inferir que, junto à comunidade institucionalizada, a "Profissão" Educação Física tem seu reconhecimento, bem como, o perfil "Educador/Professor" se enraíza na opinião dos participantes consultados.

Na quarta questão: Qual é o perfil profissional de quem vai atuar com crianças?

Quadro IV. Perfil Profissional para Trabalhar com Crianças




Se considerar que, na Legislação que referenda a Educação Física na Escola, a proposta é para se trabalhar com os fundamentos esportivos a partir da 5ª série do ensino fundamental, antigo 1º grau, em relação à quarta pergunta formulada, observa-se que há uma coincidência na faixa etária em questão.

E com a última pergunta procurou-se saber se para atuar com crianças há necessidade de se ter conhecimentos pedagógicos? A tendência das respostas foi em apontar para esta perspectiva de saber, sendo que uma das descrições chamou a atenção para o conjunto de conhecimentos pedagógicos, didáticos e de relacionamento humano. Desse modo, ao finalizar sinteticamente este estudo exploratório percebe-se que as respostas, no plano do discurso, referendam a figura do "educador/professor" na questão "iniciação esportiva".

Como pode ser observado, nas categorizações das respostas dos sujeitos, foi unânime a compreensão de que quem trabalha com a "iniciação esportiva" tem um perfil profissional diferente daquele que trabalha com o "treinamento esportivo". No que tange a "iniciação esportiva", o estudo exploratório trouxe como novidade, infere-se, que o perfil pedagógico-profissional do licenciado estaria mais adequado para se trabalhar com as crianças do que o do bacharelado, colocando em questão os limites da intervenção profissional.

Nas respostas dadas a esta questão, pelos participantes desse estudo, a ênfase no perfil do educador assinalou, em seu conjunto, que este reunia as maiores condições para se trabalhar com as crianças. Porém, é imprescindível lembrar que o educador não é necessariamente professor e este, por sua vez não é também, necessariamente, educador, sendo que todo professor pode ser educador, mas o inverso não é verdadeiro. Entretanto, nesta caso em questão a figura que emerge é a do professor como educador.

Outro dado importante, assinalado pelos dirigentes entrevistados, foi o reconhecimento de que todo profissional que irá atuar no campo esportivo deveria ter a sua formação em Educação Física com as seguintes especificações: ao "iniciador" não caberia dar ênfase à especialização esportiva, mas, sim, objetivar a educação, a formação do cidadão, motivar e promover o gosto e o hábito pela prática esportiva; enquanto que ao "técnico" caberia aprimorar a técnica e a tática, visando a "performance" em uma determinada modalidade esportiva, exigindo-se para tanto uma formação especializada. Portanto, para estes dirigentes há diferenças no perfil profissional de quem trabalha com a "iniciação esportiva" e no perfil de quem trabalha com o "treinamento esportivo". De modo que o "esporte", enquanto conteúdo da Educação Física apresenta uma interface tanto para quem vai trabalhar na escola quanto para quem vai para o clube ou entidades afins.


Conclusões

Na reflexão realizada encontrou-se alguns aspectos que evidenciaram o perfil do licenciado (educador) como o mais indicado para atuar com a iniciação esportiva. Este dimensionamento ganhou destaque quando a própria legislação se referiu ao esporte como uma atividade que deve enfatizar o caráter formativo-educacional, instituindo-se a "iniciação esportiva" no âmbito dos fundamentos esportivos relacionados ao conteúdo escolar, clubes e "escolinhas". Dessa forma, considera-se existir uma interface no campo de atuação do licenciado e do bacharel (graduado) com relação a "iniciação esportiva".

Enquanto estudo preliminar ou exploratório permitiu compreender que este assunto tem relevância no âmbito da formação profissional e do campo de atuação da Educação Física, merecendo uma investigação mais ampla e aprofundada.

Há necessidade de se aprofundar o referencial teórico sobre o assunto, podendo-se optar pela Teoria de Campo de Pierre Bourdieu, bem como considerar aspectos relevantes da Sociologia das Profissionais.


Fonte: http://www.efdeportes.com

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

03:31

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

Infelizmente muitos professores ainda desperdiçam o tempo da aula, dando uma bola aos alunos para que eles joguem futebol, vôlei, enfim, ou o que acharem melhor. Há muitos profissionais que não se preocupam em motivar os alunos. Não planejam as aulas e não tem um objetivo ou finalidade pré-determinada da aula. A educação física não se resume a correr, brincar, jogar bola, fazer ginástica...
 
A educação física deve sim, integrar o aluno na cultura corporal de movimento, mas de uma forma completa, transmitir conhecimentos sobre a saúde, sobre várias modalidades do mundo dos esportes e do fitness, adaptando o conteúdo das aulas à individualidade de cada aluno e a fase de desenvolvimento em que estes se encontram. É uma oportunidade de desenvolver as potencialidades de cada um, mas nunca de forma seletiva e sim, incluindo todos os alunos no programa.

