quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Na escola também se promove saúde




 

Pode-se afirmar com segurança e sem exageros que a abordagem nutricional encontra-se em evidência numa escala mundial, demonstrando-se com isto que a preocupação com assuntos relacionados com a nutrição e suas conseqüências baseada em uma alimentação incorreta tem causado prejuízos a um número cada vez maior de pessoas, independente da faixa etária, colocando-se como uma necessidade a promoção de uma alimentação saudável como prioridade na promoção da saúde[4].

Faz-se necessário aqui uma distinção entre alimentação e nutrição, pois a alimentação corresponde a um ato voluntário e consciente, intimamente relacionado com a vontade do indivíduo ou da pessoa que escolhe o alimento que vai consumir, caracterizado este ato, ainda, pelas práticas que envolvem opções e decisões pessoais em relação à quantidade, ao tipo de alimento, quais alimentos são aceitáveis para o padrão pessoal de consumo, a forma como são adquiridos, conservados e preparados, abarcando também a questão dos horários, locais e com quem que se realiza o ato de alimentar-se[5].

No tocante à nutrição, pode-se afirmar que corresponde a um ato involuntário, correspondendo a uma etapa que não tem controle do indivíduo, iniciando-se quando qualquer alimento é levado à boca e, a partir desse momento "[...] o sistema digestório entra em ação, ou seja, a boca, o estômago, o intestino e outros órgãos desse sistema começam a trabalhar em processos que vão desde a trituração dos alimentos até a absorção dos nutrientes, que são os componentes dos alimentos que consumimos e são muito importantes para a nossa saúde"[6].

Nesta perspectiva, para que a alimentação atenda às necessidades nutricionais de um indivíduo, cabe a ele escolher bem os alimentos que fornecem nutrientes tidos como importantes para sua saúde, pois apenas uma alimentação que leve em conta os elementos quantitativos e qualitativos é capaz de fornecer os nutrientes necessários, já que o consumo inadequado de qualquer alimento acarreta em danos para a saúde de qualquer pessoa, isto é, o excesso pode produzir a obesidade e todos os seus ricos para a saúde e a deficiência pode ocasionar a desnutrição[7].

Levando-se em conta a questão da promoção da saúde com foco na formação de hábitos alimentares influenciados por vários fatores, entre eles os fisiológicos, os psicológicos, os socioculturais e os econômicos, vê-se que o ambiente escolar é tido com justa medida como um dos espaços fundamentais para esse trabalho de formação e informação em torno dos hábitos alimentares tidos como saudáveis[8].

Assim, não restam dúvidas de que a escola mostra-se como um ambiente que favorece o desenvolvimento de ações focadas na promoção da saúde "[...] bem como ao estímulo, formação ou correção de hábitos saudáveis, por ser um espaço social onde muitas pessoas passam grande parte do seu tempo, convivem, aprendem e trabalham"[9].

 

Crysthoper Souza Faria[1]

Henrique Arantes Barbaresco[2]

Nathallya de Oliveira Ferreira[3]


[1]  Concluinte do Curso de Educação Física do Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara, ILES-ULBRA.

[2] Concluinte do Curso de Educação Física do Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara, ILES-ULBRA.

[3] Concluinte do Curso de Educação Física do Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara, ILES-ULBRA.

[4] SANTOS, Ariana et al. Avaliação da comercialização de alimentos nas cantinas de escolas públicas e privadas de Governador Valadares, Minas Gerais.42 f. Monografia (Bacharelado em Nutrição). Governador Valadares-MG: Universidade Vale do Rio Doce, 2010.

[5] RODRIGUES, Maria de Lourdes Carlos et al. Alimentação e nutrição no Brasil I. Brasília-DF: UnB, 2007.

[6] Idem. Ibidem. p. 16-17.

[7] Idem. Ibidem.

[8] NAVROSKI, Alcione. Pedagogia do sabor: lanches e cantinas escolares. UNIrevista. v. 1. n. 2. abr./2006. p. 1-10.

[9] SILVA, Cleliani de Cássia da. Cantina escolar. Campinas-SP: Unicamp, 2008. Disponível em: <www.fef. unicamp.br/departamentos/…ql…/escolares/escolares_cap6.pdf>. Acesso em set./2011, p. 47.



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