segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A inclusão na Educação Física Escolar





A educação física escolar vem sendo um alvo de grande destaque na sociedade. A busca de reafirmar no currículo escolar trouxe grandes avanços, desde a LDB até congressos internacionais. Sob critica de precariedade perante a atenção do governo, agregado às profissionais não qualificados na área, levou a área à grande devastação.

Piccoli (1995) Cita que o professor de educação física é o agente disseminador da educação física na escola, e que a falta de preparo na área e apresentação de currículo defasado, com formação apenas em magistério, ao nível de 2ª grau, provocou uma degradação da educação física. Outras dificuldades como a falta de instalações desportivas de espaço físico adequado nas escolas e o desinteresse dos especialistas em construções, fazem com que surjam construções de instalações com dimensões incorretas.

Segundo Fernandes (1979), o trabalho da educação física, está vinculado a princípios Fisio-educacionais, que regem e indicam caminhos seguros a todos os programas escolares, que visam à saúde física e mental dos educados. Esses programas podem ser responsáveis por todas as formas de mutilação observadas na formação de personalidade da criança.

Rodrigues (2003) cita que os professores devem ter primeira formação para que possa conhecer e aplicar conteúdos apropriados, e que possam sempre estar desenvolvendo, ou estimulando, o grau de complexidade do aluno. Ngrid (2000) defende que a prática educativa dos professores deve ser elevada do nível do senso comum de não organizar simplesmente uma série de brincadeiras e tarefas motoras para as crianças, partindo simplesmente de conceitos herdados da tradição.  Porque para Piccoli (1995) através do movimento, a criança estará desenvolvendo-se e principalmente crescendo no contesto social.

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Por um lado, os alunos deveriam ter na aula de Educação Física, a possibilidade, entre outras, de conseguir uma melhoria de sua mobilidade e/ ou técnica de movimento. Lima & Betti (2002), prosseguem no mesmo pensamento que a pratica de educação física deve ser ministrada desde as primeiras séries, porque é nesse período que a criança apresenta maior desenvolvimento e aprendizagem. Piccoli (1995) acrescenta sobre que o professor deve respeitar o aluno através da sua individualidade pessoal e que muitas escolas não estão dando continuidade através do desenvolvimento da aula, que constam num processo prolongado, o que muitos professores não fazem.  Nesse mesmo sentido, Barros (1996), comenta que devem ser explorar deferentes qualidades e dinâmicas do movimento, como força, velocidade, resistência e flexibilidade, conhecendo gradativamente os limites e as potencialidades de seu corpo.  Benda (1999) prossegue afirmando que é importante que o professor utilize o lúdico em suas aulas no processo ensino aprendizagem, fazendo com que o aluno faça as atividades de maneira prazerosa e que vivencie de formas mais fáceis para se ensinar e aprender. Ávila (1994) cita que a Educação Física, é o envolvimento do movimento corporal, com relação ao mundo, tendo então o significado de expressão, manifestação perante o afetivo.

Barros (1996) comenta que detectar os conhecimentos prévios das crianças não é uma tarefa fácil. Implica em o professor estabelecer estratégias didáticas para fazê-lo, uma vez que elas não se comunicam verbalmente. Para Rodrigues (2003) o professor de Educação Física deve ser sempre critico ou um amigo critico perante aos alunos, tendo sempre o foco de reflexão para que possam sempre solucionar os problemas juntos com os alunos.

 Etchepare (2003) comenta que a educação física apresenta na vida do aluno um papel muito importante, principalmente perante a escola, pois através da escola, ele será capaz de buscar a compreensão, passando então para o conhecimento durante a sua vida. Através das aulas de Educação Física, a qual poderá desenvolver as habilidades, compreensão, trabalho de grupo entre outras, o aprendiz consegue então, adaptar-se principalmente fora da escola. Paim (2002) cita que para que isso aconteça é necessário que o professor haja como um educador, não técnico, e veja a educação física como um processo de educação, não como treino. O papel do professor, de educação física assume uma importância muito grande na construção de um novo saber esportivo, mais humanista e critico que realmente construa um modelo de sociedade democrática, mais justa e solidária e que efetivamente proporcione ao aluno o exercício pleno da cidadania.