Os alunos não devem acreditar que a aula de educação física é apenas uma hora de lazer ou recreação, mas que é uma aula como as outras, cheia de conhecimentos que poderão trazer muitos benefícios se inseridos no cotidiano. Mas, para que estes benefícios sejam notados é essencial manter uma regularidade nas atividades e desta forma, a meu ver, a aula de educação física deveria ocorrer pelo menos 3x por semana.


As aulas devem ser dinâmicas, estimulantes e interessantes. Os conteúdos precisam ter uma complexidade crescente a cada série acompanhando o desenvolvimento motor e cognitivo do aluno. Precisa existir uma relação teórica-prática na metodologia de ensino.

O professor tem de inovar e diversificar, pois o campo de trabalho envolve muitas atividades que podem ser trabalhadas com os alunos como jogos, competições, dança, música, teatro, expressão corporal, práticas de aptidão física, jogos de mímica, gincanas, leituras de textos, trabalhos escritos e práticos, dinâmica em grupo, uso de tv, dvd, etc. O campo é muito amplo. Basta o professor ser responsável, ter seriedade e muita criatividade. Um trabalho bem feito deve estimular a longevidade com qualidade.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

15:46

Para Ensinar Educação Física


Em boa parte das escolas, a educação física ainda se restringe a jogos de futebol, vôlei e basquete. Há professores que nem mesmo ensinam os fundamentos desses esportes, apenas oferecendo a bola aos alunos. Por conta disso, muitos estudantes não conseguem se identificar com as práticas esportivas, sentem-se excluídos por seus colegas e perdem o interesse pelas aulas dessa disciplina.
Com essa preocupação como ponto de partida, Suraya e Osmar reuniram neste livro uma série de exemplos de como tratar os conteúdos de diversas formas de atividade física na escola. Assim, a obra traz leituras, curiosidades, propostas de vivências e de questões para discussão não somente relativas às modalidades mais tradicionais, como também a danças, ginásticas, lutas, jogos e brincadeiras, além de cuidados com a saúde, numa perspectiva que extrapola o "fazer por fazer", contextualizando a prática esportiva.
Um livro completo que certamente será muito útil para os profissionais da área, já formados ou em curso, interessados em desenvolver uma atuação bem-sucedida e estimulante, além de, assim contribuir para melhorar a qualidade do ensino de educação física no país, integrando o aluno no campo mais amplo que é a cultura corporal de movimento.

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Este post é um publieditorial.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

05:42

Artigos III: Mais Educação Física Escolar

Compartilhe. Se você tiver algo sobre Educação Física nas Escolar, é só me enviar que eu coloco com os devidos créditos.

Artigos:

Biomecanica na Educação Física Escolar

Baixe aqui


Meninos e meninas: Expectativas corporais e implicações na educação física escolar

Baixe aqui

Ginastica na Educação Física Escolar

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sábado, 14 de fevereiro de 2009

09:53

Video: Educação física e virtudes morais

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

04:48

Iniciação Desportiva

Férias grandes significam tempo livre para as mais variadas actividades. Entre estas actividades é muito natural que a prática desportiva motive os mais novos. Prática desportiva, actividade física, desporto de rendimento, são muitos os conceitos ligados a algo que devia ser tão natural como respirar ou alimentar-se. O nosso corpo foi feito para o movimento e o que interessa sobretudo é saber escutá-lo. Se apetece ao seu filho correr, deixe-o correr!

Quando estiver realmente cansado ela parará! Deixe-o jogar, deixe-o malhar as ondas, deixe-o rolar sobre rodas. É bem natural que após o Verão queira dedicar-se a uma prática desportiva organizada. Incentive-o. Procure as actividades organizadas que existam na sua região. É bem natural que o Futebol constitua uma oferta privilegiada mas há com certeza muitas mais! Atletismo, Natação, Ginástica, Jogos colectivos os mais variados, desportos de combate, a oferta será com certeza bem generosa e diversificada pois são muitos os técnicos e associações que pelo país fora promovem as mais variadas actividades desportivas. Deixamos a hiperligação para um artigo publicado na Revista Portuguesa de Ciências do Desporto sobre o tema da idade ideal para a iniciação desportiva. Por nós consideramos que todas as idades são ideais para se começar algo que pode ser útil e divertido. Importante mesmo são as recomendações que surgem no final do artigo.

Conheça-as e vamos praticar desporto ou apenas actividade física. Com o total envolvimento da família as hipóteses de sucesso - e sucesso aqui é a prática regular em si mesma e não qualquer resultado em competição! - são muito maiores!

