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domingo, 25 de novembro de 2007

O verdadeiro papel do professor de Educação Física Escolar






Responda a primeira coisa que vem à sua cabeça quando pensar na seguinte pergunta:O que é a Educação física nas escolas?A primeira resposta de pais e alunos é: Jogos e recreação. Mas, afinal, será que uma pessoa que passa quatro anos na faculdade de Educação Física só sabe ensinar esportes e recreação? Óbviamente não, e está muito longe de ser somente isso! 

Os brasileiros têm uma visão míope do papel que o esporte e principalmente o educador físico desempenha na sociedade que além de ser desigual possui numa economia tão complicada. Somos assim, alienados de nosso corpo e claro, de uma parte significativa de nossa identidade. Fazendo isso, além de estarmos sendo irresponsáveis, estamos sendo também coniventes com o ensino precário de Educação Física que é oferecido às escolas e isso pode ser muito perigoso. O professor não ensina aos alunos o que é qualidade de vida. Não basta somente levar os alunos para quadra e dar uma bola pra que corram atrás. É preciso que eles saibam o por que de estarem correndo atrás da bola. Não é possível desenvolver toda a parte motora da criança e no adolescente somente na escola, mesmo por que o tempo é curto e as aulas são escassas. 

O importante é desenvolver a consciência e mostrar a importância de se praticar atividades físicas não só na escola, mas a vida toda. A criança passa todos os anos na escola correndo atrás de bola, disputando campeonatos entre as escolas, alguns não fazem nada, e quando se formam na escola, acabam não dando continuidade às atividades físicas e muitos se tornam adultos doentes e consequentemente infelizes. Somos feitos de matéria, mente e espírito, sendo assim, o indivíduo precisa ser desenvolvido como um todo e visto como um ser único. Com uma população cada vez mais sedentária e doente o governo acaba tendo que investir mais em doenças ao invés de incentivarem mais a população a ter saúde e isso vai muito além do que a mídia e os veículos de comunicação mostra. Deveríamos chamar o Ministério da Saúde de "Ministério da Doença". 

Algumas estatísticas dizem que, para cada 1 real que se investe na saúde, são 3 que se economiza em hospitais, remédios e etc. Estudos também comprovam que fazer exercícios físicos moderados regularmente, além de prevenir doenças, também diminui a necessidade remédios, como os remédios para PA (pressão arterial), por exemplo. 

Para artrites, artroses e etc, o melhor remédio é exercício físico, para depressão, a mesma coisa, diabetes também e assim por diante. Logicamente que isso não é interessante para as industrias farmacêuticas, por que se esses resultados fossem levado à população, seria gerado muitas discussões a respeito do assunto. Enfim, o melhor remédio para a prevenção de doenças é deixar o corpo sempre em movimento, afinal, o que não usamos o nosso corpo atrofia, e isso vale para qualquer coisa, até para o cérebro! Já que o governo não toma nenhuma iniciativa, para mudar as aulas de Educação Física nas escolas, talvez essa iniciativa tenha que partir de outro lugar, principalmente do próprio educador físico. Se as aulas de Educação física nas escolas fossem eficientes no desenvolvimento motor e psicológico da criança, não haveriam tantas crianças, jovens, adulto e velhos doentes, sem um mínimo de informação sobre o corpo. Temos uma população que ainda acredita que velhice é sinônimo de doença, mas não é. 

O que causa mais doenças em adultos velhos é o excesso de sedentarismo acumulado. Vivemos na era de alienação de nosso próprio corpo e somos parte do problema Temos uma população cada vez mais doente, e uma questão muito preocupante é o fato de se ter aumentado tanto o número de crianças hipertensas. Não culpo ninguém a não ser o próprio educador físico por essa imagem tão deturpada da profissão, tanto é que, se a Educação física não muda nas escolas, significa que são os próprio professores que se entregam ao comodismo de não ensinar conteúdos teóricos e de conhecimentos empíricos.

É obrigação do professr de educação física contribuir para construção de uma nova forma de pensar no papel da educação física como profissão, área de conhecimento e disciplinas do currículo básico, ainda que não sejamos educadores físicos, mas somos cidadãos e muitas vezes, pais. Pensem nisso...


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