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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Componentes da motricidade




A motricidade fina compreende a fase de movimentos simples como, por exemplo, agarrar ou pegar algum objeto. Ela é o movimento guiado pela visão. Para que se obtenha esse tipo de movimentos, utilizam-se diferentes centros nervosos motores e sensoriais. Cada criança tem sua fase e suas etapas, e elas se diferem de acordo com o nível de aprendizado e conforme a evolução de seu desenvolvimento motor.

Através da motricidade global as crianças têm capacidades de fazer gestos e ter atitudes que nos fazem compreender e conhecê-las melhor. A criança passa a maior parte do tempo na escola e por isso sua conduta está representada pela atividade motora. As crianças, quando brincam, correm, pulam, imitam animais e objetos e sobem em árvores se libertam; com isso, obtêm desenvolvimento mental, criatividade, bem-estar e liberação física. Cada criança deve ser respeitada, cada criança tem seu ritmo individual. O movimento motor global se caracteriza por ser um movimento espacial, tátil, labiríntico, e desempenha papel muito importante na melhora dos comandos nervosos, percepções e sensações da criança. O importante da atividade motora não é a quantidade de trabalho realizado com a criança, mas, sim, a forma como é trabalhada a escolha das atividades a serem aplicadas e o objetivo a ser atingido.

O equilíbrio é de grande importância para que se diferenciem os movimentos corporais. Se os movimentos forem feitos de forma desequilibrada, seu gasto energético será maior, resultando em fadiga corporal e mental, tendo maiores chances de estresse e ansiedade. A criança pequena adota apenas posturas diferenciadas, não tendo equilíbrio completo e apenas reagindo de maneira reflexa aos múltiplos estímulos do meio. Em nosso organismo, a posição em pé, vertical, nos favorece quanto ao desenvolvimento cortical.

“A posição horizontal da visão fornece ao cérebro uma colocação perfeita para a centralização e integração de todas as informações que originam o comportamento humano. Com uma atitude corporal vertical, o homem pode responder de modo mais adequado às exigências de seu próprio mundo”( NETO, 2002, p. 17 e 18).

O esquema corporal está diretamente relacionado com o desenvolvimento e formação da personalidade da criança. Existem imagens de nosso corpo que desempenham papel importante e que a criança percebe desde os primeiros contatos corporais, vindos de seu próprio corpo: alegria, choro, dor, sensações visuais e auditivas. Existem nesse tópico dois tipos de esquemas corporais: atividade tônica, referente às atitudes e às posturas; e atividades cinéticas, orientadas para o mundo exterior.

Organização espacial compreende a tomada de consciência do corpo em seu ambiente. A criança organiza-se no espaço que existe à sua volta, colocando os objetos em lugares diferentes, organizando-os da maneira como achar melhor e, ainda, movimentando-os entre si. A criança começa a ir à escola e,, quando chega a hora das aulas de Educação Física, ela descobre um universo diferente da realidade em que vivia. Ela pode relacionar-se com outras crianças, aprendendo a compartilhar seu espaço com crianças de mesma idade.

Orientação temporal diz respeito à noção de corpo, tempo e espaço com o movimento (cinestesia). A criança que se prepara para pegar uma bola que o outro irá jogar traça em mente a ação motora, ou seja, o período de deslocamento da bola até atingi-lo. A distribuição inadequada desses componentes acarretará no insucesso da ação. Então, desde cedo, a criança já elabora difíceis e complicados cálculos a fim de resolver esses problemas motores com os quais tem contato.

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