Vamos a isso!

Fonte: http://ensinaraaprender.blogspot.com

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

04:41

Indicação de livro: 150 Propostas de Atividades Motoras para a Educ. Infantil (3 a 6 anos)

04:41

Indicação de livro: Educação Física Inclusiva na Escola

 

 

Descrição: O caminho para uma Educação Física Inclusiva, assim como para uma Escola Inclusiva, é longo e cheio de desafios que só conseguiremos vencer se jogarmos todos num grande e único time, harmonizando os conflitos e tentando em equipe alcançar os objetivos. O primeiro passo é enxergar a atual paisagem e tentar aos poucos modificá-la. No decorrer dos capítulos vamos entender um pouco mais sobre a necessidade da Educação Física se adequar a essa nova realidade, propondo atividades possíveis a todos e não só aos mais hábeis, mais fortes e mais ágeis. Também tentaremos esclarecer alguns conceitos e preconceitos a respeitos dos PNE?s, revelando que todos, apesar das diferenças, têm direito a uma Educação Física Escolar. O papel do professor de Educação Física também será examinado e discutido, visando uma verdadeira transformação. Outra questão fundamental é como facilitar a auto-estima das crianças, pois sabemos que, quanto maior for o autoconceito que ela tiver de si mesma, melhor, para que se desenvolva em todas as suas dimensões.

Saiba mais aqui

 

04:41

Indicação de livro: Continuando a Brincadeira

 

continuando+a+brincadeira

 

Descrição: Este livro mostra como transformar velhas brincadeiras em novas atividades, que podem ser temas de aulas, sendo praticadas pelos alunos e também utilizados por professores de Educação Física e professoras normalistas.

É um excelente livro para busca de brincadeiras e com o preço bem acessível!!!

Saiba mais aqui

 

 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

05:34

Artigos II: Educação Física Escolar

Mais uma leva de artigos.

Quem quiser compartilhar arquivos, é só enviar que eu coloco aqui.

Email para evio: chakalat@gmail.com

Artigos:


O CONTEÚDO BIOMECÂNICO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR:
UMA ANÁLISE A PARTIR DOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

Baixe aqui


As Diferenças Entre o Esporte da Escola e o Esporte na Escola

Baixe aqui



Elaboração de Programas de Treinamento de Força para Crianças

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DELIMITANDO OS CONTEÚDOS DA CULTURA CORPORAL QUE CORRESPONDEM À ÁREA DA EDUCAÇÃO FÍSICA

Baixe aqui

sábado, 7 de fevereiro de 2009

13:20

A importancia da educação fisica escolar

Infelizmente muitos professores ainda desperdiçam o tempo da aula, dando uma bola aos alunos para que eles joguem futebol, vôlei, enfim, ou o que acharem melhor. Há muitos profissionais que não se preocupam em motivar os alunos. Não planejam as aulas e não tem um objetivo ou finalidade pré-determinada da aula. A educação física não se resume a correr, brincar, jogar bola <060206_fit_fitball.htm>, fazer ginástica... A educação física deve sim, integrar o aluno na cultura corporal de movimento, mas de uma forma completa, transmitir conhecimentos sobre a saúde, sobre várias
modalidades do mundo dos esportes e do fitness, adaptando o conteúdo das aulas à individualidade de cada aluno e a fase de desenvolvimento em que estes se encontram. É uma oportunidade de desenvolver as potencialidades de cada um, mas nunca de forma seletiva e sim, incluindo todos os alunos no programa.
Os alunos não devem acreditar que a aula de educação física é apenas uma hora de lazer ou recreação, mas que é uma aula como as outras, cheia de conhecimentos que poderão trazer muitos benefícios se inseridos no cotidiano. Mas, para que estes benefícios sejam notados é essencial manter uma regularidade nas atividades e desta forma, a meu ver, a aula de educação física deveria ocorrer pelo menos 3x por semana.

As aulas devem ser dinâmicas, estimulantes e interessantes. Os conteúdos precisam ter uma complexidade crescente a cada série acompanhando o desenvolvimento motor e cognitivo do aluno. Precisa existir uma relação teórica-prática na metodologia de ensino.