Shigunov e Neto (2002) mencionam em seu livro que a relação de professor-aluno, ao longo dos anos vem ocorrendo grandes transformações, pois antigamente tanto a escola como o professor possuíam todo o domínio sobre o aluno. Hoje com os métodos de ensino diferentes que na qual fica na responsabilidade do professor em aplicar sobre o desenvolvimento do aluno, e que através de planejamento em escolas, estão sendo positiva, entre a relação professor-aluno, que menciona o ponto chave de professores novatos que ao entrarem no contesto da escola procuram servir através da atenção principalmente, todos os alunos inclusive os que apresentam dificuldade em executar uma determinada habilidade. Já com os próprios colegas de trabalho, professor-professor, professor-direção, professor-direção-gorveno e até mesmo professor-socidade-direção, não apresentam uma relação positiva, quando se fala sobre o desenvolvimento do aluno. Os próprios professores citam que falta intercâmbio entre eles, principalmente com o professor de Educação Física, e que as reuniões tanto com a direção como a dos pais, são muito poucas para tentar resolver ou desenvolver perante o aluno. O mesmo autor prossegue dizendo que, a relação de aluno-familia, estar cada vez mais defasado, e que a distancia entre pais e filhos, faz com que o professor, (principalmente o de Educação Física que possui aproximação física através de jogos recreativos) que alem do papel social, como afetividade e o ensinamento proposto pela sua metodologia, tenham outro desenvolvimento como papel de pai e mãe e familiares, colegas, etc... Fazendo com que entre os professores de outras matérias, o professor de Educação Física seja o mais querido, e a socialização através desse contexto entre professor-aluno, invoca sobre o aluno de ser critico, participativo tanto na aula como na sociedade, tendo o mérito de desenvolvimento de um cidadão, sempre de forma consciente.    

INCLUSÃO

A palavra inclusão vem sendo colocada e usada muito atualmente, em todos os sentidos, principalmente na educação. Existem discussões dos educadores quanto ao termo e significado da inclusão, pois o desafio está nos projetos colocados em teoria e que deverão passar para a pratica, no qual todos os seres humanos usufruir os mesmos direitos. Krug (2001) processe dizendo que a sociedade deve saber que ninguém deve ser excluído, mas, quando for destacado como grave o comprometimento, precisa, no entanto, ser encaminhado para escolas e classes especiais. Segundo Correa (2001) a inclusão é um grande desafio, tanto da escola como da sociedade, pois não estamos preparados para lida com essa nova era. Já Junior & Araújo (2003) cita que a inclusão vem através da igualdade e o respeito sobre as diferencias, onde que todos crescem com relação à cidadania, o que levará a educação. Winnick (2004) prossegue ressaltando que a educação física é que mais envolve o termo de inclusão, ficando então a chamada de atenção perante aos profissionais que atuam nesta área, que não estão preparados para lidar com este tipo de grupo, tanto fora da sala como dentro da sala de aula. Lemos (2002), cita que a postura de aula do professor de educação física vem sendo trabalhada no espaço de pátio, quadra etc, em local sem estrutura física. Já Baumel & Castro (2002) cita que para que a escola desenvolva o método inclusivo, os professores, no entanto educadores devem trabalhar em conjunto, e através de projetos, que formarão uma sociedade que levará a resolver grande parte dos problemas, e principalmente desenvolver uma sociedade ou comunidade critica, e que só assim a criança ou aluno desenvolverão os seus potenciais, e entre esses potenciais, o mérito de cidadãos e respeito sobre as diferencias na sala de aula.

Baumel & Castro (2002) os professores devem sempre estar atualizado, e que o trabalho de equipe se dá através da prática reflexiva sobre inclusão, que faz com que o professor tenha confiança e enriquecimento para que utilizem as habilidades sobre os alunos deficientes, para que possa ter bagagem suficiente para resolver os problemas dentro e fora de sala de aula.

Pedrinelli (2002) cita que aquele profissional que não trabalha o envolvimento da inclusão estará favorecendo uma atitude de exclusão, e isso acontece com quem não possui também nenhum conhecimento teórico, porque poderá não estar entendendo a dificuldade e diferença de aprendizagem que os alunos possuem. Ao contrário do que o profissional que trabalha há inclusão, que aceita a idéia de que todos são importantes e significativos, tendo o ponto chave à diversidade, que, no entanto, levará a maior e mais complexa da aprendizagem.

