segunda-feira, 27 de março de 2017

E quando o esporte é apenas uma brincadeira?




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Durante vários momentos da minha vida profissional, tive a dúvida de quando seria o melhor momento para direcionar uma criança para o esporte voltando para o rendimento. Eu deveria esperar  o nível de maturação dela, a série certa ou acreditar que o desempenho em quadra/campo bastava? Sei o que muitos autores pregam, sei o que a maioria acha certo mas e se eu percebesse um fenômeno na minha frente, teria que esperar?

"Cruzei" com um aluno assim há uns 12,13 anos. Ele era um fenômeno. Com 10 anos, jogava vôlei como gente grande, futebol como poucos meninos mais velhos, tinha ótimo posicionamento em quadra, tanto no handebol quanto no voleibol. Ele era muito bom. Os pais eram professores de Educação Física e eram empolgadíssimos com o desempenho dele nas aulas de Educação Física e na escolinha desportiva (eu era professora de educação física na escola e "técnica" na escolinha, após as aulas).

Claro que a escolha por só um esporte era cobrado do menino. O pai queria que ele direcionasse seu talento só para um esporte, seja ele qual fosse. O futebol era o favorito mas não tinha uma pressão grande para a escolha do futebol. A pressão era para escolha do esporte para que ele pudesse seguir, esportivamente, aquele único esporte.

Aquele ano letivo acabou sem que o menino se decidisse. Dia desses o encontrei numa pelada de futebol, por acaso. Arrebentou com o jogo e saiu de campo rindo, como uma criança sai de uma brincadeira.

Ali, eu percebi: para ele, o esporte, o jogo, é apenas isso, uma grande brincadeira!

Até a próxima!


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