O professor tem de inovar e diversificar, pois o campo de trabalho envolve muitas atividades que podem ser trabalhadas com os alunos como jogos, competições, dança <010908_fit_atividade_fisica.htm>, música, teatro, expressão corporal, práticas de aptidão física, jogos de mímica, gincanas, leituras de textos, trabalhos escritos e práticos, dinâmica em grupo, uso de tv, dvd, etc. O campo é muito amplo. Basta o professor ser responsável, ter seriedade e muita criatividade. Um trabalho bem feito deve estimular a longevidade com qualidade.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

04:51

A iniciação esportiva no handebol

Há alguns anos atrás, pesquisadores da área da educação física escolar iniciaram uma grande discussão sobre a pedagogia do esporte na escola, ou seja, de que forma deveríamos conduzir a prática esportiva nas aulas de educação física. A partir daí, através de pesquisas, chegou-se a um ponto em comum: estaria havendo uma especialização precoce dos nossos alunos, que estavam se transformando em atletas muito antes do recomendado. A especialização precoce está diretamente relacionada à síndrome da "saturação esportiva" (os alunos abandonam a prática do esporte precocemente); como exemplo, nós temos os nossos atletas de natação, onde nas categorias iniciais são bastante competitivos e quando chegam a categoria adulta ou profissional o desempenho destes cai assustadoramente. O quê aconteceu? Isto é o que vamos tentar responder no decorrer deste trabalho.

Vários estudos apontam que o referido declínio se dá por causa da "especialização precoce" que ocorre nas nossas escolas, as quais só tem olhos para o esporte competição. O esporte escolar, infelizmente, acabou se tornando uma forma que as escolas encontraram para fazer a sua publicidade, principalmente as particulares; e o esporte educação, aonde é que está? Nós como futuros profissionais da área da educação física precisamos ter mais responsabilidade com os nossos alunos, respeitando a sua individualidade, o seu desenvolvimento motor e a sua aprendizagem motora nas diferentes fases.

Uma grande preocupação que observamos, por parte de vários autores, é com a especialização precoce. Precisamos acabar com essa idéia de que as nossas crianças podem ser treinadas da mesma forma que os adultos. Temos a obrigação, como profissionais de educação física, de deixarmos as nossas crianças serem crianças.

Uma especialização precoce significa que os jogadores infanto-juvenis podem ser bem sucedidos em uma determinada faixa etária de forma relativamente rápida. Através disto, pode-se alcançar uma elevação veloz, precoce e acima da média da performance nessas categorias de base. Mas na maior parte dasvezes , ocorre uma queda da performance, tão rápida quanto a ascensão ou mesmo uma estagnação, que é constatada, o mais tardar, durante a fase de transição das categorias juvenil e júnior para a fase adulta (Ehret et all, 2002).

Vários profissionais da educação física escolar procuram evitar uma especialização precoce, que prejudica substancialmente as nossas crianças quando chegam na fase adulta. Esta especialização, em muitos casos, é imposta pelos donos de escolas, que querem resultados imediatos de crianças. Estas, por sua vez, ainda não estão preparadas psicologicamente para competir, resultando na síndrome da saturação esportiva e a conseqüente queda de declínio durante a idade adulta.

A desvantagem desse desenvolvimento em relação a uma livre e variada oportunidade de se jogar é muito criticada na atualidade;crianças não são, na sua natureza, especialistas; elas são generalistas. A especialização precoce, cargas unilaterais (um só tipo de esporte), como a dos adultos, é copiada neste modelo em relação às exigências das cargas em geral, e isto não tem sido adequado. Pelo contrário, apresentam desarmonias no desenvolvimento, acompanhadas de um abandono precoce do esporte, antes de se ter chegado ao nível de rendimento (Kröger e Roth, 2002).

Devemos, em todas as fases do desenvolvimento de uma criança, respeitar a sua individualidade, pois todas são diferentes. Precisamos saber identificar essas diferenças durante este processo e compreender os diferentes comportamentos motores/cognitivos/afetivo-sociais que venham a ocorrer, para que possamos obter êxito no nosso treinamento, neste caso do handebol, sem provocar uma saturação.

Os jogos desportivos coletivos são constituídos por várias modalidades esportivas, como por exemplo, o futebol, o futsal, o voleibol, o basquetebol, o pólo aquático e o handebol; são esportes praticados por crianças e adolescentes em todos os continentes do nosso planeta, por isso se torna tão importante o nosso estudo sobre este tema.

A evolução do esporte escolar é constante, ficando cada vez mais evidente o seu caráter competitivo, regido por regras e regulamentos (TEODORESCU, 1984). Por outro lado, os autores ligados à pedagogia do esporte também têm observado a grande importância dos jogos desportivos coletivos na escola para a "educação" de crianças e adolescentes de todas as classes sociais do nosso país, já que a prática destes esportes coletivos na escola promove intervenções quanto à participação, inclusão, cooperação, convivência, espírito de equipe, tomada de decisões, entre outras.

Para iniciarmos uma discussão com relação à pedagogia do esporte para crianças, vamos citar o que alguns autores renomados na área colocam como estágios de desenvolvimento, para que sejam abordados diferentes aspectos nas aulas de educação física na escola.