Sassaki (2002) afirma que através da sociedade inclusiva as pessoas conseguem atingir os seus objetivos. Atingindo os objetivos, estarão trabalhando em grupo, tendo então, o sujeito não prejudicado.

Lynch (1998) cita que os professores de educação física têm capacidade igual e até superior que qualquer outro profissional como médico ou até mesmo psicólogo, pois este profissional consegue desenvolver, tanto a mente como o físico, ambos levam a supremacia de uma vida saudável. No mesmo pensamento, Correa (2001) cita que a pratica de atividade física faz com que as pessoas deficientes tenham uma evolução significativa e positiva, principalmente ser for atividade de grupo, e do lazer, que é destacado por estar vivenciando  e trabalhando o prazer.

Segundo Cidades & Freitas (2002), quando se fala de inclusão, esta se colocando num contesto muito amplo, e não há um só caminho certo e sim vários, desde que o professor seja um agende reflexivo e atuante, pois só assim o professor estará no caminho certo. Então fica difícil, de colocar ou concentrar em um só foco, pois quando se fala de inclusão, é comentar um processo muito abrangente, e que não possui fim, pois é um assunto que só agora que a sociedade está compreendendo a fundamental importância perante os grupos com especificidade.

As pessoas consideradas deficientes juntamente com a sociedade devem estar se preparando, se atualizando, para poderem enfrentar junto o dia a dia. Para isso, Nogueira (1994) se coloca apontando o caminho que a escola pode traçar na pratica com a inclusão, sobre respeito, cooperação e solidariedade, e essa pode ser talvez uma das peças chaves para que se desenvolva uma cadeia e ramifique esse aspecto na sociedade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pudemos verificar com esse estudo que, a educação física escolar pode ser trabalhado e planejado como forma de inclusão. Notamos que os professores possuem o conhecimento teórico sobre essa possibilidade, mas não a efetivam, e justificam que a não utilização da inclusão na grade curriculares da educação física se esbarra na inadequação do espaço físico e falta de material apropriado. Observamos também, dificuldade do professor em usar possíveis adaptações para incluir todos os alunos.  Isso já era esperado pela vivencia pratica que obtive ao longo da vida. A maioria dos professores sempre trabalha, todos os anos, futebol, voleibol, e basquetebol e geralmente em forma de competições, colocando às margens das atividades físicas escolares.

Na licenciatura e literatura, em se tratando do objetivo da escola sobre o desenvolvimento da criança com ou sem necessidades especiais, deve-se priorizar as atividades fundamentais e o trabalho em grupo., a fim de desenvolver as capacidades das crianças e o respeito à diversidade.

Concluindo, pudemos observar que a Inclusão poderá ser utilizado pelos professores de educação física como base para modalidades dos esportes, através das habilidades fundamentais, atendendo a todos de acordo com suas próprias condições. Dessa forma, o professor passa a ser um mediador o desenvolvimento da inclusão.

Fonte

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Realmente, a área de Educação Física para alunos especiais está em franco crescimento. E é preciso se especializar, saber características de implantação, como formular aulas e ter atividades que despertem interesse do aluno e desenvolva seu potencial.

Então, vou te indicar dois e-books:

1 - Atividades Físicas de Alunos Especiais: Com este e-book deseja-se oferecer subsídios para as tomadas de decisões no que se refere à política do trabalho de inclusão junto às escolas, indicar mecanismos de preparação de professores de Educação Física que atuam na área, quanto à melhoria da prática escolar, e oferecer indicadores para as propostas curriculares nos planos das instituições e a dinâmica dos professores em seu processo ensino/aprendizagem principalmente na Educação Física Escolar.



2 - Aulas de Educação Física para Alunos Especiais - Foi elaborado para orientar e colaborar com professores e acadêmicos de Educação Física no processo de inclusão dos alunos especiais nas Aulas do Ensino Regular e, também nas Instituições Especializadas, o Ebook contém além da história da inclusão, muitas atividades físicas e esportes para alunos especiais.



Com certeza, com esses dois e-books, o enriquecimento no conteúdo específico vai ser enorme. Boa sorte!


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