Gallahue e Ozmun (2005) adotam uma abordagem desenvolvimentista, que ao ensinar as habilidades motoras para a faixa etária de 07 a 10 anos a aprendizagem deve ser totalmente aberta, ou seja, os conteúdos de ensino são aplicados pelos professores e praticados pelos alunos, sem interferência nem correções dos gestos motores que estejam sendo executados na prática da atividade. Para a faixa etária dos 11 aos 12 anos o ensino deve ser parcialmente aberto, aonde ocorrem breves correções técnicas na execução dos movimentos, ora desenvolvidos. Na faixa dos 13 a 14 anos de idade o ensino passa a ser parcialmente fechado, devido ao início do processo de especificidade dos gestos de cada modalidade na procura da especialização desportiva, e somente após os 14 anos de idade deve acontecer o ensino totalmente fechado.

Ehret et al. (2002) criaram um modelo alemão de ensino do handebol, consistindo um sistema de treinamento de longo prazo. Este modelo é composto por quatro etapas: a formação básica, que seria até os 12 anos de idade, onde o professor deveria promover o primeiro contato com o handebol, mas de uma forma generalizada, nada de especificidade nesta etapa; a segunda etapa seria o treinamento básico, realizado dos 13 aos 14 anos, sendo caracterizada pelo início da apresentação dos conteúdos técnicos/táticos/normativos, inerentes ao handebol; o jogo ainda deve ser explorado de forma lúdica, sendo implantado aos poucos as formas de exercícios. Ainda nesta fase é iniciado o trabalho com as habilidades motoras específicas, sem que se deixe de lado as habilidades motoras básicas. As habilidades como passe, recepção e arremesso poderão começar a ser exploradas. A terceira etapa seria a do treinamento de formação, devendo-se ainda ser dada ênfase à capacidade de jogo. A partir desta etapa o esporte deve ser abordado de maneira específica, utilizando-se dos seus próprios conteúdos, onde os alunos devem ser capazes de conhecer as posições do handebol (goleiro, pivô, ponta direita, ponta esquerda, etc.); nesta etapa o gesto técnico deverá ser automatizado e corrigido pelo professor. Por último, e não menos importante, o princípio do jogador universal e versátil deverá ser estimulado. As atividades deverão ser baseadas na base motora (força, velocidade, resistência), na base técnica individual (passes, recepções, dribles, condução, fintas e chutes), utilizando-se da estrutura básica 1 versus 1, e base tática de grupo ofensiva e defensiva (cobertura, troca de marcação). A quarta etapa, acima dos 18 anos de idade, é a do treinamento de alto nível de rendimento. Essa última fase pode ser vivenciada por aqueles que desejarem continuar a prática da modalidade, respeitando-se as características individuais e hereditariedade, isto é, a pré-disposição para tal modalidade. Ao mesmo tempo em que se deve mostrar aos alunos as normas do esporte, deveremos também colocá-los por dentro de situações de jogo; além disso, devemos procurar colocar os alunos nas funções de árbitro, secretário e cronometrista para que eles possam vivenciar todos os lados de uma partida de handebol.

Para Kröger e Roth (2002), em seu livro intitulado "A escola da bola", os desportos coletivos realizados nas nossas escolas devem ser baseados em três pontos de apoio: "jogos situacionais" (construção de jogos de um modo que possa permitir à criança desenvolver elementos táticos, adquirindo uma capacidade geral de jogo e competência tática); "orientados para as habilidades" (ao exercitar diversos elementos comuns a todos os esportes coletivos, acredita-se que a criança irá adquirir uma base para o aprendizado de elementos técnicos específicos de determinados esportes, que poderão ser priorizados em um momento posterior. Entre estes elementos estão o controle dos ângulos, a regulação de aplicação da força, determinação do momento do passe, determinação das linhas de corrida e tempo da bola, oferecer-se, antecipação da direção do passe, antecipação defensiva e a observação dos deslocamentos. E "orientados para as capacidades coordenativas" (o professor deve apresentar aos alunos diferentes estímulos informacionais (variabilidade) de natureza eferente (coordenação motora grossa e coordenação motora fina) e de natureza aferente (óptico, tátil, vestibular, acústico e cinestésico). Além da variabilidade de estímulos, o professor deverá levar em consideração que as atividades deverão ser executadas dentro de certas condições de pressão. São elas: pressão temporal, pressão de precisão, pressão de complexidade, pressão de organização, pressão de variabilidade, pressão de carga, porém precisamos ter o cuidado de não colocarmos todas estas condições de pressão, acima citadas, em uma mesma atividade para um aluno que está na iniciação esportiva.

Precisamos fazer parte desta defesa das nossas crianças que praticam esporte nas nossas escolas, ou seja, temos a obrigação de oportunizar a elas a possibilidade de participar de vários esportes e que o seu aprendizado no esporte seja de maneira universal, jogando nas diferentes posições do handebol, como por exemplo: goleiro, ponta direita, ponta esquerda, pivô, entre outras. Este conhecimento universal fará com que mais na frente, durante os jogos, o desempenho individual de cada jogador atinja um nível muito bom, e por conseqüência o desempenho coletivo também atingirá um nível técnico/tático/normativo bem melhor.

Devemos, em todas as fases do desenvolvimento de uma criança, respeitar a sua individualidade, pois todas são diferentes. Precisamos saber identificar essas diferenças durante este processo e compreender os diferentes comportamentos motores/cognitivos/afetivo-sociais que venham a ocorrer, para que possamos obter êxito no nosso treinamento, neste caso do handebol, sem provocar uma saturação.

A educação motora é o passo mais importante para que posteriormente venha a se desenvolver uma formação esportiva de alto nível, pensando desde já, no jogador universal. O início do processo de educação motora ocorre com a aquisição e o desenvolvimento das habilidades motoras básicas. Este momento natural ocorre por meio de duas vias: maturação biológica (crescimento e desenvolvimento natural do ser humano) e experiência motora (a vivência no ambiente favorece a aquisição e o desenvolvimento das habilidades motoras básicas, ou seja, uma criança que joga handebol com os seus colegas na sua rua terá mais facilidade de assimilar os conteúdos do handebol, devido a sua experiência anterior, enquanto que, uma criança que é criada super protegida pelos pais dentro de apartamentos, passando grande parte do seu tempo em frente a computadores e videogames, deverá começar do zero, por não ter nenhuma experiência anterior com o esporte, merecendo, por parte do professor, uma atenção especial e uma maior dedicação para que venha a atingir o mesmo nível daquelas que tinham alguma experiência anterior). O professor de educação física irá trabalhar fundamentalmente na segunda via, que é a da experiência motora, haja visto que não poderá intervir na maturação biológica dos seus alunos, por ser algo geneticamente pré-estabelecido desde a sua concepção.

As habilidades motoras (básicas e específicas) são indispensáveis ao vocabulário motor do ser humano, ou seja, se os mesmos não estão presentes não há harmonia na realização dos movimentos. Entenda-se por vocabulário motor o somatório de todas as experiências vivenciadas pelo ser humano no seu plano motor.

Para uma visão geral do que seriam as habilidades motoras básicas, é do nosso conhecimento que elas são divididas em três classes: locomotoras, não-locomotoras e manipulativas. Nas locomotoras é propiciada aos alunos uma máxima exploração do ambiente, internalizando movimentos que serão utilizado nas fases seguintes do seu treinamento. Já as não-locomotoras são aquelas que permitem o domínio do corpo no espaço, relacionando-se principalmente ao equilíbrio, que será bastante exigido nas fases seguintes. Nas habilidades manipulativas, será propiciado aos alunos o contato com o objeto que será utilizado na sua prática esportiva. Resumindo, a melhor maneira de motivar esta prática é por meio de jogos (conteúdos), onde os movimentos serão apresentados aos alunos dentro de uma totalidade, sem preocupação de segmentação de partes (método). Todas estas classes de habilidades precisam ser trabalhadas nesta fase, pois serão bastante utilizadas durante todas as demais fases de treinamento, ou seja, é como seu próprio nome diz, a base de tudo.

Em todas as fases do trabalho de iniciação esportiva, não podemos permitir, de maneira nenhuma, que algum aluno seja excluído de qualquer atividade. Se a atividade é desenvolvida através de duplas e os alunos totalizam um número ímpar, o professor deve determinar a formação de um trio para resolver o problema, permitindo que todos participem.

Atualmente, o descaso com a prática esportiva na infância e até mesmo na adolescência dentro da escola, está retirando um número alto de crianças dos esportes. Os professores atuam predominantemente como técnicos, excluindo os que, por ventura, tiveram menor desenvolvimento das habilidades motoras básicas e específicas, além também de promoverem uma competição que é pouco interessante para crianças. Está comprovado que crianças que não tiveram a oportunidade de vivenciar atividades que propiciassem um bom desenvolvimento harmônico, não possuem características importantes como a coordenação motora, importante para a prática das atividades esportivas.

Portanto, faz-se necessário que, em primeiro plano, o esporte seja encarado como esporte educação e que a passagem da criança pelo mesmo, durante a sua vida escolar, seja satisfatória e prazerosa, orientada por um profissional adequado que possua uma base científica e metodológica condizente com cada faixa etária do desenvolvimento humano.

Baseado no esporte educação, o handebol deve ser desenvolvido através de atividades lúdicas e recreativas, utilizadas principalmente nas primeiras fases do treinamento com o intuito de desenvolver as capacidades (habilidades) gerais inerentes e adquiridas de cada criança, e desenvolver as capacidades coordenativas, respeitando-se as diferenças individuais, além de ter como objetivo o desenvolvimento das habilidades presentes no handebol. E por último, mas não menos importante, o handebol terá como finalidade principal a inclusão de todas as crianças que praticam este esporte, sem discriminação. Precisamos acima de tudo, procurarmos uma melhor qualificação para podermos propiciar as nossas crianças a prática de um esporte saudável e proveitoso.

Referências bibliográficas

1) TUBINO, Manoel J.Gomes.Dimensões sociais do esporte.SÃO PAULO: Cortez, 1992.

2) DE ROSE JR. Dante. esporte e atividade física na infância e na adolescência. Porto Alegre: Artmed, 2002.

3) KROGER, C., ROTH, K. Escola da bola: um abc para iniciantes nos jogos esportivos. São Paulo:Phorte,2002.

EHRET et all. Manual do handebol. São Paulo: Phorte, 2002.

Gallahue, D. Ozmun. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. 3a edição. São Paulo: Phorte, 2005.

Autor: Flávio Gomes Barroca

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

03:10

Indicação de livro: Educação Física na Escola: Questões e Reflexões

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Descrição: O primeiro capítulo traz uma breve discussão sobre algumas questões que permeiam a Educação Física Escolar no Brasil ao longo do século XX, o contexto da apresentação de algumas propostas pedagógicas surgidas a partir da década de 80. Em seguida, discute-se a questão da formação do profissional de Educação Física, desde o modelo tradicional, passando ao científico até a defesa da formação do profissional reflexivo. No capítulo seguinte, discute-se o afastamento que ocorreu entre a produção científica da Educação Física com sua prática pedagógica, utilizando como referência a área da Aprendizagem Motora. Finalmente, o último capítulo apresenta a metodologia e os principais resultados de uma pesquisa conduzida com sete professores pós-graduados, com a intenção de verificar quais foram os avanços alcançados através da adoção do modelo de formação profissional científica e as possibilidades de aplicação do conhecimento científico na prática pedagógica do professor de Educação Física.

 

Veja mais aqui sobre ele

 

 

 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

05:30

Indicação de livro: Educação Física para o Pré-Escolar

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Descrição: Tendo em vista que os primeiros anos de vida são de fundamental importância para o desenvolvimento subseqüente da criança, fica mais do que evidente a relevância e o papel da educação pré-escolar na formação integral do indivíduo, para uma sociedade em contínua mudança. A Pré-escola, nesse caso, é um recurso benéfico, enquanto se propõe a ser um ambiente intermediário, entre o lar e a escola, num período de vida em que a personalidade começa a se formar. É aí que a educação física deve ir ao encontro das necessidades básicas da criança, partindo daquilo que ela já conhece para chegar a patamares mais elevados do processo de aprendizagem, estimulando-as, motivando-as, respeitando o tempo necessário para elas amadurecerem e alcançarem os objetivos com interesse e satisfação pessoal.

Saiba mais sobre esse livro aqui!

 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

04:57

CRIANÇAS E EXERCÍCIOS FÍSICOS EM AMBIENTE QUENTE

Devido às suas características fisiológicas, as crianças atletas têm um
risco maior que os adultos de apresentar as doenças provocadas pelo calor
quando se exercitam em ambientes quentes e úmidos. Os pais devem conhecer
essas características e implicações para a saúde e prática esportiva. Além
disso, devem tomar medidas para prevenir a desidratação e os problemas de
saúde provocados pelo calor em crianças que se exercitam em ambiente quente
e úmido.

O processo de regulação da temperatura corporal

Os processos metabólicos do corpo humano produzem calor. O bom funcionamento
do corpo depende da manutenção constante da temperatura; o interior do corpo
se mantém a uma temperatura média de 37° C e funciona adequadamente em uma
faixa de variação muito limitada da temperatura. Se os limites inferiores e
superiores forem ultrapassados (33-41°C), pode ocorrer a morte. O calor
metabólico que se acumula no interior do organismo durante o exercício deve
ser transferido para a pele, para ser dissipado ao meio ambiente. A
dissipação de calor através da pele ocorre por diversas vias existentes para
prevenir que haja acúmulo excessivo do calor produzido. Quando a temperatura
ambiental excede a da pele, a evaporação do suor é o único mecanismo pelo
qual o corpo consegue perder calor. Se a perda de líquidos não for reposta
por meio da ingestão adequada de líquidos durante o exercício, pode haver a
instalação da desidratação ou a perda excessiva de líquidos corporais.

Características apresentadas pelas crianças que faz com que haja
interferência com a regulação de sua temperatura

A razão entre a área de superfície e as massas corporais é maior nas
crianças, o que faz com que sua temperatura corporal aumente mais
rapidamente que nos adultos em ambientes muito quentes. Além disso, as
crianças produzem mais calor referente a sua massa corporal tanto no período
de descanso quanto durante o exercício, e suam menos que os adultos. Essas
características aumentam a possibilidade de que possam apresentar distúrbios
térmicos quando se exercitam em ambientes quentes e úmidos.

Hidratação e Regulação da Temperatura em Ambiente Quente e Úmido

Uma desidratação progressiva pode fazer com que uma quantidade excessiva de
calor se acumule no organismo. A desidratação promove aumentos na
temperatura interna devido à redução do volume de sangue na pele e da
quantidade de suor. Como mostrado pelo Dr. Oded Bar-Or e col., em estudos
realizados no Canadá, esse efeito pode ser mais negativo para crianças que
para adultos. Esses pesquisadores observaram que para cada 1% de perda de
peso corporal, a temperatura interna aumentou mais nas crianças que nos
adultos. Isso pode ser explicado, parcialmente, por causa do menor grau de
sudorese das crianças. Alguns sintomas que podem ser apresentados por uma
criança que sofre de desidratação ou de problemas na regulação da
temperatura corporal são: tonturas, dor de cabeça, sede excessiva, pele
muito avermelhada, náuseas e cansaço.

Muitos jovens que praticam esportes como luta, judo, boxe e tae kwon do
perdem de 3 a 5% de seu peso para poder atingir o peso da categoria de
competição. Esses atletas sofrerão muito com essa prática em ambientes
quentes. Em dias quentes e úmidos, é importante que o atleta se mantenha
bem-hidratado antes, durante e depois do exercício.

Estudos em Porto Rico, em Ambiente Natural

Em Porto Rico, são realizadas diversas pesquisas científicas em ambiente
natural para estudar o padrão de hidratação de crianças e jovens e sua
relação com a regulação da temperatura corporal em ambiente quente e úmido.

Os resultados desses estudos indicam que:

* Crianças não repõem todo o líquido perdido no suor e observa-se uma
leve desidratação quando se oferece água como líquido para promover a
hidratação e não há estímulos para que bebam durante o exercício em ambiente
quente.
* As bebidas aromatizadas, contendo carboidratos e sódio ajudam a
aumentar a ingestão de líquidos de crianças para que se mantenham melhor
hidratadas.
* A desidratação pode ocorrer durante a prática de um esporte como a
natação.
* Jogadores de futebol que ingerem mais líquidos que a quantidade que
costumam precisar durante a semana antes de uma partida conseguem aumentar
as reservas de água no corpo e melhorar a regulação da temperatura corporal
durante uma partida em ambiente quente.
* Um bom nível de condicionamento físico e de adaptação ao calor
oferece uma proteção às crianças que se exercitam em ambiente quente e
úmido.

Prevenção dos Problemas Provocados pelo Calor

Além das situações de calor extremo, treinadores devem dar atenção especial
à prevenção de problemas de saúde provocados pelo calor em crianças atletas.
Devem-se estimular as crianças a ingerir líquidos antes, durante e depois da
competição ou do treino, mesmo na ausência da sede. Os líquidos devem ser
aromatizados e servidos frios. Pesquisas recentes indicam que as bebidas com
carboidratos e eletrólitos ajudam a prevenir a desidratação nas crianças que
se exercitam. Bom condicionamento físico e adaptação ao calor, realização do
período de aquecimento na sombra e descansos freqüentes também protegem
esses crianças.

Recomendações para a hidratação de crianças durante a prática de atividade
física

Antes da Atividade Física - Uma hora antes da atividade física, as crianças
com menos de 41 Kg de peso devem tomar 90 - 180 mL de líquidos, enquanto
aquelas com mais de 41 Kg devem tomar 180 - 360 mL.

Durante a Atividade Física - A cada 20 minutos, as crianças com menos de 41
Kg devem tomar 80 - 180 mL de líquidos e aquelas com mais de 41 Kg devem
tomar 180 - 270 mL.

Depois da Atividade - De modo geral, as crianças com peso corporal menor que
41 Kg podem tomar até 200 mL a cada 200 g de peso perdido, enquanto aquelas
com mais de 41 Kg podem precisar de 300 mL a cada 200 g de peso perdido.
Essa reposição de líquidos deve ser feita nas primeiras 2 a 3 horas depois
da atividade.

Anita Rivera Brown, M.S., é diretora da Unidade de Fisiologia do Exercício
no Centro de Saúde Esportiva e Ciências do Exercício do Albergue Olímpico em
Salinas, Porto Rico. Seu trabalho inclui assessorar os treinadores das
seleções nacionais. Também é integrante da BASE para América Latina.

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